Angela Natel On quinta-feira, 15 de março de 2018 At 05:32
Mataram a moça.
Meu Deus!
Moça preta, da favela.
Mulher, mãe, não só moça política, politizada.
Corajosa. Enfrentou alguns.
E foi por isso, se bem sabe, que morta foi.
Na guerra do meu país.
Onde coronéis em seus quartéis e cartéis dão a ordem.
Onde já não se sabe quem é quem.
Milícias e malícias, maldade.
Meu Deus.
Sou Marielle. Me coloco como voz dos excluídos.
Pequeninos, pobres, pretos, favelizados.
Quando atiram para matar Marielle,
É contra nós que atiram.
Cada um que se faz voz pelos desfavorecidos, foi assassinado ontem também.
Morremos ontem.
Mataram ela. Matariam a gente, e nos querem matar se formos voz, como ela foi.
Com requintes de crueldade, execução, com alguma tortura para saciar suas mentes perversas e sádicas.
Mas eles não sabem. Não saberão. Jamais.
O sangue do justo clama da terra aos céus.
Rega a semente da coragem.
Que cresce e frutifica, seus frutos são a luta por justiça.
Não se pode matar a Voz que clama pelos pequeninos.
Ela insiste em ressurreições.
E volta ainda mais forte.
Porque, saibam, assassinos e defensores das matanças.
Saibam de uma vez por todas:
O amor vence.
O amor triunfa no final.
Não se pode matar o amor. Ele voluntariamente se entrega.

Gito Wendel

Fonte: https://www.facebook.com/gitowendel/?hc_ref=ARTNwnVjA6Tkonqk2aCLNRLWEP6702JkPbPHdl-jvSGvpJEwMLa0k31xxRzq0U1H0mg&fref=nf
Angela Natel On segunda-feira, 12 de março de 2018 At 10:37
É suficiente, total, bastante e essencial.
Acreditar em Jesus (Deus) é fácil. A ciência ajuda, a história já nos oferece detalhes ricos, a arqueologia há anos vem nos dando cada vez mais evidências dos relatos bíblicos, a psicologia também ajuda. Enfim, todas as disciplinas vêm há muitos anos colaborando para confirmar sua existência.
O desafio está em acreditar na suficiência e totalidade de Jesus, bem como na simplicidade do Evangelho.
Alguns cristãos da atualidade, principalmente os evangélicos, tem destruído e ignorado as colaborações dos demais ramos da vida para com a espiritualidade humana ao distanciarem-se da suficiência e totalidade de Jesus.
O Evangelho é simples; sua mensagem é compreensível e direta. Todavia, na luta por entretenimento dominical, frequência de membros, arrecadação financeira e manutenção de hierarquias espirituais absurdas, anti-bíblicas e anticristãs, a religião e suas igrejas tem complicado as coisas e regredido ao shamanismo, à feitiçaria, bem como ao misticismo semântico com requintes judaizantes e espiritualistas.
O que acontece em seguida é um terrorismo psicológico, e os abusos se multiplicam recheados de intermináveis regras, unções, visões, obediências, e um legalismo sem fim nem propósito.
De fato, os líderes da atualidade morrem de medo da idéia de um Jesus suficiente e total. Isso significa que quando Cristo está presente o essencial encontra-se à disposição de qualquer pessoa, e as supostas "autoridades espirituais" caem no lugar comum da mera funcionalidade, deixando de ser posições de poder sobre outras pessoas.
Quem crê na suficiência de Cristo é um ser livre do controle doentio de líderes sociopatas, psicóticos e neuróticos. O Evangelho produz liberdade, permite pensar, pesquisar, perguntar, ser curioso, duvidar, explorar, testar, afastar-se, observar, voltar, revisar, inquirir, amar e vivenciar também as outras nuances da existência. Isso é o pavor de todo líder com sede de controle!
No final das contas, fiéis mais inteligentes e sensíveis chegarão à simples conclusão que, se é assim que Jesus é (insuficiente, fraco, não total em sua obra pessoa e missão, apenas um "estágio" no desenvolvimento espiritual e não o fim da lei como diz a própria Bíblia) é melhor ser ateu do que viver debaixo do domínio de gente maluca!
Maluquice tem de sobra! É só procurar no YouTube! Milhares de pessoas apontando uma Bíblia como arma, andando de quatro rugindo como leões, outros cobrando pedágios e sacrifícios espirituais para que se alcancem bênçãos de Deus, a celebração da irracionalidade barulhenta em cada culto, e por aí vai. E, não esqueçam daqueles que negam toda e qualquer manifestação do Espírito Santo, como se Jesus não tratasse do assunto.
Fico com o mais fácil: acreditar em Deus. Mesmo tendo tido que viajar por vários continentes e conversar com cientistas, filósofos, ateus e cristãos, para chegar às minhas próprias conclusões. Mesmo quando duvidei, ele continuou existindo, pois não precisa de mim pra isto!
Fico com o suficiente, total e essencial: Jesus!
Abraço a simplicidade do Evangelho. Falar em línguas? Falo e sempre falei. Isso me faz melhor do que ninguém? Não. Orar, meditar, crer, amar, servir, agir doar - claro! Não há nada mais humano! Abraçar a ciência - sim! Abraçar a espiritualidade - sim! Abraçar ao meu próximo - sim!
A piração eu deixo pra quem quiser fazer da vida dos outros um inferno!
Jesus basta.

Ebenézer Paz

Fonte: https://www.facebook.com/ebenezerbene.paz/posts/1798139820217370
Angela Natel On At 09:41
Depois das afirmações iniciais, que tinham por objetivo alertar seus discípulos diante da seriedade do assunto, Jesus começou a expor algumas importantes predições que sinalizariam o tempo em que Jerusalém seria alvo do juízo divino.
# Guerras e Revoluções
“Quando ouvirdes falar de guerras e revoluções, não vos assusteis. É necessário que isto aconteça primeiro, mas o fim não será logo. Então lhes disse: Levantar-se-á nação contra nação, e reino contra reino” (Lc.21:9-10).
Flavio Josefo registra em seu livro Guerras dos Judeus os inúmeros conflitos e revoluções ocorridos durante o tempo que antecedeu a queda de Jerusalém. Em Cesaréia, por exemplo, foram mortos mais de vinte mil em uma disputa entre judeus e sírios concernente ao governo da cidade. Em Alexandria, mais de cinqüenta mil judeus morreram em um conflito com os gentios. Em Damasco, a população local conspirou contra os judeus e abateram mais de dez mil pessoas desarmadas. Além desses conflitos envolvendo judeus, o império romano viveu dias de convulsão social. Revoltas, conspirações, e guerras envolvendo muitas nações foram o cotidiano da população daquele império. Roma tornou-se uma verdadeira máquina de guerra.
Gary DeMar ressalta: “Jesus adverte em seguida de “guerras e rumores de guerras” e de “reino contra reino”. Como ele predisse, os tumultos se espalharam por toda a região. Os Anais de Tácito, que cobrem a história de 14 d.C. à morte de Nero em 68 d.C., descrevem o tumulto do período com fases intituladas “distúrbios na Alemanha”, “comoções na África”, “comoções na Trácia”, “insurreições na Gália”, “intriga entre os partos”, “guerra na Bretanha”, e “guerra na Armênia”. Guerras foram travadas de uma extremidade do império à outra. Tudo isso aconteceu durante a Pax Romana (paz romana). As guerras não eram sinais, exceto durante o tempo de paz declarada.”[1]
# Cataclismos
“Haverá grandes terremotos, fomes e pestilências em vários lugares, e coisas espantosas e grandes sinais do céu” (Lc.21:11).
TERREMOTOS - Os trinta anos que precederam a queda de Jerusalém foram marcados por terremotos e catástrofes que acabaram dizimando a população do império. Em 46 d.C. houve um grande terremoto em Creta. Talvez fosse sobre isso que Paulo falava ao afirmar que a ira de Deus havia caído sobre os judeus de Creta (1 Tess.2:16). No dia em que Nero assumiu a toga virillis, em 51 d.C. houve um terremoto em Roma. Houve outro terremoto em Apamea, na Frígia, mencionado por Tácito, historiador romano, que também menciona diversos outros terremotos em Campanha e em Laodicéia. Um terremoto muito forte sacudiu Jerusalém em 67 d.C., pouco antes daquela cidade ser invadida e destruída pelas hostes romanas. Escrevendo acerca de um terremoto que acometeu Jerusalém pouco antes de ser invadida pelos romanos, Josefo diz que “sobreveio uma horrível tempestade: a violência do vento, a impetuosidade da chuva, a quantidade de relâmpagos, o ribombar horrível do trovão, e um tremor de terra, acompanhado de rugidos, perturbou de tal modo a ordem da natureza, que todos o julgaram presságio de grandes desgraças”(Livro Quarto, Cap.17: 316). Não podemos nos esquecer dos abalos sísmicos registrados em Atos, como aquele que provocou a abertura do cárcere para os apóstolos Paulo e Silas (At.16:26; 4:31).
Sempre que ocorre um grande tremor sísmico, pensa-se logo na volta de Cristo. Entretanto, devemos ser cautelosos, pois sempre houve tremores sísmicos no mundo. A diferença é que hoje somos bombardeados por notícias on-line, em tempo real, através das grandes agências de notícias.
Terremotos são medidos por uma escala chamada Richter. Ocorrem milhares deles por ano no mundo. Terremotos de até 1,9 graus na escala Richter, considerados muito fracos, acontecem cerca de 416 mil vezes por ano. De 2 a 2,9 graus, cerca de 52 mil vezes por ano. De 3 a 3,9 graus, 49 mil vezes por ano. De 4 a 4,9 graus, considerados ainda leves, 6.200 vezes por ano. De 5 a 5,9 graus (moderado), 800 vezes por ano. De 6 a 6,9 graus (forte), cerca de 120 vezes por ano. De 7 a 7,9 graus (muito forte), cerca de 18 vezes por ano. E de 8 graus ou mais, considerado devastador, pelo menos uma vez a cada ano. Ao todo, são mais de meio milhão de tremores sísmicos a cada ano.
FOMES E PESTES - As constantes guerras, e os terremotos acabaram abalando a economia de todo império, o que acabou provocando fome, e pestes que dizimaram ainda mais as populações das cidades. Em Atos 11:28 lemos acerca de um profeta cristão chamado Ágabo que “dava a entender, pelo Espírito, que haveria uma grande fome em todo o mundo, a qual aconteceu no tempo de Claudio”. Josefo diz que devido ao cerco das tropas romanas, houve grande carestia em Jerusalém. “Enquanto tudo isso se passava, em redor do templo, a fome e a carestia faziam tal devastação na cidade que o número dos que ela destruía era impossível de se conhecer” (Livro sexto Cap.19:458). Os famintos moradores de Jerusalém comiam até mesmo a sola dos sapatos, o couro dos escudos ou um punhado de feno podre. Josefo ainda relata o caso de uma mãe que comeu o seu próprio filho.
Tácito escreveu sobre o ano de 51 d.C.: “Esse ano testemunhou muitos [e] repetidos terremotos [...] a escassez de cereais, resultando em fome [...] Declarou-se que não havia mais que quinze dias de suprimento de comida na cidade [de Roma]”.[2] Josefo também registrou as condições miseráveis da fome imposta a Jerusalém por Tito: “Então a fome se espalhou e devorou famílias e casas inteiras; os cenáculos das casas estavam repletos de mulheres e crianças morrendo de inanição, e os telhados das casas da cidade estavam lotados de corpos sem vida de adultos; crianças e jovens também vagavam pelos mercados como sombras, impulsionados pela fome, e caíam mortos onde a desgraça os alcançasse”.[3]
Quanto às pestilências, temos como exemplo uma peste que varreu a cidade de Roma em 65 d.C., matando cerca de trinta mil pessoas em um único outono.
# Coisas espantosas e Sinais no céu
As primeiras predições mostravam o quanto os homens seriam afetados diretamente pelas guerras, fome e pestes. O segundo grupo de predições aponta para as indicações de Deus, intervindo na ordem natural da criação a fim de alertar acerca do juízo eminente.
De acordo com Josefo em seu livro Guerras dos Judeus, houve inúmeros sinais, tanto na terra como no céu, que prediziam a desgraça que viria sobre Jerusalém. Abaixo, vamos relatar alguns deles com as palavras do próprio Josefo:
* Um cometa, que tinha a forma de uma espada apareceu sobre Jerusalém, durante um ano inteiro.
* Antes de começar a guerra, o povo reunira-se a oito de abril, para a festa da Páscoa, e pelas nove horas da noite, viu-se, durante uma meia hora, em redor do altar e do templo, uma luz tão forte que se teria pensado que era dia.
* Durante essa mesma festa uma vaca que era levada para ser sacrificada, deu à luz, um cordeiro no meio do templo.
* Um pouco depois da festa, a vinte e sete de maio aconteceu uma coisa que eu temeria relatar, de medo que a tomassem por uma fábula, se pessoas que também a viram, ainda não estivessem vivas e se as desgraças que se lhe seguiram não tivessem confirmado a sua veracidade. Antes do nascer do sol viram-se no ar, em toda aquela região, carros cheios de homens armados, atravessar as nuvens e espalharam-se pelas cidades, como para cercá-las.
Josefo fala de outros sinais que preferimos não mencionar aqui, por nos faltar tempo e espaço.
# O Princípio das Dores
Mateus termina esta parte do sermão profético com Jesus dizendo: “Mas todas essas coisas são o princípio das dores” (24:8). A palavra “dores” aqui significa literalmente “dores de parto”. O velho aión estava gemendo, proferindo vários “ais!” antes de dar à luz o novo aión.. Todos os cataclismos naturais preditos por Jesus nada mais eram do que os gemidos da criação. No dizer de Paulo, “toda a criação geme como se estivesse com dores de parto até agora” (Rm.8:22). É a partir do velho mundo que Deus cria o Novo Mundo. Espiritualmente falando, o Novo Aión foi concebido na Cruz, nasceu no Pentecostes, e teve seu umbigo aparado no momento em que o Velho Tabernáculo, o Templo judeu caiu. Entretanto, quando falamos do cosmo, da criação, temos que admitir que ela ainda geme, com dores de parto, aguardando tão-somente a parousia dos filhos de Deus (Rm.8:19). Quando todos os filhos de Deus houver se manifestado, e a plenitude dos gentios houver adentrado a Cidade de Deus, então, as dores de parto da criação terão chegado ao fim. O mundo já estará todo renovado, e a natureza viverá em harmonia sob o domínio dos filhos de Deus. Portanto, essas dores de parto só terminarão quando todos os filhos de Deus houver se manifestado, e isso, por sua vez, só ocorrerá quando Cristo retornar fisicamente a Terra. Por isso, ainda hoje há terremotos, maremotos, vulcões, secas e outros cataclismos.
Continua...
[1] DeMar, Gary, Jesus virá em breve?, 2007, Invictus PRESS.
[2]The Annals of Imperial Rome, tradução de Michael Grant (London: Penguin Books, 1989), p. 271.
[3]The Wars of the Jews em The Works of Josephus, 5:12.3, p. 723.

Fonte: https://www.facebook.com/hermes.c.fernandes/posts/10214515704502277
Angela Natel On domingo, 11 de março de 2018 At 06:35

Estou lendo Brian Zahnd, que em 1981 fundou a Word of Life Church, na cidade de St. Joseph, no Missouri, EUA, e está lá até hoje. Gostei das suas provocações compartilhadas em Pecadores nas mãos de um Deus amoroso, e agora transcrevo outras extraídas de A beleza salvará o mundo, frase de Dostoievsky, que Zahnd usa como título para o seu livro a respeito dos flertes da igreja de Cristo com a cultura Ocidental. A edição que tenho é da Letras D’Ouro, em português de Portugal. Aí estão algumas citações, palavras literais de Zahnd.
“Uma fé politizada perde muito depressa a sua beleza. Sei-o, porque já fui um entusiasta participante do processo de politização baseada na fé. Estava disposto a subtilmente (e por vezes nem tanto) a fazer alinhar a minha igreja com as agendas políticas partidárias. Os senadores e congressistas vinham visitar a minha igreja para dar o seu testemunho (sempre em tempo de eleições). Entregávamos os ‘guias do volante’ para que os que não prestavam muita atenção soubessem como votar. Encontrava formas de fazer com que os elefantes e os burros (símbolos dos partidos Democrata e Republicano nos Estados Unidos) do processo político americano de algum modo se tornassem análogos às ovelhas e bodes das parábolas de Jesus. Mas para mim isso acabou abruptamente e de uma forma bastante dramática”.
“Jesus está a edificar a sua Igreja, não um partido político. E estou absolutamente seguro de que o partidarismo político custa-nos a nossa voz profética. Acabamos por ser instrumento de um lado, um inimigo do outro e a não ser proféticos para nenhum”.
“Receio que tenhamos cometido um grave erro em relação à nossa missão. Não estamos tão encarregados de dirigir o mundo como em ser uma fiel expressão do reino de Deus (...) O erro de confundirmos a nossa missão em sermos fiéis, como uma sociedade alternativa de Deus, com a tentativa de dirigir o mundo, através dos rudes meios do poder político, não é algo novo – é um erro que a Igreja tem vindo a cometer há dezesseis séculos”.
“O problema é que com a nossa retórica 'mudar o mundo' é que, com demasiada frequência não passa de uma máscara mal disfarçada da ânsia de poder e domínio – coisas que são a antítese da vida a que Jesus convida os seus discípulos. Uma fé politizada alimenta-se de uma narrativa de mágoas declaradas e direitos perdidos que nos leva a culpar, caluniar, e procurar retaliar de algum modo aqueles que julgamos responsáveis pelas perdas. É o que Friedrich Nietzsche, crítico do Cristianismo, identificou como ‘ressentimento’, e seduz muitos cristãos em busca de poder político. É inevitável que um movimento alimentado pelo ressentimento não tardará a afastar-se dos caminhos de Jesus (...) Jesus disse-nos com toda ênfase que não devemos imitar as maneiras feias de César, procurando o poder e o dom]inio político. Em vez disso, devemos escolher a forma contra-intuitiva da humildade, do serviço e do amor sacrificial”.
“O pragmatismo crê que a única forma de mudar o mundo é desancar os maus – com votos ou com balas. Mas a filosofia do ‘desancar os maus’, no mundo da escalada da vingança, sem mesmo levantar a espinhosa questão de saber quem são os maus apresenta uma terrível falta de imaginação. O pragmatismo exige pouca imaginação; só necessita da ânsia do poder”.
“Este é o meu verdadeiro problema com a trajectória da igreja evangélica americana no início do século vinte e um. Se, em vez de imitarmos Cristo, com sua cruz, queremos imitar César, com sua espada, escolhemos inevitavelmente o feio ao bonito. Esta abordagem afasta a Igreja da possibilidade de viver como testemunha do evangelho. Ser testemunha fiel do evangelho deveria ser uma imagem de marca do Cristianismo evangélico. Mas algo aconteceu de muito errado”.
“É tempo de recuperar a forma e a beleza do Cristianismo. O nosso ícone permanente da beleza e o padrão pelo qual avaliamos a beleza das nossas ações é o cruciforme. A cruz é um mistério formoso – um mistério onde uma beleza inesperada está no processo de resgatar o mundo de sua fealdade. A beleza salvará o mundo. Esta é a surpreendente beleza da cruz quando vista através do prisma da ressurreição. A cruz feita bela é o triunfo final de Deus e da sua graça. Se a crucificação de Cristo puder ser tornada bela, então há esperança de que toda a fealdade da condição humana possa ser redimida pela sua beleza”.

Ed René Kivitz
Fonte: https://www.facebook.com/edrenekivitz/?hc_ref=ARQf2hwWCsWJSfgPU0LX02WuOU3vy5-2sLK4FYLgJLOTQNIGzerFtlX4AOC1S-CzvAA&fref=nf

Angela Natel On quinta-feira, 1 de março de 2018 At 09:10
Angela Natel On quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018 At 06:37
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Angela Natel On quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018 At 05:15
Toca da Leoa: Qual o seu partido? (A Missão Real): Qual o seu partido? Seu lado, sua tendência, sua pendência? Nessa nossa luta dialética de cada dia Interagindo nas redes, nas rela...
Angela Natel On segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018 At 06:16
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Hermes C. Fernandes: Seu ateísmo não me ofende!: “Se Deus não existe, tudo é permitido.” ― Dostoiévski O Rio de Janeiro é o estado com o maior número de ateus no Brasil. D...
Angela Natel On quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018 At 04:28
Angela Natel On domingo, 11 de fevereiro de 2018 At 05:14
Angela Natel On sábado, 10 de fevereiro de 2018 At 03:31
Angela Natel On quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018 At 05:42

8 DE FEVEREIRO DE 2018     
Há um desafio para a Igreja moderna que, se compreendido devidamente será um divisor de águas para o futuro do cristianismo no Brasil e no mundo: a diferença entre frequentar uma igreja e ser a igreja. Vivemos dias nos quais muitos frequentam igrejas; mas estariam na videira? Adorar a Cristo significa imitá-lo; a expressão “cristão” significa: “pequeno cristo”. Sabemos quem Jesus é, nossa teologia já está ciente também de sua missão. Entendemos que por estar completamente engajado na missão de Deus ou Missio Dei, Jesus é missionário. Por consequência, ou o cristão é missionário ou não é cristão. Podemos também afirmar como Francis Schaeffer: “ou Jesus Cristo é Senhor de tudo ou não é Senhor de coisa alguma”.
O leitor atento talvez já tenha concluído que parte da razão de termos tantos que se dizem cristãos no Brasil e a sociedade continuar do mesmo jeito pode residir no fato de que poucos sejam realmente imitadores de Cristo em espírito e em verdade. Como ficaria a questão do senhorio de Cristo? Se Jesus era missionário, como vivia? Quem o mantinha financeiramente em sua jornada na Missio Dei, o anúncio do Reino de Deus e a reconciliação de todas as coisas com Ele?

Sabemos a partir do texto de Lucas 8, que Jesus tinha pessoas que colaboraram com seus bens para a manutenção do seu trabalho. Este exemplo é também constatado na vida de Paulo, apesar deste deter um ofício como fazedor de tendas, do qual se servia sempre que a igreja não correspondia, mas também para não ser pesado à mesma. O cuidado missionário era uma expressão de amor da vida normal e saudável da igreja; o princípio que o rege não é financeiro mas sim amoroso!

A marca do cristão é o amor e não o pragmatismo orçamentário administrativo perfeito e marxista. Por que marxista? Porque a maioria das igrejas ainda opera a partir da ideologia dos “recursos limitados”, enquanto no Reino de Deus o que opera é a generosidade proporcional e amorosa bem como desafios de fé e ajuda concreta que invariavelmente ocasiona o crescimento da Igreja à semelhança de Cristo. Uma igreja que não compreendeu que a missão de Deus é sua vida, está enferma e causará muito sofrimento a pastores e missionários. 



Muitas igrejas e suas lideranças exigem que missionários vivam pela fé, todavia não tem fé o suficiente para firmarem um compromisso financeiro com eles crendo que Deus os honrará e que trabalharão juntos pelo mesmo Reino. Muitos missionários abusam de lamentos e daquilo que recebem das igrejas e mantenedores, tornando difícil tais compromissos, é verdade. O problema é que fazemos disso armas contra eles e não tratamos do problema biblicamente.
É certo que Paulo expressa o desejo de não ser pesado e por isso faz tendas e colabora assim com seu próprio sustento. O problema é que muitas denominações religiosas usam disso como desculpa para negar o pão, sustento, uma vida digna e cuidados com o missionário e ainda o abandonam no campo. Estas ignoram que ao fazermos isso com qualquer ser humano, estamos fazendo também com o filho de Deus. Tratariam a Jesus dessa forma? Tratariam e ainda tratam.

Se eu como pastor posso sonhar, ter aspirações, comer, ter meus filhos em uma boa escola, ter férias, plano de saúde, e outros benefícios desejados por qualquer pessoa normal, e o missionário – por ser missionário – não pode nenhuma dessas coisas, não está em mim o Reino de Deus e minha teologia precisa urgentemente ser revisitada!

Cheguei a esta conclusão de uma forma muito difícil quando ocupei cargos de liderança internacional no meio cristão e me deparei com um “modus operandi” e ethos monolítico e egocêntrico de outros líderes e igrejas em vários países. Para um egoísta os outros são desinteressantes; para o egocêntrico eles simplesmente não existem. Não seja assim entre nós!
Cuidar do missionário de forma que este tenha uma vida digna no país ou região onde se encontra é ser um com a Trindade que vive em um relacionamento de amor. Se as igrejas se propõem a ser agências missionárias que isto seja feito na compreensão do Evangelho e não das ideologias em voga ao redor do planeta. Como anunciarão o senhorio de Cristo sem amor, com fome, abandonados, esquecidos, deprimidos e à beira do suicídio – como  foi o caso de muitos missionários que vieram até a mim para aconselhamento, completamente desesperados?

Missionários somos todos nós, se é que somos cristãos. Tenho por corajosos os que se dedicam de forma integral à pregação do Evangelho como forma de trabalho, bem como os que trabalhando em outras áreas da sociedade também cumprem a missão de Deus. Limitar o chamado de Deus apenas a atividades religiosas é um crime contra a humanidade. Não colaborar com a vida digna de qualquer ser humano é um crime contra a palavra de Deus.

Quem é de fato o Senhor de nossas vidas e igrejas?

·          

AUTOR: EBENÉZER PAZ
Prega o Evangelho há 30 anos, desde o sertão de Pernambuco, comunidades carentes urbanas, prisões, tribos urbanas alternativas, profissionais do sexo, até sua participação nos trabalhos de humanitários de Mercy Ships, JOCUM, UNHCR, Dråpen i Havet, e atuou como pastor no Brasil, Estados Unidos, Suécia, focado no ministério de aconselhamento de jovens, famílias e missionários feridos. Vive atualmente na Suécia onde estudou Ciências da Desabilidade com foco no espectro autista, Direito (Direito das pessoas com necessidades especiais), Aconselhamento familiar e psicologia. Ele é membro do Family-Lab Internacional, um network de terapeutas familiares e profissionais de saúde.


Acessado em 08/02/2018 às 11:16h
Angela Natel On quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018 At 04:33
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Angela Natel On quarta-feira, 24 de janeiro de 2018 At 11:28
Angela Natel On sábado, 20 de janeiro de 2018 At 01:24
Angela Natel On segunda-feira, 15 de janeiro de 2018 At 11:11
Angela Natel On quarta-feira, 10 de janeiro de 2018 At 11:39

Liberdade de Expressão


É importante esclarecer que este BLOG, em plena vigência do Estado Democrático de Direito, exercita-se das prerrogativas constantes dos incisos IV e IX, do artigo 5º, da Constituição Federal. Relembrando os referidos textos constitucionais, verifica-se:
“é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato" (inciso IV) e "é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença"(inciso IX). Além disso, cabe salientar que a proteção legal de nosso trabalho também se constata na análise mais acurada do inciso VI, do mesmo artigo em comento, quando sentencia que "é inviolável a liberdade de consciência e de crença". Tendo sido explicitada, faz-se necessário, ainda, esclarecer que as menções, aferições, ou até mesmo as aparentes críticas que, porventura, se façam a respeito de doutrinas das mais diversas crenças, situam-se e estão adstritas tão somente ao campo da"argumentação", ou seja, são abordagens que se limitam puramente às questões teológicas e doutrinárias. Assim sendo, não há que se falar em difamação, crime contra a honra de quem quer que seja, ressaltando-se, inclusive, que tais discussões não estão voltadas para a pessoa, mas para idéias e doutrinas.