Angela Natel On quinta-feira, 5 de julho de 2018 At 09:48
Angela Natel On terça-feira, 26 de junho de 2018 At 14:46
Angela Natel On terça-feira, 19 de junho de 2018 At 08:40
Imagine ser fruto de uma relação extraconjugal entre seu pai e uma prostituta. Crescer sendo xingado por seus próprios irmãos de filho da p#&@ e não poder fazer nada. Não bastasse todo o bullying de seus meios-irmãos, ainda ser constantemente ameaçado de ser deserdado. Quem suportaria viver num ambiente assim, sendo insultado o tempo inteiro? Por isso, tão logo alcançou idade suficiente para decidir seu destino, Jefté fugiu de casa. E para reforçar ainda mais o estereótipo, cercou-se de homens de moral duvidosa, considerados os párias da sociedade.
Mas o mundo costuma dar muitas voltas, não é mesmo?
Tempos depois, quando os amonitas pelejaram contra Israel, seus irmãos lhe enviaram um inusitado convite: “Venha e seja nosso chefe no combate contra os filhos de Amom.”[1] Por que resolveram apelar justamente ao irmão que antes haviam rechaçado? E quanto ao estigma de bastardo, agora não pesaria mais?
Jefté não deixou barato e respondeu aos demais filhos de Gileade: “Vocês não me odiaram e me expulsaram da casa de meu pai? Por que agora vêm a mim quando estão em aperto?”[2] Engolindo seu orgulho a seco, disseram: “É por isso que viemos te procurar. Vem conosco, combate contra os filhos de Amom e você será o nosso chefe sobre todos os moradores de Gileade.”[3] Nunca Jefté poderia imaginar que este dia chegaria. Os irmãos que o expulsaram de casa agora se dispunham a submeter-se à sua liderança.
Ele não apenas aceitou o convite, como conseguiu levar Israel a uma histórica vitória sobre os amonitas, depois de esgotar todos os argumentos ao tentar resolver a situação pela via da diplomacia.
Mal começara a gozar do sabor da vitória e Jefté teve que lidar com uma situação muito mais delicada ainda. Os homens de Efraim, uma das tribos de Israel, sentindo-se enciumados por não haverem participado da campanha militar que livrara Israel dos amonitas, indagaram a Jefté: “Por que você passou a combater contra os filhos de Amom e não nos chamou para ir contigo?” E ainda por cima, o ameaçaram: “Queimaremos a fogo a você e a sua casa.”
Aquela acusação, entretanto, era totalmente infundada. Tratava-se apenas de uma justificativa fajuta para se vingarem de não terem tido qualquer protagonismo naquela vitória e sentirem-se, assim, relegados à insignificância. Além do mais, Efraim se sentia ultrajado por ter que se submeter a um filho de prostituta, não apenas como um general, mas agora também como juiz.
Jefté que não mandava recado para ninguém, disse-lhes tête-à-tête: “Eu e o meu povo tivemos grande contenda com os filhos de Amom e, embora vos tenha chamado, não me livrastes das suas mãos. Vendo que não me livráveis, arrisquei a minha vida e fui lutar contra os filhos de Amom, e o Senhor os entregou nas minhas mãos. Agora por que subistes hoje para pelejar contra mim?”[4] Em outras palavras: Vocês tiveram a chance de vocês, mas não a aproveitaram! E ainda se acham no direito de se levantarem contra mim?
Nem sempre conseguimos entender a razão que leva algumas pessoas a se insurgirem contra nós. Às vezes, não faz o menor sentido. O que alegam nem sempre condiz com a verdadeira motivação. Tudo não passa de uma cortina de fumaça, uma justificativa que disfarce sentimentos inconfessáveis como a inveja, o ciúme ou o desejo de vingança.
Pessoas por quem você lutou, dedicou sua vida, expôs sua reputação, de repente, sem mais nem menos, se colocam em oposição a você. Algumas se aproveitam para revirar feridas antigas, jogando na cara seus equívocos e precipitações. Mas no fundo, o que as aborrece não é nada disso. Não são seus eventuais erros que as incomodam, mas seus acertos. Não são suas vicissitudes, mas suas virtudes. Todavia, elas jamais admitirão. Tudo de que precisavam para mostrar suas unhas era uma brecha, ou mesmo um simples mal-entendido, algo que possa justificar seu desafeto.
Jefté os havia convocado para lutar, mas eles simplesmente se ausentaram e covardemente o abandonando na hora em que mais precisava de apoio. Que moral teriam para cobrar alguma coisa? Não tendo o que falar contra Jefté, apelaram à mentira deslavada. Como disse Joseph Goebbels, ministro da Propaganda de Hitler, uma mentira repetida mil vezes, acaba se tornando verdade, pelo menos, na cabecinha de quem lhe dá crédito.
Sem ter como remediar a situação, só restou a Jefté uma saída: lutar contra Efraim. Se não desse uma resposta contundente às suas insinuações e mentiras, Jefté estaria abrindo um perigoso precedente que poderia contaminar outras tribos e trazer a ruína para todo o povo de Israel.
Mesmo cansados da batalha empreendida contra os Amonitas, os Gileaditas obtiveram esmagadora vitória sobre os Efraimitas, de sorte que os sobreviventes tiveram que fugir. Para impedir a fuga em massa, Jefté colocou homens nos vaus do Jordão que davam acesso ao território de Efraim, e quando os fugitivos tentavam passar, os homens de Gileade lhes perguntavam: “Você é efraimita?” Obviamente, a resposta era “não”. Para evitar que fossem enganados e os deixasse escapar, criaram um teste simples para identifica-los. Pediam que dissessem “Shibolete”. Se fossem de Efraim, seu sotaque os impediria de pronunciar a primeira sílaba daquela palavra. Em vez de “Shibolete”, diziam “Sibolete”, e assim, uma vez identificados, eram impedidos de passar. O vocábulo hebraico "shibolete" significa a parte da espiga onde ficam as sementes. Jamais nos esqueçamos que palavras são sementes, sejam elas pronunciadas com sotaque que for.
Perceba a sutilidade da pronúncia. Dá para reconhecer um baiano, uma carioca e um mineiro pela maneira de falar. Cada povo tem seu sotaque característico. Semelhantemente, não é difícil identificar alguém cuja motivação seja a de se insurgir contra quem tem sido levantado e sustentado pela graça de Deus. Basta prestar atenção nas sutilezas de sua fala. Alguns até tentam disfarçar, passando uma impressão de espiritualidade. Quando estão determinados a difamar a alguém, fazem-no de tal maneira que quem ouve não percebe a intenção malévola. São capazes de falarem mal enquanto parecem falar bem. A fofoca que espalham sempre vem seguida de um “pedido de oração” por aquele irmãozinho a que pretendem detonar. O veneno que escorre dos seus lábios parece doce como um néctar. Mas o que sai de sua boca não é Shibolete, mas Sibolete. Não é amor cristão, mas ódio, inveja, ciúme, vingança.
Suas mentiras soam como verdades. Suas intenções sempre parecem as melhores possíveis.
Certa parábola judaica diz que um dia a mentira e a verdade se encontraram.
A mentira disse para a verdade:
— Bom dia, dona Verdade.
E a verdade foi conferir se realmente era um bom dia. Olhou para o alto, não viu nuvens de chuva, vários pássaros cantavam e vendo que realmente era um bom dia, respondeu para a mentira:
— Bom dia, dona mentira.
— Está muito calor hoje, disse a mentira.
E a verdade vendo que a mentira falava a verdade, relaxou.
A mentira então convidou a verdade para se banhar no rio. Despiu-se de suas vestes, pulou na água e disse:
— Venha dona Verdade, a água está uma delícia.
E assim que a verdade sem duvidar da mentira tirou suas vestes e mergulhou, a mentira saiu da água e vestiu-se com as roupas da verdade e foi embora.
A verdade por sua vez recusou-se a vestir-se com as vestes da mentira e por não ter do que se envergonhar, saiu nua a caminhar na rua.
E aos olhos de outras pessoas era mais fácil aceitar a mentira vestida de verdade, do que a verdade nua e crua.
A mentira se veste de verdade toda vez que esconde suas verdadeiras intenções. E ainda que os fatos narrados sejam verídicos, o intuito de quem os narra é pernicioso. Porém, a verdade nua e crua é a que não tem nada a esconder. Ela é o que é, verdadeira na casca e no miolo, por dentro e por fora. A mentira nada mais é do que uma fuga da realidade, patrocinada pela covardia. Por isso, há que se ter coragem para ser verdadeiro. Não há veracidade sem voracidade! Não era à toa que Jesus costumava dizer "em verdade, em verdade vos digo..." (algo como: "É na verdade que vos digo a verdade"). Não basta dizer a verdade. A verdade tem que ser dita em verdade. E mais: deve ser dita em amor, com a intenção de edificar, nunca de destruir.
Os Efraimitas representam os que preferem fugir, esquivar-se, acovardar-se, para depois se acharem no direito de criticar e espalhar mentiras caluniosas contra quem se manteve em sua posição. Portanto, seu "sotaque" revela um caráter evasivo. Já os Gileaditas representam os que enfrentam a realidade, tomando para si a responsabilidade de mudança. Seu "sotaque" revela seu caráter leal, engajado e subversivo.
Todos temos um “vau do Jordão” em nossas vidas. É ali que se decide o que deve passar ou não. Este “vau” é o que dá acesso ao nosso coração. Se deixarmos passar certas coisas nocivas à nossa alma, provavelmente nos acarretará males indizíveis. Depois não adianta reclamar.
Sejamos, portanto, mais seletivos com aquilo a que damos ouvidos. Uma coisa é ouvir, outra é dar ouvidos. Há coisas que não valem a pena nem sequer ouvir. É melhor evitar.
Sabe aquelas pessoas que devido ao convívio com outras, acabam assimilando seu sotaque? Já aconteceu de você ter um amigo estrangeiro e se pegar falando como ele? É natural que isso aconteça. Já aconteceu comigo. Pois bem... Cuidado para que você não seja influenciado por quem não tem outra intenção que não seja destruir o que custou tão caro para ser construído. Cuidado para que você não se pegue espalhando o que ouviu de terceiros, sem levar em conta o poder de destruição por trás do boato. Cuidado para que você não seja contagiado pela amargura de ninguém e se veja falando Sibolete em vez de Shibolete.
Prefira a verdade nua e crua à mentira travestida de verdade. Perdoe-me a redundância, mas verdadeira verdade tem sempre o sotaque do amor.
Quer um conselho? Recuse qualquer convite para participar de um banquete onde o prato principal seja a vingança. Prefira saciar-se na companhia dos que insistem na esperança. É melhor a esperança requentada que a vingança requintada.
[1] Juízes 11.6
[2] v.7
[3] v.8
[4] Juízes 12.2-3

Fonte:
https://www.facebook.com/hermes.c.fernandes/posts/10215292507201859

Angela Natel On segunda-feira, 18 de junho de 2018 At 06:26

À mesa estão os hipócritas
Traidores, delatores, hostis
À mesa estão os corruptos
E os mentirosos vis.

À mesa está a prostituta
O gay, a lésbica, o trans
À mesa está o de vida dúbia
E o de palavras vãs.

À mesa está o traficante
O pedófilo e o violento
À mesa está o estuprador
E também o avarento.

À mesa senta a consumista
O plagiador, o tatuado
À mesa está o etnocentrista
E o que rouba calado.

À mesa senta o homicida
O torturador e o que manipula
À mesa senta o infanticida
E o que falsamente jura.
Sim, estão todos à mesa
E muitos outros além destes
Jesus os recebe, com certeza
Dando a todos de suas vestes.

Angela Natel – 04/06/2013
Angela Natel On sábado, 16 de junho de 2018 At 08:40

Pessoas livres a serviço umas das outras
Um Deus que é glorificado ao encarnar-se
Cansados de permanecer ‘do contra’
Exaustos de tanto lamentar-se.

A mesa é um lugar de completa inclusão
Todos têm acesso ao eterno e ao novo
Cristo, o modelo do pleno perdão
Alimentou, curou e libertou o povo.

O impuro agora recebe o espaço
Para refletir a imagem de Deus
O ladrão caminha seguro ao meu lado
Assim como caminham os meus.

Nada pode destruir a verdade:
À imagem de Deus fomos criados
Vivemos por Sua infinita bondade
Por Ele estamos sendo moldados.

Angela Natel – 03/06/2013

Angela Natel On terça-feira, 12 de junho de 2018 At 12:52
Angela Natel On quinta-feira, 7 de junho de 2018 At 05:47
Angela Natel On segunda-feira, 28 de maio de 2018 At 06:11

Prá que construir um prédio
E dar-lhe o nome de Igreja
Se igreja são pessoas de carne e osso
Que tem o direito de ir e vir?

Como construir um prédio
Capaz de acolher todas as pessoas do mundo
Se o Reino de Deus é para todos
Se Cristo morreu por todos?

Prá quê defender a ideia
De ser a ”maior igreja da região”
Se igreja, segundo a Bíblia, é um organismo vivo
Não é uma instituição?

Prá onde estamos caminhando
Repetindo os modelos medievais
Esquecendo a raiz do que somos e temos de fazer
Colocando números em rol de membros como nossos ideais?

Com quem realmente nos importamos
Quando colocamos um mendigo prá fora
Prá não perturbar a programação
Quando não sabemos tratar bem quem já foi embora?

Como ainda nos isolamos
Com medo de nos contaminarmos com o ‘mundo’
Se na Bíblia aprendemos que ‘todos pecaram’
Todos já somos contaminados.

De onde vem a ideia de que o culto e a liturgia
De que os sacramentos e nossas programações
Podem, de uma forma ou de outra
Fazer de nós melhores cristãos?

Será que é possível que nos arrependamos
Que evangelizemos a Igreja
E nos relacionemos  saudavelmente
Com Deus e com o mundo?

Será que os prédios, os números de discípulos,
Os cultos à (e não de) oração e ao (e não de) louvor
Os esquemas, a doutrina e a tradição, os dogmas e o isolamento
Não são suficientes para aliviar a consciência, pelo menos por enquanto?

Angela Natel – 06/10/2012

Angela Natel On quinta-feira, 10 de maio de 2018 At 07:58


Se você depende de um ministério para fazer as simples coisas do Evangelho, você está num lugar muito perigoso. 

Outro dia conversava com um ex-aluno do qual fui mentor em sua carreira pastoral. Dono de um coração extremamente amoroso e fiel, naquele dia ele estava queixoso, meio chateado mesmo.
 

- Sabe professor, a liderança da igreja não me oferece o púlpito. Estou servindo ali há anos e não tive oportunidade ainda de pregar!
 
- Você quer pregar?
- Sim! Quero muito! Venho ansioso por isso!
 

Continuamos a caminhada, e passando perto de sua casa vimos uma obra de construção de um prédio.
 

- Está vendo aqueles trabalhadores na obra? Eu disse a meu aluno apontando pra esquerda.
 
- Sim, estão dando duro hoje!
 
- Bem, antes do café da manhã saí para caminhar, entrei lá, conversei com eles, rimos juntos e eu lhes falei de Jesus. Oramos pedindo a Deus proteção para o dia, nos abraçamos e depois eu fui embora.
 

Continuando a caminhada nos aproximamos da praia, o dia estava lindo!
 

- Gosto muito de caminhar por aqui, e ontem me deparei com uma jovem mãe e seu filhinho logo de manhã cedinho. Ela o abraçava e brincava com ele na areia, eu acenei! Disse-lhe que a cena havia me tocado o coração, que eu era cristão e gostaria de orar por eles. Emocionada ela me disse que ele estava muito doente, e ela tinha ido ali buscar forças em Deus. Oramos juntos e pude lhe trazer um ouvido que escutou em amor e uma palavra muito curta de consolo.
 
- Ah, mas o senhor é pastor!
 
- Sim, de fato! Mas, não preciso de ministério nem título, nem muito menos aprovação, teologia, transferência de unção, passes, supostas "coberturas" espirituais nem palavras proféticas para amar as pessoas e pregar o Evangelho, entende? Quando dependemos dessas coisas e dos homens que se dizem seus guardiões e "donos" estamos num lugar muito perigoso! Caminhe com Jesus, querido! Quer pregar? Pregue! Aqui está sua igreja: o mundo, as pessoas de carne e osso - e, precisam de você! Quer ministrar? Ministre! Sirva no dia a dia, olho no olho, face a face!
 

Ministérios são formas criativas de cumprir a missão, mas não são "a missão". Na verdade, muitos ministérios modernos são mesmo invenções humanas baratas e anti-bíblicas para manter os crentes ocupados e o movimento (e arrecadação) da igreja fluindo! O Evangelho é simples, direto, pessoal e livre na pessoa e vida de Jesus!
 

Nosso amor pelas pessoas pode ser canalizado através de bons ministérios, mas não pode nunca "depender" deles!
 

Vamos em frente! Temos muito a fazer e muita gente pra amar!



Ebenézer Paz

acessado em 10/05/2018 às 11:52h

Angela Natel On terça-feira, 8 de maio de 2018 At 12:56

O misticismo evangélico vem distorcendo a simplicidade do Evangelho. No decorrer dos anos tem se tornado cada vez mais comum observar cristãos com ares de grande piedade aproximando-se de Deus, como se o levassem a sério, perguntando: “Qual a tua vontade para minha vida, Senhor?”.
Ué? Não leram a Bíblia? Não olharam a vida pelos olhos de Jesus? Não compreenderam que a mensagem do Evangelho é simples? Não perceberam que a vontade de Deus está claramente revelada na pessoa, vida e obra de Jesus Cristo? Não entenderam que ele é total, suficiente e completo? Ninguém lhes explicou que a vontade de Deus é que sejamos imitadores de Jesus? É claro que sim!
A infinidade de estudos, escolas dominicais, sermões, pregações, discipulados e coisas do gênero toca no assunto, mas rapidamente progride para o egoísmo, egocentrismo e curiosidade novelística dos novos evangélicos. Ninguém quer ficar no “básico”, nessa de amar ao próximo, ajudar os pobres e as viúvas, cuidar de órfãos, dividir o pão, visitar os enfermos, vestir o nu, alimentar o faminto, andar a segunda milha, visitar encarcerados, amar o diferente, cuidar do pecador, amar a família, ver o ser humano como valoroso e digno de investimento, imitar a cristo e adorar a Deus em espírito e verdade! Esqueceram também do estar juntos, traçar metas de alegria, anunciar o perdão gratuito de Deus e a salvação livre de qualquer performance de nossa parte. Há pouca memória de Jesus. O que querem dizer quando perguntam a Deus qual seria a sua vontade para suas vidas?
Deus se tornou guru, bola de Cristal, agoureiro, abençoador e amaldiçoador; um ser cheio de rituais, trejeitos, regras proféticas, unções misteriosas, transferências de poder. Também fizeram dele um ser belicoso, cheio de melindres, que não aguenta nada - nem uma palavrinha dita errada, muito menos o nome de Jesus dito de maneira incorreta ou pronunciado estranho. É preciso ter cuidado com esse Deus de cristal, senão ele quebra! Desse Deus que nada mais é que um mero retrato de tudo que seus fiéis projetaram nele, medos, ansiedades, figuras de linguagem, antropomorfismos, arquétipos doentios, esperam resposta para seus próprios melindres! Com quem devo casar? Qual a cor de meu vestido para o evento gospel de amanhã à noite? Posso comer batatinha frita da Mac? Serei mais santo se fizer um Jejum de chocolate? Meu casamento será melhor se eu abrir mão de beijar meu namorado durante o namoro? O Senhor vai gostar mais de mim se eu frequentar todos os cultos e eventos da igreja? Enquanto isso o mundo e a sociedade aguardam a manifestação dos filhos de Deus, mas estes estão muito ocupados nas 24 horas de oração pra levar uma cesta básica pra alguém ou voluntariar algumas horas como médico, dentista, advogado ou professor em alguma comunidade. Isso me lembra um relato vivido por mim e um amigo na crise de refugiados.
Havíamos viajado para a Grécia para salvar pessoas da morte no mar. Combinamos de nos encontrar com uma organização missionária evangélica presente no local que estaria fazendo a mesma coisa. O problema é que percorremos uma ilha inteira e não os encontramos. Iniciamos o nosso trabalho com outras organizações. Depois de noites mal-dormidas, fome, frio, músculos trêmulos de tanto trabalhar, centenas de pessoas resgatadas e levadas para um lugar seguro, ouvimos falar que os líderes da organização cristã estariam numa reunião num hotel das proximidades. Ótimo, pensamos, estão prevendo o pior justamente para esses dias, e vamos precisar da ajuda deles. Na reunião descobrimos que não poderíamos contar com a ajuda deles, pois todas as equipes foram para um lugar remoto buscar a vontade de Deus e passariam o final de semana lá tentando alcançar a “fragrância de Cristo”, louvando e adorando, esperando que o Deus que inventaram talvez os dissesse a cor do apito pra usar, se o colete salva-vidas fica melhor vestido de frente ou de costas, se devem realmente distribuir maçãs para as crianças famintas ou guarda-las para o próximo barco.
Fomos embora. Desistimos de procurar por eles e, infelizmente, como não éramos cristãos “tão espirituais” como eles, tivemos que nos contentar com Jesus e o “básico”: amar as pessoas e salvá-las da morte.
Quem lê entenda.


Ebenézer Paz

Fonte: https://www.facebook.com/ebenezerbene.paz/posts/1859297974101554


Angela Natel On sábado, 28 de abril de 2018 At 09:03

Eu estava dando aulas por aí e li em algum lugar que celular demais mata e te tira o sono antes de dormir, então quis dar um tempo. 

Se eu fosse crente mesmo eu iria dizer que fiz um jejum de celular. Mas não foi. Eu só dei um tempo. 

Vi o que me interessava muito, tipo o que rolou em Buenos Aires no Estádio La Porconera.

Aí que cheguei agora e tô aqui procurando umas passagens de busão pra SP e fica buzinando aqui o feicebúk o tempo todo, 90% das buzinas é algum desconhecido falando alguma coisa do meu caráter, que eu sou amigo do Stálin ou tem uns crente muito revoltado porque não levamo a molecada de 10 anos pra assistir o filme do Edir, considerado muito melhor que o do Titanic ou Senhor dos Anéis.

Aí que 10% não é xingamento e era umas notícias das bem lôca, porque, mano... cê fica uma semana sem mexer no bagulho do celular e o mundo muda mesmo.

Eu tô online na bagáça aqui o dia inteiro e não acontece nada. As mêma parada de sempre: bolsocops sentando o dedo nas tecrinha, jornal hoje falando que fulano foi preso, aumentou a gasolina... essas coisas.

Aí cê desconecta... e as Coreias firmam um acordo de paz. Cé lôko!

Té ripiei aqui quando li. Já olhei vidrado na barra lá de cima pra ver se não era fakenews. Não era.

O maluquim lá da do Norte, atravessando sorridente pra dar um apertão de mão no tiozinho lá do sul. Pensei: Meu... é sério?!

Aí li logo abaixo o comentário duma ~ermã~.

Caras, sabem o que me dá crise de enxaqueca de vez em quando? Eu descobri. A terapeuta já táva até dando uns toque: - Gito, não é as parada da alma, é que vc lê comentário, parça. Pára.

Caí na tentação do tranca-rua e li. Não resisti. Era uma irmã.

- a paz mundial é o começo do fim. a igreja precisa resistir.

Aí já deu aquela pontada no cérebro. Enxaqueca vai chegar loguinho.

Porque, caras, Jesus está lá no céu de boas, só assistindo as paradas rolar aqui. Aí ele vê que os coreanos tão superando 70 anos de guerra e matança e loucura, aí ele fala: basta. Chega dessa paz. vou mandar meus crentes pra alertar no feicebúk que é chegado a hora de voltar a guerra, que a paz mundial anuncia o apocalipse e tal...

os maluco que seguem esse tipo de raciocínio é do mesmo bando que pixa o RJ inteiro dizendo um monte de bosta contra o islã e a moçada do candomblé e arruma mó confusão da terra e toma umas porradas da guarda do crivella, que é crente tb.

aí chega uns mais reformado falando: mano, olha esses pentéca maluco e tal... cê té acha que do comentário vai sair alguma frase bem calvinística quando ele emenda: sair na rua assim é focks#$%, mas sobre o islã eles tão falano a verdade...

Minha enxaqueca já corre pros ossos...

- Comentário -
olha lá.
A terapeuta tá certa.

e o bispo da universal do crivella me ligou pra levar a molecadinha no cinema. Eu disse a ele que o filme não tinha nada a ver com criança, valeu, brigado. Ele emenda: qq entretenimento é bom para criança pobre, o sr. deve saber.

O sr. no caso eu, não o Senhor.

Eu sei que os caras acham que maluco pobre não pode ter bom gosto. Claro que tem. Molecadinha só assiste filme massa, com salas cheias e sacão de pipoca lambuzada de manteiga que é pra engordurá as cadeira do cinema todinho. mas esse aí do edir. não.

pq dá pra ser pobre e ter bom gosto, bispo.

pára.

não dá pra generalizar. conheço altos crente gente boa e de mó consciência. minha enxaqueca se vai quando lembro que Jesus disse que seus discípulos seriam CONHECIDOS pelo amor com que amam uns aos outros.

Fala de Jesus pá caramba, pixa a cidade, leva no cinema, frequenta a igreja a semana inteira, dá dízimo, oferta, ora pelo brasil, lê as instituta, faz textão, entra de joelho na sala do trono, faz seminário mega reformex, dá tiro no satãn, não ouve música do mundo, anda na unção, coroa da princesa, acima da média, botâno os impio pá correr, MAS NÃO AMA, de nada vale.

Já disse Paulo - que vai rolar filme dele dia 03, merchãn grátis aqui.

Reconheço como irmãos os caras que procuram amar mesmo. De verdade. Vão lá pedir perdão, andar a segunda milha, vão na igrejinha numa boa, procuram instruir em Graça e Piedade, servir o faminto, serem equilibrados em tudo.

e nenhum destes "querem bíblia sim, constituição não."

Conseguem discernir as coisas. honram a herança da Reforma na separação entre igreja e estado. não idolatram o livro mas são fiéis à Palavra. E não ficam afirmando por aí uma data em que Jesus vai voltar. São humildes, gente boa no trato, amorosos. E crentes.

Sério.

Dá pra ser.

Vi pichado em SP: não é que falta amor, é que falta amar.

É isso.

E é por isso me deixo irmanar de muitos que não concordam comigo no time, na política e muitas vezes nem na percepção da fé, mas que se esforçam em amar. Na mó leveza, sem loucura. E a presença destes sempre manda embora minhas enxaquecas.

Me sinto muito mais irmão e conectado a um ateu que ama do que ao que crê, mas odeia.

esses irmãos amorosos.
Se alegram com as coréias.
com a vida.
com a Graça.
Não picham recados. São cartas vivas.
e vivem por aí a embelezar um pouquinho o mundo.


Gito Wendel

Fonte: https://www.facebook.com/gitowendel/photos/a.870515746342152.1073741829.869920206401706/1782780855115632/?type=3&theater


Angela Natel On quinta-feira, 15 de março de 2018 At 05:32
Mataram a moça.
Meu Deus!
Moça preta, da favela.
Mulher, mãe, não só moça política, politizada.
Corajosa. Enfrentou alguns.
E foi por isso, se bem sabe, que morta foi.
Na guerra do meu país.
Onde coronéis em seus quartéis e cartéis dão a ordem.
Onde já não se sabe quem é quem.
Milícias e malícias, maldade.
Meu Deus.
Sou Marielle. Me coloco como voz dos excluídos.
Pequeninos, pobres, pretos, favelizados.
Quando atiram para matar Marielle,
É contra nós que atiram.
Cada um que se faz voz pelos desfavorecidos, foi assassinado ontem também.
Morremos ontem.
Mataram ela. Matariam a gente, e nos querem matar se formos voz, como ela foi.
Com requintes de crueldade, execução, com alguma tortura para saciar suas mentes perversas e sádicas.
Mas eles não sabem. Não saberão. Jamais.
O sangue do justo clama da terra aos céus.
Rega a semente da coragem.
Que cresce e frutifica, seus frutos são a luta por justiça.
Não se pode matar a Voz que clama pelos pequeninos.
Ela insiste em ressurreições.
E volta ainda mais forte.
Porque, saibam, assassinos e defensores das matanças.
Saibam de uma vez por todas:
O amor vence.
O amor triunfa no final.
Não se pode matar o amor. Ele voluntariamente se entrega.

Gito Wendel

Fonte: https://www.facebook.com/gitowendel/?hc_ref=ARTNwnVjA6Tkonqk2aCLNRLWEP6702JkPbPHdl-jvSGvpJEwMLa0k31xxRzq0U1H0mg&fref=nf
Angela Natel On segunda-feira, 12 de março de 2018 At 10:37
É suficiente, total, bastante e essencial.
Acreditar em Jesus (Deus) é fácil. A ciência ajuda, a história já nos oferece detalhes ricos, a arqueologia há anos vem nos dando cada vez mais evidências dos relatos bíblicos, a psicologia também ajuda. Enfim, todas as disciplinas vêm há muitos anos colaborando para confirmar sua existência.
O desafio está em acreditar na suficiência e totalidade de Jesus, bem como na simplicidade do Evangelho.
Alguns cristãos da atualidade, principalmente os evangélicos, tem destruído e ignorado as colaborações dos demais ramos da vida para com a espiritualidade humana ao distanciarem-se da suficiência e totalidade de Jesus.
O Evangelho é simples; sua mensagem é compreensível e direta. Todavia, na luta por entretenimento dominical, frequência de membros, arrecadação financeira e manutenção de hierarquias espirituais absurdas, anti-bíblicas e anticristãs, a religião e suas igrejas tem complicado as coisas e regredido ao shamanismo, à feitiçaria, bem como ao misticismo semântico com requintes judaizantes e espiritualistas.
O que acontece em seguida é um terrorismo psicológico, e os abusos se multiplicam recheados de intermináveis regras, unções, visões, obediências, e um legalismo sem fim nem propósito.
De fato, os líderes da atualidade morrem de medo da idéia de um Jesus suficiente e total. Isso significa que quando Cristo está presente o essencial encontra-se à disposição de qualquer pessoa, e as supostas "autoridades espirituais" caem no lugar comum da mera funcionalidade, deixando de ser posições de poder sobre outras pessoas.
Quem crê na suficiência de Cristo é um ser livre do controle doentio de líderes sociopatas, psicóticos e neuróticos. O Evangelho produz liberdade, permite pensar, pesquisar, perguntar, ser curioso, duvidar, explorar, testar, afastar-se, observar, voltar, revisar, inquirir, amar e vivenciar também as outras nuances da existência. Isso é o pavor de todo líder com sede de controle!
No final das contas, fiéis mais inteligentes e sensíveis chegarão à simples conclusão que, se é assim que Jesus é (insuficiente, fraco, não total em sua obra pessoa e missão, apenas um "estágio" no desenvolvimento espiritual e não o fim da lei como diz a própria Bíblia) é melhor ser ateu do que viver debaixo do domínio de gente maluca!
Maluquice tem de sobra! É só procurar no YouTube! Milhares de pessoas apontando uma Bíblia como arma, andando de quatro rugindo como leões, outros cobrando pedágios e sacrifícios espirituais para que se alcancem bênçãos de Deus, a celebração da irracionalidade barulhenta em cada culto, e por aí vai. E, não esqueçam daqueles que negam toda e qualquer manifestação do Espírito Santo, como se Jesus não tratasse do assunto.
Fico com o mais fácil: acreditar em Deus. Mesmo tendo tido que viajar por vários continentes e conversar com cientistas, filósofos, ateus e cristãos, para chegar às minhas próprias conclusões. Mesmo quando duvidei, ele continuou existindo, pois não precisa de mim pra isto!
Fico com o suficiente, total e essencial: Jesus!
Abraço a simplicidade do Evangelho. Falar em línguas? Falo e sempre falei. Isso me faz melhor do que ninguém? Não. Orar, meditar, crer, amar, servir, agir doar - claro! Não há nada mais humano! Abraçar a ciência - sim! Abraçar a espiritualidade - sim! Abraçar ao meu próximo - sim!
A piração eu deixo pra quem quiser fazer da vida dos outros um inferno!
Jesus basta.

Ebenézer Paz

Fonte: https://www.facebook.com/ebenezerbene.paz/posts/1798139820217370
Angela Natel On At 09:41
Depois das afirmações iniciais, que tinham por objetivo alertar seus discípulos diante da seriedade do assunto, Jesus começou a expor algumas importantes predições que sinalizariam o tempo em que Jerusalém seria alvo do juízo divino.
# Guerras e Revoluções
“Quando ouvirdes falar de guerras e revoluções, não vos assusteis. É necessário que isto aconteça primeiro, mas o fim não será logo. Então lhes disse: Levantar-se-á nação contra nação, e reino contra reino” (Lc.21:9-10).
Flavio Josefo registra em seu livro Guerras dos Judeus os inúmeros conflitos e revoluções ocorridos durante o tempo que antecedeu a queda de Jerusalém. Em Cesaréia, por exemplo, foram mortos mais de vinte mil em uma disputa entre judeus e sírios concernente ao governo da cidade. Em Alexandria, mais de cinqüenta mil judeus morreram em um conflito com os gentios. Em Damasco, a população local conspirou contra os judeus e abateram mais de dez mil pessoas desarmadas. Além desses conflitos envolvendo judeus, o império romano viveu dias de convulsão social. Revoltas, conspirações, e guerras envolvendo muitas nações foram o cotidiano da população daquele império. Roma tornou-se uma verdadeira máquina de guerra.
Gary DeMar ressalta: “Jesus adverte em seguida de “guerras e rumores de guerras” e de “reino contra reino”. Como ele predisse, os tumultos se espalharam por toda a região. Os Anais de Tácito, que cobrem a história de 14 d.C. à morte de Nero em 68 d.C., descrevem o tumulto do período com fases intituladas “distúrbios na Alemanha”, “comoções na África”, “comoções na Trácia”, “insurreições na Gália”, “intriga entre os partos”, “guerra na Bretanha”, e “guerra na Armênia”. Guerras foram travadas de uma extremidade do império à outra. Tudo isso aconteceu durante a Pax Romana (paz romana). As guerras não eram sinais, exceto durante o tempo de paz declarada.”[1]
# Cataclismos
“Haverá grandes terremotos, fomes e pestilências em vários lugares, e coisas espantosas e grandes sinais do céu” (Lc.21:11).
TERREMOTOS - Os trinta anos que precederam a queda de Jerusalém foram marcados por terremotos e catástrofes que acabaram dizimando a população do império. Em 46 d.C. houve um grande terremoto em Creta. Talvez fosse sobre isso que Paulo falava ao afirmar que a ira de Deus havia caído sobre os judeus de Creta (1 Tess.2:16). No dia em que Nero assumiu a toga virillis, em 51 d.C. houve um terremoto em Roma. Houve outro terremoto em Apamea, na Frígia, mencionado por Tácito, historiador romano, que também menciona diversos outros terremotos em Campanha e em Laodicéia. Um terremoto muito forte sacudiu Jerusalém em 67 d.C., pouco antes daquela cidade ser invadida e destruída pelas hostes romanas. Escrevendo acerca de um terremoto que acometeu Jerusalém pouco antes de ser invadida pelos romanos, Josefo diz que “sobreveio uma horrível tempestade: a violência do vento, a impetuosidade da chuva, a quantidade de relâmpagos, o ribombar horrível do trovão, e um tremor de terra, acompanhado de rugidos, perturbou de tal modo a ordem da natureza, que todos o julgaram presságio de grandes desgraças”(Livro Quarto, Cap.17: 316). Não podemos nos esquecer dos abalos sísmicos registrados em Atos, como aquele que provocou a abertura do cárcere para os apóstolos Paulo e Silas (At.16:26; 4:31).
Sempre que ocorre um grande tremor sísmico, pensa-se logo na volta de Cristo. Entretanto, devemos ser cautelosos, pois sempre houve tremores sísmicos no mundo. A diferença é que hoje somos bombardeados por notícias on-line, em tempo real, através das grandes agências de notícias.
Terremotos são medidos por uma escala chamada Richter. Ocorrem milhares deles por ano no mundo. Terremotos de até 1,9 graus na escala Richter, considerados muito fracos, acontecem cerca de 416 mil vezes por ano. De 2 a 2,9 graus, cerca de 52 mil vezes por ano. De 3 a 3,9 graus, 49 mil vezes por ano. De 4 a 4,9 graus, considerados ainda leves, 6.200 vezes por ano. De 5 a 5,9 graus (moderado), 800 vezes por ano. De 6 a 6,9 graus (forte), cerca de 120 vezes por ano. De 7 a 7,9 graus (muito forte), cerca de 18 vezes por ano. E de 8 graus ou mais, considerado devastador, pelo menos uma vez a cada ano. Ao todo, são mais de meio milhão de tremores sísmicos a cada ano.
FOMES E PESTES - As constantes guerras, e os terremotos acabaram abalando a economia de todo império, o que acabou provocando fome, e pestes que dizimaram ainda mais as populações das cidades. Em Atos 11:28 lemos acerca de um profeta cristão chamado Ágabo que “dava a entender, pelo Espírito, que haveria uma grande fome em todo o mundo, a qual aconteceu no tempo de Claudio”. Josefo diz que devido ao cerco das tropas romanas, houve grande carestia em Jerusalém. “Enquanto tudo isso se passava, em redor do templo, a fome e a carestia faziam tal devastação na cidade que o número dos que ela destruía era impossível de se conhecer” (Livro sexto Cap.19:458). Os famintos moradores de Jerusalém comiam até mesmo a sola dos sapatos, o couro dos escudos ou um punhado de feno podre. Josefo ainda relata o caso de uma mãe que comeu o seu próprio filho.
Tácito escreveu sobre o ano de 51 d.C.: “Esse ano testemunhou muitos [e] repetidos terremotos [...] a escassez de cereais, resultando em fome [...] Declarou-se que não havia mais que quinze dias de suprimento de comida na cidade [de Roma]”.[2] Josefo também registrou as condições miseráveis da fome imposta a Jerusalém por Tito: “Então a fome se espalhou e devorou famílias e casas inteiras; os cenáculos das casas estavam repletos de mulheres e crianças morrendo de inanição, e os telhados das casas da cidade estavam lotados de corpos sem vida de adultos; crianças e jovens também vagavam pelos mercados como sombras, impulsionados pela fome, e caíam mortos onde a desgraça os alcançasse”.[3]
Quanto às pestilências, temos como exemplo uma peste que varreu a cidade de Roma em 65 d.C., matando cerca de trinta mil pessoas em um único outono.
# Coisas espantosas e Sinais no céu
As primeiras predições mostravam o quanto os homens seriam afetados diretamente pelas guerras, fome e pestes. O segundo grupo de predições aponta para as indicações de Deus, intervindo na ordem natural da criação a fim de alertar acerca do juízo eminente.
De acordo com Josefo em seu livro Guerras dos Judeus, houve inúmeros sinais, tanto na terra como no céu, que prediziam a desgraça que viria sobre Jerusalém. Abaixo, vamos relatar alguns deles com as palavras do próprio Josefo:
* Um cometa, que tinha a forma de uma espada apareceu sobre Jerusalém, durante um ano inteiro.
* Antes de começar a guerra, o povo reunira-se a oito de abril, para a festa da Páscoa, e pelas nove horas da noite, viu-se, durante uma meia hora, em redor do altar e do templo, uma luz tão forte que se teria pensado que era dia.
* Durante essa mesma festa uma vaca que era levada para ser sacrificada, deu à luz, um cordeiro no meio do templo.
* Um pouco depois da festa, a vinte e sete de maio aconteceu uma coisa que eu temeria relatar, de medo que a tomassem por uma fábula, se pessoas que também a viram, ainda não estivessem vivas e se as desgraças que se lhe seguiram não tivessem confirmado a sua veracidade. Antes do nascer do sol viram-se no ar, em toda aquela região, carros cheios de homens armados, atravessar as nuvens e espalharam-se pelas cidades, como para cercá-las.
Josefo fala de outros sinais que preferimos não mencionar aqui, por nos faltar tempo e espaço.
# O Princípio das Dores
Mateus termina esta parte do sermão profético com Jesus dizendo: “Mas todas essas coisas são o princípio das dores” (24:8). A palavra “dores” aqui significa literalmente “dores de parto”. O velho aión estava gemendo, proferindo vários “ais!” antes de dar à luz o novo aión.. Todos os cataclismos naturais preditos por Jesus nada mais eram do que os gemidos da criação. No dizer de Paulo, “toda a criação geme como se estivesse com dores de parto até agora” (Rm.8:22). É a partir do velho mundo que Deus cria o Novo Mundo. Espiritualmente falando, o Novo Aión foi concebido na Cruz, nasceu no Pentecostes, e teve seu umbigo aparado no momento em que o Velho Tabernáculo, o Templo judeu caiu. Entretanto, quando falamos do cosmo, da criação, temos que admitir que ela ainda geme, com dores de parto, aguardando tão-somente a parousia dos filhos de Deus (Rm.8:19). Quando todos os filhos de Deus houver se manifestado, e a plenitude dos gentios houver adentrado a Cidade de Deus, então, as dores de parto da criação terão chegado ao fim. O mundo já estará todo renovado, e a natureza viverá em harmonia sob o domínio dos filhos de Deus. Portanto, essas dores de parto só terminarão quando todos os filhos de Deus houver se manifestado, e isso, por sua vez, só ocorrerá quando Cristo retornar fisicamente a Terra. Por isso, ainda hoje há terremotos, maremotos, vulcões, secas e outros cataclismos.
Continua...
[1] DeMar, Gary, Jesus virá em breve?, 2007, Invictus PRESS.
[2]The Annals of Imperial Rome, tradução de Michael Grant (London: Penguin Books, 1989), p. 271.
[3]The Wars of the Jews em The Works of Josephus, 5:12.3, p. 723.

Fonte: https://www.facebook.com/hermes.c.fernandes/posts/10214515704502277
Angela Natel On domingo, 11 de março de 2018 At 06:35

Estou lendo Brian Zahnd, que em 1981 fundou a Word of Life Church, na cidade de St. Joseph, no Missouri, EUA, e está lá até hoje. Gostei das suas provocações compartilhadas em Pecadores nas mãos de um Deus amoroso, e agora transcrevo outras extraídas de A beleza salvará o mundo, frase de Dostoievsky, que Zahnd usa como título para o seu livro a respeito dos flertes da igreja de Cristo com a cultura Ocidental. A edição que tenho é da Letras D’Ouro, em português de Portugal. Aí estão algumas citações, palavras literais de Zahnd.
“Uma fé politizada perde muito depressa a sua beleza. Sei-o, porque já fui um entusiasta participante do processo de politização baseada na fé. Estava disposto a subtilmente (e por vezes nem tanto) a fazer alinhar a minha igreja com as agendas políticas partidárias. Os senadores e congressistas vinham visitar a minha igreja para dar o seu testemunho (sempre em tempo de eleições). Entregávamos os ‘guias do volante’ para que os que não prestavam muita atenção soubessem como votar. Encontrava formas de fazer com que os elefantes e os burros (símbolos dos partidos Democrata e Republicano nos Estados Unidos) do processo político americano de algum modo se tornassem análogos às ovelhas e bodes das parábolas de Jesus. Mas para mim isso acabou abruptamente e de uma forma bastante dramática”.
“Jesus está a edificar a sua Igreja, não um partido político. E estou absolutamente seguro de que o partidarismo político custa-nos a nossa voz profética. Acabamos por ser instrumento de um lado, um inimigo do outro e a não ser proféticos para nenhum”.
“Receio que tenhamos cometido um grave erro em relação à nossa missão. Não estamos tão encarregados de dirigir o mundo como em ser uma fiel expressão do reino de Deus (...) O erro de confundirmos a nossa missão em sermos fiéis, como uma sociedade alternativa de Deus, com a tentativa de dirigir o mundo, através dos rudes meios do poder político, não é algo novo – é um erro que a Igreja tem vindo a cometer há dezesseis séculos”.
“O problema é que com a nossa retórica 'mudar o mundo' é que, com demasiada frequência não passa de uma máscara mal disfarçada da ânsia de poder e domínio – coisas que são a antítese da vida a que Jesus convida os seus discípulos. Uma fé politizada alimenta-se de uma narrativa de mágoas declaradas e direitos perdidos que nos leva a culpar, caluniar, e procurar retaliar de algum modo aqueles que julgamos responsáveis pelas perdas. É o que Friedrich Nietzsche, crítico do Cristianismo, identificou como ‘ressentimento’, e seduz muitos cristãos em busca de poder político. É inevitável que um movimento alimentado pelo ressentimento não tardará a afastar-se dos caminhos de Jesus (...) Jesus disse-nos com toda ênfase que não devemos imitar as maneiras feias de César, procurando o poder e o dom]inio político. Em vez disso, devemos escolher a forma contra-intuitiva da humildade, do serviço e do amor sacrificial”.
“O pragmatismo crê que a única forma de mudar o mundo é desancar os maus – com votos ou com balas. Mas a filosofia do ‘desancar os maus’, no mundo da escalada da vingança, sem mesmo levantar a espinhosa questão de saber quem são os maus apresenta uma terrível falta de imaginação. O pragmatismo exige pouca imaginação; só necessita da ânsia do poder”.
“Este é o meu verdadeiro problema com a trajectória da igreja evangélica americana no início do século vinte e um. Se, em vez de imitarmos Cristo, com sua cruz, queremos imitar César, com sua espada, escolhemos inevitavelmente o feio ao bonito. Esta abordagem afasta a Igreja da possibilidade de viver como testemunha do evangelho. Ser testemunha fiel do evangelho deveria ser uma imagem de marca do Cristianismo evangélico. Mas algo aconteceu de muito errado”.
“É tempo de recuperar a forma e a beleza do Cristianismo. O nosso ícone permanente da beleza e o padrão pelo qual avaliamos a beleza das nossas ações é o cruciforme. A cruz é um mistério formoso – um mistério onde uma beleza inesperada está no processo de resgatar o mundo de sua fealdade. A beleza salvará o mundo. Esta é a surpreendente beleza da cruz quando vista através do prisma da ressurreição. A cruz feita bela é o triunfo final de Deus e da sua graça. Se a crucificação de Cristo puder ser tornada bela, então há esperança de que toda a fealdade da condição humana possa ser redimida pela sua beleza”.

Ed René Kivitz
Fonte: https://www.facebook.com/edrenekivitz/?hc_ref=ARQf2hwWCsWJSfgPU0LX02WuOU3vy5-2sLK4FYLgJLOTQNIGzerFtlX4AOC1S-CzvAA&fref=nf

Angela Natel On quinta-feira, 1 de março de 2018 At 09:10

Liberdade de Expressão


É importante esclarecer que este BLOG, em plena vigência do Estado Democrático de Direito, exercita-se das prerrogativas constantes dos incisos IV e IX, do artigo 5º, da Constituição Federal. Relembrando os referidos textos constitucionais, verifica-se:
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