Angela Natel On quarta-feira, 28 de dezembro de 2016 At 05:25
Hermes C. Fernandes: O rio subversivo de Deus sob a areia escaldante do...: Por Hermes C. Fernandes Tão logo deixaram o Oásis de Mara, 24 quilômetros mais para Sul, o povo de Israel deparou-se com o grande...
Angela Natel On segunda-feira, 26 de dezembro de 2016 At 05:24
Angela Natel On quinta-feira, 22 de dezembro de 2016 At 04:04
Hermes C. Fernandes: Quanto nos custaria mudar o mundo?: Por Hermes C. Fernandes Havia sido um dia difícil. Jesus estava exaurido. Não adiantou tentar fugir da multidão ávida por milagr...
Angela Natel On quarta-feira, 21 de dezembro de 2016 At 05:42
Há algo perturbador no relato de natal feito por Mateus. Talvez muitos não tenham se detido ali, pois afinal, o nascimento de Jesus é de tal grandeza que acaba por ofuscar qualquer outro acontecimento periférico. Porém, trata-se de um genocídio perpetrado por um monarca furioso que se vê ameaçado pelo nascimento de uma criança.
Geralmente, consideramos Estêvão o primeiro mártir da fé cristã. Porém, muito antes de ele ser apedrejado, milhares de crianças de apenas dois anos para baixo, tiveram suas vidas ceifadas sem ao menos saberem pelo que morriam. Essas, sem dúvidas, poderiam ser consideradas os primeiros mártires da fé. Se eu fosse católico, sugeriria que o Papa promovesse a primeira canonização coletiva e anônima. Assim como há monumentos dedicados aos soldados anônimos que morreram por sua pátria, deveria haver algum monumento àquelas inocentes crianças.
Por que Deus não evitou aquilo? Por que não enviou anjos para avisar a todos os pais a fim de que fugissem para o Egito, como fizeram José e Maria?
Deveríamos considerar aquela matança como ‘efeito colateral’ indesejável?
Seria apenas para cumprir uma agenda profética, conforme lemos em Mateus 2:16-18?
“Então se cumpriu o que foi dito pelo profeta Jeremias, que diz: Em Ramá se ouviu uma voz, Lamentação, choro e grande pranto: Raquel chorando os seus filhos, E não querendo ser consolada, porque já não existem.”
Enquanto Maria e José viajavam incólumes pelo deserto, milhares de mulheres choravam em alta voz enchendo as ruas de um lamento jamais ouvido.
O que aquelas crianças fizeram para ter tal destino?
Durante a celebração natalina, muitos sofrem a ausência de familiares queridos. Aqui mesmo em casa, sentimos imensa saudade de minha sogra, falecida às vésperas do natal de 2009.
Fiquei sobremodo sensibilizado ao ler agora a pouco, no mural do facebook de um pastor amigo um triste depoimento em que confessa que antes ele era 100%, mas que agora, após a partida de sua filhinha, ele era apenas 75%. Não consigo mensurar a dor do coração daquele pai. Ao ler isso, tive vontade de abraçá-lo e oferecer meus ombros como altar em que pudesse derramar suas lágrimas.
Por que perdemos pessoas queridas? Nada mais antinatural do que um pai enterrar o próprio filho. Se Deus sabe o quanto dói, por que permite que aconteça?
Como celebrar o natal com a mesma alegria de antes se a pessoa a quem tanto amamos nos deixou?
Por isso, muitos preferem não celebrar o natal. Preferem dormir mais cedo. Recusam convites, enclausurando-se em seu mundo melancólico.
Não me atrevo a oferecer uma resposta simples diante de tanta dor. Entretanto, gostaria de sugerir uma reflexão que, queira Deus, traga algum consolo.
De acordo com o relato de Lucas, enquanto Jesus percorria a via-crucis, algo inusitado aconteceu:
“E seguia-o grande multidão de povo e de mulheres, as quais batiam nos peitos, e o lamentavam. Jesus, porém, voltando-se para elas, disse: Filhas de Jerusalém, não choreis por mim; chorai antes por vós mesmas, e por vossos filhos. Porque eis que hão de vir dias em que dirão: Bem-aventuradas as estéreis, e os ventres que não geraram, e os peitos que não amamentaram!” Lucas 23:27-29
Pouco antes deste fatídico episódio, Jesus já havia alertado aos Seus contemporâneos que aquela geração estava destinada a ser receptáculo do juízo divino. Agora, mesmo trazendo nas costas uma pesada cruz, Ele interrompe a caminhada para dizer àquelas mulheres que choravam por Ele: Não é por mim que vocês deveriam estar chorando, mas por vocês mesmos e por seus filhos.
Há choros que nos poupam de outros choros. Aquelas crianças, cujas vidas foram tão precocemente ceifadas por ocasião do nascimento de Jesus, foram poupadas da triste sina que aguardava Jerusalém ainda naquela geração. Uma tragédia as poupou de outra muito maior.
Maria, por exemplo, foi poupada de ter seu filho morto em seus braços pela espada de Herodes, mas assistiu à Sua execução na cruz. Já lhe havia sido profetizado que uma espada lhe penetraria o coração, e isso se deu ao ver seu filho ser fincado no madeiro.
De uma coisa podemos estar certos, aqueles que nos foram tirados estão em situação infinitamente melhor do que nós. E só Deus sabe de que teriam sido poupados, e de que nós mesmos teríamos sido poupados com a sua partida precoce.
À luz disso, não deixemos de celebrar o natal, mesmo que isso nos traga à lembrança da dor da perda. Foi por Jesus ter sido poupado da espada de Herodes que Ele pôde cumprir toda a justiça de Deus e por fim, dar Sua vida pela redenção da criação.
Graças a isso, um dia reencontraremos todos os que nos deixaram e juntos celebraremos uma festa que ofuscará qualquer celebração natalina.
Feliz Natal à todos, mesmo os que não veem motivo para celebrar.

fonte: https://www.facebook.com/hermes.c.fernandes/posts/10210473584451802
Angela Natel On terça-feira, 20 de dezembro de 2016 At 04:52
Hermes C. Fernandes: Porque fiz as pazes com o Papai Noel: Por Hermes C. Fernandes Acabo de chegar de uma cantata numa igreja hispana em Deltona, Florida. Devo admitir que aprecio muito a at...
Angela Natel On domingo, 11 de dezembro de 2016 At 02:23
Hermes C. Fernandes: Fui convencido a rever meus conceitos...: Por Hermes C. Fernandes Irmãos, peço humildemente que orem por mim. Preciso confessar algo. De uns anos para cá, comecei a ler...
Angela Natel On sexta-feira, 9 de dezembro de 2016 At 03:22
Domingo passado – ‘dia do descanso’ – descansei a tarde toda na casa de vizinhos saboreando um delicioso churrasco, entretanto, não tão delicioso quanto a oportunidade de estar na companhia de todos eles. É uma “bênção” poder ver a vida. Ouvir as opiniões. Sentir a alma do ser-humano. Observar o quão animais somos e o quanto de divino todos temos.
Uma coisa chamou muito a minha atenção. Numa animada conversa com um dos amigos ele me dizia que eu não parecia crente, uma vez que o meu “jeito” de ser e de viver não compactuava com o que ele entendia sobre os evangélicos. O mais curioso é que esta conclusão dele foi embasada num texto deste blog, o qual fala sobre as “PERDAS E DANOS” que a existência promove. Minha esposa deu uma resposta óbvia, mas que me fugia dos lábios; disse ela: “Somos cristãos, mas não somos religiosos”. Brilhante, pensei.
Deus não pertence às religiões. Deus não pertence a nada nem a ninguém. No máximo as coisas e as pessoas é que a Deus pertencem. Não há qualquer religião ou teologia que tenha compreendido o incompreensível, ou seja, aquilo que chamamos de Deus. A revelação não está completa. As religiões são construções humanas e, por isso, limitadíssimas. Deus não cabe nelas, apesar delas se auto-intitularem representantes Dele.
Posto que as religiões sejam instituições construídas por homens, são cheias de erros e injustiças. Religiões promovem intolerâncias, guerras, preconceitos e todas estas coisas que não são pertencentes a Deus, mas pertencentes aos homens.
Quando alguém diz que religião não é uma coisa boa, basicamente está assumindo que a humanidade não é uma coisa boa, já que as mazelas da humanidade estão presentes em todas as instituições humanas, inclusive nas religiões, posto serem estas construções humanas.
Entretanto, uma vez que as religiões arvoram-se por representantes de Deus na terra (apesar de não terem recebido nenhuma procuração formal que as assegure este direito) alguns inclusive, desejosos de protestar contra as mazelas promovidas pelo homem por meio da religião, acabam posicionando-se como ateus, ou seja, confundem Deus com religião (coisas distintas).
Para protestar contra as religiões, não preciso ser ateu. Jesus – que não fundou o cristianismo – discursou duramente contra a religião e foi morto não pelos romanos, mas pelos religiosos, “homens do templo”. Muitos, por não tolerarem as guerras que o cristianismo promoveu, posicionam-se como ateus, pensando que Deus é religião… Uma confusão!
Na época de Jesus as pessoas mais religiosas recebiam o título de fariseus. Era um rótulo que dava orgulho a muitos judeus. Seriam os muçulmanos xiitas de hoje. Seriam os católicos carolas. Seriam também os “crentes radicais”, partidários da teologia do “nada pode”, com um discurso tão paradoxal que dá até a impressão que foi o diabo quem criou o mundo, e não Deus.
A estes fariseus, super-religiosos, que davam o dízimo de tudo, que faziam várias orações diariamente, que dirigiam o louvor na igreja, que perdiam qualquer reunião social para participarem de uma reunião na igreja e que, sobretudo, julgavam e mediam todas as pessoas, a estes Jesus chamou de HIPÓCRITAS.
Sim, religião e hipocrisia caminham juntas já há muitas eras.
A palavra hipócrita vem do grego e pertence ao vocabulário das artes cênicas. Significa artista, ator, mascarado, duas caras, fingimento, aquele que está atuando, aquele que parece, mas, no fundo no fundo, não é. Assim é o super-religioso. Ele apenas parece. E por parecer e não ser, não faz o que deveria fazer, mas deixa de fazer o que esperado seria. Preocupado com a aparência, não com o conteúdo. Um discurso dissonante da práxis. Uma pantomima sacra. Um sepulcro bem caiado.
Jesus disse: “Fujam dos religiosos fariseus, pois são mascarados, hipócritas!”
Hoje ele continuaria com o mesmo discurso: Fujam dos que dizem serem meus representantes, mas que as suas práticas não condizem com o meu discurso. Fujam dos religiosos hipócritas. Fujam dos super-homens. Fujam dos super-crentes. Acautelem-se dos hipócritas. Cuidado com os que impõem sobre outros, cargas que eles mesmos não conseguem carregar. Igualmente fujam dos que criticam os religiosos, contudo, sem possuírem uma ética consistente. Hipócritas!
A Bíblia e Jesus nos ensinam que o homem é pecador. Portanto, eu sou uma pessoa cheia de erros. Você não está fora desta. O Papa não está fora desta. Chico Xavier não está fora desta. Ora, se eu não sou perfeito, quem sou eu para julgar?
Qualquer que julga está sendo hipócrita, posto ninguém ser perfeito.
Disse Jesus: “Não julguem para não serem julgados, pois com a mesma medida com que você julgar, você será julgado”.
Tenho visto tantos religiosos julgando pessoas…
Tenho visto tantos não-religiosos julgando pessoas…
Tenho visto tantos supostos ateus julgando religiosos…
Todos iguais, todos humanos, todos carentes de aprenderem com Cristo a terem um coração humilde, perdoador, não arrogante, não vaidoso, não orgulhoso, não religioso.
Minha luta é não ser um religioso, apesar de ser um pastor. Paradoxal?
Meu esforço é ser um seguidor de Jesus de Nazaré, assumindo publicamente minhas mazelas, sem ser um religioso hipócrita, que finge ser perfeito e a todos julga.
Meu objetivo é conseguir comprometer-me com o discipulado de Cristo, mas não com o discipulado da instituição igreja.
Não sei se conseguirei este meu intento. Quer tentar junto comigo?
Meu amigo apresentado a você no início deste texto também me disse em meio a gargalhadas que se eu continuar neste propósito serei excomungado da igreja. Eu ri demais! Como me divirto! Não sei se comigo ou se com ele. De fato, religiões não costumam ver com bons olhos pessoas não-religiosas.
Meu desejo é que eu e você sejamos pessoas comprometidas com os doces e sábios ensinamentos de Cristo, que promovem a paz de espírito nesta vida e a eterna para depois desta. Com relação à religião… Que não confiemos em nenhuma delas, pois “maldito o homem que confia no homem”.
E como diz um desbotado clichê apregoado por muitos pregadores: “A igreja não salva, quem salva é Cristo”.
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Hora da despressurização mental!

Poucos não se importam de perder uma discussão. O adágio popular nos ensina que em matérias mais passionais, como religião, política ou futebol, não deve haver discussão. Com estes dois filmes publicitários, não quero promover a venda de cerveja para você, claro, mas mostrar que até na publicidade todos preferem ter a “última palavra”.
O primeiro filme, da Heineken, foi aclamado e premiado por sua originalidade e produção impecável. Com muito bom humor o filme satiriza comportamentos do universo feminino e masculino.
O segundo filme, da Bavaria alemã, foi uma resposta. A agência de publicidade mostra como seria o “capítulo seguinte” da estória anterior, na visão da Bavaria, claro. Também bem-humorado e muito irônico, deixou o concorrente rindo para não chorar.


  

Liberdade de Expressão


É importante esclarecer que este BLOG, em plena vigência do Estado Democrático de Direito, exercita-se das prerrogativas constantes dos incisos IV e IX, do artigo 5º, da Constituição Federal. Relembrando os referidos textos constitucionais, verifica-se:
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