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Angela Natel On segunda-feira, 28 de março de 2016 At 13:06
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Angela Natel On quinta-feira, 24 de março de 2016 At 07:24

Por Hermes C. Fernandes


Quer mesmo saber? Sou herege! E digo isso com o peito cheio. Se quiser, pode me mandar pra fogueira agora mesmo. Estou pronto a morrer pela mensagem subversiva de que sou portador. Mesmo porque, não valeria a pena viver por algo pelo qual não me dispusesse a morrer.
Minha heresia?
Discordar do que tem sido feito em nome da ortodoxia.
Meu problema não é com a ortodoxia em si, mas com a práxis dos hipócritas que vivem o avesso do que afirmam crer. Esses me dão ânsia de vômito.
Por isso, resolvi chutar o balde e assumir de vez a postura de herege.*
Eles pregam a divindade de Jesus, porém tratam-no como se fosse um empregadinho. Chamam-no de Senhor, mas exigem que Se lhes submeta, atendendo às suas ordens, determinações e decretos.
Ensinam a divindade do Espírito Santo, mas ridicularizam-no com manifestações bizarras que não temem atribuir a Ele.
Pregam a salvação pela graça, e em seguida exigem que seus seguidores façam sacrifícios complementares para assegurar-lhes a condição de salvos ou garantir-lhes as bênçãos divinas.
Pregam que Jesus está às portas, mas levantam campanhas milionárias para construir catedrais suntuosas ou adquirir aviões, em vez de pregar a esperança de dias melhores e contribuir para amenizar as injustiças sociais.
Ensinam a generosidade só para colocá-la à serviço de sua própria avareza.
Cansei de fundamentalismo barato, intelectualmente preguiçoso, e ideologicamente comprometido com os poderes deste mundo. Cristãos que preferem ladear os poderosos, e desprezar os miseráveis e excluídos. Denunciam a pretensão socialista de que o Estado ocupe o lugar de Deus, mas fazem vista grossa ao Estado Neo-liberal que se presta ao papel de Diabo.
Prefiro a isenção profética! Não quero aliar-me a qualquer que seja a ideologia, pois todas são inequivocadamente imperfeitas. Prefiro ser porta-voz do Reino, a ser defensor de agendas ideológicas. Marx não me basta! Mas não será Olavo de Carvalho que me converterá num reacionário. Não me curvo ao Estado, mas também não me prostro ante o Capital. Ambos são potencialmente ídolos. Ambos exigem lealdade absoluta, coisa que só devo ao império de Cristo.
Livre comércio? Sim. Mas não ao custo da justiça. Justiça social? Sim. Mas não ao custo da liberdade.
Por favor, não me rotulem. Não sou penteca, mas também não morro de amores pelo tradicionalismo mofado que só serve ao orgulho denominacional idiota. Sou reinista! Só devo lealdade ao Rei dos reis!
Crer na contemporaneidade dos dons não me faz carismático nem pentecostal; crer na soberania divina não me faz calvinista; apreciar arte sacra não me faz idólatra, e negar-me a ajoelhar-me ante a uma imagem não me torna iconoclasta. Crer na intervenção divina em atendimento às nossas preces também não me faz um neo-penteca.
Se insistirem em me tachar, prefiro que me chamem de herege. Pelo menos serei identificado com os injustiçados, vítimas dos sistemas opressores que se arrogam detentores da verdade absoluta. Prefiro isso a ser identificado com os que oprimem, e em cujas mãos estão acesas as tochas da intolerância, prontas a atear fogo nos discordantes e rebeldes.
Se reeditarem a santa inquisição, a maioria dos líderes que explora seus rebanhos ficará de fora. E sabe por quê? Porque são todos ortodoxos e dogmáticos. Todos têm em comum a crença no concepção virginal de Cristo, em Sua ressurreição ao terceiro dia, em Sua ascensão**, na Criação em sete dias literais, etc. Nenhum deles pode ser acusado de heresia. Eles até poderiam escapar ilesos das chamas inquisitoriais, mas duvido que escapariam de outra chama!
Prefiro ser torrado nas fogueiras dos meus detratores a ter minha consciência chamuscada pela culpa, e minha alma alvejada pelas chamas do inferno.
Sou herege assumido, e quem não for... que acenda a primeira tocha!
*Heresia, do latim haerĕsis, por sua vez do grego αἵρεσις, "escolha" ou "opção".
** Coisas nas quais também creio.

Angela Natel On segunda-feira, 21 de março de 2016 At 10:41
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Angela Natel On sexta-feira, 4 de março de 2016 At 04:28


Servo é aquele que consola,
que abraça, que acalma.
Servo é aquele que compartilha o que tem e o que pode, o que ajuda.
Servo é o que alegra, o que ama,
o que chora junto, o que anima.
Servo é o que carrega o peso do outro,
e às vezes, carrega o outro.
Servo é aquele que não quer se afirmar, mas levantar o outro.
Servo não busca reconhecimento, mas cumprir sua tarefa.
Servo não marca território, mas defende o marginalizado.
Um servo se parece com Jesus,
em suas atitudes, em suas intenções.
Não usa de desculpa não ser Cristo,
para justificar falta de amor.
Servo deixa de lado, muitas vezes, seus próprios direitos
para poder defender a causa dos que não tem voz.
Como Cristo fez conosco.
Ser encontrado em forma inferior
e ter a segurança de saber quem é
para poder se humilhar,
e obedecer,
e morrer.
Servir até a morte - eis a vida de um servo.
Pois é Deus quem determina quem somos,
e o que devemos fazer.
Melhor privilégio não há
do que ser servo dos servos de Deus.
E tudo isso para que um único nome apareça
e que um só receba o reconhecimento - Jesus.
Angela Natel - 04/03/16.
Angela Natel On terça-feira, 1 de março de 2016 At 10:42
Hermes C. Fernandes: Lady Gaga, uma igreja gagá e o Empoderamento da Mu...: Por Hermes C. Fernandes Na noite deste domingo, pude constatar mais uma vez a veracidade e atualidade das palavras de Jesus: “O v...

Liberdade de Expressão


É importante esclarecer que este BLOG, em plena vigência do Estado Democrático de Direito, exercita-se das prerrogativas constantes dos incisos IV e IX, do artigo 5º, da Constituição Federal. Relembrando os referidos textos constitucionais, verifica-se:
“é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato" (inciso IV) e "é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença"(inciso IX). Além disso, cabe salientar que a proteção legal de nosso trabalho também se constata na análise mais acurada do inciso VI, do mesmo artigo em comento, quando sentencia que "é inviolável a liberdade de consciência e de crença". Tendo sido explicitada, faz-se necessário, ainda, esclarecer que as menções, aferições, ou até mesmo as aparentes críticas que, porventura, se façam a respeito de doutrinas das mais diversas crenças, situam-se e estão adstritas tão somente ao campo da"argumentação", ou seja, são abordagens que se limitam puramente às questões teológicas e doutrinárias. Assim sendo, não há que se falar em difamação, crime contra a honra de quem quer que seja, ressaltando-se, inclusive, que tais discussões não estão voltadas para a pessoa, mas para idéias e doutrinas.