Angela Natel On segunda-feira, 28 de setembro de 2015 At 10:19
Sobre o discurso do papa Francisco em NY, vale a reflexão de Estevan Gracia Gonçalves

Me dá uma canseira quando vejo gente crítica do Papa tentando de todo jeito pintá-lo como um apóstata. Francisco, em NY, falou sobre os paralelos entre nossa vida e a via dolorosa de Cristo, que culminou em um fracasso "o fracasso da cruz". Apostasia, gritam aqui. Herege, gritam de lá.
Quando o Papa cita o "fracasso da cruz", está se valendo de uma ironia. A cruz, para o judeu contemporâneo de Jesus, era a suprema humilhação. Uma morte maldita reservada pelos romanos a eles. Aos olhos do homem da época, a cruz era o fracasso de um intento. "Como poderia o Cristo fracassar assim, pendurado no madeiro entre ladrões? Acabou!". Foi o que muitos pensaram. Loucura para os homens, sabedoria de Deus, por trás da aparente derrota, escondia-se a vitória. Jesus venceria a morte. Atrairia para si os pecados dos homens e traria em si, cordeiro imolado, a redenção. Mas essa era a perspectiva divina da qual nem mesmo os apóstolos tinham uma antevisão. Desolados, abandonados e sem rumo, foi como estiveram nos dias que se sucederam à morte do Mestre, antes de sua ressurreição, recebida antes com incredulidade. Humanos que eram, não entenderam nada do que o Mestre lhes disse a respeito do caminho que deveria ser trilhado.
Ignorando a hermenêutica, atropelando o bom senso, o pessoal que atribui a si mesmo uma infalibilidade superior à do Papa não pensa duas vezes. Distribuem anátemas a torto e a direito.
Estou com o Papa. E com o Papa está a Igreja. Paz e bem.

fonte: https://www.facebook.com/estevangracia/posts/1061504503862129

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