Angela Natel On segunda-feira, 29 de junho de 2015 At 06:09
Angela Natel On At 06:01
Angela Natel On domingo, 28 de junho de 2015 At 13:42
Angela Natel On sábado, 27 de junho de 2015 At 07:48
Hermes C. Fernandes: Direitos negados, justiça suicida: Por Hermes C. Fernandes  Perguntaram-me recentemente de que lado eu estava. Esta é uma pergunta que sempre me faço. Ponho-me ...
Angela Natel On sexta-feira, 26 de junho de 2015 At 06:28
Angela Natel On quinta-feira, 25 de junho de 2015 At 13:30
Angela Natel On At 06:22
Hermes C. Fernandes: Pergunta idiota, tolerância zero!: Por Hermes C. Fernandes O mesmo Jesus que tratava cordialmente àqueles que eram considerados os párias da sociedade, revelava-se...
Angela Natel On At 06:11
Mensagem de áudio: Meditação sobre Tiago 2 (Angela Natel)

https://dl-web.dropbox.com/get/21-06-15%20Angela%20Natel%20-%20Tiago%202.mp3?_subject_uid=385342601&w=AAANabpLSGGS8XQi1Tb8CQ4DlUs_F859EoM-E47RYyEl0A

Angela Natel On At 05:45
Hermes C. Fernandes: A vergonhosa falácia da "Ideologia de Gêneros": Por Hermes C. Fernandes Sempre que me deparo com um tema que esteja sendo execrado pela bancada evangélica, trato de colocar a barba ...
Angela Natel On quarta-feira, 24 de junho de 2015 At 05:51

São 7 (sete) livros para 7 (sete) diferentes ganhadores! – Muitas chances para você ganhar!
- válido somente para território brasileiro -
Para o 1º nome sorteado: Prêmio 1) O Profeta do Islam: Muhammad
Para o 2º nome sorteado: Prêmio 2) Muhammad: O Mensageiro de Deus, de Dr. Abdul
Para o 3º nome sorteado: Prêmio 3) Um breve guia ilustrado para compreender o Islã
Para o 4º nome sorteado: Prêmio 4) Até quando? - O cuidado pastoral em contexto de violência contra a mulher praticada por parceiro íntimo (Aileen S. Carrol e Sérgio Andrade)
Para o 5º nome sorteado: Prêmio 5) Índia – a fronteira do sonho (Robson S. Oliveira)
Para o 6º nome sorteado: Prêmio 6) O Profeta do Islam: Muhammad
Para o 7º nome sorteado: Prêmio 7) Um breve guia ilustrado para compreender o Islã
Para participar, é só curtir a página Angela Natel, entrar no link da promoção e clicar no botão verde escrito “quero participar”:
2) Clique no botão verde escrito ‘quero participar’ no link:
https://www.sorteiefb.com.br/tab/promocao/464363
O resultado do sorteio será divulgado dia 03/07/2015 (sexta-feira) na página Angela Natel a partir das 18h:
https://www.facebook.com/pages/Angela-Natel/137128436426391
Lembrando que somente os participantes que realizarem os dois passos requeridos é que receberão seus prêmios caso sejam os ganhadores.
Aproveite e compartilhe com seus amigos!

Angela Natel On terça-feira, 23 de junho de 2015 At 05:00

Como um soco no estômago este livro chegou para fazer nossa teologia convulsionar. Mais do que necessário, este desafio é para todos nós, que consideramos ter coerência entre nossa fé e nossas atitudes. Para desvelar toda hipocrisia e construir caminhos de sobriedade sobre um cristianismo acima de qualquer religiosidade, recomendo. Angela Natel
Angela Natel On segunda-feira, 22 de junho de 2015 At 04:37
Hermes C. Fernandes: Os excluídos e a quebra de patente da graça: Por Hermes C. Fernandes Os discípulos foram matriculados num curso intensivo que visava desintoxicá-los de todo tipo de preconcei...
Angela Natel On domingo, 21 de junho de 2015 At 04:45
Angela Natel On sexta-feira, 19 de junho de 2015 At 10:56
Hermes C. Fernandes: Minha relutante resposta aos críticos do lava-pés: Após lavar os pés, também os beijamos reverentemente com pedido de perdão Por Hermes C. Fernandes Hoje faz uma semana em que me...
Angela Natel On At 09:25
Dialogo1Uma pessoa disse-me algo um tempo atrás que me fez pensar profundamente. Ela reclamou que, quando conversávamos, eu me estendia demais nas minhas falas, o que, em resumo, tornava dialogar comigo muito chato e cansativo. “Por que você não pode ser como todo mundo, que fala um pouco, escuta um pouco…?”. Não pense que fiquei ofendido, muito pelo contrário. Foi boa a exortação. Diante da perspectiva de eu ser um chato, repetitivo e tagarela, alguém com quem dialogar é uma atividade incômoda, me pus a refletir muito sobre isso. Se preciso, renovaria minha mente, seguindo o conselho de Paulo. Minha conclusão é que ela tem razão: eu não sou como todo mundo nesse sentido, porque o meu conceito sobre diálogo é bem diferente do que prevalece majoritariamente na nossa sociedade. Pois formei a minha maneira de me expressar e dialogar essencialmente a partir de certos tipos de leituras realizadas desde a primeira infância e pela convivência com uma família (em especial minha mãe e meu irmão) que tem por hábito expor seu pensamento à moda antiga. E, por tabela, no meio de minha reflexão, cheguei à conclusão que a forma com que estamos habituados a conversar acaba influenciando absurdamente nossa relação com Deus. Sabendo que vivemos numa sociedade relacional e que nossa fé exige relacionamento, esse assunto não concerne só a mim, mas a todos nós. Para expor minhas reflexões, terei de desenvolver um raciocínio a partir do pensamento filosófico. Mas vamos por partes e devagar.
Meu conceito de diálogo é velho, ultrapassado, totalmente fora de moda – eu reconheço. É baseado na antiga forma de se conversar, e põe antiga nisso. Se você lê livros como “A República”, de Platão, vê nitidamente como transcorriam as falas nas sociedades que nortearam a construção da civilização em que vivemos. Na Grécia antiga, berço da filosofia que influenciou absolutamente tudo no nosso mundo atual, as pessoas apresentavam seus Dialogo2pensamentos em exposições nada curtas. Eram falas com começo, meio e fim, um encadeamento de ideias necessário para conduzir quem ouvia do ponto inicial até o ponto em que se desejava chegar. Ia-se do “A” ao “Z” percorrendo todas as letras. Tendo dito o que era necessário (e a que os demais escutavam atentamente), passava-se a vez para o outro, que pegaria tudo o que ouviu e elaboraria em cima. É o que se chama “dialética”. Não é à toa que a retórica era extremamente valorizada na cultura de Sócrates, Aristóteles e outros pilares do pensamento ocidental. É como funciona a maiêutica socrática (o método de diálogo de Sócrates). As pessoas de fato ouviam, atentas e interessadas. E, visto que ouviam, seus interlocutores conseguiam expor suas ideias sem pressa, em raciocínios bem elaborados e desenvolvidos. Falava-se com conteúdo. Ouvia-se com atenção. Aprofundava-se nos assuntos. Isso está claro em qualquer escrito daquela época (como em “Diálogos”, do mesmo Platão, que não recebeu esse nome a troco de nada). Não me admira que os gregos tenham sido o que foram: eles ouviam. Pensavam. E então respondiam. Sem pressa. Com conteúdo e solidez. Os diálogos eram tão extensos e bem embasados que uma única conversa ao redor de uma mesa rendia um livro (é o caso do já mencionado “A República”).
Pulemos cerca de 2.400 anos. Chegamos aos nossos dias, a era pós-moderna. Somos influenciados por uma filosofia chamada existencialismo, formulada no século 20 por pensadores como Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir, segundo a qual o indivíduo é a medida de todas as coisas. Em resumo, o existencialismo e a pós-modernidade põem o “eu” como ponto de partida para todo o resto. Importa é o que eu penso, a minha visão das coisas, cada um tem a suaverdade… e por aí vai. Naturalmente, ao homem pós-moderno importa o que ele diz, muito mais do que o que o outro tem a dizer. Consequentemente, não temos muita paciência para ouvir.
Dialogo3Se você prestar atenção, a absoluta maioria das pessoas de nossa cultura só quer falar e não tem longanimidade, tempo ou vontade para escutar. Como alguém já disse, “as pessoas não ouvem mais, apenas esperam a sua vez de falar”. Então, a pós-modernidade conseguiu substituir a forma socrática de dialogar (paciente, atenta e interessada) por um jeito de conversar afobado, ensimesmado, sem paciência de ouvir, de frases curtas e rápidas. Dialogar deixou de ser um escutar para depois falar e tornou-se um ping-pong de ideias, que nos faz apenas raspar a superfície dos assuntos, uma vez que não há como se aprofundar em nada se você não consegue desenvolver um argumento do começo ao fim. Queremos o abecedário, mas quando chegamos à letra “E”, “F”, o outro já te interrompe, impaciente. Nunca conseguimos chegar ao “Z”. Logo, cria-se uma sociedade de relacionamentos superficiais, incompletos, distorcidos. Vivemos na tensão superficial da vida. Abandonamos as regiões abissais do ser.
Ou você acha que é à toa que twitter e Facebook fazem tanto sucesso? Ou você acha que é à toa que buscamos respostas teológicas sobre profundas questões espirituais em curtos posts de blogs em vez de em livros com 400 páginas? Ninguém mais tem paciência de ler textos longos. Queremos resolver nossas questões em 140 caracteres ou em uma foto com uma frase de efeito. Queremos conversar digitando em MSN e no What’s App da vida, pois aí as frases podem ser curtas, o “diálogo” é p/vc v q td tem q ser rápido. Sprfcial. Queremos encurtar, queremos rapidez.
Na antiga Grécia, as pessoas iam às ágoras (um tipo de anfiteatro), como o Areópago em que o apóstolo Paulo dialogou com os atenienses, onde expunham seus pensamentos por horas. Eram ouvidas. Os demais refletiam. Por fim respondiam. Naquela época isso era valorizado, encorajado. Hoje é impensável. Basta ver, por exemplo, os debates de candidatos à presidência na TV, em que futuros governantes de toda uma nação têm míseros segundos para expor toda uma proposta sobre como liderar a sociedade em determinada área – um total absurdo. Nosso diálogo tem de ser à velocidade da luz. Frases curtas sobre frases curtas. E acabamos nos entendendo mal e perdendo a profundidade das ideias.
Dialogo4Se as pregações de nossos pastores fossem, em vez de solilóquios, diálogos ao estilo de nossos dias… a igreja acabaria. Pois pregador nenhum conseguiria expor nada. O pensamento não fluiria. “O senhor está sendo repetitivo, pastor,  dá pra encurtar?” Se Jesus fosse dialogar, da forma que dialogamos hoje, no Sermão do Monte, por exemplo, ele não ocuparia três capítulos da Bíblia, mas três versículos. Fico imaginando o Senhor dizendo “Bem-aventurados os…” e seus interlocutores o interrompendo: “Ah, Jesus, como o senhor se estende! Não dá pra resumir não? Tá repetitivo, já falou um monte de vezes que tem gente bem-aventurada, vamos adiante, pode ser?”.
galvaoNesse sentido, preciso fazer meu mea culpa: me considero um estranho a este mundo pós-moderno. Vejo o nosso modelo atual de diálogo como superficial e egoísta. Raso. Não ouvimos mais. Na verdade, não queremos ouvir, pois só queremos falar. Não nos interessamos por pensamentos desenvolvidos em minúcias, com pormenores, isso nos cansa. Queremos a superficialidade do tipo de conversa daqueles programas acéfalos de debate sobre futebol. Desejamos ideias prontas. Curtas. À la “Anda logo!”.
Sim, nesse sentido não sou como todo mundo. Apesar de todo e qualquer blogueiro com quem já conversei dizer que meus posts precisam ser mais curtos (porque o leitor “não tem paciência de ler textos longos”), eles nunca são. E, confesso, nunca serão. Pois preciso concatenar ideias, é um defeito meu. Não creio que um assunto como este que trato aqui possa ser desenvolvido com a profundidade e a lógica necessárias em três parágrafos. Se os filósofos gregos vivessem em nossos dias, a Filosofia não teria nem nascido, pois ninguém ouviria ninguém, ninguém refletiria e os pensamentos seriam, como são em esmagadora maioria hoje, meras repetições de algo que ouvimos. Não ponderamos. Não refletimos. Não dialogamos com profundidade.
Dialogo5E aqui chego ao aspecto cristão do tema. Estamos tão acostumados a só falar e não ter paciência para ouvir que com Deus isso não teria como ser diferente. Queremos dizer tudo a ele: nossas petições, nossas reclamações, nosso louvor, nossa adoração, nossas ideias, nossa maneira de achar como ele deveria agir e montes de outros “nosso”. Mas ouvir Deus? Como, se nem o próximo queremos ouvir? Se não temos paciência de escutar outros seres humanos, que dirá a voz do Senhor, que exige mergulho nas Escrituras, silêncio e contemplação. Tempo. Paciência. Não temos tempo nem longanimidade para dialogar com o Pai, afinal, o jogo de futebol já vai começar, está na hora da novela e tenho que dar minha passadinha diária no Facebook, onde gastarei horas vendo máscaras da vida alheia. Falamos, falamos, falamos, falamos… e Deus que resuma sua mensagem, pois não temos tempo a perder.
A cada dia que passa, me convenço mais e mais de que nasci na época errada. Gosto do modelo velho e ultrapassado de diálogo. Este modelo atual é horrível. Empobrece. E prejudica o grau de relacionamento e de intimidade que poderíamos ter com o próximo e com Deus. Tiago disse: “Sabeis estas coisas, meus amados irmãos. Todo homem, pois, seja pronto para ouvir, tardio para falar” (Tg 1.19). Se você puder, fica a recomendação: ouça mais. E não só ouça: escute. Preste atenção. Sorva. Permita ao outro elaborar seus pensamentos sem pressa. E, só após absorver muito conteúdo, elabore em cima. Você vai encontrar raríssimas pessoas que dialogam dessa forma, então, se você abraçar esse modo ultrapassado de diálogo e relacionamento, acabará tendo um certo grau de frustração e, até mesmo, solidão. Mas, se você conseguir encontrar pessoas raras, que exerçam a antiga arte de dialogar no ritmo das estações do ano e não dos relógios de pulso, agarre-se a elas. Pois você verá como os teus relacionamentos se tornarão cada vez mais profundos.
E, até onde eu saiba, Deus não usa relógio, usa?
Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Mauricio
https://apenas1.wordpress.com/2013/10/24/fala-que-eu-nao-te-escuto/
Angela Natel On quinta-feira, 18 de junho de 2015 At 06:16
Angela Natel On At 05:12
Quer mesmo imitar a Cristo? Então experimente elogiar a fé de um pagão, seja flagrado aos papos com uma mulher de moral duvidosa, faça do vilão o herói da história, confronte a hipocrisia dos religiosos, relativize ritos em detrimento da vida humana, aceite perfume de prostitutas, impeça o linchamento de uma desavergonhada e ainda por cima, deixe seus detratores publicamente constrangidos, escale para serem seus discípulos um incrédulo, um ladrão e um impostor, e ofereça-se pra se hospedar na casa de um corrupto. Mas vou logo avisando: prepare-se pra ser crucificado. A casta sacerdotal não costuma perdoar quem destoe de seu discurso pré-fabricado.

Hermes Carvalho
https://www.facebook.com/hermes.carvalho.5203?fref=nf
Angela Natel On quarta-feira, 17 de junho de 2015 At 09:02


São 7 (sete) livros para 7 (sete) diferentes ganhadores! – Muitas chances para você ganhar!

- válido somente para território brasileiro -

Para o 1º nome sorteado: Prêmio 1) O Profeta do Islam: Muhammad

Para o 2º nome sorteado: Prêmio 2) Muhammad: O Mensageiro de Deus, de Dr. Abdul

Para o 3º nome sorteado: Prêmio 3) Um breve guia ilustrado para compreender o Islã

Para o 4º nome sorteado: Prêmio 4) Até quando? - O cuidado pastoral em contexto de violência contra a mulher praticada por parceiro íntimo (Aileen S. Carrol e Sérgio Andrade)

Para o 5º nome sorteado: Prêmio 5) Índia – a fronteira do sonho (Robson S. Oliveira)

Para o 6º nome sorteado: Prêmio 6) O Profeta do Islam: Muhammad

Para o 7º nome sorteado: Prêmio 7) Um breve guia ilustrado para compreender o Islã

Para participar, é só curtir a página Angela Natel, entrar no link da promoção e clicar no botão verde escrito “quero participar”:

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O resultado do sorteio será divulgado dia 03/07/2015 (sexta-feira) na página Angela Natel a partir das 18h:
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Angela Natel On At 04:44
Hermes C. Fernandes: Intolerância Zero - Para que os perseguidos jamais...: Por Hermes C. Fernandes Estou profundamente indignado e envergonhado. Como alguém pode identificar-se como seguidor do maior paci...
Angela Natel On terça-feira, 16 de junho de 2015 At 06:43
Uma divindade se apresenta a Moisés dizendo: “Eu sou o Deus de seu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, o Deus de Jacó". Isso significa que é possível identificar que a divindade que se revelou a Abraão foi a mesma que se revelou a Isaque e também a Jacó, pois a natureza de tal revelação obedece a uma coerência unívoca. A partir dessas revelações, os Patriarcas de Israel vão conhecendo o seu Deus e aos poucos vão percebendo que Ele é absolutamente distinto dos deuses das nações vizinhas. Não demora para que os outros deuses sejam considerados ídolos e que o Deus de Israel se afirme como único Deus. O Shemá, trecho da Torah que fundamenta o monoteísmo judaico começa com as palavras: “Ouve Israel, Adonai nosso Deus é Um”.
O segundo mandamento do Decálogo proíbe a fabricação de ídolos e imagens de qualquer coisa no céu, na terra ou debaixo da terra A proibição inclui o próprio Deus. A inteligência do mandamento sugere que Deus é incomparável, e não pode ser definido ou limitado à semelhança de suas criaturas. Mais do que isso, Deus não pode ser decodificado a ponto de se tornar passível de controle e manipulação de seus adoradores – o que compreendemos, controlamos. Na verdade, os ídolos, feitos por mãos humanas é que servem aos interesses e se submetem aos caprichos daqueles que os fabricam.
A pior idolatria é aquela que resulta da equivocada compreensão do caráter de Deus, isto é, quando ao nome de Deus é associado a um caráter e uma identidade que não são compatíveis com a revelação que o próprio Deus faz de si mesmo. Jesus corrige seus discípulos Tiago e João que desejavam a destruição de um povoado samaritano afirmando “Vocês não sabem de que espécie de espírito são”. Também os discípulos no caminho de Emaús foram corrigidos por Jesus, pois foram igualmente incapazes de ligar o nome à pessoa: o Messias real era diferente do Messias imaginado. Eis a versão mais sofisticada de idolatria: atribuir a identidade errada ao nome certo. Não são poucos os cristãos contemporâneos passíveis do mesmo pecado: transformar Deus em ídolo, confundir o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, o Deus de Jacó, o Deus de Jesus, com os deuses pagãos.
Deus é transformado em ídolo quando ocupa o imaginário das pessoas como o mais poderoso dentre todos os deuses. O monoteísmo afirma que existe apenas um Deus, e não que Deus é o deus mais poderoso. O primeiro mandamento, "não terás outros deuses", não é uma proibição à adoração de outros deuses, mas uma afirmação de que não existem outros deuses. Na verdade, os outros deuses são fabricação da mente humana, isto é, ídolos. Toda vez que Deus é comparado com "outros deuses", mesmo para que seja destacado como o maior e melhor, fica reduzido à categoria de ídolo. Deus é único.
Deus é transformado em ídolo quando é confinado aos limites de imagens, locais, pessoas, ritos, símbolos, seres ou qualquer outra coisa que dê a Ele uma medida, pois Deus é o Ser-Em-Si, não sujeito a tempo, espaço e modo. Deus é Espírito.
Deus é transformado em ídolo quando se pretende que o relacionamento com ele seja destituído de quaisquer implicações morais. Um Deus sem caráter é um ser despersonalizado, “despessoalizado”. Deus é Espírito Pessoal.
Deus é transformado em ídolo quando o relacionamento com Ele é fundamentado em relações de mérito e demérito, pois nesse caso o fator determinante do relacionamento é o humano, que faz por merecer ou deixa de merecer, isto é, Deus apenas reage. Deus é gratuidade.
Deus é transformado em ídolo quando o relacionamento com Ele é fundamentado em relações de causa e efeito, pois isso implica confinar Deus às regras de um mecanismo que pode ser ativado ou desativado, e nesse caso se pretende manipular Deus por meio da descoberta dos botões que o fazem funcionar. Deus é incondicionado.
Deus é transformado em ídolo quando as expectativas que se tem a respeito dele giram ao redor de questões meramente circunstanciais, pois o reino de Deus não é [apenas] comida, nem bebida, isto é, não está circunscrito às questões efêmeras e materiais. Um Deus em quem se espera apenas para esta vida é incapaz de vencer a morte. Deus é eterno.
Deus é transformado em ídolo quando é submetido a obrigatoriedades determinadas pela conveniência humana, pois Deus deixa de ser um fim em si mesmo e é transformado em meio para um fim maior. Deus é soberano.
Deus é transformado em ídolo quando, em seu nome, se faz exigência de sacrifícios humanos, pois Deus não se alimenta de vidas humanas, sendo Ele mesmo o doador e mantenedor da vida. Deus é amor.
Deus é transformado em ídolo quando é submetido a qualquer regra de qualquer ordem. Deus é incontrolável.
Deus é transformado em ídolo quando se torna objeto de discussão, em detrimento da devoção apaixonada, o que pode acontecer, inclusive, em relação a este texto que fica dizendo que Deus é isso e aquilo. Deus é indiscutível.


Ed René Kivitz

https://www.facebook.com/edrenekivitz/posts/1102765803073911
Angela Natel On quinta-feira, 11 de junho de 2015 At 07:27
Angela Natel On At 04:34
Numinosum Teologia: O CRISTO, A CRUZ E OS OPRIMIDOS: Embora o protesto da transexual na parada gay tenha causado intensa polêmica, obras artísticas identificando o Cristo crucificado os oprim...
Angela Natel On quarta-feira, 10 de junho de 2015 At 08:48
Angela Natel On At 05:52
O Deus cristão perdoa os homens, sem exigir deles a prática de tolices para que sejam perdoados: nao há passagens no Novo Testamento que estimulem, por exemplo, pessoas a subir de joelhos escadarias de igrejas, fazer peregrinação a locais sagrados ou lambuzar de óleo a porta de um escritório para o trabalho prosperar. O Pai, revelado por Cristo, não pede ao homem que pratique o que torna sua vida inviável a fim de chamar a atenção da divindade. O conceito cristão de Deus é de tirar o fôlego.
(Antônio Carlos Costa, em "Convulsão Protestante - Quando a teologia foge do templo e abraça a rua")
Angela Natel On segunda-feira, 8 de junho de 2015 At 05:40
Hermes C. Fernandes: Ofendido com a encenação da crucificação na Parada...: Por Hermes C. Fernandes A encenação da crucificação de Jesus em plena parada gay causou muito mal-estar entre cristãos de diversa...
Angela Natel On domingo, 7 de junho de 2015 At 05:37
Angela Natel On sábado, 6 de junho de 2015 At 06:31
Hermes C. Fernandes: Marcha pra Jesus: A verdade nua e crua: Minha sincera avaliação das marchas pra Jesus num debate radiofônico. Querem dizer em quem devemos votar (poder político), o que deve...
Angela Natel On sexta-feira, 5 de junho de 2015 At 05:18

(como Pastor acho interessante me declarar, aos evangélicos e aos não evangélicos).
1 - o Pastor que citou o boicote não me representa nem ao povo cristão em geral.
2 - a Boticário está livre para agir como bem entende pois não professa fé religiosa.
3 - a campanha busca abranger novos nichos de mercado e o mercado LGBT é um forte veio de lucro.
4 - uso boticário, recomendo e continuarei usando. Não usar Boticário não muda nada nem pra eles nem na proclamação do Evangelho.
5 - o mundo precisa conhecer o Evangelho, não a condenação moral dos evangélicos (?).
6 - A Biblia, livro de regra, fé e pratica Cristã, minha e dos Evangélicos(?) afirma que o casamento e o relacionamento sexual segundo a vontade de Deus é heterossexual e monogâmico.
7 - Cristãos crêem que a Bíblia revela a vontade de Deus para a humanidade em todas as areas não apenas na sexual.
8 - A condenação da homossexualidade é apenas "uma" das diversas condenações que Deus nos penalizará se não houver arrependimento. Há um Caminho de perdão.
9 - A Biblia nos direciona a proclamar e ensinar sobre Jesus e a morte dele pra substituir a sua, ensinar sobre a vontade de Deus, não condenar quem ainda não entendeu isto. Quem está sem Cristo condenado está...
10 - O entendimento da vontade de Deus se dá na pregação do Evangelho (boas novas) e na ação do Espírito Santo não na condenação nem boicote de ninguém.
11 - Entender a vontade de Deus para a sexualidade é viver vida plena também nesta área bem como diversas outras.
12 - Não vou boicotar a Boticário por causa dos gays, não quero que os gays boicotem a Igreja.
13 - ter orientação homossexual não é falta de caráter.
14 - Jesus de Nazaré nos chama a ter a vida restaurada (porque o pecado trouxe morte) em todas as àreas da vida.
15 - se você for homossexual tenha em mim um amigo para lhe ouvir e lhe ajudar no que precisar, sabendo que Deus quer que caminhemos buscando viver de maneira a agradá-lo em tudo, coisa que irá nos confrontar.
16 - se você for homossexual e a seu ver for plenamente realizado assim, terá todo meu respeito e amizade mas deverá lembrar que a Bíblia (minha fé) diz outra coisa sobre isto e mesmo assim estarei aqui tentando abençoar você.
Beijos de compreensão.


https://www.facebook.com/bruno.barroso.980/posts/10200587791535402?fref=nf
Angela Natel On quinta-feira, 4 de junho de 2015 At 08:45
Aproveitando a controvérsia: O poder sedutor de um perfume

Perfume de Mulher é um filme americano rodado em 1992, dirigido por Martin Brest e estrelado por ninguém menos que Al Pacino, o gigante de pequena estatura. Em busca de realizar um antigo sonho antes de morrer, um militar cego (Al Pacino) contrata um jovem e inexperiente estudante (Chris O'Donnell) para ajudá-lo a passar um fim de semana inesquecível em Nova York. Por não desejar piedade nem tolerar discordância, passa a criticar o comportamento do acompanhante. Porém, na viagem, aos poucos, ele passa a se interessar pelos problemas do jovem, esquecendo um pouco sua amarga infelicidade.
A cegueira tirou todos os facínios do Coronel Slade, exceto o seu facínio por mulheres. Sem poder ver a beleza de uma mulher, o personagem de Pacino passa a ser seduzido por suas fragrâncias. Porém, isso não é suficiente para que Slade queira continuar vivo, e é em torno deste eixo que a história do filme se desenrola, contando como um garoto introvertido do interior de Oregon influencia o decidido Coronel Slade.
Uma das cenas inesquecíveis é quando eles vão a um luxuoso restaurante, e o Coronel convida uma moça para dançar tango. Ela hesita e ele lhe diz bombasticamente “Não se preocupe, o tango não é como a vida; você pode errar e continuar dançando.” Além de um ótimo olfato, ele adquire uma habilidade especial de superar limites. Dizem que quando somos privados de algum de nossos sentidos, os outros tendem a se desenvolver mais.
As Escrituras estão cheias de referências a perfumes e especiarias. Dentre todos, nenhum tem o destaque dado à mirra. Esta é extraída de um arbusto espinhoso que cresce nas regiões desérticas, especialmente na África, em países como a Etiópia e a Somália. Tem sido usada, desde a antiguidade, para embalsamar corpos. Os egípcios, por exemplo, a usavam em suas múmias. Além de evitar o mal odor, a mirra tem ação bactericida, impedindo a proliferação de fungos, vírus e bactérias. Ao ser ingerida serve como entorpecente, aliviando as dores e atenuando o contato com a realidade.
Nos tempos bíblicos a mirra era comumente usada para embalsamar os mortos. Por ser muito cara, era costume da família economizar o equivalente a um ano de trabalho para comprar a especiaria e guardá-la para ser usada por ocasião da morte de um de seus membros.
Também era usada pelos noivos na preparação do casamento. Ester teve que banhar-se em óleo de mirra por seis meses e em outras especiarias por mais seis meses antes de apresentar-se ao rei Assuero para ser escolhida como a nova rainha. (Ester 2:12).
Portanto, a mirra tem a ver tanto com casamento, quanto com sepultamento. Então, por que razão os magos vindos do Oriente a escolheram como um dos presentes do recém-nascido Jesus?
Confira:
“E, entrando na casa, acharam o menino com Maria sua mãe e, prostrando-se, o adoraram; e abrindo os seus tesouros, ofertaram-lhe dádivas: ouro, incenso e mirra” Mateus 2:11
Que utilidade teria a mirra para um bebê?
Por mais mórbido que pareça, aquele perfume caríssimo era para ser usado no sepultamento de Jesus, e visava poupar Maria e José de um ano inteiro de trabalho. Talvez houvesse suficiente para usá-lo para embalsar tanto Jesus, quanto o resto da família.
Mas o fato é que, se aquela mirra chegou a ser usada, não foi em Jesus. Se é verdade que Maria ficou viúva antes que Jesus fosse crucificado (o que explicaria a ausência de José na cena da crucificação), talvez parte daquela mirra tenha sido usada para embalsamá-lo.
A mirra, porém, não foi o único presente recebido por Jesus na ocasião de Seu nascimento. Muito tem sido dito sobre seu simbolismo, mas gostaria de propor uma interpretação alternativa (ainda que pareça pretensão de minha parte): O ouro aponta para Sua chegada, o valor de Sua encarnação, o início. O incenso aponta para Sua obra, e a extensão de Sua existência terrena, o meio. Assim como o incenso se consome à medida que vai queimando, Sua vida terrena seria gasta inteiramente na dedicação da obra que veio fazer. Já a mirra aponta para Sua morte, a consumação de Sua obra, o fim. Início, meio e fim. Criação, redenção e consumação.
Depois do episódio de Seu nascimento, deparamo-nos com a mirra novamente no episódio em que Ele é surpreendido por uma mulher que, sem pedir licença, quebra todos os protocolos, invade o recinto em que estava, e derrama-Lhe sobre a cabeça o precioso bálsamo. Percebendo que os discípulos a censuravam, e que Judas argumentava que aquele perfume poderia ter sido vendido e seu valor revertido para os pobres, Jesus sai em sua defesa e diz: “Deixai-a, por que a aborreceis? Ela praticou boa obra para comigo. Sempre tendes os pobres convosco e, quando quiserdes, podeis fazer-lhes bem, mas a mim nem sempre me tendes. Ela fez o que pôde. Antecipou-se a ungir o meu corpo para a sepultura. Em verdade vos digo que em todo o mundo onde este evangelho for pregado, o que ela fez também será contado para sua memória”(Mc.14:6-9).
Esta mulher era ninguém menos que Maria, irmã de Lázaro, a quem Jesus ressuscitara poucos dias antes (Jo.12). No Evangelho de acordo com João, Jesus afirma: “Ela guardou este perfume para o dia do meu enterro”(Jo.12:7).
Pense comigo: aquele perfume custava 300 denários. Praticamente um ano de trabalho. Era economia de uma vida inteira. Considerado um bem da família, destinado a ser usado no embalsamento de seus membros. Era de se esperar que ela o tivesse usado em Lázaro, pelo menos a terça parte do perfume, já que sua família era composta de três pessoas. Se o tivesse feito, não haveria razão para que Lázaro cheirasse mal no quarto dia após seu sepultamento.
Em vez disso, ela o guardou para Jesus.
De acordo com o testemunho do próprio Jesus, ela se antecipou a prepará-lO para o sepultamento. O que significa isso?
Ao expirar na cruz, já eram três horas da sexta-feira. O sábado judeu começa às seis horas da tarde. Portanto, faltavam apenas três horas. Pelos romanos, Jesus ficaria pendurado no madeiro sendo devorado pelas aves de rapina, como geralmente acontecia com os demais crucificados. Porém, havia um membro do sinédrio chamado José de Arimatéia que era Seu discípulo secreto. Foi por intercessão dele que Pilatos liberou Seu corpo para ser sepultado (Mt.27:57-60). A correria foi enorme. Um judeu não poderia fazer absolutamente nada no sábado, nem mesmo sepultar seus mortos, quanto mais embalsamá-los. Aproveitaram que havia uma sepultura nova que alguém esqueceu aberta próxima do lugar da crucificação. Só deu tempo de enrolar o corpo do Senhor em lençóis, fechar a sepultura com uma grande pedra e esperar até que o sábado passasse para que pudessem retornar com calma para os procedimentos normais, incluindo o embalsamento.
O texto diz que as duas Marias, entre elas a Madalena, seguiram José de Arimatéia e viram onde puseram o Seu corpo. A pressa delas em embalsamar Jesus era tão grande, que mesmo antes de começar o sábado, elas “prepararam especiarias e unguentos”, e ficaram esperando as primeiras horas do dia seguinte para prosseguir em sua empreitada (Lc.23:56). Elas devem ter pensado: Vamos ser mais rápidas do que José de Arimatéia. Quando ele chegar no domingo para embalsamá-lO, terá uma surpresa.
Outro personagem que entra nesta corrida é citado por João. Trata-se de Nicodemos, outro discípulo secreto de Jesus. Segundo o relato de João, Nicodemos providenciou “quase cem libras de uma mistura de mirra e aloés” para embalsamar Jesus. Mas devido à aproximação do sábado, só deu tempo de perfumar os lençóis que envolveram o Seu corpo.
Ao chegar bem cedo no sepulcro onde estaria Jesus, quem teve uma surpresa foi Maria Madalena. Algo inusitado ocorrera. A pedra estava removida. O sepulcro estava vazio. Não! Ninguém levou Seu corpo, como Maria inicialmente achou que acontecera. Jesus ressuscitou dos mortos, como muitas vezes avisou aos Seus discípulos que ocorreria. Maria teve que voltar para casa com aquele perfume. Porém, Jesus não ficou sem receber o devido tratamento. Ela pode ter chegado antes dos discípulos secretos, e mesmo antes dos demais discípulos, mas alguém se ANTECIPOU. Outra Maria fez o serviço.
Talvez Madalena não tenha se dado conta disso. Possivelmente não tenha presenciado o ocorrido na casa de Lázaro cerca de quatro dias antes.
Maria, irmã de Lázaro agiu antes mesmo da morte. Ela se antecipou à cruz. Teve um vislumbre do futuro. Tomou para si a responsabilidade.
Maria Madalena, sinto em lhe informar, mas mesmo tendo madrugado em frente ao sepulcro, você chegou atrasada.
Imagine comigo: quando Jesus entrou em Jerusalém montado no jumento, Ele já estava devidamente perfumado para ser sepultado. Quando expulsou os cambistas, ele exalava aquele perfume forte. Pilatos, enquanto O julgava, devia ter pensado: que fragrância maravilhosa é esta? E enquanto era crucificado, aquele perfume se espalhava pelo ar…
* "Apenas para uso externo..."
De repente, no auge de Seu suplício, alguém se compadece de Sua dor e para atenuá-la, oferece-Lhe “vinho com mirra” (Mc.15:23). Esta mistura promovia um efeito semelhante a de um anestésico. Mas Jesus Se recusa a tomá-la. A mirra era bem-vinda como perfume, mas não como entorpecente. Um “homem de dores, e experimentado no sofrimento” (Is.53:3b) não podia deixar-Se entorpecer.
Infelizmente, a oferta recusada por Jesus tem sido aceita por Sua igreja em nossos dias. Perdemos o contato com a realidade. Buscamos desesperadamente o alívio de nossa dor.
O que deveria servir como perfume através do qual exalássemos a fragrância de Seu amor, tem sido usado como entorpecente, para não dizer, alucinógeno.
A mirra pode representar nossa espiritualidade, com todos os dons que o Senhor nos outorgou pelo Seu Espírito. Se esta espiritualidade nos fizer pessoas voltadas para dentro de si mesmas, então ela nos entorpecerá. Uma igreja entorpecida perdeu o contato com a realidade à sua volta, e por isso, já não é capaz de afetá-la e transformá-la. Tornamo-nos apáticos, incapazes de nos solidarizar com a dor do mundo. Já não nos importamos com nada que aconteça à nossa volta. Simplesmente nos desligamos. Isso não é espiritualidade genuína, mas mera religiosidade, aquilo que Karl Marx chamou de “ópio do povo”. A verdadeira espiritualidade nos convida à compaixão e a nos engajarmos na transformação da realidade, para que o sofrimento humano seja atenuado.
Mesmo na Cruz, Jesus demonstrou preocupar-Se com os que estavam à Sua volta. Desde Sua mãe, passando pelos Seus algozes, até os ladrões crucificados ao Seu lado, todos foram alvo de Sua compaixão e solidariedade. Desta forma, Ele exalou o bom perfume de Seu amor em um cenário de dor e crueldade. Se Ele Se deixasse tomar por um sentimento de auto-compaixão, certamente teria aceitado a oferta daquela esponja, e sorvido por inteiro a mirra que Lhe aliviaria a dor. Mas Ele recusou.
Agora somos convocados a levar “sempre por toda a parte o morrer do Senhor Jesus no nosso corpo, para que a vida de Jesus se manifeste também em nossos corpos; e assim nós, que vivemos, estamos sempre entregues à morte por amor de Jesus, para que a vida de Jesus se manifeste também em nossa carne mortal” (2 Co.4:10-11). E é assim que Deus “por meio de nós manifesta em todo lugar o cheiro do seu conhecimento. Pois para Deus somos o bom perfume de Cristo” (2 Co.2:14b-15a).
Nossa missão é espalhar Seu aroma pelo mundo.
Cantares retrata a esposa do rei, representação da igreja de Cristo, como aquele cujas mãos “gotejavam mirra”, e os dedos “mirra com doce aroma” (Ct.5:5). Ela é aquela que “sobe do deserto, como colunas de fumaça, perfumada de mirra” (Ct.3:6).
Como Esposa de Cristo, temos que deixar um rastro de mirra por onde passarmos. Os ambientes que frequentamos devem ficar impregnado da fragrância de Cristo. E isso se dá quando deixamos de viver para nós mesmos, para viver para Cristo e por aqueles por quem Ele Se entregou na Cruz.
O Mundo pode até estar cego, como o personagem vivido por Al Pacino, mas certamente será capaz de perceber no ar o aroma de Cristo exalado por nós.

___ Hermes Carvalho Fernandes
Angela Natel On quarta-feira, 3 de junho de 2015 At 05:02
Querem dizer em quem devemos votar, o que devemos assistir ou não na TV, e agora, querem se meter até com o perfume que devemos ou não usar. Isso está me cheirando muito mal... Bem que Paulo nos avisou: "Tendo cuidado para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo (...) Se morrestes com Cristo quanto aos rudimentos do mundo, por que vos sujeitais ainda a ordenanças, como se vivêsseis no mundo, tais como: não toques, não proves, não manuseies? Todas estas coisas estão fadadas ao desaparecimento pelo uso, porque são baseadas em preceitos e doutrinas dos homens. As quais têm, na verdade, alguma aparência de sabedoria em culto voluntário, humildade fingida, e severidade para com o corpo, mas não têm valor algum no combate contra a satisfação da carne"(Colossenses 2:8,20-23). Quer saber? Estou tentado a boicotar essa gente.

Hermes Carvalho Fernandes

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