Angela Natel On segunda-feira, 21 de dezembro de 2015 At 03:16
Angela Natel On sábado, 28 de novembro de 2015 At 05:10
Angela Natel On terça-feira, 24 de novembro de 2015 At 06:54
Hermes C. Fernandes: O mais grave pecado dos cristãos: Por Hermes C. Fernandes Sobre o que nossa fé e espiritualidade estão alicerçadas? Se o fundamento for errado, o que se dirá do re...
Angela Natel On quinta-feira, 12 de novembro de 2015 At 06:08

Angela Natel On segunda-feira, 9 de novembro de 2015 At 03:20
Hermes C. Fernandes: Aborto, drogas, prostituição, homossexualidade: Nã...: Por Hermes C. Fernandes A gente paga um alto preço por dizer o que pensa. E por mais que tentemos escapar das armadilhas da ...
Angela Natel On quinta-feira, 5 de novembro de 2015 At 08:54
Angela Natel On terça-feira, 3 de novembro de 2015 At 08:33
Das capelas aos santuários
Sujeira pra todo lado
Ninguém respeita a Bíblia, não!
Mas todos acreditam que vão para o céu, meu irmão.
Que igreja é essa?
Que igreja é essa?
Que igreja é essa?
Na TV, nos rádios e na internet e os amuletos estão em alta ai ai
O sal grosso, o óleo ungido e o os profetas de baal
Na sua carteira eles descaçam, mas os lucros andam solto
Manchando a fé, por mentirias cruéis
Ao descanso do "bispão"
Que igreja é essa?
Que igreja é essa?
Que igreja é essa?
O nome de Cristo já manchou
piada pra quem quer que for
Mas o bispo vai ficar rico
Vamos faturar um milhão
Quando vendermos todas as almas
Dos nossos irmãos num leilão.
Que igreja é essa?
Que igreja é essa?
Que igreja é essa?
Obviamente que fiz essa paráfrase da canção Que País é Esse da Legião Urbana - Rev. Sandro M. Viana (Natal, RN 01.10.2015)
A bagunça, o desrespeito, a profanação, a corrupção, até desvio de dinheiro, a irreverencia e a sujeira instaurada na religião evangélica de hoje é abominável para Deus, veja:
O Senhor diz ao seu povo:
— Eu odeio, eu detesto as suas festas religiosas; não tolero as suas reuniões solenes.
Não aceito animais que são queimados em sacrifício, nem as ofertas de cereais, nem os animais gordos que vocês oferecem como sacrifícios de paz.
Parem com o barulho das suas canções religiosas; não quero mais ouvir a música de harpas. Em vez disso, quero que haja tanta justiça como as águas de uma enchente e que a honestidade seja como um rio que não para de correr.
Profeta Amós 5.21-24

fonte: https://www.facebook.com/sandroviana?fref=nf
Angela Natel On segunda-feira, 2 de novembro de 2015 At 02:48
Angela Natel On sexta-feira, 30 de outubro de 2015 At 08:45
Hermes C. Fernandes: O que não te contaram sobre o Halloween: Por Hermes C. Fernandes Já perdi a conta das inúmeras advertências que abarrotam as redes sociais acerca do perigo por trás da cel...
Angela Natel On quarta-feira, 28 de outubro de 2015 At 08:06
GEBARA, Ivone. Rompendo o Silêncio; uma fenomenologia feminista do mal. Petrópolis: Vozes, 2000

Resenha por Antonio de Lisboa Lustosa Lopes
O desafio de compor a resenha de uma obra é grande, pois supõe responsabilidade para com o pensamento aduzido no texto, cuidado para apresentar o todo sem esgotar tudo, atenção para que seja um instrumento de aproximação e não de distanciamento frente ao livro. Pela natureza do desafio, ser-se-ia levado a não ir adiante nesta empreitada, pois o olhar de um leitor é, também, um novo movimento de composição, aumentando as fileiras das interpretações que, de tantas, são de todos e de ninguém.
Começo dizendo que o prefácio da obra é uma expressão sucinta e completa daquilo que se tornou este pequeno tratado de fenomenologia feminista do mal. Adolphe Gesché, por conhecer com maior proximidade as intenções da abelha exilada de sua colméia, devido ao trabalho de apreciação da pesquisa, faz notar bem que o texto se destaca na emergência do vivido e do discurso próprio das mulheres. Com a palavra está o ato segundo do fazer teológico, pelas mãos de uma mulher-teóloga que não se ofuscou com a luminosidade de sua inteligência, mas a usou como facho clareador da prática que constitui o teologar como ato primeiro.
Ivone inicia sua obra esclarecendo que não faz parte do seu interesse elaborar uma ciência do mal, tampouco dirimir questões residuais da teodicéia, pois o que a move é, sobretudo, a busca de entender o mal e as suas interpretações mais difundidas, assim como o caminho percorrido por esta temática na história do fazer teológico, de modo bem específico no tangente às mulheres, vítimas singulares neste percurso. Ela tem como pressuposto a impossibilidade humana de experimentar uma completa isenção do mal, pois devido a situação comum de socialização e responsabilidade, a mulher e o homem estão sempre marcados pelo mal no cotidiano que, não obstante possa não ser pensado como tal, é efetivamente suportado. Trata-se de uma questão bem complexa, com marcas históricas residuais que podem despertar ressentimentos com relação à supervalorização do masculino, mas que não podem ser ocultadas, pela necessidade de justiça para com as mulheres polarizadas negativamente nesta supervalorização. Não é possível desconsiderar a diferença que existe entre o extrínseco e o intrínseco do mal, respectivamente masculino e feminino.
A obra Rompendo o silêncio: uma fenomenologia feminista do mal está organizada em cinco partes que explicitam os estilos teórico-metodológicos utilizados pela Ivone nesta pesquisa. Os desdobramentos amplamente considerados referem-se, no nível fenomenológico, ao mal experimentado concretamente pelas mulheres e ao mal que elas também praticaram, e, a partir da contribuição da categoria de gênero, na leitura da experiência feminina de salvação e de Deus. O que está sendo resenhado segue a tríade que dá sustentação ao estudo do mal feminino: a fenomenologia, o gênero e Deus.
A fenomenologia, enquanto recurso metodológico de retorno às coisas mesmas, marca o mal testemunhado por vidas femininas, nas suas experiências ligadas ao ter, ao poder, ao saber, ao valer, ao ser, marcadas pela substancial negação destas condições, articuladas com um radical desejo de vida. As descrições transitam por mundos diferentes que são perpassados pela nervura da dor e do amor inseparáveis na vida destas mulheres. Ivone recorre à experiência do mal feminino descrita em livros de mulheres da Índia, América Latina e de outros lugares, para apreender o sofrimento que emerge na corporeidade da mulher-mãe que lida com a escassez de condições básicas para existir no limite com a morte dos seus, que é também sua própria morte; da mulher que jaz imersa na rotinização do mal que se naturaliza em sua própria vida doméstica sem pão, sem roupa, sem moradia, sem saúde, sem carinho..., que oferece o próprio corpo pela vida; sofrimento da mãe que é ausente de uma experiência religiosa e se vê impotente diante da doença que gradativamente vai levando a filha para o inexplicável silêncio que habita o depois de morrer e escreve para alimentar a esperança de viver, apesar disso; a mulher que expressa poeticamente o sofrimento próprio e das mulheres e seus compatriotas, que luta pela própria vida mesmo quando a extingue, devido a forma atroz que ela se configura em seu corpo maculado pela opressão e exploração estrutural.
Sofrimento que é vivido pela mulher-religiosa marcada pela argúcia do pensamento e pela sutileza da inteligência comum das/os místicas/os, mas obrigada a exilar-se no silêncio do não-saber arbitrariamente imposto, muitas vezes em nome do divino, expressa seu afã de liberdade na linguagem poética que transgride o instituído, que expressa o vivido no escondimento e busca suprir lacunas não solucionadas; pela mulher-menina-adolescente que tem seu corpo leiloado no mercado cruel do sexo sem afeto; pela mulher-doméstica explorada e inferiorizada externa e interiormente na condição de trabalho que teve a dignidade expropriada; pela mulher-negra lidando com uma sociedade que padronizou a beleza na alvura da pele e empalideceu o amor na discriminação por causa da cor da pele, mas assim mesmo não deixa de se aperceber bela, contestando este modelo colonial; pela mulher-teóloga que sabe bem o significado de ter nascido mulher, no embate com a força e a fraqueza das mulheres de sua família determinadas até mesmo na renúncia de si mesmas, no dilema de todo imigrante que está sem se localizar, mas que teve na própria subjetividade um recurso importante para o irrompimento de um fazer teológico feminista da libertação, a despeito de toda tentativa de desautorizar sua teologia pelo fato de ter na mediação do gênero e na própria experiência feminina, instrumentos veementemente críticos também no interior da própria teologia da libertação.
É a experiência do mal vivido e tematizado por Kamala Markandaya, Ruku, Irawaddy Béti, Carolina Maria de Jesus, Isabel Allende, Paula, Violeta Parra, Joana Inês da Cruz, Lenira, Delores Williams, Toni Morrison, Alice Walker, Celie, Ivone Gebara; são vidas com nomes, corpos e datas, memórias de um tempo onde lutar por seu direito é um defeito que até mata.
A categoria do gênero é uma outra chave de interpretação do mal feminino que a Ivone utiliza em sua tese. Esta categoria é fundamental na direção da superação de uma tipologia simplista da ciência teológica que prescinde de um teologar em perspectiva inclusiva, pois desconsidera que a fé cristã é atravessada pela colossal complexidade das relações humanas. Ajuda também a compreender além do ser homem e do ser mulher em termos biológicos, a natureza sócio-antropológica destas condições existenciais, uma vez que a sexualidade é um elemento marcado pela cultura, sobretudo no concernente às relações de poder. O gênero permite aceder à questão de que a forma como cada ser se auto-compreende, percebe os outros e se sente percebido possibilita um situar-se no mundo e desenvolve formas de ser e de agir relativas a este modo de compreensão. Isto ajuda a sair da linha universalizante do discurso masculino, abrir os horizontes de compreensão do masculino/feminino, assim como faz compreender doutra maneira a simbólica do mal, uma vez que sai dos limites apenas da oposição homem-mulher e passa a ver as construções simbólicas atravessadas por complexas relações de construção do poder.
Enquanto mediação hermenêutica, o gênero supera a visão reducionista de diferenciação apenas no nível da genitalidade, pois o masculino-feminino emerge em meio a relações sócio-culturais que implicam em aprendizagem e reprodução de comportamentos. No movimento de socialização as identidades se estabelecem e se diferenciam. Assim, recorrendo à perspectiva bourdieana, Ivone, reforça que, a teologia é um universo de produção de sentido, ao mesmo tempo em que possibilita a reprodução de formas de viver; portanto, faz-se necessário a mudança de perspectiva no âmbito do simbólico, para assim transformar as relações que se cruzam no nível da experiência cotidiana. Ou seja, a mediação hermenêutica do gênero soçobra aquilo que se constituiu historicamente como habitus cultural.
Ivone considera importante notar que seu modo de recorrer ao gênero como mediação interpretativa difere de muitas outras linhas feministas que utilizam esta mesma categoria. Não se trata de ter no gênero um novo universal capaz de explicar todas as formas de mal sofrido pelas mulheres. É importante quebrar as barreiras que sustentam as oposições entre homem e mulher e assimilar a dinâmica das relações entre ambos na configuração de experiências infelizes e felizes, fechadas e abertas, excludentes e inclusivas, de exploração e domínio nas duas direções, não obstante a histórica força maior de domínio sobre a mulher. A vida humana não pode ser vista sem levar em conta de que se trata do resultado da interação permanente que se dá entre ambos os sexos, mesmo que as mulheres tenham sido, em grande parte, injustiçadas. Esta categoria possibilita a relativização de um conhecimento estabelecido como universal, enquanto apreende as contradições concernentes ao ocultamento de algumas relações. Não enunciar a efetiva colaboração das mulheres na construção de um corpus gnoseológico enuncia um modelo epistemológico que prescindiu da ética, enquanto apresentou como global uma estrutura parcial, limitada e excludente. Pretender a universalidade é, de per si, um limite, pois toda forma de conhecimento é relativa às pessoas em suas situações sócio-culturais e ideológicas.
Tomando como referência a pessoa de Jesus, apesar de todo o peso historiográfico da teologia universalista machista, não dá para deixar de lado que a marca fundamental de sua vida não é o sofrimento e o sacrifício, mas a prática da justiça e o esforço de ajudar os homens e mulheres a construir entre si relações de misericórdia e solidariedade. O acento no aspecto sacrificial reforçou o desenvolvimento do fenômeno da culpabilização e de sua reprodução em forma desigual, dando ênfase maior na responsabilidade das mulheres e maior isenção dos homens. Esta culpabilidade naturalizada tornou-se, em grande parte, um estereótipo que se constitui num mal para as mulheres, pelo peso que elas foram historicamente obrigadas a carregar, basta tomar como base a força ideológica do pensamento de que foi pela mulher que o pecado entrou na história humana. Culturalmente, esta culpa impôs às mulheres limites à sua autonomia e criatividade.
No entanto, a mesma categoria do gênero e a fenomenologia, não permitem esquecer que a condição de vítima não isentou as mulheres de praticar o mal, mesmo que sua fraqueza tenha limitado suas condições para isto. O mal precisa ser visto no seu aspecto fenomênico, a partir do que aparece na história de homens e mulheres. Por isso, sendo que o modelo patriarcal relegou a mulher ao espaço doméstico, é importante levar em conta que a reprodução das formas mais fundamentais da vida humana passou e passa pelo cotidiano de mulheres que têm em casa o seu espaço de ação, mesmo que contraditório. Nas escolas e nas igrejas, é a presença massiva de mulheres que têm garantido a sucessiva reprodução dos parâmetros de comportamento do sistema patriarcal. Além disso, se houve um forte acento discriminador sobre as prostitutas, mães sem maridos, negras, índias, homossexuais, deveu-se a uma grande insistência de mulheres-mães que apresentaram estas formas de vida como maus exemplos para os seus filhos. Não são poucas as mães possessivas que, enlouquecendo os seus filhos para que sigam os ditames de sua paranóia materna, culpam os filhos pela infelicidade das mesmas, quando eles resolvem fazer suas escolhas de modo autônomo. Agindo assim, o vicioso movimento de culpabilização vai-se perpetuando e dando sustentabilidade às morbidades patriarcais.
Mesmo assim, os valores do cristianismo não foram assimilados da mesma maneira por homens e mulheres; aquilo que se constituiu para eles elementos de amor e felicidade, tornou-se, para elas, formas de opressão e humilhação. Por isso, é preciso também procurar compreender a maneira como as mulheres experimentam a salvação. Segundo Ivone, o começo da salvação para as mulheres, como o foi para o Cristo, dá-se na própria experiência da cruz em nível pessoal e comunitário. Apesar de minimizado pelo parâmetro patriarcal, o sofrimento das mulheres tem se constituído na percepção da cruz não mais como elemento de resignação em meio ao sofrimento, mas como imperativo reclamo por justiça frente a carência de dignidade e paz. Esta percepção encoraja a busca por desenvolver relações de justiça, respeito e enternecimento entre homens e mulheres. Trata-se de uma superação histórica da cruz, por isso não-definitiva, uma vez que podem reaparecer novas configurações da mesma, visto que a história comporta limites.
Neste sentido, não existe uma radical separação entre cruz e ressurreição, pois esta também emerge da experiência cotidiana das pessoas e, na perspectiva desta abordagem, na vida que as mulheres conseguem fazer nascer, sustentar, defender, cuidar e fazer ressurgir do meio de tantos obstáculos à vida com os quais elas se defrontam. Encarando a vida e a justiça como experiências fundamentais da existência, pode deslocar a centralidade da cruz para a centralidade da ressurreição e, embora não seja possível livrar-se completamente do sofrimento, é possível compreender que a mistura da dor e da alegria não é obstáculo intransponível para a vida. Nesta dialeticidade a vida vem se apresentando nos corpos de mulheres e homens com grande vigor nos encontros salvadores que passam pelos sentimentos, pelo beijo, pelo pão, pelo sorriso feliz de um idoso, pelo cândido olhar de uma criança, pela solidariedade em meio aos sofrimentos e dores. Esta salvação vivida pelas mulheres passa pela superação dos limites marcados pelas instituições religiosas.
O ser humano é falível, esta é uma verdade incontestável. Entretanto, é esta dimensão de falibilidade, que possibilita ao homem falhar na escolha do mal, que o permite também realizar o bem. Isto explicita a natureza relacional da humanidade, pois porque somos falíveis somos bem dependentes dos outros; e, precisando dos outros, descobrimos a misteriosa realidade que é um bem para nós, que passa pelo bem que experimentamos e que supera todas as estruturas axiológicas e religiosas, que nomeamos Deus.
Deus para as mulheres é a última abordagem do texto da Ivone. Ali ela aduz a presença de Deus no cotidiano da miséria, no seu rosto barroco, na ausência de Deus e no tecido e na trama da Vida, recuperando a abordagem fenomênica do início, perscrutando nos testemunhos e narrativas que apresentou, a irrupção da misteriosa realidade do Absolutamente Outro. Conforme se viu, para além de todas as formas de poderes que se conhece, há um poder que se sustenta e ultrapassa todas estas formas, é o poder da vida. Deus não aparece como resposta para nossas perguntas teóricas, pois elas permanecem abertas. O movimento da vida, sua manutenção, é o próprio Deus presente. Ele também é o que concede o dom e que em meio às lutas não aparece como vitorioso, mas como aquele que sucumbe junto com aqueles/as que o amam. Ele pode estar ausente a nível da consciência, no âmbito do conhecimento, mas se faz presente no acolhimento daqueles que agem em Seu nome. Ele é a nervura que sustenta o tecido e a trama da vida do ser humano e, no específico das mulheres, no esforço de superar as absolutizações universalistas da perspectiva patriarcal/machista, para dar lugar à voz que vem da experiência cotidiana e que se dá conta de que o caminho que é possível fazer caminhando, é longo, e os passos dados ainda estão aquém do que poderia ter sido feito.

Antonio de Lisboa Lustosa Lopes é padre católico, mestre em teologia pastoral pela Pontifícia Faculdade de Teologia Nossa Senhora da Assunção, doutorando em ciências da religião pela UMESP.


acessado em 23/09/2012
Angela Natel On terça-feira, 27 de outubro de 2015 At 08:39
Escorraçada de um texto no qual já não me reconhecia, eu me refugiava não nas linhas, mas nas entrelinhas. Ali eu deixaria uma muda e criptografada mensagem, uma mensagem que, como garrafa lançada ao mar, talvez chegasse a alguém, num futuro próximo ou distante.” (Sclair, 2007, p.108)

Esta tem sido a tarefa de muitos grupos de mulheres em torno da Bíblia. Ler a Bíblia a partir de uma perspectiva feminista é aprender a ler nas entrelinhas . É buscar encontrar em um texto marcado pela cultural patriarcal aquilo que ficou encoberto ou não revelado. Ouvir as vozes silenciadas das mulheres na Bíblia que deixaram suas mensagens criptografadas em seus corpos, em suas histórias .

Assim é que se diz a leitura da Bíblia a partir das mulheres se assemelha a um diálogo corpo a corpo. Essa leitura favorece a construção de significados e sentidos mediante uma dinâmica de intertextualidade entre dois corpos. O nosso corpo, a nossa vida e experiência entram em diálogo com a vida, a história e os corpos das mulheres da Bíblia.

A Bíblia sempre foi apresentada para nós mulheres por meio de uma hermenêutica de aceitação, obediência e submissão, sob a bandeira da defesa da autoridade bíblica, sempre desempenhando papel-chave no tema contra a emancipação de mulheres. Por isso a necessidade de resgatar os textos bíblicos de sua unilateral interpretação patriarcal e ocidental.

Na procura por novos caminhos e espaços é que a hermenêutica feminista da Bíblia tem se apresentado como o jeito que muitas mulheres têm encontrado de ler e interpretar a Bíblia, escapando daquela hermenêutica onde o texto e as interpretações historicamente construídas se tornam autoridades inquestionáveis. Para a hermenêutica feminista, interpretar implica em sair das relações de dominação e exclusão, e construir novos espaços democráticos, abertos a todos e todas, independentemente de sua raça, etnia, sexo, classe social (1).

A Bíblia é uma das matrizes formadora da sociedade ocidental e cristã. Ana Tepedino em seu livro As Discípulas de Jesus fala da importância de estudarmos a Bíblia e o contexto em que foi escrita, pelo fato de ser a Bíblia um livro não apenas religioso, mas também um livro de dimensões cultural, social e política e por ser uma matriz formadora da sociedade ocidental e cristã (2). Por isso acreditamos que uma interpretação crítico-feminista das Sagradas Escrituras pode contribuir para quebrar o sistema patriarcal fechado da igreja e da sociedade.




O Gênero como Instrumento Hermenêutico
“Não se nasce mulher, é preciso tornar-se mulher”!
É com esta frase de Simone de Beauvoir que Ivone Gebara abre um dos capítulos de seu livro Rompendo o Silêncio, onde ela resgata o significado histórico do conceito de gênero.
As análises de gênero aparecem no feminismo nos anos oitenta como meio de avaliar a diferença entre sexos e denunciar o uso de certos poderes a partir da diferença. A categoria de analise de gênero aplicada em diversos campos de pesquisa ajudaram a alertar para dois grandes perigos: o primeiro é considerar o masculino normativo para a humanidade (androcentrismo); e o segundo, crer que a diferença entre homens e mulheres está baseada apenas em fatores biológicos (determinismo biológico).
Para Ivone Gebara, a diferença de gênero é uma diferença entre a multiplicidade de diferenças: diferença entre homens e mulheres, entre homens e homens e entre mulheres e mulheres. E estas diferenças se cruzam com as diferenças de idade, de cultura, de religião e muitas outras.
A leitura da Bíblia através da intermediação da categoria de gênero tem nos ajudado a interpretar a Bíblia re-significando conceitos, doutrinas e símbolos. Indo além da moldura patriarcal na qual fomos ensinadas.
Inquietas, estamos sempre buscando os espaços de resistência e de liberdade. Alguns caminhos e espaços estão sendo abertos para o exercício de uma interpretação bíblica de libertação e de vida para as mulheres pobres, negras, indígenas, camponesas. Mulheres que lutam por um outro mundo possível de equidade e justiça.
Estratégias para uma leitura bíblica a partir da mulher
Mulher criando e recriando. Mulher buscando e tecendo novas maneiras e jeitos de ser, de ler e de dizer. É assim que nascem novos paradigmas de interpretar não só o texto, mas a própria vida.
Acreditar que é possível recuperar e libertar o texto bíblico das suas tendências patriarcais, não significa que ignoramos o fato de que a Bíblia é um livro patriarcal na sua própria estrutura e não somente um problema de interpretação dos textos. Contudo, entendemos que o caminho para contornar este problema está na liberdade das mulheres, enquanto leitoras, para que construam e reconstruam seu próprio significado.
Pensando nisso, Elizabeth Fiorenza propôs uma metodologia para a leitura feminista da Bíblia que ela denomina de “Dança Hermenêutica Feminista”(3).
O primeiro passo, o da “suspeita” ou “desconstrução” visa identificar as distorções patriarcais com atenção para os seguintes problemas:
1. Linguagem androcêntrica, ou seja, reconhecer que a Bíblia é escrita numa linguagem excludente torna invisível a presença, a opressão e a luta e libertação das mulheres;
2. Seleção androcêntrica de tradições históricas, percebendo que muitas informações sobre a atuação de mulheres não foram registradas, porque foram julgadas sem importância ou uma ameaça ao patriarcado;
3. Função patriarcal da canonização: o Cânon do Primeiro Testamento bem como do Segundo exclui textos escritos que mostram protagonismo e experiências de mulheres;
4. Traduções e interpretações androcêntricas que reforçam o seu androcentrismo;
5. Textos silenciados: textos bíblicos que falam de mulheres são freqüentemente silenciados na interpretação oficial, tendo pouca ou nenhuma influência na formação bíblica de nossas comunidades.
O segundo passo, o da “Memória” é o início da reconstrução que se faz partir de comparação de informações bíblicas com outros textos além da Bíblia. Este segundo passo precisa de assistência de pessoas capazes de assessorar não só em analises feminista e de gênero, como também em pesquisas literárias e sócio-históricas da Bíblia.
O terceiro e último passo seria o da “Atualização” e “Anúncio”. Trata-se de traduzir toda essa reconstrução para o nosso tempo, na linguagem do nosso povo, para as suas necessidades e anseios. Isto requer criatividade para que essas descobertas cheguem às nossas comunidades e cause transformação; que não fique restrito a círculos fechados de estudiosos da Bíblia, mas alcance todas e todos, construindo novas relações de parceria e respeito e de interdependência entre homens e mulheres.
Aprender essa dança hermenêutica é um desafio para nós mulheres e homens que acreditamos na igualdade e justiça das relações, e para nós que apesar de reconhecermos o problema patriarcal da Bíblia, continuamos vendo nela também a Revelação de Deus para mulheres e homens.
Ler a Bíblia na perspectiva da mulher é como aprender os passos de uma nova dança. Requer muitos ensaios até acertar o passo. Entre erros e acertos descubro um novo ritmo pra minha dança. Nesta dança me encontro com outras mulheres. É dança que se dança na roda, de mãos dadas.

Dança sensual, provocante. Provoca os modelos hermenêuticos tradicionais, patriarcais, racionais, fechados e unilaterais.

Sigo, dançando, embalada em uma canção, que bem poderia ser o canto de vitória de Isaías 42,14:

Há muito me calei, guardei silêncio e me contive.
Como uma mulher que está de parto
Eu gemia,
Suspirava,
Respirando ofegante...


Notas
(1) Fiorenza, 1992, p.30.
(2) Tepedino, 1990, p.15.
(3) Ottermann, 2003.

Referências bibliográficas
FIORENZA, Elizabeth S. As origens cristãs a partir da mulher: uma nova hermenêutica. São Paulo: Paulinas, 1992.
GEBARA, Ivone. Rompendo o Silêncio: Uma fenomenologia feminista do mal. Petrópolis, RJ: Vozes, 2000.
TEPEDINO, Ana M. As Discípulas de Jesus. Petrópolis: Vozes, 1990.
OTTERMANN, Mônica. “Gênero e Bíblia: Uma ciranda sem fim”. In: Por Trás da Palavra, São Leopoldo, ano 23, n. 138, 2003.
Sclair, Moacir. A mulher que escreveu a Bíblia. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.


Angela Natel On segunda-feira, 26 de outubro de 2015 At 07:33
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Angela Natel On domingo, 25 de outubro de 2015 At 08:48
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Angela Natel On sexta-feira, 16 de outubro de 2015 At 05:21
Angela Natel On quinta-feira, 15 de outubro de 2015 At 04:10
Angela Natel On terça-feira, 13 de outubro de 2015 At 05:53
Angela Natel On At 04:40
Angela Natel On quinta-feira, 8 de outubro de 2015 At 06:44
Hermes C. Fernandes: Antes que a notícia se espalhe...: Por Hermes C. Fernandes Jerusalém estava em polvorosa. Alguma medida precisava ser tomada imediatamente, antes que a notícia se esp...
Angela Natel On terça-feira, 6 de outubro de 2015 At 04:55
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Angela Natel On sábado, 3 de outubro de 2015 At 02:57
Hermes C. Fernandes: Intolerância religiosa e a Teoria da Janela Quebra...: “Se não formos capazes de viver inteiramente como pessoas, ao menos façamos tudo para não viver inteiramente como animais.”  ― Sara...
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Angela Natel On sexta-feira, 2 de outubro de 2015 At 13:03
Numinosum Teologia: JAVÉ E OS DRAGÕES: Quando um fiel inserido no ambiente judaico cristão quer ler o relato de como mundo se formou certamente abrirá sua Bíblia nos primeiros ca...
Angela Natel On At 10:12
Angela Natel On quinta-feira, 1 de outubro de 2015 At 07:43

1 - Fariseus se gloriam em sua ligação com homens espirituais:
“E não presumais de vós mesmos, dizendo: Temos por pai a Abraão” (Mateus 3:9)
2 - Fariseus se gloriam na sua justiça exterior:
Jesus disse: "Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder a dos escribas e dos fariseus, de modo nenhum entrareis no reino dos céus" (Mateus 5:20)
3 - Fariseus não se misturam com pessoas pecadoras:
"Os fariseus disseram para os discípulos de Jesus: Por que o seu Mestre está comendo com pecadores" (Mateus 9:11).
4 - Fariseus são ascéticos:
"Por que os fariseus jejuam, mas os Seus discípulos não jejuam?" (Mateus 9:14).
5 - Fariseus são muito críticos dos outros em questões pequenas:
"Os fariseus disseram a Jesus: 'Os Seus discípulos fazem o que não é permitido fazer no sábado'" (Mateus 12:2).
6 - Fariseus vivem de regras:
“E havia ali um homem com a mão mirrada. E eles questionaram Jesus, perguntando: “É lícito curar no sábado? “‟ – para que pudessem acusá-Lo” (Mateus 12:10).
7 - Fariseus são motivados pela inveja e pelo ódio:
“Os fariseus saíram e conspiraram contra Jesus, como eles poderiam destruí- Lo” (Mateus 12:14)
8 - Fariseus são desconfiados e supõem o pior das outras pessoas:
“Os fariseus disseram: „Este homem expulsa demônios senão por Belzebu, o principal dos demônios‟” (Mateus 12:24)
9 - Fariseus são muitos descuidados em suas palavras:
“Os fariseus disseram: „Este homem expulsa demônios senão por Belzebu, o principal dos demônios‟” (Mateus 12:24).
10 - Fariseus negligenciam suas responsabilidades familiares em nome da religião:
“Por que vocês transgridem o mandamento de Deus por causa da sua tradição? Porque Deus disse: „Honra a teu pai e a tua mãe ...‟. Mas vocês dizem: „Qualquer que disser ao seu pai ou a sua mãe: „Tudo o que eu tenho que poderia te ajudar foi dado para Deus‟, ele não tem de honrar seu pai ou sua mãe” (Mateus 15:1-9)
11 - Fariseus ficam facilmente ofendidos:
“Os discípulos se aproximaram e disseram a Jesus: „Você sabe que os fariseus ficaram ofendidos quando ouviram essas palavras?‟ Jesus disse: „Deixe-os sozinhos‟” (Mateus 15:12-14)
12 - Fariseus são espiritualmente cegos:
Jesus disse: “Eles são guias cegos. E se um homem cego guiar outro homem cego, ambos cairão na cova” (Mateus 15:14)
13 - Fariseus são hipócritas:
“Cuidado com o fermento dos fariseus que é a hipocrisia” (Lucas 12:1).
14 - Fariseus procuram pegar os outros nas suas palavras:
“Alguns fariseus foram ter com Jesus, tentando-O e perguntando: „É lícito ao homem se divorciar de sua mulher por qualquer motivo? (Mateus 19:3)
15 - Fariseus são duros de coração:
“Este povo Me honra com seus lábios, mas seu coração está longe de Mim” (Mateus 15:8)
16 - Fariseus não podem apreciar louvor alto em público:
“Quando os principais dos sacerdotes e os escribas viram as crianças gritando: „Hosana ao Filho de Davi‟, eles ficaram indignados” (Mateus 21:15)
17 - Fariseus têm conhecimento sem obediência:
Jesus disse: “Os fariseus têm se sentado na cadeira de Moisés; portanto tudo o que eles disseram a vocês, façam e observem, mas não façam de acordo com suas obras; porque eles dizem e não fazem” (Mateus 23:2,3)
18 - Fariseus não praticam o que ensinam:
“Fariseus dizem coisas e não as fazem” (Mateus 23:3)
19 - Fariseus atam fardos pesados sobre os outros:
“Eles atam fardos pesados e os colocam nos ombros dos homens, mas eles mesmos não estão dispostos a movê-los nem com um dedo” (Mateus 23:4)
20 - Fariseus buscam a honra dos homens:
“Os fariseus fazem suas obras para serem vistos pelos homens” (Mateus 23:5).
21 - Fariseus pensam que a santidade está no estilo de roupa de alguém:
“Os fariseus alargam seus filactérios (pequenas caixas contendo texto da Escritura usadas na testa) e alongam as franjas dos seus vestidos” (Mateus 23:5)
22 - Fariseus gostam de posições e títulos de honra:
“Eles gostam de sentar-se à mesa principal em jantares da igreja, ficando na posição mais proeminente, orgulhando-se no esplendor do elogio público, recebendo títulos honoríficos, e ser chamados de „Doutor‟ e „Reverendo‟. Não deixe as pessoas fazerem isso com você, colocá-lo num pedestal dessa forma” (Mateus 23:6-8 – Tradução Mensagem).
23 - Fariseus corrompem os outros:
“Aí de vocês, fariseus, porque vocês fecham às pessoas o reino dos céus; porque vocês mesmos não entram nem permitem entrar aqueles que estão entrando” (Mateus 23:13).
24 - Fariseus tiram proveito [abusam] de pessoas pobres:
“Aí de vocês, fariseus, porque vocês devoram a casa das viúvas” (Mateus 23:14)
25 - Fariseus oram longas e impressionantes orações em público:
“Aí de vós, fariseus, porque, para o justificar, fazem longas orações; por isso sofrereis maior condenação” (Mateus 23:14).
26 - Fariseus fazem trabalho missionário e tornam as pessoas duas vezes filhas do inferno:
“Aí de vocês, fariseus, porque vocês percorrem o mar e a terra para fazer um prosélito e quando o fazem vocês o tornam duas vezes mais filho do inferno do que vocês mesmos” (Mateus 23:15)
27 - Fariseus interpretam as Escrituras sem a revelação de Deus:
“Aí de vocês, guias cegos, que dizem: „Qualquer que jurar pelo templo não é nada; mas qualquer que jurar pelo ouro do templo está obrigado‟. Seus tolos e cegos! Qual é mais importante: o ouro ou o templo que santifica o ouro? E „Qualquer que jurar pelo altar não é nada, mas qualquer que jurar pela oferta que está sobre o altar está obrigado‟. Cegos, qual é mais importante: a oferta ou o altar que santifica a oferta? Portanto, qualquer que jurar pelo altar jura por ambos: pelo altar e por tudo o que está sobre ele. E qualquer que jurar pelo templo jura por ambos: pelo templo e por Aquele que nele habita. E Qualquer que jurar pelo céu jura por ambos: pelo trono de Deus e por Aquele que se assenta sobre ele” (Mateus 23:16-22)
28 - Fariseus são defensores da letra da lei:
“Vocês fariseus dizimam a hortelã, o endro e o cominho e negligenciam as disposições mais importantes da lei” (Mateus 23:23).
29 - Fariseus não têm nenhuma justiça, nenhuma misericórdia e nenhuma fidelidade:
“Vocês fariseus negligenciam as disposições mais importantes da lei: justiça e misericórdia e fidelidade; mas essas são as coisas que vocês deveriam fazer…” (Mateus 23:23)
30 - Fariseus coam mosquitos e engolem camelos:
“Vocês fariseus, hipócritas e guias cegos – que coam mosquitos e engolem camelos!” (Mateus 23:24).
31 - Fariseus se concentram somente em ter um bom testemunho exterior:
“Vocês fariseus limpam o exterior do copo e do prato, mas por dentro estão cheios de roubos e de autoindulgência. Vocês fariseus cegos, primeiro limpem o interior do copo e do prato, de modo que o lado de fora também fique limpo” (Mateus 23:25, 26)
32 - Fariseus dizem que eles nunca teriam feito o mal que os outros fizeram:
“Vocês fariseus constroem os sepulcros dos profetas e adornam os monumentos dos justos e dizem: „Se tivéssemos vivido nos dias de nossos pais, não teríamos sido parceiros deles para derramar o sangue dos profetas‟” (Mateus 23:29,30)
33 - Fariseus perseguem os profetas de Deus:
“Eu estou lhes enviado profetas … A alguns deles vocês irão matar e crucificar, e a outros deles vocês irão açoitar nas suas sinagogas, e persegui-los de cidade em cidade, para que sobre vocês caia a culpa de todo sangue justo derramado na terra, desde o sangue do justo Abel até o sangue de Zacarias, o filho de Baraquias, que vocês assassinaram entre o templo e o altar” (Mateus 23:34,35)
34 - Fariseus se importam muito com as opiniões das pessoas:
“O batismo de João, de onde era? do céu ou dos homens? E os fariseus começaram a arrazoar entre eles, dizendo: „Se nós dissermos: „Dos homens‟, nós tememos o povo, porque eles consideram João como um profeta” (Mateus 21:25-27)
35 - Fariseus amam dinheiro:
“Os fariseus eram amantes do dinheiro” (Lucas 16:14)
36 - Fariseus imaginam que são melhores do que os outros:
“Jesus falou esta parábola para algumas pessoas que viam os outros com desprezo: Dois homens subiram ao templo para orar, um fariseu ... que orava para si mesmo: „Deus, eu Te agradeço, porque eu não sou como as outras pessoas” (Lucas 18:9-11)
37 - Fariseus confiam na sua própria justiça:
“Ele também disse esta parábola para alguns que confiavam em si mesmos, crendo que eram justos” (Lucas 18:9)
38 - Fariseus menosprezam os outros:
“Jesus falou esta parábola para algumas pessoas que olhavam os outros com desprezo” (Lucas 18:9).
39 - Fariseus exaltam-se sobre os outros:
“Este cobrador de impostos foi para sua casa justificado, e não o fariseu – porque qualquer que se exaltar será humilhado” (Lucas 18:14)
40 - Fariseus se gabam de suas realizações:
“Deus, eu Te agradeço porque não sou um trapaceiro, ou injusto, ou um adúltero. Jejuo duas vezes por semana; pago o dízimo de tudo que eu tenho...” (Lucas 18:11,12).
41 - Fariseus acusam os outros:
“Os fariseus trouxeram uma mulher apanhada em adultério e, colocando-a no centro, disseram-Lhe: „Mestre, esta mulher foi apanhada em adultério, no próprio ato. Na lei Moisés nos mandou apedrejar tais mulheres; o que então Você diz?‟ Eles estavam dizendo isso, tentando-o, para terem motivos com que acusá-Lo” (João 8:3-6)
42 - Fariseus imaginam que Deus é seu Pai quando, na verdade, Satanás é seu pai:
Jesus disse-lhes: “Se Deus fosse seu Pai, vocês me amariam ... Vocês são do seu pai, o diabo, e querem fazer os desejos de seu pai” (João 8:42,44).
43 - Fariseus são mentirosos e assassinos:
Jesus disse: “Vocês são de seu pai, o diabo, e querem fazer os desejos de seu pai. Ele foi homicida desde o início e não se firmou na verdade, porque nele não há verdade. Quando ele fala mentira, fala do que lhe é próprio, porque ele é mentiroso e pai da mentira” (João 8:44)
44 - Fariseus perseguem aqueles que não os escutam:
“Os fariseus disseram a ele (o homem cego que fora curado): „Você nasceu todo em pecado e está nos ensinando?‟ Então eles o expulsaram (da sinagoga)” (João 9:34)
45 - Fariseus são invejosos daqueles que podem fazer milagres que eles (fariseus) não conseguem fazer:
“Os fariseus disseram: „O que estamos fazendo? Porque este homem está operando muitos milagres‟. Daquele dia em diante, eles planejaram juntos como matá-Lo” (João 11:47,53)
46 - Fariseus julgam pessoas piedosas por não fazer alguma coisa que eles fazem:
“Os fariseus disseram: „Este homem não é de Deus, porque Ele não guarda o sábado‟” (João 9:16)
47 - Fariseus testam Deus pedindo a Ele sinais:
“Os fariseus disseram a Jesus: “Mestre, queremos ver um sinal de Você” (Mateus 12:38)
48 - Fariseus não têm nenhuma preocupação com os pecadores perdidos:
“Os fariseus disseram: „Esta multidão, que não conhece a Lei, é maldita‟” (João 7:49)
49 - Fariseus valorizam suas tradições mais do que a Palavra de Deus:
“Jesus disse aos fariseus: „Vocês são especialistas em pôr de lado o mandamento de Deus, a fim de manter sua tradição‟” (Marcos 7:9)
50 - Fariseus justificam-se:
“Jesus disse aos fariseus: Vocês são aqueles que justificam a si mesmos aos olhos dos homens, mas Deus conhece seus corações; pois o que é muito estimado entre os homens é detestável aos olhos de Deus” (Lucas 16:15)
As palavras finais de Jesus para os fariseus são temíveis: “Vocês serpentes, raça de víboras, como escaparão da condenação do inferno?” (Mateus 23:33).
Como temos um reino que não pode ser destruído, vamos agradar a Deus, servindo a Ele com corações gratos e com santo temor e reverência. Porque Deus é um fogo consumidor. Assim, continuem a amar uns aos outros com verdadeiro amor fraternal” (Hebreus 12:28 a 13:1)
Farisaísmo é como pus em um furúnculo infectado na sua pele. Ao espremer o pus a cada dia, você encontrará mais e mais pus até que esteja completamente limpo. Assim, devemos espremer todo o farisaísmo de dentro de nós, até que não reste mais nada.
Que o Senhor nos ajude a andar neste caminho todos os dias da nossa vida, a fim de que possamos ter uma abundante entrada no Seu reino um dia.
(Translation of the book “Fifty Marks of Pharisees”) Zac Poonen - DIREITOS AUTORAIS [“Copyright by Zac Poonen”]

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Angela Natel On segunda-feira, 28 de setembro de 2015 At 10:19
Sobre o discurso do papa Francisco em NY, vale a reflexão de Estevan Gracia Gonçalves

Me dá uma canseira quando vejo gente crítica do Papa tentando de todo jeito pintá-lo como um apóstata. Francisco, em NY, falou sobre os paralelos entre nossa vida e a via dolorosa de Cristo, que culminou em um fracasso "o fracasso da cruz". Apostasia, gritam aqui. Herege, gritam de lá.
Quando o Papa cita o "fracasso da cruz", está se valendo de uma ironia. A cruz, para o judeu contemporâneo de Jesus, era a suprema humilhação. Uma morte maldita reservada pelos romanos a eles. Aos olhos do homem da época, a cruz era o fracasso de um intento. "Como poderia o Cristo fracassar assim, pendurado no madeiro entre ladrões? Acabou!". Foi o que muitos pensaram. Loucura para os homens, sabedoria de Deus, por trás da aparente derrota, escondia-se a vitória. Jesus venceria a morte. Atrairia para si os pecados dos homens e traria em si, cordeiro imolado, a redenção. Mas essa era a perspectiva divina da qual nem mesmo os apóstolos tinham uma antevisão. Desolados, abandonados e sem rumo, foi como estiveram nos dias que se sucederam à morte do Mestre, antes de sua ressurreição, recebida antes com incredulidade. Humanos que eram, não entenderam nada do que o Mestre lhes disse a respeito do caminho que deveria ser trilhado.
Ignorando a hermenêutica, atropelando o bom senso, o pessoal que atribui a si mesmo uma infalibilidade superior à do Papa não pensa duas vezes. Distribuem anátemas a torto e a direito.
Estou com o Papa. E com o Papa está a Igreja. Paz e bem.

fonte: https://www.facebook.com/estevangracia/posts/1061504503862129

Angela Natel On sábado, 26 de setembro de 2015 At 05:53

Angela Natel On quinta-feira, 24 de setembro de 2015 At 11:20
Electus: 30 conselhos para Jovens Teólogos: Por John Frame 1. Considere que você pode realmente não ser chamado para o trabalho teológico. Tiago 3:1 nos diz que muitos de nós nã...
Angela Natel On terça-feira, 22 de setembro de 2015 At 05:48


ESCUTE. ESSA JOVEM DIZ, EM 03 MINUTOS, PORQUE PREGADORES SÓ PREGAM POR DINHEIRO. E quem são os culpados. Jesus nunca cobrou pelas mensagens nem pelos milagres.
Posted by Elinaldo Renovato de Lima on Monday, August 24, 2015

Liberdade de Expressão


É importante esclarecer que este BLOG, em plena vigência do Estado Democrático de Direito, exercita-se das prerrogativas constantes dos incisos IV e IX, do artigo 5º, da Constituição Federal. Relembrando os referidos textos constitucionais, verifica-se:
“é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato" (inciso IV) e "é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença"(inciso IX). Além disso, cabe salientar que a proteção legal de nosso trabalho também se constata na análise mais acurada do inciso VI, do mesmo artigo em comento, quando sentencia que "é inviolável a liberdade de consciência e de crença". Tendo sido explicitada, faz-se necessário, ainda, esclarecer que as menções, aferições, ou até mesmo as aparentes críticas que, porventura, se façam a respeito de doutrinas das mais diversas crenças, situam-se e estão adstritas tão somente ao campo da"argumentação", ou seja, são abordagens que se limitam puramente às questões teológicas e doutrinárias. Assim sendo, não há que se falar em difamação, crime contra a honra de quem quer que seja, ressaltando-se, inclusive, que tais discussões não estão voltadas para a pessoa, mas para idéias e doutrinas.