Angela Natel On sábado, 30 de agosto de 2014 At 08:26


Já imaginou um lugar onde as barreiras não existem, onde só há liberdade de ser, coragem de ser, vida em abundância e criatividade sem limites?

Já imaginou um lugar onde sofrer também tem suas vantagens, onde se pode crescer e criar pontes ao invés de muros?

Já imaginou um lugar onde não há espaço para religiosidade, fundamentalismos, falsos moralismos ou conformismos, onde o céu é o limite e a jornada está apenas começando?

Imagine comigo este lugar, cuja localização não é um espaço geográfico, mas um estado de espírito, uma estrada que nos ajuda a sair de nós mesmos para alcançar o outro.

Este lugar tão somente é como uma cruz, cuja essência é o encontro com o transcendente (linha vertical) e com o outro (linha horizontal), cujo caminho me ajuda a sair de meu mundo, meus dogmas, de mim mesma com meus pressupostos de certo e errado.

Sou levada a conhecer novas perspectivas, a calçar os sapatos do outro, desembaraçando-me das fôrmas que me comprimem a vida e a liberdade. Sou desprendida do medo e da insegurança.

Caminho por entre as linhas verticais desta cruz e encontro-me com o Outro capaz de libertar-me com Sua verdade. Sou iluminada e inspirada a prosseguir sem oprimir, assim como não sou por Ele oprimida. 

Sou conduzida, então, a amar sem medida, e atravessar as linhas horizontais desta cruz, onde me vejo estendendo a mão para quem precisa tanto quanto eu de misericórdia e graça - porque não sou melhor do que ninguém - e o faço não por constrangimento externo.

Amo porque sou amada sem exigências. E sem exigências quero amar.

Aceito porque sou aceita.

Estendo a mão porque da mesma maneira fui resgatada. 

E, se porventura me exigem além de meus limites, retorno ao encontro dAquele que não me exige nada, para reaprender a perdoar e a continuar, sem a necessidade de dar por tudo explicações - porque o Outro me entende, foi o único que já calçou meus sapatos e é o único que nada pede de mim.

Posso confiar neste lugar de encontro. Posso seguir neste estado de espírito sem medo, sem constrangimento. Não me envergonho de trilhar este caminho porque é o único onde vejo e sou vista como sou.

Isto é liberdade, é coragem de ser e se desprender, coragem de se relacionar e aprender. E é neste lugar que desejo permanecer.

Angela Natel - agosto/2014.

Angela Natel On quinta-feira, 28 de agosto de 2014 At 14:23

"Infalível Criador, que dos tesouros da Vossa sabedoria, tiraste as hierarquias dos Anjos colocando-as com ordem admirável no céu; distribuístes o universo com encantadora harmonia. Vós que sois a verdadeira fonte da luz e o princípio supremo da sabedoria, difundi sobre as trevas da minha mente o raio do esplendor, dissipando as duplas trevas nas quais nasci: o pecado e a ignorância.
Vós que tornaste fecunda a língua das crianças, tornai erudita a minha língua e espalhai sobre os meus lábios a vossa bênção. Concede-me a acuracidade para entender, a capacidade de reter, a sutileza de relevar, a facilidade de aprender, a graça abundante de falar e de escrever. Ensinai-me a começar, dirigi-me a continuar e ajudai-me a perseverar até o fim. Vós que sois verdadeiro Deus e verdadeiro homem, que vive e reina pelos séculos dos séculos. Amém."

(Santo Tomás de Aquino)

Aprendendo com os mestres do passado, palavras que têm valor eterno! -Angela Natel
Angela Natel On quinta-feira, 14 de agosto de 2014 At 06:41
Línguas Bíblicas e Teologia: lúcifer, a invenção de um nome 1 UMA ANÁLISE DA O...: ENSAIO TEOLÓGICO lúcifer, a invenção de um nome 1 UMA ANÁLISE DA ORIGEM DO NOME lúcifer Por Prof. Pr. José Ribeiro Neto Professor Titula...
Angela Natel On sexta-feira, 8 de agosto de 2014 At 05:24
Norma Braga: "Você se torna aquilo que adora": painel com G.K. ...: Estou completamente apaixonada pelo livro Você se torna aquilo que adora , de G. K. Beale. Para uma "criatura literária" como ...
Angela Natel On sábado, 2 de agosto de 2014 At 13:24



Depois de um evento tão impactante como o que assistimos pela TV paranaense a respeito do menino, filmado no zoológico pelo pai, correndo em frente a um tigre e se arriscando... até ter seu braço amputado após o ataque do animal, fico imaginando algumas implicações a respeito de meus próprios atos...
Quantas vezes brinco com o que devo deixar quieto, persisto em situações que não deveriam mais ocupar meu tempo e esforço... continuo me arriscando junto a pessoas que mais fazem mal do que bem ao me expôr, condenar, tentar medir minha 'espiritualidade' sem o menor conhecimento de causa, muito menos conhecimento da minha pessoa?
Quantas vezes, após ser ferida, maltratada, supostamente injustiçada, aponto o dedo sem o mínimo de hesitação, gritando:
'A culpa é do DIabo!', 'Foi o demônio!', 'Foi o outro que começou, que me atacou!'
'A culpa é dele, toda dele!'
E, ao gritar, nem me passa pela cabeça as horas em que me deleitei montando o cenário para que o desastre acontecesse, como que correndo em frente a um tigre faminto, sendo assistida por quem me ama, agindo inconsequente e sem nenhum tipo de aviso ou cuidado de quem talvez tenha mais experiência.
Fácil é agora querer sacrificar o tigre, querer exorcizar o demônio, culpa o diabo e criar toda a personificação da maldade necessária a fim de me isentar da responsabilidade por meus próprios atos.
Fácil é afirmar que foi só uma brincadeira, que o outro não precisava ter reagido como lhe é natural, que o outro é que deveria medir suas palavras e atitudes... quando comigo... foi só brincadeira.
Fácil é querer crucificar o outro e não a nossos próprios instintos zombeteiros para com o perigo, nossa autossuficiência e nosso suposto 'domínio da situação'.
Fácil é assistir de camarote enquanto o outro se arrisca... e ainda chamar gente prá comentar a cena, expondo e transformando a inconsequência alheia num espetáculo de circo.
Fácil é comentar com terceiros a respeito do que consideramos errado no outro, sem nem ao menos nos darmos ao trabalho de ir diretamente à pessoa e avisá-la do perigo.
Por isso, fácil é matar o tigre e botar panos quentes na consciência, enquanto se obriga a viver amputado de vigor e confiança na vida.
Afinal, a culpa é do diabo, é ele que merece o inferno - não eu - não é verdade?

Angela Natel - 02/08/2014
Angela Natel On sexta-feira, 1 de agosto de 2014 At 09:48

Liberdade de Expressão


É importante esclarecer que este BLOG, em plena vigência do Estado Democrático de Direito, exercita-se das prerrogativas constantes dos incisos IV e IX, do artigo 5º, da Constituição Federal. Relembrando os referidos textos constitucionais, verifica-se:
“é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato" (inciso IV) e "é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença"(inciso IX). Além disso, cabe salientar que a proteção legal de nosso trabalho também se constata na análise mais acurada do inciso VI, do mesmo artigo em comento, quando sentencia que "é inviolável a liberdade de consciência e de crença". Tendo sido explicitada, faz-se necessário, ainda, esclarecer que as menções, aferições, ou até mesmo as aparentes críticas que, porventura, se façam a respeito de doutrinas das mais diversas crenças, situam-se e estão adstritas tão somente ao campo da"argumentação", ou seja, são abordagens que se limitam puramente às questões teológicas e doutrinárias. Assim sendo, não há que se falar em difamação, crime contra a honra de quem quer que seja, ressaltando-se, inclusive, que tais discussões não estão voltadas para a pessoa, mas para idéias e doutrinas.