Angela Natel On domingo, 27 de abril de 2014 At 11:56



“Assim como foi nos dias de Noé, será também nos dias do Filho do Homem: comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, e veio o dilúvio e destruiu a todos.
O mesmo aconteceu nos dias de Ló: comiam, bebiam, compravam, vendiam, plantavam e edificavam;
mas, no dia em que Ló saiu de Sodoma, choveu do céu fogo e enxofre e destruiu a todos.” (Lc. 17:26 a 29)

“Respondendo-lhe Pedro, disse: Se és tu, Senhor, manda-me ir ter contigo, por sobre as águas.” (Mt. 14:28)

O mundo que nos cerca constantemente nos faz pensar que estamos vivendo os dias apocalípticos preditos por Jesus na passagem de Lucas acima. Por causa disso, líderes cristãos no mundo todo estão sendo compelidos a pregar mais ousadamente no que diz respeito a desafiar as pessoas (principalmente jovens) para o trabalho missionário. Mas a grande pergunta é: O chamado missionário é necessário para quem?
A televisão é apenas mais um meio de termos as provas do fim de nossos dias. Há guerra e rumores de guerra por todos os lados. Israel (mesmo para quem não dá muita importância para esse país e esse povo) tem chamado a atenção no cenário mundial. A cada dia que passa surge maior necessidade de um líder mundial que unifique o pensamento, a política e a economia do mundo a fim de salvar o que sobrou da humanidade. Estamos presenciando um caos generalizado. O mundo precisa de ajuda.
Como nos dias de Noé e de Ló assistimos inquietos a depravação humana mobilizada em atos públicos a influenciar gratuitamente nossos filhos. Perdemos, como Igreja, muitas vezes o sono e a voz ao tentar mudar o destino de nossa cidade, nossa nação, na esperança de ser “uma voz que clama no deserto”, como foi a voz de Noé e a voz de Abraão – o intercessor (Gn. 18) na época de Ló. Mas o que tememos nos sobrevém: poucos ouvem, e a história se repete. A Igreja precisa ser ouvida.
É por isso que surge, entre os líderes que se chamam pelo nome do Senhor, um clamor dentro das Igrejas, desafiando aqueles cujo coração arde pela transformação de nossa geração. São os apelos missionários – desafios para as pessoas (principalmente aqueles de quem se espera que vivam mais – os jovens) abrirem mão de suas famílias, seus bens e seu conforto a fim de seguir para um lugar onde a necessidade da Palavra de Deus e da pregação do Evangelho se mostre mais urgente. Com isso, nossas igrejas têm assumido uma responsabilidade há muito esquecida – a de ser testemunha simultaneamente “ tanto em Jerusalém, como em toda a Judéia, Samaria, até os confins da terra” (At. 1:8). Os cristãos precisam obedecer.
A partir disso, temos três personagens em nossa história do fim: o mundo afundado no pecado, a Igreja cristã como um todo e, em terceiro lugar, individualmente, cada cristão. Quem precisa desesperadamente que haja um chamado missionário? Quem precisa desse chamado?
Nos anos que o Senhor tem me dado de preparo e tantas experiências dentro e fora do Brasil, sou constrangida a dizer que quem mais precisa da urgência de um chamado sou eu, individualmente, como cristã.
O mundo não precisa de nós. O mundo precisa de Jesus, e Ele mesmo pode Se revelar sobrenaturalmente aos perdidos, como já fez em várias ocasiões. A Igreja como um todo não precisa ser bem sucedida em seus gritos de “Arrependam-se”. Sucesso nunca foi uma questão no Reino de Deus, fidelidade sim.
Então resta cada um de nós, cristãos, que afirmamos ter um único Senhor, Jesus, como Rei e dono de nossas vidas. Nós sim, precisamos desesperadamente de um chamado, como Pedro dentro daquele barco no meio da madrugada, a dizer: “Se és tu, Senhor, manda-me ir ter contigo, por sobre as águas” (Mt. 14:28), nós precisamos urgentemente do chamado do Senhor. Precisamos desse chamado, não para fazer um favor para Deus, nem para o mundo, nem aliviar a consciência de nossos líderes ou Igrejas, mas precisamos desse chamado para, como Pedro, reconhecer quem é o Senhor no meio de tudo o que nos cerca.
Como nos dias de Noé ou nos dias de Ló, tudo ao redor deles cheirava maldade e engano, era difícil perceber a ação soberana de Deus ou mesmo reconhecer quem Deus era a despeito de toda aquela realidade. E, na madrugada dentro do barco, Pedro sentiu a necessidade de reconhecer Jesus a despeito da escuridão que o cercava. Ele precisava de um chamado, precisava de um chamado para ir ao encontro de Jesus, e tocá-lO.
Hoje, mais do que em qualquer época de minha vida, percebo o quanto o chamado missionário vem cumprir seu propósito quando, em meio a tudo o que me parece estranho, vejo Jesus como nunca O vi antes, o conheço de uma forma que em lugar nenhum no mundo eu poderia conhecê-lO, vejo-O ao andar sobre as águas, ao sair do meu barco, vencer meus medos e responder Seu chamado.
É disso que, como cristãos, precisamos. O mundo não precisa de nós, Deus mesmo não precisa de nós, nós é que precisamos desse chamado do Senhor. Por isso eu desafio você a se colocar diante do Filho de Deus hoje e dizer como Pedro: “Se és tu, Senhor, manda-me ir ter contigo, por sobre as águas”, para onde for, da maneira que for, mostra-me o teu chamado para mim, e eu irei te encontrar lá.

Angela Natel
14/11/06 – Tete - Moçambique

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=376469789158920&set=a.367560506716515.1073741835.137128436426391&type=1&theater

http://angelanatel.wordpress.com/

0 comentários:

Liberdade de Expressão


É importante esclarecer que este BLOG, em plena vigência do Estado Democrático de Direito, exercita-se das prerrogativas constantes dos incisos IV e IX, do artigo 5º, da Constituição Federal. Relembrando os referidos textos constitucionais, verifica-se:
“é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato" (inciso IV) e "é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença"(inciso IX). Além disso, cabe salientar que a proteção legal de nosso trabalho também se constata na análise mais acurada do inciso VI, do mesmo artigo em comento, quando sentencia que "é inviolável a liberdade de consciência e de crença". Tendo sido explicitada, faz-se necessário, ainda, esclarecer que as menções, aferições, ou até mesmo as aparentes críticas que, porventura, se façam a respeito de doutrinas das mais diversas crenças, situam-se e estão adstritas tão somente ao campo da"argumentação", ou seja, são abordagens que se limitam puramente às questões teológicas e doutrinárias. Assim sendo, não há que se falar em difamação, crime contra a honra de quem quer que seja, ressaltando-se, inclusive, que tais discussões não estão voltadas para a pessoa, mas para idéias e doutrinas.