Angela Natel On sexta-feira, 31 de agosto de 2012 At 06:00

Na leitura da Bíblia é comum encontrar versículos que dizem que alguém rasgou as suas vestes. Qual o significado deste costume? O que podemos aprender para os dias de hoje?

A prática de rasgar as roupas, nas culturas orientais, mostrava emoções fortes, geralmente angústia, tristeza ou remorso. Podemos observar estes sentimentos nos contextos de vários trechos que falam deste ato.

Quando um mensageiro foi falar para Eli que a arca da aliança foi perdida e os filhos do sacerdote, mortos, ele chegou com suas vestes rasgadas (1 Samuel 4:12).

Quando Davi ouviu a notícia que Absalão havia matado os outros filhos do rei (embora tivesse morrido somente Amnon), ele e as pessoas que estavam com ele rasgaram as roupas (2 Samuel 13:31).

Quando os oficiais do governo de Judá ficaram perturbados com as ameaças dos assírios, foram ao rei com suas vestes rasgadas (2 Reis 18:37).

O sumo sacerdote mostrou ultraje quando Jesus afirmou a sua divindade, rasgando as próprias roupas e acusando o Filho de Deus de blasfêmia (Mateus 26:65).

Josias percebeu que o povo não estava obedecendo ao Senhor e rasgou suas vestes como sinal de angústia e de remorso. Deus aceitou este comportamento como sinal de seu arrependimento e ouviu sua oração (2 Reis 22:11,18-20).

O mesmo ato por Esdras mostrou seus sentimentos de vergonha e remorso quando soube do pecado do povo em fazer casamentos com os povos pagãos. Ele foi orar a Deus com as vestes rasgadas (Esdras 9).

É especialmente nestes últimos casos citados que encontramos uma lição importante. Deus não olha para as roupas rasgadas, embora tenham refletido os sentimentos das pessoas angustiadas e arrependidas. Num livro que avisa bastante sobre a vinda de castigo divino, Deus falou o que ele realmente quer dos pecadores: “Ainda assim, agora mesmo, diz o Senhor: Convertei-vos a mim de todo o vosso coração; e isso com jejuns, com choro e com pranto. Rasgai o vosso coração, e não as vossas vestes, e convertei-vos ao Senhor, vosso Deus...” (Joel 2:12-13).

Hoje, não temos o costume de rasgar as nossas roupas, mas devemos chegar a Deus com corações quebrantados e arrependidos!



Fonte: Pr Dennis Allan em Estudos da Bíblia

http://libertosdoopressor.blogspot.com.br/2012/08/por-que-as-pessoas-na-biblia-rasgaram.html
Angela Natel On quinta-feira, 30 de agosto de 2012 At 08:09


“Levem os fardos pesados uns dos outros e, assim, cumpram a lei de Cristo. Se alguém se considera alguma coisa, não sendo nada, engana-se a si mesmo. Cada um examine os próprios atos, e então poderá orgulhar-se de si mesmo, sem se comparar com ninguém” (Gl 6.2-4, NVI). 

A Igreja é designada de corpo de Cristo. Esse corpo é formado por muitos membros. Cada um tem sua função. Por isso, cada membro é importante. Somente no nosso inter-relacionamento funcionamos plenamente. Se um membro cai, todo o corpo fica deficiente. O corpo de Cristo somente funciona com excelência quando todos os membros cooperam uns com os outros. 

O livro de Atos dos Apóstolos é a história dos grandes feitos dos apóstolos. Mas, lado a lado com esses homens famosos houve muitos outros heróis anônimos, homens e mulheres pouco conhecidos, que trabalharam nos bastidores e quase não foram notados. 

Os cinco diáconos sem nome: trabalho nos bastidores 

“Mas, irmãos, escolhei dentre vós sete homens de boa reputação, cheios do Espírito e de sabedoria, aos quais encarregaremos deste serviço; e, quanto a nós, nos consagraremos à oração e ao ministério da palavra. O parecer agradou a toda a comunidade; e elegeram Estêvão, homem cheio de fé e do Espírito Santo, Filipe, Prócoro, Nicanor, Timão, Pármenas e Nicolau, prosélito de Antioquia” (At 6.3-5). 

Todos nós conhecemos Estêvão e Filipe. Mas havia mais cinco diáconos que realizaram um trabalho igualmente importante para a igreja primitiva. Seu ministério diaconal amoroso e prático liberou os apóstolos de diversas tarefas, permitindo que cumprissem com sua incumbência de pregar o Evangelho. O trabalho desses homens quase não era percebido, mas tinha grande importância para o funcionamento do corpo de Cristo. O mesmo se dá com aqueles apóstolos que não são mencionados outras vezes no decorrer do avanço do Evangelho (por exemplo: Tomé, André, Filipe, Simão, o Zelote, Judas, filho de Tiago, Bartolomeu, Tiago, filho de Alfeu, etc.). O Senhor Jesus havia declarado acerca de todos os Seus discípulos: “É por eles que eu rogo; não rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus; ora, todas as minhas coisas são tuas, e as tuas coisas são minhas; e, neles, eu sou glorificado. Já não estou no mundo, mas eles continuam no mundo, ao passo que eu vou para junto de ti. Pai santo, guarda-os em teu nome, que me deste, para que eles sejam um, assim como nós” (Jo 17.9-11). 

Querido leitor, querida leitora, mesmo que você não pregue, o trabalho que você faz nos bastidores é importante quando contribui para propagar o Evangelho que outros pregam! 

Ananias: obediência nas coisas pequenas 

Mesmo que você não pregue, o trabalho que você faz nos bastidores 
é importante quando contribui para propagar o Evangelho que outros pregam!

“Ora, havia em Damasco um discípulo chamado Ananias. Disse-lhe o Senhor numa visão: Ananias! Ao que respondeu: Eis-me aqui, Senhor! Então, o Senhor lhe ordenou: Dispõe-te, e vai à rua que se chama Direita, e, na casa de Judas, procura por Saulo, apelidado de Tarso; pois ele está orando e viu entrar um homem, chamado Ananias, e impor-lhe as mãos, para que recuperasse a vista” (At 9.10-12). 

Ananias não se tornou uma personalidade conhecida como Paulo, Pedro ou Tiago. Mas, por sua obediência, ele foi a chave que o Senhor usou para introduzir Saulo (Paulo) na obra do Senhor. 

É justamente a obediência nas pequenas coisas que faz com que a obra do Senhor cresça e se torne grandiosa. 

Lídia: o valor da hospitalidade 

“Depois de (Lídia) ser batizada, ela e toda a sua casa, nos rogou, dizendo: Se julgais que eu sou fiel ao Senhor, entrai em minha casa e aí ficai. E nos constrangeu a isso... Tendo-se (eles) retirado do cárcere, dirigiram-se para a casa de Lídia e, vendo os irmãos, os confortaram. Então, partiram” (At 16.15,40). 

Lídia se converteu, e logo abriu sua casa para Paulo e seus cooperadores. Ali, na sua casa, eles encontravam repouso e restauração. A partir dela, muitas pessoas vieram a se tornar cristãs e ali Filipe fundou uma igreja. A hospitalidade tem valor inestimável, assim como o encorajamento mútuo. Irmãos em Cristo têm seus fardos aliviados com essas práticas cristãs. 

Jasom: empenho altruísta 

“Os judeus, porém, movidos de inveja, trazendo consigo alguns homens maus dentre a malandragem, ajuntando a turba, alvoroçaram a cidade e, assaltando a casa de Jasom, procuravam trazê-los para o meio do povo. Porém, não os encontrando, arrastaram Jasom e alguns irmãos perante as autoridades, clamando: Estes que têm transtornado o mundo chegaram também aqui, os quais Jasom hospedou. Todos estes procederam contra os decretos de César, afirmando ser Jesus outro rei. Tanto a multidão como as autoridades ficaram agitadas ao ouvirem estas palavras; contudo, soltaram Jasom e os mais, após terem recebido deles a fiança estipulada” (At 17.5-9). 

“Jasom os hospedou” é uma boa acusação, não é mesmo? Ele pôs sua vida em jogo por causa do Evangelho, sem discursos poderosos, mas simplesmente colocando sua casa à disposição dos judeus que haviam se tornado crentes em Jesus. O que arriscamos por Jesus? 

O sobrinho de Paulo: coragem exemplar 

“Na noite seguinte, o Senhor, pondo-se ao lado dele (de Paulo), disse: Coragem! Pois do modo por que deste testemunho a meu respeito em Jerusalém, assim importa que também o faças em Roma. Quando amanheceu, os judeus se reuniram e, sob anátema, juraram que não haviam de comer, nem beber, enquanto não matassem Paulo. Mas o filho da irmã de Paulo, tendo ouvido a trama, foi, entrou na fortaleza e de tudo avisou a Paulo” (Atos 23.11-12,16). 
O Senhor pode usar qualquer pessoa, independentemente de sua idade, 
crentes jovens ou velhos, mas obedientes e destemidos. 

O nome desse sobrinho de Paulo não é citado no texto bíblico. Presume-se que Paulo foi expulso de sua família quando se converteu a Jesus (veja Fp 3.8). Mas esse sobrinho, de alguma forma, tinha simpatia por Paulo. Familiares podiam visitar prisioneiros que tivessem a cidadania romana (At 24.23), e o sobrinho fez uso desse privilégio. Deus poderia simplesmente ter arrebatado Paulo, assim como fez com Filipe (At 8.39). Porém, Ele não o fez, para mostrar como é importante nossa cooperação na realização da Sua vontade. Deus poderia ter enviado um anjo, mas usou o sobrinho de Paulo para salvar a vida do apóstolo. Esse jovem teve a coragem de revelar um plano assassino. O Senhor pode usar qualquer pessoa, independentemente de sua idade, crentes jovens ou velhos, mas obedientes e destemidos. O jovem que ajudou Paulo foi corajoso por não seguir com a massa e não compartilhar da opinião da maioria. 

Júlio: interferência resoluta 

“Quando foi decidido que navegássemos para a Itália, entregaram Paulo e alguns outros presos a um centurião chamado Júlio, da Coorte imperial. O parecer dos soldados era que matassem os presos, para que nenhum deles, nadando, fugisse; mas o centurião, querendo salvar a Paulo, impediu-os de o fazer; e ordenou que os que soubessem nadar fossem os primeiros a lançar-se ao mar e alcançar a terra” (At 27.1,42-43). 

O centurião Júlio salvou a vida de Paulo quando outros soldados queriam matá-lo. Com isso, o Evangelho chegou a seu destino, a Roma. Você, ao se empenhar com resolução e coragem, também contribui para que o Evangelho seja difundido, independentemente de seu empenho ser reconhecido por todos ou ocorrer de forma mais escondida. Seja uma pessoa que não concorda com tudo o que o ambiente lhe sussurra aos ouvidos, mas faça aquilo que o Espírito Santo o constranger a fazer. 

Você é importante! 

“Deus pôde usar um perseguidor como Paulo... Usou um colérico como Martim Lutero e um melancólico como John Wesley... e uma tetraplégica como Joni Eareckson Tada”.[1] 
Deus pôde usar uma tetraplégica 
como Joni Eareckson Tada. 
O corpo humano tem muitos órgãos, mas só quando todos eles operam em conjunto é que formam o corpo. O corpo de Cristo também funciona assim. Os crentes devem evitar dois erros muito comuns: (1) ter orgulho de suas capacidades ou (2) achar que não têm nada a oferecer à comunhão dos cristãos. Ao invés de nos compararmos uns com os outros, deveríamos usar os diferentes dons que Deus nos deu para espalhar a boa mensagem do Evangelho... Paulo, ao usar o corpo como analogia, salienta a importância de cada membro da Igreja. Quando uma parte aparentemente sem importância deixa de funcionar, o corpo todo fica menos eficiente. Considerar o próprio dom mais importante que o dom de outro é sinal de orgulho espiritual. Não devemos menosprezar aqueles que parecem menos importantes, e não devemos invejar aqueles que possuem dons mais vistosos. Ao invés disso, deveríamos usar os dons que nos foram dados para animar outros cristãos a também usarem as capacidades que Deus lhes concedeu. Quando não fazemos isso, a comunhão dos crentes é menos eficiente. (comentário da edição alemã da Bíblia “Neues Leben”) 

Jovem ou idoso, com mais dons ou menos dons, em público ou nos bastidores: você é importante! 

(Norbert Lieth - http://www.chamada.com.br

Notas: 
1. 50 Bibelworte die die Welt veränderten, Brockhaus, p.156. 

Publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite, maio de 2009.


http://klerida.blogspot.com.br/2012/08/herois-do-evangelho-pouco-conhecidos.html
Angela Natel On quarta-feira, 29 de agosto de 2012 At 11:29

Um estudioso judeu concluiu um projeto de 30 anos que o envolveu na correção do que ele diz que são centenas de erros gramaticais na Bíblia hebraica, ou Antigo Testamento, fazendo a primeira edição do texto em quase 500 anos.

O estudioso, Menachem Cohen, 84, revelou no início desta semana que ele havia corrigido cerca de 1.500 erros gramaticais na Bíblia hebraica. Seu trabalho está previsto para ser publicado no próximo ano.

"O povo de Israel tomou para si, pelo menos em teoria, uma versão da Bíblia, até a sua última carta," Cohen contou à Associated Press a partir de seu escritório na Universidade Bar-Ilan, perto de Tel Aviv.

"Foi surpreendente para mim que há 500 anos, as pessoas não perceberam os erros", acrescentou. "Eles simplesmente assumiram que estava tudo bem, mas na prática nem tudo estava bem."

A última versão corrigida foi publicada por Jacob Ben-Hayim em 1525, e chamou Gedolot Makroat, que reuniu textos diversos da religião e comentários.

Cohen não é o único estudioso judeu a observar e tentar corrigir os erros - atualmente, o Projeto da Bíblia da Universidade Hebraica em Jerusalém também está trabalhando em uma edição acadêmica da Bíblia Hebraica. O coordenador do projeto editorial, Rafael Zer, disse que ele acha a versão de Cohen "quase-científica" porque lhe falta um guia de como e por que os supostos erros foram corrigidos.

Ao dar crédito ao trabalho árduo de Cohen, Zer, disse que "vem em detrimento da precisão absoluta e uma edição científica absoluta."

Cohen, um ex-professor, salientou que ele quer que sua versão revista do Antigo Testamento vá online e seja disponibilizada para quantas pessoas for possível, incluindo estudantes. Como um ex-estudioso, ele disse que seu principal objetivo é "corrigir o passado e se preparar para o futuro."

"Eu quero que a Bíblia seja de fácil uso ao usuário", disse Cohen. "Hoje, podemos criar fontes de informação e pesquisas que lhe permitem obter uma resposta para tudo o que você está se perguntando."

O estudioso também esclareceu que não pretendia alterar o idioma nos pergaminhos da Torá sagrada, que são utilizados para ritos religiosos. De acordo com a lei judaica, se mesmo uma única letra estiver incorreta, o livro todo é nulo.

Cohen diz que seu trabalho não afeta o significado do conteúdo da Bíblia. Por exemplo, em alguns lugares, marcadores usados para denotar as vogais em hebraico estão incorretos, ou letras em algumas palavras podem ter sido digitadas erradas - mas o significado permanece o mesmo. Para ajudá-lo em seu trabalho, o professor usou principalmente o Codex Aleppo, o pergaminho de 1.000 anos de idade, que é considerado como a cópia mais exata da Bíblia hebraica.



Fonte: The Christian Post

http://libertosdoopressor.blogspot.com.br/2012/08/erros-de-biblia-hebraica-corrigidos.html
Angela Natel On terça-feira, 28 de agosto de 2012 At 10:24


Por Hermes C. Fernandes

Não basta adquirir a verdadeira sabedoria comparada ao ouro e a prata como material com o qual construiremos nosso edifício existencial. Há que se tomar todos os cuidados para que este mesmo material não seja desviado de seu propósito original, e tenha outra utilidade.

Foi o que aconteceu com o povo hebreu recém-saído do Egito.

Enquanto Moisés estava no monte, recebendo do Senhor as instruções que deveriam guiar o Seu povo até a conquista da Terra Prometida, os filhos de Israel resolveram amotinar-se e dar àquele ouro um novo destino.

Imagine: o que poderia ter acontecido a um homem idoso, que já demorava quarenta dias no topo de um alto monte no deserto?

 “Vendo o povo que Moisés tardava em descer do monte, acercou-se de Arão, e disse-lhe: Levanta-te, faze-nos deuses, que vão adiante de nós; porque quanto a este Moisés, o homem que nos tirou da terra do Egito, não sabemos o que lhe sucedeu. Êxodo 32:1

Qual deveria ser a resposta de Arão? No mínimo, deveria ter repreendido o seu povo, chamando-o à consciência. Mas em vez disso, o irmão mais velho de Moisés preferiu trair sua confiança e dar ao povo o que lhe era pedido.

Semelhantemente, há muitos em nossos dias que parecem discípulos de Arão. Inescrupulosamente, dão ao povo o que o povo lhes pede. Não têm compromisso com a verdade. Em vez de se importarem com o que é certo, pautam suas decisões naquilo que dá certo. Para os tais, o que vale não é o que diz a Palavra de Deus, e sim, o ditado popular: A voz do povo é a voz de Deus!

Já que o povo deseja um ídolo para adorar, vamos providenciá-lo. Sem titubear, “Arão lhes disse: Arrancai os pendentes de ouro, que estão nas orelhas de vossas mulheres, e de vossos filhos, e de vossas filhas, e trazei-mos. Então todo o povo arrancou os pendentes de ouro, que estavam nas suas orelhas, e os trouxeram a Arão. E ele os tomou das suas mãos, e trabalhou o ouro com um buril, e fez dele um bezerro de fundição. Então disseram: Este é teu deus, ó Israel, que te tirou da terra do Egito. E Arão, vendo isto, edificou um altar diante dele; e apregoou Arão, e disse: Amanhã será festa ao SENHOR. E no dia seguinte madrugaram, e ofereceram holocaustos, e trouxeram ofertas pacíficas; e o povo assentou-se a comer e a beber; depois levantou-se para farrear” (Êxodo 32:2-6).

O ouro que deveria ser destinado à construção dos utensílios do tabernáculo do Senhor, agora era usado na confecção de um ídolo para afrontar Àquele que os havia tirado do Egito com braço forte, com sinais e prodígios jamais vistos na história da humanidade. Eles eram indesculpáveis aos olhos de Deus! Nenhuma justificativa plausível! Sem o menor recato, eles promoveram uma noite de orgia, comendo, bebendo e farreando diante do ídolo confeccionado com o ouro que o Senhor lhes dera.

“Então disse o SENHOR a Moisés: Vai, desce; porque o teu povo, que fizeste subir do Egito, se tem corrompido, E depressa se tem desviado do caminho que eu lhe tinha ordenado; eles fizeram para si um bezerro de fundição, e perante ele se inclinaram, e ofereceram-lhe sacrifícios, e disseram: Este é o teu deus, ó Israel, que te tirou da terra do Egito. Disse mais o SENHOR a Moisés: Tenho visto a este povo, e eis que é povo de dura cerviz.” 
Êxodo 32:7-9

Que decepção! Deus não merecia tamanha traição! Embora nosso estômago pareça embrulhar diante deste relato, temos que admitir que a igreja tem incorrido nos mesmo erro durante séculos. Veja o que fizemos com tudo aquilo que o Senhor nosso Deus tem investido em nossa vida...

O que era destinado ao louvor de Sua glória, agora tem sido usado na confecção de novos ídolos, não feitos de ouro ou prata propriamente, ou de qualquer outro material, mas feitos a partir de concepções distorcidas da verdade, de ideologias sacramentadas, de modelos e burocracia eclesiásticas, de orgulho denominacional, de líderes carismáticos, de credos e confissões que passam a ter relevância semelhante à das Escrituras, de liturgias ultrapassadas, de estratégias evangelísticas, etc.

Ninguém escapa! Todos somos igualmente culpados do mesmo pecado. Temos dado ao povo o que o povo quer. Sequer nos preocupamos com a decepção que provocamos no coração do nosso Deus. Ele nem mesmo é consultado.

 Já que Cristo demora tanto a vir, achamos que a igreja agora é nossa, e fazemos dela o que bem entendermos. Só nos esquecemos da advertência feita pelo apóstolo:

Aos presbíteros, que estão entre vós, admoesto eu, que sou também presbítero com eles, e testemunha das aflições de Cristo, e participante da glória que se há de revelar: Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto; nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho. E, quando aparecer o Sumo Pastor, alcançareis a incorruptível coroa da glória.” 
1 Pedro 5:1-4

O dia da prestação de contas está chegando! Dele ninguém escapará! Ninguém poderá dar carteirada no Senhor, alegando ser ‘apóstolo’, ‘bispo’, ‘reverendo’, ou qualquer outra coisa.

Temos recebido do Senhor um voto de confiança que nem mesmo os anjos receberam, embora acredite serem bem mais competentes do que nós. Não temos o direito de decepcioná-lo, como temos feito ao longo de nossa história. 

Isaías profetiza que “Ele verá o fruto do trabalho da sua alma, e ficará satisfeito” (Isaías 53:11). Mas o que será se em vez disso, houvermos recebido a graça em vão, como admoesta Paulo (2 Co.6:1)?

Em vez de satisfação, decepção. Qual tem sido a avaliação que Deus tem feito do nosso trabalho? Temos sido Moisés ou Arão? Que destino temos dado ao ouro que recebemos? Que temos feito com a graça? Estaríamos transformando-a em justificativa para nossa libertinagem como fizeram os gálatas?  

apartheid, regime de segregação racial que predominou na África do Sul por mais de 40 anos, foi criado a partir de uma concepção errada da doutrina da eleição.[1]Foram protestantes que diziam crer nas doutrinas da graça e que abraçavam confissões de fé históricas que criaram aquele monstro. Quantos monstros semelhantes não têm sido criados a partir do mesmo ouro que recebemos do Senhor? Quantos regimes autoritários já não apoiamos com base em Romanos 13, por exemplo? Quanto preconceito não temos fomentado ao longo da História? De onde vem a famigerada "Teologia da Prosperidade"? 

Nossa teologia e, consequentemente, nossa práxis, lembram o monstro criado no laboratório de Frankenstein. O "deus" que criamos reflete exatamente o que somos, uma colcha de retalhos onde verdades e preconceitos são costurados entre si. Esse deus caricato não é o Deus revelado em Jesus, mas um ídolo, projeção de nossas mentes enfermas pelo pecado. 

Até que ponto não temos usado a graça descaradamente para justificar nossas perversões e idiossincrasias?

Urge darmos meia volta, abandonando nossos ídolos, por mais caros que nos sejam, e voltando-nos para Aquele que nos confiou tão grandiosa graça. E que Ele, o Sumo Pastor, ao manifestar-Se em glória, dê-se por satisfeito ao encontrar-nos pavimentando a estrada do futuro com o ouro que houvermos recebido.



[1] O apartheid foi um regime de segregação racial adotado de 1948 a 1994 pelos sucessivos governos do Partido Nacional na África do Sul, no qual os direitos da grande maioria dos habitantes foram
cerceados pelo governo formado pela minoria branca.

* Sugiro que sejam lidos os dois posts anteriores a este para uma compreensão mais abrangente do que colocamos aqui.

Angela Natel On segunda-feira, 27 de agosto de 2012 At 06:04


Por Dave Breese

Como tem Deus revelado a Si mesmo?

A resposta cristã a essa pergunta é que Deus revelou-se a Si mesmo "por muitas vezes e de muitas maneiras", nos dias da anti­guidade. Nestes últimos dias, entretanto, Deus se tem revelado a nós plena e finalmente, na pessoa de Jesus Cristo, conforme Ele é apresentado na Bíblia (Hebreus 1.1,2).

A Palavra de Deus, portanto, é a revelação final e completa de Deus, que não pode ser substituída por qualquer outra revelação. As seitas, porém, não têm este compromisso, porquanto acreditam na doutrina herética de supostas revelações extrabíblicas. Eles afirmam que Deus tem falado e registra do palavras, através de quais­quer meios, desde o tempo em que nos deu as Escrituras do Novo Testamento. Asseveram, pois, que Deus fala ou tem falado a parte da Bíblia.

A primeira e mais típica característica de uma seita é que reivindica como sua autoridade alguma revelação distinta das claras assertivas da Palavra de Deus. A maioria das seitas afirma respeitar os ensinamentos da Bíblia. Muitas dessas seitas chegam mesmo a atribuir inspiração divina às Sagradas Escrituras. Logo, porém, anun­ciam a sua real confiança em alguma revelação subseqüente, o que, na verdade cancela o ensino da Bíblia em favor de algo novo e supostamente mais autoritativo, que, segundo eles dizem, Deus revelou somente há pouco tempo. Portanto, estão dizendo que a Bí­blia é apenas uma par cela da revelação verbal de Deus, e que Ele tem falado, ou continua falando, de uma forma extrabíblica, à parte das Escrituras.

Uma seita, em Los Angeles, publicou recentemente o seguinte:

"Para você, a Bíblia tornou-se o Livro; mas quero que você saiba que Deus tem inspirado a homens e mulheres com o poder de revelarem, em nossos próprios dias, verdades ainda maiores, novos desdobramentos que partem do coração da vida".

"Acima de tudo, queremos que você tenha seus olhos abertos hoje em dia, para coisas ainda maiores que estão chegando, pois Deus está fazendo maravilhas entre os ho­mens. Regozije-se na nova revelação, que transborda de esperança. O novo revelará a você o antigo com frescor renovado. Não permita dúvidas. Lance-se nas profundezas de Deus e não tema. A eternidade já chegou".

Algumas vezes, essas revelações extrabíblicas vêm por inter­médio de algum "líder divinamente inspirado". Muitas religiões têm atribuído autoridade divina à pessoa de algum indivíduo, que é infalível quando fala, cujas palavras têm a mesma autoridade, ou mesmo maior autoridade do que as Santas Escrituras. Algumas dessas religiões têm feito seus líderes iguais a Deus.

Em qualquer lugar do mundo, as seitas continuam em busca de uma revelação melhor do que a Palavra de Deus. William Bra­nham, em seu livro Word to the Bride (Uma Palavra à Noiva), escreveu: "Uma noite, quando eu estava buscando ao Senhor, o Espírito Santo disse-me que apanhasse a pena e escrevesse. Enquan­to eu estendia a mão para apanhar a pena, o Espírito Santo deu-me uma mensagem para a Igreja. Quero anunciá-la a vocês… Tem a ver com a Palavra e com a noiva".

O Deus da Bíblia, sabendo que isso sucederia no futuro da Igreja, declarou mui claramente que a Sua Palavra, as Escrituras, é a revelação final e insuperável. O Espírito Santo orientou o apóstolo João a encerrar categoricamente a revelação verbal de Deus, quan­do disse: "Eu, a todo aquele que ouve as palavras da profecia deste livro, testifico: Se alguém lhes fizer qualquer acréscimo, Deus lhe acrescentará os flagelos escritos neste livro; e se alguém tirar qual­quer cousa das palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte da árvore da vida, da cidade santa, e das cousas que se acham esc ritas neste livro" (Apocalipse 22.18,19).

Como é claro, pois, há nas Escrituras uma temível maldição imposta sobre todo aquele que resume apresentar alguma nova revelação verbal da parte de Deus.

Numa frenética tentativa de racionalização, alguns cultistas têm afirmado: "Bem, a nossa revelação não se alicerça sobre a palavra do homem, mas provém de uma origem superior". A reivin­dicação dos mórmons, acerca da revelação recebida de um anjo, é uma boa ilustração disso.

Como se estivesse prevendo tudo isso, escreveu o apóstolo Paulo: "Mas, ainda que nós, ou mesmo um anjo vindo do céu vos pregue evangelh o que vá além do que vos temos pregado, seja anáte­ma. Assim como já dissemos, e agora repito, se alguém vos prega evangelho que vá além daquele que recebestes, seja anátema"(Gála­tas 1.8,9).

É verdade que, nos tempos bíblicos, a Palavra de Deus era transmitida aos homens por meio de anjos (Hebreus 2:2). No entan­to a Bíblia instrui-nos que a revelação de Jesus Cristo ultrapassou a tudo isso. "Havendo Deus, outrora, falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as cousas, pelo qual também fez o universo" (Hebreus 1.1,2).

Brian McLaren, um dos gurus evangélicos das "novas revelações", porta-voz de uma "nova reforma" da igreja.

Cristo é superior aos anjos, e a todos os anjos de Deus foi determinado que O adorassem. As palavras finais das Escrituras, "a revelação de Jesus Cristo" (Ap ocalipse 1.1), jamais poderão ser suplantadas pelos ministérios dos anjos. Por essa precisa razão foi que Jesus Cristo advertiu os Seus discípulos: "Se vós permanecerdes na minha palavra, sois verdadeiramente meus discípulos…" (João 8.31). Os homens desta nossa época também foram devidamente avisados a darem ouvidos às palavras do Pai: "Este é o meu Filho amado… a ele ouvi"(Mateus 17.5).

É doutrina fundamental do cristianismo que a verdade final, a palavra definitiva, reside em Jesus Cristo. De fato, a Escritura, em si mesma, é ainda mais contundente, pois diz: "No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus" (João 1.1).

A verdade final, por conseguinte, é a Pessoa, a Palavra e a obra de Jesus Cristo. Nenhuma revelação subseqüente, quanto ao caráter da verdade, pode tomar o lugar a revelação de Jesus Cristo. É simplesmente impossível haver uma maior revelação do que Cris­to neste ou em qualquer outro possível universo feito por Deus.

Um dos freqüentes artifícios das seitas é validar os seus próprios escritos, colocando-os como iguais às Sagradas Escrituras, para, em seguida, conferir-lhes autoridade maior do que a da Bíblia.

"As escrituras reveladas predizem as genuínas encar­nações de Deus muito tempo antes de acontecerem na terra. Por exemplo, o Antigo Testamento predizia o aparecimento do Senhor Jesus Cristo, e o Srimad-Bhagavatam predisse o aparecimento do Senhor Buda, do Senhor Caitanya Maha­prabhu e mesmo do Senhor Kalki, que não aparecerá antes de quatrocentos mil anos. Sem alusões a alguma predição escriturística comprovada, nenhuma encarnação do Senhor pode ser verídica. De fato, as escrituras advertem que nesta era haverá muitas falsas encarnações. O Senhor Jesus Cristo avisou aos Seus seguidores que, no futuro, muitos imposto­res haveriam de ass everar ser Ele mesmo. Por semelhante modo, o Srimad-Bhagavatam também adverte acerca de falsas encarnações, descrevendo-os como vagalumes que tentam imitar a lua. Os impostores modernos geralmente afirmam que as suas idéias representam os mesmos ensinos ministrados por Cristo ou por Krishna; mas, qualquer pes­soa realmente familiarizada com os ensinos de Cristo ou de Krishna facilmente pode ver que isso é um absurdo" (Back to Godhead, (De Volta ao Supremo), nº 61, 1974, pág. 24).

É dessa maneira que a seita Hare Krishna, os modernos seguidores de Sua Divina Graça A.C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada, procura obter posição de autoridade nas mentes dos tolos. Eles põem os seus escritos misteriosos e enigmáticos ao lado da Palavra de Deus.

Portanto, cabe aqui uma palavra de advertência. O crente acredita que a Bíblia é a única e final revelação verbal de Deus. Crendo nisso, ele precisa dedicar-se ao estudo da Palavra de Deus de maneira mais intensa do que nunca.

Os sutis ataques que estão sendo desfechados contra a Escri­tura, nestes dias, precisam ser respondidos por crentes bem prepara­dos, em todos os níveis da sociedade. Não basta dedicarmos à Bíblia uma tranqüila veneração, contemplando-a com profunda admiração, como a pedra de toque da fé cristã. A Bíblia é "a espada do Espíri­to" e torna-se um instrumento eficaz contra os assaltos satânicos, quando tecemos os ensinos das Santas Escrituras nas próprias fibras de nossos seres.

Está sendo incoerente e, talvez, até hipócrita, o indivíduo que professa ter uma visão superior das Escrituras, mas negligencia dissipar a sua própria ignorância da verdade de Deus, mediante um programa sério de estudos bíblicos. A grande e primeira razão do avanço das seitas no mundo atual é a ignorância das sagradas Es­crituras por parte dos crentes. A segunda grande razão é a má vontade por parte do povo de Deus em transmitir a verdade divina, mediante o seu testemunho em favor de Cristo, a pessoas que ainda necessitam receber a salvação que há em Cristo.

Segue-se disso que a grande necessidade da comunidade cristã de nossos dias é o retorno ao estudo cuidadoso da Palavra de Deus. A fé de que a Bíblia é a verdade última resulta exatamente desse programa de estudos bíblicos. O estudo das Escrituras produz, na vida do crente, o cumprimento daquela promessa que diz: "E assim, a fé vem pela pregação e a pregação pela palavra de Cristo" (Roma­nos 10.17).

Para a mente honesta, a verdade apresenta suas próprias cre­denciais. Ninguém que se dê ao estudo atento da doutrina bíblica e à memorização das Escrituras, duvidará da autoridade fina da Escritura. Só se poderá oferecer resistência aos temíveis assaltos contra a Igreja, por parte de seitas poderosas e cheias de animação, quando os crentes se tornarem poderosos no Senhor, mediante o conhecimento sólido da Sua Palavra.

O salmista escondia a Palavra de Deus no seu coração, a fim de que pudesse resistir às alternativas pecaminosas da vida (Salmos 119.11). Isso significa que ele memorizava porções das Escrituras, assim deveríamos fazer.

A vida do crente ficará firmemente ancorada, capaz de resis­tir a toda oposição, quando estiver firmada em um operoso conhecimento da Sagrada Escritura.

Fonte: Título original, "Revelações Extrabíblicas", do livro "As Marcas das Seitas", de Dave Breese, Ed. Fiel, 2001, pág. 18-22.

Extraído do site: Eleitos de Deus
Via: Web Evangelista

http://bereianos.blogspot.com.br/2012/08/a-febre-das-revelacoes-extrabiblicas-na.html#.UCepmKFlRcQ
Angela Natel On domingo, 26 de agosto de 2012 At 07:47

Por André Sanchez
O início da narrativa do livro de Jó aponta Jó como um homem estabilizado na vida, tanto material como espiritualmente, coisa que todos nós buscamos. Uma família abençoada, bens que garantiam uma sobrevivência tranquila e uma vida espiritual exemplar (Jó 1. 1-5). Talvez a vida de Jó seja bem parecida com a de muitos de nós, com algumas variações para mais ou para menos. Porém, o fato que quero abordar aqui é o que vem a seguir, quando nos é apresentado um diálogo entre Deus e Satanás e o desencadear desse diálogo:
E se você fosse escolhido para ser o próximo Jó?
“Disse então o Senhor a Satanás: Reparou em meu servo Jó? Não há ninguém na terra como ele, irrepreensível, íntegro, homem que teme a Deus e evita o mal. Será que Jó não tem razões para temer a Deus? Respondeu Satanás. Acaso não puseste uma cerca em volta dele, da família dele e de tudo o que ele possui? Tu mesmo tens abençoado tudo o que ele faz, de modo que todos os seus rebanhos estão espalhados por toda a terra. Mas estende a tua mão e fere tudo o que ele tem, e com certeza ele te amaldiçoará na tua face. O Senhor disse a Satanás: Pois bem, tudo o que ele possui está nas suas mãos; apenas não encoste um dedo nele” (Jó 1. 8-12 – NVI)
Na sequência do diálogo entre Deus e Satanás, tragédias despencam sobre a vida de Jó com a morte de vários de seus empregados (1.15), de ovelhas (1. 16), roubo de seus camelos (1. 17), a morte de seus filhos (1. 19). Apenas essa primeira fase da provação de Jó já me arrepia e me traz perguntas à mente: E se Deus resolvesse que eu seria provado como Jó? E se eu fosse escolhido para ter a fé provada nos mesmos termos que Jó? Seria a minha fé suficiente para não blasfemar contra Deus e abandoná-Lo?
Como Jó não blasfemou diante de Deus e nem abandonou o Senhor (Jó 1. 20-22), pelo contrário, O adorou, o Diabo resolveu solicitar a Deus permissão para aumentar a prova:
“Disse então o Senhor a Satanás: Reparou em meu servo Jó? Não há ninguém na terra como ele, irrepreensível, íntegro, homem que teme a Deus e evita o mal. Ele se mantém íntegro, apesar de você me haver instigado contra ele para arruiná-lo sem motivo. Pele por pele!, respondeu Satanás. Um homem dará tudo o que tem por sua vida. Estende a tua mão e fere a sua carne e os seus ossos, e com certeza ele te amaldiçoará na tua face. O Senhor disse a Satanás: Pois bem, ele está nas suas mãos; apenas poupe a vida dele. Saiu, pois, Satanás da presença do Senhor e afligiu Jó com feridas terríveis, da sola dos pés ao alto da cabeça. Então Jó apanhou um caco de louça com o qual se raspava, sentado entre as cinzas.” (Jó 2. 3-8 – NVI)
Na segunda sequência de provações, Jó perdeu sua saúde e qualidade de vida, além do apoio de sua esposa, que lhe sugeriu que amaldiçoasse a Deus e morresse (2. 9). Ele ficou praticamente na miséria material e física. E tudo isso com a permissão de Deus.
Essa segunda sequência de provações me arrepia ainda mais! E se Deus permitisse que minha fé fosse testada até esse nível? Se minha saúde fosse tirada sobraria alguma fé em meu coração? Se não restasse mais nada, nem o apoio dos entes queridos, eu permaneceria firmado e confiante em Deus?
Talvez cada um de nós que diz que ama a Deus, que tem fé Nele, que não O abandonaria por nada, precisássemos pensar melhor em como anda nossa fé e o nosso amor por Deus! Pode ser que alguns de nós sejamos escolhidos para ser Jó. Pode ser que você que está lendo esse artigo ou eu que o estou escrevendo, sejamos, com a permissão de Deus, provados.
Como será se você for escolhido para ser o próximo Jó?


Leia mais no blog do autor: http://www.esbocandoideias.com/2012/08/e-se-deus-te-escolhesse-para-ser-o-proximo-jo.html#ixzz233oZPh4k
[Nossos textos podem ser usados à vontade, porém, pra usá-los legalmente, coloque o nome do autor e um link para o blog Esboçando Ideias (pode ser o link acima). Obrigado] 
Angela Natel On sábado, 25 de agosto de 2012 At 07:39


Hermes C. Fernandes


Uma das passagens mais usadas para aterrorizar os crentes é a parábola das Dez Virgens. De acordo com a interpretação de alguns pregadores, a parábola indica que apenas uma porcentagem dos crentes em Jesus participariam do Arrebatamento, e os demais seriam deixados para trás. Se formos um pouco mais literais, somente 50% dos crentes serão realmente salvos. Os demais estão entre os imprudentes, que serão pegos de surpresa, despreparados, e por isso, inaptos para subir com Cristo.

Será que tal interpretação faz jus àquilo que Jesus intentava dizer aos Seus discípulos?

Nessa parábola, Jesus está falando da chegada do reino, e não de Sua segunda Vinda. E o Seu reino foi inaugurado ainda em Seu primeiro advento.

O texto diz que “o reino dos céus será semelhante a dez virgens que, tomando as suas lâmpadas, saíram ao encontro do noivo” (Mt.25:1).

Sôa até estranho, se não atentarmos para o contexto cultural da época. Estaria Jesus defendendo algum tipo de poligamia? Por que “dez virgens”, em vez de apenas uma? Teria Jesus mais de uma noiva?

As virgens da parábola não seriam desposadas pelo noivo. Elas eram como “madrinhas” da noiva. Fazia parte do ritual de bodas judaicas, o encontro das “madrinhas” virgens, com o noivo, para acompanhá-lo até a noiva.

Ora, o noivo da parábola representa o próprio Cristo. E a noiva, embora não figure na parábola, é a Igreja. Quem seriam, então, as virgens? Elas representam o povo judeu.

É interessante que em outra passagem, João Batista se apresenta como “o amigo do Noivo”. Além das virgens madrinhas, o noivo também era assistido por um amigo, geralmente, aquele que fosse considerado o melhor amigo. Assim como não podemos confundir o noivo com o amigo do noivo, também não podemos confundir a noiva com as dez virgens.

Ao ser confundido com o Cristo, João respondeu: “Eu não sou o Cristo, mas sou enviado adiante dele. A noiva pertence ao noivo. O amigo do noivo, que lhe assiste, espera e ouve, e alegra-se muito com a voz do noivo. Essa alegria é minha, e agora está completa” (Jo.3:28b-29).

De acordo com o protocolo, as virgens madrinhas deveriam sair ao encontro do noivo, portando lâmpadas devidamente acesas.

Segundo a parábola, dentre as dez virgens, cinco eram prudentes, e cinco eram insensatas.

“As insensatas, ao tomarem as suas lâmpadas, não levaram azeite consigo. Mas as prudentes levaram azeite em suas vasilhas, com suas lâmpadas. Demorando o noivo, todas elas acabaram cochilando e dormindo” (Mt.25:3-5).

Repare no detalhe: todas elas acabaram dormindo. Ficaram desatentas, e cochilaram. A diferença entre elas era o suplemento extra de azeite que cinco delas haviam trago. Portanto, a questão não era apenas de vigilância, como bradam os pregadores, mas de prevenção e prudência. Ser prudente aqui, é ser precavido.

Por isso, não parece razoável usar esse texto para amendrontar os crentes, fazendo-os duvidar de sua salvação, temendo que o Senhor lhes flagre “dormindo”.

Paulo escreve acerca disso em sua primeira epístola endereçada à igreja em Tessalônica:

“Mas, irmãos, acerca dos tempos e das épocas, não necessitais de que se vos escreva, pois vós mesmos sabeis muito bem que o dia do Senhor virá como o ladrão de noite (sem aviso prévio) (...) Mas vós, irmãos, já não estais em trevas, para que esse dia vos surpreenda como um ladrão. Todos vós sois filhos da luz, e filhos do dia. Nós não somos da noite, nem das trevas. Não durmamos, pois, como os demais, mas vigiemos, e sejamos sóbrios. Pois os que dormem, dormem de noite, e os que se embriagam, embriagam-se de noite. Nós, porém, que somos do dia, sejamos sóbrios (...) Pois Deus não nos destinou para a ira, mas para alcançar a salvação por nosso Senhor Jesus Cristo, que morreu por nís, para que, quer vigiemos, quer durmamos, vivamos juntamente com ele” (5:1-2,4-8a, 9-10).

É claro que devemos “vigiar”, isto é, estar atentos, para que não sejamos surpreendidos. Entretanto, quer vigiemos ou durmamos, nosso encontro com o Senhor é garantido. O risco é o de sermos pegos de surpresa, e não o de sermos condenados.

Voltando à parábola:

“Mas, à meia-noite ouviu-se um grito: Aí vem o noivo, saí ao seu encontro” (Mt.25:6).

Esse “grito-convocação” foi o grito dos profetas, dos quais, João foi o último expoente. Apenas parte do povo judeu deu ouvidos ao alarde profético. A outra parte se manteve surda e insensível ao apelo de Deus. Faltava-lhes o azeite, a luz, a revelação. Seu coração foi endurecido.

Paulo compreendia bem tal situação, pois a havia testemunhado. Em sua última investida evangelística direcionada aos judeus, o apóstolo dos gentios se viu profundamente decepcionado com seus patrícios.

Segundo o relato de Atos, dentre os judeus que vieram ao seu encontro em Roma, “alguns foram persuadidos pelo que ele dizia, mas outros não creram” (28:24). Os que criam eram as virgens prudentes, e os que desdenhavam eram as virgens insensatas. Suas lâmpadas estavam apagadas. Lucas diz que eles “discordaram entre si, e começaram a sair, havendo Paulo dito esta palavra: Bem falou o Espírito Santo a nossos pais pelo profeta Isaías: Vai a este povo, e dize: Ouvindo, ouvireis, e de maneira nenhuma entendereis; vendo, vereis, e de maneira nenhuma percebereis. Pois o coração deste povo está endurecido; com os ouvidos ouviram pesadamente, e fecharam os olhos, para que jamais vejam com os olhos, nem ouçam com os ouvidos, nem entendam com o coração, e se convertam e eu os cure” (Atos 28:25-27).

Dentre os filhos de Israel, somente o remanescente pôde entrar no Reino de Deus. Quem são os remanescentes? Os que deram ouvidos ao grito profético, e foram ao encontro do Noivo. Isso é confirmado por outras passagens, como aquela que Paulo menciona aos Romanos: “Ainda que o número dos filhos de Israel seja como a areia do mar, o remanescente é que será salvo”( Rm.9:27).

Somente os que atentarem para as profecias, e se derem conta de que elas falam de Jesus de Nazaré, e confiarem em Sua provisão para a salvação, serão, de fato, salvos.

Ninguém será salvo por pertencer a uma etnia, ou por ter o sangue de Abraão correndo em suas veias.

É Paulo quem declara: “Tenho declarado tanto aos judeus como aos gregos que devem se converter a Deus, arrepender-se e ter fé em nosso Senhor Jesus Cristo” (At.20:21).

Por todo o livro de Atos encontramos o cumprimento da parábola das virgens. Em Antioquia, por exemplo, “muitos dos judeus e dos prosélitos devotos seguiram a Paulo e Barnabé, os quais, falando-lhes, exortavam-nos a que permanecessem na graça de Deus”(At.13:43). Esses equivalem às “virgens prudentes”. Mas logo abraixo no texto, lemos que “os judeus, vendo a multidão, encheram-se de inveja, e, blasfemando, contradiziam o que Paulo falava” (v.45). Esses equivalem às “virgens insensatas”.

A parábola prossegue:

“Então todas aquelas virgens se levantaram e prepararam as suas lâmpadas. E as insensatas disseram às prudentes: Dai-nos do vosso azeite; as nossas lâmpadas se apagam. Mas as prudentes responderam: Não seja o caso que nos falte a nós e a vós. Ide antes aos que o vendem, e comprai-o” (Mt.25:7-9).

De quem elas deveriam comprar o azeite? Onde encontrariam a luz de que suas lâmpadas necessitavam? Com a palavra, Simão Pedro, o apóstolo da circuncisão:

“E temos ainda mais firme a palavra dos profetas, à qual bem fazeis em estar atentos, como a uma luz que ilumina em lugar escuro, até que o dia clareie, e a estrela da manhã surja em vossos corações” (2 Pe.1:19).

Revelação não é algo que se possa receber de terceiros. Não há como terceirizá-la. Tem-se que buscar na fonte. Podemos adquirir informação através de outros, mas só adquiriremos “azeite” para nossas lâmpadas, se buscarmos diretamente na fonte. Por isso Jesus insistia: “Examinai as Escrituras...”

Por muitos séculos, os judeus negligenciaram a Palavra. Por isso, foram incapazes de reconhecer o Messias, quando Ele apareceu nas ruas da Galiléia.

Quando procuraram por Paulo em Roma, queriam um pouco de azeite para suas lâmpadas, mas a porta já se havia fechado. Como disse Jesus, o Reino lhes fora tirado, e entregue a um outro povo, a igreja. Somente os remanescentes “entraram com ele para as bodas”.

Para esse “remanescente”, a porta sempre estará aberta. Como bem afirmou o apóstolo: “Assim, pois, também agora neste tempo ficou um remanescente, segundo a eleição da graça” (Rm.11:5).

Como vimos, a parábola das virgens jamais teve a intenção de causar pânico aos seguidores de Cristo. Não estamos nem entre as cinco prudentes, nem entre as cinco insensatas. Somos a única noiva do Cordeiro, aquela que está sendo preparada para ser apresentada “como uma virgem pura a um marido, a saber, a Cristo” (2 Co.11:2).

Christus Victor!



Hermes Fernandes toca subversão no Genizah


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