Angela Natel On sábado, 14 de julho de 2012 At 07:17
1 – Cegueira. Falta de visão. O primeiro passo não é muito chocante ou visível. Os líderes podem ser homens de Deus, com amor pelo Senhor e sua causa, mas não têm visão e não conseguem passar senso de paixão por Deus para a próxima geração. Como Eli, estão cegos (1 Sm 3.2). Os filhos dele se tornaram filhos de Belial, instrumentos de Satanás e não conheceram o Senhor (1 Sm 2.12).

2 – Obesidade. A liderança começa a participar indevidamente das ofertas do povo feitas para o Senhor (1 Sm 2.13-17). Os filhos de Eli tiravam a parte do sacerdote antes da hora certa e de forma errada. Deus repreendeu Eli: “Por que desprezais o meu sacrifício e a minha oferta… e por que honras a teus filhos mais do que a mim, de modo a vos engordardes do principal de todas as ofertas do meu povo Israel?” (1 Sm 2.29). No fim, Eli morreu também por causa do seu peso, quando ouviu as notícias sobre a tomada da arca pelos filisteus e caiu da cadeira para trás e quebrou o pescoço (1 Sm 4.18).

3 – Passividade e apoio do povo de Deus à corrupção dos líderes. “Coisa espantosa e horrenda tem-se feito na terra: os profetas profetizam falsamente, e os sacerdotes dominam por intermédio deles; e o meu povo assim o deseja” (Jr 5.30,31). “Pois este é um povo rebelde, filhos mentirosos, filhos que não querem ouvir a lei do Senhor; que dizem aos videntes: Não vejais; e aos profetas: Não profetizeis para nós o que é reto; dizei-nos coisas aprazíveis, e profetizai-nos ilusões; desviai-vos do caminho, apartai-vos da vereda; fazei que o Santo de Israel deixe de estar perante nós” (Is 30.9-11). É fácil criticar os líderes e falsos obreiros. Mas , a verdade é que o povo tem os líderes que merece. O povo tem desejo egoísta e idólatra e acha bom a liderança ser folgada com a lei de Deus porque isso lhe dá direito de fazer o mesmo.

4 – Tentativa de produzir uma imitação da presença de Deus. Depois de todos os passos anteriores, as pessoas ficam tão desacreditadas que sentem a necessidade de produzir um senso da presença de Deus. Israel estava perdendo as batalhas diante dos filisteus. Daí resolveram pegar a arca, que representa a presença deDeus, e levá-la como um amuleto para a batalha, acreditando que isso bastaria para dar-lhes a vitória. Diante da derrota, fizeram a pergunta certa: “Por que nos feriu o Senhor hoje diante dos filisteus?” (1 Sm 4.3) mas não esperaram a resposta. Muitas vezes, sabemos como Deus age e mesmo quando Deus não está presente, fabricamos uma imitação da sua presença. Manipulamos os sentimentos do povo, criando uma sensação de que Deus está presente quando não está. Quando a arca chegou, “prorrompeu todo o Israel em grandes gritos, de modo que a terra vibrou” (1 Sm 4.5). Avivamento falso, forçado, fabricado pelo homem! Os filisteus ouviram o som e ficaram atemorizados! Disseram: “O que aconteceu com esse povo? Derrotamos eles ontem e hoje estão se regozijando?” Em Isaías 1, Deus deixa bem claro que ele não quer reuniões e rituais religiosas sem arrependimento sincero e mudança de atitude. E aí vemos que Deus teve coragem de deixar os filisteus tomarem a arca e houve uma derrota fragorosa do povo de Deus.

5 – Icabode – foi-se a glória! A arca nunca mais volta para Siló! A arca volta da terra dos filisteus para a casa de Abinadabe e aí começa o ministério ativo de Samuel (1 Sm 7.1-4). Mas Deus não falou para ele levar a arca de volta para lá. Deus quer um lugar novo. Ele rejeita permanentemente o lugar onde ocorreu todo esse processo de declínio e apostasia. Agora é necessário se levantar um homem segundo o seu coração, Davi, para achar um lugar para a arca.



Fonte: Harold Walker na Revista Impacto


http://libertosdoopressor.blogspot.com.br/2012/06/5-passos-no-processo-de-decadencia-da.html

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