Angela Natel On terça-feira, 31 de julho de 2012 At 06:35


Por Russell D. Moore ►

O diabo é um pregador. Do terceiro capítulo da Bíblia em diante, ele está abrindo a Palavra de Deus para as pessoas, procurando interpretá-la, aplicá-la, para oferecer um convite. A velha Serpente do Éden vai em direção à primeira mulher não como uma fumaça negra e símbolos ocultos, mas com a Palavra que ela recebeu do Deus dela – com a peculiar interpretação distorcida da serpente. Em todo o restante dos livros da Bíblia ele faz o mesmo, implícita ou explicitamente.

Em todo o Velho Testamento, ele prega a paz – assim como fazem os anjos de Belém – só que ele faz quando não há paz. Ele aponta a povo de Deus para os detalhes da adoração ordenada por Deus – sacrifícios, ofertas e dias de festa – apenas sem os preeminentes mandamentos de amor, justiça e misericórdia. Satanás até prega a Deus – sobre os próprios motivos necessários para um discipulado piedoso por parte dos servos de Deus.

No Novo Testamento, a ilusão satânica leva os escribas, fariseus, e saduceus a olhar atentamente e constantemente os textos bíblicos, mas esquecendo que eles apontam para Jesus Cristo. Eles chegam à conclusões que têm fundamentos parcialmente bíblicos – as mensagens do diabo são sempre expositivas; eles apenas evitam Jesus intencionalmente.
Assim, os escarnecedores se sentiram completamente a vontade perguntando como um homem que veio de Nazaré poderia ser o Messias, quando o Rei viria Belém. Eles se questionam como o Filho do Homem pôde ser crucificado quando a Bíblia diz que ele vive para sempre. Quando Jesus diz que aqueles que o seguem devem comer o seu corpo e beber o seu sangue, há uma pouca dúvida que o Inimigo estava lá para apontar para as multidões sobre a proibição de Levítico acerca do consumo de sangue humano. Quando a multidão inspirada por Satanás crucificou Jesus, eles fizeram isso apontando para textos bíblicos que falavam sobre a execução de blasfemadores e insurgentes (Deuteronômio 21).

Quando a Igreja primitiva extrapolou os limites de Jerusalém, Satanás está lá, com falsos ensinamentos, para pregar todos os tipos de coisas que parecem estar de acordo com a Palavra de Deus – da libertinagem ao legalismo passando por espiritualidade exacerbada e carnalidade. Ele nunca para de pregar.

Falsos ensinamentos são enfadonhos

Mas o diabo é enfadonho. Isso parece exatamente o contrário do seria verdade sobre Satanás. Pensamos no tentador – e em suas tentações – como sombriamente excitantes, tentadores, aparentemente irresistíveis.

Mas isso não é o que acontece. O falso ensinamento nas Escrituras – e nas igrejas de todos os tempos – é enfadonho. Leia as exposições dos conselheiros de Jó – e compare com a proclamação de Deus no final do livro de Jó. Leia o que Balaão foi pago para pregar comparado com o que ele anunciou através do poder do Espírito.

Pregação satânica é enfadonha porque o objetivo não é envolver as pessoas com a pregação. É deixar os “desejos da carne” em paz, para que os ouvintes possam continuar em seus cativeiros para o príncipe das potestades do ar.

Para alguns, sermões inertes são um sinônimo de piedade.

Afinal, o Apóstolo não nos adverte sobre “um discurso eloquente” (1 Coríntios 2:1)? Mas o tipo de retórica que Paulo está criticando aqui não é excitante – era a moda na época em que a retórica grega estava em todo lugar. Paulo não contrasta o discurso comprometido com o discurso inerte, mas a demonstração de habilidade humana com a “demonstração do Espírito e do Poder” (1 Coríntios 2.5). De fato, o que Paulo diz em sua mensagem é “Sabedoria de Deus, do mistério que estava oculto”(1 Co 2.7), a descoberta de um antigo mistério que revela o significado de tudo.

Jesus, muitas vezes, foi mal recebido – mas ele nunca cansava. Quando dele pregava, demônios gritavam, multidões ofegavam, e cultos, às vezes, terminam com tentativas de execução ao invés de apelos. Os profetas antes dele e os apóstolos depois dele eram assim também. Eles provocavam gritos de felicidade ou mandados de prisão, mas nunca incitavam bocejos.

Se pessoas perdidas não gostam de sua mensagem porque elas são hostis ao evangelho, você está no caminho certo. Mas se você está cansando o povo de Deus com a Palavra de Deus, alguma coisa está seriamente errada. Pode ser que você esteja pregando como o diabo, e nem sequer sabe disso.

Se você está cansando o povo de Deus com a Palavra, pode ser que esteja pregando como o diabo, e nem sabe disso.

Ouvir de Cristo não é enfadonho

Às vezes, pregadores aborrecem porque não entendem a natureza das Escrituras. A Bíblia, afinal, prende não somente o intelecto, mas também as afeições, a consciência, a imaginação. Por isso o cânon inclui histórias e parábolas, poesia e provérbios, cartas e visões. Sermões inertes muitas vezes traduzem a variedade cativante da Escritura em um tédio chato de um discurso acadêmico ou a chata banalidade de um manual de “como fazer”.

Então, se você se encontra traduzindo um salmo dentro da estrutura de uma epístola de Paulo antes de pregá-lo, você não está deixando a Escritura fazer o seu trabalho de fascinar o coração do povo. E você não entende o significado do texto – um significado que é mais do que um simples ajuntamento de ideias.

Nem mesmo a mais diretas e rigorosamente doutrinárias passagens da Escritura são apenas intelectuais. Os apóstolos são pregadores visuais. Paulo fala de arrancar os olhos (Gálatas 4.15) e de dar o seu corpo para ser queimado (1 Coríntios 13.3), e ele se compara a uma mãe que amamenta (1 Tessalonicenses 2.7). Tiago escreve de uma língua em chamas (Tiago 3.6) e de corações fartos como em dia de abate (Tiago 5.5).
A revelação bíblica está longe de ser enfadonha. É a mais excitante e envolvente história imaginável, e é por isso que é uma influência tão grande nos épicos, no teatro, na poesia e na música.

Pregadores que deveriam ter raiva desse tédio podem começar a ouvir o poder literário do texto. Isso significa, por exemplo, aprender a formar uma imaginação moral que pode ser inflamada pelas escrituras. Pelo bem da sua congregação, limite seu tempo de televisão e pare de navegar na Internet por horas a fio. Leia uma boa ficção e alguma poesia, e ouça o que as histórias têm a dizer – e assim, forme uma imaginação que reconhece estrutura, beleza, e coerência literária.

Confrontar o Diabo não é enfadonho

Alguns pregadores aborrecem porque entendem mal a natureza rebelde do homem. Sermões são chatos normalmente porque, no melhor dos casos, se baseiam em abstrações, o no pior deles, em clichês e chavões batidos. Ideias abstratas podem facilmente estar distantes do pecado do homem – e frases de efeito e slogans reciclados são familiares demais para intimidar. Satanás ama pregações assim, porque isso deixa a sua autoridade sobre a rebeldia humana livre de ameaças.

Isso é o que é frequentemente mal entendido sobre a pregação “coceira nos ouvidos” que o Apóstolo Paulo avisa a Timóteo (2 Timóteo 4:3). O que excita os ouvintes apóstatas é o ensino “para atender às suas próprias paixões”. Eles estão apaixonados por seu pecado, e os mitos que o suportam. Eles querem ensinamentos calmantes, monótonos e chatos – do tipo que os deixarão em paz.

Muitas vezes o pecado tem sido deixado em paz menos pelos pregadores que aprovam o pecado de púlpito do que pelos pregadores cujos sermões são tão vagos e abstratos que os ouvintes são capazes de se esquivar da força da proclamação. Como Saul que se convenceu que tinha conseguido o comando de Deus para destruir “todas” as propriedades dos Amalequitas (1 Samuel 15), todos nós estamos propensos a nos esquivarmos da natureza perspicaz da proclamação bíblica. Vagas abstrações não expõe a consciência. Não é o suficiente dizer, “Maridos, amem as suas esposas”; em vez disso, nós devemos apontar o que isso se parece, com a concreta aplicação, e o que isso não é.

Isso também significa que nós devemos reconhecer que nossa pregação é sempre subversiva. Toda palavra pregada é um subterfúgio na batalha espiritual contra o maligno. Devemos, então, ser como o Apóstolo Paulo, aprendendo a não ser “ignorantes em suas intenções” (2 Coríntios 2.11).

O Profeta Natã entende que as vagas abstrações não iriam expor a consciência do Rei Davi. Davi, afinal, sabe que adultério é errado; ele só acha que é justificado nisso, ou que não é adultério se o rei que o faz, ou milhares de outras possíveis desculpas. Natã ignora a auto-proteção de Davi fazendo-o concordar com o erro de um homem que rouba uma ovelha – e depois volta o holofote acusador para o monarca como agressor.

Jesus faz a mesma coisa. Ele mostra como seus ouvintes estão fugindo do texto – contraditando-os com a ideia de ser um irmão de um Samaritano, ou perguntando como demônios podem expulsar demônios, ou mostrando aos Saduceus que negavam a ressurreição como são ridículos quanto à ressurreição que não se enquadra sequer com a sua própria leitura de Moisés.

Os apóstolos dão continuidade a esse tipo de pregação. Pedro o amor de seus ouvintes pela aliança de Davi – e assinala que eles poderiam desenterrar o cadáver de Davi se quisessem, mostrando que as promessas pertenciam ao seu Maior Filho. Paulo mostrou aos Atenienses como eles realmente não acreditavam no que eles diziam que acreditavam sobre deuses desconhecidos e adoração a ídolos.

Rompendo as Fortalezas

A melhor maneira de despistar o maligno é antecipar como o poder dele procurará contrariar a sua pregação. É útil para mim, quando estou me preparando para pregar, pensar em todas as maneiras que o meu próprio coração tenta se esquivar da verdade do texto. Certa vez, quando estava estudando para pregar uma bem aventurança, percebi que estava tratando o texto exatamente como um liberal iria tratar uma passagem proibindo mulher no ministério pastoral: “Bem, não há como significar isso, o que parecer dizer, então…”

Quanto mais você conhece do seu povo, suas lutas e triunfos, e quanto mais você conhece da natureza humana, melhor você sabe como pregar sermões que podem romper as fortalezas e ganhar atenção. O que não garante que as pessoas vão gostar do que você vai dizer, mas isso ajuda a garantir que eles vão ouvir o que foi dito.
Da mesma forma, lembre-se que você está falando de Cristo. Há uma paixão e uma gravidade que deve vir com o fato de estar no lugar do Único ao qual foi concedida toda autoridade.

Um sermão de despejo de informação – com um PowerPoint esboçando pontos, sub-pontos, sub-sub-pontos – podem “seguramente” afastar as pessoas de Cristo. Um sermão que simplesmente reúne e regurgita o que você leu em comentários pode fazer da Palavra de Deus uma questão de cognição, não de submissão. Uma lista remendada de dicas para a vida podem fazer facilmente que seu povo ignore a Palavra, assim como eles ignoraram o plano de perder peso dos comerciais na televisão ou nas campanhas publicitárias de fio dental que eles vêem da cadeira do dentista

O diabo não se importa com sermões enfadonhos, contanto que você permita que ele pregue também. Ele não se importa que a Palavra seja ouvida, contanto que sejam os desejos que animem o povo. E ele não se importa que o evangelho avance, contanto que o povo de Deus ouça as acusações dele (e todas elas são expositivas e biblicamente baseadas!).

Mas se você agarra as pessoas com o drama do Evangelho de Cristo, se você choca eles para verem a antiga novidade da Palavra de Deus, então você terá uma insurreição demoníaca em suas mãos.

Você prega verso por verso do texto? Você faz bem. Os demônios pregam também – e eles são enfadonhos.

Russell D. Moore 

Traduzido por Marianna Brandão

Fonte: iPródigo.com compartilhado PCamaral

Angela Natel On segunda-feira, 30 de julho de 2012 At 06:34



Por Jonathan Edwards

A primeira e a pior causa do erro que prevalece em nossos dias é o orgulho espiritual. Ele é a porta principal através da qual o diabo influi no coração daqueles que são zelosos pelo avanço do reino de Cristo. O orgulho espiritual é a maior porta de acesso da fumaça que sobe do abismo para obscurecer a mente e perverter a capacidade de julgar, bem como é o principal instrumento com o qual Satanás assalta os crentes, a fim de obstruir a obra de Deus. Até que essa enfermidade seja curada, os remédios para curar todas as outras enfermidades são aplicados em vão.

O orgulho é muito mais difícil de ser discernido do que qualquer outra corrupção, porque, por natureza, o orgulho equivale a uma pessoa alimentar pensamentos elevados a respeito de si mesma. Existe alguma surpresa no fato de que uma pessoa que possui pensamentos muito elevados a respeito de si mesma seja inconsciente do orgulho? Ela acha que sua opinião a respeito de si mesma tem fundamentos corretos e, por conseguinte, supõe que essa opinião não é muito elevada. Como resultado, não existe outro assunto em que o coração humano se mostra mais enganoso e impenetrável. A própria natureza do orgulho consiste em desenvolver autoconfiança e rejeitar qualquer suspeita de que, em si mesmo, o coração é mau.

O orgulho assume muitas formas e moldes, envolvendo todo o coração, como as cascas da cebola — quando você remove uma casca da cebola, existe outra por baixo. Portanto, precisamos ter a mais intensa vigilância possível sobre nosso coração, no que se refere a este assunto, e, com profundo ardor, clamar por ajuda ao grande Perscrutador dos corações. Aquele que confia em seu próprio coração é um tolo.

Visto que o orgulho espiritual, por sua própria natureza, é secreto, ele não pode ser bem discernido pela intuição imediata. O orgulho espiritual é melhor identificado por seus frutos e efeitos, alguns dos quais mencionarei em paralelo aos frutos contrários da humildade cristã.

A pessoa espiritualmente orgulhosa se considera cheia de entendimento e sente que não precisa de qualquer instrução; por isso, ela se mostra pronta a rejeitar o ensino que outros lhe oferecem. Por outro lado, o crente humilde é semelhante a uma criança que facilmente recebe instrução; é cauteloso em sua avaliação de si mesmo e sensível a respeito de como está sujeito a tropeçar. Se lhe for sugerido que ele realmente está sujeito a tropeçar, com muita prontidão o crente humilde estará disposto a inquirir sobre o assunto.

Pessoas orgulhosas tendem a falar sobre os pecados dos outros, ou seja, sobre a miserável ilusão dos hipócritas, sobre a indiferença de alguns crentes que sentem amargura ou sobre a oposição que muitos crentes demonstram para com a santidade. A verdadeira humildade cristã fica em silêncio no que se refere aos pecados dos outros ou fala sobre eles com tristeza e piedade.

A pessoa espiritualmente orgulhosa encontra nos outros crentes o erro de falta de progresso na vida cristã, enquanto o crente humilde vê muitos erros em seu próprio coração e se preocupa, a fim de que ele mesmo não se veja inclinado a ocupar-se demais com o coração dos outros. Ele lamenta muito por si mesmo e por sua frieza espiritual, esperando prontamente que muitas outras pessoas tenham mais amor e gratidão a Deus, mais do que ele mesmo.

A pessoa espiritualmente orgulhosa fala sobre quase tudo que percebe nos outros, fazendo-o com grosseria e com uma linguagem bastante severa. Em geral, a crítica de tais pessoas se dirige não apenas contra a impiedade dos incrédulos, mas também contra os verdadeiros filhos de Deus e contra aqueles que são seus superiores. Os crentes humildes, por sua vez, mesmo quando fazem extraordinárias descobertas da glória de Deus, sentem-se esmagados por sua própria vileza e pecaminosidade. As exortações deles para os outros crentes são ministradas de maneira amável e humilde; e tratam os outros com tanta humildade e gentileza quanto o Senhor Jesus, que é infinitamente superior a eles, os trata.

O orgulho espiritual com freqüência dispõe a pessoa a agir de maneira diferente em sua aparência exterior e a assumir uma linguagem, semblante e comportamento diferentes. No entanto, o crente humilde, embora se mostre firme em seus deveres e prossiga sozinho no caminho do céu, mesmo que todo o mundo o abandone, ele não se deleita em ser diferente apenas por amor à diferença. O crente humilde não estabelece como objetivo primordial o ser visto e observado como alguém diferente; pelo contrário, ele está disposto a tornar-se tudo para todos os homens, sujeitar-se aos outros, conformar-se a eles e agradá-los em tudo, exceto no pecado.

As pessoas orgulhosas levam em conta as oposições e injúrias, estando dispostas a falar sobre elas em tom de amargura e murmuração. A humildade cristã, por outro lado, dispõe a pessoa a ser mais semelhante ao seu bendito Senhor, que, ao ser maltratado, não abriu a sua boca, mas entregou-se silenciosamente Àquele que julga retamente. Para o crente humilde, quanto mais clamoroso e irado o mundo se mostra com ele, tanto mais quieto e tranqüilo ele permanecerá.

Outro padrão das pessoas espiritualmente orgulhosas é comportarem-se de maneira que levem os outros a fazerem delas seu alvo. É natural para uma pessoa que está sob a influência do orgulho aceitar toda a reverência que lhe tributam. Se os outros mostram disposição para submeterem-se a ela e sujeitarem-se em deferência a ela, a pessoa espiritualmente orgulhosa está aberta para esta sujeição, aceitando-a espontaneamente. Na verdade, aqueles que são espiritualmente orgulhosos esperam esse tipo de tratamento, formando uma opinião pervertida sobre aqueles que não lhe oferecem aquilo que eles sentem que merecem. 

Fonte: [ Trovian ]
.
http://bereianos.blogspot.com.br/2012/07/orgulho-espiritual.html
Angela Natel On domingo, 29 de julho de 2012 At 06:33


Banda "Third Day" tocando a música "Creed", cuja letra é o Credo Niceno.


ORIGEM:

O Credo Niceno deriva-se do credo de Nicéia (composto pelo Concílio de Nicéia (325 AD), com pequenas modificações efetuadas pelo Concílio de Calcedônia (451 AD) e pelo Concílio de Toledo (Espanha, 589 AD). Este credo expressa mais precisamente a doutrina da Trindade, contra o arianismo. [1] 


Eis o texto do Credo de Nicéia, conforme aceito por católicos e protestantes:

Creio em um Deus, Pai Todo-poderoso, Criador do céu e da terra, e de todas as coisas visíveis e invisíveis; e em um Senhor Jesus Cristo, o unigênito Filho de Deus, gerado pelo Pai antes de todos os séculos, Deus de Deus, Luz da Luz, verdadeiro Deus de verdadeiro Deus, gerado não feito, de uma só substância com o Pai; pelo qual todas as coisas foram feitas; o qual por nós homens e por nossa salvação, desceu dos céus, foi feito carne pelo Espírito Santo da Virgem Maria, e foi feito homem; e foi crucificado por nós sob o poder de Pôncio Pilatos. Ele padeceu e foi sepultado; e no terceiro dia ressuscitou conforme as Escrituras; e subiu ao céu e assentou-se à direita do Pai, e de novo há de vir com glória para julgar os vivos e os mortos, e seu reino não terá fim. E no Espírito Santo, Senhor e Vivificador, que procede do Pai e do Filho [2] , que com o Pai e o Filho conjuntamente é adorado e glorificado, que falou através dos profetas. Creio na Igreja una, universal e apostólica, reconheço um só batismo para remissão dos pecados; e aguardo a ressurreição dos mortos e da vida do mundo vindouro.[3]


NOTAS

* Extraído de Paulo Anglada, Sola Scriptura : A Doutrina Reformada das Escrituras (São Paulo: Os Puritanos, 1998), 179-80.

[1] Doutrina de Ario (primeira metade do século IV), segundo a qual Cristo não é eterno, mas o primeiro e mais perfeito ser criado.

[2] Esta frase (tradução do termo latino filioque ) foi adicionada pelo Concílio de Toledo (da igreja ocidental).

[3]  Traduzido de Schaff, Creeds of Christendom , 25-29. citado por A. A. Hodge, Outlines of Theology , ( Edinburgh, & Pennsylvania: The Banner of Truth Trust, 1991), 116-117 e Epifânio, Ancoratus c. 374 AD, 118 (citado por Henry Bettenson, Documentos da Igreja Cristã, 56).

Extraído de: Monergismo.com

Angela Natel On sábado, 28 de julho de 2012 At 06:00
Angela Natel On sexta-feira, 27 de julho de 2012 At 06:50



“Mas, na verdade,
habitaria Deus na terra?

Eis que os céus,
e até o céu dos céus, não te poderiam conter,
quanto menos esta casa
que eu tenho edificado.”.
(1º Reis 08:27).

- No verso acima, o próprio rei Salomão, aquele que construiu o templo, tinha consciência de que o Criador não habitaria em templo algum. 

- Em sua oração ele diz: “Eis que nem o céu dos céus, não te poderia conter, quanto menos esta casa que eu tenho edificado!”.

- O profeta Isaías também nos alertou sobre o assunto:



“ASSIM diz o SENHOR:
O céu é o meu trono,
e a terra o escabelo dos meus pés;
que casa me edificaríeis vós?
E qual seria o lugar do meu descanso?”.
(Isaías 66:01).

- No Novo Testamento, Estevão foi assassinado pelos líderes religiosos porque lhes pregou a verdade:



“E Salomão lhe edificou casa;
Mas o Altíssimo não habita
em templos feitos por mãos de homens,
como diz o profeta:
O céu é o meu trono,
E a terra o estrado dos meus pés.

Que casa me edificareis?
diz o Senhor,
Ou qual é o lugar do meu repouso?”.
(Atos 07:47-49).

- Após lhes proferir estas palavras, o sistema religioso arrastou Estevão para fora da cidade, e o apedrejaram até a morte:



“E, ouvindo eles isto,
enfureciam-se em seus corações,
e rangiam os dentes contra ele.

Mas ele,
estando cheio do Espírito Santo,
fixando os olhos no céu,
viu a glória de Deus, e Jesus,
que estava à direita de Deus;
E disse:

Eis que vejo os céus abertos,
e o Filho do homem,
que está em pé à mão direita de Deus.

Mas eles gritaram com grande voz,
taparam os seus ouvidos,
e arremeteram unânimes contra ele.

E, expulsando-o da cidade,
o apedrejavam.

E as testemunhas depuseram as suas capas
aos pés de um jovem chamado Saulo.

E apedrejaram a Estêvão
que em invocação dizia:
Senhor Jesus,
recebe o meu espírito.”.
(Atos 07:54-59).

- O apóstolo Paulo também declarou que o Todo Poderoso não habita em templo feito por mãos de homens:



“E, estando Paulo
no meio do Areópago, disse:

Homens atenienses,
em tudo vos vejo um tanto supersticiosos;
Porque, passando eu e vendo os vossos santuários,
achei também um altar
em que estava escrito:

AO DEUS DESCONHECIDO.

Esse, pois, que vós honrais,
não o conhecendo, é o que eu vos anuncio.

O Deus que fez o mundo e tudo que nele há,
sendo Senhor do céu e da terra,
não habita em templos
feitos por mãos de homens;”.
(Atos 17:22-24).

- E Jesus, nosso Salvador também falou sobre o templo:



“Pois eu vos digo que está aqui
quem é maior do que o templo.”.
(Mateus 12:06).

- Jesus disse que Ele é maior do que o templo; maior do que qualquer religião que exista no mundo, maior do que todas as denominações religiosas juntas; sim, Ele é maior!

- Ele maior porque veio para nos dar a Salvação e a LIBERTAÇÃO do sistema religioso do qual Ele chamou de trevas:



"Eu sou a luz que vim ao mundo,
para que todo aquele que crê em mim
não permaneça nas trevas.".
(João 12:46).

- Jesus é a única luz que liberta a humanidade das trevas da religiosidade, pois os religiosos usavam e usam a lei para condenar o homem a morte (trevas):



“E os escribas e fariseus
trouxeram-lhe uma mulher apanhada em adultério;
E, pondo-a no meio, disseram-lhe:

Mestre, esta mulher foi apanhada,
no próprio ato, adulterando.

E na lei nos mandou Moisés
que as tais sejam apedrejadas.
Tu, pois, que dizes?”.
(João 08:03-05).

- Veja que o sistema religioso é assassino, sua intenção é apedrejar, matar, destruir.

- Porém Jesus ao invés de condenar aquela mulher à morte libertou-a da MÃO DOS RELIGIOSOS:



“E, como insistissem,
perguntando-lhe, endireitou-se,
e disse-lhes:

Aquele que de entre vós está sem pecado
seja o primeiro que atire pedra contra ela.”.
(João 08:07).

- Aquelas lideranças religiosas cheias de trevas em si, usavam a lei de Moisés para matar os pecadores.

- Mas eles eram tão pecadores e adúlteros quanto à mulher que haviam flagrado.

- Eles não podiam condenar aquela mulher, e nem Jesus a condenou:



“E, endireitando-se Jesus,
e não vendo ninguém mais do que a mulher,
disse-lhe:

Mulher, onde estão aqueles teus acusadores?
Ninguém te condenou?
E ela disse:

Ninguém, Senhor.
E disse-lhe Jesus:

Nem eu também te condeno;
vai-te, e não peques mais.”.
(João 08:10-11).

- Observe que o sistema religioso não tem autoridade nenhuma sobre a humanidade!

- Enquanto em vão eles tentam assassinar a humanidade usando a lei, Jesus também fez uso da lei, mas para nos salvar, morrendo em nosso lugar.

- A lei dizia que o salário do pecado é a morte:



"Porque o salário do pecado é a morte,
mas o dom gratuito de Deus
é a vida eterna,
por Cristo Jesus nosso Senhor.".
(Romanos 06:23).

- Jesus recebeu o salário do nosso pecado na cruz, morreu no seu e no meu lugar.

- A nossa salvação foi conquista por Jesus Cristo:



“Seja conhecido de vós todos,
e de todo o povo de Israel,
que em nome de Jesus Cristo, o Nazareno,
aquele a quem vós crucificastes
e a quem Deus ressuscitou dentre os mortos,
em nome desse é que este está são diante de vós.

Ele é a pedra que foi rejeitada por vós,
os edificadores,
a qual foi posta por cabeça de esquina.

E em nenhum outro há salvação,
porque também debaixo do céu
nenhum outro nome há,
dado entre os homens,
pelo qual devamos ser salvos.”.
(Atos 04:10-12).

- A nossa salvação nunca dependeu das denominações religiosas.

- A nossa salvação depende única e exclusivamente a Cristo Jesus!

- As denominações religiosas, na verdade são “DOMINAÇÕES das TREVAS’ que aprisionam a humanidade ás trevas da morte.

- Todo homem que faz parte de uma denominação religiosa, ainda está debaixo do DOMINIO da morte, e só Jesus pode libertá-lo.


- Se você faz parte de uma denominação religiosa, assim como a mulher adultera fazia, você ainda está nas mãos de LÍDERES RELIGIOSOS cheios de TREVAS (morte).

- Não importa se os religiosos daquela época eram Fariseus e os de hoje são evangélicos, protestantes ou católicos, todos servem ao mesmo sistema das trevas para aprisionar a humanidade.

- A finalidade destas DOMINAÇÕES religiosas é impedir que você veja a verdadeira Luz, a Única capaz de te libertar das mãos dos teus ACUSADORES, Jesus!

- Quem pensa ser o padre católico ou o pastor evangélico para se colocar no lugar de Cristo em sua vida amado (a)?


"Porque há um só Deus,
e um só Mediador entre Deus e os homens,
Jesus Cristo homem.".
(1º Timóteo 02:05).

- O profeta Isaías chamou estas lideranças religiosas de cães gulosos:



“Todos os seus atalaias são cegos,
nada sabem;
todos são cães mudos, não podem ladrar;
andam adormecidos, estão deitados,
e gostam do sono.

E estes CÃES GULOSOS,
não se podem fartar;
e eles são PASTORES que nada compreendem;
todos eles se tornam para o seu caminho,
cada um para a sua ganância,
cada um por sua parte.”.
(Isaías 56:10-11).

- Estas lideranças religiosas como dizem a Escritura, não se podem fartar, pois são como cão guloso por poder honra e glória.

- Criaram suas DOMINAÇÕES religiosas para nos fazer prisioneiros dos seus ensinamentos, e como cães famintos exploram a nossa fé arrancando até as unhas das ovelhas:



“Porque,
eis que suscitarei um pastor na terra,
que não cuidará das que estão perecendo,
não buscará a pequena,
e não curará a ferida,
nem apascentará a sã;

mas comerá a carne da gorda,
e lhe despedaçará as unhas.”.
(Zacarias 11:16).

- Este pastor que arranca até a unha das ovelhas não é o Bom Pastor, mas o sistema denominacional que usurpou o lugar do Cristo, personificando assim, o governo religioso do anticristo (aquele que ocupa o lugar do Cristo):



"Aqui há sabedoria.
Aquele que tem entendimento,
calcule o número da besta;
porque é o número de um homem,
e o seu número é seiscentos e sessenta e seis.".
(Apocalipse 13:18).

- O governo do anticristo já está em pleno exercício através da DOMINAÇÃO religiosa imposta pelo sistema das trevas (morte).

- Jesus nos advertiu sobre este governo, sobre esta DOMINAÇÃO religiosa:



“E Jesus, respondendo-lhes,
começou a dizer:

Olhai que ninguém vos engane;
Porque muitos virão em meu nome,
dizendo:

Eu sou o Cristo;
e enganarão a muitos.”.
(Marcos 13:05-06).

- Disse Jesus: “Olhai que ninguém vos engane!”.

- Em outras palavras estava o Salvador Jesus nos orientando que muitos ENGANADORES viriam com suas BÍBLIAS na mão, mas que não serviriam a Luz, mas ao sistema das trevas.

- Estes enganadores reinariam no lugar de Cristo, pois muitos diriam: “Eu sou o Cristo!”.

- E o castelo onde estes “reis poderosos” reinariam são as DOMINAÇÕES religiosas construídas por suas próprias mãos, que chamam de “CASA DO SENHOR”.



“E então, se alguém vos disser:
Eis aqui o Cristo; ou: Ei-lo ali;
não acrediteis.

Porque se levantarão falsos cristos,
e falsos profetas, e farão sinais e prodígios,
para enganarem,
se for possível, até os escolhidos.”.
(Marcos 13:21-22).

- Esta palavra dita por Jesus está se cumprindo hoje em cada esquina onde existe uma DOMINAÇÃO religiosa.

- Estamos vivendo tempos onde os argumentos e as “provas” apresentadas pelos ENGANADORES são tão convincentes que até para os escolhidos fica difícil permanecer em Cristo.

- Muitos estão indos em direção do anticristo, do governo religioso das trevas, onde seus líderes fazem SINAIS e PRODÍGIOS:



“E da boca do dragão,
e da boca da besta,
e da boca do falso profeta
vi sair três espíritos imundos,
semelhantes a rãs.

Porque são espíritos de demônios,
que fazem prodígios;
os quais vão ao encontro dos reis da terra
e de todo o mundo,
para os congregar para a batalha,
naquele grande dia do Deus Todo-Poderoso.”.
(Apocalipse 16:14).

- Esses espíritos imundos que saem da boca da trindade profana executam sinais milagrosos, e reúnem os reis do mundo para a batalha contra Deus.

- A imagem dos demônios saindo da boca dos três reis maus significa o engodo e a propaganda verbal que conquistará muitas pessoas (se possível os eleitos) para a sua causa maligna.

- O dragão, a besta e o falso profeta enviam demônios enganadores para seduzir a tantos quanto for possível, através do trabalho dos falsos cristos, líderes de DOMINAÇÕES RELIGIOSAS que chamam de igreja.

- As obras realizadas por estes líderes são tão atraentes que aparentam serem apóstolos de Cristo:



"Porque tais falsos apóstolos
são obreiros fraudulentos,
transfigurando-se em apóstolos de Cristo.

E não é maravilha,
porque o próprio Satanás
se transfigura em anjo de luz.".
(2º Coríntios 11:13-14).

- Amado (a), Paulo afirmou que “o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz!”.

- Satanás e seus servos podem nos enganar parecendo ser atraentes, bons e morais.

- Muitas pessoas incautas seguem um discurso suave, líderes que citam a Bíblia em seitas que os alienam de suas famílias e os leva a prática da idolatria e do engano.

- Porém amado (a), mesmo prisioneiros das DOMINAÇÕES RELIGIOSAS, a humanidade foi alcançada pelo favor de Deus.

- Enquanto as DOMINAÇÕES RELIGIOSAS criaram o curral que prendiam as ovelhas, o Todo Poderoso nos enviou a PORTA de saída que nos leva para os pastos verdejantes:



“Tornou, pois, Jesus a dizer-lhes:

Em verdade, em verdade vos digo
que eu sou a porta das ovelhas.

Todos quantos vieram antes de mim
são ladrões e salteadores;
mas as ovelhas não os ouviram.

Eu sou a porta;
se alguém entrar por mim,
salvar-se-á,
e entrará, e sairá,
e achará pastagens.”.
(João 10:07-09).

- Jesus disse que Ele é a porta das ovelhas!

- Ele é a porta que nos liberta da DOMINAÇÃO RELIGIOSA do 666.

- O que mais nós devíamos meditar nestas palavras de Jesus é quando Ele diz: “ENTRARÁ E SAIRÁ!”.

- Entrará onde?



- Todos nós fomos enganados por aqueles que pregavam em nome Cristo, e acreditando estarmos fazendo a coisa certa, entramos pra dentro do sistema religioso, por isto “ENTRARÁ!”...

- Mas Jesus termina sua frase dizendo que “SAIRÁ!”...

- Em outras palavras, ao fazermos parte da DOMINAÇÃO religiosa, nós aceitamos a Cristo Jesus, no entanto não servimos a Ele, mas ao sistema, por isto continuamos prisioneiros das trevas.

- Mas ao sair de dentro do sistema religioso, encontraremos pastagens:



“Eu sou a porta;
se alguém entrar por mim,
salvar-se-á,
e entrará, e SAIRÁ,
e achará pastagens.”.
(João 10:09).

- Veja que por Ele (Jesus) entraremos e encontraremos salvação, pois somente Ele salva, e não existe um local onde Ele não possa nos alcançar, no entanto, a pastagem verdejante somente o Bom Pastor pode nos dar (fora do aprisco).

- Lá dentro da DOMINAÇÃO 666, todos nós somos alimentados com versículos bíblicos, porém, misturados com o fermento religioso do sistema das trevas.


- Fora do aprisco, nosso Bom Pastor, Jesus, nos dá o pasto verdadeiro e nos faz repousar em águas tranqüilas.

- Pense nisto!

"A ÚNICA VERDADE QUE LIBERTA É A DE DEUS
AS OUTRAS APENAS MACHUCAM"

*

Liberdade de Expressão


É importante esclarecer que este BLOG, em plena vigência do Estado Democrático de Direito, exercita-se das prerrogativas constantes dos incisos IV e IX, do artigo 5º, da Constituição Federal. Relembrando os referidos textos constitucionais, verifica-se:
“é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato" (inciso IV) e "é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença"(inciso IX). Além disso, cabe salientar que a proteção legal de nosso trabalho também se constata na análise mais acurada do inciso VI, do mesmo artigo em comento, quando sentencia que "é inviolável a liberdade de consciência e de crença". Tendo sido explicitada, faz-se necessário, ainda, esclarecer que as menções, aferições, ou até mesmo as aparentes críticas que, porventura, se façam a respeito de doutrinas das mais diversas crenças, situam-se e estão adstritas tão somente ao campo da"argumentação", ou seja, são abordagens que se limitam puramente às questões teológicas e doutrinárias. Assim sendo, não há que se falar em difamação, crime contra a honra de quem quer que seja, ressaltando-se, inclusive, que tais discussões não estão voltadas para a pessoa, mas para idéias e doutrinas.