Angela Natel On sábado, 23 de junho de 2012 At 06:51

1. A REFORMA RADICAL
O estímulo inicial ao anabatismo originou-se com reformador (Igreja Reformada da Suíça), Ulrico Zwínglio, da cidade de Zurique, na Suíça, durante os anos de 1519 e 1523. No fim do ano de 1523, alguns de seus colegas universitários, como Conrad Grebel e Félix Mantz, começaram a sentir que Zwínglio estava olhando mais para a aprovação dos senadores de Zurique do que seguir resolutamente as claras diretrizes da Palavra de Deus.
            Nessa época chegaram às mãos de Grebel, dois tratados de um reformador luterano alemão, chamado Thomas Müntzer, o quais foram lidos com muito cuidado por Grebel e seus amigos. Em 1524, Grebel escreve a Müntzer uma longa carta, intitulada “Concepção da Igreja Livre”. Nessa carta Grebel descreve sobre 5 pontos básicos:
1.      A perda da igreja de sua pureza primitiva.
2.      O mal do sacramentalismo.
3.      A falta de vida espiritual entre os membros da igreja.
4.      O erro de não promover a vida estritamente de acordo com aos princípios do Novo   Testamento.
5.      A necessidade de fundamentar as doutrinas da fé nas Sagradas Escrituras (sola scriptura).

            Thomas Müntzer, apesar de ter sido colega de Lutero (luterano), influenciou muito os anabatistas. Inclusive tentou influenciar Lutero,  por meio de suas idéias políticas com as quais buscava não apenas uma renovação da igreja, mas também mudanças na ordem social.
            Grebel e seus amigos insistiram que Zwínglio levasse avante seu programa original, rejeitasse o batismo de crianças, que era a questão mais polêmica entre a Igreja Protestante e a Reformada. Eles queriam estabelecer imediatamente congregações livres, formada por discípulos dedicados, batizados após uma profissão de fé em Jesus Cristo, e que seguiam a nova vida. Por um pouco mais de um ano, Grebel tentou em vão persuadir Zwínglio, a lançar um programa do mesmo estilo do livro dos Atos dos Apóstolos. Eles criticaram Zwínglio por permitir que o Conselho da cidade impedisse a Reforma em Zurique. Eles não romperam de imediato, esperando que a Palavra e o Espírito Santo pudesse agir na mente e coração de Zwínglio. Mas ele preferiu não contrariar o Conselho da cidade, com medo de perder seu posto.
            No dia 17 de janeiro de 1525 houve um grande debate na cidade de Zurique, entre Grebel e Zwínglio, a respeito do batismo de crianças, o qual defendia Zwínglio. Como não havia mais acordo, romperam com o relacionamento. Assim, finalmente no dia 21 de janeiro de 1525, uns doze homens, tementes a Deus, se reuniram na casa de Félix Mantz, em Zurique, e, sob a direção de Grebel, este batizou primeiro a Jorge Cajacob, posteriormente conhecido por Jorge Blaurock, um ex-sacerdote que recém havia se reunido ao grupo, e que então, por sua vez, passou a batizar os demais homens do grupo.
            Em resumo podemos dizer que os reformadores anabatistas buscavam uma igreja:
  • Livre do Estado, onde Jesus Cristo é o Senhor, e a Palavra a autoridade. Esta igreja é o Corpo de Cristo.
  • Que batiza somente pessoas que nasceram de novo, de acordo com sua confissão de fé pessoal.
  • Onde as pessoas se consideram parte do Corpo de Cristo, e se servem uns aos outros, de acordo com os dons que receberam.
  • Disposta a obedecer a Jesus Cristo como Ele ensinou no Sermão do Monte, amando uns aos outros, e amando os inimigos - uma igreja pacifista.
  • Dirigida por pastores que são escolhidos pelos seus membros, pois pastorear e guiar são dons do Espírito Santo. Os pastores devem seguir o exemplo de Jesus, servir e amar as pessoas.

1.1 AS PRIMEIRAS PERSEGUIÇÕES

A partir de 1525, existiram numerosas igrejas de anabatistas  na Suíça  e no sul da Alemanha. Elas cresceram em número muito rapidamente, não apenas nessas regiões, como também pelo noroeste da Alemanha e Holanda, e ao leste, na Áustria. A perseguição começou imediatamente por recusarem a batizar suas crianças, e a sua oposição às igrejas oficiais ligadas ao Estado.
            Milhares destes cristãos sinceros morreram queimados, afogados ou mortos à espada. A tortura foi largamente usada na quebra de vontade e obtenção de informações sobre os irmãos e suas atividades. Em geral, a feroz perseguição foi bem sucedida na exterminação dessa irmandade. Porém, pequenos grupos conseguiram sobreviver na Suíça, no noroeste da Alemanha e na Holanda. Completa tolerância não foi alcançada em certos países, como por exemplo, até o século XIX.

DATAS DAS PRIMEIRAS PERSEGUIÇÕES A PARTIR DE 1525:
·         Em 16 de março de 1525 foi decretado um exílio contra o novo grupo, sendo presos 24 pessoas neste dia.
·         Em 18 de novembro, Grebel, Mantz e Blaurock, foram presos e privados de comunicação;
·         Em 5 e 6 de março de 1526, eles foram condenados à prisão perpétua, mas escaparam alguns dias depois.
·         Em julho de 1526, Grebel morre de uma epidemia, aos 28 anos;
·         Em 5 de janeiro de 1527, Mantz foi afogado no rio, em Zurique;
·          No mesmo dia, Blaurock foi açoitado quase até a morte;
·         Em 6 de setembro de 1527, Blaurock foi queimado vivo;
·         Em 1534 haviam  aprox. 2.000 anabatistas;

            A perseguição ao movimento anabatista foi tal que, nos primeiros dois anos, eles perderam vários de seus líderes principais. Além disso, entre alguns dos grupos anabatistas começou-se a promover algumas doutrinas estranhas. A fim de consolidar o novo movimento, Michael Sattler, um ex-monge beneditino alemão que se unira aos integrantes do círculo de Grebel em Zurique, convocou um encontro de líderes anabatistas.

1.2 PRIMEIRA CONFISSÃO DE FÉ ANABATISTA – DE SCHLEITHEIM

Em 24 de fevereiro de 1527, numa aldeia em Schaffhausen chamada Schleitheim, os irmãos Suíços dispersos, e às vezes dissidentes, chegaram a um acordo acerca do que eles entendiam ser uma fé e um modo de vida bíblico. A liderança desses irmãos recaiu sobre Michael Sattler.  
            Definiram-se sete artigos, finalmente adotados de modo unânime pelos "irmãos e irmãs" presentes.
Esses sete artigos se podem resumir assim:
1.          Serão batizados apenas os que andarem na ressurreição ou seja, os que mostrarem vida transformada pelo poder de Deus;
2.          Os membros que retornarem para uma vida de pecado e se negarem a voltar a um discipulado fiel, terão de ser excluídos como membros;
3.          Os que desejarem participar da Ceia do Senhor, devem unir-se na fé e no batismo de crentes;
4.          Os cristãos devem viver uma vida santa, ou seja, à parte dos pecados da sociedade a seu redor;
5.          A congregação será servida por pastores. Seus deveres consistem em pregar a Palavra de Deus, presidir às celebrações da Ceia do Senhor e ser supervisores, em geral, dos membros;
6.          Os discípulos cristãos devem, em toda e qualquer circunstância, adotar a atitude do Salvador sofredor. Nunca usarão a força ou a violência, nem entrarão em guerra alguma;
7.          Em obediência estrita às doutrinas de Cristo, os membros nunca pronunciarão juramento de qualquer espécie, nem mesmo juramentos civis. Simplesmente deverão afirmar a verdade.

            Na carta que acompanhava os Sete Artigos, Sattler reconhece que alguns dos irmãos não tinham entendido cabalmente a vontade de Deus no passado, mas agora sim. Todos os erros passados se perdoam de verdade quando os crentes oram a respeito dos seus defeitos e culpabilidade; têm uma posição perfeita "por meio do perdão misericordioso de Deus e o sangue de Jesus Cristo".
            Por causa da perseguição aos anabatistas, estes se espalharam pela Suíça e sul da Alemanha. Em Waldshut, o pastor Baltasar Hubmaier, junto com toda a sua congregação aceitaram o batismo como adultos. Logo ele foi perseguido, e fugiu para a Moravia.


2.  MENNO SIMONS

Menno Simons nasceu no ano de 1496, numa família de colonos holandeses, na cidade de Witmarsum, província de Friesland. Seu pai, de nome Simon, chamou seu filho de Menno; e pelo costume, Simons significava “filho de Simon”.  Assim ele passou a ser conhecido por Menno Simons.
            Desde cedo seus pais decidiram consagrar seu filho ao serviço da Igreja, a Igreja Católica, e preparando-o para o sacerdócio. E para isso, confiaram sua custódia a um Mosteiro, provavelmente franciscano. Com isso dedicou muitos anos de sua vida aos exercícios espirituais e aprendeu muito bem o latim e o grego. Com isso leu muitos manuscritos em latim, dos Pais da Igreja, como Tertuliano, Cipriano e Eusébio.
            Sua ordenação ao sacerdócio ocorreu em 1524, aos 28 anos de idade, na cidade de Utrecht. Seu primeiro ministério foi como capelão na aldeia de Pingjum, próximo de Witmarsum, onde oficiou por um período de sete anos (1524-1531). Em 1531 foi transferido como pároco, para a cidade de Witmarsum, onde oficiou até janeiro de 1536, quando declinou ao serviço na Igreja Católica, para se unir a um pequeno grupo de devotos evangélicos liderados por Obbe Philips, conhecido por anabatistas ou obbenitas.
            Os doze anos de serviço de Menno Simons na Igreja Católica transcorreram aparentemente de forma normal para um sacerdote de uma localidade. Ocupava seu lugar como ministro católico, exercendo todas as funções concernentes, e, como a maioria das pessoas, gostava de passar as noites jogando cartas e bebendo vinho, bem como participar de diversas frivolidades.
            Mas as aparências exteriores não refletiam toda a história de Menno, durante os doze anos de ministério.
            Muitas dúvidas o atormentavam, com relação a alguns dogmas da Igreja Católica, causando uma grande luta interior, até que rompeu com os laços com a Igreja Católica, e marchou publicamente na fé e na liberdade do Evangelho.
            Uma das experiências mais marcantes de Menno Simons, antes de romper com a Igreja Católica, foi durante uma missa, em que sua mente foi tomada que como de assalto, sobre o significado do pão e vinho usados na ceia. A Igreja Católica ensinava que esses elementos se transformavam literalmente na carne e no sangue de Jesus, no ato de serem ingeridos – denominada de teoria da transubstanciação. Não se sabe como Menno chegou a esses pensamentos. Se havia sido influenciado pelos escritos de Lutero, ou de um irmão holandês, que havia já escrito que esses elementos são meros símbolos do sofrimento e morte de Cristo.
            Muitas outras dúvidas haviam na mente de Menno, com relação aos dogmas da Igreja Católica. Ele havia aprendido que não crer nesses dogmas e doutrinas da Igreja, levavam à morte eterna. Depois que resolveu abrir a Bíblia e estudá-la a fundo, percebeu que muitas coisas ele pregava e ensinava não tinham base bíblica. O que fazer agora? Influenciado por Lutero, de que a violação dos mandamentos dos homens não pode levar à morte  eterna, Menno começou a rejeitar gradativamente as doutrinas da Igreja Católica. Mas ele também sabia que isso logo o levaria a uma excomunhão. Desde 1528 até 1531, Menno lutou com esses fatos. Seu progresso no Evangelho foi lento. Ademais, ele sempre foi um sacerdote fiel, e mesmo rejeitando as missas da católicas, ele continuo realizando-as por alguns anos.
            No dia 20 de março de 1531, um holandês de nome Sicke Freerks foi executado por ter se batizado pela segunda vez. E isso chamou muito a atenção de Menno, o fato de alguém ter uma fé a ponto de morrer por ela. Ele ficou muito impressionado com isso, e assim, no mesmo ano, ele rompe com a Igreja Católica. Em 7 de abril, seu irmão também foi morto num motim contra o governo, por causa de suas convicções religiosas. Influenciado também com a morte de seu irmão, Menno decidiu finalmente se entregar totalmente ao Senhor Jesus. Mesmo assim, ele permaneceu por mais 9 meses na paróquia, onde exercia seu ministério, e, finalmente em 30 de janeiro de 1536, ele entrega todo o cargo na Igreja Católica e se une definitivamente aos anabatistas.
            A partir dessa data, Menno passou a organizar o grupo de anabatistas, que andava muito disperso, e sem um líder forte, em função das muitas perseguições. Dessa forma, os anabatistas foram chamados de “mennist”,  ou seja, traduzido para o português, significa “menonitas”.
            Menno, assim como os demais anabatistas, defendiam uma igreja sem a interferência do estado, ou seja, de pessoas convertidas, tendo as Escritura como autoridade máxima para a vida da igreja. 
             
3. OS MENONITAS NA EUROPA

Em 1667, separatistas fugidos da Inglaterra por causa das perseguições naquele país, chegaram à Holanda e entraram em contato com os menonitas. Os ingleses que foram influenciados pelo ponto de vista anabatista/menonita, fundaram em 1612 a primeira igreja Batista (ou Anabatista) da Inglaterra. Destes primeiros batistas ingleses procederam os demais batistas que fundaram muitas igrejas no mundo da língua inglesa, como também, nos tempos modernos, em muitos outros países.
            Durante os séculos XVIII e XIX, milhares de menonitas de origem suíça e holandesa, muitos deles da Rússia, para onde imigraram procurando obter completa liberdade religiosa, estabeleceram-se na América do Norte. Lá os menonitas cresceram e hoje nos Estados Unidos e Canadá há em torno de 500.000 membros.
            Embora o maior grupo de menonitas encontram-se localizados nos Estados Unidos e Canadá, há hoje igrejas menonitas em seis continentes do mundo: África, América do Norte, América do Sul, Ásia, Austrália e Europa. Estas igrejas sã o resultado de imigrações e da expansão missionária. Hoje há um total de quase 1.500.000 membros em 75 países (estatística de 2006).
            Ainda nos séculos XVI e XVII, os menonitas na Europa experimentaram muita divisões. E com essas divisões, surgiram outros grupos, tais como os AMISH, HUTTERITAS, AMISH DA ORDEM ANTIGA. Esses grupos ainda existem nos dias atuais, principalmente nos Estados Unidos, Canadá, México, Bolívia e Paraguai.


4. OS MENONITAS NA RÚSSIA

Em função das muitas perseguições, os menonitas, desde o início, acostumaram-se a viver em colônias, onde um ajudava o outro, em suas dificuldades. Outra razão de viverem em grupos, ou em colônias, foi em função do serviço. Como eram pacifistas, e se negavam a usar armas, procuravam viver em países onde o serviço militar não era obrigatório. No entanto, isso nem sempre foi fácil para eles.
            Assim, em 1762-1763, Catarina II, ou Catarina a Grande, czarina da Rússia, e por ser de descendência alemã, convidou os menonitas alemães a se estabelecerem no Sul da Rússia, uma região desocupada pelos turcos. Essa negociação levou alguns anos, e então, a partir da década de 1780, muitas famílias de menonitas se mudaram para a Rússia (os primeiros saindo de Danzig, atual Gdansk, na Polônia), formando enormes colônias, onde podiam cultivar livremente as terras, terem suas escolas, seminários, hospitais, etc., e o que era mais importante, sem a obrigatoriedade do serviço militar. Uma vez na Rússia, os menonitas começaram a gozar de uma relativa paz, e como as terras eram muito férteis, logo toda aquela Região passou ser conhecida com “Celeiro da Rússia”.
            Com a prosperidade, observou-se também um certo esfriamento espiritual. A disciplina na igreja não era mais tão rígida. E muitas coisas começaram a ser toleradas. Além disso, havia a questão do batismo. Este sempre tinha sido praticado por aspersão. Com tudo isso, um grupo de menonitas procurou trazer de volta alguns valores espirituais para a igreja, mas não obtiveram êxito. Com a insatisfação desse grupo, que foi denominado de irmãos, e a consequentemente separação da igreja menonita, surge a partir da década de 1860, a IGREJA IRMÃOS MENONITAS.
            A partir de 1917, com o advento do comunismo na Rússia, os menonitas começaram a perder suas propriedades, que foram todas confiscadas pelo governo russo, e além disso, foram fortemente perseguidos por causa da religião. Muitos começaram a deixar a Rússia, em direção a outros países, principalmente Canadá e Estados Unidos. Mas foi em 1929, que o último grande grupo conseguiu a liberdade, sendo asilados na Alemanha. Como a Alemanha estava num caos financeiro, em função do pós guerra (Primeira Guerra Mundial), o país não tinha condições de ficar com esse povo. Dessa forma, o governo alemão ajudou a repatriar os menonitas. Muitos foram para o Canadá, Paraguai e uma pequena leva para o Brasil.

5. OS MENONITAS NO BRASIL

Foi no ano de 1930 que 200 famílias de menonitas chegaram ao Rio de Janeiro, Brasil. Depois de um período de quarentena na ilha das Flores, eles foram levados para o interior do Estado de Santa Catarina, numa região denominada vale do Alto Rio Krauel, hoje município de Witmarsum. Em função das dificuldades enfrentadas nas matas virgens, e buscando novas terras para cultivar, os primeiros menonitas saíram em 1934 em direção ao Paraná, fundando assim a bacia leiteira no bairro do Boqueirão, em Curitiba. Um outro grupo se mudou para Bagé – RS (próximo à divisa com o Uruguai), fundando a Colônia Nova, e entre 1949 a 1952, os últimos menonitas saíram de Santa Catarina, fundando a Colônia Witmarsum, próximo a Palmeira – PR. Esses menonitas, dos quais muitos ainda estão vivos hoje, tiveram no início muitas dificuldades para se estabelecerem. Mas por causa do espírito de solidariedade, através do qual uns ajudavam aos outros, logo puderam superar as primeiras dificuldades, e passaram a ser produtores de leite e também muitos empresários se destacaram os anos seguintes.
            A partir de 1954 no entanto, foram enviado os primeiros missionários ao Brasil, fundando algumas igrejas em São Paulo, a partir de 1955, e também em Araguacema, em 1956. Essas novas igrejas, fundadas por iniciativa de agências missionárias norte-americanas, deram  origem à Associação Evangélica Menonita (AEM), fundada no dia 16 de maio de 1957, por um conselho de missionários americanos, tendo como finalidades:
ü    Estabelecer igrejas modeladas pelas que estão descritas no Novo Testamento
ü    Fundar escolas bíblicas para treinar obreiros no Evangelho de Cristo
ü    Estabelecer de desenvolver projetos ou institutos agrícolas educacionais e caritativos
            Anos mais tarde foram criadas as Livrarias Evangélicas em Campinas, Brasília e Ribeirão Preto, e também a Editora Cristã Unida, com o objetivo de divulgar literatura cristã no Brasil.
             Em 2005 a AEM, depois de alguns anos de debate sobre a mudança em sua estrutura, passou a ser denominada de ALIANÇA EVANGÉLICA MENONITA (AEM).
A AEM é uma associação de igrejas Menonitas, fundadas no Brasil a partir da vinda de missionários a partir de 1954.
            Autualmente a AEM é constituída por 36 igrejas (incluindo algumas congregações -menos de 20 membros), e tem aproximadamente 2.800 membros, sendo organizada em 6 regiões geográficas: São Paulo (RI), Paraná e Santa Catarina (RII), Goiás (RIII), Tocantins e Pará (RIV), e Pernambuco (V) e Distrito Federal (RVI).


6. OS MENONITAS NO PARANÁ

Os menonitas de origem alemã, provenientes da Rússia, realizaram sua primeira conferência nos dias 15 e 16 de outubro em 1932, no vale do  Rio Krauel, fundando assim a atual Associação das Igrejas Menonitas do Brasil. Os cultos, por causa da língua, eram todos dirigidos na língua alemã. Só com o decorrer dos anos, após dominarem melhor a língua portuguesa, passaram a se preocupar com o evangelismo. Com isso foram fundadas as igrejas da Vila Lindóia, Palmeira e Xaxim.
            Outras igrejas foram surgindo ao longo dos anos, de acordo com a lista abaixo. E com o objetivo de integrar essas igrejas, de fala estritamente portuguesa, foi formada a Associação Evangélica Menonita Regional II, em 1977, composta pelas igrejas:

1.      Igreja da Vila Lindóia, fundada por iniciativa da Igreja da Vila Guairá, em 1962
2.      Igreja da Vila Rosa – Palmeira, por iniciativa da Igreja de Witmarsum, em 1969
3.      Igreja no bairro Xaxim – Curitiba, por iniciativa da Igreja do Boqueirão, em 1969
4.      Igreja no bairro do Pinheirinho – Curitiba, por iniciativa da Igreja do Xaxim, em 1978
5.      Igreja Vida Nova – Palmeira, por iniciativa de um casal de administradores da AMAS, em 1983
6.      Igreja em Ponta Grossa, por meio de missionários dos EUA, em 1984
7.      Igreja em Jardim Eliza – Pinhais, por iniciativa do Pr. Antônio de Souza (V. Lindóia), em 1987
8.      Igreja em Piçarras, por iniciativa da Igreja do Xaxim, em 1991
            A partir do ano de 2005, quando a Associação Evangélica Menonita passou para Aliança Evangélica Menonita, algumas igrejas não concordaram com a mudança, permanecendo assim as seguintes igrejas, que formam a AEM atual:
1.      Igreja Menonita Ágape de Curitiba (antiga Igreja do Xaxim)
2.      Igreja Evang. Menonita do Pinheirinho
3.      Igreja Evang. Menonita de Vila Rosa – Palmeira
4.      Igreja Evang. Menonita de Porto Amazonas
5.      Igreja Evang. Menonita de  Pinhais
6.      Congregação do Bairro Novo





REFERÊNCIAS

1. DYCK, Cornelius J. Uma Introdução à História Menonita. Campinas-SP: Cristã Unida, 1992.
2. MARTINEZ, Juan F. História e Teologia da Reforma Anabatista. Campinas-SP: Cristã Unida, 1997.
3. BENDER, H. S., HORSCH, J. Menno Simons: Su Vida y Escritos. Pennsylvania, USA: Herald Press,1997

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