Angela Natel On sábado, 28 de abril de 2012 At 09:19



- Líderes religiosos afirmam que Abraão e jacó eram "dizimistas fiéis" e que os crentes em Cristo Jesus também devem ser.

- Usam Dois grandes personagens do Antigo Testamento para extorquir financeiramente seus fiéis cobrando 10% de sua renda todo final de mês, fora as ofertas, patrocínios, mantenedores etc...

- Hoje, sem a contaminação religiosa imposta por eles (líderes religiosos), vamos ver se realmente estes dois personagens bíblicos davam DINHEIRO para algum líder religioso.


INTRODUÇÃO:



- A lei dos dízimos nunca foi dinheiro, mas sempre alimento e faz parte das leis cerimoniais abolidas por CRISTO na cruz. 

- Consistia de ordenanças da carne, comidas bebidas e abluções. 

- Estava ligada ao sistema sacrifical e era uma lei levítica. 

- Deveria existir até ao tempo da reforma, quando JESUS viesse.



"E o véu do templo se rasgou em dois,
de alto a baixo.".
(Marcos 15:38).


- Quando JESUS vem e morre na cruz, é rasgado o véu do Santuário e todas as leis cerimônias encontram seu fim. 

- Agora não há mais santuário na Terra, nem Templo, nem sacerdócio levítico, nem lei de dízimos. 

- Desde então nenhuma destas coisas faz parte do ensino de JESUS CRISTO e nunca foi prática de qualquer um de Seus apóstolos ou discípulos.


OS ÚNICOS DOIS TEXTOS DE GÊNESIS:


- O dízimo é praticado duas vezes em Gênesis.

- Em nenhum dos textos é ensinado ser uma prática dos adoradores de DEUS ou se quer insinua que deva ser. 

- Tampouco existia como lei de DEUS e nem estava sendo constituída como uma lei para Seu Reino. 

- A primeira aparece no capítulo 14 e a segunda no capítulo 28.


1ª ABRAÃO ENTREGA 100% DO DESPOJO DA GUERRA:


‘E Melquisedeque, rei de Salém,
trouxe pão e vinho;
e era este sacerdote do Deus Altíssimo.
E abençoou-o, e disse:
Bendito seja Abrão pelo Deus Altíssimo,
o Possuidor dos céus e da terra;
e bendito seja o Deus Altíssimo,
que entregou os teus inimigos nas tuas mãos.
E Abrão deu-lhe o dízimo de tudo.
E o rei de Sodoma disse a Abrão:
Dá-me a mim as pessoas,
e os bens toma para ti.
Abrão, porém, disse ao rei de Sodoma:
Levantei minha mão ao SENHOR,
o Deus Altíssimo,
o Possuidor dos céus e da terra,
jurando que desde um fio até à correia de um sapato,
não tomarei coisa alguma de tudo o que é teu;
para que não digas:
Eu enriqueci a Abrão;
Salvo tão-somente o que os jovens comeram,
e a parte que toca aos homens que comigo foram,
Aner, Escol e Manre;
estes que tomem a sua parte.”.
(Gênesis 14:18-24).

- Abraão entregou o dízimo diretamente a um homem. 


- Para as organizações religiosas isso seria grande pecado, pois o dinheiro teria que chegar à conta corrente da empresa religiosa. 

- Abraão não é padrão para o tipo de dízimo praticado pelas igrejas.

- Não foi de seus pertences, mas dos pertences do rei de Sodoma que Abraão deu o dízimo.

- Abraão era poderoso fazendeiro, possuidor de grande quantidade de animais e tinha muitos pastores que cuidavam de seus gados:


“E não tinha capacidade a terra
para poderem habitar juntos;
porque os seus bens eram muitos;
de maneira que não podiam habitar juntos.
E houve contenda
entre os pastores do gado de Abrão
e os pastores do gado de Ló;
e os cananeus e os perizeus
habitavam então na terra.”.
(Gênesis 13:06-07).

- Tinha centenas de servos nascidos em sua casa, e quando foi para a guerra “fez sair trezentos e dezoito homens dos mais capazes, nascidos em sua casa,” tal era a prosperidade financeira desse homem:


“Ouvindo, pois,
Abrão que o seu irmão estava preso,
armou os seus criados, nascidos em sua casa,
trezentos e dezoito,
e os perseguiu até Dã.”.
(Gênesis 14:14).

- Abraão era “muito rico; possuía gado, prata e ouro.”:


“E era Abrão muito rico em gado,
em prata e em ouro.”.
(Gênesis 13:02).

- De seus pertences nunca deu dízimo pra Melquisedeque nem pra qualquer pessoa. 

- Fica evidente que ele não é a base para qualquer dizimista como pretendem os líderes religiosos.

- Os outros 90% Abraão devolveu ao rei de Sodoma, pois não lhes pertencia. 

- Abraão fez questão de entregar 100% de todo aquele recurso que havia conseguido na guerra. 


- Mais uma vez não é padrão de qualquer forma para os falsos dízimos de hoje.

- Abraão jamais repetiu este ato. 

- Deu o dízimo uma única vez e mesmo assim não foi de seus pertences. 

- Nunca fez isso uma segunda vez, nem muito menos foi doador sistemático como pretendem os pastores das igrejas, exploradores do rebanho.

- A Bíblia está contando um fato e não dizendo que devemos imitar. 


- Se fosse assim poderíamos pensar que podemos fazer um filho fora de nosso casamento como a Bíblia conta que Abraão fez. 

- Ou que devemos fazer guerra como ele fez.

- Em nenhum lugar da Bíblia é dito que devemos dizimar como Abraão. 

- E em nenhum lugar ele é citado como exemplo de dizimista como faz os pregadores frívolos de hoje, ou os sinceramente enganados.

- Ao entregar para o rei Melquisedeque 10% dos ganhos da guerra, Abraão estava sendo culturalmente correto, pois era essa uma prática entre os religiosos fora do judaísmo, pois a religião de Israel ainda nem se quer existia. 

- Ao ler História Antiga descobrimos que fazia parte da cultura pagã, como no Egito, os sacerdotes viverem do dízimo do povo. 


- Certamente este Melquisedeque era um rei-sacerdote para a região e sempre que alguém vinha com despojos de guerra deveria entregar 10%, visto que este reino sacerdotal não entrava na guerra, mas se dedicava a intercessão junto à divindade.


2ª JACÓ FAZ UM VOTO A DEUS:


“Então levantou-se Jacó
pela manhã de madrugada,
e tomou a pedra que tinha posto por seu travesseiro,
e a pôs por coluna,
e derramou azeite em cima dela.
E chamou o nome daquele lugar Betel;
o nome porém daquela cidade antes era Luz.
E Jacó fez um voto, dizendo:
Se Deus for comigo,
e me guardar nesta viagem que faço,
e me der pão para comer,
e vestes para vestir;
E eu em paz tornar à casa de meu pai,
o SENHOR me será por Deus;
E esta pedra que tenho posto por coluna
será casa de Deus;
e de tudo quanto me deres,
certamente te darei o dízimo.”.
(Gênesis 28:18-22).

- Certamente Jacó cumpriu o seu voto, mas não sabemos como ele entregou pra DEUS os 10%. A Bíblia não diz onde foi parar o recurso de 10% votado por Jacó.

- Se alguém quiser imitar Jacó, será reprovado pelos pastores. 


- Pois eles querem ver seus dízimos entrarem nos relatórios deles.

- E se todo cristão fizer como Jacó?! 

- Assim também se quisermos podemos votar entregar para DEUS 10% do que ganhamos, mas como Jacó, ninguém ficará sabendo onde foi parar o dinheiro. 


- Isso será motivo de muita ansiedade para os zelosos defensores da pseudodoutrina do dízimo sagrado.

- O fato de alguém votar algo pra DEUS não obriga que outros façam o mesmo. 

- O voto de Jacó é obrigatório pra ele e não pra você.

- O dízimo não foi uma exigência que partiu de DEUS para Jacó, mas foi um ato voluntário que partiu de Jacó para DEUS.

- Jacó daria o dízimo, não com a finalidade de ser abençoado, mas como resultado de ter sido abençoado. 


- Isso é bem diferente dos discursos que exploram os fiéis hoje em dia nas igrejas que freqüentam.

- DEUS não está vendendo bênçãos, nem tampouco sendo sócio dos homens em seus negócios seculares. 

- As empresas religiosas iludem as pessoas com superstições do tipo:
“Se você der 10% do que ganha para DEUS,
 então Ele derramará bênçãos sem medidas sobre você e sua família.”.

- Mas quando você não vai bem nos negócios então o lobo sagaz pergunta se você está em dia com DEUS!

- Isto é, se você está dando 10% para os cofres da empresa religiosa. 

- Dizem que aí está a causa do problema. 


- Prometem que se você for um dizimista fiel, então DEUS cumprirá Sua promessa. 

- Assim iludem as pessoas com promessas de prosperidade financeira para quem é fiel nos dízimos e toda sorte de maldições para os infiéis.

- Esses discursos ridículos escondem a verdade que a grande maioria de todos os fiéis dizimistas é pobre e nunca passaram a ganhar mais porque deram para o SENHOR. 

- Se fosse como eles pregam, então esses pobres dizimistas seriam todos ricos, mas continuam pobres.

- Isso é o cúmulo da estupidez religiosa que faz DEUS parecer um pedinte miserável pronto a castigar os que não lhe pagam tributo.


- Então amado (a), se você quiser fazer um voto de dar dez por cento do seu salário pra Deus, é evidente que isto não é pecado, mas dê seu dez por cento pra Deus, não para estes pregadores, pois eles não são Deus, são homens pecadores assim como você e eu.

- Você me perguntará: “Como darei 10% do meu salário a Deus então?”.

- Jesus responde:


“Porque tive fome,
e destes-me de comer;
tive sede, e destes-me de beber;
era estrangeiro, e hospedastes-me;
estava nu, e vestistes-me;
adoeci, e visitastes-me;
estive na prisão, e fostes ver-me.
Então os justos lhe responderão, dizendo:
Senhor,
quando te vimos com fome, e te demos de comer?
ou com sede, e te demos de beber?
E quando te vimos estrangeiro,
e te hospedamos?
ou nu, e te vestimos?
E quando te vimos enfermo,
ou na prisão, e fomos ver-te?
E, respondendo o Rei, lhes dirá:


Em verdade vos digo
que quando o fizestes a um
destes meus pequeninos irmãos,
a mim o fizestes.”.
(Mateus 25:35-40).


"A ÚNICA VERDADE QUE LIBERTA É A DE DEUS
AS OUTRAS APENAS MACHUCAM"
*












http://manadiariodopregador.blogspot.com.br/2012/04/o-dizimo-de-abraao-e-jaco.html

3 comentários:

Jorge da Silva Abreu disse...

Boa noite a todos.

Quero discordar de alguns pontos deste post.
1º) O simples fato de parte do dízimo ter sido dado com o alimento, não quer dizer que a palavra dízimo signifique alimento. A palavra dízimo tem origem na expressão em latim "decimus" que signfica a décima parte, e além disso o dízimo não era uma exclusividade do sacerdócio levítico e nem tão pouco de Abraão e de Melquisedeque, pois muito antes destes, os egípcios já ofereciam 1/5 de sua colheita ao culto do deus Hapi, que muita das vezes era associado a Osiris, o deus da fertilidade do Nilo. Os dez porcento ganhou enfase, quando nas tribos de Israel, na contagem do rebanho, eles contavam de 1 a 9, onde a décima cabeça era retirada para o dízimo. Além disso, o dízimo não era só doado com gado e alimento, mas também com dinheiro (Dt 14.22-27). Este sistema foi adotado por milênios por outras nações que surgiram mais tarde tais como persas, gregos e Romanos, tendo sido este último império mudado o nome para tributo. Os dízimos eram doações de qualquer coisa que pudesse ser usada como dinheiro na Antiguidade, como animais, armas, frutas e água. A Igreja Católica institucionalizou a cobrança no Concílio de Macon, em 585, estabelecendo a quantia de 10% das posses dos fiéis. Mas foi Carlos Magno, rei dos francos, que expandiu a prática: conforme alargava seu império no século 9, difundia a cobrança nas regiões conquistadas. Com o tempo, os governos entraram na jogada. "A Igreja permitiu reis a cobrarem o dízimo, mediante o compromisso de expandir a fé cristã", diz Diego Omar Silveira, historiador da UFMG. Com a separação entre Igreja e Estado, a partir do século 18, o dízimo voltou a ser um tributo exclusivamente religioso.

2º) Os dízimos não tinha só a finalidade de ser ofertar a culto de sacrifício, mas sim era para sustentar o sacerdócio levítico, eis que os levitas (povos originários da tribo de Levi) ficaram com a responsabilidade da manutenção do templo e não herdaram terras, além disso era também para sustentar as viúvas e os necessitados (Num 18.23-24 e Dt 14.27-29).

3º) O que Jesus rasgou não foi a lei, mas sim o véu da maldição da lei que era a sua má interpretação (2º Cor 3.14), pois Jesus disse: "Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas: não vim abrogar, mas cumprir. Mateus 5:17". E Ele a cumpriu de cabo a rabo, agora imagine Jesus abolindo a lei do decálogo (dez mandamentos) que diz "Não matarás".

4º e último) Abraão não deu 100% de tudo e sim o dízimo (10 %) de tudo (Gen 14.20)

ady reis lima disse...

Jorge da s. Abreu, se vc não consegue entender peça alguem para te explicar, seu comentário foi péssimo

Detetive disse...

Excelente postagem meu amigo! Agradeço ao Criador por existir pessoas como vc que não tem medo de dizer a verdade!
É difíciu para os religiosos entenderem porque foi dito que isso é certo a vida toda, aliás a séculos!

Liberdade de Expressão


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