Angela Natel On domingo, 11 de março de 2012 At 06:30

A Bíblia tem uma mensagem clara, embora a sua "gramática", conjuntos de interrelações e princípios não seja definitivamente humana. Dessa forma só quando se foge do que ela diz, invertendo-se arbitrária e despropositadamente as suas revelações é que o que ela diz parece-nos um disparate.

Contudo as nossas contradições são tantas baseadas em interesses pouco ou nada razoáveis que em uma análise mais razoável é fácil descobrir como freqüentemente nos enganamos, caindo em nosso próprio laço.

A Bíblia declara que o homem não é inocente, é culpado e em princípio o primeiro responsável por sua própria desgraça, seja qual for ela finalmente. Um erro é cometido e todas as consequências possíveis se materializam diante do ser humano. Opostamente Deus já providenciara anteriormente para que as coisas não fossem como freqüentemente passam a ser.

A nossa reação e sentimento aparentemente natural é que somos "donos de nossos narizes", isso quando não o conhecemos e quando o conhecemos. Em várias situações da vida escolhemos ser e estar em certas posições sejam quais forem e nos orgulhamos disso até que fatalmente quebramos a cara e quando em algumas situações finalmente no último minuto damos-nos conta do nosso erro.

Eu disse que agimos assim antes de conhecê-Lo, quando nos recusamos a aceitá-Lo como Deus existente e real, quando rejeitamos a idéia dEle existir, ou de ter alguma ingerência e direito sobre nós, ou ainda quando religiosos, O defendemos, defendemos idéias acerca dEle, e quando escolhemos fazer coisas em seu nome e dedicadas a Ele de algum modo.

Em todas as situações rapidamente aventadas acima, nos encontramos conduzindo a nossa própria vida de um lado para o outro, fazendo coisas, dizendo e declarando coisas, amando e odiando coisas, tendo prazeres e dores. Ainda a partir disso "religiosos" configurado e reconhecidos como tal, qualquer que seja a sua religião, filosofia, igreja, denominação, congregação, teologia, etc não diferimos dos não religiosos, dos anti-religião, dos religiosos figurativos e dos ateus. O que fazemos todos é andar em nossos próprios caminhos, alguns decidida e claramente longe dos propósitos  divinos e outros  com alguma proximidade prática.

Daí a Bíblia declarar que TODOS PECARAM e TODOS SE FIZERAM INÚTEIS. Os de fora da igreja são pecadores e os de dentro da igreja também. A diferença é a informação que os primeiros têm e claramente ignoram e se opõem e os de dentro da religião ( falando da igreja cristã ) que dizem aceitá-la mas a distorcem na maioria das vezes adequando as suas preferências individuais.

Todos nós não queremos ser conduzidos a não ser nos momentos de extrema necessidade e perigo. Não é errado nem proibido, que não possa e não possa ser feito legitimamente. O problema é que a desobediência, o desejo de independência está sempre presente em nós. Passadas as necessidades e o medo legítimos continuamos a tocar as nossas vidas em todas as esferas da vida a nosso modo e gostamos muito disso, essa é a nossa verdadeira prática todos os dias.

É inútil a velha discussão teológica entre calvinistas e pressupostos arminianos. Todos incluindo calvinistas escolhem seguir o seu caminho e defender as idéias que defendem tanto quanto todos os demais seres humanos. Todos, eles e os demais , nós todos somos convidados, exortados a nos arrependermos e a nos deixarmos conduzir por um Deus que deseja nos conduzir, ensinar, guiar e dar compreensão, verdadeira sabedoria de todas as coisas que precisamos.

Somos seres desobedientes em todo o tempo. Quisera a maioria ou muitos de nós experimentarmos a vida de Enoque, que andou com Deus e Deus para Si o tomou. Somos recalcitrantes contra os aguilhões como Saulo, que mesmo depois de convertido e chamado de Paulo, dedicado a Deus, era ainda um homem que, registrado nas Escrituras desobedeceu ao Espírito, indo até determinada cidade que Deus havia lhe dito para não ir. O mesmo Paulo que Deus teve que manter a sua fraqueza para que o poder dEle ( de Deus ) se aperfeiçoasse nele ( em Paulo ).

Eu sou desobediente e você é desobediente. Somos como mulas e burros que  só a força segue por um caminho. A situação é tão grave que quando alguém se coloca mais do que outros sob a direção de Deus ( e isso é fato inegável ) até a estes Deus não explica certas coisas, mas os empurra e joga em determinadas situações. Há uma pessoa que Deus nos falara que não deveríamos dizer mais  nada a ela, Ele mesmo trataria com ela ( para o bem ), nos dizendo que era algo que Ele mesmo faria, tal o grau de rebeldia natural dessa pessoa. Freqüentemente nos esquecemos dessa palavra do Senhor com referencia a essa situação especial nossa. Entretanto não somos muito diferentes dessa pessoa em questão, todos nós.

O mundo hoje, o secular, e parte da igreja cristã nominal, manifesta uma posição de expressar todas as suas aspirações, propondo soluções humanistas, teológicas, estratégicas, de expedientes, como algo legítimo e natural, com vista a produzir uma existência melhor. Esquecem-se todos e isso é muito mais grave na igreja cristã, que Deus legitimamente tem uma vontade, que para azar desses, é perfeita não por imposição, mas como consequência natural pelo fato dEle ser Deus. Busca-se hoje desafiar a Deus em todas as áreas, como a Sua opinião ( opinião de Deus ) fosse algo obsoleto, envelhecido, inaplicável para a nossa pressuposta modernidade e porca capacidade tecnológica aliada a nossa confusa acumulação de conhecimento contraditório.

Estamos perdidos se não reconciliarmos a nossa vontade a dEle, se continuamos desse modo nós fazemos aquilo que a Bíblia revela clara há muito tempo: nos tornamos inimigos objetivos de Deus. Não importa se somos ateus, ati-religiosos, dúbios, distantes, desinteressados no assunto, religiosos defensores de uma ou outra posição, se fazemos uma guerra santa ou outra coisa. Somos seus inimigos e andamos sempre em direção contrária a Sua ( de Deus ) e os nossos alvos e objetivos não são os dEle.

Deus tem uma vontade e a Sua ( de Deus ) vontade é legítima ( de direito dEle como Criador e mantendedor de toda a Sua criação ) deve ser acatada. 

Entretanto a Bíblia nos revela que Deus nunca desejou que a sua vontade fosse acatada sem dois elementos: amor e entendimento.

Teologicamente a existência de Satanás é um problema e fonte de debates milenares. A solução teológica é muitas vezes simplista e irrazoável demais: deus criou Satanás para ser exatamente o que é hoje. Os defensores dessa possibilidade não aceitam outra coisa mais conveniente a sua teologia conveniente. A Bíblia diz apenas que "foi achada iniquidade nele..." Ou seja em dado momento de sua existência ( de Satanás ) por  sua própria conta ele ( Satanás )passa a apresentar algo que não havia produzido em seu ser: uma soberba, um desejo de ser igual a Deus. Satanás não desejou  destruir Deus, tomar o seu lugar, mas ser tanto quanto Ele ( Deus era ), pelo menos no que respeitava a ser reconhecido, adorado e ouvido, em suma ser um deus sem depender de Deus. O poder, a glória que ele ( Satanás tinha )lhe garantiria espaço a parte da submissão a Deus. Tal qual nós  seres humanos: não importa de onde venha a vida, nós a temos, construímos um mundo, podemos fazer tantas coisas...não importa se foi Deus quem nos tenha dado, é nossa vida e podemos fazer o que quisermos nesse canto do universo. Não vivemos sem Ele? Gastemos a nossa herança ( a vida,  a terra  e seus bens naturais, a nossa humanidade do jeito  que quisermos até com religião, com a que melhor pudermos idealizar ).

Mas tudo tem um fim. Embora pareça uma declaração simplista a mesma Bíblia e o mesmo Deus revelam que todas as coisas serão julgadas um dia e que a única salvação e vida eterna é que "Te conheçam como único Deus e Jesus Cristo a quem enviaste".

A vida independente de Deus, seja como ateu, não religioso ou como religioso ( até cristão ) é rebeldia  contra Deus. Só está em paz e comunhão com Deus os que se reconciliam com Ele, submetendo-se livremente a Sua vontade e direção, estabelecendo com Ele uma real, não idealizada, sacramental, aparente comunhão.

Ele só é Senhor de quem se deixa conduzir por Ele em todas as coisas. Aquele que coloca toda a sua pobre e limitada vida nas mãos do Senhor, das grandes as pequenas coisas e que para Ele ( Deus ) não tem segredos nem defesas contra o seu efventual senhorio ( de Deus ). Ao estado de rebeldia contra o Senhorio legítimo de Deus a Bíblia descreve muito seriamente como PECADO.
Logo PECADO não é uma coisa ou outra, mas um estado, uma relação com coisas que se pensa, faz e se defende, coisas opostas ao pensamento e à natureza de Deus.

Enquanto pecadores, dizemos o tempo todo  para Deus: odeio a Sua vontade, não concordo com os seus  pensamentos, e não gosto que me leve a fazer o que eu não quero. Logo o pecador pode ser ( repito ) tanto um ateu como o mais fiel religioso. ambo andando segundo as suas próprias vontades independentes da vontade de Deus.


Finalmente, examinemo-nos todos e cada um por si mesmo: reconhecemos o Senhorio do Senhor como único Deus de todas as coisas ou a Ele é dedicada apenas uma parcela conveniente (para nós ) de nossas vidas? Pensemos muito seriamente nisso.

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