Angela Natel On sábado, 31 de março de 2012 At 07:05



Por Hermes C. Fernandes



Como hebreu e legítimo descendente de Abraão, Jesus não se deixava intimidar por fronteiras criadas pelos homens. Ele as transgredia.

O texto sagrado diz que “indo ele a Jerusalém, passou pelo meio de Samaria e da Galiléia” (Lc.17:11).

Aquela era uma região conflitosa. A Galiléia era habitada por judeus, e estes, por razões históricas, não aceitavam relacionar-se com samaritanos. Essa raça mista era o triste lembrete de uma época em que seus ancestrais haviam sido levados cativos para a Babilônia.

O clima era sempre tenso naquela região. Havia animosidade em ambos os lados da divisa.

A caminho de Jerusalém, Seu destino final antes de ser crucificado, Jesus atravessa a região conflitosa.

Sua missão estava acima de qualquer zona fronteiriça. Fronteiras raciais, culturais, lingüísticas, religiosas, não se constituem qualquer empecilho aos Seus propósitos.

O texto prossegue:

“Entrando em certa aldeia, saíram-lhe ao encontro dez leprosos, os quais pararam de longe, e clamaram: Jesus, Mestre, tem misericórdia de nós” (vv.12-13).

A origem de muitos preconceitos é a desinformação. Naquela época, os leprosos eram discriminados e tinham que viver excluídos da sociedade. A lei determinava que se um leproso ousasse aproximar-se menos de dez metros de uma pessoa sã, deveria ser apedrejado até a morte.

Vilas eram construídas fora dos limites dos centros urbanos para abrigar os leprosos. Por perderem o convívio familiar, só lhes restava a companhia de outros leprosos. Por isso, andavam em grupo.

Somos informados pelo texto sagrado, que desses dez leprosos, um era samaritano.

Embora fosse de etnia diferente dos outros nove, algo os tornava semelhantes: a lepra. Todos haviam sido igualmente rejeitados por seus familiares e patrícios. Não fazia sentido nutrir qualquer tipo de preconceito. Só lhes restava a solidariedade.

Talvez isso explique a razão pela qual Deus permite tragédias. Elas nos unem.

Quando, por exemplo, acontece uma enchente como a que abateu o Estado de Santa Catarina recentemente, as águas não escolhem em que casas vão entrar. Elas não respeitam qualquer distinção social. As mesmas águas barrentas que entram no barraco do pobre, também invadem a mansão do rico. E assim, aqueles que antes estavam separados pela fronteira social, agora se unem pelos laços promovidos pela tragédia.

Há um ditado que diz que “pau que dá em Chico, também dá em Francisco”. E vale aqui lembrar o que diz o sábio Salomão: “Tudo sucede igualmente a todos; o mesmo sucede ao justo e ao ímpio, ao bom e ao mau, ao puro e ao impuro” (Ec.9:2a).

Que direito temos de nos achar melhores do que os outros? Quem nos constituiu juízes dos homens?

A despeito de nossa posição social ou do nosso credo religioso, há algo que nos une a todos. Trata-se de algo muito pior do que a lepra. O mal de todos os séculos. A lepra é apenas uma pálida analogia de nossa condição espiritual. Todos somos igualmente pecadores. É a lepra do pecado que nos une.

Não há, portanto, lugar pra segregação entre os homens. Cristãos, judeus, hinduístas, muçulmanos, espíritas, ateus, estão todos em um mesmo barco.

A distinção entre passageiros de primeira classe, da classe executiva e da classe econômica, perde completamente o sentido quando o piloto anuncia que o avião está caindo.

Aqueles homens tomaram uma atitude corajosa. Venceram seus medos, entraram na aldeia correndo o risco de serem apedrejados, e clamaram a Jesus.

“Jesus, vendo-os, disse-lhes: Ide, e mostrai-vos aos sacerdotes. Indo eles, ficaram limpos” (v.14).

Embora Jesus não desse a mínima para certas convenções sociais, Ele Se submetia à Lei. E de acordo com ela, somente os sacerdotes podiam atestar e ratificar a cura de um leproso. Sem o aval sacerdotal, o leproso curado não poderia voltar a viver na sociedade e retornar à sua família.

Interessante notar que em outro episódio, Jesus tocou em um leproso e o curou. Mas neste, Jesus sequer Se aproxima deles. Por quê? Não foi por medo, isso posso garantir. Mas provavelmente por precaução. Um único leproso podia passar despercebido. Mas dez leprosos chamavam muita atenção. Ser visto entre eles poderia trazer sérios problemas, principalmente agora que estava indo pra Jerusalém. Qualquer contacto com um leproso seria suficiente para que Jesus fosse impedido de entrar no Templo. E como sabemos, havia uma missão a cumprir lá, antes de Sua morte.

O que mais chama a atenção aqui é a ordem dada por Jesus: Ide, e mostrai-vos aos sacerdotes. Eles foram curados enquanto caminhavam.

Deus age no movimento. Deus opera no caminhar.

Somos todos hebreus. Somos todos caminhantes. Não podemos encruzar os braços à espera de uma intervenção divina. Temos que atravessar as cancelas humanas, transgredir as fronteiras ideológicas, e caminhar livremente, enquanto Deus age.

“Indo eles, ficaram limpos.” Bendito seja o gerúndio que nos serve de cenário para o agir de Deus.

“Um deles, vendo que estava são, voltou glorificando a Deus em alta voz, e caiu aos pés de Jesus, com o rosto em terra, dando-lhes graças e este era samaritano” (vv.15-16).

Imagino que enquanto este samaritano caminhava em direção ao templo para apresentar-se ao sacerdote, ele se lembrou de que samaritanos não são bem-vindos em Jerusalém.

Provavelmente, nenhum sacerdote vai querer recebê-lo. Mesmo livre da lepra física, ele não estava livre da lepra do preconceito.

A que sacerdote ele recorreria? A quem ele deveria demonstrar sua gratidão por haver sido curado? A resposta era óbvia: a Jesus.

“Jesus perguntou: Não foram dez os que foram limpos? Onde estão os nove? Não houve quem voltasse para dar glória a Deus, senão este estrangeiro?” (vv.17-18).

Com esta palavra, Jesus estabelece uma nova fronteira entre os homens. Aos olhos de Deus, eles não estão separados pela raça, pela classe social, ou mesmo pela religião. A Cruz de Cristo derrubou todas as paredes. Seu sangue nos purifica de toda lepra do pecado. Mas agora, os homens se dividem em dois grupos: os gratos e os ingratos.

Os outros nove preferiram recuperar o tempo perdido. Foram correndo para suas famílias. Ou quem sabe, saíram em busca de uma nova oportunidade de constituir família. Mas aquele samaritano reconheceu sua dívida de gratidão para com Aquele que o limpou.

Angela Natel On sexta-feira, 30 de março de 2012 At 09:43
lingua do inferno
























Por Hermes C. Fernandes


Assim como a Verdade é o Filho de Deus, a Mentira é a filha do Diabo (Jo.8:44), e como tal, é a cara do pai.

É mais fácil conviver com pessoas que tenham qualquer outra deficiência de caráter do que conviver com o mentiroso. Ninguém é mais perigoso que ele. E o pior que aos poucos ele vai se aprimorando na arte de mentir, até tornar-se num mentiroso compulsivo e contumaz, capaz de enganar a si mesmo e a todos ao seu redor.

Quando exposto à luz, fica logo nervoso, perde a linha, porque não suporta a verdade. Quer tirá-lo da linha, chame-o de mentiroso. Está mais preocupado com a sua imagem, a fim de manter a credibilidade e continuar enganando. 

Nem todos os mentirosos mentem descaradamente. Alguns são mais sofisticados, e preferem usar meias-verdades, ou dissimulações. Sempre que usam tais artifícios, é para salvaguardar sua imagem ou levar alguma vantagem. 

Todo mentiroso tem seus cúmplices. E o que ele não percebe é que eles são os primeiros a questionarem sua integridade quando suas mentiras lhes atingirem de alguma maneira. Por exemplo: o pai que mente a idade do filho para pagar meia-entrada no cinema. O dia que resolver menti para o filho, este será o primeiro a contestá-lo. Se sua esposa lhe ajuda a mentir, ela será a primeira não acreditar em você. 

Mas há os que mentem juntos até a morte. Vivem um casamento de mentira, um ministério de mentirinha, um embuste. O livro de Atos dos Apóstolos nos revela a história de um casal de mentirosos, Ananias e Safira. Um dava cobertura ao outro. Infelizmente, não se arrependeram de seu engodo e acabaram fulminados. 

A vida do mentiroso não é fácil, pois cada mentira equivale a um remendo numa roupa velha. Quando o rasgo é exposto, tem que fazer um remendo maior para cobrir o anterior. E assim, ele vai vivendo, de mentira em mentira, até o dia do grande rombo, quando tudo vem à tona. 

Deus detesta tais expedientes. Entre as coisas abomináveis aos Seus olhos está a“língua mentirosa”, juntamente com “o que semeia contendas entre irmãos” (Pv.6:17-19). Por isso se diz que o que usa de engano não ficará em Sua casa (Sl.101:7).

O mentiroso não consegue manter amizades por muito tempo. Seus amigos são sempre substituídos por novos, porque os relacionamentos sofrem desgastes por causa de suas mentiras. Mesmo familiares preferem manter certa distância. Não suportam vê-lo se gabar daquilo que não possui. 

Sem dúvida, o maior mentiroso é aquele que consegue enganar a si mesmo. Paulo nos garante que “os homens maus e enganadores irão de mal a pior, enganando e sendo enganados” (2 Tm.3:13). Suas mentiras lhe soam como verdades. É o mentiroso sincero, mas não inocente aos olhos de Deus. Paulo admoesta: “Ninguém se engane a si mesmo” (1 Co.3:18). Tal exortação é um eco das encontradas ao longo das Escrituras, como a que denuncia àqueles que “se deixaram enganar por suas próprias mentiras” (Amós 2:4). Para chegar a este ponto, a pessoa teve que passar por treinamento intenso, enganando a outros. Enganar a si mesmo é a última fronteira atravessada pelo mentiroso. Uma espécie de pós-graduação em mentirologia.

Mas como tudo o que semeamos, um dia colhemos, chega a um ponto é que o mentiroso é vítima de sua própria astúcia. Um dia ele acaba se entregando sem querer. É só prestar bastante atenção em seu discurso, para perceber sua incoerência. 

Não se deixe conduzir por quem usa de engano. Você cairá no mesmo abismo que ele. “Oh! povo meu! os que te guiam te enganam, e destroem o caminho das tuas veredas” (Is.3:12b).

Se você ama a um mentiroso, trate de confrontá-lo para que se arrependa e não minta mais. Não tape o sol com a peneira. Não tente fingir que acredita em suas dissoluções. Enfrente-o! Seja ele seu cônjuge, seu filho, seu pastor, seu amigo, seu chefe. 

Cuidado! Um dia você poderá ser vítima de sua peçonha. Se ele não poupou alguém que dizia amar, não poupará você quando se vir ameaçado.

Cuidado com o que você diz perto dele. Tudo poderá ser usado contra você de maneira distorcida. Afinal de contas, ele sabe jogar com as palavras, sabe dissimular, transformar verdades em mentiras e vice-versa. O que foi dito em forma de brincadeira, será contado como se fosse dito de maneira séria. Comentários em off, serão lançados contra o ventilador para tentar sujar sua reputação. O que ele quer é que você fique mal na fita, enquanto sua própria imagem seja realçado, como se fosse um herói. Até palavras que ele mesmo disse, serão atribuídas a você… Portanto, cuidado! Peça que Deus ponha um guarda à porta de sua boca (Sl.141:3). Lembre-se que “o hipócrita com a boca danifica o seu próximo” (Pv.11:9).

Alguns perderam totalmente o temor de Deus, sendo capazes até de jurar por Ele, para dar peso às suas mentiras (Sl.24:4). Sua consciência está cauterizada. Por isso se diz que tais pessoas “mentem que nem sentem”. Em vez de mentiras localizadas, suas vidas foram tomadas de mentiras generalizadas, como um câncer que se nega a retroceder. 

E antes de difundir algo, procure ouvir as partes envolvidas para que você não corra o risco de ser injusto e cúmplice de uma mentira. Adotar a mentira dos outros é como adotar um filho do diabo, pois afinal, ele é o pai da mentira.



http://www.hermesfernandes.com/2010/04/mente-que-nem-sente.html
Angela Natel On quarta-feira, 28 de março de 2012 At 06:39

Pergunta

Queridos irmãos do VE!
Deus começou um processo em minha vida de se revelar por meio de Cristo numa igreja _____. Porém, durante esse tempo, essa instituição começou a crescer e temos visto a liderança, manifestamente se desviar da centralidade da palavra de Deus.
Um dos motivos desse aumento de membros ocorreu em decorrência de uma teologia humanista que se infiltrou, sorrateiramente, atraindo muitas pessoas, pois os “cultos”, as músicas e as pregações tinham o objetivo de “consolar”, agradar e beneficiar as pessoas nas suas carnalidades e dificuldades. Ou seja, estávamos seguindo uma linha de cantar e pregar coisas que as pessoas queriam ouvir e isso atraiu muitas pessoas.
Por conta desse aumento da membresia, muitas pessoas vieram de outras denominações, principalmente neopentecostais, sendo que, sem nenhuma cautela por parte da liderança, essas pessoas começaram a liderar ministérios bases da igreja, como: culto, casais e jovens. Assim, percebemos uma enorme e intensa transformação dessa instituição. Algumas pessoas que perceberam esse desvio da palavra já saíram, outras simplesmente não congregam mais e, ainda, outras, como nós, estamos sem saber o que fazer.
Nossa situação é complicada, pois essa instituição _____ é contra essa gritante distorção do evangelho, como a prosperidade. Mas, não percebe que o humanismo, liberalismo e essa linha mesclada neopentecostal estão destruindo a imagem de Deus e a obra de Cristo aos poucos. Já passamos cultos inteiros, sem qualquer menção ao sacrifício de Cristo na Cruz., tanto nas músicas que possuem temas como: “eu quero, eu vou, eu posso, eu sou”. Como na pregação que usa textos apenas para ensinar uma moralidade, como ser igual a Davi e segundo o coração de Deus!
A impressão que temos é que somos uma salada de frutas, sem doutrina, nem orientação teológica definida, pois muitos são os objetivos. Às vezes sinto que temos reuniões ecumênicas!
No entanto, Deus (tenho minha fé nisso também) começou a despertar algumas pessoas –  minoria é verdade – para o retorno ao verdadeiro evangelho e a centralidade da palavra de Deus por meio de pregação expositiva e cânticos teológicos com coerência bíblica. Deus começou a nos disciplinar e nos direcionar para as doutrinas da graça, para a pregação acerca da depravação humana e também para a doutrina da eleição. Estamos buscando materiais, como no blog de vocês e em outros lugares, exclusivamente reformados, para nos sustentarmos nessa congregação. Temos chorado e nos angustiado por ver essas distorções e, ao mesmo tempo, nos sentindo incapazes de nos levantar, uma vez que começamos a buscar e entender poucas coisas dessa reforma bíblica que precisa ser feita.
Assim, gostaria de solicitar, se for possível, uma opinião do que fazer!
Temos dúvida se continuamos nessa instituição, debaixo dessa liderança humanista e que tem aberto portas para neopentecostais, lutando por uma reforma, sendo que algumas discussões já ocorreram, ou, saímos em direção de outra liderança e congregação que possam nos ajudar e nos alimentar devidamente!

Resposta

Graça e Paz.
“Conjuro-te, perante Deus e Cristo Jesus, que há de julgar vivos e mortos, pela sua manifestação e pelo seu reino: prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina. Pois haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos; e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas. Tu, porém, sê sóbrio em todas as coisas, suporta as aflições, faze o trabalho de um evangelista, cumpre cabalmente o teu ministério.” II Timóteo 4.1-5
O seu testemunho é por um lado um tanto animador, pois Deus lhe concedeu graça para buscar a verdade da Cruz, por outro lado, um pouco angustiante, pois pessoas da sua congregação estão abraçando estas doutrinas destituídas das Cruz de Cristo.
O primeiro é passo é cuidar de seu crescimento que está acontecendo agora, este despertar para as verdades da graça de Deus. Tal como Paulo aconselhou Timóteo “Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina.” I Tm 4.16ª,assim também cuide de ti mesmo neste momento, de seu amadurecimento e aperfeiçoamento na fé. Por mais que você possa estar angustiado com a situação da igreja local, tu só serás de alguma serventia a Deus se estiver andando no Espírito, manifestando os seus frutos (Gl 5.22-25).

Como lidar com pessoas que se opõem às verdades da Cruz?

“Ora, é necessário que o servo do Senhor não viva a contender, e sim deve ser brando para com todos, apto para instruir, paciente, disciplinando com mansidão os que se opõem, na expectativa de que Deus lhes conceda não só o arrependimento para conhecerem plenamente a verdade, mas também o retorno à sensatez, livrando-se eles dos laços do diabo, tendo sido feitos cativos por ele para cumprirem a sua vontade.” II Timóteo 2.24-26

Fuja da contenda.

Como disseste no teu e-mail, já ocorreram algumas discussões, e uma coisa que deve ser evitada ao máximo é discutir.

Seja amável.

A brandura ou amabilidade se faz necessária nesta situação. E tenha sempre em mente que a reação de tais pessoas, é motivada por falta de conformidade com o caráter de Cristo, e nesta hora é necessário ganha-los para Cristo, e você pela graça de Deus deve manifestar o caráter de Cristo neste momento, eles precisam ver Cristo em você (Mt 5.9; Rm 12.9-21).

Mergulhe nas Escrituras.

Toda questão deve ser norteada pelas Escrituras, qualquer coisa que lhe perguntarem, sempre, sempre e sempre comece com a Palavra e não com os seus argumentos. Deixe claro que tudo o que você faz e fala é baseado nas Escrituras. A paciência e mansidão vão ser suas ferramentas de instrução.

Por que eles fazem o que fazem?

Se alguém se opõe à pregação da Cruz, esta pessoa pode ser classificada como um inimigo da Cruz de Cristo tal como Paulo fala em Filipenses 3.18, ou como Paulo diz em II Timóteo 2.26 “mas também o retorno à sensatez, livrando-se eles dos laços do diabo, tendo sido feitos cativos por ele, para cumprirem a sua vontade.”.
A insensatez destes de se oporem à pregação da Cruz de Cristo se dá pelo fato que estão cativos pelo diabo, para cumprirem a sua vontade. E isso só a Palavra e a oração para resolver. Ore, interceda por eles diante de Deus, rogando que Deus lhes conceda o arrependimento e o retorno à sensatez.
Não digo para você sair, porque isso é algo muito particular entre você e Deus, mas o que posso dizer é ame a cada um deles, não suas práticas, mas simplesmente os ame. Quando você não sentir mais paz em ficar com eles, então saía.
São em situações assim, que Deus nos concede mais fé nele – passamos a orar mais e depender mais dele. Isso está servindo apenas para moldá-lo e levá-lo a uma maior semelhança de Cristo. Peça sabedoria a Deus (Tg 1.5).
Que o Senhor seja Glorificado através de você.
Por João Vitor © Voltemos ao Evangelho.
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Angela Natel On terça-feira, 27 de março de 2012 At 06:41
Mero Cristianismo: Money...: Quem tem olhos para ver TV , que entenda... Hey! Pregador ! Deixem essas ovelhas em paz! No fim, você é apenas um outro tijolo no...
Angela Natel On domingo, 25 de março de 2012 At 07:56




“Tendo eles partido para Cafarnaum,
estando Ele em casa,
interrogou os discípulos:

De que é que discorríeis pelo caminho?

Mas eles guardaram silêncio;
porque, pelo caminho,
haviam discutido entre si sobre quem era o maior.

E Ele, assentando-se,
chamou os doze e lhes disse:

Se alguém quer ser o primeiro,
será o último e servo de todos.”.
(Marcos 09:33-35).


- Os discípulos, envolvidos em sua luta constante pelo sucesso pessoal, ficaram constrangidos ao ouvirem Jesus lhes dizendo:


“... Se alguém quer ser o primeiro,
será o último e servo de todos.”.
(Marcos 09:35).

- Aquele que pretendesse ser o maioral entre eles, deveria ser ESCRAVO de todos.

- Sim, ESCRAVO, pois é esse o significado original no grego de servo.

- Enquanto os discípulos preocupavam-se em ocupar uma posição de prestígio em um reino terreno, Jesus lhes ensinava a servirem uns aos outros.


- Enquanto seus discípulos disputavam entre si quem alcançaria uma promoção ou posição elevada na igreja, Jesus lhes ensinava que a ocupação mais elevada entre eles, seria a de ESCRAVO de todos.

- Jesus lhes deixa bem claro, que entre eles, não haveria nenhum privilégio que todos não tivessem.

- E o maior privilégio entre eles não era dominar um sobre o outro, mas servirem-se uns aos outros mutuamente por amor.

- Caso alguém quisesse dominar, ou estar sobre os irmãos, deveria se arrepender e se tornar escravo de todos.


- Em outras palavras, deveria anular sua vontade para fazer a vontade dos irmãos, como escravos que escolheram ser.

- Um escravo não tem salário, não tem propriedades e não tem privilégios.

- É só um escravo.


- JESUS reprova qualquer desigualdade entre Seus seguidores, mas se alguém quer ser maior (cristão), seja escravo.

- Enquanto os discípulos discutiam qual deles era o mais digno de liderar entre os demais, Jesus coloca uma criança no meio deles e lhes diz:


“E JESUS, chamando uma criança,
colocou-a no meio deles.

E disse:

Em verdade digo a vocês
que se vocês não se converterem
e não se tornarem como crianças,
nunca entrarão no Reino dos Céus.

Portanto,
aquele que se humilhar como esta criança,
esse é o maior no Reino dos Céus.”.
(Mateus 18:02-04).

- A resposta de Jesus sobre qual seria o maior entre eles:


“Portanto,
aquele que se humilhar como esta criança,
esse é o maior no Reino dos Céus”.
(Mateus 18:04).

- Os discípulos discutiam entre si quem seria o maioral no governo de Deus.

- Discutiam: “Qual de nós será o líder, o sacerdote, o pastor?”.

- Jesus responde: “Nenhum de vocês!”.

- Sim, pois nenhum deles estava disposto a ser como uma criança obediente, mas queriam ser obedecidos como senhores uns dos outros, e não servos.


- A resposta de Jesus é bem clara: “O líder que governará entre vós deverá ser como esta criança!”.

- O que pode uma criança governar ou mandar?

- Porém, era exatamente o que os apóstolos pretendiam fazer em relação aos seguidores do Reino!

- Queriam uma cadeira de autoridade no governo de DEUS.

- JESUS então ordena que se humilhem e se igualem ao nível das crianças em relação a serem maiores no Reino, pois entre os seguidores dEle não há maiorais que exerçam autoridade sobre Seus seguidores.

- Ele nos chama para sermos conduzidos e não para conduzir, tal como as crianças.


- Ele é nosso único condutor.

- Existe uma única autoridade na igreja de Cristo Jesus amado (a), e esta autoridade é o próprio Cristo!

- Os discípulos estavam acostumados com o sistema religioso exercido pelos escribas e fariseus que reinavam entre os demais.

- Sendo assim, os discípulos acreditavam que o Reino de Deus seria semelhante ao dos fariseus, onde homens governavam homens, mas Jesus lhes demonstra que Ele seria seu único líder.

- Nenhum deles seria escolhido como comandante dos demais, pois a única voz de comando que deveria ser reconhecida pelos seguidores de JESUS, era a Sua voz.


- Jesus não escolheu Pedro, João ou a nenhum outro discípulo para governar o Reino de Deus, pois o Reino é de Deus.

- Havia um sistema religioso onde homens governavam homens, mas Jesus advertiu seus discípulos lhes dizendo:


“E, ensinando-os,
dizia-lhes:

Guardai-vos dos escribas,
que gostam de andar com vestes compridas,
e das saudações nas praças,
e das primeiras cadeiras nas sinagogas,
e dos primeiros assentos nas ceias;
que devoram as casas das viúvas,
e isso com pretexto de largas orações.

Estes receberão mais grave condenação.”.
(Marcos 12:38-40).

- Guardai-vos dos escribas, não façam como eles que gostam de serem saudados nas praças como líderes, como grandes.

- Guardai-vos de ser como eles que se aproveitam da ocupação que exercem para sentarem-se nas primeiras cadeiras e exploram até viúvas.

- Guardai-vos, não imitem aos escribas e fariseus, pois este sistema onde um homem governa outro homem corrompe ao próprio homem.


“Vós, porém,
não queirais ser chamados Rabi,
porque um só é o vosso Mestre,
a saber, o Cristo,
e todos vós sois irmãos.

E a ninguém na terra chameis vosso pai,
porque um só é o vosso Pai,
o qual está nos céus.

Nem vos chameis mestres,
porque um só é o vosso Mestre,
que é o Cristo.

O maior dentre vós será vosso servo.”.
(Mateus 23:08-11).

- Em outras palavras, Jesus estava orientando que a Sua Igreja não teria líderes, pois todos somos irmãos, servos uns dos outros.

- Quando os homens elegeram e inventaram líderes para suas “igrejas” chamando-os de pastores, violaram este mandamento de Cristo Jesus.


- Não entenderam a distinção entre o dom de serviço e posição de elevação.

- Quando na Escritura o SENHOR fala sobre pastores, fala sobre servos, ESCRAVOS, e não líderes arrogantes.

- Dom de serviço não é dom de liderar amado (a).

- Dom de serviço é para servir e não para ser servido.


- Mas o que vemos hoje nas “igrejas cristãs”, são homens que amam o título de “pastor” para reinar sobre os demais homens.

- Líderes religiosos (pastores) que usufruem de uma vida abastada explorando a fé de “viúvas” tal qual como faziam os escribas e os fariseus.

- Leia com atenção todo o capítulo 23 do Evangelho de Mateus e compare as abominações praticadas dos fariseus da época de Jesus com as práticas dos fariseus contemporâneos.

- Homens que reinam em um reino de homens em uma “igreja” que poderia ser chamada de “IGREJA DO REINO DOS HOMENS”.


- Quem é líder da sua Igreja amado (a)?

- O líder da sua igreja é aquele homem que aparece no banner que fica em cima da porta de entrada ou é Cristo Jesus?

- O “pastor” da sua “igreja” serve a Deus ou Mamom?


“Nenhum servo pode servir dois senhores;
porque,
ou há de odiar um e amar o outro,
ou se há de chegar a um e desprezar o outro.

Não podeis servir a Deus e a Mamom.

E os fariseus,
que eram avarentos,
ouviam todas estas coisas,
e zombavam dele.

E disse-lhes:
Vós sois os que vos justificais a vós mesmos
diante dos homens,
mas Deus conhece os vossos corações,
porque o que entre os homens é elevado,
perante Deus é abominação.”.
(Lucas 16:13-15).

- Nenhum servo (ESCRAVO) pode servir a Deus e Mamom (deus da ganância) ao mesmo tempo.

- Nenhum ESCRAVO deve reinar entre seus irmãos, a menos que seja escravo do sistema religioso cujo deus é um demônio.

- Os fariseus eram avarentos e zombavam de Cristo Jesus:


“E os fariseus, que eram avarentos,
ouviam todas estas coisas,
e zombavam dele.”.
(Lucas 16:15).

- Os líderes de hoje zombam de Cristo com sua avareza e ambição.


- Pregam um reino onde o dízimo é deus.

- Elegem para si pastores para ocuparem uma posição elevada.

- E quando um homem se coloca acima de outro homem em nome de DEUS, está praticando o pecado da abominação:


“E disse-lhes:

Vós sois os que vos justificais a vós mesmos
diante dos homens,
mas Deus conhece os vossos corações,
porque o que entre os homens é elevado,
perante Deus é abominação.”.
(Lucas 16:15).

- Foi isto que Jesus Cristo ensinou a seus discípulos quando lhes disse que deveriam ser servos (ESCARAVOS) uns dos outros.

- Porque aquele que se entre os homens é elevado, perante Deus é abominável.


- Pretender tal autoridade é o que forma o homem de pecado.

- O sistema religioso profano dos dias de CRISTO foi copiado na Idade Média pelo sistema religioso da igreja católica e as organizações religiosas modernas se tornaram a imagem de Roma.

- As formas de governo são modificadas, mas prevalecem os mesmo princípios.

- Qual a diferença do papa católico dos papas evangélicos?

- Homens governando homens em nome de DEUS.


- Esses homens que ostentam uma aparência justa e estão colocados acima de seus irmãos, elevados em posição, como administradores do rebanho, governadores e chefes do povo de DEUS, é abominação para DEUS.

- Ao se colocarem como cabeças advogando poderes executivos desviam os olhos dos homens de JESUS para si mesmos.


- Em vez de o povo cristão seguir unicamente a JESUS passa a seguir seus mestres e pastores e por eles os cristãos são desviados da simples verdade.

- Não podem olhar para dois ao mesmo tempo.

- O lugar de CRISTO é então preenchido por um homem.

- Em lugar do Reino de DEUS se estabelece o reino de homens que governam homens em nome de DEUS.

- Esse reino de homens se esconde detrás do nome “igreja”.


- Todos têm que lhes submeter à crença e concordar com seu dogmatismo.

- Cria-se assim uma imagem a Besta e se forma o Anticristo, isto é, em lugar de CRISTO.

- Homens como o papa ou pastores assumem o lugar de JESUS na Terra e os homens os temem como se fossem dotados de algum poder celestial, mas DEUS os considera abominação desoladora.

- Quando um homem então usurpa a cadeira de CRISTO e se torna o pastor da “igreja”, ou papa, que dá no mesmo, pois um é a imagem do outro, então:


“Pois atam fardos pesados e difíceis de suportar,
e os põem aos ombros dos homens;
eles, porém,
nem com o dedo querem movê-los;
E fazem todas as obras
a fim de serem vistos pelos homens;
pois trazem largos filactérios,
e alargam as franjas das suas vestes,”.
(Mateus 23:04-05).

- São monarcas de crentes inocentes vivendo em superioridade como se fossem pequenos deuses.


- O seu alvo central é trazer membros pra sua “igreja”, enchendo a “casa de DEUS” (para não dizer o império deles).

- Uma coisa é fazer os homens defensores de uma denominação religiosa, outra coisa bem diferente é tornar os homens seguidores unicamente de JESUS.

- Salvação não tem nada que ver com se tornar membro de determinada ordem religiosa, mas em ser nova criatura pela fé em JESUS.


- Ou nós pertencemos ao Reino de Deus, ou somos membros da “IGREJA DO REINO DOS HOMENS”.

"A ÚNICA VERDADE QUE LIBERTA É A DE DEUS
AS OUTRAS APENAS MACHUCAM"

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Liberdade de Expressão


É importante esclarecer que este BLOG, em plena vigência do Estado Democrático de Direito, exercita-se das prerrogativas constantes dos incisos IV e IX, do artigo 5º, da Constituição Federal. Relembrando os referidos textos constitucionais, verifica-se:
“é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato" (inciso IV) e "é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença"(inciso IX). Além disso, cabe salientar que a proteção legal de nosso trabalho também se constata na análise mais acurada do inciso VI, do mesmo artigo em comento, quando sentencia que "é inviolável a liberdade de consciência e de crença". Tendo sido explicitada, faz-se necessário, ainda, esclarecer que as menções, aferições, ou até mesmo as aparentes críticas que, porventura, se façam a respeito de doutrinas das mais diversas crenças, situam-se e estão adstritas tão somente ao campo da"argumentação", ou seja, são abordagens que se limitam puramente às questões teológicas e doutrinárias. Assim sendo, não há que se falar em difamação, crime contra a honra de quem quer que seja, ressaltando-se, inclusive, que tais discussões não estão voltadas para a pessoa, mas para idéias e doutrinas.