Angela Natel On sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012 At 06:52


Hoje, “Dízimos e Ofertas” é conforme o Novo Testamento, quando Paulo dá os princípios da contribuição solidária, voluntária, amorosa e alegre e não para a Casa do Tesouro (Mal. 3:10), hoje na GRAÇA não existe mais tal ordenança, pois afinal não somos o Templo de Jerusalém e nem somos tributados para mantê-lo já que não somos judeus pós-exílio.
Israel era uma teocracia, (Governo em que o poder está na mão do clero), os sacerdotes Levíticos atuavam como um governo civil. Assim, o dízimo Levítico (Levítico 27:30-33) foi um percussor do imposto de renda de hoje, visto que era um segundo dízimo anual requerido por Deus para suprir uma festa nacional (Deuteronômio 14:22-29). Taxas menores foram também impostas ao povo pela lei (Levítico 19:9-10; Êxodo 23:10-11). Assim, a doação total requerida dos Israelitas não era 10 por cento, mas mais do que 20 por cento. Todo esse dinheiro era usado para colocar a nação em funcionamento.
Hoje o Templo (Igreja, casa de Deus, ou seja lá o que for) é o Ser Humano.

Não fazemos distinção entre dízimos e ofertas, pois ambos são ações voluntárias baseadas em auto-compromisso com a fé generosa.
A sua contribuição também pode ser direcionada aos orfãos e as viúvas e a todos os necessitados… O foco é dar sempre prioridade à gente e não à coisas.
Se o dízimo levítico fosse de fato adotado pelas igrejas evangélicas, a cada 3 anos não deveria ser recolhido no Templo e sim distribuído entre os pobres da terra, como manda o Pentateuco, neste ponto ninguém percebe né?!?

O dízimo não pode enriquecer a Igreja/Instituição e MUITO menos seus pastores, (mostre algum pastor rico nas escrituras) o salário do trabalhador da obra missionária era o sustento BÁSICO (viagem, alimentação e hospedagem quando necessária).
ESSA RIQUEZA DOS PASTORES EVANGÉLICOS NÃO EXISTE BASE BÍBLICA NEO TESTAMENTÁRIA.
O dinheiro que chega numa comunidade deve ser “desperdiçado” na direção da obra de Deus na terra, que é o Ser Humano!

O amor ao dinheiro é a raiz de todos os males e tais ‘apóstolos’ e ‘pastores’ da ganância enganam com falsas promessas de que você poderá receber de volta “uma benção tal” de Deus…
…aí que o povo se enreda nesta mentira milenar.

Hoje, na Graça, é recomendado ofertar somente aos que ajudam pessoas necessitadas e trabalhos sociais sérios, e quem faz este ato, deve fazer isso com alegria e amor, você não é obrigado a nada!
Muito menos dar o dízimo, pois depois da morte de Cristo a lei de Moisés foi abolida.
Os versículos no Novo Testamento (MT 23:23 e Hebreus 7:8) não justificam o dízimo nos nossos dias.
Mt 23:23 – Jesus Cristo estava vivo e ainda sobre vigência da Lei de Moisés (e neste contexto) conversava com os mestres da Lei, (Fariseus).

Jesus recomenda praticar os seus próprios costumes e afirma o que era mais importante (misericórdia, justiça)
Depois da sua morte e ressureição é estabelecido o Novo Testamento. Neste contexto de MT 23:23 ainda era o Velho Testamento!
O texto diz: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que dizimais a hortelã, o endro e o cominho, e desprezais o mais importante da lei, o juízo, a misericórdia e a fé; deveis, porém, fazer estas coisas, e não omitir aquelas.”
Este texto que é a “fonte” dos líderes mal intencionados não é base para validar o dízimo nos dias da GRAÇA.
Se assim fosse o próprio Jesus estaria se contradizendo na parábola do fariseu e do publicano. Um era “dizimista” e dizia ser justo, o outro não dizimista, publicano, pediu misericórdia pelos seus pecados, e quem saiu justicado? – O publicano!

Não leve a escritura ao pé da letra e sim no Espírito de Vida que é se harmonizar com o ser humano para sua liberdade e crescimento em fé!
Hebreus 7:8 o Autor da carta faz uma analogia com o passado, se você ler o contexto e entenderá melhor…
Alguns defendem o dízimo dizendo que era antes da Lei.
Ok, mas e ai?

Pouco importa, pois o que vale é a recomendação de Jesus e seus apóstolos, leia II Cor. 9.
A questão é que sua voluntariedade pode ultrapassar os 10% da Lei, na GRAÇA podemos nos doar sem limites, mas o mais importante é que seja com amor e alegria, “Ainda que eu dê aos pobres tudo o que possuo e entregue o meu corpo para ser queimado, se não tiver amor, nada disso me valerá.” I Coríntios 13.3

Deus abençoe!


Daniel Innocente 


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