Angela Natel On sábado, 4 de fevereiro de 2012 At 04:43



"Não há ganho sem perda", disse Tony Fraga (?). Em busca de obter ganhos para Cristo, creio que caminho para encontrar-me com dias de extremos déficits em minha vida. Tentando alargar as fronteiras do reino que Jesus inaugurou e há de concluir sua conquista, entrego dia após dia um pouco de mim tendo em vista que minha vida não é completa se ela não for um martírio (testemunho) ao propósito que um dia abracei.

Muitos cristãos provaram de sofrimentos que a história não pode abafar. Experimentaram a perseguição dos judaizantes, do ódio do Império Romano e posteriormente sua aceitação, das más interpretações bíblicas que ocorreram ao longo da história da Igreja e nas mãos de aborígenes nos cantos mais remotos do globo. Todos o fizeram, ao som das palavras do ressurreto de Deus que clamava em sua ascensão: "sereis minhastestemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra".

Antes mesmo de subir no madeiro Ele disse que não seria fácil: "...No mundo tereis aflições" (João 16.33a); "E sereis odiados por todos por amor do meu nome..." (Marcos 13.13a). E disse ainda a razão de que seriam perseguidos: "Mas tudo isto vos farão por causa do meu nome, porque não conhecem aquele que me enviou." (João 15.21).

Na história da Igreja muitos foram os perseguidos por falarem a Verdade. John Huss foi queimado vivo. John Wycliffe teve seus ossos exumados e queimados pela Igreja trintas anos após ter morrido para que a sede de vingança de um pontífice fosse saciada. Lutero colocou-se a disposição de Giovanni di Lorenzo de Medici (Leão X), para que sua reflexão bíblica fosse refutada pela própria Bíblia. Excomungado, refugiou-se para que não morresse.

Pago um preço por falar do Evangelho de Cristo. Muitos não compreenderam, e acredito que alguns jamais compreenderão, a Bíblia. Em suas leituras dissolutas remontam "umoutro evangelho" (Gálatas 1.9), visando obter reconhecimento do rebanho de Cristo. Querem ser fazendeiros de ovelhas e não pastores destas. Distorcem o texto conforme apraz a sua ignorância bíblica e cegamente apontam para a perdição do rebanho.

Sei que há um preço a pagar pela minha apatia ao sistema de controle de crentes. Jamais me dobrarei a esta gentinha que se apoderou da Igreja de Cristo. Não vou negociar meus valores pelo direito de segurar um microfone ou digitar um texto na web. Sei a quem tenho servido. Sei que Ele há de intervir e mudar a história da Igreja que é dEle e não nossa. Ele é o Senhor da MISSÃO e não nós. Ainda que tenha que perder tudo, não arredo o pé das palavras da Bíblia.

No meio desta bagunça toda aprendi a lamentar pela Igreja. Aprendi a orar e clamar por ela. Sei que se eu sofro por ela, a prostituta de Oséias, o Senhor Jesus também sofre. Neste aprendizado vou sendo alimentado pelo anjo, debaixo da árvore (1 Reis 19.5). Como dizem meus queridos irmãos "o Senhor renova, não é?". Sim, Ele renova as forças.

Para para cada sentença dita sobre os problemas que haveríamos de passar, haviam palavras de consolo: "...mas tende bom ânimo, eu venci o mundo" (João 16.33b); "...mas quem perseverar até ao fim, esse será salvo" (Marcos 13.13b). E ainda o elogio feito a Igreja de Éfeso "Conheço as tuas obras, e o teu trabalho, e a tua paciência, e que não podes sofrer os maus; e puseste à prova os que dizem ser apóstolos, e o não são, e tu os achaste mentirosos. E sofreste, e tens paciência; e trabalhaste pelo meu nome, e não te cansaste." (Apocalipse 2.2-3).

Ainda que perca tudo, até mesmo a esperança, eu vou continuar andando. Não importa o quão pequeno eu seja. Jesus é o caminho (João 14.6) e nEle eu vou caminhando até encontrá-lo. 

0 comentários:

Liberdade de Expressão


É importante esclarecer que este BLOG, em plena vigência do Estado Democrático de Direito, exercita-se das prerrogativas constantes dos incisos IV e IX, do artigo 5º, da Constituição Federal. Relembrando os referidos textos constitucionais, verifica-se:
“é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato" (inciso IV) e "é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença"(inciso IX). Além disso, cabe salientar que a proteção legal de nosso trabalho também se constata na análise mais acurada do inciso VI, do mesmo artigo em comento, quando sentencia que "é inviolável a liberdade de consciência e de crença". Tendo sido explicitada, faz-se necessário, ainda, esclarecer que as menções, aferições, ou até mesmo as aparentes críticas que, porventura, se façam a respeito de doutrinas das mais diversas crenças, situam-se e estão adstritas tão somente ao campo da"argumentação", ou seja, são abordagens que se limitam puramente às questões teológicas e doutrinárias. Assim sendo, não há que se falar em difamação, crime contra a honra de quem quer que seja, ressaltando-se, inclusive, que tais discussões não estão voltadas para a pessoa, mas para idéias e doutrinas.