Angela Natel On quinta-feira, 27 de outubro de 2011 At 05:43
(Luiz Sayão)

Preciso pensar o protestantismo pau-brasil! 

Protestantismo do país pentacampeão, pentasecular, pós-pentecostal, perigosamente problemático, praticamente pós-moderno! 

Para pensar, em prolegômenos, o protestantismo principiante do principal país português, precisamos proferir palavras propriamente planejadas, previamente preparadas, pesquisando os períodos do protestantismo pau-brasil: partindo-se do pioneiro e principiante, e prosseguindo até o presente e pós-moderno. 

Possivelmente poderemos prosseguir pincelando o painel polimorfo protestante! 

Podemos prosseguir? Perfeitamente!

O primeiro protestantismo é o principiante, o primogênito. 

Primaveril! 

Parece-me plácido, progressista, platônico e promissor. 

Produziu profusamente pastores, presbíteros, pregadores e professores. 

Padeceu perigosamente pelo poder dos padres, pois era protestantismo de persuasão! 

Porém, prosseguiu, proclamando a Palavra. 

Para os pesquisadores, pendia para a perspectiva pró-saxônica. 

Por isso, pasmem! 

Perdeu a possibilidade de preconizar uma perspectiva protestante pau-brasil. 

Praticou a perigosa polarização, protelando um protestantismo palpavelmente pentacampeão, um protestantismo perfeitamente pau-brasil. 

Podemos permanecer perplexos!

Pouco passou para o protestantismo preguiçoso projetar-se. 

Perfeito protetor do passado, o protestantismo preguiçoso priorizou a preservação do pretérito! 

Progressista e paleozóico, pôs em prisão a profecia! 

Pôs-se a prosseguir paulatinamente pelo pavimento pachorrento da postergação. 

“Podemos praticar posteriormente”, pensavam. 

Para que pressa? 

Pianissimamente, premiou os prelúdios e os poslúdios. 

Preconizou as prerrogativas de uma prepotência possivelmente putrefata! 

Pouco pôde prevalecer, pois permitiu a pluralização parcimoniosa do protestantismo principiante! 

Era pouco popular, porém pertencia ao “pequeno povo”. 

Ponderado, premeditado, predeterminado, parou! 

Praticamente parou! 

Parou por que? 

Petrificou! 

Petrificou para propalar o paternalismo, preservando o personalismo profundamente presente no povo pau-brasil. 

Pareceu-me parcialmente paranóico, permeado pelo pavor: pavor de prosseguir, pavor de permutar, pavor de prejudicar o passado! 

Puxa!

O protestantismo posterior é o protestantismo pró-pentecostes! 

Pôs os preteristas em polvorosa! 

Passou a possuir o perfil de protestantismo propagador! 

Pareceu prejudicar os plácidos e praticar a preteritoclastia! 

Passou a pender para uma perspectiva possivelmente pau-brasil. 

Porém, perseguiu o prazer e profetizou a proibição! 

Prosseguiu proclamando um protestantismo de Parusia. 

Passou a pregar pomposamente! 

Porém, passou a possuir a preferência dos pobres. 

Pôde pregar e profetizar propriamente para os pobres, os paupérrimos, os piores pervertidos e os pretos preteridos pelos poderosos perversos. 

Precipitadamente, preferiu o profeta e preteriu perigosamente o professor! 

Possivelmente por isso, passou a pulverizar. 

Pulverizou em partículas pequeninas, precipitando-se num perfil pavorosamente perturbador! 

Pôs-se a projetar pontífices próprios. 

Passou a prognosticar, promover prodígios, perseguir principados e potestades. 

Proporcionou e potencializou plenamente o perfil polimorfo do protestantismo presente.

Paralelamente, projetou-se o protestantismo possivelmente pró-proletariado. 

Propulsionado por perspectivas políticas, pendeu para um posicionamento predominante em parte do planeta que preconizava a polarização “proletariado-poderosos”. 

Posicionamente que pulula! 

Pareceu-me prioritariamente político. 

Passou a preterir o púlpito, e permutou-o pelo palanque. 

O pastor-pregador preferiu passar-se por político-prometedor. 

Perderam-se os papéis!

Passaram a praticar a parcialidade, pixando os pecados perversos dos povos poderosos, pisoteando os principais da pirâmide do poder. 

Porém, politicamente predeterminados, passaram a prender a Palavra para poupar os perversos que possivelmente protegiam o proletariado e praticavam os próprios pecados dos poderosos. 

Pode? 

Perdidos, passaram a piscar passionalmente para o pensamento pós-cristão, para os profetas das psicologias prevenidas para com a Palavra e para uma pulverização pós-moderna e perdida do próprio pensamento. 

Perderam a perspectiva! 

Preteriram o porto da partida. 

Procuram o porto promissor, possivelmente perdidos em perspectivas e prazeres passageiros. 

Papelão! 

Que Papelão!

Prometendo progredir, pretendo pensar no perfil do protestantismo posterior, o protestantismo pós-pentecostal. 

Plenamente pós-moderno, é prenhe de problemas perigosíssimos. 

É perfeitamente paliativo. 

Passou a proporcionar aos pobres a perspectiva dos poderosos: a prata pode preencher e é prioridade. 

É o protestantismo do poder, da prosperidade e da psicose. O pastor-profeta passou a possuir o perfil papagueador-promotor. 

Passa-se por psicólogo, e péssimo psicólogo!

Pulverizados na perscrutação da Palavra, porém perversamente projetados pela pragmática da prata, preferem preterir e pisar as palavras dos principais pensadores do próprio protestantismo. 

Os pós-pentecostais prescrevem práticas parvas e pueris! Proclamam perspectivas perdidas, pisoteando a precisão do pensar! 

Preconizam pensamentos paliativos! 

Parecem predeterminados a promover o perecimento pleno dos próprios pobres. 

Para os pesquisadores, é pretenso protestantismo! 

Prostituiu-se! 

Perdeu-se em promiscuidade! 

Pobre protestantismo! 

Pobre protestantismo! 

É preciso praticar o pranto!

Paremos com o pessimismo, pois o protestantismo é promissor, pujante e prevalecente. 

Precisamos pensar e praticar passionalmente o protestantismo parelhado com a Palavra. 

Para podermos prevalecer, precisamos ponderar e prosseguir. 

A primeira ponderação é a prioridade da Palavra. 

Pressuposto primordial! 

Precisamos pesquisar, perquirir e pescrutar a Palavra. 

Propulsionados pelo perscrutar persistente da Palavra do Pai poderemos perfeitamente prosseguir. 

Os preceitos da Palavra perfazem o próximo passo. 

Precisamos praticar os preceitos do Príncipe da Paz. 

Palavra e Prática prosseguem em par! 

Por fim, penso que precisamos priorizar a prece. 

Perscrutar e praticar a palavra prepara o profeta, o pregador, o pastor a proferir palavras para o Pai Perene. 

Praticar a prece profetiza o prevalecer perpétuo pelo poder do Pai.


Palavra, Preceito e Prece. 

Perfil perpétuo para o povo do Pai Perene e do Príncipe da Paz.

Para sempre permanece a Palavra … (Psalmus 119.89)

Fonte: Revista Enfoque
http://www.batistascuritiba.org.br/precisamos-praticar-o-pranto/

0 comentários:

Liberdade de Expressão


É importante esclarecer que este BLOG, em plena vigência do Estado Democrático de Direito, exercita-se das prerrogativas constantes dos incisos IV e IX, do artigo 5º, da Constituição Federal. Relembrando os referidos textos constitucionais, verifica-se:
“é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato" (inciso IV) e "é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença"(inciso IX). Além disso, cabe salientar que a proteção legal de nosso trabalho também se constata na análise mais acurada do inciso VI, do mesmo artigo em comento, quando sentencia que "é inviolável a liberdade de consciência e de crença". Tendo sido explicitada, faz-se necessário, ainda, esclarecer que as menções, aferições, ou até mesmo as aparentes críticas que, porventura, se façam a respeito de doutrinas das mais diversas crenças, situam-se e estão adstritas tão somente ao campo da"argumentação", ou seja, são abordagens que se limitam puramente às questões teológicas e doutrinárias. Assim sendo, não há que se falar em difamação, crime contra a honra de quem quer que seja, ressaltando-se, inclusive, que tais discussões não estão voltadas para a pessoa, mas para idéias e doutrinas.