Angela Natel On segunda-feira, 12 de setembro de 2011 At 06:29

De maneira alguma vejo que a Lei foi um fardo para os israelitas, já que ela foi instituída na época em que Deus os havia libertado da escravidão do Egito. A Lei trouxe uma perspectiva de vida desconhecida ao povo, com noções de monoteísmo, respeito, compromisso, direitos e deveres para com Deus e o próximo e limites de propriedade e relacionamento. São noções que, para nós, hoje, parecem naturais, mas para quem nasceu escravo, era necessário estabelecer parâmetros de aprendizado, pois não surgiria naturalmente. A Lei, portanto, veio a ser como um educador para o povo, de como é ser um ser humano livre. A partir do momento em que eles estivessem vivendo naturalmente naqueles princípios, nãos seriam mais guiados pela Lei, mas ela estaria escrita em seus corações para que pudessem cumprir a vontade de Deus em Cristo, como filhos maduros. Em momento algum, a Palavra de Deus afirma que Cristo veio abolir a Lei. Quando Paulo escreve aos Romanos que “o fim da Lei é Cristo” (Rm.10:4), a expressão diz respeito ao cumprimento da Lei, não sua abolição. Isso significa que a Lei, em todo o tempo, apontava para a plenitude em Cristo, a estatura do filho maduro, do varão perfeito (cf. Ef.4:11-16), que seu alvo era nos levar até Ele, e não acabar quando Ele surgisse (uma vez que Ele sempre existiu, isso seria incoerente de se imaginar).

(Angela Natel)

0 comentários:

Liberdade de Expressão


É importante esclarecer que este BLOG, em plena vigência do Estado Democrático de Direito, exercita-se das prerrogativas constantes dos incisos IV e IX, do artigo 5º, da Constituição Federal. Relembrando os referidos textos constitucionais, verifica-se:
“é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato" (inciso IV) e "é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença"(inciso IX). Além disso, cabe salientar que a proteção legal de nosso trabalho também se constata na análise mais acurada do inciso VI, do mesmo artigo em comento, quando sentencia que "é inviolável a liberdade de consciência e de crença". Tendo sido explicitada, faz-se necessário, ainda, esclarecer que as menções, aferições, ou até mesmo as aparentes críticas que, porventura, se façam a respeito de doutrinas das mais diversas crenças, situam-se e estão adstritas tão somente ao campo da"argumentação", ou seja, são abordagens que se limitam puramente às questões teológicas e doutrinárias. Assim sendo, não há que se falar em difamação, crime contra a honra de quem quer que seja, ressaltando-se, inclusive, que tais discussões não estão voltadas para a pessoa, mas para idéias e doutrinas.