Angela Natel On domingo, 7 de agosto de 2011 At 06:34

Carla Cristina Luna Accioly

Hermenêutica.
Palavra grega que significa:
hermenêutica
her.me.nêu.ti.ca
sf (gr hermeneutiké) ^

1 Arte de interpretar o sentido das palavras, das leis, dos textos etc.
2 Interpretação dos textos sagrados e dos que têm valor histórico.

Jesus.
Jesus, a Palavra Encarnada.
“No princípio era a Palavra, e a Palavra estava com Deus, e a Palavra era Deus. [...] Todas as coisas foram feitas através dele e sem Ele nada do que existe teria sido feito.
- João 1: 1-3, King James

Sendo Jesus, então, A Palavra, e sendo Ele a Pessoa única e necessária para dar significado a Tudo o que existe, n’Ele próprio, somente, encontramos o caminho para a compreensão de toda a Escritura, a chave “hermenêutica” viva.
Tudo o que Ele falou, fez e ensinou deveria ser, para aqueles que n’Ele crêem, a luz para o entendimento de TODA a Escritura, uma vez que “...sem Ele nada do que existe teria sido feito.”

Mas, não é assim que acontece nos ambientes religiosos, na maioria das vezes.
Na religião, Jesus é examinado pelo filtro da Teologia e a Escritura é examinada usando-se ela por ela mesma.

Contudo, Jesus é a chave hermenêutica para a compreensão de toda a Escritura, e de tudo o que existe, existiu ou existirá.

Ponto


Jesus nasceu na plenitude dos tempos e inaugurou um novo tempo.
Jesus é a Nova Aliança, e o que Ele [que com 12 anos estava no templo “...sentado na companhia dos mestres, ouvindo-os e propondo-lhes questões...” e deixando-os “...maravilhados com a sua capacidade intelectual e com a maneira como comunicava suas conclusões...”] validou da Escritura [pelo modo como agiu e ensinou!], validado está, contudo o que n’Ele se fez inútil e obsoleto, inútil e obsoleto está, necessariamente, e não serve mais.

Até sobre os mandamentos:
“Asseverou-lhe Jesus:
‘Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e com toda a tua inteligência.’
Este é o primeiro e maior dos mandamentos.
O segundo, semelhante a este, é:
‘Amarás o teu próximo como a ti mesmo.
A estes dois mandamentos estão sujeitos toda a Lei e os Profetas’.”
- Mateus 22: 37-40

Percebamos a desconstrução de toda uma ordem posta naquela superestrutura religiosa, por meio de uma única sentença proferida de modo muito simples pelo Mestre, pelo próprio Deus.



Hoje em dia, vemos o mundo evangélico imerso num caos.


Fetiches, feitiços, feitiçarias gospel, copos de água sobre a TV, sal grosso sobre a calçada defronte o Templo Maior, sessões de descarrego, bíblias de vitória financeira, dízimos como moeda de barganha, culto à história, à prensa de Guttemberg, reverência ao livro-bíblia, à denominação dita histórica, ao mobiliário da época dos puritanos, aos grandes concílios, enfim.
Neste mundo evangélico adoecido de uma doença que para mim não há como ser curada, muitos, muitos se dizem mestres, profetas, obreiros, apóstolos, líderes sobre outros.
Muitos são afirmados por muitos e afirmam-se, ainda, como sendo “ungidos-do-Senhor”, à semelhança de alguns personagens bíblicos do antigo testamento, que viviam os tempos do que era somente sombra das coisas que haviam de vir, segundo o escritor de Hebreus.
Por meio deste ‘surto’ de ‘ungido-do-Senhor’ por parte de líderes religiosos, barbaridades acontecem no mundo evangélico.
Percebo dois lados de uma mesma doença: aqueles que assim se entendem como “ungidos-do-Senhor”, e aqueles que fazem para si seus totens “ungidos-do-Senhor” para serem reverenciados.
Os tais “ungidos-do-Senhor” sabem fazer a sua pajelança muito bem e enredar a muitos, ao mesmo tempo em que, em meio a todo esse misticismo, muitos reverenciam seu próprio ídolo em troca de uma espécie de cobertura espiritual, que terá aquele que reverenciar o líder religioso como tal.

Doença.
Feitiçaria-evangélica.
Pajelança-gospel.

Formam-se, então, os currais espirituais sob jurisdição de um pajé-evangélico, que promete sua proteção espiritual sobre os que estiverem debaixo do seu tacão.
Em Mateus, capítulo 23, temos um ensino de Jesus para seus discípulos que, caso fosse observado, faria vir abaixo a ascendência psicológica e espiritual que esses embustes “ungidos-do-Senhor” têm sobre muitos, e traria mais saúde espiritual para aqueles que acreditam necessitar de um outro mediador entre eles e Deus que não seja, apenas, Jesus.
“Vós, todavia, não sereis tratados de ‘Rabis’; pois, um só é vosso Mestre, e vós todos sois irmãos.
E a ninguém na terra tratai de vosso Pai; porquanto só um é o vosso Pai, aquele que está nos céus.
Também não sereis chamados de líderes, pois um só é o vosso Líder, O Cristo.
Porém, o maior entre vós seja vosso servo.”
- Mateus 23: 8-11

Palavra muito simples d’Aquele que é A Palavra que gera a Vida e que é O Caminho e A Verdade.

Neste ensino, Jesus esgota o assunto acerca destes males que assolam estes dias maus.
Muitos, porém, preferem abraçar um espinheiro, e não, a Oliveira.
Muitos não atentam para o ensino do Único Ungido do Senhor.
Muitos têm sua suposta proteção espiritual, concedida pelo pajé-ungido-do-Senhor, como sendo “minha porção” nesta vida.

Isso tudo, eu vi.

Carla Cristina Luna Accioly é uma das meninas do Reino e colaboradora do Genizah


Leia Mais em: http://www.genizahvirtual.com/2010/12/do-tal-ungido-do-senhor-mas-de-qual.html#ixzz1Ap8sdrK9
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