Angela Natel On terça-feira, 12 de julho de 2011 At 06:22


Textos-base:

Êxodo 8.1-19 (Vara mágica)
Deuteronômio 7.1-11 (Destruindo a idolatria)
Deuteronômio 7.12-26 (Deixando a idolatria do lado de fora)
2 Reis 2.1-14 (O manto de Elias)
Lucas 8.43-48 (Vestes que curam)
Marcos 8.22-26 (Remédio natural)
Atos 5.12-16 (Poder na sombra)


Introdução

Atualmente em muitas igrejas, diversos tipos de objetos são "ungidos" com o objetivo de transmitir ao fiel algum tipo de benefício. Entre eles estão o copo d’água sobre a TV ou rádio, rosa ungida, ramos de arruda, sal grosso, objetos trazidos de Israel, etc..

Os líderes dessas igrejas insistem que esses objetos apenas apóiam a fé dos crentes, mas geralmente esses objetos acabam sendo utilizados como talismãs.

Há ainda a idéia de que alguns objetos "abençoados" servem para espantarem demônios, o que dá a entender que os demônios (e também os anjos) podem ser atingidos através de cheiros, cores, gosto e vozes.


Uso de Objetos na bíblia

É fácil de se notar a semelhança dos "rituais" citados anteriormente com práticas de religiões como espiritismo e ocultismo, mas os praticantes alegam que tais práticas têm base na bíblia
citando por exemplo Atos 19.12.

O grande propósito era demonstrar o grande poder de Deus na vida dos possuidores desses objetos, sendo provas concretas de que a mensagem vinha de Deus e da comunhão que tinham com Deus.


Comparação com o que é visto é algumas igrejas

Através da observância das características do uso de objetos na bíblia podemos então comparar com a forma com que são utilizados atualmente em algumas igrejas.

1. Usados como símbolos: Geralmente os objetos estavam relacionados à natureza do milagre.

Exemplos: Serpente de bronze para curar mordida de serpente (Números 21.9), um pedaço de pau para fazer um machado flutuar (2 Reis 6.1-7), água do Jordão para "limpar" a lepra (2 Reis 5.1-14), entre outros.

Porém, EM SI PRÓPRIOS NÂO TINHAM QUALQUER PODER.


2.
Tipos de milagres realizados: Os tipos de milagres que tais objetos realizaram foram incomparavelmente maiores do que aquilo que é visto hoje.

Exemplos: Abrir rios, ressuscitar mortos, curar cegos e aleijados, entre muitos outros.


3.
Uso limitado ao momento do milagre: Nenhum dos objetos preservou algum poder após o milagre ter acontecido.

Exemplos: A serpente de bronze não foi mais utilizada para curar mordida de serpente após o ocorrido no deserto, os lenços e aventais de Paulo não retiveram poder após a saída dele de Eféso, etc.


4.
Objetos estavam ligados à pessoa dos homens de Deus: Alguns dos objetos usados eram de pertence dos homens de Deus.

Exemplos: A capa de Elias, vestes de Jesus, lenços e aventais de Paulo e até a sombra de Pedro.

Ao refletirmos o fato de que somente coisas pessoais dos profetas, de Jesus e dos apóstolos foram usadas, devemos nos perguntar se nossos objetos pessoas teriam o mesmo poder. A RESPOSTA HUMILDE DEVE SER "NÃO"


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. Nenhum dos objetos foi ungido ou abençoado: Essa é a principal diferença. Nos textos bíblicos não há qualquer menção à consagração de objetos antes de realizarem os milagres. Além disso, desconhece-se qualquer tipo de "unção de objetos" a serem empregados em milagres, para atrair bênção de Deus ou ainda para expelir demônios e doenças.

O QUE DAVA PODER ÀQUELES OBJETOS ERA O FATO DE QUE, PERTENCIAM OU FORAM MANIPULADOS POR PESSOAS SOBRE QUEM O PODER DE DEUS REPOUSAVA DE FORMA EXTRAORDINÁRIA.


Objetos que trazem MALDIÇÃO

Segundo adeptos do movimento de "batalha espiritual", objetos utilizados em qualquer tipo de magia, ocultismo ou religião idólatra ficam impregnados de emanações malignas, como se demônios "residissem" neles.. É um conceito semelhante ao praticado na magia, no qual entende-se que tais objetos são "transmissores" do poder da mágica que representam.

É dito que caso haja um objeto no ambiente de convívio de um cristão, estaria ele dando abertura para o "ataque" desses demônios, o que afetaria tanto sua vida familiar, como matéria e espiritual.


MALDIÇÕES trazidas por objetos consagrados a demônios

Para os seguires do movimento de batalha espiritual, a ingestão, posse e até contato com tais objetos oferecidos ou consagrados aos demônios trazem maldição aos crentes.

Segundo eles, o fato da pessoa ser crente não evita tal opressão, mas seguem algumas incoerências a respeito:

1. Demônios habitando em objetos físicos.

É um conceito que pode ser encontrado na mitologia grega e no paganismo. Na bíblia não há qualquer citação a situações como essas, falando apenas da atuação de demônios em seres humanos ou animais.


2.
Estabelecimento de pactos com demônios somente pela posse desses objetos.

É dito que a simples posse de objetos como livros sobre ocultismo, por exemplo, podem trazer maldição à vida de seu dono, MESMO QUE NÃO HAJA QUALQUER ATIVIDADE RELIGIOSA POR PARTE DA PESSOA.

Estranhamente, aqueles que crêem nisso não confirmam que, qualquer pessoa que possua, por exemplo, uma bíblia em sua casa entra em algum tipo de pacto ou aliança com Deus.


3.
Esses objetos podem afetar seus donos mesmo que eles desconheçam do que se trata.

Essa é uma afirmação que não tem qualquer base nas Escrituras, portanto não podem ser consideradas verdadeiras por nós cristãos, MESMO QUE HAJA TANTA PROPAGAÇÃO DESSA MENSAGEM.


Coisas amaldiçoadas na bíblia

Argumentos utilizados para apoiar a idéia de maldição através de objetos:

1. Passagens que condenam o uso de amuletos.

É defendido que os pendentes de ouro que as mulheres israelitas traziam nas orelhas ao saírem do Egito, eram amuletos (Êx 32.2-4), bem como os brincos que Jacó arrancou das orelhas de sua
família (Ge 35:1-4).

MAS, observando-se criteriosamente as situações, percebe-se que a condenação não existe em relação aos objetos em si, mas sim em relação á maneira como eram utilizados, já que eram tidos como amuletos protetores.


2.
Passagens que condenam imagens.

Existem muitas passagens na bíblia que condenam a idolatria, ou seja, o ato de prestar culto a imagens e, indireta ou diretamente às realidades espirituais às quais representam.

Moisés (Dt 32:17), Paulo (I Co 10:19-20) e João (Ap 9:20) identificam os deuses pagãos como demônios , entretanto, a bíblia condena o confeccionar e possuir essas imagens com PROPÓSITO RELIGIOSO (Êx 20:3-6).

Com isso, podemos entender que o mandamento contra a idolatria não se refere a possuir ou confeccionar esculturas ou imagens de realidades espirituais, tanto que Ele próprio também determinou a confecção de imagens de ouro de querubins para serem colocadas na tampa da arca (Êx 25.18-20). Mas tarde ela seria destruída devido ao fato dos israelitas ter passado a ADORÁ-LA.

Sendo assim, se devemos evitar possuir objetos relativos à idolatria, que não seja por superstição, mas por testemunho.


ATOS 19 e a Quebra de Maldições de objetos

Atos 19.18-19 talvez seja a passagem mais utilizada para justificar a quebra de maldições em objetos.

Esse texto relata a conversão ao cristianismo de ex-adeptos da magia, em Éfeso. Essas pessoas possuíam livros que ensinavam a práticas das artes de magia, como encantamentos, símbolos
secretos, etc., e resolveram queimá-los publicamente.

Para os adeptos da "batalha espiritual", essa "cerimônia" era necessária para que quebrar as maldições que tais livros carregavam, mas ao analisarmos bem, podemos notar que esse ato serviu para mostrar o arrependimento de tais pessoas (verso 18) e também para que esses livros não caíssem nas mãos de outras pessoas.

Portanto, os livros não foram queimados por possuírem em si qualquer maldição, mas para testemunhar o poder de Cristo sobre as trevas.


CONCLUSÃO

Não existe qualquer fundamento bíblico para que unjamos ou abençoemos objetos com o propósito de transmitir, através deles, alguma medida do poder de Deus.

Os objetos utilizados em qualquer religião somente têm alguma função durante sua utilização e em seu ambiente de "culto".

Exemplo: Pão e Vinho são consagrados e utilizados na ceia cristã, mas fora dela são objetos comuns.

PORTANTO, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito. (Romanos 8:1)



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