Angela Natel On sábado, 5 de março de 2011 At 06:47



POR WILLIAM MAZZA


Essa é a minha “tradução” contextualizada da parábola do “Bom samaritano”. Veja o porquê.

Antes de iniciar, faço um apelo: leia a parábola no evangelho de Lucas 10: 30 a 37, pois senão você não irá aproveitar esse artigo de maneira adequada. Vamos lá, sem preguiça. Eis minha versão:

“Um homem ia para o trabalho a pé normalmente, quando foi surpreendido por uma gangue de arruaceiros, dispostos a tudo para comprar mais droga para consumo próprio. Eles o roubaram e o espancaram, deixando-o desacordado e muito ferido no meio da rua. Passava por ali o ministro de louvor de uma grande igreja, mas quando viu o rapaz no chão lembrou-se de que estava atrasado para o ensaio da banda, e ignorou o coitado que estava lá largado às moscas. Passou também o pastor de uma outra igreja, mas também tinha compromissos mais importantes, em sua opinião. Passou batido também. Entretanto, passou um morador de uma favelinha que ficava perto do local dos eventos. Apesar de estar saindo atrás de um emprego para sustentar sua família, teve grande compaixão do jovem ferido e tomou uma atitude para ajudá-lo imediatamente. Pegou o rapaz nos braços e o levou a uma pequena pensão que conhecia ali perto mesmo. Coisa muito simples, mas era tudo que dava para pagar. Cuidou dele, comprou remédios, mas como precisava de um emprego, deixou mais algum dinheiro para qualquer nova necessidade que surgisse, e partiu.”

Moral da estória: “quem deveria ser o primeiro a ajudar, não ajudou. De quem não se esperava nada, contudo, veio a grande atitude de amor”

Essa parábola fala não só de amor ao próximo, mas de preconceito também. Os judeus desprezavam os samaritanos. Para eles, nada que viesse daquele povo serviria para nada. Ninguém prestava. Mas de maneira muito chocante, Jesus cria essa estória com o nítido objetivo de “cutucar” os arrogantes que se entitulam representantes de Deus na Terra. Na minha contextualização, usei o morador de uma favela por que em nossa sociedade, muitos pensam que em favelas só tem banditismo. Ledo engano. A maioria é formada por pessoas de bem e que podem expressar seu amor a Deus e ao próximo de maneira muito mais genuína do que muitos cristãos presunçosos podem achar, mesmo sem recursos financeiros para isso.

Mais uma coisa. Jesus fala do levita e do sacerdote de propósito. Ele quer mostrar que títulos religiosos são inúteis se não for para colocar o amor em ação. Nada pode ser mais importante do que ajudar alguém que precisa. Não há culto, louvor ou atividade de igreja mais nobre do que ajudar quem precisa. Isso serve para nós também, tão preocupados com as atividades eclesiásticas, mas muitas vezes incapazes de auxiliar no sofrimento de quem realmente precisa. É isso. Até a próxima.

Os internautas escolheram a parábola do “filho pródigo” (Lc 15: 11-32) para ser a próxima. Muito legal. Não se esqueça de escolher a próxima em nossa pesquisa virtual.


http://lombel.com.br/bereiablog/?p=1156

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