Angela Natel On sexta-feira, 11 de março de 2011 At 06:31



Por Hermes C. Fernandes

O vocábulo "cristão" é derivado de "Cristo". Embora pareça um superlativo (cristão = grande Cristo), na verdade é um diminutivo (algo como "cristinho", ou "pequeno Cristo"). Portanto, se quisermos saber o que significa ser "cristão", temos que descobrir o significado do nome "Cristo".

O vocábulo "Cristo" significa "Ungido", isto é, "alguém que foi capacitado para fazer coisas extraordinárias". Jesus é único em Sua categoria. Ele não é "um" ungido, e sim "O" Ungido. Por isso, Paulo, o apóstolo, O chamava de "Cristo Jesus".

Mesmo sendo Deus encarnado, Jesus Se esvaziou de tal maneira, que tornou-Se um ser humano comum, e para cumprir Sua missão, teve que ser ungido pelo Espírito Santo. Logo após Seu batismo, em Sua primeira oportunidade de falar em público na sinagoga que freqüentava, Jesus leu uma profecia contida no Livro de Isaías, que diz:

"O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu para evangelizar aos pobres. Enviou-me para apregoar liberdade aos cativos, dar vista aos cegos, pôr em liberdade os oprimidos, e anunciar o ano aceitável do Senhor" (Lc.4:18-19).

A mesma unção derramada pelo Espírito em Jesus, também capacita Seus seguidores a darem continuidade à Sua missão.

A unção nada mais é do que o agir do Espírito Santo através dos seguidores de Jesus. Ele escolheu homens comuns para realizar feitos extraordinários. Antes de partir, Ele orientou a Seus discípulos a que não se ausentassem de Jerusalém, mas aguardassem a vinda do Espírito Santo que os capacitaria com extraordinário poder (At.4-8). Só depois de receberem o "poder do alto", eles estariam autorizados a deixarem Jerusalém, e levar a mensagem de Jesus aos confins da Terra.

Com a chegada do Espírito da Promessa, a revolução estava deflagrada. Até as autoridades se admiravam ao ver homens galileus, indoutos, de origem humilde, fazendo verdadeiras proezas (At.4:13). Sua identificação com Cristo era tão patente, que eles acabaram sendo chamados de "cristãos". A unção que sobre eles permanecia, os capacitava a viver como se Jesus vivesse através deles. E não era apenas pelos milagres que operavam, mas pela maneira como viviam, como repartiam suas posses, como se perdoavam mutuamente, e como amavam, até mesmo a seus inimigos.

Como podemos perceber, "unção" não tem nada a ver com o sensacionalismo encontrado hoje em alguns círculos cristãos. Não se trata de sentir arrepios, emoções, ou mesmo, falar em línguas. Não tem a ver com a temperatura de um culto. Ser ungido é ser capacitado para fazer o que só Jesus seria capaz. E não me refiro apenas às coisas sobrenaturais, como curas e exorcismos, mas sobretudo às coisas sobrehumanas, como perdoar os inimigos, por exemplo.

E a unção não pode ser transferida. Somos o Corpo de Cristo, e recebemos a unção que sobre Ele, o Cabeça, desceu. A unção equivaleria ao sangue no Corpo Místico de Cristo. Quem faria transfusão de sangue do braço esquerdo para o direito?

Todos os cristãos genuínos são ungidos, ainda que não estejam cientes disso. Não há graus de unção. Qualquer região de um corpo que sofrer um pequeno corte vai sangrar. Seja a ponta da orelha, ou o dedão do pé. Assim se dá com a unção.

Desde o pastor até o mais humildade membro da congregação, todos são ungidos para cumprir sua missão de ser luz no mundo.

Assim como um membro do corpo apodreceria caso o sangue nele não circulasse, um membro de Corpo Místico de Cristo se corromperia caso a unção do Espírito nele não operasse.

Embora o mesmo sangue que corre nos dedos das mãos, seja o mesmo que corre nos dedos dos pés, não se pode exigir que os dedos dos pés tenham a mesma habilidade dos dedos das mãos. Cada um tem sua própria vocação.

Assim se dá no Corpo de Cristo. Uns são chamados para pregar, outros para dedicar-se à intercessão, mas todos são igualmente ungidos por Deus para que através de sua própria vida, seja dado testemunho da presença de Deus no mundo.


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