Angela Natel On quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011 At 12:47

A Seita Creciendo en Grácia, fundada por José Luis de Jesus Miranda (vulgo Jesus Cristo Homem), apregoa muitas heresias. Uma delas: Não há pecado, apenas obras da carne. Como chegam a essa conclusão? Analisemos suas crenças. O problema da seita é o líder ensinar seus adeptos a não acreditar como evangelho os que não sejam de Paulo. Assim, quando arrazoamos com eles, usando textos de Tiago, Pedro e João, torna-se inútil a argumentação, a menos que estejamos preparados para provar que a Bíblia toda é inspirada por Deus.

"NÃO HÁ PECADO"
Heresia 1 - "Na consumação dos séculos, quando Jesus de Nazaré disse: “Consumado está”, e expirou, finalizou a era de pecado."
Resposta Cristã - Jesus Cristo pôs fim ao domínio do pecado sobre todos aqueles que o aceitam como Salvador único e suficiente de suas vidas. Cristo pôs fim ao pecado por este não poder mais reinar através da morte (Romanos 5:17, 21) Em outras palavras, se em Adão todos morrem, em Cristo todos [os que o aceitaram e morreram] serão vivificados, como salvos, que aguardaram a manifestação gloriosa do grande Deus e Salvador de nós, Cristo Jesus. - Tito 2:13) O fato de se dizer que "o pecado reinou através da morte" não significa que não haja mais pecado. Paulo disse que a morte reinou de Adão até Moisés. (Romanos 5:14) Significa isso que ninguém morreu mais depois de Moisés? Óbvio que não! Assim também, o pecado reina para os que não possuem a graça de Deus por não terem Cristo como seu Salvador.
Heresia 2 - "Sua morte pôs fim a lei, Rom 10:4. Onde não há lei, não se inculpa de pecado, Rom 5:13."
Resposta cristã - A lei em que se pôs fim foi àquela dada à Moisés. Esta letra mata, porque condenava a todos. (2 Coríntios 3:1-6) Em Romanos 3:27, lemos sobre "a lei da fé". Então, se há uma "lei da fé", quem não a obedece peca. Mas por que Romanos 5:13 diz que "o pecado não é levado em conta quando não há lei"? Bem, os adeptos dessa seita isolam o versículo do contexto. No versículo 12, diz-se que o pecado entrou no mundo por Adão, e todos pecaram. No versículo 13, Paulo menciona que até ao regime da lei havia pecado no mundo, mas que naquela época, antes da lei ser dada, entre Adão e Moisés (versículo 14), o pecado não era levado em conta, como se o castigo fosse abrandado. Assim, neste caso específico, a expressão "onde não há lei" se refere à epoca anterior à lei, entre Adão e Moisés, e não aos nossos dias, pois vivemos debaixo da lei de Cristo. (1 Coríntios 9:21; Gálatas 6:2) Portanto, quando falhamos em cumpri-la, pecamos. (Embora os adeptos dessa seita não creiam na Epístola de João, lemos em 1 João 2:1, 2 que se pecarmos temos advogado para nos interceder junto ao Pai. Assim, podemos pecar.)
Heresia 3 - "O homem tinha uma cabeça representante chamada Adão que o colocou em pecado; mas apareceu o último Adão, Jesus de Nazaré, e da mesma maneira o passou sua justiça. “Porque assim como pela desobediência de um homem os muitos foram constituídos pecadores, assim também pela obediência de um, os muitos serão constituídos justos.” Rom 5:19."
Resposta cristã - Em si, estas palavras não são heréticas, mas se tornam devido aos fins pelos quais é usada: Tentar provar que após a morte de Jesus não há mais pecado.
Heresia 4 - "O sacrifício de Jesus na cruz nos colocou na posição de mortos ao pecado, Rom 6:2. Um morto não tem pendências, nossa conta está paga, limpa. Deus te vê como te deixou faz 2000 anos atrás, perfeito, sem mancha e sem ruga, por uma só oferta, Heb 10:14."
Resposta cristã - Romanos 6:2 precisa ser interpretado à luz do contexto. No versículo1, Paulo pergunta: "Permaneceremos no pecado, para que superabunde a graça?" Assim, para Paulo seria possível permanecer no pecado, tanto que no versículo 2, ele inicia: "Que isso nunca aconteça!" Como poderíamos usar a expressão "que algo nunca aconteça" se esse "algo" não existe mais? Também, ao afirmar que morremos para o pecado, não se afirma que o pecado não existe. No versículo 6, Paulo afirma que "foi crucificado com ele [Jesus] o nosso velho homem". Assim, quem morreu ou deixou de existir não foi o pecado, mas a nossa natureza pecaminosa. Tanto que o restante do versículo reza: "para que o corpo do pecado seja destruído e não sirvamos o pecado como escravos". Como poderíamos servir ao pecado como escravos se o pecado não mais existe? O que o texto pretende ensinar é que devido ao nosso relacionamento com Jesus Cristo, o pecado perdeu a autoridade sobre nós. No versículo 11, aprendemos que "morremos para o pecado, mas vivemos para a Deus". Então, não foi o pecado que deixou de existir. Por isso, Paulo adverte: "Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal [...] nem ofereçais cada um os membros do seu corpo ao pecado". (Romanos 6:12, 13) Qualquer leitor inteligente entenderia através desses versículos que épossível sim pecarmos. E o pecado de estimação dos adeptos da seita Creciendo en Gracia é acreditar num apóstata e falso-cristo.
Heresia 5 - "Jesus Cristo Homem te aclara que as obras da carne e o pecado são duas coisas diferentes as obras da carne são as debilidades que possui todo aquele que vive em um corpo. O pecado foi erradicado, foi quitado."
Resposta cristã - Se Jesus quitou o pecado, e as obras da carne não são pecado, entã o que Cristo fez na cruz não quita as obras da carne, as quais, segundo Paulo, são estigmas de quem não herdará o reino de Deus. Se não quita as obras da carne, o sacrifício de Jesus foi insuficiente. Se a morte entra no mundo através do pecado, e as obras da carne nos impedem de herdarmos a vida eterna no Reino de Deus, então as obras da carne são pecados, com certeza.
Heresia 6 - “…mas agora, na consumação dos séculos, se apresentou uma vez para sempre pelo sacrifício de sí mesmo para tirar do meio o pecado.” - Heb 9:26.
Resposta Cristã - A aplicação que a seita Creciendo en Gracia faz de Hebreus 9:26 é horrorosa! Usam este texto para afirmarem que "agora" ou "na consumação dos séculos" se referem aos nossos dias, quando o tal José Luis de Jesus Miranda resolveu apregoar que ele é a encarnação de Jesus Cristo Homem. Mas essas expressões, no contexto, referem-se aos dias em que Jesus se manifestou, ou seja, à sua encarnação há 2.000 anos. "Na consumação dos séculos" não se refere a 1973, quando o tal falso-cristo alegou ter recebido de Jesus a notícia de que ele era Jesus, mas se referia aos "nesses últimos dias" de Hebreus 1:1, 2, quando Deus nos falou por intermédio de Jesus, ou seja, quando a profecia messiânica se cumpriu naqueles dias. E a expressão correta de Hebreus 9:26 sobre "aniquilar, pelo sacrifício de si mesmo o pecado", nunca foi entendido como fim do pecado, enquanto vivermos esta vida. Tal expressão denota que o pecado não tem mais poder como tinha antes, de trazer a morte eterna (condenação eterna) para os não-salvos.
Heresia 7 - "Assim que, NÃO HÁ PECADO, abençoado."
Resposta cristã - Obrigado, mas não aceitamos a bênção de quem segue um falso-cristo, que diga-se de passagem está proclamado que até 1o. de julho de 2012 todos os seus seguidores serão transformados num piscar de olhos, e serão glorificados. Conforme quadro ao lado, às 23 horas do dia 29 de janeiro de 2011, faltavam 518 dias e 1 hora para isso acontecer. Mais um falso profeta, à lá Charles Taze Russell, Joseph Smith Jr., Ellen Gould White, David Berg, William Marrion Brahan, entre outros. Se não existisse pecado, que sentido teria as palavras de Paulo, aos cristãos em Corínto: "Cometi eu algum pecado, pelo fato de viver humildemente, para que fôsseis vós exaltados, visto que gratuitamente vos anunciei o evangelho de Deus?" (2 Coríntios 11:7) Gostaria de saber se eu estou cometendo algum pecado por expor as heresias de um falso-cristo, que vai acordar decepcionado em 2 de julho de 2012. - Fernando Galli [Vou marcar minha segunda lua de mel para dia 2 de julho de 2012, em Porto Rico, onde o falso-cristo nasceu.]
_____

Nota - Os textos considerados heresias foram extraídos do site http://www.cegbrasil.com/
Créditos da foto da contagem regressiva - http://www.cegbrasil.com/

0 comentários:

Liberdade de Expressão


É importante esclarecer que este BLOG, em plena vigência do Estado Democrático de Direito, exercita-se das prerrogativas constantes dos incisos IV e IX, do artigo 5º, da Constituição Federal. Relembrando os referidos textos constitucionais, verifica-se:
“é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato" (inciso IV) e "é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença"(inciso IX). Além disso, cabe salientar que a proteção legal de nosso trabalho também se constata na análise mais acurada do inciso VI, do mesmo artigo em comento, quando sentencia que "é inviolável a liberdade de consciência e de crença". Tendo sido explicitada, faz-se necessário, ainda, esclarecer que as menções, aferições, ou até mesmo as aparentes críticas que, porventura, se façam a respeito de doutrinas das mais diversas crenças, situam-se e estão adstritas tão somente ao campo da"argumentação", ou seja, são abordagens que se limitam puramente às questões teológicas e doutrinárias. Assim sendo, não há que se falar em difamação, crime contra a honra de quem quer que seja, ressaltando-se, inclusive, que tais discussões não estão voltadas para a pessoa, mas para idéias e doutrinas.