Angela Natel On domingo, 27 de fevereiro de 2011 At 09:36
Angela Natel On At 06:47

Como Perdoar Setenta vezes Sete – John Piper

A parábola conta a história de um rei cujo servo lhe devia a quantia espantosa de 10 mil talentos (18.24). "Para compreender a exorbitância dessa quantia, basta dizer que o rei Herodes tinha uma renda anual de cerca de 900 talentos, e que a Galileia e a Peréia [a 'terra além do Jordão'], no ano 4 a.C, pagaram 200 talentos em impostos." Aparentemente, a quantia foi exagerada de propósito (assim como dizemos "zilhões" de dólares) ou o servo era um oficial de alta patente que conseguiu apropriar-se de quantias enormes do tesouro do rei ao longo dos anos. Seja como for, Jesus descreve essa dívida como praticamente incalculável.

O rei ameaçou vender o servo e sua família. Mas "o servo prostrou-se diante dele e lhe implorou: 'Tem paciência comigo, e eu te pagarei tudo' [uma promessa aparentemente impossível de ser cumprida, em vista da quantia]. O senhor daquele servo teve compaixão dele, cancelou a dívida e o deixou ir" (v. 26,27). Esse perdão é tão grandioso quanto o tamanho da dívida, e esse é o ponto principal. Jesus quer incutir em nossa mente que o pecado é uma dívida incalculável para com Deus. Jamais poderemos saldá-la. Jamais teremos condições de acertar as contas com Deus. Não há penitência, boas obras ou justificativas capazes de pagar a dívida da desonra que lançamos sobre Deus com nossos pecados.

O servo, porém, não recebeu aquele perdão pelo que este representava: magnífico, imerecido, destinado aos humildes de coração ou a quem suscita misericórdia. Jesus não relata nenhuma palavra de gratidão ou de admiração daquele servo. Incrível! Simplesmente relata acontecimentos incompreensíveis logo após o perdão.

Mas quando aquele servo saiu, encontrou um de seus conservos, que lhe devia cem denários. Agarrou-o e começou a sufocá-lo, dizendo: "Pague-me o que me deve!" Então o seu conservo caiu de joelhos e implorou-lhe: "Tenha paciência comigo, e eu lhe pagarei". Mas ele não quis. Antes, saiu e mandou lançá-lo na prisão, até que pagasse a dívida, (v. 28-30)

O "perdão" recebido por aquele homem não lhe abrandou a ira. Ele agarrou o conservo e começou a sufocá-lo.

O rei tomou conhecimento do caso e ficou (legitimamente) ira¬do (v. 34). Disse ao servo: " 'Servo mau, cancelei toda a sua dívida porque você me implorou. Você não devia ter tido misericórdia do seu conservo como eu tive de você?' Irado, seu senhor entregou-o aos torturadores, até que pagasse tudo o que devia" (v. 32-34). A conclusão da parábola atinge em cheio a questão da ira e do perdão. Jesus diz: "Assim também lhes fará meu Pai celestial, se cada um de vocês não perdoar de coração a seu irmão" (v. 35).

A mensagem principal da parábola é que Deus não tem obrigação de salvar quem diz ser seu discípulo, se esse pretenso discípulo não tiver recebido a dádiva do perdão pelo que ele realmente representa — infinitamente precioso, estupendo, imerecido, destinado aos humildes de coração e a quem suscita misericórdia. Se dissermos que fomos perdoados por Jesus, mas não houver em nosso coração nenhuma brandura para perdoar os outros, não receberemos o perdão de Deus (v. Mateus 6.14,15; Marcos 11.25).

Lembre-se, a parábola foi contada para ajudar Pedro a entender o mandamento de Jesus de perdoar setenta vezes sete (Mateus 18.22). Isto é, foi contada para ajudar-nos a lidar com a ira que surge naturalmente em nosso coração quando alguém nos ofende centenas de vezes. A solução, diz Jesus, é viver com plena consciência desta maravilhosa dádiva: fomos perdoados de uma dívida muito maior que todos os erros cometidos contra nós. Explicando melhor: devemos viver com plena consciência de que a ira de Deus contra nós foi eliminada, apesar de termos pecado contra ele muito mais que setenta vezes sete. Esse modo de viver produzirá um coração quebrantado, contrito, alegre e terno, que governará nossa ira. A única ira benéfica é a ira moldada por um coração humilde.

Angela Natel On At 05:41
Angela Natel On At 05:31
Angela Natel On At 05:26
Angela Natel On sábado, 26 de fevereiro de 2011 At 06:16
Por Renato Vargens

A Editora FIEL, lançou em Outubro de 2010 um livro em homenagem ao longo e profícuo ministério do pastor Ricardo Denham. Pela Graça de Deus, tive o privilégio de ser um dos escritores desta importante obra. O tema que me coube foi: "A relevância das Escrituras para a Igreja Brasileira.

Segue abaixo todas as informações relacionadas a publicação e lançamento da obra:

Por Franklin Ferreira:

O livro foi enviado para impressão à gráfica, em São Paulo. Lançado no formato 16×23 cm, com um total de 728 páginas. Incluso, oito páginas em papel especial com dezenas de fotos a cores e em preto & branco ilustrando a longa carreira de pastor Ricardo.

Abaixo, oferecemos o prefácio e o sumário da obra para os leitores do blog.

No ambiente acadêmico, um Festschrift é um livro homenageando um acadêmico respeitado, publicado por ocasião de uma honrosa aposentadoria ou por ocasião de seu sexagésimo ou setuagésimo aniversário. O termo original alemão pode ser traduzido como “edição comemorativa” ou “publicação honorífica”. Esta publicação contém textos de antigos alunos em homenagem ao mestre, variando em tamanho e quantidade de ensaios. Assim sendo, os ensaios publicados em tal livro se relacionam de alguma forma com as contribuições do homenageado em sua área acadêmica. Não raro, importantes personalidades fora do meio acadêmico também são homenageadas com um Festschrift. Entre cristãos, um dos exemplos mais famosos é o tributo editado por C. S. Lewis, Essays Presented to Charles Williams.1

A razão desta edição comemorativa é celebrar os cinqüenta e oito anos de serviço abnegado, perseverante e frutífero à igreja evangélica brasileira por parte de James Richard Denham Jr. Ele chegou ao Brasil com sua esposa, Pearl Armen Denham, em 1952 e tem servido como missionário, plantador de igrejas, pregador, evangelista, conselheiro, editor e estadista do Reino. O Pastor Ricardo, como carinhosamente é conhecido, tem servido à igreja evangélica não somente com a publicação de cerca de duzentos títulos, através da Editora Fiel, mas também com a organização de conferências para pastores e líderes, que completou no ano de 2010 a sua vigésima sexta edição no Brasil. Isso sem mencionar as conferências para jovens, desde 2003, e seu ministério de distribuição de livros e conferências que ocorrem há mais de uma década em outros países lusófonos, como Portugal, Moçambique e Angola. Por meio deste amplo ministério, este servo de Deus tem sido usado para o desenvolvimento espiritual e intelectual de um incontável número de cristãos. Acima de tudo, a literatura reformada era quase inexistente no Brasil até o surgimento da Editora Fiel. Portanto, o pastor Ricardo é um dos instrumentos da inserção e do solidificar-se da tradição reformada neste país. Logo, ao prestar-lhe esta homenagem, damos glória a Deus que concede dons aos seus servos, “com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo, até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo” (Ef 4.12-13).

Esta obra, que inclui um capítulo biográfico acompanhado de um caderno de fotos, é dividida em quatro blocos. Estes contêm ensaios nas áreas da história da igreja, teologia, eclesiologia e sociedade, o que dá a dimensão exata dos interesses doutrinários e da influência do pastor Ricardo sobre uma ampla gama de acadêmicos, pastores, educadores e líderes em áreas tão diversas e importantes para a comunidade evangélica. Este volume se encerra com uma doxologia, o que é apropriado a um livro que afirma a força e a relevância da fé reformada no Brasil, cujo alvo principal é a glória e o deleite no Deus trino, Pai, Filho e Espírito Santo.

Os autores, todos eles brasileiros, são amigos, filhos na fé, colegas de ministério e acadêmicos que foram diretamente abençoados pela convivência e profícuo ministério de pastor Ricardo. Como o leitor notará, estes autores espelham a diversidade da tradição reformada no Brasil, que tem alcançado muitas denominações e igrejas independentes nestas terras. Aqui são encontrados escritores já conhecidos, assim como novos e promissores autores, que temos a honra de apresentar à igreja evangélica brasileira. E no amplo mosaico de estudos aqui presentes, o leitor descobrirá uma agenda para recuperarmos a mensagem do evangelho, que trata de Deus, da criação, da queda, da redenção e da restauração, o que produzirá a necessária vitalidade eclesiástica nestes tempos tão conturbados. Como John Leith escreveu, “a tradição reformada não pretende ser a única tradição cristã. Ela afirma, sim, uma forma pela qual a Igreja una, santa, católica e apostólica, tem vivido, anunciando sua fé e vida a cada nova geração. Reivindica ser uma forma autêntica da comunidade cristã, com sua força e também com suas fraquezas e problemas. Deseja ser o povo de Deus em sua plenitude. Na base de tudo isso, a tradição reformada requer aceitação e avaliação crítica”.2 Deste modo, o leitor é convidado a tratar os diversos temas oferecidos nesta obra como um ponto de partida, interagindo com os mesmos, corrigindo-os à luz das Escrituras, se for o caso, desenvolvendo-os e aplicando-os, para que a igreja evangélica brasileira seja reformada e santificada, para transformar a rica e variada cultura brasileira, trazendo-a para debaixo do senhorio cósmico de Cristo Jesus.

Portanto, um dos alvos desta obra é afirmar a fé reformada como uma força cultural contemporânea no Brasil.3 Para enriquecer ainda mais esse trabalho, ao final foi adicionado o documento “uma proposta de Declaração de Fé submetida pela Comissão de Teologia da Fraternidade Mundial de Igrejas Reformadas”, texto inédito divulgado em abril de 2010 por uma comissão do World Reformed Fellowship, por ocasião de sua terceira assembléia geral. Reverendo Augustus Nicodemus Lopes, membro do comitê executivo da WRF, escreveu: “A Declaração de Fé da Fraternidade Mundial Reformada nasceu do desejo da Fraternidade de oferecer à nossa geração uma visão bíblica e reformada sobre assuntos cruciais da fé cristã, especialmente aqueles que não foram tratados nas grandes confissões reformadas, mas que têm se constituído um desafio para as igrejas nos dias de hoje. Não pretende ser uma confissão e nem substituir as confissões reformadas. É tão somente uma declaração escrita por teólogos de diferentes países e culturas, todos de linha reformada, sobre estas questões contemporâneas. A versão que publicamos nesta edição ainda tem caráter provisório, pois a Declaração ainda está no processo de revisão e adaptação, devendo ser definitivamente aprovada pela Fraternidade em sua Assembléia Geral, em 2014”. Assim, oferecemos aos leitores um documento confessional atual, tratando alguns dos principais dilemas e tensões que a comunidade cristã tem enfrentado nestes tempos.

Num período de tantas mudanças, onde parece que contemplamos os estertores de uma civilização, devemos afirmar nossa confiança quanto ao triunfo da causa de Cristo. Rogamos a Deus para que os esforços e o constante exemplo de vida do pastor Ricardo continuem frutificando nos países de fala portuguesa. Mais ainda, ousadamente suplicamos ao Senhor da glória que a fé bíblica, como sintetizada na tradição reformada e exposta neste volume, restaure as igrejas do nosso país e além. Assim sendo, é oportuno encerrar citando um trecho de uma correspondência do reformador francês João Calvino: “A reforma da igreja é obra de Deus e tão independente de esperanças e opiniões humanas quanto a ressurreição dos mortos ou qualquer milagre dessa espécie. Portanto, no que tange à possibilidade de fazer algo em favor dela, não se pode ficar esperando pela boa vontade das pessoas ou pela alteração das circunstâncias da época, mas é preciso irromper por entre o desespero. Deus quer que seu evangelho seja pregado. Vamos obedecer a este mandamento, vamos para onde Ele nos chama! O sucesso não é da nossa conta”.4
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Apresentação – J. Richard Denham III & Valter Graciano Martins
Prefácio – Franklin Ferreira
Introdução – Maurício Andrade
Colaboradores
O casal Denham no Brasil e o ministério da Editora Fiel – Gilson Santos

História
1. Quem é realmente reformado? Relembrando conceitos básicos da fé reformada – Valdeci Santos
2. O caráter confessional da fé reformada – João Alves dos Santos
3. A presença dos reformados franceses no Brasil colonial – Franklin Ferreira
4. A evangelização no Brasil e a redescoberta da fé reformada – Josafá Vasconcelos
5. Por um pacto evangélico: exortação sobre a unidade da igreja – Tiago José dos Santos Filho

Teologia
6. Fides et scientia: indo além da discussão de “fatos” – Davi Charles Gomes
7. A relevância das Escrituras para a igreja brasileira – Renato Vargens
8. Lutero ainda fala: um ensaio em história da interpretação bíblica – Augustus Nicodemus Lopes
9. A necessidade e a importância da teologia sistemática – Hermisten Maia Pereira da Costa
10. Uma introdução à teologia do pacto – Mauro Meister
11. A soberania de Deus e o problema do mal em Habacuque – Luiz Sayão
12. A compreensão puritana da intercessão de Cristo – João Serafini
13. Os benefícios devocionais dos cinco pontos do calvinismo – Clodoaldo Machado
14. O lugar da fé e da obediência na justificação – Heber Campos Júnior

Igreja
15. O princípio regulador no culto – Paulo Anglada
16. Uma perspectiva teológica do ministério pastoral – Paulo Valle
17. A centralidade da pregação expositiva – Daniel Deeds
18. O batismo na Didaquê – Wilson Porte Jr.
19. O ministério pastoral e a catequese nas igrejas confessionais – Juan Siqueira
20. Aconselhamento bíblico: um ministério essencial na igreja – Flavio Ezaledo
21. Crescimento da igreja: com reforma ou com reavivamento? – Heber Campos
22. A revitalização da igreja – Leonardo Sahium
23. A piedade e espiritualidade nos comentários e sermões de João Calvino sobre os Salmos – Jorge Noda

Sociedade
24. A filosofia reformada: suas origens e seu lugar na história do pensamento protestante – Guilherme Carvalho
25. A centralidade da ética na vida cristã – Jorge Max
26. Estado e política em João Calvino, na Confissão de Fé de Westminster e em Abraham Kuyper – Solano Portela Neto
27. O ensino da graça comum na tradição reformada – Fernando de Almeida
28. A criação no contexto da fé reformada – Adauto Lourenço
29. Os fundamentos teológicos da família cristã – Sillas Campos
30. Uma educação integral e transformadora – Paulo César Oliveira

Doxologia

Paixão pela glória de Deus – Franklin Ferreira
Uma Proposta de Declaração de Fé submetida pela Comissão de Teologia da Fraternidade Mundial de Igrejas Reformadas
Angela Natel On At 06:13
Angela Natel On At 06:05
Angela Natel On At 05:50
Angela Natel On sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011 At 07:06
Angela Natel On At 06:12


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Por Pb. Wanderley Santana
Presbítero da Assembléia de Deus – Belém em Birigui/SP
Publicado originalmente em: Pb. Wanderley Santana


Paradoxo ”é uma declaração aparentemente verdadeira que leva a uma contradição lógica, ou a uma situação que contradiz a intuição comum. Em termos simples, um paradoxo é o oposto do que alguém pensa ser a verdade. Os “paradoxos bíblicos” seriam algo do tipo: Jesus é 100% homem e 100% Deus; Deus é soberano e o homem é responsável etc.

• Se Deus é Todo-Poderoso, Ele pode criar uma pedra que Ele mesmo não possa carregar?
• Deus pode criar um circulo quadrado?
• Deus pode criar alguém que seja mais poderoso que Ele?

Estes são alguns exemplos de paradoxos famosos que alguns usam para “demonstrar” que o Deus Todo-Poderoso não existe.

Quando olhamos para a pergunta, imediatamente tiramos a conclusão: Deus não é Todo-Poderoso. Por quê? Bem, se ele pode criar uma pedra, mas NÃO pode carregá-la, então Ele não é Todo-Poderoso. Por outro lado, se Ele NÃO pode criar tal pedra, Ele também NÃO é Todo-Poderoso. Parece que estamos num dilema insolúvel. Apenas parece…

Há, no mínimo, quatro problemas na pergunta que se entrelaçam: dois de caráter lógico (da matéria Lógica, não de “obviedade”) e dois de caráter teológico.

Problemas Lógicos:

Contradição: Este é o mais óbvio. É o que constitui o paradoxo. E a contradição se dá por causa dos termos “Todo-Poderoso” (supondo que signifique “pode tudo”) e o “não pode”. Afirma-se que Deus “pode tudo” e, ao mesmo tempo, afirma-se que ele “não pode”. Em outras palavras, afirma-se que Deus “pode tudo” e simultaneamente nega-se que Deus “pode tudo”. A frase, por si só, não faz o menor sentido. É como se eu dissesse que “minha cachorrinha Pitukinha é um gato”. Não faz sentido. Afirma-se que a Pitukinha é uma cachorrinha e simultaneamente nega-se que ela é uma cachorrinha. É uma contradição: ela não pode ser uma cachorrinha E um gato ao mesmo tempo e no mesmo sentido.

Falácia Lógica:

Uma falácia “é um argumento logicamente inconsistente, sem fundamento, inválido ou falho na capacidade de provar eficazmente o que alega”. Em outras palavras é um erro lógico que contamina a validade de um raciocínio. Por exemplo:

(Premissa 1) Todo gato é mamífero.
(Premissa 2) A Pitukinha é um mamífero.
(Conclusão) A Pitukinha é um gato.

O argumento acima é falacioso, pois, apesar das duas premissas serem verdadeiras a conclusão é falsa. Existem outros mamíferos além de gatos. Um animal ser mamífero não é suficiente para caracterizá-lo como gato! A Pitukinha é, de fato, um mamífero, mas ela é uma cachorrinha!

A falácia que ocorre em “Deus e a pedra” é dizer que Deus “carrega” a pedra. A frase pressupõe que as forças físicas (peso, gravidade etc.) podem limitar o poder de Deus. Ora, Deus é espírito, imaterial, incorpóreo. Ele não tem dimensões físicas (altura, largura, profundidade etc.) e não é limitado por elas. Ele mesmo as criou. Não é correto dizer que Deus possa “carregar” a pedra, como se esta exercesse alguma influência física em Deus ou que Deus usa seus músculos para tentar levantar uma pedra pesada. As categorias físicas não são aplicáveis a Deus.

É como se eu perguntasse a Pitukinha: tem quantos Megabytes? Não faz sentido. As categorias da informática não são aplicáveis à Pitukinha.

Problemas Teológicos:

Má compreensão da Onipotência divina: Deus ser “Todo-Poderoso” não significa que Deus é “Todo-Poderoso-Absurdo”. Em outras palavras, Deus não faz algo que contradiga, ou seja, inconsistente com sua própria natureza, por exemplo: Deus não pode pecar, Deus não pode deixar de ser Deus.

A Onipotência divina não implica que Deus possa “fazer todo tipo de coisas inerentemente contraditórias entre si”. Dessa forma, Deus não pode criar um “círculo-quadrado” por ser um conceito autocontraditório, uma impossibilidade lógica. “Não existe em Deus um poder absoluto divorciado de suas perfeições divinas”.

O propósito de Deus: Deus sempre faz algo com um propósito. “O SENHOR fez todas as coisas para determinados fins e até o perverso, para o dia da calamidade” (Pv 16.4). Se Ele cria uma pedra, não importa quão pesada ela seja, Ele tem uma finalidade para ela. E, como vimos, não pode ser o de “carregá-la”. O fim supremo e principal de todas as ações de Deus é glorificar a si mesmo. A pedra criada tem esta mesma finalidade: a glória de Deus.

Fonte: [ Mantendedor da Fé ]


http://bereianos.blogspot.com/

Angela Natel On quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011 At 06:17
Angela Natel On At 06:09


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Vamos analisar o texto de Marcos 16.17,18:

Estes sinais hão de acompanhar aqueles que crêem: em meu nome, expelirão demônios; falarão novas línguas; pegarão em serpentes; e, se alguma coisa mortífera beberem, não lhes fará mal; se impuserem as mãos sobre enfermos, eles ficarão curados.

O texto fala de cinco sinais. Como segue:

1) Expelir demônios;
2) Falar novas línguas;
3) Pegar em serpentes;
4) Beber coisa mortífera;
5) Dom de cura.

Os pentecostais usam somente o verso 17. Por quê? O texto não fala de dois sinais, mas de cinco sinais que acompanharão aqueles que crêem.

Os pentecostais dizem que os sinais 1,3,4 e 5 podem acontecer “ocasionalmente” (sem que a pessoa deseje). Somente o sinal 2 é que pode acontecer “desejando”.

Onde o texto diz isso? Onde no texto Marcos faz diferença entre os cinco sinais? Onde no texto, Marcos separa os cinco sinais em “sinais que podem se desejados” e “sinais que podem acontecer ocasionalmente”? Os cinco sinais estão alinhados um após o outro, initerruptamente, de tal forma que o que for dito de um, será dito dos outros.

Se o sinal 2 é para a igreja hoje e os crentes têm que desejarem, então é lícito e bíblico aplicar estas características nos sinais 1,3,4 e 5.

Pergunto: alguém está disposto a tocar em serpente? Alguém está disposto a beber veneno? Alguém está disposto a impor as mãos sobre os enfermos para serem curados? Mas por quê todos estão dispostos a falar em línguas? Os que defendem a contemporaneidade dos dons alegam que esses cinco sinais não acontecem necessariamente em todos os casos de se falar em línguas. Eles alegam que os acontecimentos de Marcos 16.17,18 são sinais se ocorrerem e não se forem irresponsavelmente buscados.

Bom, a teologia pentecostal é bem clara ao exortar o crente pentecostal a “buscar” o dom de línguas. Todos eles exortam a outros crentes a “orar” e a “buscar” pelo dom de línguas. Mas, por que neste texto as pessoas não querem defender uma “busca desenfreada” pelo dom de línguas? Será que é porque o texto apresenta uma dificuldade inerente aos pentecostais? Por que em outros textos se exorta a buscar o dom e no texto de Marcos alertam contra uma “busca desenfreada”? Mas, se os cinco sinais podem acontecer ocasionalmente, por que nas igrejas pentecostais só acontece o dom de línguas? Por que só o sinal do dom de línguas acontece “ocasionalmente”? A prática revela a incoerência daqueles que falam!

Outra coisa, dos cinco sinais que devem ocorrer “ocasionalmente”, não há nenhum registro sequer no Novo Testamento dos sinais “pegar em serpentes e viver” e “beber coisa mortífera” (beber veneno). Nenhum caso, nenhuma menção sequer!

O texto, mesmo que longe de provar o cessacionismo, também não serve para provar a contemporaneidade dos dons.

Autor: Heitor Alves
Fonte: [
Eleitos de Deus ]

Angela Natel On At 06:06
Angela Natel On quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011 At 06:29


Por rfbarbosa1963


O Hedonismo (do grego He-dom, que significa “prazer”) é uma teoria ou doutrina filosófico-moral que afirma ser o prazer individual e imediato o bem supremo da vida humana. Surgiu na Grécia, na época pós-socrática.

O hedonismo, também conhecido como a cultura do desejo e das fantasias é uma tendência que cresce em nossa sociedade, valorizando o prazer individual como objetivo de vida. Romper com essa cultura é um desafio para a igreja atual mesmo porque muitos dos “pecados” que envolvem a sexualidade de muitos cristãos não acontecem na prática em si mas são gerados e alimentados nas deturpações de mente.

Nós vivemos em uma sociedade consumista e imediatista. Queremos tudo para “ontem” e já. Somos como que uma criança que pede algo aos pais e caso não receba imediatamente se aborrece até conseguir.

Os meios de comunicação em geral tem de certa forma contribuído para que isto aconteça.

Geralmente comento que o mundo é um “campo minado” (figuradamente falando), e só estando em Cristo e vivendo em conformidade com as escrituras sagradas poderemos caminhar neste mundo sem nos ferir ou ferir ao nosso próximo. Lembro-me de uma frase que o Bp Ubirajara citou a algum tempo(“O conhecimento intelectual da Bíblia não gera vida em nós, é preciso que a palavra entre no coração”).

Concordo plenamente com o que o Bp Walter Mc-Alister escreveu no livro “O fim de uma era”, pg. 46:

“Históricamente, o hedonismo generalizado é um dos sinais de uma civilização que está morrendo. E nossa civilização está morrendo. Não somos mais movidos por idéias ou ideais, só queremos saber do agora, do prazer.

Isso quer dizer que estamos vivendo o fim de uma era, tanto cristã quanto ocidental. O ocidente está agonizando. É extremamente importante que enxerguemos isto. Nós estamos à beira de uma mudança cataclísmica na estrutura e na face de nossa civilização. O mundo está para ser estremecido, mudando sua face, a maneira pela qual as pessoas se relacionam, as regras de convivência social, a definição do que é um “ser humano”. E, com o mundo, a Igreja como nós a conhecemos ou será reformada ou morrerá. Hedonismo não é a doença, é um sintoma de algo muito mais profundo e grave.

Cartaviva

Revista de Cultura e Informação Editada pelo Ministério Sal da Terra – Uberlândia- MG – Brasil | Ano 2010 Nº12

Ministério Sal da Terra
Angela Natel On At 05:22
Angela Natel On terça-feira, 22 de fevereiro de 2011 At 11:14
Angela Natel On At 07:26
Angela Natel On At 07:23
Angela Natel On At 07:07
Angela Natel On At 07:00
Angela Natel On At 06:57



Robinson Cavalcanti


"Não convide as pessoas a aceitar o Senhor Jesus Cristo como Salvador, mas para aceitar o Salvador Jesus Cristo como Senhor. Isso fará uma diferença na decisão e nos decididos" , ensinava o meu discipulador, o missionário batista inglês Dionísio Pape (que me presenteou com o LOC brasileiro de 1930).


O teólogo e mártir luterano alemão Dietrich Bonhoefer falava em uma "graça barata" , de um aceitar Jesus superficialmente, egoisticamente, descomprometidamente, somente para garantir um passaporte para o céu; e uma "graça preciosa" , que carrega a cruz, que gera discípulos, que gera compromisso com o Reino de Deus e os seus valores. O "Ide" é não somente para "anunciar o Evangelho" , mas, também, para "fazer discípulos" .

A religião cristã é integral e integrada, mas, contemporaneamente, foi esquartejada em três propostas parcializantes: a "religião de salvação" , a "religião de libertação" e a "a religião de resultados" .

A primeira se esgota no anúncio da necessidade do novo nascimento; a segunda na necessidade de encarnarmos os valores do Reino de Deus de Justiça e de Paz em um mundo de opressões, exclusões e injustiças; a terceira na ênfase pastoral quanto às necessidades humanas de cura de suas enfermidades espirituais, emocionais e físicas, e de suas carências de emprego, segurança, paz doméstica etc.

Essa divisão demonstra como o pecado embota o entendimento e fragiliza a missão. Somos uma religião de salvação, de libertação e de resultados.
A Igreja deve integrar todos esses aspectos, e observar, periodicamente, onde está forte ou fraca, e canalizar para o altar os dons naturais, ou talentos, e os dons espirituais recebidos do Espírito Santo por seus fiéis.

A Graça Preciosa tem um "antes" e um "depois" , uma perdição e uma salvação. Mas, essa mudança não deve se vincular ao legalismo ou ao moralismo (deixar de fumar, beber, dançar etc.), mas a substituição da obra da carne: inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissensões, facções, invejas, glutonaria, impureza etc., pelo fruto do Espírito: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, mansidão, domínio próprio etc. Não é uma questão de exterioridades ou regrinhas repressivas, mas de algo que vem de dentro surge um novo caráter e um novo temperamento. Esse deve ser o conteúdo dos "testemunhos" dos convertidos.

"Aquele que está em Cristo nova criatura é, as coisas velhas já passaram, e eis que tudo se fez novo" (Ap. Paulo).


Edward Robinson de Barros Cavalcanti é um teólogo, político e bispo da Igreja Anglicana do Cone Sul da América, comandando a diocese de Recife. Foi professor da Universidade Federal de Pernambuco e escreveu dez obras sobre religião. Em 1997 foi eleito bispo da diocese de Recife. Como bispo diocesano, ordenou 57 diáconos e 49 presbíteros. Nesses sete anos foram abertas 34 das presentes 44 comunidades da Diocese Anglicana do Recife.


Leia Mais em: http://www.genizahvirtual.com/#ixzz11mOLqill
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Angela Natel On At 06:56
Angela Natel On segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011 At 08:19
Angela Natel On At 06:56




Hermes C. Fernandes

Pra que servem os muros, afinal? Para segregar e delimitar propriedade. A Igreja de Cristo deveria estar no ramo de demolição, e não de construção de muros. Em Cristo, tudo o que nos separa deve ser transposto.

Não se pode usar textos isolados das Escrituras para justificar qualquer tipo de segregação. A igreja é lugar de congregar, e não de segregar. Seu ambiente deve possibilitar o intercâmbio, a troca de experiências, a partilha de recursos. Nela as pessoas devem se sentir à vontade para amar e se deixarem amar, independentemente de posição social, etnia ou faixa etária.

Quem promove segregação demonstra não ter entendido a amplitude da obra consumada na Cruz. Veja o que Paulo diz aos Efésios:

“Portanto, lembrai-vos de que vós outrora éreis gentios na carne, e chamados incircuncisão pelos que na carne se chamam circuncisão, feita pela mão dos homens; que naquele tempo estáveis sem Cristo, separados da comunidade de Israel, e estranhos às alianças da promessa, não tendo esperança, e sem Deus no mundo” (Ef.2:11-12).

Tal era a nossa condição antes que Cristo vertesse Seu sangue na Cruz. Éramos todos alienados de Deus, e segregados uns dos outros. A Cruz foi a resposta de Deus à alienação humana.

Pausa pra respirar fundo. Agora deixemos que Paulo prossiga em sua explanação:

“Mas AGORA em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, já pelo sangue de Cristo chegaste perto. Pois ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um, e destruiu a parede de separação, a barreira de inimizade que estava no meio, desfazendo na sua carne” (vv.13-14).

ACABOU! O muro ruiu! Deus unificou os povos, e deu à humanidade um novo nome: IGREJA.
Isso mesmo que acabei de dizer. A Igreja nada mais é do que a nova humanidade, isto é, a humanidade reformada, reconfigurada, renovada.

Todas as distinções caíram por terra. “Assim já não sois estrangeiros, nem forasteiros, mas concidadãos dos santos, e da família de Deus” (v.19).

Foi a Cruz que rompeu com o muro de inimizade que havia entre os homens. Pena que tantos ministérios trabalhem para reconstruir o que custou tão caro para Deus derrubar.

Seguindo esta mesma linha de raciocínio, Paulo diz em outra passagem:

“Desta forma não há judeu nem grego, não há servo nem livre, não há macho nem fêmea, pois todos vós sois um em Cristo Jesus” (Gl.3:28).

Parafraseando o verso, diríamos: Não há mais branco, negro ou índio. Não há mais patrão ou empregado. Não há mais distinção sexista. Ninguém deve ser julgado pela cor de sua pele, por sua posição social, ou por seu gênero sexual. Todos fomos nivelados pela Cruz.

Embora os muros já tenham sido derrubados, eles ainda habitam nosso imaginário, como verdadeiras fortalezas espirituais que precisam ser dinamitadas (2 Co.10:4).

A serpente do paraíso agora se arroga a guardiã dos muros. Ninguém é mais conservador do que o diabo. Ele prefere as coisas do jeito que estão. Por isso, luta pela manutenção do Status Quo.

Lemos em Eclesiastes 10:8:

“Quem fizer uma cova, cairá nela; quem romper um muro, uma cobra o morderá.”

Esta cobra, representação do diabo, é quem mantém as pessoas afastadas do muro. O controle que ela exerce é pela via do medo do desconhecido. E assim, ela consegue manter as pessoas aprisionadas em seu próprio mundinho particular.

Um ótimo filme sobre este tema é A Vila, do diretor indiano M. Night Shyamalan, que retrata os habitantes de um vilarejo encravado numa floresta, que vivem isolados do mundo exterior, pois ninguém pode cruzar a fronteira do bosque que cerca o lugar. Muitos anos antes foi firmado uma espécie de pacto com os estranhos seres que vivem na mata, e nenhum humano pode se aventurar bosque adentro ou coisas terríveis podem acontecer. Quando alguns animais começam a aparecer esfolados e marcas vermelhas amanhecem nas portas das casas de todos, fica evidente que a paz com os habitantes da floresta foi de alguma forma perturbada. O jovem Lucius é o único com coragem para atravessar o bosque em busca de remédios para seu povo, mas é contido pelos anciãos do vilarejo. A impressão inicial é que a história se dá em séculos passados. Mas no final do filme, para a surpresa de todos, descobre-se que a trama se desenrola nos tempos atuais, e que todo aquele mistério nada mais era do que uma mentira inventada pelos fundadores da vila, para manter seus habitantes longe do contacto com o mundo exterior.

Os crentes primitivos tiveram sua fase de “A Vila”. A ordem de Jesus foi clara: Deveriam ficar em Jerusalém até que fossem revestidos do poder do Espírito Santo. A partir daí, deveriam se espalhar pelo mundo, atravessar fronteiras, ir ao encontro de outras culturas, e pregar o Evangelho destemidamente. Mas o que eles fizeram? Ficaram plantados em Jerusalém. Deus teve que permitir uma perseguição implacável contra a igreja, para que os discípulos se deixassem espalhar.

Romper o muro é deixar nossa zona de conforto e sair ao encontro do desconhecido, do imprevisível, sem se importar com as ameaças da serpente.

Em sua despedida dos Efésios, Paulo desabafa: “E agora, compelido pelo Espírito, vou para Jerusalém, não sabendo o que lá me há de acontecer. Somente sei o que o Espírito Santo de cidade em cidade me revela, dizendo que me esperam prisões e tribulações” (At.20:22-23). Quem aceitaria ir nessas condições? Quem, de bom grado, deixaria um lugar onde se é amado, para aventurar-se num lugar onde se é odiado?

Parafraseando Paulo: - Tudo bem! Eu não tenho minha vida por preciosa! O que me interessa é cumprir com alegria a minha carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus, para dar testemunho do evangelho da graça de Deus (v. 24).

Em outra de suas viagens, desta vez para Roma, Paulo sofreu uma naufrágio, e foi parar numa ilha chamada Malta, juntamente com toda a tripulação do navio.

Enquanto se aquecia ao redor de uma fogueira, uma serpente saltou do fogo e se apegou à sua mão. “Quando os nativos viram a serpente pendurada na mão dele, diziam uns aos outros: Certamente este homem é homicida; pois embora salvo do mar, a Justiça não o deixa viver” (At.28:4).

Se Paulo fosse julgado pelos critérios com que os ministérios de hoje são avaliados, diríamos que ele foi um completo fracasso. Ele nunca constituiu uma mega-igreja. Nunca viajou de primeira-classe. Os habitantes de Malta tinham razão em desconfiar dele. O que não sabiam é que aquela serpente era como que um aviso para que Paulo se mantivesse longe daquela gente. O que Paulo fez? “Mas, sacudindo ele a cobra no fogo, não sofreu mal nenhum. Eles esperavam que Paulo viesse a inchar ou a cair morto de repente, mas tendo esperando muito tempo e vendo que nenhum incômodo lhe sobrevinha, mudando de parecer, diziam que era um deus” (vv.5-6). Resultado: os nativos daquela ilha foram alcançados pelo Evangelho.

Não podemos permitir que a serpente se nos apegue à mão, isto é, comprometa nossa obra no Senhor. Seu veneno já não tem qualquer poder de nocividade contra nós.

Que venham as ameaças. Não temos nossa vida por preciosa! Que venham as mordidas de serpentes, seu veneno será neutralizado. Seu bote já não nos aterroriza.

Cristo destruiu o que tinha o império da morte, a saber, o diabo, e libertou todos os que estavam presos pelo medo da morte (Hb. 2:14).

Maior é o que está em nós! E não estou falando de triunfalismo barato, mas de confiança n’Aquele que nos enviou a transpor os muros, e que garantiu que pegaríamos nas serpentes, e que nenhum mal nos sucederia (Mc.16:15-17).

E quanto a guardiã dos muros? Seu destino está selado. Em breve será esmagada sob os nossos pés (Rm.16:20).


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Angela Natel On At 04:55
Angela Natel On domingo, 20 de fevereiro de 2011 At 11:25
Angela Natel On At 06:56

“As vossas mulheres estejam caladas nas igrejas; porque não lhes é permitido falar; mas estejam sujeitas, como também ordena a lei. E, se querem aprender alguma coisa, interroguem em casa a seus próprios maridos; porque é vergonhoso que as mulheres falem na igreja”.O trecho bíblico, que pertence a carta de Paulo à igreja de Coríntio, é interpretado de diversas formas por diferentes denominações, assim como o papel da mulher na igreja, especialmente em cargos de liderança.

O Antigo e Novo Testamento trazem exemplo de mulheres que exerceram atividades para que o Evangelho fosse pregado. Algumas foram profetisas como Miriã, retratada no livro de Êxodo (15.20), e Ana, parte do texto de Lucas (2.36); juíza instituída por Deus em Israel, como Débora (Jz 4.4); outras obreiras, como Priscila, esposa de Áquila, mencionada no livro de Atos.

Todavia, não há propriamente a citação de títulos de liderança espiritual dados à mulher, como por exemplo, o pastorado, o que é suficiente para deixar o tema controverso.

Base bíblica

Presidente do CIMEB – Conselho Interdenominacional de Ministros Evangélicos do Brasil e líder da Assembleia de Deus Bom Retiro, denominação que ordena mulheres ao pastorado, o pastor Jabes de Alencar interpreta a passagem de Coríntios utilizando o contexto histórico: “As mulheres, sentadas em ‘alas’ diferentes das dos homens, faziam perguntas em tom muito alto a seus maridos, interrompendo a ordem do culto. Assim, era-lhes necessária uma solicitação de silêncio para não comprometer o andamento daquela reunião”.

Jabes, que também tem ao seu lado sua esposa como pastora, exemplifica sua interpretação para a atuação da mulher na Igreja com outras passagens do Novo Testamento. “Em Atos 18, dois ministros são apresentados: Priscila e Aquila, tendo o nome da mulher à frente do homem, indicando sua autoridade. Febe, outra personagem com ministério na igreja, é citada em Romanos 16. Além disso, devemos considerar que o apóstolo Paulo, em algumas ocasiões, como em 2 Tm 2.11-12, fala sobre a impossibilidade das mulheres ensinarem. No entanto, este texto encontra sua razão de ser no fato das mulheres não terem acesso à educação – somente os homens – o que as impediria de uma atuação ostensiva na igreja. Não é o caso hoje”, aponta.

Rita de Cássia Leon, pastora da Igreja do Evangelho Quadrangular de Vila Industrial, bairro de São Paulo (SP), indica que muitas mulheres tiveram funções importantes nas narrativas bíblicas. Para fundamentar o exercício do pastorado por mulheres, Rita cita Gálatas 3:28: “Nisto não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não há macho nem fêmea; porque todos vós sois um em Cristo Jesus”.

“Quem primeiro pregou o Evangelho foram mulheres, quando elas chegaram no túmulo de Jesus. O que é ser pastor, evangelista? É pregar o Evangelho. Por que Deus permitiu que as mulheres fossem as primeiras? Quando Deus nos chama para o ministério, ele nos dá o ‘Ide’ e o Ide pregar o Evangelho, expulsar demônios, falar em línguas, curar enfermos, não está direcionado para homem ou mulher, pastor ou pastora. Jesus manda ir”, expressa Rita.

Pastor titular da Primeira Igreja Presbiteriana de Vitória (ES), conferencista e escritor, Hernandes Dias Lopes cita a mesma passagem de Gálatas 3:28 para explicar a equivalência feminina: A mulher tem plena igualdade com o homem no que concerne ao valor intrínseco, ao valor pessoal. Deus criou homem e mulher a sua imagem e semelhança. A mulher tem a mesma posição do homem com respeito à questão da salvação [...] Em relação à família, a mulher também tem direitos legítimos [...] Agora o grande aspecto é com relação ao papel de liderança [...] A liderança não é uma posição que Deus confiou à mulher, Deus confiou ao homem. Uma questão de função dada por Deus”.

Hernandes entende o papel relevante da mulher. “A mulher tem direito a falar na igreja, tanto é que você encontra no Novo Testamento profetisas. A mulher pode, no meu entendimento, ser uma professora de Escola Dominical, pode pregar, ser uma missionária [...] Agora, para a questão do papel de liderança, do oficialato, eu não vejo base bíblica.

Uma questão cultural?

Jabes de Alencar define como “machismo” a posição de denominações que não possuem pastoras em suas igrejas, e argumentam que não há na Bíblia mulheres com títulos de liderança espiritual: “Na Bíblia, Débora, Miriã, Febe, entre outras, são citadas em posição de liderança, inclusive sobre homens. Imagine se no contexto absolutamente patriarcal já havia ensaios de liderança feminina, por que Deus impediria as mulheres de exercerem alguma função de liderança? Isso é de um peso preconceituoso sem tamanho. Respeito, sim, as posições contrárias, mas devo dizer que Jesus resgatou o valor da mulher na Cruz”.

“Eu entendo que foi cultural [...] Eu acredito que do jeito que nós vivemos hoje, se fosse esperar do homem, com toda vida corrida, nós seríamos poucas pessoas no ministério. Hoje as mulheres estão tomando sim, porque elas se dispõem”, expõe a pastora Rita.

Para o rev. Hernandes Dias Lopes, utilizar o argumento de que a cultura da época teria impedido mulheres de exercerem a liderança, é desvincular-se da Bíblia. “Se nós hoje adotarmos o princípio da mulher presbítera, pastora, por uma questão da evolução da sociedade, costumes, esses argumentos são antropológicos e sociológicos [...] Nós não encontramos em qualquer lugar do Novo Testamento o estabelecimento de presbíteras, pastoras, nem mesmo diaconisas, muito embora Febe, por exemplo, Romanos 16 versículo 1º, servisse à igreja, e a palavra servir vem de diácono, diáconos. Alguns entendem que ela fosse diaconisa, é um assunto controvertido, ainda não plenamente definido, há pontos de divergência”.

“Os argumentos hoje, em sua vasta maioria, que tentam apoiar são muito mais implementação da sociologia. Ah, porque hoje a mulher pode ser vereadora, ela pode ser prefeita, pode ser deputada, pode ser senadora, governadora, presidenta de uma nação, de grandes empresas multinacionais, então por que ela não pode ser presbítera, pastora? Na verdade, a mulher tem tanta capacidade quanto o homem, e não há nada de errado dela ocupar diversos cargos de liderança na sociedade, mas na Igreja nós temos a Bíblia como única regra de fé e prática”, evidencia Hernandes.

Dividindo tarefas ou relacionamento familiar?

Esposa do pastor da Primeira Igreja Presbiteriana de Itajubá (MG) – César Augusto Borges Ribeiro – a psicóloga Sônia sempre exerceu diversas atividades na igreja. Foi por quatro anos professora da Escola Dominical para adolescentes e casais, e por cinco, lecionou para os jovens; organizou também trabalhos paralelos à EBD como os grupos de convivência e festas comemorativas. Atualmente, Sônia coordena o ministério com crianças e entende que se atuasse como pastora poderia ter seu relacionamento familiar afetado. “A sobrecarga desta tarefa impediria o bom andamento da minha dinâmica familiar. Prefiro ser auxiliadora”, expôe.

Rita, que é pastora ao lado de seu esposo, Vagner Leon, explica que quando homem e mulher exercem função de liderança na igreja, os ministérios devem ser complementos um do outro. “Tem que trabalhar em conjunto, é muito difícil para uma mulher ser pastora sozinha, a não ser que ela seja solteira [...] O ministério de um pastor precisa também muito de uma esposa para lidar com as mulheres na igreja, aconselhar [...] Cada um tem um dom e trabalha dentro do seu dom. Eu sou pastora e mestre e o Vagner é o pastor administrador”.

Ela destaca que é importante que a mulher diferencie seu desempenho na igreja e em casa: “Uma coisa é o ministério. Outra coisa é dentro do seu lar, porque eu sou pastora e meu marido é pastor, e nós cumprimos a cadeia de autoridade que a Bíblia fala: que a mulher esteja submissa a seu marido [...] Dentro do lar eu sou esposa, mãe. A gente não está lá para competir com o ministério do outro ou com o dom”.

Em tom bem-humorado, Jabes de Alencar fala sobre a influência da esposa na família: “Qual o casamento em que a mulher não seja líder? Qual o marido que não espera a opinião da mulher para tomar as decisões? Qual o marido que exerce com maestria a liderança familiar? A não ser nos casos extremos de machismo, ou em contextos culturais em que as mulheres são tratadas como ‘animais’, todo o universo tem mulheres em posição de liderança na casa, e isso não vai mudar por causa de um título, ou a ausência dele”.

Com relação ao sacerdócio do lar, ele ressalta que esse papel de autoridade espiritual nem sempre é exercido pelo homem. “Há casos em que a mulher é crente e o marido não. Eu te pergunto: quem é o sacerdote neste lar? Isso compromete de alguma forma a liderança do homem em outras instâncias?”, questiona Jabes.

Para Hernandes Dias Lopes, o pastorado que é exercido por uma mulher enquanto o homem é sua “ovelha”, pode trazer dificuldades à convivência do casal. Assim como, quando há uma dupla liderança espiritual no lar.

“Existe, por exemplo, a diferença entre o anglicanismo e o calvinismo. O anglicanismo diz o seguinte: Tudo aquilo que a Bíblia não proíbe nós podemos fazer. O calvinismo diz: Nós podemos fazer tudo aquilo que a Bíblia ordena, prescreve. Um olhava para o aspecto negativo e o outro para o positivo. Na nossa visão, só podemos adotar uma prática que a Bíblia prescreve. Se você examinar o Novo Testamento você não vê a prescrição da mulher no oficialato da igreja”, aponta o reverendo da 1ª IPB de Vitória (ES).

O título

A psicóloga Sônia interpreta que a mulher que exerce funções na igreja não deve sentir-se inferiorizada por não receber títulos de liderança. “A autoestima saudável não deve estar ligada com o cargo que se ocupa”, analisa.

Jabes de Alencar explica que mulheres que não são ordenadas como pastoras não devem sentir-se menosprezadas. “Há muitas mulheres exercendo a função pastoral – à frente de círculos de oração, pregando em congressos e eventos, ministrando lições na EBD, fazendo estudos bíblicos etc – mas não têm o título de pastora. Portanto, o problema está em superestimar o termo”.

Usando a passagem de Efésios 5, Hernandes Dias Lopes explica o conceito de submissão: “Eu pergunto a você: A Igreja se sente inferior porque ela é submissa a Cristo? Em absoluto. Quanto mais submissa a Cristo a Igreja é, mais honrada ela é. Submissão não é uma questão de inferioridade. É uma ‘missão sob missão’ de outrem [...] Então, a submissão não é inferioridade. A mulher não precisa, nem deve, nem pode, sentir-se inferior. Pelo contrário, a posição que Deus deu à mulher é de cuidado, de proteção. Ela não tem que ter esse peso sobre as costas. Esse peso cabe ao homem, é assim que Deus estabeleceu”.

Para a pastora Rita de Cássia, sentir-se bem na prestação de serviços ao Reino, é uma questão de escolha: “Existem muitas igrejas, muitas formas de cultuar a Deus, porque as pessoas são diferentes. Se uma mulher está ali, servindo a Deus ali, é porque ela se adapta e se sente bem [...] Eu não acho que elas sintam-se inferiores. Elas estão ali porque gostam, estão servindo a Deus daquela forma [...] Então ele coloca cada um no seu lugar certinho”.

Fonte: Guia-me
Por Adriana Amorim –
www.guiame.com.br

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Nota do publicador:

Cristo ordenou que TODOS preguem o Evangelho a toda criatura. Portanto, Mulheres tbm podem e DEVEM pregar o Evangelho. Nossa sociedade ocidental e machista quer diminuir isso, quer fazer com q as mulheres sejam eternamente caladas dentro das igrejas, achando que não pode-se dar cargos a elas. Mas isso é um erro. Na verdade, “cargo” na igreja, seja pra homem ou mulher, é uma palavra inadequada por si só. Mininstério é o mais correto, e isso Deus deu para todos. Paulo afirma que deu a todos unção ou de apóstolos, ou profetas, ou mestres, ou evangelistas ou pastores. Pq as mulheres devem se contentar em serem apenas profetisas, mestras e evangelistas?

Que Deus tire de nós o véu do preconceito.
Angela Natel On sábado, 19 de fevereiro de 2011 At 17:38
Angela Natel On At 17:33
Angela Natel On At 06:43


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INT: Ao analisarmos as religiões existentes no mundo perceberemos que cada uma delas tem seus aspectos particulares que as distinguem entre si. Alguns segmentos apresentam características religiosas, políticas e sociais, outras apenas tratam de um desses departamentos. Mas o que é inerente a todas religiões são os seus símbolos, suas logomarcas.

O budismo, hinduísmo, islamismo todos eles tem seu símbolo, aquilo que os representa, mas qual a marca que caracteriza o evangelho? A marca do evangelho é a Cruz, mas uma cruz vazia.

Atualmente o que encontramos no cristianismo é uma mensagem anti-biblica, um evangelho que não esta de acordo com as Sagradas Escrituras. O que se prega hoje é aquilo que as pessoas querem ouvir e não aquilo que elas precisam ouvir.
Como vivemos em um mundo capitalista, onde o dinheiro é tudo que o homem precisa, pois com ele se compra tudo, dizem que até felicidade, o cristianismo tornou-se um meio de se tornar rico.

As pessoas buscam a Deus como se o Poderoso fosse um caixa rápido, e que com o cartão de credito espiritual tudo é fácil, simples assim!

Deixaram de pregar a Cruz para pregarem aquilo que o povo quer ouvir. Pregam uma mensagem que também possa fazer bem para seus próprios bolsos.

Vejamos alguns motivos para pregarmos a Cruz.

1º A cruz é o que nos diferencia de outras religiões.

Se não houvesse cruz o evangelho não seria em nada diferente de outras religiões. Se Cristo nos ensina a viver em sociedade, a respeitar e amar o próximo, outros também ensinaram e falaram muitas vezes coisas semelhantes.Se Cristo alimentou a multidão, outros tentaram fazer isso. Se Cristo teve discípulos, outros também tiveram.

Mas o que nos diferencia realmente de qualquer outra religião é que Jesus não foi apenas mais um líder, Ele é o Deus que se fez homem e morreu a morte de cruz em nosso favor.

Muitos líderes surgiram na história da humanidade, mas poucos morreram em favor de uma causa, e apenas um morreu em favor da causa dos outros.

Cristo não precisava de redenção, Cristo não precisava de Glória, Cristo Morreu em nosso lugar. Sua morte não trouxe beneficio para Ele ou para seus familiares, sua morte beneficiou a outros.

2º Foi nossos pecados que pregaram Jesus na cruz.

Quem matou a Cristo? Quem matou um homem que somente fez o bem? Que curou enfermos, libertou oprimidos, deu esperança ao necessitados? Que foi seu algoz? Quem foi que martelou aqueles pregos? Quem lhe infringiu a dor?

Alguns afirmam que foram os romanos ou os judeus. Outros querem condenar os líderes religiosos e políticos da época que usaram de falsas provas, de um julgamento fora dos padrões da época para condenarem a Jesus, contudo os verdadeiros culpados pela dor e sofrimento de Jesus, foram nós mesmos.

A lei estabelecida por Deus era clara: Para se ter comunhão comigo é necessário viver em santidade! O homem terá que escolher a Deus ou o pecado.

Se o homem não houvesse pecado não haveria necessidade da cruz. Se tivesse escolhido por Deus, não precisaria haver a Cruz. Se o homem tivesse cumprido com os pactos que Deus havia estabelecido com ele não haveria necessidade da cruz.

A cruz para a humanidade é o símbolo de seu fracasso, a Cruz para Deus é a marca de seu sucesso.

A condenação imposta a Jesus foi sentenciada por nós mesmos. Aquelas vozes que gritaram crucifica-o, eram nossas. Aqueles que esbofetearam, cuspiram, maltrataram e zombaram de Jesus éramos nós.

3º A cruz nos garante perdão de nossos pecados. Hebreus 10:1-10

O que poderia resolver o problema do pecado e da condenação eterna? Alianças? Obras? Lei?

Nenhuma dessas alternativas foi capaz de solucionar tal problema. Vejamos:

A- As alianças.
Embora todas as alianças que encontramos no Antigo Testamento tem a presença de Deus anunciando e se responsabilizando por elas, não se pode descartar que havia a importância de uma reciprocidade do ser humano, elas eram condicionais, e assim sendo, todas não tiveram um fim feliz, pois dependiam de uma resposta positiva da parte da humanidade.

B- As obras.
A Palavra de Deus afirma que a Trindade não permitiu que assim fosse, pois seria motivo de vã-glória para o homem. Outro detalhe importante é que nenhum homem poderia realizar somente boas obras, pois ele esta morto nos seus delitos e pecados, o homem é totalmente depravado. Suas escolhas são más, seus desejos contaminados e acima de tudo isso de maneira nenhuma ele quer a Deus.

Uma pessoa somente escolhe aquilo que ela deseja, e definitivamente o homem não deseja a Deus.

C- A lei.
2 Coríntios 3:6 Afirma que lei mata. Ela mata porque apresenta o pecado, aponta o erro do pecador, mas de maneira nenhuma apresenta a solução para tal.

A solução para a condenação eterna está na Cruz. Foi no madeiro que o escrito de divida que era contra nós foi pago. Veja bem, ele não foi anulado, foi pago. A divida que tínhamos com a justiça de Deus era real. Foi o próprio Deus que estabeleceu essa lei, e foi ele mesmo que a quitou.

Alguns argumentam que Deus apenas poderia ter sumido com essa divida, porém aqueles que afirmam dessa maneira se esquecem de que isso seria dar um “jeitinho” e Deus não é Deus de falcatruas, Ele é Deus de justiça, e pagou nossa divida com a lei espiritual, e assim entregou seu filho em nosso lugar.

A cruz proporciona uma esperança futura.

4º Devemos também nós carregarmos nossas própria cruz. Mateus 10:38.

Quatro aspectos queremos ressaltar sobre cruz.

A- O peso.
Os estudiosos dizem que a cruz tinha aproximadamente 150 Kilos, e mesmo debilitado, enfraquecido por causa dos flagelos que havia recebido Jesus a carregou.

Isso nos ensina que abraçar a fé cristã não é algo “leve” para se fazer. Quem quer viver o verdadeiro cristianismo tem que estar preparado para sentir o peso da cruz.

B- O Sofrimento.
Não inventaram ainda um método mais cruel de pena de morte que a crucificação. O cristianismo exige mudança de atitude e muitas delas trarão sofrimento.

C- A dor.
A cruz proporcionava momentos de angustia e dor profundos. Os lábios secavam, câimbras ocorriam, a dor era insuportável.

D- A renúncia.
Cristo renunciou por um instante aquilo que era seu por direito. Seu trono, sua glória, seu poder. Foi Ele que escolheu os cravos, foi Ele que escolheu os espinhos, foi Ele que escolheu a CRUZ! Não foi imposto a Ele isso. Deus não poderia fazer isso, já que Ele é um bom Pai. A cruz não poderia ser imposta a Cristo porque ele nunca pecou, ele não merecia condenação.

Jesus Cristo escolheu a cruz, porque sabia que se renunciasse por um momento sua posição de Deus, ele resgataria a muitos, a todos os eleitos.

CRISTO ESCOLHEU OS CRAVOS PARA QUE NÓS TIVÉSSEMOS VIDA.

Conclusão:

Muitos têm buscado a Deus como se Ele fosse o gênio da lâmpada mágica. Essas pessoas vão as igrejas para buscar sua benção, e de preferência benção financeira. Elas estão atrás do Cifrão!

No evangelho que Cristo nos ensinou nunca prometido riqueza e bens materiais. A promessa feita e que irá se cumprir na vida dos escolhidos é que através da Cruz podemos ter paz com Deus. Sua ira não será mais imposta a nós, pois sua graça nos alcançou, seu perdão foi derramado, e na Cruz temos a confirmação disso.

A igreja é lugar para buscarmos a cruz e não o cifrão.

Autor: Natanael Tussini
Fonte: [ Pense Teologicamente ]

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