Angela Natel On sexta-feira, 28 de janeiro de 2011 At 06:25

É assim que os apóstatas começam
Para quem nunca foi um dos nossos e nos deixou, ou ainda está entre nós e acabará por sair (1 João 2:19), trair a fé cristã começa como o ato de trair o cônjuge. Tal atitude pode vir de uma fraqueza emocional, ou uma situação inusitada, que nos pega de surpresa e nos faz pecar. Ou de quem "procura sarna para se coçar", e acaba se alimentando gradativamente da amizade com pessoas do sexo oposto, das incríveis descobertas de que "o outro" (ou "a outra") é diferente daquela que sempre lhe deveria ser a única. De início, um leve sorriso, depois ligeiros toques, depois um encontro nos fundos da empresa onde trabalham, depois uma lágrima maldita que rola e um dedo maledeto alheio que a enxuga; daí, os breves abraços, depois longos; passeios e viagens escondidas justificadas para os respectivos cônjuges com mentiras do tipo: "Vou evangelizar uma pessoa", "é um encontro de negócios (e com certeza será!)". Então, o clímax! O pecado se consome, e consome. E para piorar, voltam à casa como se tudo estivesse normal, anunciam a separação, tentam convencer os filhos que agiram corretamente por colacarem a culpa no cônjuge, concentrando-se apenas nos seus erros do que nos acertos. O mesmo ocorre com os apóstatas. Trair a doutrina cristã pode ocorrer pelo despreparo, como um argumento sectário que deixa alguns curiosos a ponto de se interessarem, e mesmo debandando para muitos seios do sectarismo, como são salvos realmente, acabam por voltar: arrependem-se e retornam ao seio de Abraão, por assim dizer. Foi um deslise! Mas outros, que nunca foram dos nossos, que nunca aceitaram DE FATO o verdadeiro Jesus Cristo, e que vivem entre nós, e que sentem o brilho da Palavra de Deus de algum modo, e que já têm provado o dom celestial por, dentre outros motivos, conviverem com aqueles dos nossos, salvos e partícipes do Espírito Santo e seus dons e fruto (Hebreus 6:4-6; Gálatas 5:22, 23), e que observam os benefícios da boa Palavra de Deus e o poder que o vindouro mundo já exerce na transformação da vida de crentes verdadeiros - sim estes acabam traindo para sempre a sã doutrina. De início, um leve sorriso para os sectários. Depois, ligeiros toques em seus livros tão inspirados quanto a Bíblia, ou muito importantes para entendê-la. Depois, os encontros com os sectários, escondidos de sua Igreja, aquela que devia ser a única para ele - a de Cristo Jesus. (Efésios 5:22) Depois, uma lágrima maldita, de queixa, resmungos contra a Igreja, os pastores, os líderes e os irmãos em geral; e depois um dedo maledeto de um sectário, que enxuga essa lágrima, como se prometesse: "Entre nós, você não chorará mais! Só aqui não se chora! Vamos te fazer feliz!" Daí, os breves abraços, depois longos - sim, abraçando uma nova doutrina. Depois os encontros - gradativamente, o traidor vai se afundando mais na lama, e tudo, de início, com a desculpa: "Fui evangelizá-los!", mas foi evangelizado; "Foi um encontro de negócios", e foi: Do traidor com o Traidor maior! Então, o clímax. Uma nova fé, um novo Senhor, um outro batismo. (Efésios 4:5) E pior, voltam para a Igreja como se tudo estivesse normal, anunciam a separação, tentam convencer os filhos de Deus de que agiram corretamente por colocarem a culpa na Igreja, como se ela fosse errada, concentrando-se apenas nos erros de todos nós salvos - a Igreja de Jesus Cristo. Posso pensar? Todos os dias, nos domingos de manhã, ou das 18 horas da sexta até 18 horas do sábado, em qualquer momento, prostitutas nos abordam, às vezes portando crachazinhos pretos, ou com livrinhos de dieta, ou com pastinhas inconfundíveis, ou com histórias de muitas vidas, ou querendo cantar em nossa casa, mas nunca nos deixam cantar na deles, ou até te prometendo muito dinheiro - sim, sempre as prostitutas espirituais - uma babilônia de ensinos falsos, tão confusos que para elas chamarem atenção precisam te convidar com suas dóceis palavras: "Só eu sei fazer amor!". E você - é salvo, ou já vai começar? - Fernando Galli, 30 de Setembro de 2010.

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Liberdade de Expressão


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