Angela Natel On domingo, 30 de janeiro de 2011 At 06:05

Ah eu tenho fé em Deus… né? Tudo que eu peço ele me ouci… né? Ai quando eu to com algum pobrema eu digo: Meu Deus, me ajuda que eu to com essepoblema! Ai eu peço muito a Deus… ai eu fecho meus olhos… né? E Deus me oucina hora que eu peço pra ele, né? Eu sou uma pessoa muito divirtida… eu num sei falar direito”

Fernando Anitelli é um cara que me intriga, ou instiga.

Sua ideologia e a música que carrega pelo Brasil com sua trupe são inspiração pra mim. As formas de seu som se espalham pelo ar formando desenhos cheios de cor: é a magia da arte genuína, crua e sem mácula. E se a “arte é um reflexo da criatividade de Deus, uma evidência de que somos criados à imagem de Deus” (Francis Schaeffer), o Teatro Mágico é reflexo da Graça em forma de canções-danças-cores.

Ouvi Fernando cantar “que errado é aquele que fala correto e não vive o que diz”e arrebentei a represa em meus olhos: o choro que me veio limpou-me a alma como nenhuma mensagem de púlpito fora capaz de fazer em toda minha vida – talvez pela hipocrisia de quem falava ou pela minha própria falsidade.

O Teatro Mágico se apresenta em seus show maquiado, mas sem máscaras. São eles mesmos, palhaços, pierrôs e arlequins. De palavras ágeis, música boa e poesia na ponta da língua, a arte de Anitelli e sua trupe não imita a vida – ela o é em sua essência.

Hoje, vou me maquear de palhaço, me expressar como quiser e caminhar de pés descalços sob o céu escuro da noite. Eu, que só posso ser eu, me expresar comoeu e viver a minha vida, me cansei das máscaras que a religião me ofereceu e me rendi aos pés Daquele que foi Ele mesmo, sendo Deus.

Agora posso caminhar em paz, carregando nada além do necessário: minha cruz, a renúncia sob meus pés e um amor em forma de sorriso.

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