Angela Natel On segunda-feira, 31 de janeiro de 2011 At 12:34

Por Leonardo Boff

Teólogo, filósofo e escritor

Estamos em tempos de montagem de governos. Há disputas por cargos e funções por parte de partidos e de políticos. Ocorrem sempre negociações, carregadas de interesses e de muita vaidade. Neste contexto, se ouve citar um tópico da inspiradora oração de São Francisco pela paz "é dando que se recebe” para justificar a permuta de favores e de apoios onde também rola muito dinheiro. É uma manipulação torpe do espírito generoso e desinteressado de São Francisco. Mas desprezemos estes desvios e vejamos seu sentido verdadeiro.

Há duas economias: a dos bens materiais e a dos bens espirituais. Elas seguem lógicas diferentes. Na economia dos bens materiais, quanto mais você dá bens, roupas, casas, terras e dinheiro, menos você tem. Se alguém dá sem prudência e esbanja perdulariamente acaba na pobreza.

Na economia dos bens espirituais, ao contrario, quanto mais dá, mais recebe, quanto mais entrega, mais tem. Quer dizer, quanto mais dá amor, dedicação e acolhida (bens espirituais) mais ganha como pessoa e mais sobe no conceito dos outros. Os bens espirituais são como o amor: ao se dividirem, se multiplicam. Ou como o fogo: ao se espalharem, aumentam.

Compreendemos este paradoxo se atentarmos para a estrutura de base do ser humano. Ele é um ser de relações ilimitadas. Quanto mais se relaciona, vale dizer, sai de si em direção do outro, do diferente, da natureza e até de Deus, quer dizer, quanto mais dá acolhida e amor mais se enriquece, mais se orna de valores, mais cresce e irradia como pessoa.

Portanto, é "dando que se recebe”. Muitas vezes se recebe muito mais do que se dá. Não é esta a experiência atestada por tantos e tantas que dão tempo, dedicação e bens na ajuda aos flagelados da hecatombe socioambiental ocorrida nas cidades serranas do Rio de Janeiro, no triste mês de fevereiro, quando centenas morreram e milhares ficaram desabrigados? Este "dar” desinteressado produz um efeito espiritual espantoso que é sentir-se mais humanizado e enriquecido. Torna-se gente de bem, tão necessária hoje.

Quando alguém de posses dá de seus bens materiais dentro da lógica da economia dos bens espirituais para apoiar aos que tudo perderam e ajudá-los a refazer a vida e a casa, experimenta a satisfação interior de estar junto de quem precisa e pode testemunhar o que São Paulo dizia: "maior felicidade é dar que receber” (At 20,35). Esse que não é pobre se sente espiritualmente rico.

Vigora, portanto, uma circulação entre o dar e o receber, uma verdadeira reciprocidade. Ela representa, num sentido maior, a própria lógica do universo como não se cansam de enfatizar biólogos e astrofísicos. Tudo, galáxias, estrelas, planetas, seres inorgânicos e orgânicos, até as partículas elementares, tudo se estrutura numa rede intrincadíssima de inter-retro-relações de todos com todos. Todos co-existem, interexistem, se ajudam mutuamente, dão e recebem reciprocamente o que precisam para existir e co-evoluir dentro de um sutil equilíbrio dinâmico.

Nosso drama é que não aprendemos nada da natureza. Tiramos tudo da Terra e não lhe devolvemos nada nem tempo para descansar e se regenerar. Só recebemos e nada damos. Esta falta de reciprocidade levou a Terra ao desequilíbrio atual.

Portanto, urge incorporar, de forma vigorosa, a economia dos bens espirituais à economia dos bens materiais. Só assim restabeleceremos a reciprocidade do dar e do receber. Haveria menos opulência nas mãos de poucos e os muitos pobres sairiam da carência e poderiam sentar-se à mesa comendo e bebendo do fruto de seu trabalho. Tem mais sentido partilhar do que acumular, reforçar o bem viver de todos do que buscar avaramente o bem particular. Que levamos da Terra? Apenas bens do capital espiritual. O capital material fica para trás.

O importante mesmo é dar, dar e mais uma vez dar. Só assim se recebe. E se comprova a verdade franciscana segundo a qual ”é dando que recebe” ininterruptamente amor, reconhecimento e perdão. Fora disso, tudo é negócio e feira de vaidades.

[Autor de A oração de São Francisco, Vozes 2010].

http://slolgt.blogspot.com/2011/01/e-dando-que-se-recebe.html
Angela Natel On At 06:28




Hermes C. Fernandes



Quem nunca brincou de “tá quente-tá frio”? Se não está ligando o nome à brincadeira, deixe-me explicar: trata-se daquele jogo infantil em que a criança tem seus olhos vendados, e tenta encontrar algo através do tato, enquanto as outras crianças dizem “está quente” ou “está frio” de acordo com a proximidade da coisa que se almeja achar. A graça da brincadeira é dizer que tá quente, quando na verdade tá frio. O problema é que ninguém se segura, e acaba caindo na gargalhada, revelando assim o embuste.

Penso que isso sirva de analogia para a relação entre a igreja e a cultura. Como cristãos, cremos que tivemos nossos olhos desvendados, e fomos arrebatados do império das trevas para o reino da luz. Porém, o mundo ao nosso redor segue mergulhado na escuridão. Devo esclarecer que não me refiro aos cristãos nominais, cegos em sua presunção religiosa, mas àqueles que, de fato, foram encontrados e transformados pelo amor que emana de Deus, e que personalizou-se na figura histórica do Nazareno.

Como cristãos, não podemos fazer vistas grossas ao que acontece à nossa volta. As Escrituras dizem que as nações andariam à nossa luz. Compete-nos, portanto, ajudar àqueles cujas vistas parecem estar ainda vendadas.

É claro que entre os ‘vendados’, há os que estão ‘quentes’ e os que estão ‘frios’ em sua busca. Isso pode ser facilmente percebido através de expressões culturais, seja na música, na poesia, na dramaturgia, nas artes plásticas, e até na ciência. Como também pode ser percebido na práxis adotada por cada um.

Em seu discurso no Areópago de Atenas, Paulo resume a verdade bíblica magistralmente. Ele afirma, sem medo de errar, que o Deus desconhecido a quem eles dedicaram um altar, é o Criador do Mundo e de tudo quanto existia, e que não carece de ser servido por mãos humanas. Também diz que ele mesmo havia estabelecido as nações, ordenando de antemão quais seriam seus limites geográficos e históricos. Segundo o apóstolo dos gentios, “Deus fez isto para que o buscassem, e talvez, tateando, o pudessem achar, ainda que não está longe de cada um de nós” (At.17:27).

Após esta contundente declaração, Paulo cita os poetas/filósofos gregos: “Pois nele vivemos, e nos movemos, e existimos. Como também alguns dos vossos poetas disseram: Somos também sua geração” (v.28). Seria como se um pregador de nossos dias resolvesse citar um autor secular famoso em um de seus sermões. Quem bom que Paulo não estava se dirigindo a crentes legalistas de nosso tempo, se não, estaria se metendo numa encrenca das boas.

Em outras palavras, era como se o apóstolo dissesse: Está quente! Vocês não estão longe d’Ele. Estão chegando cada vez mais perto. Mas estou aqui para desvendar seus olhos para que finalmente vocês O encontrem.

Se fossem alguns pregadores de hoje, aquele altar teria sido derrubado num verdadeiro show de exorcismo e desrespeito à crença alheia. É difícil falar disso e não lembrar do episódio em que o bispo da igreja universal chutou a imagem de uma santa católica em pleno programa de TV. O que teria feito Paulo numa situação daquela? Teria xingado a imagem? Creio que não. Em vez disso, teria dito: Maria, a mãe do Salvador, por quem vocês têm tamanho respeito e devoção, foi quem disse acerca de seu Filho: Fazei tudo quanto Ele mandar. E por aí, Paulo conquistaria o coração até do mais fervoroso devoto mariano.

Imagine um pregador de hoje ter a ousadia de citar Chico Xavier para anunciar as boas novas aos espíritas? Ou ainda: que tal citar Maomé para introduzir a mensagem de Cristo aos muçulmanos? Ousado, não?

Mas a gente prefere gritar: Tá frio! Vocês estão completamente errados em sua fé! Chico Xavier era apenas um embuste! Maomé era um falso profeta! Buda não passava de um glutão safado!

E o pior é que com esta postura, estamos cada vez mais afastados daqueles que realmente necessitam conhecer a Luz do Mundo. E enquanto atacamos os que julgamos estar frios, nós estamos nos amornando, como a igreja dos laodicenses. Achamo-nos tão perto, e não percebemos o quanto estamos nos distanciando da verdade, na mesma medida em que nos distanciamos do amor. Tão perto, mas tão distante. Bom seria se déssemos ouvidos à advertência de Jesus à igreja de Laodicéia: “Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente. Quem dera fosses frio ou quente! Assim, porque és morno, e não és frio nem qunte, vomitar-te-ei da minha boca. Dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta. Mas não sabes que és um coitado, e miserável, e pobre, e cego, e nu. Aconselho-te que de mim compres ouro refinado no fogo, para que te enriqueças; e vestes brancas para que te vistas, e não seja manifesta a vergonha da tua nudez; e colírio, para ungires os teus olhos, a fim de que vejas” (Ap.3:15-18).

Bem que podiam ter dormido sem esta! Não se enganem. A carapuça cabe em nossas cabeças. Achamo-nos tão ricos, que jamais aceitaríamos que a cultura ao nosso redor tivesse qualquer contribuição a dar. Fechamo-nos hermeticamente em nosso mundinho gospel, a ponto de deixarmos de fora o próprio Jesus, que insistentemente bate à porta, conclamando-nos a cear com Ele. Aliás, Jesus toma a realidade social e cultural da cidade Laodicéia como analogia do estado espiritual em que aquela igreja estava. O colírio, por exemplo, era produto daquela região. Eis o exemplo de uma espiritualidade engajada com a realidade, aberta ao diálogo respeitoso, sem contudo, abrir mão da verdade do Evangelho.

Penso que nosso maior problema é com a presunção. Somos os santos, os eleitos, os sabichões, e que, ainda por cima, têm que aturar este monte de gente pecadora. Cabe aqui a reflexão certeira de Tomás de Aquino: “A santidade não consiste em saber muito, meditar muito, pensar muito. O grande mistério da santidade é amar muito." Tenho a impressão de que muitos cristãos contemporâneos estão entre aqueles para quem Paulo declara: “Confias que és guia dos cegos, luz dos que estão trevas, instruidor dos nécios, mestre de crianças, que tens a forma da ciência e da verdade na lei; tu, pois, que ensinas a outro, não te ensinas a ti mesmo?”(Rm.2:19-21a).

Que tal se mirássemos nossas críticas mais ferrenhas em nossa própria direção, e olhássemos com mais amor e compaixão aqueles que nos rodeiam?


Hermes Fernandes é também culpado do que se faz aqui no Genizah


Leia Mais em: http://www.genizahvirtual.com/#ixzz0yC54rcX5
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Angela Natel On At 05:04


O deus que me apresentaram curava doenças de pessoas que nem sabiam que estavam doentes.

O deus que me apresentaram tirava "laços de morte"porque a pessoa tinha se convertido mas, matava crianças por conta da fome, outras em enchentes e algumas outras em catástrofes.

O deus que me apresentaram falava através de profecia que uma pessoa na igreja tinha bebido, mas não costumava falar que a própria pessoa que estava profetizando roubava o dízimo que pessoas tinham entregado à igreja.

O deus que me apresentaram cobrava o dízimo e me ameaçava. E ao mesmo tempo dizia ser o dono da prata e do ouro.

O deus que me apresentaram era imutável mas, se fizéssemos uma campanha ele facilmente mudava de ideia.

O deus que me apresentaram não gostava de rebelião, desde que a pessoa não fosse, no mínimo, pastor.

O deus que me apresentaram cobrava jejuns e orações prolongadas para que seu poder se manifestasse em nós. Ao mesmo tempo que podia usar qualquer um a qualquer momento.

O deus que me apresentaram queria que entregássemos as ofertas mesmo que o único dinheiro no bolso fosse o de pagar o aluguel.

O deus que me apresentaram faz promessas individuais, mas cumpre só se houver penitência.

O deus que me apresentaram se manifestava através de pastores que faziam atos proféticos, como orar na praia com uma fogueira no meio em que nomes em papeizinhos seriam queimados. Ao mesmo tempo ficava extremamente irado se alguém fosse da macumba.

O deus que me apresentaram era meio injusto e incoerente. No entanto afirmar isso era declarar a morte, afinal ele também era vingança e ira.

Por vezes ser cético é agir de forma mais cristã do que ser um religioso cínico.


Fonte: Raphael Rap no Rapensando

http://libertosdoopressor.blogspot.com/2011/01/o-deus-que-me-apresentaram.html
Angela Natel On At 05:02
Angela Natel On domingo, 30 de janeiro de 2011 At 12:44

rob bell drops like stars 300x210 Rob Bell: Muitos  pastores de jovens estão divulgando algo em que não acreditamRob Bell é o pastor fundador da Igreja Mars Hill em Grand Rapids, Michigan. Seu livro mais recente é Drops Like Stars: A Few Thoughts on Creativity and Suffering [Lágrimas são como estrelas: Alguns pensamentos sobre criatividade e sofrimento]. Pós-graduado pelo Wheaton College e pelo Seminário Teológico Fuller, Bell é um dos pregadores mais populares entre os jovens no momento. Para muitos, ele se tornouconhecido pelo trabalho criativo e provocador que fez na série de vídeos NOOMA (som que lembra a pronúncia de pneuma, palavra grega para “espírito”), usados por igrejas em todo o mundo.

Em entrevista ao YouthWorker Jornal, ele falou sobre a situação atual de muitas igrejas.

YouthWorker Jornal: Quais são as ferramentas específicas que os pastores precisam usar para ter um ministério eficaz? Na minha época, se soubesse tocar guitarra e gostasse de fazer jogos com os jovens, seria um forte candidato para a vaga. Se conseguisse falar algo sobre um versículo da Bíblia no final de alguma atividade, alcançava 100% de seu objetivo. Quais são as fórmulas mágicas atuais para o ministério, sobretudo com os jovens?

Rob Bell: Não começaria me perguntando: “Como você faz o ministério acontecer?” Eu começo com: “Que tipo de pessoa você é?” Vamos usar a sua própria experiência com o Cristo ressurreto. Se um jovem pastor indaga: “como posso criar um ambiente seguro onde meus jovens consigam lidar com suas próprias dores?”, digo que devemos falar primeiro sobre a sua própria experiência, como enfrentou o divórcio dos seus pais ou algo assim. Vamos falar sobre como Cristo o ajudou a sobreviver a isso. Muitas vezes espera-se que, se alguém toca violão e lidera um trabalho, então esse líder se livrou de um monte de fardos que estava carregando.Quem não tem alguma história para contar sobre uma pessoa próxima que já passou por um grande problema espiritual, emocional ou sexual?

YWJ : OK, agora as fórmulas mágicas, por favor.

RB: A norma dominante para se avaliar o ministério nas igrejas é a produção, não o discipulado.Resume-se a fazer as pessoas continuarem a pensar: “Como estão os números?Nos evangelhos, sempre houve grandes multidões. Algumas vezes, Jesus deu um ensinamento difícil e que assustou a multidão. Ele sabia qual era o melhor momento para isso. Lembre-se de João 6.56: “Todo aquele que come a minha carne e bebe o meu sangue está em mim, e eu nele” (NBV*). Legal. Muito acessível para os jovens… Há um certo padrão, onde Jesus estava tentando descobrir quem levava as coisas a sério. Alguns pastores vivem uma situação na qual seus salários são baseados em quantas pessoas frequentam as reuniões da igreja. No entanto, quando lemos os evangelhos percebemos que todo o sistema parece estar indo na direção oposta. Muitos pastores de jovens que conheço estão divulgando algo em que eles não acreditam.

YWJ : Como o quê?

RB: O pastor sênior deseja que ele incentive os jovens a participar de um culto onde há um sermão, parte de uma série de sete semanas, sobre levantar fundos para construir um prédio gigante. Os jovens não querem saber disso. Ao mesmo tempo, muitos estão usando um bracelete vermelho e falam sobre prevenção da AIDS ou de abrir poços de água em lugares como o Sudão. Então muitos acabam se vendo em meio a uma engrenagem que diz que a preservação desse sistema é a grande prioridade. Contudo, olham ao redor e veem estes grandes problemas de injustiça social, que exigem uma resposta dessa geração, que eles façam algo a respeito. Adivinha o que eles fazem?

YWJ: Então, a chave de um ministério efetivo entre jovens é entender o que o pastor vive em dois mundos que contradizem um ao outro?

RB: O problema para um pastor ou líder de jovens é que ele ou ela tem esses impulsos e muitas vezes sequer pode defendê-los, especialmente com argumentos teológicos ou bíblicos, pois na reunião de liderança da igreja frequentemente eles não se encaixam no paradigma. Então, diria que a primeira coisa que precisamos dos pastores e líderes de jovens é coragem. Coragem para serem homens e mulheres com vidas santas.YWJ: Podemos voltar para a parte profissional do ministério e como conseguir que milhares de jovens participem de nossos programas?

RB: Eu trabalho a partir de um pressuposto diferente. Entendo que as verdadeiras questões estão ligadas ao interior, não ao exterior. Observe o que os últimos séculos fizeram conosco, com a invenção de máquinas e mecanismos em que você aperta um botão e as coisas andam. Isso criou metáforas da produção e da indústria que são aplicadas às questões espirituais. Logo,perguntamos no exercício do ministério: “Como você faz seu grupo de jovens crescer? Como você alcança esses jovens? Que técnicas, habilidades e estratégias externas preciso usar para fazer A e B para então chegar até C?” As verdadeiras questões são, em primeiro lugar sobre o seu próprio interior, o seu próprio relacionamento com Jesus, a maneira como o Espírito de Deus está curando e restaurando todas coisas. As maneiras que você está experimentando o Cristo ressurreto em mil lugares diferentes.

YWJ: Por que muitos pastores começar bem mas, em seguida, se queimam e o ministério acaba?

RB: Isso remete a uma compreensão do que é mais importante: produção ou discipulado.Quando Jesus lidava com as multidões, depois se retirava para um lugar solitário e orava. Como a multidão aumentava, seu ritmo de “ligar e desligar” parecia aumentar. Em nossa cultura, quanto maior a multidão, mais você precisa trabalhar. Quando alguém passa do modelo de produção para o de discipulado, uma das perguntas é: “Isso é sustentável? Estou vivendo a vida que estou pregando e experimentando as coisas que estou convidando os outros a experimentar?”

YWJ: Como seria esse momento de se “desligar” nos dias de hoje?

RB: Bem, não trabalhar no sábado é um exemplo. É uma arte perdida. Há uma razão para que essas disciplinas antigas sejam absolutamente necessárias. Basta perguntar a um pastor de jovens ” qual dia da semana você não atende o celular e não responde e-mails?” Quando eles perguntam: “O que você quer dizer com isso?” Então eu respondo: “Ligue-me daqui a quatro anos, quando você estiver queimado”. O rabino Heschel disse que o sábado dá ao mundo a energia espiritual de que necessita para existir por mais seis dias. Há algo místico e prático sobre as disciplinas, como o sábado e a oração de centramento. Tudo isso confronta os “deuses da produção”.

YWJ: Como você consegue não se submeter aos “deuses da produção”?

RB: Tenho limites muito claros. Existem milhares de coisas que eu não faço. Minha esposa e eu somos rígidos em relação a sustentabilidade. Minha tendência é trabalhar o tempo todo, e isso tem sido um pouco difícil para mim. Sábado é dia de descanso, e eu faço o café da manhã para os filhos e e jantamos juntos todas as noites. Não participo mais de conferência de pastores há anos. Deus está no fundo do vale, bem como no alto da montanha, e realmente o vale é onde passamos mais tempo. Essa ideia de que Deus só pode ser encontrado lá em cima… Para mim, Deus é encontrado quando preparamos o almoço dos filhos, levando-os à escola e ajudando-os nas tarefas de casa; cozinhando macarrão e levando o cachorro para passear.

YWJ: Então, celebrar o sábado é uma ferramenta para o ministério?

RB: Se você está ocupado demais, esgotado, em crise, quem vai querer o seu evangelho?

YWJ: Vários ministros trocaram suas guitarras por câmeras de vídeo, sem dúvida influenciados pelos vídeos que você fez. A capacidade de fazer um grande vídeo é “a” nova habilidade dos pastores de jovens?

RB: A capacidade de fazer grandes vídeos e curtas-metragens tem sido valorizada de maneira exagerada. Shane Hipps tem um novo livro chamado Flickering Pixels [Pixels piscando], em que descreve como os líderes e pastores de jovens pastores começam a usar novas ferramentas e como elas acabam nos moldando. Quando você coloca uma mensagem em um filme, por exemplo, não é a mesma coisa, agora é uma mensagem nova. A própria forma usar um meio faz parte da mensagem.

YWJ: E os vídeos Nooma que você fez?

RB: Quando alguém vê os filmes do Nooma, acha que me conhece, mas não sabemos nada uns dos outros. Nunca nos encontramos. O filme dá uma falsa sensação de intimidade. Felizmente, uma verdade maravilhosa pôde ser comunicada, as pessoas foram tocadas, eles vão tratar de algumas questões mais a fundo, mas existem tantas outras coisas acontecendo por aí e precisamos estar atentos.

YWJ: Quais livros moldaram você?

RB: É uma longa lista: A conspiração divina, de Dallas Willard. Ultimate high conta a história de um explorador sueco que foi de bicicleta de Portugal até o Monte Everest, sem levar oxigênio suplementar; ele carregou em sua bicicleta tudo o que precisava e escreveu um livro sobre isso. Muitas obras católicas. Fui profundamente influenciado por A holy longing.

YWJ: O que anima você, o inspira no trabalho que você faz como um pastor, pai, escritor?

RB: Tenho uma vida que considero realmente feliz. Sempre fui compelido por Jesus. Sempre o achei fascinante. Todo mundo tem uma regra de vida. Encontrei no Cristo Ressurreto uma ordem e um estilo de vida pelos quais vale a pena morrer. Eu oro muito, descanso muito e leio muito.

Reportagem de Josh Seligman e Dean Nelson para o Youth Worker Journal

Citações bíblicas da NBV (Nova Bíblia Viva) © 2007

Tradução e edição: Agência Pavanews ©2011. Se for reproduzir, por gentileza cite a fonte.


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Angela Natel On At 06:05

Ah eu tenho fé em Deus… né? Tudo que eu peço ele me ouci… né? Ai quando eu to com algum pobrema eu digo: Meu Deus, me ajuda que eu to com essepoblema! Ai eu peço muito a Deus… ai eu fecho meus olhos… né? E Deus me oucina hora que eu peço pra ele, né? Eu sou uma pessoa muito divirtida… eu num sei falar direito”

Fernando Anitelli é um cara que me intriga, ou instiga.

Sua ideologia e a música que carrega pelo Brasil com sua trupe são inspiração pra mim. As formas de seu som se espalham pelo ar formando desenhos cheios de cor: é a magia da arte genuína, crua e sem mácula. E se a “arte é um reflexo da criatividade de Deus, uma evidência de que somos criados à imagem de Deus” (Francis Schaeffer), o Teatro Mágico é reflexo da Graça em forma de canções-danças-cores.

Ouvi Fernando cantar “que errado é aquele que fala correto e não vive o que diz”e arrebentei a represa em meus olhos: o choro que me veio limpou-me a alma como nenhuma mensagem de púlpito fora capaz de fazer em toda minha vida – talvez pela hipocrisia de quem falava ou pela minha própria falsidade.

O Teatro Mágico se apresenta em seus show maquiado, mas sem máscaras. São eles mesmos, palhaços, pierrôs e arlequins. De palavras ágeis, música boa e poesia na ponta da língua, a arte de Anitelli e sua trupe não imita a vida – ela o é em sua essência.

Hoje, vou me maquear de palhaço, me expressar como quiser e caminhar de pés descalços sob o céu escuro da noite. Eu, que só posso ser eu, me expresar comoeu e viver a minha vida, me cansei das máscaras que a religião me ofereceu e me rendi aos pés Daquele que foi Ele mesmo, sendo Deus.

Agora posso caminhar em paz, carregando nada além do necessário: minha cruz, a renúncia sob meus pés e um amor em forma de sorriso.

http://www.territorio7.com.br/blog/



Angela Natel On sábado, 29 de janeiro de 2011 At 12:34
Angela Natel On At 06:52


por Zé Luís

Detesto religiosidade. Religião significa “religar”: o homem se religando aos céus, a construção ininterrupta da Torre de Babel que não alcança nada.

Não gosto de jiló, mau hálito, gente mal-educada, esperar mulher se aprontar para sair. É diferente.

Detesto religião, abomino, me irrito a ponto de me irar, ainda mais quando o religioso é gente que teve acesso à Verdade, conheceu-a, mas dá continuidade a essas desgraças humanas em nome de um deus feito por homens, mais aproximado de nossa imbecilidade.

Não falo aqui do tipo de idolatria que um evangélico está acostumado a abominar, a base de gesso ou madeira, mas daquela que o protestante gera: apreciar tanto a mensagem que vem ATRAVÉS da pessoa, que começa a crer que a pessoa é a fonte da mensagem, gerando um novo ídolo patético.

Não demora até que o próprio portador – momentâneo – da mensagem(antes servo de Deus, ou mesmo amigo) começar a gostar da posição conquistada, e em um fluxo normal, fazer planos com o status conquistado, explicando seu entendimento aos que dão sua capacidade de pensar para outro, como se este – e não o quem vem da Fonte – fosse o universal e aceitável em qualquer tempo e cultura.

É fácil perceber o quanto criamos um evangelho apático, a margem do brilho que Ele nunca perde.

No Espiritismo, aprendi que minha alma migra de existência em existência, em um processo de evolução gradativa, que segundo Kardec, ensinado por espíritos superiores, e embasado em seu entendimento da Palavra (além de impulsionado na época pela então popular teoria Darwinista) que esse crescimento se dá para que eu possa reencarnar em outros planetas, melhores. Deus nessa história é impessoal, silencioso, incompreensível.

Na umbanda, onde deuses africanos se mesclam aos santos católicos, as entidades exigem suas ofertas nas cores corretas, com a oferenda correta e no lugar correto. No Candomblé, esta mistura católica já não existe: o roncó faz em seus vinte e um dias sua iniciação para os sacrifícios vindouros, raspando a cabeça, cortando-se com giletes, incorporado com os seres, comendo das oferendas nos dias que se ficam ali.

A Ordem Rosa Cruz me ensinou que esse ciclo de encarnações acontece de 144 anos, onde se vive parte aqui e o restante no próximo plano, reavaliando a cada ciclo o crescimento (ou não) daquela vida.

Muitos dirão que a crença na reencarnação é mais antiga que isso, vinda do Oriente, o que não a valida.

Cristo – e não o Cristianismo – me trouxe respostas satisfatórias, libertando-me de uma série de indagações, dúvidas, necessidades, mentiras e bobagens.

Já não preciso continuar numa busca angustiante, tatear entre tantas certezas bizarras e incertas, tentando agradar os deuses, ou deus, ser melhor por mim mesmo, ou pelos outros num altruísmo inexplicável, ou velas, novenas, campanhas, obrigações, promessas, juras, cursos, meditações, zodíacos, macumbas, projeções astrais, ateísmos.

O Mestre pede rituais. Dois: O batismo e o compartilhar do pão em memória dele.

O batismo é um sinal público, o simbolismo que não caberia explicar aqui, a passagem pelas águas, como quem atravessa uma placenta rumo a nova vida. Muitos não querem renascer, claro, mas já foram gerados e o parto, traumático ou não, se faz necessário e acontecerá.

Quanto a celebração da morte que trouxe vida, a lembrança da tristeza que traz alegria, ele queria o ajuntamento daqueles a quem amou, a ponto de morrer por eles.

É o princípio de tudo: poder viver em comunhão, num mundo de vários egos, após aceitar a ressurreição gratuita

O resto, cerimoniais, cultos, celebrações, e tudo: não passam de religiosidade.

Deus só não dispensa o ajuntamento da celebração de sua História por aqueles que Ele salvou, apesar de outros religiosos, “cristãos”, garantirem que Deus não é suficiente.

Não digo que Ele deixará as coisas acontecerem de forma caótica, como não fosse quem É: mesmo o caos, nas mãos do Pai, é ferramenta de aprendizado.

Angela Natel On sexta-feira, 28 de janeiro de 2011 At 13:58
Angela Natel On At 12:38



A dúvida surge do contraste entre duas passagens: o Salmo 37:25, onde Davi diz que "Fui moço, e agora sou velho; mas nunca vi desamparado o justo, nem a sua semente a mendigar o pão", e também do evangelho de Lucas 16:20, que fala do "mendigo, chamado Lázaro", que vai para o seio de Abraão depois que morre.
Existem afirmações genéricas na Bíblia que são verdadeiras por sere m genéricas. Por exemplo, dizer que os justos são abençoados é uma afirmação genérica. Embora existam muitos justos que morreram sem terem acesso à bênçãos em seu período de vida, cedo ou tarde a afirmação se cumprirá.

Moisés, por exemplo, foi impedido de entrar na terra prometida, algo que sempre desejou fazer. Séculos depois, na cena da transfiguração, vemos Moisés exatamente na terra aonde almejava entrar, ao lado de Jesus e Elias. Deus enxerga as coisas em termos de eternidade. Vamos ver parte do contexto da passagem do Salmo (o contexto é muito mais amplo, porque é um Salmo profético que se refere ao remanescente judeu que será salvo na tribulação):

Slm 37:21-29 "O ímpio toma emprestado, e não paga; mas o justo se compadece e dá. Porque aqueles que ele abençoa herdarão a terra, e aqueles que forem por ele amaldiçoados serão desarraigados. Os passos de um homem bom são confirmados pelo SENHOR, e deleita-se no seu caminho. Ainda que caia, não ficará prostrado, pois o SENHOR o sustém com a sua mão. Fui moço, e agora sou velho; mas nunca vi desamparado o justo, nem a sua semente a mendigar o pão. Compadece-se sempre, e empresta, e a sua semente é abençoada. Aparta-te do mal e faze o bem; e terás morada para sempre. Porque o SENHOR ama o juízo e não desampara os seus santos; eles são preservados para sempre; mas a semente dos ímpios será desarraigada. Os justos herdarão a terra e habitarão nela para sempre".

Davi está falando de um modo geral, que durante sua existência nunca viu o justo desamparado e a descendência do justo a mendigar o pão (veja que ele não diz que nunca viu o justo mendigar o pão, mas a sua descendência). Não se pode dizer, do ponto de vista da eternidade, que Lázaro tenha sido desamparado, porque no final ele foi amparado sim, e é essa a história do evangelho e o contraste no qual ele aparece em relação ao rico ímpio.

Mas veja que em todo o capítulo deste Salmo Davi não está fazendo uma afirmação categórica e isolada, mas mostrando o contraste entre o ímpio e o justo e o que cada um ganha por ser assim. O assunto aqui é o contraste. Veja também que não é possível entender o versículo isolado, pois ele está falando da descendência do justo, e pelos versículos seguintes sabemos que ele está falando de alguém que "compadece-se sempre, e empresta, e a sua semente é abençoada".

Parafraseando este Salmo, seria como se Davi estivesse dizendo que, das pessoas que observou em seu tempo de vida (de quando era moço até o momento em que escreve, quando é velho), o que ele deduziu foi que aqueles que eram justos, compassivos, liberais em emprestar e ajudar etc. tiveram descendentes que (tendo aprendido tal exemplo) nunca precisaram mendigar o pão. A lição é tão clara e simples que até hoje observamos isso na sociedade, quando vemos alguém bem sucedido e damos o crédito de seu sucesso aos pais que o educaram corretamente e deixaram um bom exemplo.

Quem tentar fazer uma comparação desta passagem com os evangelhos, e escolher justamente Lázaro, o mendigo, para isso, estará perdendo de vista o foco da Bíblia que é Jesus. A sublimidade da passagem que diz "nunca vi desamparado o justo" está justamente em perceber a força que ela tem quando comparamos com o que aconteceu com o único realmente justo que já pisou este mundo: Jesus.

Ele foi sim desamparado. Jesus gritou "Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?" e isso contradiz cabalmente as palavras ditas por Davi, a menos que entendamos que Deus precisou desamparar o Justo "para fazer a sua obra, a sua estranha obra, e para executar o seu ato, o seu estranho ato". Isaías 28:21

Mario Persona
mulheresabias.blogspot.com

Angela Natel On At 06:25

É assim que os apóstatas começam
Para quem nunca foi um dos nossos e nos deixou, ou ainda está entre nós e acabará por sair (1 João 2:19), trair a fé cristã começa como o ato de trair o cônjuge. Tal atitude pode vir de uma fraqueza emocional, ou uma situação inusitada, que nos pega de surpresa e nos faz pecar. Ou de quem "procura sarna para se coçar", e acaba se alimentando gradativamente da amizade com pessoas do sexo oposto, das incríveis descobertas de que "o outro" (ou "a outra") é diferente daquela que sempre lhe deveria ser a única. De início, um leve sorriso, depois ligeiros toques, depois um encontro nos fundos da empresa onde trabalham, depois uma lágrima maldita que rola e um dedo maledeto alheio que a enxuga; daí, os breves abraços, depois longos; passeios e viagens escondidas justificadas para os respectivos cônjuges com mentiras do tipo: "Vou evangelizar uma pessoa", "é um encontro de negócios (e com certeza será!)". Então, o clímax! O pecado se consome, e consome. E para piorar, voltam à casa como se tudo estivesse normal, anunciam a separação, tentam convencer os filhos que agiram corretamente por colacarem a culpa no cônjuge, concentrando-se apenas nos seus erros do que nos acertos. O mesmo ocorre com os apóstatas. Trair a doutrina cristã pode ocorrer pelo despreparo, como um argumento sectário que deixa alguns curiosos a ponto de se interessarem, e mesmo debandando para muitos seios do sectarismo, como são salvos realmente, acabam por voltar: arrependem-se e retornam ao seio de Abraão, por assim dizer. Foi um deslise! Mas outros, que nunca foram dos nossos, que nunca aceitaram DE FATO o verdadeiro Jesus Cristo, e que vivem entre nós, e que sentem o brilho da Palavra de Deus de algum modo, e que já têm provado o dom celestial por, dentre outros motivos, conviverem com aqueles dos nossos, salvos e partícipes do Espírito Santo e seus dons e fruto (Hebreus 6:4-6; Gálatas 5:22, 23), e que observam os benefícios da boa Palavra de Deus e o poder que o vindouro mundo já exerce na transformação da vida de crentes verdadeiros - sim estes acabam traindo para sempre a sã doutrina. De início, um leve sorriso para os sectários. Depois, ligeiros toques em seus livros tão inspirados quanto a Bíblia, ou muito importantes para entendê-la. Depois, os encontros com os sectários, escondidos de sua Igreja, aquela que devia ser a única para ele - a de Cristo Jesus. (Efésios 5:22) Depois, uma lágrima maldita, de queixa, resmungos contra a Igreja, os pastores, os líderes e os irmãos em geral; e depois um dedo maledeto de um sectário, que enxuga essa lágrima, como se prometesse: "Entre nós, você não chorará mais! Só aqui não se chora! Vamos te fazer feliz!" Daí, os breves abraços, depois longos - sim, abraçando uma nova doutrina. Depois os encontros - gradativamente, o traidor vai se afundando mais na lama, e tudo, de início, com a desculpa: "Fui evangelizá-los!", mas foi evangelizado; "Foi um encontro de negócios", e foi: Do traidor com o Traidor maior! Então, o clímax. Uma nova fé, um novo Senhor, um outro batismo. (Efésios 4:5) E pior, voltam para a Igreja como se tudo estivesse normal, anunciam a separação, tentam convencer os filhos de Deus de que agiram corretamente por colocarem a culpa na Igreja, como se ela fosse errada, concentrando-se apenas nos erros de todos nós salvos - a Igreja de Jesus Cristo. Posso pensar? Todos os dias, nos domingos de manhã, ou das 18 horas da sexta até 18 horas do sábado, em qualquer momento, prostitutas nos abordam, às vezes portando crachazinhos pretos, ou com livrinhos de dieta, ou com pastinhas inconfundíveis, ou com histórias de muitas vidas, ou querendo cantar em nossa casa, mas nunca nos deixam cantar na deles, ou até te prometendo muito dinheiro - sim, sempre as prostitutas espirituais - uma babilônia de ensinos falsos, tão confusos que para elas chamarem atenção precisam te convidar com suas dóceis palavras: "Só eu sei fazer amor!". E você - é salvo, ou já vai começar? - Fernando Galli, 30 de Setembro de 2010.

Angela Natel On At 04:41
Angela Natel On quinta-feira, 27 de janeiro de 2011 At 12:24


Um ateu conhecido por vídeos satíricos sobre o Cristianismo recentemente lançou uma atualização para o vídeo ‘História de Suzie' (The Story of Suzie), que mostra os Cristãos como ilusórios ao orar a Deus pedindo ajuda em meio a tragédias.

O vídeo apresenta um personagem animado devoto religioso chamado Suzie, que vê o amor divino e intervenção em todos os lugares, enquanto o narrador sugere o contrário.

Antes de ir para a cama, Suzie ora pedindo a Jesus para curar os enfermos e aliviar o sofrimento no mundo. Mas quando ela acorda, "os problemas do mundo estavam lá," disse o narrador. Suzie racionaliza o resultado por acreditar que "de alguma forma tudo era parte do plano de Deus."

Produzido por The Thinking Atheist (O Pensamento Ateu), o vídeo indica que, enquanto Suzie continua a buscar a Deus quando há violência, desastres naturais ou doença, suas preces só servem para trazer-lhe conforto, não produzindo qualquer efeito real.

Dr. Normal L. Geisler, autor de If God, Why Evil (Se Deus, Por Que o mal)?, disse que o vídeo contém uma série de equívocos.

"Você olha para tudo isso [e] você se simpatiza com Susie, porque você acha que eles (desastres, doenças, etc) são o mal," disse ele. "Mas se ele está mal, então deve haver um padrão para o bem. Se há uma linha quebrada neste mundo, então deve haver uma linha reta. Se tem uma linha reta, deve ser Deus."

O vídeo também dá uma visão muito limitada da presença de Deus na vida de Suzi, disse Geisler, que é um apologista cristão e filósofo. Quando se trata de recuperação de Suzie da doença, por exemplo, o vídeo deixa de reconhecer que Deus é aquele que projetou seu corpo com propriedades de curar naturalmente, disse Geisler.

No vídeo, quando Suzie fica doente, ela ora para a cura. No entanto, o narrador diz que ela só ficou melhor depois que ela "pagou um médico, tomou medicamentos de prescrição e levou duas semanas para se recuperar naturalmente."

Quando um furacão mata milhares, Suzie ora agradecendo a Deus que mais pessoas não foram mortas.

Suzie ora pedindo a Jesus para curar os que sofrem com a doença. Mas o narrador observa que ela pede a Jesus para encontrar uma vacina em um laboratório, porque "Deus está ocupado."

O vídeo se aplica uma mensagem semelhante a outros eventos na vida de Suzie.






Fonte: The Christian Post

Angela Natel On At 06:00
Angela Natel On At 04:42
Angela Natel On At 04:29
Angela Natel On quarta-feira, 26 de janeiro de 2011 At 12:04


É consenso entre especialistas que o conhecimento dos originais bíblicos colabora para uma melhor compreensão do Texto Sagrado. Atendendo demanda, a Faculdade Evangélica de Tecnologia, Ciência e Biotecnologia da CGADB (FAECAD) acaba de lançar o curso livre de hebraico instrumental. Os encontros serão realizados uma vez por semana a partir do dia 02 de fevereiro, sob orientação do professor Wallace Anderson, de larga experiência no ensino do idioma.

Segundo ementa da instituição, o objetivo do curso é ler, entender e traduzir textos do Antigo Testamento; e preparar sermões e estudos a partir do texto hebraico original. O conteúdo será dividido nos níveis básico, médio e avançado.
O estágio inicial de aprendizado da língua abordará breve histórico do hebraico enquanto língua semita; leitura do Antigo Testamento no original através da alfabetização; introdução às noções básicas da gramática hebraica. Leitura, compreensão e interpretação do texto bíblico do Antigo Testamento. O estudo avançado, por sua vez, fará abordagem dos verbos fracos e fortes da língua hebraica; diagnóstico, leitura e tradução dos textos bíblicos do Antigo Testamento.

Serviço:

A FAECAD está localizada Avenida Vicente de Carvalho, 1083, Vila da Penha - Rio de Janeiro – RJ. Os interessados podem entrar em contato pelo telefone (21)3015-1000, ou pelo e-mail faecad@faecad.com.br


Fonte: Faecad

Angela Natel On At 06:49


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Vivemos numa época chamada por muitos de “pós-moderna”, caracterizada por forte desconfiança da razão, muitas e novas “verdades”, individualismo e consumismo. Há uma semelhança muito grande entre o nosso tempo e a época em que o cristianismo surgiu. O que temos visto é o ressurgimento de uma cultura pagã, muito parecida com a cultura do tempo de Jesus e dos apóstolos. A Igreja Cristã hoje é ignorada pelo mundo, tendo que lutar por sua sobrevivência ao lado de muitos outros movimentos religiosos. Estas mudanças, que estão ocorrendo no mundo, tem tido poderosa influência sobre nossa doutrina, nossa pregação e nossa forma de ser igreja. Este estudo é dividido em duas partes. Na primeira, examinaremos brevemente o impacto na igreja de uma forma de pensar “pós-moderna”, e, na segunda parte, examinaremos onde a história da Igreja pode nos ajudar a mantermos a fé evangélica de forma fiel à herança cristã.

1. Qual o impacto da forma de pensar de nosso tempo na vida da igreja?

O impacto da “pós-modernidade” pode ser visto de forma muito forte no meio evangélico hoje. Atualmente é cada vez menor o número de pessoas que buscam adorar a Deus “em Espírito e em verdade” (Jo 4.24). Em nossas igrejas temos visto a influência deste novo paganismo, levando nossas comunidades a adotar ordens de culto em que o sentimento de reverência cede lugar à descontração e o bem-estar do adorador torna-se mais importante que a sua humilhação e dedicação a Deus. O Senhor Deus é transformado numa espécie de “força”, disponível sempre que necessário, mas que não incomoda. Louvor e adoração espontânea são a ênfase dos cultos – a pregação da Palavra de Deus muitas vezes é desprezada! Neste contexto, o canto e o louvor produzem um elevado clima emocional, onde é proposta uma “teologia” que não se apóia muito numa doutrina, mas que é baseada numa experiência emocional dos crentes, sem um apelo à razão. Por outro lado, o que podemos constatar é que a emocionalidade buscada pelos cristãos muitas vezes é pobre em relações de amizade profundas e verdadeiras. É por isso que poderíamos sugerir que a igreja tem sido influenciada pelo discurso pós-moderno, preso às emoções e individualista. O importante é só o que o fiel consegue experimentar!

A crítica atual à razão e à instituição, além de promover divisões nas igrejas, as tem deixado sem defesa para as novas tendências teológicas. Por isso, os cristãos de hoje não vêem dificuldades nem empecilhos em assumir conceitos e palavras que fazem parte de outros grupos religiosos, inclusive surgidos em esferas opostas ao cristianismo. Podemos ver esta descaracterização do evangelho naqueles que acreditam em “simpatias”, copos d’água em cima do rádio (ou televisão) e benzedeiras, imitando o catolicismo popular, criando até mesmo uma versão “evangélica” das superstições populares da Idade Média, como vendas de “óleo ungido”, “água do Rio Jordão”, etc. Outros entram em “transe” nas reuniões, e outros viajam quilômetros somente para orar com alguém que, supostamente, tem dons especiais, ou que sua oração é “mais poderosa”. Mesmo os cultos de origem africana, como o candomblé e a macumba, encontram certa semelhança em algumas igrejas evangélicas, onde indivíduos caem e rolam no chão, supostamente possuídos por demônios, tais como os possuídos por “espíritos” nos “cultos afros”. Até o discurso de tais reuniões é usado em meio à obsessão por demônios, pela qual passa a igreja evangélica no Brasil (“maldição hereditária”, “amarrar espíritos”, “tranca-ruas”, etc.). A própria simplicidade bíblica (Fp 4.11; 1Tm 6.8; Hb 13.5) é substituída pela teologia da prosperidade com seu vocabulário sem significado, “eu repreendo”, “eu declaro”, “tá amarrado”.

O mais trágico é que há igrejas ensinando que para uma pessoa ser salva ela precisa cumprir uma elaborada lista de itens, da qual constam: receber o Senhor Jesus como único salvador, participar das “reuniões de libertação” da igreja para se ver livre do diabo, buscar o batismo com o Espírito Santo, andar em santidade, ler a Bíblia diariamente, evitar más companhias, ser batizado, freqüentar as reuniões de membros da igreja, ser fiel nos dízimos e nas ofertas e orar sem cessar e vigiar. Essas igrejas acabam confundindo salvação com santificação. E, pior ainda, mesmo cumprindo toda a lista, no entender destas igrejas, um cristão pode vir a perder a salvação. Mas as Escrituras claramente nos ensinam que homens e mulheres pecadores são salvos somente pela fé, somente em Cristo! Parece que os dirigentes destas igrejas nunca leram as epístolas de Paulo aos Romanos e aos Gálatas!

Estas tendências são extremamente perigosas, porque o cristianismo, que sempre sofreu ameaças de ser seduzido pela cultura de seu tempo (e por vezes sucumbiu a ela), mais uma vez está diante deste desafio. A cultura do prazer, do individualismo, das soluções mágicas de nosso tempo, de um “deus” que pode ser manipulado através de técnicas, tem agora o seu representante “cristão”. A partir desse quadro, podemos facilmente perceber que o resultado será uma espiritualidade sem significado. É interessante notar que as antigas confissões de fé cristãs, seguindo os ensinamentos das Escrituras, afirmavam que a pureza ou não de uma igreja se mede pela fidelidade com o qual o Evangelho é pregado (o que inclui as doutrinas centrais do cristianismo) e as ordenanças celebradas (o que aponta para a teologia prática das igrejas), e não pela quantidade de membros que elas conseguirem!

2. Aprendendo da História: uma direção para a Igreja

(1) Se desejamos ser uma igreja fiel, precisamos redescobrir as doutrinas centrais da fé cristã – e isto não é pouca coisa! Precisamos estudar todas as doutrinas bíblicas, buscando saber quais são aquelas que são vitais para nossa salvação, e quais são as que podemos ter opiniões diferentes. Então, a partir deste ponto, devemos pregar e ensinar doutrinariamente, enfatizando a centralidade das Escrituras, a doutrina da trindade, que nos ensina que Deus é o Pai, o Filho e o Espírito Santo, o ofício e a obra de Cristo, verdadeiro Deus, verdadeiro homem, o pecado e a culpa, expiação, regeneração, a fé e o arrependimento, a justificação, a santificação como obra do Espírito, julgamento, céu e inferno, e, em tudo isto, denunciando o cristianismo hipócrita e nominal. Tragicamente temos sido afastados “da simplicidade e da pureza que há em Cristo Jesus” (1Co 11.4). Nossa atenção também precisa ser chamada para o fato de que a verdadeira doutrina é que produz a unidade na Igreja (Ef 4.1-16).

(2) Agora, uma palavra especial para aqueles que têm servido à igreja na pregação e no ensino. Não basta apenas uma recuperação teológica, pois se nossa teologia não serve para ser pregada, então ela é uma má teologia.Precisamos recuperar uma pregação bíblica e doutrinária. Precisamos de pregadores expositivos, que busquem pregar toda a Palavra de Deus, e saibam que só o Espírito Santo, ligado à Palavra, pode salvar pecadores. O que é a pregação expositiva? Talvez, melhor do que definir, seja ilustrar. Martinho Lutero (1483-1546) pregava da seguinte forma para sua congregação: no domingo, às 5h: Epístolas Paulinas; às 9h: os Evangelhos; à tarde: o catecismo; segundas e terças: o catecismo; quarta: Evangelho de Mateus; quinta e sexta: Epístolas Gerais; sábado: Evangelho de João. Em nosso tempo, D. M. Lloyd-Jones (1899-1981) pregou dez anos na Epístola aos Romanos, e seis anos na Epístola aos Efésios – e sua igreja ficava lotada! Lutero, Lloyd-Jones e outros que têm seguido este método de pregação, têm buscado enfatizar “todo o conselho de Deus” (At 20.27), ensinando toda a Bíblia para o povo.

No tempo da Reforma, a promoção deste tipo de pregação era um claro ataque contra os métodos de ensino católicos. Estes usavam a dramatização, que era chamada de “dramatização dos mistérios”, quando atores profissionais eram pagos para, junto ao altar, representar diante do povo, que eles consideravam incultos e incapazes, as verdades das Escrituras – que muitas vezes eram romanceadas! Mas, segundo uma antiga confissão de fé, “a pregação da Palavra de Deus é a Palavra de Deus”! Então, por causa de seu alto conceito das Escrituras (1Tm 3.16; 2Pe 1.19-21), por entender que a exposição da Palavra é o meio de salvação (Rm 10.13-17; 1Pe 1.23), e que o homem, por ter a imagem de Deusé um ser com capacidades racionais, nossos pais espirituais rejeitaram estes acréscimos. O único “sacramento” que eles aceitaram era a pregação da Palavra. Além disto, a pregação bíblica não pode ficar de fora dos cultos, pois é parte integrante da adoração. Precisamos voltar a ensinar toda a Palavra, não apenas aquilo que gostamos mais, ou que nos é mais familiar, mas toda a Palavra de Deus. Quando o fiel ensino e a pregação da Palavra são negligenciados, sempre surgirão superstições e crendices dentro da própria igreja evangélica. Esta ênfase se torna mais urgente quando vemos que, em recente pesquisa, a Sociedade Bíblica Ibero-americana divulgou que 51% dos pastores evangélicos no Brasil nunca leram a Bíblia inteira! A ênfase que Jesus dá a crermos nele “como diz a Escritura” nos ensina que a doutrina correta tem poder para produzir vida (Jo 7.37-39)!

(3) Precisamos redescobrir uma nova forma de ser igreja. O Novo Testamento oferece limites para sermos igreja, mas dentro destes limites há muita liberdade para adaptações às mudanças que aparecem nos diferentes lugares e épocas. Partindo deste ponto, precisamos reafirmar de forma criativa a vida em comunidade. Para isto devem ser encorajados meios para incluir os vários dons espirituais dos cristãos no ministério de nossas igrejas, lembrando que cada crente é importante e tem um ministério necessário no Corpo de Cristo (Rm 12.4-8; 1Co 12.8-11, 28-30; Ef 4.11-16; 1Pe 4.8-11). Ao mesmo tempo, todos os membros deveriam estar conscientes de suas responsabilidades de mútua submissão e auto-doação na igreja em que participam (Ef 5.18-21). A igreja, enquanto estabelecida por verdades bíblicas, existe para nutrir relações de cuidado entre seus membros (1Co 13.1-13). Para imitar a igreja do Novo Testamento, a igreja local tem que cultivar amizades profundas. Cultos nos lares, núcleos de estudos bíblicos, retiros e outras formas de comunhão contribuem para reunir em amor o povo de Deus, exaltando a alegria e o amor da Trindade, antecipando a comunhão abençoada do céu.

O preço do discipulado e a disciplina precisam novamente ser enfatizados na igreja, pois o que tem prevalecido em nosso meio é conhecido como “graça barata”. Não podemos nos deixar de espantar com o ataque de Dietrich Bonhoeffer (1906-1945) contra esta perversão da livre graça de Deus: “Graça barata significa a graça vendida no mercado como quinquilharia ordinária… Graça barata não é o tipo de perdão que nos liberta dos laços do pecado. Graça barata é a graça que concedemos a nós mesmos. Graça barata é a pregação do perdão sem a exigência do arrependimento, batismo sem disciplina na igreja, comunhão sem confissão, absolvição sem confissão pessoal. Graça barata é a graça sem discipulado, graça sem a cruz, graça sem Jesus Cristo vivo e encarnado”.

Precisamos também recuperar o rico conceito bíblico de sacerdócio de todos os crentes (1Pe 2.5,9; Ap 1.6; 5.10; 20.6). Segundo Lutero, todo cristão é sacerdote de alguém, e somos todos sacerdotes uns dos outros. Este sacerdócio deriva diretamente de Cristo, pois “somos sacerdotes como Ele é sacerdote”. É uma responsabilidade tanto quanto um privilégio: “O fato de que somos todos sacerdotes significa que cada um de nós, cristãos, pode ir perante Deus e interceder pelo outro. Se eu notar que você não tem fé ou tem uma fé fraca, posso pedir a Deus que lhe dê uma fé sólida.” Não podemos ser cristãos sozinhos, precisamos da “comunhão dos santos”: uma comunidade de intercessores, um sacerdócio de amigos que se ajudam, uma família em que as cargas são compartilhadas e suportadas mutuamente. Nem todos podem ser pastores, mestres ou conselheiros. Há um só “estado” (todos os cristãos são sacerdotes), mas uma variedade de funções (cada cristão tem um chamado específico da parte de Deus, para glorificá-Lo no mundo). Em todas estas coisas, somos ensinados que Deus, em Cristo, por meio do Espírito, nos chama como indivíduos para vivermos em comunidade, pois não existe uma fé solitária segundo o Novo Testamento (Hb 10.19-25).

Conclusão

Num tempo de mudanças tão profundas e complicadas, temos diante de nós uma grande tarefa – a de, na dependência do Espírito, orar, pregar e ensinar, de tal forma que a Igreja de Cristo passe da infantilidade para a maturidade (Ef 4.11-16). Uma petição do Livro de Oração Comum expôs toda nossa responsabilidade e toda a nossa esperança na tarefa de proclamarmos com força renovada a fé evangélica: “Todo-poderoso e eterno Deus, que pelo Espírito Santo preside no concílio dos apóstolos, livra-nos do erro, da ignorância, do orgulho e do preconceito; e confiados em tua misericórdia, te imploramos, dirige, santifica e governa sobre nosso trabalho, pelo grande poder do Espírito Santo, a fim de que o confortante evangelho de Cristo seja verdadeiramente pregado, verdadeiramente recebido e verdadeiramente seguido em todos os lugares, para a derrota do reino do pecado de Satanás e da morte; até que ao fim todas as tuas ovelhas dispersas, juntadas no teu aprisco, se tornem participantes da vida eterna; pelos méritos e morte de Jesus Cristo, nosso Salvador. Amém”.

Autor: Franklin Ferreira, é teólogo, escritor e editor da Editora Fiel.
Fonte: [ Púlpito Cristão ]
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