Angela Natel On terça-feira, 30 de novembro de 2010 At 12:11
Angela Natel On At 06:40

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Por: Vincent Cheung

Se alguém não ama o Senhor, seja maldito! Vocês me ouviram. Se alguém não ama o Senhor independentemente da razão, por não ser cristão, ou por ser alguém que se diz cristão, mas não ama o Senhor — não sendo de fato cristão — seja maldito! Esta é minha teologia. Esta é minha declaração de fé. E esta é minha mensagem para vocês hoje.

Neste exato momento, vocês podem não estar se agradando muito de mim. Imaginem quantos líderes cristãos, pregadores, teólogos, igrejas, seminários, denominações, pais, mestres, políticos e pessoas de todas as esferas da vida denunciariam a mim por esta declaração e atitude completamente anticristãs? Quantas pessoas pegariam a Bíblia para citar passagens contra mim? Quanta gente reclamaria que minha fé é completamente contrária à religião de Jesus Cristo e seus apóstolos?

E isto me diria quantas pessoas se encontram longe de Deus e do contato com a fé cristã, pois estou apenas repetindo o que Paulo diz em 1 Coríntios 16.22. Na verdade, o versículo 21 indica que ele pegou a pena do amanuense para poder escrever esta declaração de próprio punho: “Cumprimento da minha mão, de Paulo. Se alguém não ama o Senhor Jesus Cristo, seja maldito”. Eu, Vincent Cheung, também ponho meu nome nessa declaração. Ela conta com meu endosso pleno. Meu desafio a vocês é se vocês pegarão a pena e assinarão seu nome nela. Ou a fé cristãs não é “cristãs” o suficiente para vocês?

Mesmo sendo a fé cristã a revelação do amor de Deus aos pecadores, sua preocupação principal é sempre a honra de Deus e não o bem-estar e consolo dos homens. Tão logo se reverta essa situação, o cristianismo deixa de existir. Minha declaração inicial é um teste da religião autêntica, um teste de ortodoxia e reverência. E todos os que a rejeitarem ou me criticarem por pronunciá-la são os que falharão no teste.

Se vocês ficaram ofendidos ou envergonhados com essa declaração, se chegaram apensar que não sou cristão por causa dela, e que ela se opõe de forma total ao espírito de Cristo, então há algo muito, mas muito errado com vocês. Vocês estão fora de contato com o que é a fé cristã de verdade, e o que ela ensina de fato. Estão vocês desalinhados como o espírito de Cristo e a religião do Novo Testamento.

No período em que a maior parte da igreja se ocupa com os assuntos dos homens e não com os assuntos de Deus, esta é a única forma de traçar a linha da fé e esclarecê-la. Sim, Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê seja salvo. Sim, quem ama o Filho ama também o Pai, e eles farão nessa pessoa sua morada. Contudo, caso sejamos cristãos também diremos: se alguém não ama o Senhor Jesus Cristo, seja maldito!

Fonte: Graça Prístina
Extraído do site: [ Eleitos de Deus ]

http://bereianos.blogspot.com/

Angela Natel On segunda-feira, 29 de novembro de 2010 At 12:30

Com essa postagem estamos encerrando a série de estudos "Religiões" que abordou o surgimento, o crescimento e as doutrinas defendidas por 8 principais seitas. Lembramos que todos os estudos foram analisados através de uma perspectiva bíblica. Confira agora alguns "ismos" que tem ainda tem surgido:

Além das seitas e heresias até aqui estudadas, existe um grande número de outras, menores, evidentemente, mas não menos perigosas. Dentre essas, salientam-se as seguintes:

1 - O BAHAÍSMO
O bahaísmo é uma religião de origem pérsico-maometana, fundada em Acre, na Palestina, por um nobre persa exilado, conhecido pelo nome de Bahá-Allah ("Glória de Deus"), nascido em 1817.

1.1 - CRENÇAS DO BAHAÍSMO
O bahaísmo crê que o "último e verdadeiro sucessor de Maomé, que desapareceu no século X, nunca morreu, mas continua vivo numa misteriosa cidade, rodeado por um grupo de fiéis discípulos e que, no final dos tempos, aparecerá e encherá a terra de justiça, depois de ter sido cheio de iniqüidade." Esse sucessor oculto revêIa-se de tempos em tempos através daqueles a quem esclarece sua vontade e que são conhecidos como "Babs" ou "portas", "isto é, são portas através das quais se renova a comunicação entre o escondido e os seus fiéis seguidores" (Baallen, O Caos das Seitas, p. 107). Segundo o opúsculo O Que Significa Ser Bahai, publicado e distribuído pela Assembléia Espiritual Nacional dos Banais do Brasil, o bahaísmo crê que: a. Há somente um Deus, e que o conhecimento do homem vem de Deus, através de seus mensageiros. b. Um novo mensageiro aparece no mundo a cada milênio, aproximadamente, para reacender o amor de Deus nos corações dos homens e para iniciar uma nova era. c. O mensageiro de Deus para esta época é Bahá-Allah ("A Glória de Deus"). d. Bahá-Allah, que surgiu na Pérsia, em meados do século XIX, é o prometido anunciado por Moisés, Jesus Cristo e outros mensageiros. Foi enviado por Deus para trazer paz e unidade para todo o mundo.

1.2 - FATOS DO BAHAÍSMO
Existem outras personagens centrais na Fé Bahai, que são:

1.2.1. O BÁB (A PORTA): foi o Profeta Arauto da Fé Bahai. Além de ter sido considerado um mensageiro de Deus, ele preparou o povo para a vinda de Abdul-Bahá. Foi martirizado em julho de 1850.

1.2.2. ABDUL-BAHÁ ("O SERVO DE DEUS"): foi o filho mais velho de BaháAllah e o Centro do seu Pacto. Ele o indicou como seu sucessor. Embora não fosse um profeta, sua posição é muito destacada dentro do Bahaísmo. Tudo o que ele disse e escreveu tem a mesma autoridade que as palavras de seu pai. Abdul-Bahá morreu em 1921.

1.2.3. SHOGHI EFFENDI: o neto mais velho de Abdul-Bahá, foi por ele nomeado em sua última Vontade e Testemunho, como Guardião da Fé Bahai e Intérprete da Palavra de Deus. Sob sua direção, os alicerces da Ordem Administrativa Bahai foram firmemente estabelecidos em todo o mundo. Os seus escritos são revestidos de autoridade, de acordo com o conceito Bahai. Morreu em 1957 e está sepultado em Londres.

1.2.4. MÃOS DA CAUSA: Shoghi Effendi indicou um número de Bahais proeminentes como "Mãos da Causa de Deus". Seus deveres especiais são ensinar e proteger a fé Bahai por todo o mundo.

1.3 - PRINCÍPIOS BÁSICOS PARA UMA NOVA ERA
Na esperança de uma nova era, o Bahaísmo:
• proclama a unidade de Deus e de seus profetas;
• reconhece a unidade básica de todas as religiões e a unidade da raça humana;
• afirma que a religião deve caminhar lado a lado com a ciência, ordeira e progressivamente;
• encoraja a independente pesquisa da verdade;
• exalta o trabalho realizado em espírito de serviço e grau de adoração;
• condena todas as formas de superstição ou preconceitos, sejam religiosos, raciais, de classe ou nacionalidade;
• proclama o princípio de iguais oportunidades, direitos e privilégios para homens e mulheres;
• advoga a educação compulsória para todos;
• prove as instituições necessárias para estabelecer e salvaguardar uma paz universal permanente como meta suprema da humanidade.

1.4 - UMA NOVA ORDEM MUNDIAL
Além de esperar pelo alvorecer de uma nova era, o bahaísmo postula uma nova ordem mundial, com as seguintes características:
a) Um mundo unido quanto à sua política, religião, cultura e educação segundo um currículo comum, universal.
b) Um mundo no qual a guerra é banida para sempre e as energias da humanidade são aplicadas exclusivamente em empreendimentos construtivos.
c) Um mundo onde os homens vêem uns aos outros como ir mãos e onde as diferenças de cor, raça, credo e nacionalidade já deixaram de ser fatores de preconceitos, sendo, ao contrário, elementos de aprazível variedade numa vasta cultura cosmopolita.
d) Um mundo isento de barreiras alfandegárias, havendo um próspero intercâmbio internacional de mercadorias.
e) Um mundo onde as barreiras de línguas são superadas pelo uso de um idioma auxiliar universal.
f) Um mundo no qual o conflito longo e amargo entre capital e trabalho é substituído por cooperação efetiva, baseado na repartição dos lucros e na mutualidade dos interesses.
g) Um mundo de abundância onde a riqueza individual é limitada e a miséria é abolida definitivamente.
h) Um mundo no qual a ciência anda de mãos dadas com a religião e o conhecimento é dedicado ao progresso humano.
i) Um mundo, acima de tudo, que reconhece Deus e procura seguir os caminhos da retidão e da paz.

1.5 - O BAHAÍSMO DESMASCARADO
Se analisarmos a doutrina bahai à luz das Escrituras Sagradas, haveremos de concluir que:
1) Quanto à crença em Deus, o bahaísmo é nitidamente panteísta, isto é, furta a atenção e a crença de seus adeptos do Deushomem, transferindo-as para o Homem-deus. Numa de suas publicações de 1914, lê-se a seguinte declaração: "Além deste homem (Bahá-Allah), não existe outro ponto de concentração. Ele é Deus".
2) O bahaísmo tem muito em comum com o teosofismo, o espiritismo e a Maçonaria: proclama a união das religiões, a perfeição do homem independentemente de Cristo, e sustenta um ensino sincretista, respectivamente.
3) O ensino de que um novo mensageiro de Deus aparece no mundo a cada milênio não tem apoio nas Escrituras. Já são passados quase dois mil anos desde que Cristo, o Mensageiro prometido no Antigo Testamento, veio, e, após ressuscitar dos mortos, passou a seus seguidores a responsabilidade de encher o mundo das boas-novas do Evangelho (Mt 28.19,20; Mc 16.15). Não obstante haja aqueles a quem Deus dota de uma chamada específica para pregar o Evangelho, todos os crentes têm uma chamada geral e uma responsabilidade universal para testemunharem do Evangelho de Cristo (At 1.8).
4) O mensageiro de Deus para esta época são todos os crentes conscientes e responsáveis (At 1.8).
5) Moisés anunciou a vinda de Cristo, como um profeta semelhante a ele (Dt 18.15), porém, Cristo não anunciou a vinda de nenhum mensageiro humano, pelo contrário, anunciou a vinda do Espírito Santo (Jo 16.7).
6) Só Cristo é a porta (Jo 10.7,9).
7) Não obstante todos os crentes serem servos, só Cristo é tido como "O Servo de Deus" por excelência (Mt 20.28).
8) Cristo destinou o Espírito Santo como intérprete da sua Palavra (Jo 16.13,14).
9) A conservação da fé é batalha não de uns poucos privilegiados, mas de todos os santos (Jd v.3).

1.6 - O BAHAÍSMO NEGA A DOUTRINA CRISTÃ
Segundo ensina a doutrina bahai:
• O pecado não existe. A única diferença entre os homens está no grau. Alguns são como crianças ignorantes que precisam ser educadas.
• A revelação de Jesus Cristo foi exclusiva para a sua própria época. Atualmente já não é o ponto de orientação para o mundo.
• Cristo aceitou todos os seus sofrimentos sobre si para provar a imortalidade do seu espírito.

Os aspectos louváveis do bahaísmo tornam-se nulos diante da falsidade dessa religião. Quem não louvaria o bahaísmo quando oferece os seus princípios básicos para uma nova era e postula uma nova ordem mundial? Mas, nem com toda essa nobreza de caráter o bahaísmo consegue esconder os malefícios das suas crenças. O bahaísmo é mau e herético à medida que rebela-se contra o senhorio de Jesus Cristo, e faz de Deus apenas uma idéia e não um ser pessoal e responsável.

1.7 - CONCLUSÃO
Cremos que uma nova era há de raiar no mundo e que uma nova ordem há de se estabelecer na Terra. Mas isso não se dará como resultado de esforços humanos ou de um impossível aperfeiçoamento da humanidade. Cristo as estabelecerá na Terra durante o seu governo milenar, conforme é descrito em Isaías 2.2-4; 65.18-22. Não obstante o revestimento de glória que o Milênio terá, a Bíblia jamais sugere que a humanidade alcançará a perfeição nesse tempo. O homem continuará o mesmo, e a prova disto está no que relata o livro de Apocalipse. No final do Milênio, a humanidade até aqui beneficiada com a prosperidade do reinado de Cristo, em atitude de hostilidade, levantar-se-á contra Jesus e os seus eleitos, o que causará a repentina destruição de todos os ímpios, e o lançamento de Satanás no Lago de Fogo (Ap 20.7-10). A esperança do crente será a manifestação do novo céu e da nova Terra, onde habitará a justiça de Deus, onde todos habitarão por toda a eternidade (2 Pe 3.13).

2 - A CIÊNCIA CRISTÃ
A Igreja da Ciência Cristã foi organizada e fundada no ano 1879. Mary Baker Eddy, sua fundadora, desde criança padecia de ataques de nervos. Ainda jovem, foi aceita como membro da Igreja Congregacional, sem no entanto haver experimentado conversão genuína. A vida matrimonial da senhora Mary Baker foi uma verdadeira desilusão do princípio ao fim. Ficou viúva do primeiro marido não muito depois do casamento. Teve de divorciar-se do segundo marido, vindo a contrair um novo casamento com um dos seus primeiros discípulos, de nome Asa Eddy, que também veio a morrer, anos depois. Em meio a todos os seus problemas matrimoniais, e acometida de uma grave enfermidade, Mary Baker Eddy deixou-se influenciar pelos ensinos de um curandeiro e hipnotizador popular chamado Fineas Quimby, que negava a existência da matéria, do sofrimento, da enfermidade, do pecado e de todo o mal.

2.1. ENSINOS DA CIÊNCIA CRISTÃ
No seu livro Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, Mary Baker foi além das teorias de Fineas Quimby, afirmando que toda aparência da matéria ou da experiência mortal é somente uma ilusão, um sonho. A senhora Mary Baker ensinou mais o seguinte:
1) "A Bíblia tem sido minha única autoridade". Contudo afirma que seus próprios escritos são divinamente inspirados, e que, sem o estudo deles, é impossível se compreender a Bíblia.
2) "Deus é um princípio divino, um Ser supremo e incorpóreo, que é Mente, Espírito, Alma, Vida, Verdade e Amor. Deus é toda substância, inteligência".
3) "Nas palavras de João: 'Ele vos dará outro Consolador, a fim de que esteja sempre convosco', este Consolador eu entendo ser a Ciência Divina... A 'Ciência Cristã' é o Espírito Santo".
4) "Jesus não era o Filho de Deus num sentido diferente daquele em que todo homem é filho de Deus. Jesus é o Ser humano, e Cristo, a idéia divina. A virgem-mãe concebeu essa idéia de Deus e deu a seu ideal o nome de Jesus".
5) "A eficácia da crucificação reside no fato de que ela demonstrou afeto e bondade práticos para com a humanidade. O sangue material de Jesus não era mais útil quando foi derramado na cruz do que quando corria pelas veias do Senhor em sua vida diária. Veio a salvar os homens da crença de que eram pecadores. O homem já é perfeito".
6) "O que os evangélicos chamam de ressurreição de Cristo era a demonstração da Ciência Divina, o triunfo da Verdade e do Amor Imortal sobre o erro".
7) "A segunda vinda de Cristo é o despertar de um sono enganoso para dar-se conta dá verdade".
8) "O diabo é o mal irreal da mente falsa e mortal".
9) "A oração não é petição, mas simples afirmação. A oração elevada a um Deus pessoal é um obstáculo e pode levar à tentação. Não se persuade a Deus a fazer mais do que já fez".
10) "O homem foi, é e será sempre perfeito... O homem é incapaz de pecar. Posto que o homem é a idéia da imagem de Deus, é perfeito. É completamente bom, fora do alcance do mal".
11) "Não existe inferno nem juízo. Não existe um céu literal; este simplesmente consiste em harmonia perfeita com a Mente Divina" (Walker, Qual o Caminho?).

2.2 - REFUTAÇÃO
Os ensinos da senhora Mary Baker Eddy, hoje defendidos pelos seus discípulos, são anti-bíblicos e absurdos, como mostramos a seguir:
a) A Bíblia Sagrada é um livro perfeito como guia de vida, fé e prática, para aqueles que buscam a salvação e o verdadeiro conhecimento da vontade de Deus, enquanto os escritores e demais ensinos da chamada "Ciência Cristã" não passam de acréscimos à Palavra de Deus (Ap 22.18,19).
b) Deus não é um princípio divino". Ele é um Ser incorpóreo, mas pessoal. Nunca a Bíblia o chama de "Mente" ou "Alma". Esta noção panteísta que a "Ciência Cristã" tem de Deus é contrária às seguintes afirmações das Escrituras:
• Deus não é só Espírito" (Jo 4.24), mas também é o Criador do espírito humano (Ec 12.7).
• Deus não é só "Vida", Ele é o próprio autor da vida (Gn 2.7).
• Deus não é só "Verdade", Ele é o Deus verdadeiro (Jo 3.33).
• Deus não é só "Amor" (1 Jo 4.8), Ele também tem amado o mundo, dando prova disto quando enviou Jesus Cristo para morrer em benefício dos pecadores (Jo 3.16).

c) Jesus disse que o Espírito Santo daria testemunho dEle (Jo 16.14,15; 1 Jo 5.6), pelo que o Espírito Santo não deve ser confundido com a falsa "Ciência Cristã", que em nada demonstra o mínimo de respeito pela Pessoa de Jesus Cristo.
d) A relação filial de Jesus Cristo com Deus, o Pai, distingue-se da relação que os demais seres têm com Deus. Veja, por exemplo:
• Todas as criaturas são filhos de Deus por criação (Ml 2.10).
• Israel é filho de Deus por eleição (Dt 32.6; Is 63.16).
• Jesus é Filho de Deus por geração (Hb 1.5; SI 2.7; Jo 1.14).
• Os crentes são filhos de Deus por adoção (Rm 8.15,23; Gl 4.5,6; Ef 1.5).

e) A morte de Cristo na cruz não tinha como objetivo salvar o homem da crença de que era pecador, mas salvá-lo do pecado mesmo (Mt 1.21; Rm 6.6).
f) A ressurreição de Cristo foi um fato real, demonstrando que Jesus Cristo, como Deus, tem poder sobre a morte (At 2.24).
g) A segunda vinda de Cristo é o centro da bem-aventurada esperança futura do crente:
• Ele mesmo prometeu que virá outra vez (Jo 14.3).
• Ele virá do modo como subiu (At 1.11).
• Ele virá num momento em que ninguém espera (Mt 24.44).
• Ele virá de surpresa, como ladrão (1 Ts 5.2,4; 2 Pe 3.10; Ap 3.3; 16.15).
• O Espírito e a Igreja anelam pela sua vinda (Ap 22.17).

h) O diabo é um ser real. Na Bíblia ele é chamado:
• Abadom e Apoliom (Ap 9.11).
• Belzebu (Mt 12.24).
• Belial (2 Co 6.15).
• Enganador (2 Co 11.3,14).
• Maligno (2 Co 6.15).
• Homicida (Jo 8.44).
• Satanás(Lc 10.18).
• Pai da mentira (Jo 8.44).
• Antiga serpente (Ap 12.9).
• Tentador (1 Ts 3.5).
• Acusador (Ap 12.10).

i) Não obstante crermos na sabedoria divina sobre os mínimos detalhes da nossa vida, cremos que através das nossas orações podemos mover o coração daquEle cuja mão move o mundo e anula os obstáculos.
Atente, pois, para o seguinte:
• Orar é pedir, buscar, bater (Mt 7.7).
• O que pede recebe; o que busca, encontra; e a quem bate, abrir-se-lhe-á (Mt 7.8).
• Josué orou e o Sol se deteve (Js 10.12,13).
• Ana orou pedindo a Deus um filho, e o obteve (1 Sm 1.26-28).
• Eliseu orou e os olhos de Geazi foram abertos (2 Rs 6.20).
• Ezequias orou e o Senhor lhe deu mais quinze anos de vida (2 Rs 20.1-6).
• Grande efeito tem a oração do justo (Tg 5.16).

j) Quanto ao homem e ao pecado, contrariando o erro ensinado pela Ciência Cristã, a Bíblia diz que:
• O homem foi feito em retidão (Ec 7.29).
• O homem foi advertido a não pecar (Gn 2.16,17).
• O homem pecou por escolha própria (Gn 3.6,7).
• Todos pecaram (Rm 3.23).
• Só aquele que confessa o seu pecado e deixa alcança do Senhor misericórdia, perdão e justificação (Pv 28.13; 1 Jo 1.9; Rm5.1). Finalmente, a Bíblia diz que:
• O inferno existe (Ap 20.11-15; 21.1-27; 22.1-5).
• Haverá o juízo final (Hb 9.27).
• O céu existe com um lugar real (Fp 3.20).

3 - SEICHO-NO-IÊ
O Movimento Seicho-no-iê é uma mistura de xintoísmo, budismo e Cristianismo. Foi fundado pelos idos de 1930, por Masaharu Tanigushi, nascido em Kobe, no Japão.

3.1 - ASPECTOS GERAIS DO MOVIMENTO
Esse movimento afirma ser a harmonia de todas as coisas do Universo e a reunião de todas as religiões. Ensina, inclusive, que Cristo, na Judéia, Buda, na índia, e o Xintoísmo, no Japão, são manifestações de Amenominakanushi, o Deus absoluto, e que todas as religiões têm como fundamento a verdade de que todos são irmãos, filhos do mesmo Deus. O movimento Seicho-no-iê proclama que a sua missão é transmitir ao mundo parte dos ensinamentos de Cristo e de Buda, que não haviam sido ainda suficientemente revelados. Em 1932, Tanigushi, o fundador do movimento, publicou o livro A Verdade da Vida, obra que contém a filosofia Seicho-no-iê. Em 1963 começou o movimento em vários países, inclusive no Brasil. Tendo a cidade de São Paulo como o seu principal centro, no nosso país, esta falsa igreja já alcançou quase todos os Estados da Federação, tendo adeptos principalmente entre aqueles que buscam cura física.

3.2 - PRINCIPAIS ENSINOS
Além de possuir uma crença baseada na compensação material, como saúde, dinheiro e bem-estar, o movimento Seicho-no-iê possui um sistema doutrinário que o identifica como uma seita herética. Veja, por exemplo, a crença Seicho-no-iê sobre os seguintes assuntos:
1) Amenominakanushi é o Deus absoluto. Não importa os nomes que tenha nas diversas religiões, já que todas as crenças e todos os deuses levam o homem a ele.
2) Ser verdadeiramente salvo é compreender por que a doença se cura; por que é possível ter uma vida financeira confortável e por que se pode estabelecer harmonia no lar.
3) O homem pode viver um "reino do céu" desde que compreenda que não existem doenças, males, dores, etc.
4) O pecado é como uma doença, os males e a morte, que não passam de meras ilusões. O pecado não existe, pois Deus não o criou.
5) O homem é perfeito.

3.3 - REFUTAÇÃO
O ensino do movimento Seicho-no-iê é de origem satânica, e mostramos por que:
a) Se Amenominakanushi é o Deus absoluto, Deus estaria mentindo quando disse: "Há outro Deus além de mim? Não, não há outra Rocha que eu conheça" (Is 44.8).
b) Se a verdadeira salvação consiste em compreender por que a doença se cura, em ter uma vida financeira confortável e um lar harmonioso, é de se supor que aquele anjo do Senhor estaria mentindo quando disse que Jesus haveria de salvar os pecadores dos seus pecados, e não de uma vida de privações materiais (Mt 1.21). c) Se o homem pode viver o reino do céu desde que compreenda que não existem doenças, males e dores, deduz-se que João estaria mentindo quando registrou no Apocalipse que só no céu não haverá mais lágrimas, morte, luto, pranto ou dor (Ap 21.4).
d) Se o pecado inexiste, então Deus não estaria falando a verdade, quando disse: "A alma que pecar, essa morrerá" (Ez 18.20).
e) Se o homem é perfeito, Paulo não falou a verdade, quando disse: "Não que eu já tenha recebido, ou tenha obtido a perfeição, mas prossigo para conquistar aquilo para o que também fui conquistado por Cristo Jesus" (Fp 3.12). Pelo contrário, seja Deus verdadeiro, e todo o movimento Seichono-iê e suas filosofias mentirosas (Rm 3.4).

4 - O MOONISMO
O moonismo, ou "Associação do Espírito Santo Para a Unificação da Cristandade Mundial", foi fundado na Coréia, em 1954, e, em 1973, nos Estados Unidos. Em 1976, proclamava ter entre 500 mil a 2 milhões de adeptos, radicados principalmente na Coréia e no Japão, com modestas ramificações também na Europa.

4.1 - RESUMO HISTÓRICO DO MOONISMO
Sun Myung Moon, fundador da "Associação do Espírito Santo Para a Unificação da Cristandade Mundial", nasceu na Coréia, em 1920. A exemplo de Joseph Smith, fundador do mormonismo, Moon fundamenta as suas crenças e ensinos em alegadas revelações que teria recebido de Deus ainda quando criança. No seu livro O Divino Princípio, Moon conta que, desde a infância, foi clarividente, isto é, podia ver através do espírito das pessoas. Conta que quando tinha apenas doze anos, começou a orar para que coisas extraordinárias começassem a acontecer. Conta o próprio Moon que, num domingo de Páscoa, quando tinha apenas dezesseis anos, teve uma visão na qual Jesus lhe teria aparecido, dizendo: "Termina a missão que eu comecei". Moon procurou se preparar para o cumprimento dessa missão, através do estudo das seitas e dos cultos populares do Japão e da Coréia. Foi assim que, em 1946, começou a pregar a sua própria versão do Cristianismo messiânico. A medida que a seita crescia, Moon enfrentava problemas com as autoridades coreanas, o que culminou com a sua excomunhão pela Igreja Presbiteriana, em 1948, à qual pertencera até então.

4.2 - ENSINAMENTOS DE MOON
De acordo com O Divino Princípio, o livro "sagrado" que contém as revelações do reverendo Moon, Deus queria que Adão e Eva se casassem e tivessem filhos perfeitos, estabelecendo assim o Reino de Deus na Terra. Mas Satanás, encarnado na serpente, seduziu Eva, que, por sua vez, transmitiu sua impureza a Adão, causando, então, a queda do homem. Por isso Deus mandou Jesus Cristo ao mundo, para redimir a humanidade do pecado. Mas Jesus morreu na cruz, antes de ter podido casar-se e tornar-se pai de uma nova raça de filhos perfeitos. Agora chegou o tempo para um novo Cristo, que finalmente cumprirá os desejos de Deus. Como você pode ver, o ensino de Moon tem o propósito de desvirtuar a obra de Cristo e anular o testemunho do Evangelho, segundo o qual o propósito de Deus não é constituir uma família perfeita aqui na Terra, através de Moon, mas salvar os pecadores perdidos, através de Jesus Cristo. O ensino moonita é anti-bíblico e satânico, digno do repúdio de todo cristão verdadeiro.

4.3 - MOON, UM FALSO MESSIAS Moon não identifica a si mesmo como o novo Messias, mas diz que este, tal como ele próprio, nasceria na Coréia em 1920. Não obstante, muitos dos seus pensamentos o identificam ora como sendo Deus, ora como Satanás, ora como o Anticristo. Evidentemente, os seus pensamentos contradizem as Escrituras, como você mesmo pode ver e comparar:
Moon
a) "Eu sou o vosso cérebro".
b) "O que eu desejar, deve ser o que vós haveis de desejar".
c) "Minha missão é dar novos corações a novas pessoas".
d) "De todos os santos enviados à Terra por Deus, creio ter sido eu o que até hoje obteve maiores sucessos".
e) "Tempo virá em que minhas palavras terão quase o mesmo valor que as leis. E tudo aquilo que eu pedir terá de ser feito".
f) "O mundo está nas minhas mãos. E eu conquistarei e subjugarei todo o mundo".
g) "Estou pondo as coisas em ordem, para que possamos cumprir os desejos de Deus. Todos os obstáculos que nos venham a ser opostos devem ser aniquilados".
h) "Nossa estratégia é nos unirmos como se fossemos uma só pessoa. Só assim poderemos vencer o mundo inteiro".

A Bíblia
a) "Eu sou o Senhor teu Deus" (Êx 20.2).
b) "... o Filho do homem... não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos" (Mt 20.28).
c) "Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o perdido" (Lc 19.10).
d) "Porque não ousamos classificar-nos, ou comparar-nos com alguns que se louvam a si mesmos; mas eles, medindo-se consigo mesmos, e comparando-se consigo mesmos, revelam insensatez" (2 Co 10.12).
e) "Humilhai-vos, portanto, sob a potente mão de Deus, para que ele em tempo oportuno, vos exalte" (1 Pe 5.6).
f) "Ao Senhor pertence a terra, e tudo o que nela se contém, o mundo e os que nele habitam" (SI 24.1).
g) "Eis que eu vos envio como cordeiros para o meio de lobos" (Lc 10.3; cf Is 42.1-3).
h) "Porque tudo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo, a nossa fé. Quem é que vence o mundo senão aquele que crê ser Jesus o Filho de Deus? (1 Jo 5.4,5).
Quando se mudou para os Estados Unidos, em 1973, Sun Myung Moon proclamou a "Nova Idade do Cristianismo", em conferências, banquetes e comícios, culminando com uma concentração no Madison Square Garden, em Nova Iorque, em 1974. No seu discurso, ele deu a sua própria versão da queda do homem e da vinda do Messias esperado: "Esta é a vossa esperança... A única esperança dos Estados Unidos e do resto do mundo."

4.4 - LAVAGEM CEREBRAL E FANATISMO
Em geral, os moonitas, ou seguidores de Moon, cedo assumem a responsabilidade de fazer proselitismo nas esquinas das grandes cidades. As pessoas mais visadas, tidas como moonitas em potencial, são as que se mostram estar sendo vencidas pela solidão. Quando estas pessoas se sentem atraídas, são convidadas para uma conferência da seita, para jantares, para passar um fim de semana num dos centros da comunidade, para estudo. Esses fins de semana obedecem a um programa rigidamente estruturado, exaustivo, com pouco tempo para dormir e nenhum para refletir. Os neoconvertidos passam por uma verdadeira lavagem cerebral, que envolve uma média de seis a oito horas de preleções baseadas no livro "Divino Princípio", livro que contém as visões de Moon. Na preleção final, aprendem que Deus mandou Moon para salvar o mundo, em geral, e a eles próprios em particular. Dentre os adeptos da seita, alguns continuam a fazer seus cursos ou a exercer seus empregos, mas, à noite ou durante os fins de semana, trabalham para a seita, vários deles dando a esta uma parte de seus salários. Os que trabalham com tempo integral, geralmente freqüentam seminários que duram de seis a dezesseis semanas. Durante os primeiros meses de experiência religiosa, os novos membros da seita freqüentemente recebem telefonemas de pais, parentes e amigos, pedindo que voltem ao seu convívio. Quando alguns deles vacilam, os seus discipuladores lhes dizem que seus pais, parentes e amigos são agora inimigos a serviço de Satanás. No Brasil, muitas famílias têm tido seríssimos problemas com seus filhos que se têm deixado envolver pelo moonismo. Tem havido casos em que pais, acompanhados de policiais, têm invadido templos da seita (no Rio de janeiro e São Paulo, por exemplo) para arrebatar à força os filhos, que estão sendo programados por manipuladores da seita.

4.5 - DUAS PARTICULARIDADES DOUTRINÁRIAS
Dentro do complexo quadro doutrinário do moonismo, podemos destacar as duas particularidades a seguir:
1) Uma das principais exigências do reverendo Moon àqueles que se convertem ao moonismo é que o neoconverso passe a adotar a Coréia como sua nova pátria-mãe, à qual deve jurar lealdade e amor. Assim, um brasileiro, por exemplo, que se converte ao moonismo, já não tem nenhum dever cívico e patriótico para com o Brasil. Evidentemente, esta tem sido a principal razão do repúdio das autoridades de muitas nações ao moonismo.
2) Outro princípio inviolável do moonismo é que quando um moonita for considerado apto para o casamento, deve ter dado pelo menos sete anos de leais serviços para a promoção da seita. Ainda assim precisa de permissão do reverendo Moon para poder contrair matrimônio. Os moonitas em idade de se casar podem propor parceiros ou parceiras de sua própria escolha, mas a decisão final é do reverendo Moon, que pode até escolher noivos ou noivas inteiramente desconhecidos um do outro. Os moonitas recém-casados devem viver inteiramente separados durante os primeiros quarenta dias.

4.6 - CONCLUSÃO
A história de Moon tem muita semelhança com a história de diversos fundadores de seitas falsas. Envolve sempre os mesmos princípios:
• Foram "iluminados desde criança".
• Tiveram algum tipo de visão, iluminação, aparição, etc.
• Foram escolhidos para desempenho de uma "nova missão".
• Foram dotados de "dons" extraordinários.
• Alegam que Buda, Jesus, Maomé ou qualquer outra divindade paga é a base da sua mensagem.
• Têm uma mensagem diferente das demais ouvidas até então.
• Vão revolucionar o mundo.
• Pretendem agrupar todas as religiões, fazendo-as um só rebanho.

Foi sobre homens como Sun Myung Moon que escreveu Judas nos versículos 12 e 13 da sua epístola: "Estes homens são como rochas submersas, em vossas festas de fraternidade, banqueteando-se juntos sem qualquer recato, pastores que a si mesmos se apascentam; nuvens sem água impelidas pelos ventos; árvores em plena estação de frutos, mas de frutos desprovidas; duplamente mortas, desarraigadas; ondas bravias do mar, que espumam as suas próprias sujidades; estrelas errantes, para as quais tem sido guardada a negridão das trevas, para sempre". Durante esses anos, Moon construiu um verdadeiro império industrial nos Estados Unidos, graças aos donativos arrecadados pelos seus seguidores. Porém, como o governo americano resolveu processálo por sonegação de impostos, Moon fugiu dos Estados Unidos durante o mês de outubro de 1981. Ao voltar, foi julgado e preso, sendo finalmente solto no final do ano de 1985.

V - O ECUMENISMO
O movimento ecumênico é um dos movimentos mais comentados da atual fase da história eclesiástica. Por isso, faz-se necessário estudá-lo, para podermos confiadamente tomar posição.

5.1 - ASPECTOS TEOLÓGICOS DO ECUMENISMO
A palavra "ecumenismo" é de origem grega (oikoumene) e significa: "a terra habitada", isto é, a parte da terra habitada pelo homem e organizada em comunidades sistemáticas, a saber: vilas, fazendas, cidades, escolas, instituições, etc. Com este significado, a palavra "ecumenismo" aparece nas seguintes passagens do Novo Testamento:
• "... levando-o a um alto monte, mostrou-lhe num momento de tempo todos os reinos do mundo [=oikoumene]. E disse-lhe o diabo: Dar-te-ei a ti todo este poder e a sua glória, porque a mim me foi entregue, e dou-o a quem quero" (Lc 4.5,6).
• "E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo [=oikoumene], para testemunho de todas as nações. Então virá o fim" (Mt 24.14).
No decorrer dos séculos, três diferentes segmentos do Cristianismo têm se apropriado desta palavra, reivindicando ecumenicidade:
1) A Igreja Católica Romana afirma ser ecumênica por abranger todo o mundo.
2) As igrejas ortodoxas do Oriente alegam sua ecumenicidade, apontando sua ligação com a igreja primitiva.
3) Certas igrejas protestantes, estimuladas pelo "Ecumenismo de Genebra", desenvolvem atividades no sentido de unir as igrejas de todo o mundo para com isso fazer visível a união da cristandade.

5.2 - PROPÓSITO DO ECUMENISMO
Não obstante possuírem elementos distintos, as igrejas Católica Romana, Ortodoxa e protestantes vêm-se esforçando no afã de alcançar um ecumenismo amplo e sem fronteiras, e que culmine com a união de toda a cristandade. E com o propósito de tornar isso possível, duas medidas foram tomadas:
1) Por iniciativa de algumas igrejas protestantes, em 1938 foi fundado o Concilio Mundial de Igrejas (CMI), visando colocar sob uma mesma bandeira todos os segmentos do Protestantismo.
2) A realização do Concilio Vaticano II, no período 1962/65, em que foi largamente tratada a questão dos "irmãos separados" (uma referência aos protestantes) e sugeridos métodos para reuni-los num só rebanho. Devemos reconhecer que a proposta ecumenista da Igreja Católica Romana, feita pelo Concilio Vaticano II, tem um alcance bem maior do que as medidas ecumenistas propostas pelo Concilio Mundial de Igrejas, pois visa congregar num só rebanho toda a cristandade.
O ponto mais alto da questão ecumenista, proposta pela Igreja Romana, consiste num problema de duplo aspecto:
1) as igrejas protestantes e ortodoxas devem lembrar-se de ter deixado o catolicismo, decidindo-se voltar ao seio da "Igreja-Mãe";
2) devem submeter-se à orientação do papa de Roma como o "único pastor". Evidentemente, para os protestantes e para a Igreja Ortodoxa, aceitar a política ecumênica do Vaticano significa a perda de identidade e a renúncia de muitos séculos de luta contra o predomínio católico-romano, a adoração das imagens de escultura, a pretensa infalibilidade papal e demais hábitos e crenças pagas do catolicismo romano.

5.3 - ALCANCE DO ECUMENISMO
Após vários anos de relutância contra o ecumenismo proposto pelo Concilio Mundial de Igrejas, as igrejas ortodoxas da Rússia, Bulgária, Romênia e Polônia fizeram-se membros efetivos do Concilio, pelo qual a Igreja Católica Romana, até então indiferente e até mesmo suspeita, passou a demonstrar um profundo interesse. Na assembléia do Concilio Mundial de Igrejas, reunida em Upsala, em 1968, os quinze observadores oficiais da Igreja Romana foram recebidos com uma calorosa salva de palmas. Inclusive um deles chegou a dizer que esperava o dia em que sua igreja viesse a ser um dos membros efetivos do citado Concilio. Por todo o mundo onde o Concilio Mundial de Igrejas tem as suas filiais, os católico-romanos e protestantes estão se aproximando cada vez mais, unindo-se em muitos dos seus projetos e atividades da igreja. Hoje é muito comum ouvir de cultos e outros eventos religiosos, celebrados por pastores protestantes e sacerdotes católicos, ou viceversa. No Brasil, o ecumenismo tem lançado suas bases através do Concilio Nacional de Igrejas, e dele já fazem parte a Igreja Luterana, a Episcopal do Brasil, a Cristã Reformada e a Católica Romana.

5.4 - NOSSAS OBJEÇÕES AO CMI E AO ECUMENISMO
O reverendo Alexander Davi, da Igreja Reformada, e professor do Seminário Teológico da Fé, de Gujranwala, Paquistão, abandonou o Concilio Mundial de Igrejas, e justificou a sua decisão com as seguintes palavras: "O Concilio Mundial de Igrejas está nos levando para a Igreja Católica Romana. O seu programa expresso é conseguir a união de todas as denominações protestantes em primeiro lugar; depois a união com a Igreja Ortodoxa Grega, e finalmente a Igreja Católica Romana. "Essa união com a Igreja Católica Romana será uma grande tragédia para as igrejas protestantes, porque, em conseqüência, destruirá o testemunho distintivo do protestantismo. A Igreja Católica Romana não modificou a sua doutrina desde os dias da Reforma do século XVI, pelo contrário, tem acrescentado muitas tradições e superstições ao seu credo. Portanto, no caso de uma união, as igrejas protestantes serão, em última instância, absorvidas em uma igreja católica monolítica" (O Presbiteriano Bíblico, dezembro de 69 e maio de 70).
Sede do Conselho Mundial de Igrejas (Genebra, Suíça) Isto posto, é a seguinte a nossa posição diante do Concilio Mundial de Igrejas e de suas pretensões ecumenistas:
1) A unidade sobre a qual Cristo falou em João 17.19-23 tem o próprio Cristo, e não qualquer outra pessoa (mesmo que seja o papa), como centro de convergência.
2) Insistimos na absoluta necessidade de o homem nascer de novo (Jo 3.3), condição única para a salvação, enquanto o ecumenismo proposto pelo CMI procura congregar num "só rebanho", salvos e ímpios, como se nenhuma diferença existisse entre ambos.
3) Insistimos na necessidade do cumprimento da ordem missionária de Jesus, o que só será possível se virmos os homens como Cristo os viu, pecadores perdidos, sujeitos ao inferno, não importando a que religião pertençam (Lc 19.10).
4) Insistimos na unidade da Igreja invisível em torno de Jesus Cristo, mas sob a orientação do Espírito Santo, independentemente do que os esforços e a política humana possam fazer.
5) Cremos que o Concilio Mundial de Igrejas, com a sua política ecumenista, está sendo instrumento de Satanás para levantar na Terra uma superigreja que, após o arrebatamento da verdadeira e triunfante Igreja, dará suporte espiritual ao governo do Anticristo, da Besta e do Falso Profeta, durante a Grande Tubulação.
Por estas e tantas outras razões, repudiamos o Concilio Mundial de Igrejas e a sua política ecumenista.

Para os que acompanharam, fica aí a dica de uma material muito bom para estudos e pesquisas. Já para os que perderam a sequência, segue os links de alguns estudos logo abaixo (para acessar todos os estudos da série, basta acessar a seção "Estudos" no canto superior direito).

Deus nos abençoe.
Alguns estudos da Série "Religiões":
Para os demais, acesse o índice!
Angela Natel On At 06:38

Por Leonardo Gonçalves

Recentemente terminei uma série de estudos na carta de Paulo aos Romanos. Como sempre acontece, a leitura de Romanos instigou o pensamento dos crentes, fazendo-os contemplar com maior clareza o Deus soberano que os salvou, bem como o modo como ele salva.

Um dos pontos de tensão na carta é a aparente dualidade entre a fé e a soberania de Deus, tanto que alguns escritores evangélicos, na tentativa de conciliar a fé (do homem) e a soberania (de Deus), acabam por optar pelo sinergismo, que é a crença de que o homem pode cooperar com Deus para a sua salvação. Definitivamente, não creio assim. Estou convencido de que a soberania de Deus não deixa nenhum espaço para a glorificação humana.

A aparente tensão somente surge quando ignoramos o fato de que a fé (do homem) é também a fé de Deus. Senão, vejamos:

Primeiramente devemos perceber que a fé é um dom de Deus. Isso está claro em passagens como Filipenses 1.29 (onde está escrito que a nós foi concedido crer), em Hebreus 12.2 (onde Cristo é oautor e consumador da nossa fé), e de um modo muito especial em Efésios 2.8, onde a salvação de graça e por meio da fé aparece claramente como um dom de Deus. Poderíamos ainda mencionar Pedro, quando este diz que Deus, por seu divino poder, nos concedeu “tudo que diz respeito à vida e a piedade” (2Pd 1.3) e também Tiago, quando afirma que toda “boa dádiva e dom perfeito vem de Deus” (Tg 1.17), mas creio que estas referências são suficientes.

O segundo ponto que quero aclarar é que a fé, sendo um dom de Deus, é irrevogável. Isso encontramos em Romanos 11.29, onde Paulo diz que “os dons de Deus e o seu chamado são irrevogáveis”. Sendo assim, podemos afirmar que um crente verdadeiro pode apresentar uma fé fraca ou forte, mas ele sempre terá fé. No entanto, não ignoro que alguns, tendo conhecido o evangelho, se distanciam, aparentando perder a fé. Estes, na realidade, apenas aparentavam fé, pois nunca a tiveram (1Jo 2.19).

Em terceiro lugar, gostaria de esclarecer que nem todas as pessoas possuem fé salvífica. Obviamente existe um tipo de fé comum a todos os homens, como a fé nos ídolos ou em si mesmos, mas nem todos possuem fé para a salvação. Paulo aos Tessalonicenses disse que “a fé não é de todos” (2Ts 3.2), e isso pode ser percebido também quando observamos ao nosso redor e fatalmente constatamos que nem todos se salvam. Ora, por alguma razão Deus decidiu não conceder a fé, que é um dom dEle, a todos os homens.

Agora, a razão porque Deus escolheu dar a fé a alguns homens não pode ser a bondade do próprio homem (pois assim a salvação seria por obras), nem mesmo algo intrínseco ao homem (porque neste caso a glória seria do homem). Por isso afirmamos que a única razão coerente porque Deus decidiu dar a fé a alguns homens é a sua livre vontade, ou soberania.

Nosso quarto ponto visa responder a seguinte pergunta: “Uma vez que a fé é um dom de Deus, irrevogável e não é de todos, então a quem Deus dá a fé?”. A resposta a esta pergunta é que somente os escolhidos de Deus terão fé. Veja, por exemplo, o modo como Paulo começa a escrever sua carta a Tito: “Paulo, servo de Deus, e apóstolo de Jesus Cristo, segundo a fé dos eleitos de Deus (...)” (Tt 1.1). Observe aqui que a fé é um presente de Deus aos que ele escolheu. Também Lucas, em Atos dos Apóstolos, narra que “creram todos quantos estavam ordenados para a vida eterna” (At 13.48). Somente aqueles que estavam ordenados para a vida eterna puderam crer.

A suma destas coisas é que, sabendo que a fé que o homem exerce é um dom de Deus, não convém repetir o já desgastado jargão “Salvação: Soberania de Deus; decisão sábia do homem”, uma vez que a salvação não é um projeto com participação humana, antes, é um projeto de Deus e uma decisão soberana de Deus que redundou em uma resposta humana. Também não devemos supor que nossa fé é a causa da eleição, pois primeiro foi a eleição (Ef 1.4), e depois veio a fé.

“Porque, quem te faz diferente? E que tens tu que não tenhas recebido? E, se o recebeste, por que te glorias, como se não o houveras recebido?”

Soli Deo Gloria!



***
Leonardo Gonçalves se recusa a pregar um evangelho antropocêntrico e de glorificação humana

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