Angela Natel On terça-feira, 31 de agosto de 2010 At 12:20


/ On : 14:57/ SOLA SCRIPTURA - Se você crê somente naquilo que gosta no evangelho e rejeita o que não gosta, não é no Evangelho que você crê,mas, sim, em si mesmo - AGOSTINHO.

Finalmente, é proveitosa a leitura da Bíblia que inclui a compreensão do significado espiritual, a penetração no sentido bíblico e a descoberta da Pessoa divina, que é o significado espiritual, pois aqui nosso Senhor diz: "Mas, se vós soubésseis o que significa: Misericórdia quero, e não holocaustos, não teríeis condenado a inocentes". Se chegarmos a entender a Palavra de Deus, seremos impedidos de cometer grande número de enganos, e, entre outras boas coisas, não condenaremos os inocentes.

Não sobra tempo para descrever melhor esses benefícios, mas direi, apenas, resumindo tudo, que a leitura diligente da Palavra de Deus freqüentemente gera vida espiritual. A nova vida é recebida através da Palavra de Deus; é o instrumento usado por Deus na regeneração. Ame a sua Bíblia, portanto. Não se afaste dela. Se você está buscando ao Senhor, seu primeiro dever é crer no Senhor Jesus Cristo; mas quando está abatido e nas trevas, ame a sua Bíblia, e examine-a... Tenha a Bíblia ao lado de sua cama, e, ao despertar pela manhã, se for cedo demais para andar pela casa e acordar a família, aproveite uma meia-hora de leitura, ainda no quarto. Ore: "Senhor, guia-me até àquele texto que será uma bênção. Ajuda-me a compreender como eu, um pobre pecador, posso ser reconciliado contigo". Lembro-me de quando eu, ao buscar o Senhor, recorria à minha Bíblia, e aos seguintes livros: Convite Para Viver, de Baxter (Editora Fiel), Um Guia Seguro para o Céu, de Alleine (PES), e Ascensão e Progresso, de Doddridge, porque dizia a mim mesmo: "Temo estar perdido, mas vou saber por quê. Temo que nunca acharei a Cristo, mas não será porque não O procurei". Aquele medo me atormentava, mas falei: "Vou achá-Lo, se Ele pode ser encontrado. Lerei. Pensarei". Nunca houve uma alma que, ao buscar sinceramente a Jesus, na Bíblia, não chegasse à verdade preciosa de que Cristo estava bem perto e acessível; que Ele realmente estava presente, só que ela, pobre criatura cega, estava tão confusa que simplesmente não conseguia vê-Lo naquele momento. Apegue-se às Escrituras. Elas não são Cristo, mas são a estrada que leva até Ele. Siga fielmente a orientação delas.

Depois de receber a regeneração e a nova vida, continue lendo, pois será um consolo para você. Você perceberá melhor aquilo que o Senhor tem feito em seu favor. Você ficará sabendo que está redimido, adotado, salvo, santificado. Metade dos erros do mundo inteiro surgem porque as pessoas não lêem as suas Bíblias. Pode alguém pensar que nosso Senhor deixaria perecer um de seus filhos amados, depois de ter lido um texto tal como este: "Eu lhes dou [às minhas ovelhas] a vida eterna; jamais perecerão, eternamente, e ninguém as arrebatará da minha mão"? Quando leio estas palavras, tenho certeza da perseverança final dos santos. Leia, portanto, a Palavra, e ela será motivo de grande consolo para você.

Servirá para nutri-lo, também. É seu alimento, além de ser sua vida. Examine-a, e será fortalecido no Senhor e na força do seu poder.

Ela servirá também de orientação. Tenho certeza que aqueles que vivem mais corretamente são aqueles que se mantêm mais perto do Livro. Freqüentemente, quando você não sabe o que fazer, verá um texto, como se saltasse de dentro do Livro, dizendo: "Siga-me". Às vezes, tenho visto uma promessa lampejar diante dos meus olhos, assim como uma propaganda fluorescente brilha no alto de um edifício. Ao abrir a Bíblia, uma frase ou um princípio se realça de imediato. Já vi um texto bíblico arder assim, como chama, até penetrar na minha alma; fiquei ciente de que se tratava da palavra que Deus dirigiu a mim, e prossegui pelo caminho, regozijando-me.

Você receberá mil ajudas daquele Livro maravilhoso, se ao menos o ler; isso porque, ao entender melhor as palavras, você dará mais valor a ele, e, no decorrer dos anos, o Livro crescerá juntamente com você, e ficará sendo o manual de devoções do idoso, assim como antes era um livro de histórias para criança. Sim, sempre será um Livro novo — uma Bíblia tão nova, como se tivesse sido impressa ontem e como se ninguém tivesse visto uma só palavra dela até agora; e será tanto mais preciosa por causa de todas as lembranças que se reunirão ao redor dela. Ao virarmos com prazer as suas páginas, relembraremos eventos em nossa vida que nunca serão esquecidos por toda a eternidade, mas subsistirão para sempre, entrelaçados com promessas graciosas. Que o Senhor nos ensine a ler o seu Livro de vida, que Ele abriu diante de nós aqui, de modo que possamos ler claramente nossa participação naquele outro Livro de amor que ainda não vimos, mas que será aberto naquele último grande dia.

Angela Natel On At 06:25


Antonio Carlos Costa


O problema da desigualdade entre os homens, faz parte de qualquer sistema de pensamento teísta - que tenha o ser de Deus como realidade última. Sendo Deus bom e Todo-poderoso, porque não criou todos iguais? Somente os ateus não devem se preocupar com isso. Para o destino cego e impessoal, uma criança com leucemia agonizando e uma pedra rolando do alto de uma montanha são a mesma coisa. 



Não creio que o espiritismo o resolva. Pense comigo. Se existe outra vida anterior a esta, por que uns caíram em erro e outros não? Por que Deus sabendo de antemão que alguém numa vida passada haveria de tomar um caminho de pecado e erro, decidiu mesmo assim criá-lo? Por que não o impediu de ser mau e vir a cair num mundo de sofrimento, regido por um castigo cósmico -chamado de carma-, capaz de impingir ao homem desgraças das quais não pode escapar?

Se Deus é poderoso para usar os carmas da vida para nos fazer evoluir, porque ele não usou desse mesmo poder para fazer um mundo onde as pessoas não precisassem apanhar para aprender?

 Não há sentido, não é didático e vai contra a racionalidade de qualquer conceito de justiça, alguém pagar pelo que não sabe que deve. Sofrer pelos pecados praticados numa vida da qual não se lembra.



Não há nada mais desanimador do que a reencarnação. Qualquer ser humano em perfeito juízo, não almejaria jamais voltar para esse mundo, mesmo para ser rei, quanto mais para voltar para a escola do castigo determinista - chamado de carma -, do qual nem a mais fervorosa oração e determinação humana podem livrá-lo. É o seu carma.



O maior erro do espiritismo, contudo, é não considerar a morte de Cristo na cruz, como oferta feita por Deus a Deus pelo nosso pecado. A salvação por meio das sucessivas reencarnações, torna a morte de Cristo desnecessária. Ficamos privados da maior resposta de Deus para o problema da desigualdade entre os homens: a identificação de Cristo com a desgraça humana. O Filho de Deus recebendo no seu corpo sem pecado o castigo pelos nossos pecados, tornando assim todo carma desnecessário.


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Angela Natel On segunda-feira, 30 de agosto de 2010 At 12:23
Investidores do Reino
Por Reinaldo Bui

Pois será como um homem que, ausentando-se do país, chamou os seus servos e lhes confiou os seus bens. A um deu cinco talentos, a outro, dois e a outro, um, a cada um segundo a sua própria capacidade; e, então, partiu (Leia Mateus 25.14-30).

Se entendermos os talentos como talentos de ouro, então os valores que o senhor confiou aos administradores são extremamente elevados, na ordem de milhões de reais. Porém, uma vez que o Senhor usa apenas o termo "talentos" não devemos fazer muitas suposições, talvez apenas a de que o dono dos talentos, o homem que viaja para um país distante, é um homem rico. Ele está confiando a sua riqueza a três homens que se tornam guardiões do seu dinheiro. Um recebe cinco talentos, outro recebe dois talentos e um terceiro mordomo recebe um talento apenas. A cada um é dado uma quantidade significativa de dinheiro, e o que é mais importante, segundo a sua própria capacidade. Supomos que estes mordomos, encarregados do cuidado do dinheiro, devem conhecer muito bem a personalidade e o caráter do seu Senhor. Este espera que seus empregados o conheçam bem o suficiente para se aplicarem diligentemente neste cuidado e seguindo claramente suas instruções. Os dois primeiros compreendem o espírito das instruções e do caráter do seu Senhor. Ambos usam os recursos para negociar e obtêm lucro. Cada um deles dobra o montante confiado em suas mãos. O terceiro deixou-se paralisar pelo medo e a desconfiança de seu Senhor (pelo menos foi esta a desculpa que ele usou). Ele enterra o dinheiro e retorna o valor original. Os dois primeiros são elogiados, e convidados a entrar na alegria do seu Senhor. O mordomo medroso é repreendido e punido.

A primeira vez que ouvi um estudo sobre esta parábola, o professor interpretou talentos como se fossem dons. Foi uma interpretação bastante literal, como se Deus desse cinco dons para uma pessoa, três para outra e um para mais outra. Disse, então, que deveríamos utilizar todos os nossos dons, (tanto quanto o recebemos) para devolvermos em dobro para Deus. Depois, estudando um pouco mais, pensei que estes talentos pudessem ser aplicados não somente aos dons, mas a qualquer outra coisa com que Deus nos agracia, como talentos artísticos e profissionais, inteligência, recursos materiais, etc.

Sem dúvida, creio que prestaremos conta de tudo o que fizermos com (como aplicamos) estes “talentos” confiados a nós individualmente. Podemos aplicá-los na expansão da obra de Deus ou, simplesmente, aplicarmos em nós mesmos, “enterrando-os” neste mundo. Creio que este princípio é válido!

Deus ainda confiou a nós uma porção da sua Palavra, segundo a capacidade de cada um. Para quê? Para passarmos adiante, espalharmos as sementes do Evangelho pelo mundo. Vejo neste termo “a cada um segundo a sua própria capacidade” a chave para interpretarmos esta parábola. Embora os homens façam uma pecaminosa distinção das pessoas que são mais ou menos capacitadas intelectualmente (também fazem com as mais bonitas, com as mais ricas, etc.), Deus não faz esta distinção. Seu julgamento não será na base de quem é mais ou menos capacitado, mesmo porque foi Ele quem nos fez assim, mas julgará segundo o aproveitamento daquilo que nos foi confiado, segundo a capacidade de cada um.

Independente de quanto Deus lhe abençoou e independente de quão capaz você é, se você utilizar seus “talentos” para aplicar apenas a este mundo (literalmente enterrar aqui) usando o argumento que “Deus colhe onde não semeou...”, saiba que esta desculpa não vai colar!

Medite...
Temos recebido inúmeros talentos das mãos de Deus. Uns menos e outros mais. A Palavra de Deus deve ser anunciada a toda criatura, sendo que é uma responsabilidade exclusivamente nossa. Então a pergunta é: o que temos feito com a porção que já nos foi confiada? Temos aplicado à nossa vida? Temos passado adiante aquilo que já aprendemos?
Angela Natel On At 06:06

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Spurgeon, para Revista Sword ant the Trowel, nº 19


Quando estávamos em Veneza, nós compramos algumas curiosidades, e por serem pesadas, pensamos em enviá-las para casa por um dos navios ingleses atracados no Canal. Saímos em uma gôndola com a nossa caixa, e pedindo para o capitão um dos navios, fizemos a seguinte pergunta: "Você levaria para nós uma caixa até Londres, e quanto custaria?".

A resposta dele foi muito rápida: "Eu não posso responder até que eu saiba o que tem dentro dela, porque não quero arranjar problemas". A resposta foi de muito bom senso, na verdade, admirável o seu cuidado e honestidade.

É uma pena que os homens não tem tanto zelo com as questões espirituais, no que diz respeito ao que eles vão receber ou rejeitar.Caro leitor, nestes tempos, há milhares de livros ruins publicados e rebanhos de maus professores enviados para enganar os imprudentes. Você deve estar alerta, para que não seja induzido em erro. Não tome nada por certo, questione as coisas por si mesmo, e teste cada nova doutrina, e a velha também, usando a Palavra de Deus. Você pode colocar mercadorias de contrabando a bordo sem perceber; mantenha os dois olhos abertos, vigie e avalie, e quando algo for jogado sobre você, descubra exatamente do que se trata, o que está dentro desta caixa. Não acredite em tudo o que um homem diz porque ele é um clérigo, ou eloqüente, ou culto, ou mesmo porque ele é bondoso e generoso. Leve tudo para o ambiente da Sagrada Escritura, e se eles não puderem resistir ao teste, não os receba, independentemente de suas pretensões.

Mas, leitor, e a sua própria religião, serve para alguma coisa? Você sabe o que está dentro dela, e do que é feita? Pode não ser maldosa e falsa? Faça uma busca em si mesmo, e não se apegue a esperança alguma para a tua alma até que saibas do que a tua religião é feita. O diabo e seus aliados vão tentar enganá-lo para que você transporte os produtos do inferno, mas seja advertido em tempo e rejeite os seus artifícios perversos. A obra consumada de Jesus, recebida pela fé, é "esperança através da graça", e não há outra. Fizeste isto? Ou és tolo de olhar para outra obra? O Senhor o guie para longe de tudo o que não é Jesus. Qualquer que seja a razão da confiança que os homens podem oferecer-lhe, tome o cuidado de saber o que está dentro desta caixa antes de aceitá-la.
__________
FONTE: Spurgeon.Org
tradução: Gabriela Brandalise
Via: [ Projeto Spurgeon ]
Angela Natel On domingo, 29 de agosto de 2010 At 12:21
Os Dois Devedores: O Religioso
Por Reinaldo Bui

Dirigiu-se Jesus ao fariseu e lhe disse: Simão, uma coisa tenho a dizer-te. Ele respondeu: Dize-a, Mestre. Certo credor tinha dois devedores: um lhe devia quinhentos denários, e o outro, cinqüenta. Não tendo nenhum dos dois com que pagar, perdoou-lhes a ambos. Qual deles, portanto, o amará mais? Respondeu-lhe Simão: Suponho que aquele a quem mais perdoou. Replicou-lhe: Julgaste bem (Lucas 7.41-43).

Esta parábola está inserida num contexto (leia Lucas 7.36 a 50) e não há como dissociá-la deste acontecimento pois é ele que nos fornece o pano de fundo para a compreendermos. Podemos, por exemplo, perceber nesta narrativa a real motivação do fariseu, um religioso acima de qualquer suspeita na sua sociedade, ao convidar Jesus para tomar uma refeição em casa, bem como seu tratamento nada honroso para com Jesus. Em sua chegada àquela casa, Simão não lhe oferecera água, não lhe cumprimentara com um beijo e nem ungira sua cabeça, demonstrando assim indiferença e insolência para com seu convidado. Vemos também sua avaliação prematura e equivocada sobre a atitude da mulher que, identificada apenas como ‘pecadora,’ entra naquele recinto e protagoniza uma cena bastante incomum mesmo para os padrões daquela época: lava os pés de Jesus com suas lágrimas, enxuga com seus cabelos, cobre-os de beijos e unge-os com um óleo aromático. Que julgamento você acha que Simão fez sobre as motivações daquela ‘pecadora?’ Sem nada entender, e completamente insensível à situação, ele não somente não se arrepende de suas faltas, mesmo as mais grosseiras, como ainda assume uma posição arbitrária julgando e condenando tanto aquela mulher quanto Jesus por permitir que ela o tocasse. A mente engessada deste observador da lei estava tão enrijecida que não conseguia se emocionar com ela. Ele estava tão obcecado por sua ardilosa investigação que não deu caso aos seus próprios pecados. Sua mente treinada deu o alarme: "Se este fora profeta, bem saberia quem e qual é a mulher que lhe tocou, porque é pecadora."

Este “silencioso comentário” revela o que se passava em sua cabeça. Jesus, então, conta a parábola, que é o eixo desta história. Ao lê-la, automaticamente associamos a mulher pecadora ao maior devedor e o fariseu ao menor. Simão fez o mesmo. Porém, não é esta a associação que Jesus faz. Ele não está dizendo: "Olha Simão, como você tem pouco pecado para ser perdoado, então você ama pouco, enquanto ela... veja quanto pecado!" O recado que Jesus passa para Simão é: "Você, Simão, tem muitos pecados (alguns dos quais vemos neste texto), mas nenhuma percepção deles e, consequentemente, não se arrepende. Desta forma, você pouco foi perdoado e, naturalmente, pouco ama." Em outra passagem, Jesus declarara aos religiosos da sua época:

Em verdade vos digo que publicanos e meretrizes vos precedem no reino de Deus (Mateus 21.31).

Simão era, com certeza, um “observador da lei” na vida alheia. Este deve ser um alerta para nós. A religiosidade cauteriza a mente. Ela é enganosa e traz consigo algumas armadilhas nas quais facilmente caímos. Por isso, devemos cuidar (como Jesus orienta) para que o fermento dos fariseus não cresça em nossos corações. Se nós tivéssemos a ideia de quão pecadores somos, penso que a Igreja estaria desfrutando de muito mais saúde atualmente. Responda sinceramente, quem é o maior devedor desta história? E quem é o maior que você conhece?

Medite...
Com que velocidade julgamos os ‘pecadores’ à nossa volta... Quão capaz você é de demonstrar amor por eles? Como você reage ou se comporta diante dos excluídos da nossa sociedade? Como devemos tratar com drogados, prostitutas, travestis, detentos, mendigos, meninos de rua, etc.? O que você tem feito por eles?
Angela Natel On At 06:01

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Por: Adauto Lourenço

Certa vez fui confrontado por um professor de filosofia de uma universidade. Eu havia acabado de dar uma palestra sobre o criacionismo e, para aquele homem brilhante e tão cheio do conhecimento do presente século, era inadmissível que alguém pudesse ser um cientista sério e honesto e crer em uma “idéia tão desprovida de embasamento científico como a da existência de Deus”.


Ele foi direto ao ponto. “O senhor não tem como provar a existência de Deus. Vá a um laboratório e prove que Deus existe!”, disse ele.

“O senhor tem toda a razão”, respondi ao professor. Depois de uma breve pausa, continuei: “Mas o senhor também não tem como ir a um laboratório e provar que Deus não existe. Tudo é uma questão de crer. Eu creio que Deus existe, e o senhor crê que Ele não existe”.

Naquele momento, havia sido estabelecida uma base comum para um diálogo. A confrontação havia sido reduzida a um denominador comum: nós dois éramos “crentes” – eu, crendo que Deus existe; e ele, crendo que Deus não existe. Nós dois críamos e, baseados nas nossas “crenças”, havíamos construído, cada um, uma cosmovisão diferente. Agora não se tratava mais de uma discussão sobre a origem de todas as coisas, simplesmente, e sim do motivo pelo qual cada um de nós havia optado por crer ou não na existência de Deus.

Esta e muitas outras experiências semelhantes têm me levado a considerar a realidade espiritual e científica que vivemos neste início de milênio. Somos ensinados (para não dizer doutrinados) por uma ciência e por um conhecimento científico que nega a existência de Deus! No entanto, na sua base, o ensino científico atual não passa de uma crença. A inexistência de Deus não pode ser provada pela ciência: temos de crer que Deus não existe!

Muitos de nós, homens envolvidos com a ciência e que crêem no Deus da Bíblia, temos visto um número cada vez maior de pessoas que professam o cristianismo e que, sem ao menos refletir sobre o posicionamento ateu da ciência, se prostram e adoram os estranhos deuses que a ciência tem produzido. Tais pessoas não consideram que a proposta da criação do mundo por um Deus pessoal e transcendente é perfeitamente científica, válida e relevante.

Os deuses do absurdo e o Deus racional

Os primeiros onze capítulos do livro de Gênesis têm sido tratados como um conto mitológico e não como história. O primeiro capítulo, principalmente, tem sido ridicularizado por conter uma linguagem considerada por muitos como simplista, pela maneira como é relatada a seqüência de eventos sobrenaturais de Deus, através dos quais o universo veio a existir. O que se diz é que qualquer proposição científica, por mais simples que seja, ofereceria uma explicação mais racional sobre a origem do mundo.

Portanto, gostaria que comparássemos não a proposição científica mais simples, e sim a mais complexa já apresentada até o momento sobre a origem do tempo, do espaço, da energia, da matéria,… do universo, a teoria do big bang. Começaríamos procurando o que seria a resposta a esta primeira pergunta:teria Deus criado todas as coisas do nada (teoria da criação exnihilo), ou todo o universo teria surgido de uma explosão espontânea de um “ovo cósmico” que não passava do tamanho de uma bola de tênis (teoria do big bang)?

Uma segunda pergunta (conforme a idéia científica presente) serviria para validar o questionamento da existência do Criador e do relato de Gênesis. Esta pergunta serviria para comparar o relato de Gênesis 1 com a evidência científica:teria Deus criado primeiro a luz (dia um) para depois (dia quatro) criar os corpos celestes como o Sol, a Lua, as estrelas, as galáxias…?

No que diz respeito à segunda pergunta, a ciência afirma categoricamente que a ordem está correta. Primeiro veio a luz (energia) depois os corpos celestes (matéria). Caso a Bíblia não concordasse neste ponto com a ciência, muitos simplesmente descartariam a teoria do criacionismo, sem ao menos considerar que a ciência já esteve errada inúmeras vezes (até mesmo neste caso da luz ter aparecido antes dos corpos celestes).

Mas, e quanto à primeira pergunta? Teria a ciência conseguido provar uma seqüência de eventos “naturais” e “espontâneos” que teriam produzido o universo que hoje vemos? A resposta é negativa. As leis da física que conhecemos hoje não se aplicam ao modelo do big bang quanto ao início do universo. E se as mesmas pudessem ser aplicadas, a ciência não sabe quais seriam as condições iniciais para que essas leis produzissem o universo que hoje conhecemos. E, então, perguntamos: “Quais leis regiam esses eventos cruciais do aparecimento do universo ou quais eram as condições iniciais?” A única resposta que obtemos é: “São leis e condições iniciais ainda desconhecidas”. Mas, se elas são desconhecidas, como aceitá-las? Outra vez a única resposta que obtemos é: crer no que os cientistas estão propondo. Mas crer não é um elemento “religioso”? Sem dúvida. Todos concordamos que crença e fé são elementos religiosos.

Como podem, então, as duas teorias, a teoria da criação exnihilo e a teoria dobig bang, serem tratadas tão tendenciosamente, a tal ponto que a primeira é considerada religião e a segunda, ciência, quando as duas possuem um mesmo elemento de base: aceitar fatos que não podem ser explicados ou demonstrados cientificamente? Em outras palavras, as duas teorias exigem fé!

Neste ponto, a ciência moderna nos apresenta os deuses do absurdo, onde homens mortais, com conhecimento limitado, procuram fazer adeptos às suas crenças. Tomando o conhecimento que possuem das ciências como validação de uma pseudo-autoridade, tais homens procuram remover qualquer traço da necessidade de um Criador que tenha por sua vontade e decreto criado o universo. Aceita-se o absurdo em vez do lógico. E isto é feito apelando para aquilo que eles mesmos condenam: a fé.

Seja observado que muito se tem falado sobre a ciência ser racional, ser lógica. E é verdade. A proposição da existência de um Deus criador do universo é perfeitamente racional, lógica, relevante e também científica. Por que não incluí-la, então, no pensamento científico atual?

Por outro lado, voltando ao big bang e ao “ovo cósmico”, apenas como um exercício intelectual, pense na seguinte proposição: coloque tudo o que existe na sua casa dentro de uma bola de tênis… Coloque tudo o que existe no planeta Terra, incluindo o próprio planeta, dentro da mesma bola tênis… Coloque o sistema solar inteiro, com o sol e todos os planetas e luas, dentro da mesma bola de tênis… Coloque os, aproximadamente, duzentos bilhões de estrelas da nossa galáxia dentro da mesma bola de tênis… Coloque os dez bilhões de galáxias visíveis, com as suas trilhões de trilhões de trilhões de estrelas dentro da mesma bola de tênis! Perfeitamente racional e lógico? É exatamente isto que nos é passado através da teoria do big bang e dos bilhões de anos de existência do universo. Aceitamos os deuses do absurdo em lugar do Criador.

Pensemos um pouco mais nas propostas da teoria do big bang.

O que havia antes do big bang? Qual evento ou o que desencadeou a explosão (chamada de “big bang”) do “ovo cósmico”? (Causa e efeito precisam fazer parte deste processo. Se explodiu, algo explodiu; e, se houve uma explosão, alguma coisa a iniciou.).

Será que o universo presente não faz parte de uma sucessão cíclica de eventos (teoria dos universos oscilatórios), big bang – início, big crunch – final, big bang – início, big crunch – final, e assim por diante? Como saber se estes outros ciclos existiram, sendo que os mesmos não deixam nenhuma evidência da sua existência para o ciclo seguinte (segundo os criadores desta teoria)?

Os cientistas não conhecem as respostas para estas e outras perguntas. Elas não se encontram no campo científico, nem no campo filosófico, e sim no campo da fé.

Assim, os deuses do absurdo continuam sendo criados pelas mentes brilhantes… Deuses esses que não criaram os céus e a terra, pois não possuem poder para fazê-lo (Jeremias 10.1-16).

Contudo, temos no primeiro capítulo das Escrituras não somente o relato de como o universo chegou a existência, mas também da “metodologia de processo” utilizada pelo Criador. Diferente da proposta de “ovo cósmico” do big bang, este capítulo trata de uma criação planejada e organizada pela mente brilhante de Deus. Dias um, dois e três foram dias de criação preparatória. Dias quatro, cinco e seis foram dias de criação para preenchimento. Por exemplo. No dia dois, Deus fez separação das águas, criando o firmamento. No dia cinco, Deus criou as aves para o firmamento que Ele havia criado no dia dois, bem como os enxames de seres viventes para povoar as águas separadas, também no dia dois.

Através da sucessão de eventos da criação, Deus também mostrou a utilização de um “controle de qualidade” aplicado ao seu processo de criação. Uma avaliação foi feita no final de cada passo do processo (cada dia foi avaliado… “e viu Deus que era bom”; observe que apenas o dia dois não recebeu avaliação individual). Outra avaliação foi feita no final do processo todo (Gênesis 1.31).

Ordem, propósito, avaliação, capacidade e planejamento: tudo está dentro da teoria criacionista.

Quero mais uma vez deixar bem claro que a origem do universo, quer seja explicada pela teoria da criação, quer seja pela do big bang, sempre será tratada como um evento sobrenatural. A própria Bíblia menciona esta característica em Hebreus 11.3. A questão não é se as duas teorias são científicas: elas são! Mas sim o por quê alguém aceita o big bang e rejeita o criacionismo. Em termos científicos, por que alguém acredita na cosmologia2 que abraçou? Em termos teológicos, por que alguém acredita nos deuses do absurdo e não no Deus da Bíblia?

Os deuses impessoais e o Deus pessoal

A própria razão de estarmos vivos e termos a capacidade de considerar estas questões são indicações de uma realidade que transcende a nossa experiência do cotidiano. Como explicar que uma série de eventos aleatórios e impessoais, movidos por leis científicas desconhecidas, trouxeram a existência seres pessoais e inteligentes que questionam a sua origem? Como o inanimado se tornou vivo? Como o impessoal se tornou pessoal?

Aqui também uma outra série de informações chega até nós com aparência de um veredicto científico onde os deuses impessoais são apresentados. A evolução biológica natural3 (conhecida cientificamente como transformismo) aparece como a resposta científica e racional para a origem da vida. Nela, elementos químicos básicos se transformaram espontaneamente em compostos orgânicos… que espontaneamente produziram seres vivos de extrema simplicidade… os quais espontaneamente e naturalmente aumentaram em grau de complexidade… até chegar ao homem. Não existe a necessidade de um Criador pessoal, apenas de um processo criador “natural” e “espontâneo”.

No entanto, poucos sabem que toda esta teoria é de caráter especulativo, baseada na interpretação dos fósseis.

Fósseis são animais e plantas que morreram por processos não naturais (se fossem naturais, teriam se decomposto) e cujos vestígios foram incorporados ao da rocha onde são encontrados (isto é, quando o animal ou a planta morreu a rocha ainda era “lama”). Este tipo específico de fóssil aqui mencionado é o fóssil encontrado em rochas sedimentares. Existem outros tipos de fósseis que são encontrados no gelo, no âmbar, nas turfeiras e ainda alguns são vulcânicos. Pelo fato dos fósseis serem encontrados em camadas que aparecem na crosta da terra, deu-se o nome de “coluna geológica” a estas camadas alinhadas verticalmente. Nesta coluna geológica encontra-se o, então chamado, registro fóssil.

A coluna geológica (com os fósseis nela contidos) é tomada como base fundamental para demonstrar a seqüência de transformações pelas quais os seres vivos passaram desde um passado primevo até o presente. Tomando-se os fósseis encontrados nessas sucessivas camadas, das mais profundas até as mais superficiais, pode-se reconstruir a história do desenvolvimento dos seres vivos na terra, afirmam os evolucionistas. No entanto, isto é altamente interpretativo.

A coluna geológica não aparece completa em nenhum lugar do planeta; e onde algumas das camadas aparecem, os fósseis nem sempre estão na ordem proposta pela teoria da evolução.

Não somente isto; o próprio aparecimento das camadas, que segundo a teoria da evolução está relacionado aos processos de erosão e de deposição de sedimentos, pode ser explicado pela hidrodinâmica de um dilúvio universal. Nas águas de um dilúvio global, uma grande quantidade de sedimentos de densidades diferentes nelas suspensos e sob a ação direta do ciclo das marés formaria as mesmas camadas da coluna geológica pelo processo conhecido por “liquefação”.

Neste ponto, o criacionismo e a evolução divergem diametralmente. Para os evolucionistas a coluna geológica tem um caráter cronológico. Para os criacionistas a mesma coluna tem um caráter classificatório. Para o evolucionista isto implica em milhões de anos; para o criacionista em centenas de dias. Os fósseis são os mesmos, as camadas são as mesmas, mas a interpretação é diferente.

Ainda que os fósseis pudessem dar o respaldo necessário para a teoria da evolução com os seus deuses impessoais, como ainda explicar os processos que produziram a complexidade da vida?

Tal complexidade é algo que vai muito além da nossa compreensão. Como matéria não orgânica poderia produzir algo tão complexo como o DNA (ácido desoxirribonucléico). Como seria isto possível? Como partículas atômicas (irracionais) saberiam qual seria a melhor combinação? Como processos altamente aleatórios escolheriam o caminho da vida e para a vida?

As leis que regem os princípios da vida são tão precisas que apontam para um Criador pessoal e não para uma seqüência de processos aleatórios espontâneos, totalmente impessoais.

A existência de um Deus pessoal que criou todas as coisas, incluindo os seres vivos, implica num padrão moral que toda criatura pessoal e inteligente, criada por Ele, deve se submeter. Ao passo que os deuses impessoais da ciência moderna (os processos naturais e espontâneos) nada têm a dizer sobre moral ou qualquer outro assunto relacionado com o ser humano, pois segundo a evolução somos apenas frutos do acaso.

Deixe-me ilustrar, através de um fato, como a teoria da evolução nos leva a crer nesses deuses impessoais.

Certa vez, ao sair de uma palestra, fui cercado por um grupo de alunos do departamento de biologia daquela universidade. Todos fizeram praticamente a mesma pergunta: “O senhor não crê que a experiência de Stanley Miller, o qual em 1953 produziu aminoácidos (matéria orgânica) de elementos inorgânicos (amônia, metano, hidrogênio molecular e vapor d’água), mostra que processos naturais podem acontecer?”

“Não”, disse a eles. E continuei: “Na experiência de Miller, os processos não foram nem naturais nem espontâneos. A experiência que produziu tais aminoácidos foi projetada por uma mente inteligente e pessoal que sabia exatamente o que estava procurando. Isto não é espontâneo. Não somente isto. Miller já conhecia a composição química dos aminoácidos. Ele propôs que o chamado "caldo primordial" continha os elementos inorgânicos que foram utilizados na experiência. Não havia, como ainda não há, nenhuma prova ou evidência de que o que Miller chamou de "caldo primordial " seja o que havia na suposta atmosfera ou no suposto oceano primitivo. Isto não é prova a favor da evolução. A experiência do Dr. Miller mostra que vida inteligente consegue produzir material orgânico de matéria inorgânica. Para a evolução esta experiência não ajuda em nada. O problema do aparecimento da vida, segundo a evolução, continua sendo um mistério. Como já foi dito por Randy Wysong: "…a evolução significa a formação de organismos desconhecidos, a partir de produtos químicos desconhecidos, numa atmosfera ou oceano de composiçãodesconhecida, sob condições desconhecidas, cujos organismos subiram então uma escada evolucionista desconhecida, mediante um processo desconhecido, deixando uma evidência desconhecida. " O que se pede é para crer. Onde estão as evidências?”, perguntei aos alunos.

Aqueles alunos, bem como milhões de outros, têm sido levados a crer nos deuses impessoais da ciência moderna, aceitando como evidente aquilo que não é provado.

A origem da vida, quer seja ex-plicada pela teoria da criação, quer seja pela evolução, sempre será tratada como um evento sobrenatural. A questão mais uma vez é: por que alguém aceita a evolução e rejeita o criacionismo? Em termos científicos, por que alguém acredita na cosmogonia que abraçou? Em termos teológicos, por que alguém aceita os deuses impessoais e não o Deus pessoal da Bíblia?

Os deuses humanos e o Deus transcendente

No começo da década de noventa, os meus estudos me levaram até o Laboratório Nacional de Oak Ridge, nos Estados Unidos. Um dos projetos que participei ali foi o do mapeamento tridimensional do DNA. Havia um grande interesse neste projeto, pois o mesmo fora criado para desenvolver técnicas que auxiliariam no mapeamento genético humano através do DNA (hoje este mapeamento é conhecido como Projeto Genoma Humano).

Ao estudar aquele pequeno fila-mento encontrado no núcleo das células dos seres vivos, comecei a imaginar a dimensão daquilo que estava à minha frente. Um único filamento de DNA humano chega a ter 2,10 metros de comprimento. Este fila-mento é invisível a olho nu, por ser ele extremamente fino. O nosso corpo possui cerca de 100 trilhões de células (número estimado pelos cientistas). Multiplicando os 2,10 metros (comprimento do DNA existente em cada célula) pelo número de células do nosso corpo (100 trilhões), foi possível obter um número que seria equivalente a percorrer a distância entre a Terra e a Lua aproximadamente 550.000 vezes. Em outras palavras, se alguém pudesse esticar o DNA de cada célula do corpo humano e colocá-los todos ponta a ponta, teríamos um fio finíssimo com cerca de 21 milhões de quilômetros! Tudo isto só de informação genética.

O conhecimento genético sobre o ser humano nos colocou diante de um mundo imenso de complexidade. Complexidade essa que não pode ser explicada apenas como “tendo acontecido espontaneamente”!

Esta é a parte biológica e através dela contemplanos a beleza da “máquina humana”.

Mas afinal, somos apenas “reações químicas” ou existe algo mais? O que dizer da nossa parte volitiva, intelectual e emocional? Da nossa mente? Na verdade, o que é o ser humano?

O estudo da psique humana (psicologia) é a ciência que trata da mente e do comportamento do ser humano. Ela foi a grande ciência do século XX e tem sido a do começo do século XXI. Moldamos as nossas leis baseados nas suas “proposições”; moldamos a educação dos nossos filhos baseados nas suas “proposições”; moldamos o comportamento da sociedade, da família, dos indivíduos baseados nas suas “proposições”; moldamos a nossa religiosidade baseados nas suas “proposições”; …valores milenares foram alterados! Nenhuma outra ciência teve um impacto tão profundo na humanidade e em tão pouco tempo como a psicologia.

A psicologia, como as demais ciências, é profundamente orientada por um humanismo ateísta. Este humanismo diz que podemos em nós mesmos encontrar a solução para todos os nossos problemas e anseios. O humanismo diz que poderemos um dia dominar tudo e todas as coisas, tornando-nos perfeitos. O humanismo diz que um dia seremos como “deuses”.

E a psicologia, através da roupagem científica, cuidadosamente nos tem dado razões para crer que isso é ou será possível. Não que existam provas e evidências científicas, mas baseadas uma vez mais no crer, pessoas são levadas a viver crendo que obterão as promessas feitas por esta pseudociência.

Tais pessoas adentraram assim a uma religião de deuses humanos, buscando as grandes respostas sobre a mente e o relacionamento humano, como se tais respostas estivessem apenas dentro de cada um de nós. Fomos levados a crer que temos em nós mesmos a capacidade de “consertar” e melhorar, pois afinal estamos evoluindo e a raça humana hoje é apenas um estágio desta longa cadeia evolutiva de seres vivos. “O que não será a raça humana daqui a 10 milhões de anos? Pense no que éramos a alguns poucos milhões de anos atrás: meros hominídeos (meio primatas, meio seres humanos)”, dizem os cientistas.

A psicologia, sem embasamento científico, dita quais são as regras de comportamento, de conduta, de moralidade, de cidadania e de tantas outras áreas da vida do ser humano, a qual, usando uma vestimenta científica, esconde a sua identidade religiosa.

Pouco se questiona as proposições da psicologia. Diga-se de passagem que, se o mesmo padrão de questionamento usado para com a Bíblia fosse aplicado à psicologia (e com a mesma rigidez), esta há muito teria desaparecido.

Na verdade, podemos entender porque o mundo, a Igreja, os seres humanos em geral estão tão fascinados pela religião da psicologia. Por havermos nos tornado adoradores dos deuses do absurdo e dos deuses impessoais, nos tornamos adoradores de nós mesmos. Nós nos tornamos o padrão de moral, de valores e de princípios. Nós, seres humanos, desesperadamente queremos nos tornar “deuses”.

Aqui também o criacionismo traz a proposta do Deus pessoal, que não somente criou o universo e a terra com o homem para nela habitar, mas que os criou com um propósito. Esse propósito se manifesta no relacionamento do Criador com a criatura e não somente da criatura com o meio físico e social. O criacionismo traz o absoluto da pessoa de Deus para todas as áreas, removendo o relativismo implantado por conceitos filosóficos. Não sou eu, nem a sociedade, nem os povos que têm a autoridade para definir o que é certo ou o que é errado: somente o Criador pode fazê-lo.

E aqui o elemento fé uma vez mais se faz necessário. Quando alguém aceita a proposta da psicologia sobre como se deve viver (seja qual for a área de relacionamento, problema, doença, etc.), essa pessoa estará fazendo uso da sua fé no que lhe é proposto. Quando alguém aceita os princípios do Criador contidos nas Escrituras, ele também o faz pela fé. Portanto, a base continua sendo a fé. A pergunta que uma vez mais se destaca é: Por que alguém aceita os conselhos da psicologia e rejeita os padrões do Criador expostos na Bíblia?

Até quando cocheareis entre dois pensamentos?

(1 Reis 18.21)

Cada vez menos, nós, o povo de Deus, temos ousado levantar as nossas vozes para dar a razão da esperança que há em nós (1 Pedro 3.15), por acharmos que a ciência tem provas e evidências conclusivas sobre a origem do homem e do universo. A grande verdade é que a ciência, além de não ter essas provas, também se apóia na crença das suas pressuposições, para estabelecer as suas “verdades”.

Precisamos rever o que nós cremos e por que cremos no que cremos. Qual a razão da nossa fé?

Precisamos parar e começar a pensar cientificamente, como o fizeram muitos dos homens do passado. Em vez de aceitar, devemos questionar racionalmente até encontrarmos as respostas verdadeiras.

A ciência exige uma causa para todo efeito...

A causa do sem fim é a existência do infinito (2 Crônicas 6.18);

da eternidade é a existência do eterno (Salmos 90.2);

do espaço ilimitado é a onipresença (Jeremias 23.24);

do poder é a onipotência (Isaías 40.25-26);

da sabedoria é a onisciência (Salmos 139.1-18);

da personalidade é o individual (Isaías 49.13);

das emoções é o emocional (Isaías 63.15);

da vontade é a volição (Apocalipse 4.11);

da ética é a moral (Deuteronômio 4.8);

da espiritualidade é o espiritual (João 4.24);

da beleza é a estética (Salmos 27.4);

da retidão é a santidade (Levítico 19.2);

do amar é o amor (1 João 4.8);

da vida é a existência (Êxodo 3.14).
Angela Natel On sábado, 28 de agosto de 2010 At 12:54
O “Maldito Samaritano”
Por Reinaldo Bui

Qual destes três te parece ter sido o próximo do homem que caiu nas mãos dos salteadores? (Leia Lucas 10.25-37)

Esta é uma das parábolas mais famosas, normalmente conhecida como “A Parábola do Bom Samaritano.” Diferente da parábola dos dois devedores, esta é longa e o diálogo curto. Porém, ignorar o diálogo faz com que a parábola se torne apenas uma exortação ética para auxiliar pessoas necessitadas e, definitivamente, não é esta a intenção.

Tudo começa com um fariseu que queria testar Jesus, questionando-o sobre a maneira de herdar a vida eterna. Sua pergunta é completamente sem sentido, pois o que alguém pode fazer para ser herdeiro? Um herdeiro o é por direito, não por conquista! Certamente, o fariseu já tinha sua opinião formada e não queria aprender algo novo. Jesus poderia comprar uma briga defendendo que a herança de Israel era uma dádiva e que o homem não pode fazer nada para recebê-la; ou aliar-se à opinião rabínica de se concentrar na Lei. Jesus escolheu a segunda opção só para ‘perturbá-los,’ e quando joga a pergunta de volta, obtém a resposta decorada: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todas as tuas forças e de todo o teu entendimento; e: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Esta síntese da Lei é a junção de dois textos bem conhecidos daqueles homens (Dt 6.5 + Lv 19.18).

"Respondeste corretamente; faze isto e viverás," foi o fechamento de Jesus e, exatamente, a resposta que o fariseu gostaria de ouvir. Ele só não entendeu que Jesus estava colocando a questão da seguinte maneira: "Você está disposto a viver de acordo com o que você crê?"

A própria Lei que o ‘Doutor da Lei’ cita estabelece um padrão que ninguém pode alcançar. Ele poderia parar por aí e refletir um pouco sobre o que Jesus acabara de expor, mas tentando justificar-se pergunta: Quem é meu próximo. A palavra justificar-se significa que ele estava querendo se mostrar, se exibir, evidenciar sua justiça. Ele esperava que Jesus o aprovasse e desse como resposta: Seu próximo são seus parentes e amigos... aqueles que você mais ama. Em vez disso, Jesus conta uma parábola cujo herói é um... Samaritano! Como isto soava aos seus ouvidos? O título dado a esta parábola não poderia ter sido pior. Quando lemos esta narrativa tendo em mente que se tratava de um homem bom, ela deixa de causar o impacto que Jesus causou em seus ouvintes originais. Para entendermos melhor precisamos substituir os personagens por um pastor; o segundo por um dirigente de louvor e o samaritano por um ateu depravado, viciado em drogas e homossexual (faça esta releitura somente para entender o grau de intolerância que um judeu tinha de um samaritano).

A Mishna dizia que aquele que come pão dos samaritanos é como aquele que come carne dos suínos. Os samaritanos eram publicamente amaldiçoados nas sinagogas. Diariamente faziam-se petições a Deus para que os samaritanos não fossem participantes da vida eterna! Além da omissão injustificável do sacerdote e do levita, esta parábola demonstra que o samaritano faz, pelo menos, o que algum destes dois poderia ter feito. Esta história deve ter causado um tremendo mal estar, se não repugnância, nos judeus, pois receber auxílio, óleo ou vinho de um samaritano tornaria impuro aquele que recebeu. No entanto, o desconforto maior foi pela demonstração amorosa e altruísta do samaritano ao fazer o que os representantes religiosos não tiveram coragem. Eles entenderam a audácia de Jesus em fazer o desprezado samaritano aparecer como moralmente superior aos lideres religiosos do auditório. Assim, Jesus atinge um dos sentimentos de ódio mais profundos de seus ouvintes e sabiamente os expõe. Com certeza esta parábola rendeu muitos comentários a respeito de Jesus. Em João 8.48 vemos os judeus escarnecendo de Jesus e declarando: Porventura não temos razão em dizer que és samaritano e tens demônio? Duas palavras gregas contidas neste texto devem ser o motivo da nossa reflexão diante de um necessitado: justificamo-nos ou nos compadecemos? Fazer o bem ao próximo implica em gastos de nossa parte. Gasto de tempo, esforços, dinheiro e, muitas vezes, da nossa auto-imagem que tanto queremos preservar.

Medite...
O que você pode fazer para herdar a vida eterna? Que qualidades você possui para que Deus o declare seu filho por adoção? O que isto deve mudar na sua maneira de viver e de lidar com os necessitados? O que é mais fácil: justificar nossa omissão ou acudir o necessitado?
Angela Natel On At 06:04

Um esforço cristão de quase dois mil anos poderia ser concluído em 2025. Tradutores protestantes esperam ter a Bíblia, ou pelo menos parte dela, escrita em cada uma das 6.909 línguas faladas no mundo todo.

“Há 20 séculos estamos traduzindo a Bíblia e este período no qual estamos é o mais Produtivo”, disse Morrison Paul Edwards, que dirige a Wycliffe Bible Translators. Os computadores portáteis e satélites têm o crédito para acelerar as traduções de cerca 125 anos.

Anteriormente, uma família missionária Wycliffe ou a equipe passaria décadas aprendendo e transcrevendo um idioma em um canto remoto da Terra.

Os missionários Wycliffe têm o credo “uma equipe, uma linguagem, uma vida. Nesse ritmo a meta seria concluir as traduções em 2150”, disse Edwards.

Ajuda da tecnologia

Os missionários contemporâneos, munidos com a tecnologia e utilizando os tradutores nativos, pode ser capaz de supervisionar as transcrições de várias línguas, de acordo com Edwards.

“Os Missionários Wycliffe não evangelizam, ensinam teologia ou realizam estudos bíblicos. Fornecem a linguagem escrita. Eles ensinam a ler e escrever na sua língua materna”. Os missionários desenvolvem alfabetos e traduzem a Bíblia.

Cerca de 2.200 línguas ainda não possuem uma Bíblia. Cerca de 350 milhões de pessoas, principalmente na Índia, China, África Subsaariana e na Papua Nova Guiné só falam esses idiomas.

Trabalhar na tradução necessita de cerca de 6.600 missionários de carreira e de curto prazo com a formação da Bíblia e da lingüística. Eles estão seguindo o mandamento do Novo Testamento de Jesus no Livro de Mateus: “Ide, pois, e fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a observar todas as coisas que vos tenho ordenado de você”.

Mas os missionários têm que ir à campo com seus próprios recursos ou com o apoio de uma igreja. A missionária Katie Zartman tem 27 anos de campo missionário e é designer gráfico sénior na sede da Wycliffe na Flórida, no estado de Orlando (EUA).

Ela retornou recentemente de uma missão de duas semanas para o Senegal, em língua francesa da África Ocidental, onde ministrou um workshop sobre o layout e design para Saafis, uma pequena minoria do Senegal para que Wycliffe não é apenas traduzisse a Bíblia, mas também ajudasse a criar um pequeno corpo de literatura nativa.

“Metade das pessoas não estavam confiantes em suas habilidades básicas do computador quando eles começaram, mas conseguiram em duas semanas”, disse Zartman.

Um povo em primeiro lugar

Doze participantes que utilizam software de código aberto (download grátis) completaram uma dúzia de rascunhos de livretos de 24 páginas na língua materna Saafi. A maioria eram histórias infantis.

“Uma vez que eles têm a Bíblia em sua língua isso é quase como um dicionário para que eles escrevam sobre suas tradições orais e cultura”, disse Zartman. “O Saafis vêem o perigo de ser engolido pelas culturas em torno deles. Agora eles podem criar seus próprios livros”.

A era moderna da tradução da Bíblia começou com William Cameron Townsend em 1942. Ele fundou a Wycliffe, em homenagem a don John Wycliffe, que traduziu a primeira Bíblia em Inglês em finais dos anos 1300. Anteriormente os ingleses tinham que ler a Bíblia em latim.

Até agora a Wycliffe e suas organizações, como o Summer Institute of Language (agora conhecido como SIL International), tem participação em mais de 700 traduções das Escrituras.

A SIL tem estatuto consultivo formal com as Nações Unidas e o Conselho Econômico e Social das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura.

Edwards, um ex-fundraiser para a Universidade de Stanford e promotor do ministério do Colorado levantou mais de US $ 170 milhões em menos de dois anos para este grande impulso final, a última campanha de Idiomas.

Edwards disse que a Wycliffe está ajudando a preservar as línguas indígenas e culturas.

“Quinhentos anos atrás havia o dobro do número de línguas que temos agora”, disse Edwards.

Muitos outros idiomas estão à beira da extinção – falado por poucas pessoas idosas e sem filhos. No entanto, uma vez que uma língua é escrita não pode ser perdida completamente.

Os antropólogos foram mais céticos sobre o efeito dos missionários nas culturas indígenas. “Que bom que essas pessoas puderam fazer isso, mas eles devem ter algum interesse nisso”, disse o professor de Antropologia da Universidade do Colorado Paul Shankman. “Eles têm seus próprios objetivos”.

Trazendo ideias estrangeiras

O Professor adjunto David Stoll do Middlebury College, em Vermont, que estudou a Wycliffe, tem escrito que as atividades de missionários Wycliffe, como os de todos os missionários, tornam-se intimamente ligados não apenas com as tradições religiosas, mas também com a expansão da cultura de fala Inglês, economia, tecnologia, medicina e objetivos políticos. Eles trazem todas estas coisas com eles.

“Se você não é capaz de satisfazer a liderança da aldeia não há nenhuma razão para que eles presumem que o que você está fazendo para trazer a eles – a língua escrita – é particularmente valioso “, disse Edwards.

A própria Bíblia não é pouca influência sobre a cultura. “Estou animada para traduzir a palavra de Deus em todas as línguas”, disse Zartman. “Todas as pessoas poderão ler a Bíblia em sua própria língua, assim Deus não será um conceito estranho”.

Fonte: Gospel+
Contribuição: Silvia Saron

http://www.irmaos.com/noticias/?id=3031

Angela Natel On sexta-feira, 27 de agosto de 2010 At 12:05

Iniciei minhas atividades no segundo ano da faculdade de teologia com a proposta de estagiar num lar para idosos todas as terças feiras pela manhã. O trabalho é simples, de capelania, através do qual eu e mais duas colegas somos desafiadas no contato com as mais diversas necessidades humanas.

Dentro desse ambiente, não pude deixar de notar painéis eletrônicos espalhados pelas dependências principais do lar. Já em meu segundo dia de estágio, percebi que todos piscavam continuamente o número 23. Ao indagar o significado disso, foi-me dito que a finalidade dos painéis era de avisar um morador com necessidades urgentes, chamando enfermeiros. Como o número permanecia piscando por mais de meia hora e nada se fazia, decidimos ir verificar a necessidade do morador do quarto 23.

Qual não foi a nossa surpresa quando nos deparamos com um quarto trancado, vazio. Lá estava uma incógnita. Já que não havia ninguém, por que o painel permanecia piscando esse número?

Interessante notar que a nossa conclusão foi imediata: havia um mal contato nos fios, que mantinha o painel conectado ao quarto 23. Depois virou piada entre as estagiárias, o ‘fantasma do quarto 23’, que usamos com algumas enfermeiras mais tarde, para descontrair.

No mundo natural é muito fácil nos desvencilharmos das aparências para buscar uma explicação mais aprofundada para determinada situação. Parece que o mundo está muito melhor preparado para ir além da superfície do que muitos cristãos.

Jesus abordou o problema da superficialidade em Mateus 23, quando confrontou as multidões a respeito da religiosidade:

1 Então falou Jesus às multidões e aos seus discípulos, dizendo:

2 Na cadeira de Moisés se assentam os escribas e fariseus.

3 Portanto, tudo o que vos disserem, isso fazei e observai; mas não façais conforme as suas obras; porque dizem e não praticam.

4 Pois atam fardos pesados e difíceis de suportar, e os põem aos ombros dos homens; mas eles mesmos nem com o dedo querem movê-los.

5 Todas as suas obras eles fazem a fim de serem vistos pelos homens; pois alargam os seus filactérios, e aumentam as franjas dos seus mantos;

6 gostam do primeiro lugar nos banquetes, das primeiras cadeiras nas sinagogas,

7 das saudações nas praças, e de serem chamados pelos homens: Rabi.

8 Vós, porém, não queirais ser chamados Rabi; porque um só é o vosso Mestre, e todos vós sois irmãos.

9 E a ninguém sobre a terra chameis vosso pai; porque um só é o vosso Pai, aquele que está nos céus.

10 Nem queirais ser chamados guias; porque um só é o vosso Guia, que é o Cristo.

11 Mas o maior dentre vós há de ser vosso servo.

12 Qualquer, pois, que a si mesmo se exaltar, será humilhado; e qualquer que a si mesmo se humilhar, será exaltado.

13 Mas ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque fechais aos homens o reino dos céus; pois nem vós entrais, nem aos que entrariam permitis entrar.

14 [Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque devorais as casas das viúvas e sob pretexto fazeis longas orações; por isso recebereis maior condenação.]

15 Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque percorreis o mar e a terra para fazer um prosélito; e, depois de o terdes feito, o tornais duas vezes mais filho do inferno do que vós.

16 Ai de vós, guias cegos! que dizeis: Quem jurar pelo ouro do santuário, esse fica obrigado ao que jurou.

17 Insensatos e cegos! Pois qual é o maior; o ouro, ou o santuário que santifica o ouro?

18 E: Quem jurar pelo altar, isso nada é; mas quem jurar pela oferta que está sobre o altar, esse fica obrigado ao que jurou.

19 Cegos! Pois qual é maior: a oferta, ou o altar que santifica a oferta?

20 Portanto, quem jurar pelo altar jura por ele e por tudo quanto sobre ele está;

21 e quem jurar pelo santuário jura por ele e por aquele que nele habita;

22 e quem jurar pelo céu jura pelo trono de Deus e por aquele que nele está assentado.

23 Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho, e tendes omitido o que há de mais importante na lei, a saber, a justiça, a misericórdia e a fé; estas coisas, porém, devíeis fazer, sem omitir aquelas.

24 Guias cegos! que coais um mosquito, e engulis um camelo.

25 Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque limpais o exterior do copo e do prato, mas por dentro estão cheios de rapina e de intemperança.

26 Fariseu cego! limpa primeiro o interior do copo, para que também o exterior se torne limpo.

27 Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque sois semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora realmente parecem formosos, mas por dentro estão cheios de ossos e de toda imundícia.

28 Assim também vós exteriormente pareceis justos aos homens, mas por dentro estais cheios de hipocrisia e de iniquidade.

29 Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque edificais os sepulcros dos profetas e adornais os monumentos dos justos,

30 e dizeis: Se tivéssemos vivido nos dias de nossos pais, não teríamos sido cúmplices no derramar o sangue dos profetas.

31 Assim, vós testemunhais contra vós mesmos que sois filhos daqueles que mataram os profetas.

32 Enchei vós, pois, a medida de vossos pais.

33 Serpentes, raça de víboras! como escapareis da condenação do inferno?

34 Portanto, eis que eu vos envio profetas, sábios e escribas: e a uns deles matareis e crucificareis; e a outros os perseguireis de cidade em cidade;

35 para que sobre vós caia todo o sangue justo, que foi derramado sobre a terra, desde o sangue de Abel, o justo, até o sangue de Zacarias, filho de Baraquias, que mataste entre o santuário e o altar.

36 Em verdade vos digo que todas essas coisas hão de vir sobre esta geração.

37 Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas, apedrejas os que a ti são enviados! quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintos debaixo das asas, e não o quiseste!

38 Eis aí abandonada vos é a vossa casa.

39 Pois eu vos declaro que desde agora de modo nenhum me vereis, até que digais: Bendito aquele que vem em nome do Senhor.

Quando Jesus aborda os princípios que agradam a Deus, deixa bem claro que a superficialidade da religião é inútil diante do verdadeiro arrependimento. Sinais externos piscando necessidades da carne, fazendo barulho e chamando a atenção, não representam um verdadeiro relacionamento com Deus e comprometimento com a verdade.

À medida em que nos aproximamos cada vez mais da vida que há em Cristo Jesus e nos submetemos a conhecer cada vez mais Suas Palavras (sem achar que nosso conhecimento básico e superficial vai nos projetar para dentro do Reino de Deus), vamos sendo trabalhados em nosso caráter e prioridades.

Precisamos parar de julgar as pessoas pelo que achamos certo ou errado, precisamos parar de piscar nossos sinais de alerta quando uma imagem não se encaixa em nosso padrão de religiosidade. Precisamos deixar de lado essa constante mania que temos de rotular aqueles que nos rodeiam e parar de construir muros ao invés de derrubá-los.

A Igreja é para todos, assim como Jesus veio para os doentes e pecadores. O que a Bíblia deixa em aberto não deve ser a base de nossa fé e relacionamento mútuo. Somos chamados a desmascarar esse fantasma da religiosidade em nosso meio.

Um sepulcro caiado (pintado de cal – branquinho por fora, mas cheio de podridão por dentro) é como o fantasma do quarto 23 – aparenta uma coisa, mas não passa de um quarto vazio com problemas técnicos.

Angela Natel - 09/08/10

Liberdade de Expressão


É importante esclarecer que este BLOG, em plena vigência do Estado Democrático de Direito, exercita-se das prerrogativas constantes dos incisos IV e IX, do artigo 5º, da Constituição Federal. Relembrando os referidos textos constitucionais, verifica-se:
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