Angela Natel On sábado, 31 de julho de 2010 At 12:03

O que Deus uniu o homem separa. Um cruzamento entre dados de estado conjugal e religião realizado pelo Nepo (Núcleo de Estudos de População) da Unicamp mostra que a fé não segura casamentos. A informação é da reportagem deHélio Schwartsman publicada na edição desta quinta-feira da Folha (íntegra somente para assinantes do jornal ou do UOL).

De acordo com o texto, a proporção das mulheres separadas, desquitadas ou divorciadas de cada igreja é muito similar à distribuição das crenças pela população. Segundo a pesquisadora Joice Melo Vieira, que cruzou os dados, estudos no Brasil e no exterior mostram que a preocupação é estar em relações satisfatórias. Como a separação já não é tão estigmatizada, o fim da união é sempre uma possibilidade quando as coisas vão mal.

No final, relata Vieira, o que faz casais à beira da separação pensarem duas vezes são a situação dos filhos e a questão financeira. Como hoje mais mulheres trabalham, a dependência econômica não segura mais o casamento. Já os filhos o fazem apenas por tempo limitado.

Editoria de Arte/Folhapress
arte
http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/770709-nenhuma-religiao-evita-divorcios-aponta-pesquisa.shtml
Angela Natel On At 06:41


Por Ariovaldo

Publicado originalmente em seu blog Ariovaldo.com.br

Nas poucas vezes no ano em que temos a oportunidade de esbarrar em pessoas de ministérios de todo o mundo, sempre surgem algumas questões importantes a serem avaliadas. Como por exemplo se o que fornece “liga” para a unidade ministerial de pessoas de diferentes igrejas são “bençãos” ou “conveniências”.

A hipocrisia nos relacionamentos se torna comum em ambos os casos. E então as pessoas vivem de evento em evento, celebrando o culto de si mesmos; aproveitando cada momento para compartilhar do lado mais bonito de seus ministérios fracassados. E antes que me acusem de herege por chamar a outros de fracassados, deixe-me explicar mais detalhadamente o conceito do que vem a ser fracasso.

O modelo de fracasso bíblico consistem em dizer que, por mais abençoado que Deus tenha lhe feito, haverão muitas oportunidades em que teremos todos os motivos para nos sentirmos desmotivados. Por mais que uns vivam debaixo da proteção fictícia dos “brados de vitória” e dos “atos proféticos”, inevitavelmente estes também irão falhar. É como se Deus tivesse um prazer sádico em ver seu povo perecer. Mas, quando conhecemos a Deus e à sua palavra mais detalhadamente, percebemos que seu intuito está em nos trazer algum aprendizado. Não que seja necessário sofrer para se aprender algo, mas… inevitavelmente, algumas lições só se aplicam em determinadas pessoas por intermédio da didática adequada. Então, se você é um mané qualquer caminhando sobre a face da terra, ou um dos 70 que foram treinados pessoalmente por Cristo, para todos se aplicam os mesmos conselhos do mestre:

- Quando chegarem em uma cidade e não lhes receberem, partam para a próxima cidade. Sem levar poeira nos sapatos… e nem rancor.

Jesus enfatiza este discurso pelo simples fato de que IREMOS FALHAR. Por mais que você se santifique, uma hora a vaca vai pro brejo.

Compreendido este conceito, torna-se possível perceber que os relacionamentos entre ministérios diferentes só são autênticos quando fundamentados nas carências de cada um. Por que, se a fundamentação estiver na conveniência, logo substituímos os relacionamentos por outros mais convenientes; e se fundamentados na hipocrisia, logo nos cansamos e simplesmente não nos esforçamos mais em manter a unidade.

Nossas desgraças é que nos unem verdadeiramente. Por que ao compartilhar do sofrimento, percebemos que nossos irmãos por todo o mundo estão sofrendo das mesmas angústias. E também percebemos que Deus continua a nos guiar, mesmo que ainda não sejamos capazes de perceber como os problemas serão resolvidos.

Mas como objetivo do evangelho não é resolver problemas, então está tudo bem. Pois não são os problemas que nos “tirarão” do céu… mas os detalhes.
Postado por Avelar Jr.

Angela Natel On sexta-feira, 30 de julho de 2010 At 12:33
Miséria na Coréia do Norte

COREIA DO NORTE (1º) - A Coreia do Norte está chegando a um limite. Um representante da Portas Abertas conversou com um cristão do país que está na 1ª posição da Classificação de países por perseguição. Nos últimos oito meses, ele testemunhou uma grande mudança em seus compatriotas: “Caos e pânico absolutos”.

Muitos jornais ocidentais publicaram artigos sobre isso: “A Coreia do Norte desvaloriza sua situação atual”. Em uma tentativa de conseguir o máximo de dinheiro possível, Kim Jong-Il decidiu implementar uma reforma na moeda nacional. Por meio de transmissões de rádio, os cidadãos ouviram a mensagem de que teriam apenas uma semana para trocar suas economias para a nova moeda corrente. Mil wons valeriam apenas 10, o que significa que o dinheiro guardado durante anos seria reduzido a quase nada. Além disso, eles só poderiam trocar no máximo 100.000 wons de suas economias, o equivalente a 1.000 wons. “Foi um choque terrível para o povo. Sabe o que conseguimos comprar com 1.000 wons? Dois quilos de arroz ou 20 garrafas de água. Algumas pessoas estavam economizando dinheiro há mais de 10 anos. A mídia do governo declarou que não receberíamos mais salários. Fomos abandonados”.

O cristão continua: “Recentemente, vi um grupo de crianças, andando pela estrada. Elas estavam colhendo ervas e plantas. A escola requer que elas colham uma quantidade de plantas para o próprio estabelecimento”.

Até novembro de 2009, as pessoas podiam se cuidar sozinhas. “Claro, a situação era ruim se comparada a outros países. Muitos morriam de fome, mas outros conseguiam sobreviver. Após a reforma na moeda nacional, as pessoas entraram em pânico. Alguns sofreram ataques do coração quando souberam da perda de suas economias. Soube da história de uma mulher que havia comprado arroz na China e vendeu por muito dinheiro na Coreia do Norte. Alguns dias depois, todo o dinheiro foi reduzido a nada. Então, ela cometeu suicídio.

A economia nacional está totalmente estática. Ninguém quer gastar dinheiro “O alimento está muito caro. É possível comparar o início deste ano com a década de 90, em que muitas pessoas morreram de fome. Este é o mundo em que estamos vivendo”.


Tradução: Missão Portas Abertas
Angela Natel On At 07:25

You Scored as Paul Tillich

Você é Paul Tillich Tillich na Wikipedia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Paul_tillich

Paul Tillich
83%
João Calvino
67%
Charles Finney
67%
Karl Barth
58%
Friedrich Schleiermacher
58%
Anselmo
58%
Santo Agostinho
58%
Martinho Lutero
58%
Jonathan Edwards
58%
Jurgen Moltmann
50%
Rudolf Bultmann
50%
Angela Natel On At 06:50

“Sangue nos batentes do Universo?

No Egito, o Êxodo começou sem esperança. Até que numa noite o sistema foi subvertido, o império perdeu o poder, o regime foi pego de surpresa – porque Deus ouviu o clamor do povo e veio trazer algo acerca da opressão em que eles estavam vivendo.

Moisés e faraó mediram força. No fim, faraó cedeu. Era tempo de deixarem o Egito.

Mas haviam instruções específicas para o que fazer naquela noite tão especial, e essas instruções concentravam-se em torno de um cordeiro (Êxodo 12).

Seja qual for a figura ou símbolo que leve as pessoas a superar o esgotamento e a penetrar em seu novo futuro, essa imagem torna-se a lembrança decisiva do bem que acaba de começar.

As pessoas necessitam de um catalisador, um símbolo, uma imagem de como será a liberdade. Do contrário, poderão aquietar-se, tolerar o velho regime, continuar fabricando tijolos e nada mais.

E o que seria essa imagem para Israel? Que imagem diria a eles e às gerações futuras que foram feitos para a liberdade?

Na noite do Êxodo, os homens judeus foram instruídos a tomar um cordeiro “para a sua família, um para cada casa”, sacrificá-lo e comer-lhe “a carne assada no fogo (...) prontos para sair: cinto no lugar, sandálias nos pés e cajado na mão. Comam apressadamente. Esta é a Páscoa do SENHOR” (Ex.12:3,8,11).

Para Israel, o símbolo da revolução é um cordeiro.

Um cordeiro que é morto.

Um cordeiro inocente que é sacrificado para cada família, para cada casa.

Deus então manda cobrir os batentes das portas com o sangue do animal e compartilhar uma refeição ritual. O cordeiro deve ser o substituto do primogênito de cada casa judia.

Na cultura da época, o filho primogênito servia de representante da família e cuidava de todos os seus negócios. Portanto, se o cordeiro redimisse o primogênito, significava que toda a casa judaica fora salva.

Moisés foi instruído a dizer a faraó: “assim diz o SENHOR: Israel é o meu primeiro filho” (Ex.4:22,23). A intenção de Deus era revelar-se por meio de Israel e redimir toda a humanidade por intermédio desse filho primogênito.

Antes, porém, que a jornada comece, há uma refeição a ser feita, bem diferente de qualquer outra.

Fundamental para essa refeição de Páscoa é a ordem de jamais esquecê-la. Israel ouve a ordem de reservar a data e fazer dela o início do seu calendário, pois o tempo agora será marcado por esse acontecimento (cf. Ex.12:26,27).

Um cordeiro sacrificado pelo povo torna-se o ponto crítico que dá início à revolução divina. Sangue nos batentes da casa de Israel.

Isaías proclamou que um filho primogênito de Israel surgiria, que seria desprezado e rejeitado. O profeta prometeu que esse primogênito sofredor seria o cordeiro sacrificial para todo o Israel.

Jesus, o cordeiro. Mas um tipo diferente de cordeiro. O primogênito de Deus.

João Batista entendeu isso, declarando, ao avistar Jesus pela primeira vez (cf. Jo.1:29).

E o que Jesus faz na noite em que é traído e preso? Uma refeição de Páscoa com seus discípulos.

E nessa refeição ele pega o pão e diz: “Isto é o meu corpo”, depois pega o cálice e diz: “Isto é o meu sangue” (Mt. 26:26-28; Mc.14:22-24; Lc.22:19,20).

Jesus conduz a recordação ritual daquela noite como nenhum outro e trata-a como algo relacionado a ele próprio.

Está prestes a ser preso, levado a julgamento e depois pendurado em uma cruz onde permanecerá até morrer. Sabe disso. Tem consciência de para onde tudo isso o está levando. O cordeiro é o próprio Filho de Deus.

Paulo descreve Jesus como o “primogênito de toda a criação” (Cl.1:15). Jesus é o representante da família humana inteira. Seu sangue cobre a ordem criada toda.

E a nossa resposta a isso?

Nas Escrituras está escrito repetidas vezes que devemos nos lembrar e ser gratos.

A palavra grega para ‘grato’ vem do verbo eucharizomai – o termo grego eu, que quer dizer ‘bem’ ou ‘bom’, e a palavra charizomai, que significa ‘conferir’ ou ‘dar’. É dessa palavra que extraímos o termo inglês para eucaristia, ‘boa dádiva’. Jesus é a boa dádiva de Deus para o mundo.

Como está escrito em Colossenses, na cruz, por meio do sangue de Jesus, Deus está reconciliando consigo todas as coisas.

Deus fez as pazes com o mundo por meio da eucaristia, a boa dádiva, Jesus. Portanto, os cristãos participam de um ritual, uma refeição, um lembrete da Páscoa, chamado eucaristia, também conhecido como comunhão ou ceia do Senhor, como um modo de recordarem e retornarem a quem Deus é e ao que tem feito em Cristo.

A eucaristia, no entanto, como acontece em qualquer ritual, significa algo muito mais importante que o ritual em si.

Paulo escreve aos seus amigos da cidade de Corinto: “Trazemos sempre em nosso corpo o morrer de Jesus, para que a vida de Jesus também seja revelada em nosso corpo” (2Co.4:13). Ora, parte disse era literalele foi mesmo espancado e açoitado até sangrar. Mas refere-se a algo mais profundo, a um modo de vida inteiro. Envolveu-se em uma causa maior do que ele próprio, custa-lhe alguma coisa.

E continua: “Pois nós, que estamos vivos, somos sempre entregues à morte por amor a Jesus para que a sua vida também manifeste-se em nosso corpo mortal” (2Co.4:11) e prossegue: “De modo que em nós atua a morte, mas em vocês a vida” (2Co.4:12).

É assim que a eucaristia funciona. Para alguém receber, alguém tem que dar. Para alguém ser alimentado, alguém tem de providenciar comida.

Se alguém, em algum lugar, é beneficiado, então alguém, em algum lugar, pagou alguma coisa.

Deus dá vida ao mundo moendo o corpo de Cristo e vertendo-lhe o sangue. E Deus continua a dar vida ao mundo por intermédio do Corpo de Cristo – a Igreja.

A Igreja é uma eucaristia viva porque os seguidores de Cristo são eucaristias vivas.

O cristão é uma eucaristia viva, permitindo que seu corpo seja moído e que seu sangue seja vertido em prol da cura do mundo.

E o poder da eucaristia vem da fraqueza, não da força, que ela contém (cf.1Co.9:20-22; 2Co.11:29), na identificação com o sofrimento de outro ser humano.

Portanto, a eucaristia não é um produto, mas são pessoas, e o caminho de Jesus aponta para baixo. Diz respeito à nossa morte.

Na prática, em nosso contexto, o que significa?

Hebreus 10:24 diz que não devemos desistir de nos reunir porque precisamos considerar “uns aos outros para nos incentivarmos ao amor e às boas obras” (Hb.10:24). A expressão ‘boas obras’ vem da palavra hebraica mitzvot[1], que faz referência a ações postas em prática para curar e consertar o mundo. É um conceito rico, cheio de significados na tradição judaica. Para o escritor de Hebreus, a Igreja reúne-se para que assim o corpo estimule uns aos outros a viver de um modo particular diariamente.

Como?

Permitir que o muro de separação entre as pessoas seja derrubado (cf.Ef.2:14,15).

Desistir dos rótulos impostos às pessoas.

Sentar à mesa com quem nos é diferente.

A eucaristia, no fim das contas, diz respeito ao que fazemos lá fora, no curso da vida diária. Igreja não tem nada a ver com o comparecimento a grandes reuniões, mas a viver de certo modo no mundo.

O que a eucaristia faz é particularizar a história do êxodo no tempo e no espaço. Ao dar incondicionalmente, seremos lembrados do Deus que dá incondicionalmente. Dar a quem não pode dar em troca.

Eucaristia, afinal de contas, é uma refeição, e tem a ver com a Igreja arrumando a mesa para o mundo inteiro.

Porque há sangue nos batentes do Universo!”

(trecho do livro “Jesus quer salvar os cristãos”, de Rob Bell e Don Golden, Ed. Vida – São Paulo, SP: 2009).



[1] Embora o autor anônimo do livro escrevesse em grego, sem dúvida foi influenciado pela palavra hebraica.

Angela Natel On quinta-feira, 29 de julho de 2010 At 12:17
Muçulmanos reunidos para protesto contra igreja

INDONÉSIA (48º) - Um grupo de muçulmanos interrompeu a construção de uma igreja católica em Citra Garden, Java Ocidental no início deste mês.

Em 12 de março, mesmo dia em que a Igreja Cristã da Indonésia (GKI) enfrentou o fechamento ordenado por oficiais do governo, manifestantes liderados pelo Fórum Islâmico Unido (FUIB) bloquearam a entrada para Citra Garden, exigindo que a construção da igreja fosse interrompida. Eles basearam suas exigências na alegação de que a obra não tinha a permissão dos moradores locais, mas a igreja possuía a permissão oficial, e já estava em obras há várias semanas.

O documento que permite a construção foi apresentado para os muçulmanos, mas eles disseram que os cidadãos não concordavam com a construção do templo.

O reverendo Peter Kumiawan Subagyo disse que a igreja pertencia ao distrito paroquial de Cengkareng, mas que ele cresceu tanto (20 mil pessoas) que foi necessário construir outra paróquia.

A permissão de construção foi alcançada normalmente, e todas as assinaturas dos moradores foram garantidas. O governo da província de Jacarta aprovou o documento, que foi publicada na imprensa oficial no dia 18 de janeiro.

Logo após a aprovação do documento, o comitê de construção da igreja começou a trabalhar. A obra já estava encaminhada quando os muçulmanos começaram a protestar em nome dos cidadãos.

O líder da igreja, Albertus Suriata, disse que a congregação nunca teve problemas com a população local.

“Nós temos um bom relacionamento. Não acho que alguém próximo à igreja tenha alguma objeção. Suspeitamos de pessoas de outros vilarejos.”

Ele afirma que a igreja tentou resolver o problema apresentado pelos manifestantes de diversas formas.

“Nós já começamos a obra. Teremos que interrompê-la por causa dessas manifestações? Além disso, possuímos a permissão do governo.”


Tradução: Missão Portas Abertas


Fonte: Compass Direct
http://www.portasabertas.org.br/noticias/noticia.asp?ID=6110
Angela Natel On At 06:34


Levar a Cruz para o cristão e o castigo, diferem numa porção de maneiras importantes. Geralmente se consideram iguais as duas idéias, e as palavras que as encarnam são empregadas uma pela outra. Há, porém, aguda distinção entre elas. Quando as confundimos, não estamos pensando com precisão; e quando não pensamos com precisão acerca da verdade, perdemos algum benefício que doutra forma poderíamos usufruir.


A cruz e a vara aparecem juntas nas Escrituras Sagradas, mas não são a mesma coisa. A vara é imposta sem o consentimento daquele que sofre. A cruz não pode ser imposta por outrem. Mesmo Cristo suportou a cruz por livre escolha. Da vida derramada por Ele na cruz, disse Jesus: "Ninguém a tira de mim; pelo contrário, eu espontaneamente a dou" (Jo 10.18). Ele teve todas as oportunidades para escapar da cruz, mas firmou em Seu semblante a rija resolução de ir para Jerusalém e lá morrer. A única compulsão experimentada por Ele foi a compulsão do amor.

O castigo é um ato de Deus; levar a cruz é uma ação do cristão. Quando Deus com amor baixa a vara nas costas dos Seus filhos, não pede permissão. Para o crente, o castigo não é voluntário, exceto no sentido de que está resolvido a fazer a vontade de Deus, ciente de que a vontade de Deus inclui castigo. "Porque o Senhor corrige a quem ama, e açoita o todo filho a quem recebe. É para disciplina que perseverais (Deus vos trata como a filhos); pois, que filho há a quem o pai não corrige" (Hb 12.6,7).

A cruz nunca vem sem ser solicitada; a vara sempre vem assim. "Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me" (Mar 8.34). Eis aí uma escolha clara e inteligente, que o indivíduo deve fazer com determinação e previdência. No reino de Deus ninguém jamais tropeçou na cruz.

Mas o que é a cruz para o cristão? Obviamente não é a peça de madeira que os romanos usavam para executar a sentença de morte em pessoas culpadas de crimes capitais. A cruz é o sofrimento que o cristão padece em conseqüência do fato de seguir a Cristo com perfeita obediência. Cristo escolheu a cruz ao escolher o caminho que levava a ela; e assim é com os Seus seguidores. No caminho da obediência ergue-se a cruz,e tomamos a cruz quando entramos nesse caminho.

Como a cruz se ergue no caminho da obediência, assim o castigo se acha no caminho da desobediência. Deus jamais castiga um filho perfeitamente obediente. Considere os nossos pais segundo a carne; eles nunca nos puniram por obediência, mas, sim, por desobediência.

Quando sentimos a dor causada pela vara, podemos estar seguros de que saímos temporariamente do caminho certo. Inversamente,a dor proveniente da cruz significa que permanecemos no caminho. Mas o amor do Pai não é nem mais nem menos, onde quer que estejamos. Deus nos castiga, não para que possa amar-nos, mas porque nos ama. Numa casa bem dirigida, um filho desobediente pode esperar castigo; na família de Deus, nenhum cristão negligente pode ter esperança de escapar dele.

Entretanto, como podemos dizer em determinada situação, se a nossa dor vem da cruz ou da vara? Dor é dor, venha donde vier. Jonas, fugindo da vontade de Deus, não sofreu pior tempestade que Paulo, que se achava no centro da vontade de Deus; o mesmo mar furioso ameaçou a vida de ambos. E Daniel na cova dos leões esteve em dificuldade tão grave como Jonas no ventre da baleia. Os cravos ferem tão fundo as mãos de Cristo a morrer pelos pecados do mundo, como as mãos dos dois ladrões que morrem por seus próprios pecados. Então, como podemos distinguir da vara a cruz?

Penso que a resposta é clara. Quando chega a tribulação, basta ver se é imposta ou escolhida. "Bem-aventurados sois", disse o Senhor, "quando, por minha causa, vos injuriarem e vos perseguirem e, mentindo, disserem todo mal contra vós" (Mt 5.11). Note que Jesus especifica: "mentindo, disserem todo mal contra vós". Estas palavras mostram que o sofrimento deve sobrevir voluntariamente, deve estar dentro da nossa escolha maior, de Cristo e da justiça. Se a acusação que os homens gritam contra nós for verdadeira, não se lhe seguirá nenhuma bem-aventurança.

Iludimo-nos a nós mesmos quando fazemos dos justos castigos que recebemos uma cruz, e nos regozijamos por aquilo de que, ao contrário, deveríamos arrepender-nos. "Pois, que glória há, se, pecando e sendo esbofeteados por isso, e suportais com paciência? Se, entretanto, quando praticais o bem, sois igualmente afligidos e o suportais com paciência, isto é grato a Deus" (1Pe 2.20). A cruz está sempre no caminho da justiça. Somente sentimos a dor que vem da cruz quando sofremos por causa de Cristo e por nossa escolha voluntária.

Creio que há também outra espécie de sofrimento que não se enquadra em nenhuma das categorias acima consideradas. Não provém da vara nem da cruz, e não é imposto como um corretivo moral, nem é resultado da nossa vida de testemunho cristão. Ele vem no curso da natureza e surge dos muitos males herdados pela carne. Visita igualmente a todos, em maior ou menor grau, e não parece ter qualquer significado espiritual. Sua causa pode ser fogo, enchente, perda, ferimentos, acidentes, enfermidades, velhice, fadiga ou, em termos gerais, as conturbadas condições do mundo. Que fazer a respeito?

Bem, algumas grandes almas têm conseguido tornar até mesmo estas aflições moralmente neutras em bem. Orando e humilhando-se, rogaram à adversidade que se fizesse sua amiga, e transformaram o rude pesar num mestre capaz de instruí-las nas artes celestiais. Não podemos imitá-las????

Autor: A. W. Tozer
Fonte: [ Josemar Bessa ]

Via: [ Tome sua Cruz e siga-me ]

http://bereianos.blogspot.com/

Angela Natel On quarta-feira, 28 de julho de 2010 At 12:16
Saiba mais sobre a Igreja Perseguida no Marrocos

MARROCOS (37º) - As autoridades do Marrocos expulsaram mais oito cristãos estrangeiros do país no fim de semana passado, aumentando o número de cristãos deportados do país para 128 desde março.

Duas mulheres estrangeiras casadas com cristãos marroquinos foram incluídas nessa terceira onda de deportação, aumentando a preocupação de que as autoridades locais pretendem acabar com a pequena, mas crescente, comunidade protestante no Marrocos.

“Eles estão com medo, porque isso está acontecendo com pessoas casadas”, afirma uma fonte.

Uma das mulheres, libanesa casada com um marroquino, foi diagnosticada com câncer no mês passado, e é mãe de uma menina de 6 anos, que foi obrigada a deixar para trás.

Uma espanhola, Sara Domene, 31, também foi deportada na segunda (28 de junho). Sara trabalhava como professora de idiomas.

As autoridades convocaram os estrangeiros para as delegacias na sexta-feira, (25 de junho) e disseram que eles teriam 48 horas para deixar o país, pois estavam “atrapalhando a ordem pública”.

Outros que foram forçados a deixar o país eram franceses, egípcios, libaneses, suíços, nigerianos e espanhóis.

Uma fonte explicou que as autoridades marroquinas estão deportando os cristãos por “proselitismo”, que é ilegal no Marrocos, mas para justificar as deportações, eles alegaram que os estrangeiros eram uma ameaçam para o país.

Em abril, quase 7.000 líderes muçulmanos apoiaram as deportações ao assinar um documento que descrevia o trabalho dos cristãos no Marrocos como um “abuso moral” e “terrorismo religioso”. A declaração dos líderes religiosos acompanhou uma campanha nacional que tinha como objetivo acusar os cristãos de “proselitismo”, reconhecido mundialmente como o suborno para que uma pessoa mude de religião.

Existem cerca de 1.000 cristãos marroquinos no país. Eles não são reconhecidos pelo governo. Da população de 33 milhões de marroquinos, 99% da população é muçulmana.


Tradução: Missão Portas Abertas


Fonte: Compass Direct
http://www.portasabertas.org.br/noticias/noticia.asp?ID=6343
Angela Natel On At 06:10

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Autor: John Piper

“A quem Deus propôs, no seu sangue, como propiciação, mediante a fé, para manifestar a sua justiça, por ter Deus, na sua tolerância, deixado impunes os pecados anteriormente cometidos; tendo em vista a manifestação da sua justiça no tempo presente, para ele mesmo ser justo e o justificador daquele que tem fé em Jesus” (Rm 3:25-26)

Introdução

Uma das razões que torna difícil comunicar a realidade bíblica às pessoas modernas e seculares é que a mentalidade bíblica e a mentalidade secular se movem de pontos de partida radicalmente diferentes.

O que eu quero dizer por mentalidade secular não é necessariamente uma mentalidade que rejeite a Deus ou que negue em princípio que a Bíblia seja verdadeira. É uma mentalidade que começa com o homem como a realidade básica no universo. Todo o seu pensar começa com a suposição de que o homem tem direitos básicos, necessidades básicas e expectativas básicas. Então, a mente secular se move a partir deste centro e interpreta o mundo, com o homem, seus direitos e necessidades, como a medida de todas as coisas.

O que a mentalidade secular vê como problemas são vistos como problemas por causa de como tais coisas se ajustam ou não com o centro - o homem e seus direitos, necessidades e expectativas. E o que esta mentalidade vê como sucessos são vistos como sucessos porque eles se ajustam ao homem e seus direitos, necessidades e expectativas.

Esta é a mentalidade com a qual nascemos e que toda a sociedade secular reforça virtualmente em cada momento de nossas vidas. O Apóstolo Paulo chama esta mentalidade de “a inclinação da carne” (Romanos. 8:6-7), e diz que este é o modo que a “pessoa natural” pensa (1 Coríntios 2:14, tradução literal). Ela está tão arraigada a nós que dificilmente sabemos que está lá. Nós apenas temos sua presença como certo - até que colida com outra mentalidade, a saber, a exposta na Bíblia.

A mentalidade bíblica não é uma que simplesmente inclui Deus em algum lugar no universo e afirma que a Bíblia é verdadeira. A mentalidade bíblica começa com um ponto de partida radicalmente diferente, isto é, Deus. Deus é a unidade básica no universo. Ele estava lá antes que nós viéssemos à existência - ou antes que qualquer outra coisa existisse. Ele é simplesmente a realidade mais absoluta.

E assim, a mentalidade bíblica começa com a suposição de que Deus é o centro da realidade. Todo o pensamento começa com a suposição de que Deus tem direitos básicos como o Criador de todas as coisas. Ele tem metas que se adequam à sua natureza e caráter perfeito. Então a mentalidade bíblica se move deste centro e interpreta o mundo, com Deus, seus direitos e objetivos, como a medida de todas as coisas.

O que a mentalidade bíblica vê como problemas básicos no universo não são normalmente os mesmos problemas que a mentalidade secular vê. A razão para isto é que o que faz algo ser um problema não é, primeiramente, o fato dele não se ajustar aos direitos e necessidades humanas, mas sim o de não se adequar aos direitos e objetivos divinos. Se você começa com o homem, seus direitos e vontades, em lugar de começar com o Criador, seus direitos e objetivos, os problemas que você verá no universo serão muito diferentes.

O enigma básico do universo é como preservar os direitos humanos e resolver seus problemas (diga-se, o direito de autodeterminação, e o problema de sofrimento)? Ou é: como um Deus infinitamente digno, em completa liberdade, pode exibir a plenitude de suas perfeições – o que Paulo chama de “riquezas da sua glória” (Romanos 9:23) - sua santidade, poder, sabedoria, justiça, ira, bondade, verdade e graça?

Como você responde a tal pergunta irá afetar profundamente o modo como você entende o evento central da história humana – a morte de Jesus, o Filho de Deus.

Eu introduzi nosso texto (Romanos 3:25-26) com esta longa meditação sobre o poder de nossos pontos de partida, porque o mais profundo problema ao qual a morte de Jesus foi designada para resolver é virtualmente incompreensível à mentalidade secular. É por isso que esta verdade a respeito do propósito da morte de Cristo é raramente conhecida, para não dizer apreciada, como parte da devoção evangélica cotidiana. Nossa mentalidade cristã é tão tendenciosa e marcada pela centralização do homem natural e secular que dificilmente podemos compreender ou amar a centralidade em Deus da cruz de Cristo.


“O Significado Profundo da Cruz”

Nosso enfoque está muito limitado. Nós iremos afundo no assunto de justificação, reconciliação e perdão como o início e a fundação de tudo isso. E.B. Cranfield chama “o significado profundo da cruz” (The Epistle to the Romans, Vol. 1, I.C.C., Edinburgh: T.&T. Clark, 1975, p. 213).

O que você deve compreender ao ler este texto é o problema no universo que a mentalidade bíblica (a mentalidade de Deus) está tentando resolver por meio da morte de Cristo. Como isto difere dos problemas que a mentalidade secular diz que Deus tem de resolver?

“A quem Deus propôs, no seu sangue, como propiciação, mediante a fé, para manifestar a sua justiça, por ter Deus, na sua tolerância, deixado impunes os pecados anteriormente cometidos” (Romanos 3:25)

Reduza isso ao problema mais básico ao qual a morte de Cristo se propõe a resolver. Deus propôs Cristo (ele lhe enviou para morrer) para demonstrar sua retidão (ou justiça). O problema que carecia de uma solução era que Deus, por alguma razão, parecia ser injusto, e quis exaltar e limpar seu nome. Este é o tema base. A retidão de Deus está em jogo. Seu nome, reputação ou honra devem ser vindicados. Antes que a cruz possa ser por nossa causa, deve ser por causa de Deus.

Mas o que criou aquele problema? Por que Deus enfrentou o problema de precisar dar uma demonstração pública de sua retidão? A resposta está na última frase de versículo 25: “por ter Deus, na sua tolerância, deixado impunes os pecados anteriormente cometidos”.

O que isso significa? Significa que durante séculos Deus continuou fazendo o que o Salmo 103:10 diz: “[Deus] Não nos trata segundo os nossos pecados, nem nos retribui segundo as nossas iniqüidades”. Ele tinha ignorado milhares de pecados. Ele os tinha perdoado, lhes permitindo continuar, não os castigando.


Como o Davi Desprezou Deus

O Rei Davi é um bom exemplo. Em 2 Samuel 12, ele é confrontado pelo profeta Natã por cometer adultério com Bateseba e matado seu marido. Natã diz: “Por que desprezaste a palavra do SENHOR?” (2 Samuel 12:9).

Davi sente a repreensão de Natã, e no versículo 13 diz: “Pequei contra o Senhor”. A isto Natã responde: “Também o SENHOR traspassou o teu pecado; não morrerás” (ARA). Apenas isso! Adultério e assassinato são “ignorados”. É quase incrível. Nosso senso de justiça urge: “Não! Você não pode apenas o deixar ir assim. Ele merece morrer ou ser aprisionado por toda sua vida!” Mas Natã não diz isso. Ele diz: “Também o SENHOR traspassou o teu pecado; não morrerás”.


Por que o Perdão é um Problema?

Isso é o que o Paulo quer dizer em Romanos 3:25 com por deixar de lado os pecados cometidos. Mas por que isso é um problema? É percebido como um problema pela mentalidade secular - que Deus é bondoso para com os pecadores? Quantas pessoas fora do escopo da influência b íblica lutam com o problema de um Deus santo e íntegro que faz o sol nascer para maus e bons, e envia chuva para justos e injustos (Mateus 5:45)? Quantos lutam com a aparente injustiça de Deus ser indulgente para com os pecadores? Quantos dos cristãos lutam com fato de ser seu próprio perdão uma ameaça à retidão de Deus?

A mentalidade secular não consegue avaliar as situações do modo como a mentalidade bíblica o faz. Por que isso? Porque a mentalidade secular inicia seu pensamento de um ponto de partida radicalmente diferente da bíblico. Não começa com os direitos de Criador inerentes a Deus - o direito de ostentar e exibir o valor infinito de sua retidão e glória. Ela começa com o homem e assume que Deus se moldará aos nossos direitos e desejos.


O Pecado é um Depreciador da Glória de Deus

Veja o versículo 23: “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus”. O que está em jogo em meio ao pecado é a glória de Deus. Quando Natã confronta Davi, ele cita Deus como que dizendo: “Por que você me desprezou?” Nós poderíamos imaginar Davi respondendo: “O que você quer dizer com ‘eu o desprezei'? Eu não o desprezei. Eu nem mesmo estava pensando em você. Apenas me interessei por esta mulher e então me apavorei com a possibilidade de outros descobrirem. Seu nome nem mesmo foi citado”.

E Deus teria dito: “O Criador do universo, o arquiteto do matrimônio, a fonte da vida, aquele que a tua existência, aquele que te fez rei - sim, eu, o Senhor, não estava nem mesmo na cena! Está certo, Davi. Isso é exatamente o que eu quero dizer. Você me desprezou”. Todo o pecado é um desprezo a Deus, antes mesmo de ser um dano ao homem. Todo o pecado é uma preferência aos prazeres passageiros do mundo à alegria perpétua do companheirismo de Deus. Davi rebaixou a glória de Deus. Ele depreciou o valor de Deus. Ele desonrou o nome do Senhor. Esse é o significado de pecado – o erro de não amar a glória de Deus acima de tudo mais. “Todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus”.

Portanto, o problema quando Deus ignora o pecado é que ele parece concordar com esses que desprezam seu nome e depreciam a sua glória. Ele parece estar dizendo que é uma questão indiferente que sua glória que seja menosprezada. Ele parece tolerar a baixa estipulação de seu valor.


O Insulto de Absolver os Anarquistas

Suponhamos um grupo de anarquistas com o intuito de assassinar o Presidente dos Estados Unidos e todo o seu gabinete, e quase tenham sucesso. Suas bombas destroem parte da Casa Branca e matam algumas pessoas, mas o Presidente por pouco consegue escapar. Os anarquistas são presos e o tribunal os condena. Entretanto os anarquistas dizem que estão arrependidos, e assim, o tribunal suspende sua sentença e os liberta. Agora, o que tal atitude comunicaria ao resto do mundo a respeito do valor da vida do Presidente e de seu governo? A mensagem transmitida seria que eles são de pouco valor.

É isso que o ignorar dos pecados comunica: a glória de Deus e seu íntegro governo são de valor ínfimo, ou mesmo de nenhum valor.

Aparte da revelação divina, a mente natural – a mente secular - não vê ou sente tal problema. Que pessoa secular perde seu sono pela aparente injustiça de ser Deus benigno para com os pecadores?

Mas, de acordo com Romanos, este é o problema mais básico que Deus resolveu pela morte de seu Filho. Leiamos novamente: “ara manifestar a sua justiça, por ter Deus, na sua tolerância, deixado impunes os pecados anteriormente cometidos; tendo em vista a manifestação da sua justiça no tempo presente...” (vv. 25b-26a) Deus seria injusto se ele ignorasse os pecados como se o valor de sua glória fosse nulo.

Deus viu a sua glória sendo desprezada por pecadores (como Davi) - ele viu seu valor depreciado e seu nome desonrado por nossos pecados - e em lugar de vindicar o valor de sua glória matando seu povo, ele vindicou sua glória matando o seu Filho.

Deus poderia ter quitado o débito condenando todos os pecadores ao inferno. Isto teria demonstrado que Ele não minimiza nossa carência da sua glória - nosso depreciar de sua honra. Mas Deus desejou nos destruir. “Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele” (João 3:17).


Nós Conhecemos (e Partilhamos!) a mais profunda paixão de Deus?

Isso verdade, nós bem sabemos. Sabemos que Deus é por nós. Sabemos que nossa salvação é o objetivo da vinda de Jesus. Mas nós conhecemos os alicerces de tudo isso? Sabemos que há um objetivo ainda mais profundo no envio do Filho? Sabemos que o amor de Deus para conosco depende de um amor ainda mais profundo, isto é, o amor de Deus por sua glória? Sabemos que a paixão de Deus para salvar os pecadores reside em uma paixão ainda mais intensa, isto é, a paixão de Deus para vindicar sua própria retidão? Nós temos consciência de que a realização da nossa salvação não está centrada em nós, mas na glória de Deus? A vindicação da glória de Deus é o fundamento de nossa salvação (Romanos 3:25-6), e a exaltação da glória de Deus é o objetivo de nossa salvação. “Cristo foi feito ministro da circuncisão ... para que os gentios glorifiquem a Deus pela sua misericórdia” (Romanos 15:8-9).


Pode a auto-exaltação ser um Ato de Amor?

Alguém poderia perguntar: “Como pode ser amoroso Deus se auto-exaltar na obra da cruz? Se ele está realmente exaltando sua própria glória e vindicando a própria retidão, então como a cruz é realmente um ato de amor por nós?”.

Temo que a pergunta esteja presa a uma mentalidade secular comum, com o homem no centro. Ela assume que, para que sejamos amados, Deus tem que nos tornar o centro. Ele tem que destacar nosso valor. Se nosso valor não é acentuado, então não somos amados. Se nosso valor não é a base da cruz, então não somos estimados. A suposição de tal questionamento é que a exaltação do valor e da glória de Deus acima do homem não tem a mesma essência que o amor de Deus para com o homem.

Porém, a mentalidade bíblica afirma o exato oposto. A cruz é o apogeu do amor de Deus para com os pecadores, não porque demonstra o valor dos pecadores, mas porque vindica o valor de Deus para alegria dos pecadores. O amor de Deus pelo homem não consiste em fazer do homem o centro, mas de tornar a si mesmo centro para o homem. A cruz não dirige a atenção do homem para seu próprio valor, mas para a retidão de Deus.

Isto é amor, pois a única felicidade eterna para o homem é a felicidade focada nas riquezas da glória de Deus. “Na tua presença há plenitude de alegria; à tua mão direita há delícias perpetuamente” (Salmo 16:1 1). A auto-exaltação de Deus é amor, porque nos preserva e nos oferece o único Objeto de desejo capaz de nos satisfazer por completo - o Deus todo-glorioso, o Deus todo-justo.


Por que a Cruz é Loucura?

A razão primária do porquê a cruz é loucura para o mundo é que ela significa o fim da auto-exaltação humana, e um compromisso radical para com a exaltação divina. Não – “compromisso” não é exatamente a palavra certa. Antes, a cruz é um chamado à “exultação” radical na exaltação de Deus. A cruz é a morte da nossa demanda para sermos amados e feitos o centro. E ela é o nascimento da alegria em fazer de Deus o centro.


Como a Cruz é sua Alegria?

Teste a si mesmo. Qual é a sua mentalidade? Você começa com Deus, seus direitos e objetivos? Ou você começa com você mesmo, seus direitos e desejos?

E quando você olha para a morte de Cristo, o que acontece? Sua alegria realmente brota a partir de uma tradução desta impressionante obra divina num incentivo para a auto-estima? Ou você é tomado para fora de si mesmo e se enche de reverência e adoração ao ver aqui, na morte de Jesus, a declaração mais profunda e clara da estima infinita de Deus por sua glória e por seu Filho?

Aqui está um grande fundamento objetivo pra a plena certeza da esperança: o perdão dos pecados está fundamentado, finalmente, não em meu trabalho ou valor finito, mas no valor infinito da retidão de Deus - a inabalável determinação de Deus em sustentar e vindicar a glória do seu nome.

Eu imploro a você, com todo meu coração, permaneça nisto. Baseie sua vida sobre isto. Alicerce sua esperança nisto. Você será livre da mentalidade fútil do mundo. E você nunca cairá. Enquanto a exaltação divina de Deus em Cristo for sua alegria, isso nunca lhe conduzirá ao fracasso.

Fonte: [ O Cristão Hedonista ]
Via: [ Tome a sua cruz e siga-me ]

Angela Natel On terça-feira, 27 de julho de 2010 At 12:52


Marcelo Lemos


“Vós sois o sal da terra; e se o sal for insípido, como que há de salgar? Para nada mais presta senão para se lançar fora, e ser pisado pelos homens” – Mateus 5.13.

Certa feita, já há muito tempo, não recordo onde, de esquecido que sou, li a história de um interessante palhaço. Palhaço mesmo, no duro, denotativo, de cara em pó e nariz vermelho. Não que eu goste, não é o caso; de palhaço pouco entendo, (apesar do R.G. não me deixar negar a condição de ‘mucamo’ de Brasília). Porém, voltando ao palhaço, este muito me agradou; melhor, me permitiu compreender algo a mais sobre a falta de relevância que dizima o testemunho da religião evangélica no nosso país.

Ao revés da admiração ou do entusiasmo, o que geralmente nos seqüestra a alma no evangelicalismo tupiniquim, a vista do Dédalo sombrio por onde transita, diria eu, a la Euclides, é antes um desapontamento. Desapontamento este que, apesar de uno, subsiste em inúmeras hipostasis: é o desapontamento da alma genebrina, centenária, que se depara com o enaltecer do humanismo soteriológico em nosso tempo; é o desapontamento do coração wesleyano, a constante chama, violentado pelos sonhos megalomaníacos de papas e madres da Santa Sé Og Mandino. Igualmente, é sem dúvida, o desapontamento, inclusive, dos herdeiros de Azuza, impotentes a contemplarem, saudosos, seu fervor carismático sendo varrido em tsunamis sucessivas por uma moderna forma de baixo espiritismo, um sincretismo insano do qual até Constantino sentiria inveja.

Chego a sentir pena do palhaço. Triste fim o seu: metáfora que denuncia a religiosidade quase falida de nossa gente. Quase falida? Ora, tenhamos um pouco de fé! Mas, e o Palhaço, que tem haver? Literatura ilustre, Mário Quitanda, poeta gaúcho, sentenciou: “Quando alguém pergunta a um escritor o que ele quis dizer, é porque um dos dois é burro”. No nosso caso, sendo o escritor e o interrogante o mesmo, assumimos a culpa e passamos a contar, em tempo ainda, a história do tal Palhaço e sua relação com o nosso tema.

Pessoal, era uma vez, em algum recanto da Europa, um circo pequeno – daqueles que se instalam em cidades igualmente pequenas, ruas de pedras, casas tijolinho e ar medieval. Pelos tijolinhos a história parece ter se dado na Alemanha; terra de Karl Barth, o profeta. Nesse tempo, de era uma vez, circo representava diversão garantida, não sei se pela falta de opções ou porque, provavelmente, uma cara pintada soltando fogo pelas ventas seria, naqueles dias, espetáculo tão arrebatador quando Circo de Solei é hoje. Seja como for, o que nos importa é que o circo da nossa história era muito famoso naquelas terras.

Famoso era também o Palhaço. Ele é mais famoso que o próprio circo, lhes diria algum fã exaltado. Mais famoso ele não pode ser, pois sem circo não existe palhaço, era a opinião que, em dias tão conturbados e de SS, preferindo não entrar em contendas desnecessárias, o joalheiro Benjamim guardava para si. Contudo, ninguém na cidade poderia negar que o homem era uma figura admirável.

Imaginem os senhores que o tal Palhaço era doutor em publicidade e, além disso, garoto propaganda. E dos bons. Num tempo onde o audiovisual era sonho de vernistas, o Palhaço da nossa história reinava como Rei, verdadeira celebridade do marketing de eficiência. Acontece que todos os domingos, dia sagrado da apresentação circense, o Palhaço ia ao centro da pequena cidade convidar os moradores para o espetáculo da noite. Não era mero convite, estejam certos, era um show de abertura, um espetáculo solo; a antecipação do gozo que aguardava a todos no circo.

Era uma palhaçada só.

O Palhaço, aparatado e disposto, se virava do avesso para ganhar o riso da multidão. Não que muito necessitasse para tanto, pois só o Palhaço já lhes servia de motivo para o riso solto; não obstante, senhores, profissional que era, apesar de palhaço, nosso artista dava o melhor de si. Entre as caretas, travessuras, imitações e piruetas, ele dava um jeito de encaixar um corinho infantil, no qual a multidão o acompanhava, respondendo;

Tem Marmelada? Teeeeeeeeeem! Tem Goiabada? Teeeeeeeeeem! E o Palhaço, o que é? É ladrão de muiêêêê!

Alegria tal, apesar de fugidia, que os entusiastas diziam ser capaz de incendiar até os “mis ojos tristes” de Camões. Coisa de se duvidar, mas passível da nossa compreensão. Conheçam os senhores que em tempos de pão e circo, (tempos eternos estes!), um palhaço é messias. De modo que, apesar da ofensa a lusitana letra, seremos por um segundo cúmplices deste sentimento.

Não que a Musa demore vingar seu Poeta. De fato, não demorou. Naquele domingo, no qual a tragédia lhe alcançaria, o Palhaço fez tudo como sempre fizera. Despertou junto com o sol, ainda timidamente invadindo os aposentos da noite fria, e preparou-se para mais um dia de glória. E de espetáculo.

Lá pelas tantas, já tardezinha, o Palhaço, que se preparava para ir a cidade fazer o costumeiro convite, já havia vestido o figurino. Aquele, entretanto, não seria um domingo como tantos outros. Desabou-se. O pior pesadelo de um circo os estava destruindo. Um incêndio. Foi a debandada geral. Debalde, eles e os demais artistas e empregados do circo, apavorados, engatilhavam mangueiras e equilibravam bacias cheias d’água, quando alguém teve a idéia salvadora: mandem o palhaço à cidade em busca de ajuda!

Foi uma palhaçada só na cidade!

Foi uma palhaçada só; e um desespero impotente para o palhaço. Afinal, admitamos, meus amigos – quem dará credito a um palhaço? Quanto mais grita e implora o desventurado artista, mais a platéia aplaude. E quanto mais o seu desespero aumenta, mais sua aparência é cômica, e mais gargalhadas desperta! Assombrado pela memória das chamas a consumir o trabalho de uma vida, o impotente palhaço, travestido naqueles instantes de arauto e atalaia, lembrou-se de uma advertência da mãe: “Quando um palhaço fala sério, quem a sério o tomará?”.

Mas, repito, que tem haver o palhaço com a religiosidade evangélica brasileira? Um texto publicado recentemente no excelente blog do pastor Ciro [‘Blog do Ciro’] talvez nos ajude a contextualizar melhor a mensagem desta parábola:

O nome do jogo, ontem, foi Obina, que viveu um dia de Fenômeno, marcando três gols. O primeiro foi de cabeça. O segundo, de pênalti. E o último, o que mais chamou a atenção. Como Zaqueu, o jogador palmeirense subiu o mais alto que pôde para tocar de cabeça para o seu companheiro, que o deixou à frente do gol para decretar o placar final. Corinthians, de Ronaldo, 0. Palmeiras, de Obina, 3.

Para muitos, o que aconteceu em Presidente Prudente foi um verdadeiro milagre. Um jogador que até pouco tempo estava obeso e jogando muito mal no Flamengo (não fazia um gol havia seis meses!), sendo ridicularizado pela imprensa, surgiu magro, jogando bem pelo Palmeiras, fazendo três gols e sendo enaltecido pela crítica esportiva! Ele teria tudo para cantar: “A minha vitória hoje tem sabor de mel”, mas estava com outro hit na cabeça.

Todos os domingos, no programa Fantástico, o criativo apresentador Tadeu Schmidt presenteia o jogador que faz três ou mais gols com uma música. Que canção Obina pediu, ao ser entrevistado por um repórter da Rede Globo? “Eu queria ouvir uma música que a minha filha canta, que diz ‘Entra na minha casa, entra na minha vida’ — respondeu. Como ele não escolheu em que estilo gostaria de ouvir o sucesso “evangélico” do momento, a música foi tocada em pagode.

Grande conquista para os evangélicos, não é mesmo? Depois de o mencionado hit ter sido gravado em vários estilos — inclusive pelo grupo Forró do Muído —, tocado em bailes e shows mundanos, bem como cantado, efusivamente, na Parada Gay, em São Paulo, agora é divulgado no programa dominical de maior audiência no Brasil! Creio que os fãs de Zaqueu estão maravilhados com mais esse grandioso feito, exceto os corinthianos…

O incrível é que, de fato, muita gente anda se ‘alegrando’ com tal ‘sucesso’ do mercado ‘gospel’. A Igreja, ou aquilo que se diz Igreja, tem se tornado a diversão insípida (Mateus 5.13) dos pecadores, inimigos de Deus, e chamados de “filhos da ira” pelas Escrituras (Efésios 2.3), e ainda assim, ninguém parece se dar conta que algo de errado está acontecendo…

Com efeito, o mundo que se auto-intitula ‘evangélico’ a muito virou a diversão do mundo. Seja por promover ‘pão e circo’ com sabor religioso, e de auto-ajuda; seja por demonstrar quão patética é a pregação legalista dessa gente, principalmente quando contrastada com o testemunho de vida da grande massa que diz professar a fé cristã.

Quando eu era garoto, existiam desvantagens em ser evangélico. Na escola, por exemplo, eu tinha o apelido de “aleluia”, não apenas por ser cristão, mas também por morar numa rua que se chamava “Rua da Assembléia”, em homenagem a sua construção mais antiga. Porém, todos nos levavam a sério. Fazer negócio com meus pais, e amigos mais velhos, era quase garantia de segurança, pois confessamos ser discípulos de Cristo. E olha que nem sou tão antigo assim…

Hoje, todavia, o cenário mudou. Caso você se arrisque apresentar-se como “evangélico”, pode ser necessário acrescentar o adjetivo “honesto”; pois os dois termos têm andado muito longe um do outro – principalmente quando olhamos para os grandes escalões eclesiásticos. Pessoalmente nunca me apresento como evangélico, apesar de admitir não haver nada de errado com o termo em si; prefiro me apresentar como “cristão”, ou “reformado”, e ainda como “protestante”. Quando faço isso, sou normalmente interpelado com a seguinte questão: Que bicho é isso?

A multidão [supostamente] evangélica vai continuar crescendo, embalada por canções abomináveis como o hit ‘Zaqueu’, e outras imbecilidades teológicas travestidas de ‘adoração’. O fenômeno continuará crescendo, pois o povão gosta de circo. Não há nenhum milagre, ou avivamento, no crescimento número da galera gospel. Trata-se de algo absolutamente natural – os lobos oferecem diversão, e os bodes, convencidos que são ovelhas, caem feito patinhos.

Quando tal crescimento será detido? Algum dia, provavelmente quando o número de feridos e roubados ultrapassar o número daqueles que desejam se lançar nos braços dos vendedores de ilusões. Enquanto isso não acontece, o verdadeiro cristão se sente como um… palhaço! Não importa o quanto gritamos e berramos o verdadeiro evangelho, a seriedade do pecado, e realidade do juízo vindouro; a luz de tudo que os professos cristãos andam fazendo, somos apenas… palhaços.

Que grandes palhaços somos, meus amigos! Falo a você, cristão renascido! Que grande palhaço é você! É assim que me sinto toda vez que, ao pregar o Evangelho, ouço me dizerem: “Sabia que o cara da outra repartição também vai a Igreja?”. “E que tem isso?” – eu pergunto, já imaginando a resposta… “Bem, de que adianta ir na Igreja se o camarada…”.

Ou então: “Marcelo, ontem eu senti tanto a presença de Deus quando todo o estádio cantava Zaquel… Senti o Espírito Santo se movendo em mim, sabe?”. “Que bom… você tem ido a Igreja?” – não sei porque ainda pergunto! “Hum… não… aos domingos eu o Carlinhos fazemos um programinha mais intimista. Mas, ó, se na sua Igreja for ter alguma coisa especial não esquece de convidar agente, tá?”.

Em momentos assim, não consigo evitar a advertência de Spurgeon: às vezes, pensamos estar alimentando ovelhas, quando na verdade, estamos apenas divertindo os bodes. Que Deus tenha piedade da Igreja brasileira.




Em Olhar Reformado, divulgação Genizah


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