Angela Natel On domingo, 31 de janeiro de 2010 At 06:28
- tendemos a tentar substituir algumas coisas pela aplicação
- como já vimos o processo de aplicação é o objetivo final do estudo da Bíblia
- mas também já vimos que a aplicação exige esforço de nossa parte ao qual nem sempre estamos dispostos
- vejamos alguns substitutos para a aplicação
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1. Interpretar ao invés de aplicar
- é mais fácil amontoar conhecimento do que praticar a Palavra
- geralmente quando estamos num local onde estudamos a Bíblia de forma séria, ouvimos que aqui aprendemos
a teoria, mas que a prática vem do dia-a-dia. Em parte isso é verdade. Somos confrontados diariamente com
muita informação. Mas não creio que algum dos professores tenha vontade de excluir a prática do seu ensino.
Todos visamos aprender mais para entender melhor para poder praticar. Isso nem sempre é fácil. Mas nem
sempre a culpa pela falta de prática é do professor. É claro que é muito mais fácil para cada um de nós jogar a
culpa em alguém outro (menos em nós mesmos). Creio que um exemplo que estamos vendo está neste módulo.
Quantas pessoas (incluindo nós) mudaram a sua forma de estudar a Palavra nos últimos dias? Por quantos dias
você acha que isso vai durar? Depende muito mais de cada um de nós do que de alguém outro. É verdade que se
temos alguém para nos cobrar sobre esse assunto, o nosso desempenho pode e vai melhorar. Mas isso depende
de cada um
- creio que muitas vezes paramos antes de pensar como podemos aplicar a passagem para as nossas vidas. Isso
também acontece na igreja. Quando expomos a Palavra, precisamos ajudar os nossos irmãos a praticarem a
Palavra. Precisamos dar dicas que possam ser executadas. Em grupos de discipulado podemos ainda cobrar uns
dos outros como estamos aplicando determinado texto. Isso ajuda muito
- chamar a Deus de Senhor e não obedecer não vai funcionar (Lc 6:46)
- os fariseus eram especialistas na lei, mas não tinham colocado em prática o verdadeiro intuito da lei. Eles
somente se preocupavam com o externo sem uma mudança de coração. Essa mudança o Espírito Santo faz em
nós quando nos abrimos para ele
2. Obediência superficial ao invés de mudança de vida
- aqui estamos pensando em áreas de nossas vidas onde já estamos aplicando as verdades da Bíblia
- estamos aplicando e não muda nada em nossa vida
- se lemos em Ef 4:25 que devemos deixar a falsidade e falar e verdade uns com os outros, começamos a pensar
em todas as circunstâncias onde já aplicamos esse texto. Vamos imaginar que estejamos lidando com um
comerciante. Ele diria que é honesto com seus filhos, com sua família, amigos, etc., mas não passa pela sua
cabeça que deveria olhar também para os seus negócios. Nem passa pela sua mente que deveria estar atento para
a honestidade quando está lidando com fornecedores, etc. É como se esta área de sua vida é um ponto cego que
ele nem enxerga.
- a partir do momento que entendemos claramente o que o texto significa precisamos analisar a nossa vida para
ver se existem áreas onde ainda não estamos colocando em prática o que estudamos na Palavra. Para isso
normalmente precisamos de um pouco de tempo
3. Racionalização ao invés de arrependimento
- a maioria de nós tem um alarme embutido contra mudanças de ordem espiritual. Quando a verdade começa a
chegar muito perto de nós e nos convencer, o alarme soa e aí começamos a nos defender. Ao invés de assumir o
pecado tendemos a achar boas explicações para ele (racionalizar)
- voltando ao exemplo do comerciante que vimos acima, ele pode até admitir que não é totalmente honesto em
seus negócios. Mas aí começam as explicações: você precisa entender que as pessoas com as quais lido são
pessoas não-cristãs que mentem, etc. Esse é o mundo real. Se você for honesto, você não consegue sobreviver e
nem dar empregos para as outras pessoas. As regras do jogo são estas. Ou ainda podemos olhar o jornal de
qualquer dia e ver como o governo trabalha de forma desonesta. Se eles jogam fora o dinheiro dos meus
impostos, porque eu deveria pagar? A idéia por trás disso é que se eles agem errado,eu também tenho o direito
de fazer a mesma coisa. Ou ainda, com o dinheiro que deixo de pagar os meus impostos, estou ajudando uma
creche, etc.
- o grande problema é que nesse processo facilmente desligamos a nossa consciência e nos sentimos bem com a
nossa atitude. Isso vai se estendendo para outras áreas de nossas vidas. A tendência é que a nossa consciência
perca a sensibilidade
- com o passar do tempo nos tornamos cada vez melhores nesse processo. Será que Deus ainda consegue
atravessar essa casca grossa que criamos?
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4. Experiência emocional ao invés de uma decisão racional
- as emoções fazem parte de nossa vida. Muitas vezes Deus mexe fundo com as nossas emoções nos levando a
uma mudança de atitude e comportamento. Sem emoção dificilmente tomamos uma ação concreta contra o
pecado
- a dificuldade é quando não passa disso. A emoção foi criada por Deus e Deus as usa para mexer em nossas
vidas. Mas a emoção também pode dar um curto-circuito na razão e aí temos problemas.
- quando o Espírito Santo me convence do pecado (de muitas maneiras) eu preciso reagir a isso. A minha
resposta precisa ser uma decisão que eu tomo sob a orientação do Espírito Santo. Eu preciso decidir que quero
obedecer ao que ele está me mostrando. Isso é uma decisão racional que implica em avaliar o preço a ser pago e
a vontade de pagar esse preço
- se quando estudo a Palavra não sou motivado a ser diferente – mudar minha atitude, ações, etc., então o estudo
da Palavra teve pouco proveito
- emoção que não leva à ação se perde como uma neblina quando vem o sol
- creio que os apelos em cultos são importantes. Mas seria muito proveitoso conversar com as pessoas
individualmente depois do apelo para ver o que as motivou para uma decisão, que decisão é essa, como
pretendem colocar em prática, se precisam de ajuda no processo, e quem vai cobrar delas essa mudança
5. Aplicações genéricas ao invés de específicas
- quando pensamos em aplicar a Palavra para a nossa vida é necessário ser específico
- fica muito mais fácil medir e controlar se estamos praticando se temos algo específico em mente
- por outro lado é muito mais fácil se esconder atrás de aplicações genéricas para fugir da cobrança (preciso
melhorar isso ou aquilo; preciso ler mais a Bíblia; preciso orar mais). Quando somos cobrados sobre algum
desses propósitos facilmente respondemos: já melhorou um pouco, mas precisa melhorar – e dificilmente
alguma coisa acontece
- mas se colocamos propósitos mais claros como: vou acordar às _____ horas para ler a Bíblia e ler por ___
minutos, isso pode facilmente ser cobrado. “Preciso falar mais a verdade”, pode ser substituído com uma
reflexão onde tendo a faltar com a verdade e por que motivos. Isso pode me ajudar a mudar o comportamento
- em tudo isso, necessitamos que o Espírito Santo nos convença do pecado e nos dê a força para que possamos
obedecer ao que ele está nos dizendo através da Palavra. Não podemos vencer a força da carne com a nossa
própria vontade
- é importante não tentar aplicar 10 coisas de uma vez, pois não conseguimos nos concentrar em tudo e
acabamos não fazendo nada
- Tg 1:22 nos diz que devemos nos tornar praticantes da Palavra e não somente ouvintes, pois assim somente
nos enganamos. Ouvir, estudar e interpretar sem aplicar equivale a nos enganar. Que Deus nos ajude a praticar a
Palavra
Resumindo
- quando nos aproximamos da Palavra, devemos fazê-lo com espírito de oração pedindo a Deus que nos oriente.
Depois a 1ª. pergunta que devemos fazer ao texto é: O que diz o texto? Estamos buscando saber o que o texto
está dizendo. Queremos saber exatamente o que o texto está dizendo para depois podermos caminhar adiante
- algumas pessoas já têm um conhecimento bom da Bíblia e por isso acham que não precisam disso, mas isso
somente faz com que girem em torno do seu nariz e dificilmente aprendem algo de novo
- outros ainda não aprenderam como se observa e por isso têm um pouco de dificuldade com esse ponto
- temos que nos lembrar de que a observação nunca acaba – sempre existem mais coisas para descobrir no texto
- procure sempre ter em mente o que o contexto está dizendo. Quem é o autor, para que escreveu essa
mensagem, quem eram os recipientes da mensagem, quando foi escrita, etc. Nem sempre tudo isso é necessário,
mas seguramente pode ajudar
- exemplos de outras pessoas ainda não devem ser imitados a não ser que tenhamos outra passagem nas
Escrituras nos dizendo que devemos fazer isso. Mas um exemplo de algum personagem bíblico pode ser similar
a um exemplo em nossa vida. Um pecado de um personagem bíblico pode nos assolar. Podemos nos prevenir
sabendo do problema que aconteceu com a outra pessoa. Podemos olhar onde caiu para evitar que caiamos no
mesmo problema
- nunca esqueça da aplicação. Sem ela o estudo da Bíblia se torna mero passatempo. A Bíblia não é um livro
para conhecer, mas conhecer para poder aplicar. Esse é o processo que Deus usa para nos transformar
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Bibliografia
ARTHUR, Kay. Como estudar sua Bíblia pelo método indutivo. São Paulo: Vida, 1998.
BOST, Bryan J.; PESTANA, Álvaro C. Do texto à paráfrase: Como estudar a Bíblia. São Bernardo do Campo:
Vida Cristã, 1992.
BRAGA, James. Como estudar a Bíblia. São Paulo: Vida, 1989.
BRAY, Gerald. Biblical interpretation: Past and present. Downers Grove, Ill: InterVarsity, 1996.
COLEMAN, Jr.; Lucien E. Como ensinar a Bíblia. Rio de Janeiro: Juerp, 1995.
FINZEL, Hans. Opening the book. Wheaton, Ill.: Victor, 1987.
HENDRICKS, Howard G; HENDRICKS, William D. Living by the book. Chicago, Ill.: Moody, 1991.
HENDRICKS, Howard G; HENDRICKS, William D. Vivendo na Palavra. São Paulo: Batista Regular, 2001.
HENRICHSEN, Walter. Métodos de Estudo Bíblico. São Paulo: Mundo Cristão, 1983.
HENRICHSEN, Walter; JACKSON, Gayle. Studying, interpreting and applying the Bible. Grand Rapids,
Mich.: Zondervan, 1990.
JAKOBI, Elisabeth. Der gute Start: 50 Lektionen für Jungscharstunden (vol.1). Marienheide / Winterthur:
Bibellesebund, 1984.
LAHAYE, Tim. Como estudar a Bíblia sozinho. Venda Nova: Betânia, 1980.
LIEFELD, Walter L. Exposição do Novo Testamento. São Paulo: Vida Nova, 1985.
MCDOWELL, Josh. Guia de entendimento bíblico. São Paulo: Candeia, 1992.
MEARS, Henrietta. Estudo panorâmico da Bíblia. São Paulo: Vida, 1995.
VAN DER MEER, Antonia Leonora. O estudo bíblico indutivo. São Paulo: ABU, 1987.
WARREN, Rick. 12 maneiras de estudar a Bíblia sozinho. São Paulo: Vida, 2005.
Angela Natel On sábado, 30 de janeiro de 2010 At 06:27
- por natureza tendemos a ser preguiçosos – é muito melhor não precisar pensar, se esforçar, lutar, arregaçar as
mangas
- quando lemos um livro e este cita uma passagem bíblica e esta passagem não está toda ela escrita no texto,
nunca lemos a passagem
- quando o pastor (por falta de tempo) nos incentiva a ler o texto em casa, dificilmente lemos o texto
- aliada a essa preguiça ainda temos a nossa carne, o mundo e o diabo que lutam contra a nossa “vontade” de
aplicar a Palavra de Deus em nossas vidas
- aplicar de verdade custa caro
- todos nós sabemos de muitas áreas em nossas vidas que precisam ser mudadas, mas onde não aconteceu um
progresso há muito tempo. É difícil lutar contra hábitos que temos, contra maneiras de pensar que o mundo
colocou sobre a nossa mente, sobre as “coisas boas” desta vida.
- a aplicação exige muito empenho de nossa parte. A Bíblia não é um livro para ser estudado como um fim sem
si mesmo. Ela nos foi dada para ser praticada. Por isso a aplicação é assim tão fundamental para nós
- a questão importante não é perguntar se vai funcionar, mas como vai funcionar
- observação e interpretação sem aplicação, equivalem ao aborto. A Bíblia foi escrita para transformar a sua
vida e não para simplesmente trazer conhecimento
- estudar a Bíblia envolve um processo duplo: primeiro entramos na Bíblia e depois a Bíblia precisa entrar em
nós. Ela precisa fazer parte de nossas vidas de modo que mude o nosso caráter e a forma de ver o mundo
Alguns lembretes importantes quando falamos em aplicação (Henrichsen e Jackson 1990, 260-85)
1. A aplicação deve focalizar em agradar a Deus e não às pessoas.
- a questão chave aqui não é o que as pessoas vão pensar de mim se eu fizer isso ou aquilo, mas o que Deus
pensa disso.
- aqui precisamos ter em mente que nem todos os mandamentos que exigimos das pessoas na igreja são
necessariamente bíblicos. Há épocas em que a igreja determinava que era pecado tomar café ou chá
- precisamos avaliar todos os mandamentos para ver se são bíblicos e tomar cuidado para que a cultura não
determine a maneira pela qual interpretamos a Bíblia. Facilmente a cultura determina como interpretamos a
Bíblia e a vontade de Deus para as nossas vidas
2. Todos os problemas que temos estão interligados com o nosso conceito de Deus
- a Bíblia nos diz que Deus é bom e que é soberano. Juntando essas duas características temos que afirmar que
Deus sempre deseja o nosso melhor e dispõe de todos os meios para alcançar aquilo que deseja para nós
- quando reconhecemos isso os nossos problemas têm solução
- mas quando duvidamos do amor de Deus (por que Deus?, por que sempre comigo?) ou achamos que temos
que dar um jeito nas coisas porque Deus nos esqueceu, temos problemas
- quando entendemos que Deus quer o melhor de nós e confiamos nisso iremos obedecer mesmo que isso não
soe bem a nossos ouvidos
3. A atitude é tão importante quanto a obediência aos mandamentos de Deus
- podemos obedecer diante das pessoas, mas com o coração longe (dizemos para os nossos filhos que precisam
dizer “obrigado”)
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- Deus chamou a atenção do povo de Israel muitas vezes porque cumpriam os rituais externos, mas o seu
coração estava longe de Deus
- a disposição para obedecer é tão importante quanto a obediência propriamente dita. Jesus mesmo nos mostrou
o valor da nossa motivação
4. A submissão é a pedra fundamental da aplicação. Recusar-se à submissão torna nebulosa qualquer
habilidade de descobrir e fazer a vontade de Deus
- tantas vezes somente queremos saber a vontade de Deus para as nossas vidas para depois podermos optar
- se quisermos fazer vamos descobrir qual a sua vontade para nós
- isso tem a ver com o nosso conceito de Deus – se ele é bom vou confiar nele e me colocar debaixo de sua
autoridade
- situações adversas em nossa vida nos fazem mais dependentes de Deus. Muitas vezes Deus usa essas
circunstâncias para falar a nós e para nos ensinar coisas que não aprenderíamos de outra forma
5. A aplicação é um processo e não um ato único
- Deus está muito interessado em trabalhar conosco
- aprendemos as coisas de modo devagar – não existe maturidade instantânea. Deus gosta de se envolver
conosco e quer nos moldar à medida que vamos obedecendo a ele
- existe um momento da vida onde entrego a minha vida para Cristo (conversão), mas ao mesmo tempo a cada
dia preciso decidir se quero continuar obedecendo (conversão diária)
- aplicação é um processo pelo qual vou me tornando cada vez mais parecido com Cristo obedecendo são
princípios que encontro na Palavra
6. Nas áreas cinzentas precisamos desenvolver convicções pessoais que orientem o nosso proceder
- a Bíblia não apresenta respostas específicas para todas as perguntas que temos. Em algumas das áreas onde
não temos clareza nas Escrituras precisamos nos orientar por princípios que encontramos nas Escrituras (ex.
bebida)
- essas decisões que tomo vão me ajudando a amadurecer na minha caminhada cristã
7. Cada pessoa é responsável por aplicar a Palavra para sua própria vida
- é evidente que os mestres e líderes da igreja devem ajudar as pessoas no processo
- mas em última instância não posso me esconder atrás da idéia de que não sei como aplicar e com isso me
justificar
8. Em todas as áreas precisamos ser ensináveis, admitir que podemos estar errados e estar dispostos a mudar
- precisamos estudar e ter convicções sobre a Palavra
- mas precisamos reconhecer que o nosso conhecimento é parcial e falho – podemos cometer erros no processo
- ser ensinável é algo que todos precisamos
9. Admitir o erro envolve também a restituição quando isto está ao nosso alcance
- quando estamos dispostos a ir até as últimas conseqüências realmente sabemos que assimilamos alguma coisa
- vou pecar porque sei que Deus me perdoa – mostra uma atitude reprovável de quem somente quer escapar das
conseqüências do pecado, mas não do pecado em si
10. Não há mandamentos que não sejam importantes
- tudo o que Deus achou por bem que constasse na sua Palavra está lá com um propósito para nos ensinar algo
- tendemos a gostar mais de alguns textos que outros, mas devemos nos lembrar que não podemos fabricar o
nosso próprio Deus nem somente dar atenção àquelas passagens que gostamos
Angela Natel On sexta-feira, 29 de janeiro de 2010 At 06:26
Quando pensamos em aplicar a Bíblia para as nossas vidas devemos pensar na vida cristã como mudanças em
nossos relacionamentos (Finzel 1987, 347-48)
A – Com Deus
___ há uma verdade na qual devo descansar
___ há um mandamento que devo obedecer
___ há uma oração que deveria expressar
___ há um desafio que devo aceitar
___ há uma promessa da qual devo que apoderar
___ há uma comunhão na qual devo em alegrar
B – Consigo Mesmo
___ há um pensamento ou palavra que devo examinar
___ há uma ação que devo tomar
___ há um exemplo a seguir
___ há um erro que preciso evitar
___ há uma atitude que precisa ser mudada ou da qual tenha que tomar cuidado
___ há uma prioridade que precisa ser mudada
___ há um alvo a ser almejado
___ há valores ou padrões que devo assumir
___ há um pecado que deve ser abandonado
C – Com os Outros (casa, igreja, escola, sociedade, mundo)
___ há um testemunho que devo dar
___ há um encorajamento a fazer
___ há um serviço que devo fazer
___ há um pedido de perdão a fazer
___ há um relacionamento que precisa ser nutrido
___ há uma exortação a dar
___ há um fardo para suportar
___ há uma bondade que devo demonstrar para alguém
___ há uma hospitalidade que devo estender para alguém
___ há uma atitude que precisa ser mudada
___ há um pecado que deva ser abandonado
D – Com Satanás
___ há uma peça da armadura de Deus que precisa ser vestida
___ há uma tentação que deva ser resistida
___ há uma trama/armadilha que deva ser reconhecida
___ há uma pessoa que deva ser resistida
___ há um pecado que devo evitar ou confessar
Exemplo 1. Vamos utilizar uma das passagens que estudamos acima e nos avaliar de acordo com o modelo
acima:
Tg 1:2-8 __________________________________________________________________________________
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Exemplo 2. Podemos pegar outras passagens e focar na aplicação mais detalhada:
Rm 12:9-21 _______________________________________________________________________________
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- outras passagens que podemos olhar seriam Jos 1:8; Lc 18:9-14; Mt 7:1-5.
Angela Natel On quinta-feira, 28 de janeiro de 2010 At 06:26
1. Escolha uma biografia: Priscila / Áquila; Lucas; Maria Madalena; Nicodemos
2. Textos bíblicos
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3. Observações/dúvidas: ____________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________________
4. Contexto: ______________________________________________________________________________
5. Caráter/comportamento: __________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________________
6. Idéia principal: _________________________________________________________________________
7. Exemplo: ______________________________________________________________________________
8. Aplicação: _____________________________________________________________________________
Aplicações gerais normalmente não levam à ação. Tendemos a focar somente em aspectos específicos que nos
propomos a aplicar. Se pensarmos em nossas próprias vidas, vamos lembrar de diversas situações onde nos
propusemos a coisas tão gerais que não podiam ser medidas nem nos motivaram. Se me proponho a melhorar na
minha devocional, esse “melhorar” é tão genérico que pode ser desde pensar um pouco mais sobre o assunto,
até uma disciplina maior e prática diária de ler a Bíblia e orar. Normalmente tende para a primeira hipótese.
Logo, existe como ser ainda mais específico na aplicação e isso vai ser de grande ajuda na sua caminhada com
Cristo.
Angela Natel On quarta-feira, 27 de janeiro de 2010 At 06:24
A. O valor das biografias. Biografias são vivas: elas falam a nós de uma maneira muito direta. A Bíblia está
repleta de personagens que Deus usou para realizar a sua obra. O método de Deus são pessoas. A Bíblia é
muito honesta, não escondendo os erros das pessoas que o serviram. Algumas delas são exemplos muito
positivos, com poucas ou nenhuma falha citada: José, Daniel, Maria, etc., enquanto outros, mesmo
grandemente usados por Deus apresentam falhas de comportamento e de caráter que podem nos assustar:
Moisés, Davi, Pedro, etc. Com alguns personagens aprendemos como fazer as coisas, e com outros, como
não fazer. Deus utiliza ambos para nos ensinar. O autor do livro de Hebreus traça diversos paralelos com a
caminhada do povo no AT e nos lembra: “Portanto, esforcemo-nos por entrar nesse descanso, para que
ninguém venha a cair, seguindo aquele exemplo de desobediência” (Hb 4:11). Em outras palavras, podemos
aprender com os erros dos outros e não precisamos repeti-los. Estando cientes que grandes heróis da fé
caíram em diversos pecados, pode nos conscientizar de quão fracos somos e do quanto somos dependentes
de Deus para permanecer fiéis.
B. Existem diversos tipos de estudos biográficos. Nelas podemos ver desafios espirituais pelos quais
passaram, podemos analisar o comportamento humano diante de situações diversas da vida, podemos ver a
luta nas decisões a serem tomadas diante de situações reais da vida, podemos ver o processo de
amadurecimento dos personagens durante a sua vida, etc. Essa diversidade abre o leque para estudos muito
importantes e pertinentes para a igreja
C. Cuidados a serem tomados.
1. Precisamos ler a biografia dentro do seu contexto. Não podemos simplesmente trazer a mulher com
fluxo de sangue para a nossa realidade sem entender o aspecto da vergonha e do isolamento social que a
mulher era exposta por causa das leis de pureza do AT. Sem isso, vamos entender o texto de maneira
errada. Também não podemos simplesmente achar que Salomão se casou com tantas mulheres
simplesmente porque era insaciável. As alianças entre os povos nos seus dias, eram realizadas com o
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casamento. Isso ainda não desculpa Salomão, mas nos ajuda a entender melhor o que ocorria, sem traçar
conclusões apressadas
2. Precisamos ler a biografia dentro da intenção do autor do livro. Cada livro da Bíblia é escrito com uma
intenção. O propósito do livro de João fica claro em Jo 20:31 “Mas estes foram escritos para que vocês
creiam que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus e, crendo, tenham vida em seu nome”. Isso significa que
os milagres que temos relatados em João precisam ser visto dentro dessa perspectiva. Não podemos
isolar os acontecimentos sem ter esse propósito em mente. O livro de Juizes mostra uma decadência
crescente de Israel. Os personagens que encontramos ali se tornam cada vez pior. Gideão é retratado por
muitos como um grande herói, mas depois que libertou Israel dos midianitas, a situação de Israel piorou.
Se antes da libertação, somente uma família estendida, ou cidade adorava Baal (Jz 6:27-32), depois da
vitória sobre os midianitas, todo o Israel adorava esse ídolo (Jz 8:27). Assim podemos estudar inclusive
uma parte da vida de Gideão, mas temos que ter em mente a biografia como um todo e a intenção do
autor do livro
3. Precisamos tomar cuidado para não psicologizar demais os personagens. Devemos inferir situações
culturais que vivemos em nossos dias com cuidado quando tratamos de personagens que viveram em
épocas bem diferentes. Podemos inferir demais coisas para dentro do texto que são artificiais. Se lemos
a biografia dentro da intenção do autor podemos nos proteger disso.
D. Como estudar biografias
1. Escolha uma biografia;
2. Anote os textos bíblicos que falam dessa pessoa (pegue uma concordância, como no método de tópicos);
3. Quais são as primeiras impressões da leitura das passagens relacionadas com o personagem? Essas
impressões são importantes e depois vão ser acrescentadas com observações, perguntas, problemas, etc., que
aparecem nas leituras subseqüentes dos textos;
4. Pesquise outras informações referentes à pessoa e ao seu contexto em dicionários, comentários, Bíblia de
estudo, etc.;
- verificar a época e a cronologia dos eventos
- verificar se as referências do mesmo nome se referem à mesma pessoa, já que diversos nomes na Bíblia podem
se referir a personagens diferentes. Por outro lado, o mesmo personagem pode ter mais de um nome, como, por
exemplo, Jacó, cujo nome é mudado para Israel. Mas Israel também se refere à nação dos hebreus.
- quais são outros personagens envolvidos com essa pessoa?
- fase na história da salvação
- perguntas, dúvidas, hábitos e palavras desconhecidas
- característica geral do personagem
* enquanto não esgotar o estudo pessoal sobre o personagem, não leia outros livros que falem sobre o
personagem, porque isso tende a guiar a sua reflexão na direção do livro, e não necessariamente sobre o que a
Bíblia diz. O valor do estudo pessoal da Bíblia não pode ser trocado por estudos feitos por outras pessoas,
mesmo que venham a acrescentar muitos detalhes importantes
5. A pessoa estudada tem algum comportamento certo? E algum comportamento errado? Como ela se
relaciona com Deus? Com as outras pessoas? Aqui tentamos descobrir quem é a pessoa, se as reações dela
estão de acordo com o seu caráter, se ela muda seu comportamento, por que isso ocorre, quais são as
qualidades do seu caráter, etc.;
6. Qual é a idéia principal? O que mais chamou a sua atenção?
7. O que a pessoa estudada experimentou serve de lição para outras pessoas?
8. O que poderia ser aplicado com base nessa biografia?
Exemplo 1.
1. Escolha uma biografia: Demas, colaborador de Paulo
2. Textos bíblicos que falam dessa pessoa.
Cl 4:14 “Lucas, o médico amado, e Demas enviam saudações.”
2 Tm 4:10 “pois Demas, amando este mundo, abandonou-me e foi para Tessalônica. Crescente foi para a
Galácia, e Tito, para a Dalmácia.”
Fm 1:24 “assim como também Marcos, Aristarco, Demas e Lucas, meus cooperadores.”
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3. Observações/dúvidas
- Paulo costuma ter colaboradores. Ele não trabalha sozinho. Está treinando líderes para ficar nas igrejas e
continuar o trabalho enquanto ele vai adiante para plantar outras igrejas
- Paulo, apesar de ser duro com as pessoas (Marcos), por tabela reconhece que errou ao não dar uma nova
oportunidade para Marcos
- Demas parece ter tido bons momentos com Paulo – aparece em 2 cartas como colaborador – um grupo seleto
de pessoas que tem a confiança de Paulo
- é possível confiar em pessoas que depois acabam dando para trás
- o mundo acaba atraindo pessoas, inclusive aquelas que parecem mais fiéis
- será que Demas nunca foi convertido, amou o mundo por um tempo para depois voltar, ou abandonou a fé? É
possível que pessoas que tenham realmente entendido o evangelho a ponto de serem chamados para servirem na
igreja (como Demas) abandonem a fé?
4. Contexto. Paulo, de uma forma geral fica pouco tempo nas igrejas. Quando vai embora deixa líderes para
cuidar da igreja. Não temos muitas informações sobre como ocorria o treinamento que Paulo fazia com eles
5. Caráter, comportamento. Somente sabemos que Demas era conhecido no mínimo por uma das igrejas, já
que envia saudações para ela. Isso somente faz sentido quando admitimos que a igreja o conhecia. Se Paulo
diz que ele amou o mundo e o abandonou, indica que abandonou a fé
6. Idéia principal. O mundo é uma tentação real com a qual temos que contar. Mesmo estando ativo na igreja e
com o reconhecimento da liderança podemos amar o mundo e abandonar a fé
7. Exemplo. O exemplo de Demas deve nos deixar humildes – todos somos falhos e podemos gostar demais
do mundo e perder os valores corretos
8. Aplicação. Quem acha que está em pé cuidado para não cair (1 Co 10:12)
Exemplo 2:
1. Personagem: Bate-Seba
2. Textos + anotações que falam sobre a vida de Bate-Seba: 2 Sm 11 até 1 Rs 2
2 Sm 11:1-5 - casada – com um heteu (prosélito) – “mui formosa” – ficou grávida
2 Sm 11:26 - em luto – depois buscada por Davi ao palácio – nascimento do filho
2 Sm 12:15b - criança adoeceu gravemente
2 Sm 12:18 - criança morre
2 Sm 12:24 - Davi “consola” a esposa e ela dá à luz outro filho: Salomão
2 Sm 15:16 - fuga para o deserto
2 Sm 19:15 - volta para Jerusalém após a morte de Absalão
1 Rs 1:1 - velhice de Davi
1 Rs 1:11 - Natã orienta Bate-Seba sobre como colocar Salomão como herdeiro no trono de Davi
1 Rs 1:16 - prostra-se diante de Davi para lembrá-lo da promessa de que Salomão seria seu sucessor
1 Rs 1:30 - Davi cumpre sua promessa
1 Rs 2:10 - Davi falece
1 Rs 2:13 - Adonias aborda Bate-Seba pedindo sua intermediação
o respeitoso de Salomão em relação à sua mãe
3. Observações/dúvidas
- ela parece coadjuvante na maioria dos casos – isso não implica necessariamente em algo negativo. Na
economia de Deus há espaço para todas as pessoas. Os coadjuvantes muitas vezes são os mais fiéis
- não sabemos como era o relacionamento de Davi com suas esposas. Mas eles viviam num mundo machista
onde em alguns casos a poligamia era aceita. A mulher não tinha muito valor na sociedade da época
4. Contexto
- outros personagens importantes: Davi, Urias, Nata, Absalão, Adonias
- época histórica: em torno do ano 1000 AC quando Davi já tinha conquistado boa parte do seu reino. Davi
parece cansado de tantas batalhas
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- fase na história do plano de salvação. Finalmente Israel tem o reino que tinha sido prometido a ele durante o
tempo de Moisés e Josué. Mas isso ocorre antes de Jesus. Não podemos ler mandamentos e práticas do NT para
dentro do AT
- palavras desconhecidas e hábitos da época. Hábito dos reis ir para a guerra, a questão de tomar banho num
local onde poderia ser vista. Chamar o soldado para voltar da batalha, como ocorria a nomeação do próximo rei,
etc.
- características. Ela parece uma mulher submissa que depende que outros tomem a iniciativa. Ela foi chamada
por Davi, ela é chamada por Nata, depois por Adonias. Mesmo assim tem o respeito do filho Salomão
5. Caráter. Podemos falar pouco sobre o caráter da mulher. A mulher na sociedade dos seus dias não podia
opinar muito. Aliado a sua postura mais submissa, não podemos falar muito sobre ela, a não ser que quer
cumprir o que fora prometido a seu filho. Ela também parece um pouco ingênua querendo proteger Adonias.
Ou seria o amor de mãe que tende a ser cego por natureza?
6. Idéia principal. “Tanto sei estar humilhado quanto ser honrado ... Tudo posso naquele que me fortalece” (Fp
4:12-13). Bate-Seba passou por muitas situações que ela não escolheu e que repentinamente estão sobre ela.
Ela trai o marido, aparentemente não porque quis, para depois perdê-lo, e perder o filho em seguida. Por
outro lado, passa a ser esposa do rei e mãe do futuro rei. A vida traz dessas aventuras, e nem todas elas são
boas. Sobreviver nesse meio é difícil. Bate-Seba conseguiu.
7. Exemplo. Bate-Seba é um exemplo de superação.
8. Aplicação. Todos temos momentos melhores e piores. Isso deve nos dar esperança quando estamos na pior.
As coisas podem melhorar
Angela Natel On terça-feira, 26 de janeiro de 2010 At 12:49
Angela Natel On At 06:22
Exemplo 2. Vamos pegar uma concordância e localizar o termo “convencer” e ver o que a Bíblia fala sobre ele.
É importante observar que procuramos essas palavras numa das versões em português, e não nas línguas
originais da Bíblia (hebraico e grego). Isso vai gerar pequenas diferenças dependendo da versão que utilizamos.
Dt 13:6-8 “Se o seu próprio irmão ou filho ou filha, ou a mulher que você ama ou o seu amigo mais chegado
secretamente instigá-lo, dizendo: ‘Vamos adorar outros deuses!’ deuses que nem você nem os seus
antepassados conheceram, deuses dos povos que vivem ao seu redor, quer próximos, quer distantes, de um
ao outro lado da terra não se deixe convencer nem ouça o que ele diz. Não tenha piedade nem compaixão
dele e não o proteja. Você terá que matá-lo”. Está no contexto de falsos profetas que aparecem para falar de
outros deuses que podem fazer milagres para convencer a segui-lo
Pv 25:15 “Com muita paciência pode-se convencer a autoridade, e a língua branda quebra até ossos”. Como se
trata de Provérbios, não temos contexto
Lc 16:31 “Abraão respondeu: ‘Se não ouvem a Moisés e aos Profetas, tampouco se deixarão convencer, ainda
que ressuscite alguém dentre os mortos’ ”. Na história do rico e de Lázaro, o rico quer que Lázaro volte
para alertar seus irmãos
Jo 16:8 “Quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo”. Jesus está falando da vinda do
Espírito Santo que vai trabalhar na vida das pessoas sem Cristo.
At 23:21 “Não te deixes convencer, pois mais de quarenta deles estão preparando uma emboscada contra
Paulo”. Os judeus armam uma emboscada para convencer Paulo. Paulo alerta para que o comandante não se
deixe convencer por seus argumentos
At 26:28 “Então Agripa disse a Paulo: “Você acha que em tão pouco tempo pode convencer-me a tornar-me
cristão?” Paulo se defende diante do governador Agripa e aproveita para testemunhar
Jd 14-15 “Enoque, o sétimo a partir de Adão, profetizou acerca deles: ‘Vejam, o Senhor vem com milhares de
milhares de seus santos, para julgar a todos e convencer todos os ímpios a respeito de todos os atos de
impiedade que eles cometeram impiamente e acerca de todas as palavras insolentes que os pecadores
ímpios falaram contra ele”. O contexto trata dos falsos profetas que se infiltraram na igreja. Os crentes
devem olhar para o seu comportamento e não cair em suas armadilhas.
Agora fazemos o resumo das passagens lidas acima:
- não se deixar convencer pelo falso profeta (Dt 13:6-8)
- pode-se convencer até as autoridades (Pv 25:15)
- não se convence pessoas cegas no pecado, nem mesmo com a ressurreição dos mortos (Lc 16:31)
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- Espírito Santo convence do pecado, justiça e juízo (Jo 16:8)
- não convencer a enviar Paulo para matá-lo (At 23:21)
- Paulo quase convence um governador à conversão (At 26:28)
- o Senhor com os santos irão convencer os falsos profetas dos seus pecados e palavras erradas (Jd 14-15)
- há muitas maneiras de organizar as afirmações acima. Existem passagens que falam sobre os falsos profetas,
outras que falam sobre autoridade, outras onde Deus convence, negações, etc. Não existe uma regra fixa para
organizar as afirmações em um esboço. A criatividade deve ser usada nessa elaboração. Uma das maneiras de
juntar esses textos está a seguir:
A. Negações
1. Não se deixar convencer pelo falso profeta (Dt 13:6-8)
2. Não se convencer pela manipulação de pessoas com intenções maldosas (matar Paulo) (At 23:21)
3. Não se convence pessoas cegas no pecado ao caminho certo, nem com a ressurreição dos mortos (Lc
16:31)
B. Possibilidade de convencer
1. Com paciência pode-se convencer até as autoridades (Pv 25:15)
2. Paulo quase convence um governador à conversão (At 26:28)
C. Promessas
1. O Espírito Santo convence do pecado, justiça e juízo (Jo 16:8)
2. O Senhor com os santos irão convencer os falsos profetas dos seus pecados e palavras erradas (Jd 14-
15)
- analisando um pouco mais, podemos chegar a um resultado ainda melhor:
A. O “convencer” negativo
1. Não se deixar convencer a abandonar a Deus (Dt 13:6-8)
2. Não se deixar convencer quando o jogo é sujo (At 23:21)
3. Não se abater, pois convencer pessoas à conversão que estão cegas no pecado é jogo duro (Lc 16:31)
B. O “convencer” positivo
1. Com paciência podemos convencer até as autoridades (Pv 25:15)
2. Com persuasão podemos convencer pessoas a entregarem sua vida a Cristo (At 26:28)
C. O “convencer” divino
1. O Espírito Santo convencerá do pecado, justiça, juízo (Jo 16:8)
2. O Senhor com os santos irão convencer os falsos profetas dos seus pecados (Jd 14-15)
Aplicação
- a questão de convencer pode ser positiva ou negativa. Há pessoas que tentam convencer os outros a se afastar
de Deus, ou de fazer o jogo sujo. Não devemos ouvir os conselhos destas pessoas e ainda saber que mesmo que
as evangelizemos, talvez estejam tão cegas para a sua realidade que não creriam nem que um colega seu
ressuscitasse dos mortos para contar a história
- por outro lado podemos usar a habilidade de convencer para levar pessoas a um encontro com Cristo ou ainda
melhorar a vida das pessoas, por meio de apelos para as autoridades
- no entanto, não podemos esquecer que tudo depende de Deus. Se o Espírito não nos convence do pecado,
nunca vamos nos salvar. Um dia, o Senhor vai inclusive convencer os rebeldes de seus pecados
- devo usar a habilidade de convencer com cuidado, pois a manipulação pode dar resultados imediatos positivos,
mas a médio e longo prazo se mostrar muito prejudicial em termos de relacionamentos
- organizar o material inicialmente não é tão fácil. Não conseguimos ver as conexões muito rapidamente.
Algumas pessoas terão mais facilidade, enquanto outras lutam com isso. Mas todos conseguem melhorar a
maneira como estruturam o material. Essa estruturação ajuda a estabelecer a conexão lógica entre os textos, o
que ajuda no entendimento e na retenção do material (memorização). Mesmo que seja um tanto demorado e
tedioso, os resultados compensam o tempo gasto nessa parte.
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Exemplo 3. Vamos estudar o tópico “furtar”, seguindo os três passos acima estudados:
a. Consulte uma chave bíblica/concordância e copie as referências dos versículos que tratam do deste assunto
(você percebeu que neste exemplo não copiamos todos os versículos, mas as partes mais relevantes para o
nosso estudo, ou seja, já colocamos o resumo das passagens. Alguns preferem trabalhar dessa forma. Você
vai precisar verificar como você prefere fazer o estudo):
- Gênesis 31:19 “... Raquel roubou de seu pai os ídolos do clã”
- Êxodo 20:15 “Não furtarás”
- 2 Samuel 15:6 “Absalão furtava o coração do povo”
- Provérbios 6:30-31 “O ladrão não é desprezado se, faminto, rouba para matar a fome”, mas se for pego, paga
- Jeremias 7:9 “Que é isso? Furtais e roubais...”
- Jeremias 23:30 “...estou contra os profetas que roubam uns dos outros as minhas palavras”
- Zacarias 5:3 “Qualquer que furtar será expulso”
- Mateus 19:18 “Jesus respondeu: Não matarás..., não furtarás”.
- Romanos 2:21 “Você que prega contra o furto, furta?”
- Efésios 4:28 “Quem furtava, não furte mais”
b. Organizar o material em forma de esboço:
A. “Não furtar”
1. É um mandamento de Deus (Ex 20:15)
2. O cristão não furta (Rm 2:21, Ef 4:28)
3. Furtar para comer (uma exceção?) (Pv 6:30-31)
B. O furto é associado a outros pecados (Jr 7:9)
C. O furto traz como resultado a maldição (Zc 5:3)
D. Duas formas diferentes de furto.
1. Furtar corações (2 Sm 15:6)
2. Furtar palavras uns dos outros (Jr 23:30)
* convém lembrar que nem todas as pessoas vão organizar o material da mesma forma como foi colocado
acima, ou como você o fez. Em princípio não existe uma classificação certa ou errada, somente maneiras
melhores e piores, ou então, mais ou menos claras de organizar o material. Cada um precisa ter a sua lógica e
comparar com os outros esboços para ver onde pode ser melhorado. Tudo isso melhora muito quando
começamos a praticar. De início, é um processo muito lento, mas que melhora à medida que praticamos
c. Aplicação prática do estudo.
i. Com Deus. Há um mandamento que devo obedecer?
ii. Consigo Mesmo. Há um pecado que deve ser abandonado? Há um valor ou padrão que devo assumir?
iii. Com os Outros. Há um pedido de perdão que devo fazer? Há uma atitude que precisa ser mudada?
iv. Com o inimigo. Há uma tentação que deva ser resistida? Há uma trama/armadilha que deva ser
resistida?
Angela Natel On segunda-feira, 25 de janeiro de 2010 At 06:20
1. O que é o método de tópicos?
O método de tópicos consiste em estudar a Bíblia por assuntos.
2. Quais são as vantagens do estudo por tópicos/assuntos?
- a vantagem do estudo por tópicos é que ele apresenta um quadro total do que a Palavra de Deus tem para nos
dizer sobre determinado assunto.
- como cristãos queremos reconhecer a vontade de Deus sobre diferentes questões, tais como: sexo, violência,
dinheiro, desintegração da família, etc. Este método contribui no sentido de procurarmos através dos livros da
Bíblia seu ensino a respeito de cada assunto.
3. Quais são alguns cuidados que devemos ter na utilização do método de tópicos?
a. Cair no erro de estudar somente os assuntos de preferência da gente. Devemos procurar conhecer o
maior número possível de verdades descritas na Bíblia. Por exemplo, somente estudar os ensinos a
respeito da Segunda Vinda de Cristo, assunto de real valor, mas não é o único assunto da Bíblia; ou
então, gastar anos de sua vida estudando o número sete na Bíblia.
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b. Há palavras que variam de sentido dependendo do contexto onde se encontram. Neste caso, precisamos
descobrir estes sentidos e classificar a palavra de acordo com as idéias que expressam. Por exemplo, a
palavra “carne”: Pode significar a parte física do corpo (Gn 2:21-23), pode significar a raça humana
(Gen 6:13), pode significar a natureza pecaminosa (Rm 8:8). Outras palavras: Mundo, salvação, fé, etc.
c. Existem tópicos muito extensos. Neste caso é aconselhável limitar o tópico a um livro. Ex. “Graça” no
livro de Romanos, ou no livro de Efésios.
4. Quais são as formas que podemos utilizar o método de tópicos?
a. Literal. É quando se estudam palavras ou frases que aparecem na Bíblia. Ex. Fé, pecado, ressurreição,
novo homem. É importante lembrar de consultar também palavras-sinônimo. Por exemplo, se está
estudando sobre oração, então verifique também “pedir”, “intercessão”, “súplica”, “rogo”, “petição”.
b. Analógico. É quando se estudam idéias determinadas, sem nos prendermos à forma (palavras) em que
são expressas. Ex. A responsabilidade dos pais. Neste caso, teremos que consultar mais que um tópico:
marido, esposa, lar, amor, trabalho, disciplina, etc.
5. Como podemos usar o método de tópicos?
Suponhamos que você foi convidado para falar a um grupo sobre a paciência. Como você vai começar o estudo?
Quais são os passos práticos que deve seguir?
a. Reunir todos os textos que tratem sobre o assunto. É essencial que você encontre todas as referências da
Bíblia sobre este assunto. Para isso precisa consultar uma concordância, ou chave bíblica. Leia cada
passagem e procure entendê-la dentro do seu contexto (utilize o método de estudo indutivo). O ideal é
fazer isso no computador com um programa de Bíblia onde possa colar os textos. Depois que leu o
contexto, algumas observações podem ser úteis ao lado do texto.
b. Organizar o material em forma de esboço. Nesta parte você vai agrupar os versículos que tratam do
mesmo aspecto da questão estudada. Este passo leva tempo e requer persistência. Esse ponto pode
parecer difícil, mas a gente pega o jeito com a prática. Uma vez concluído, facilita a compreensão do
tema e conseqüentemente a aplicação prática.
c. Fazer a aplicação prática do estudo. Um estudo bíblico tem pouco valor se não o aplicamos à nossa
vida. O desafio é incorporar as verdades aprendidas em nosso viver diário. Deus tem revelado verdades
a você por meio de sua Palavra? Peça a ele que lhe mostre como pôr em prática em sua vida o que sua
Palavra diz. Procure ser específico e não generalizar, pois aí deixa de ser aplicação (eu preciso, eu vou,
ao invés de nós precisamos, nós deveríamos ...). É provável que se fizéssemos mais estudos minuciosos
de tópicos, teríamos menos controvérsias entre os cristãos.
d. Muitas vezes pode ser conveniente pensar em algum sinônimo para ajudar no esclarecimento de um
conceito bíblico um pouco mais amplo. É conveniente dar uma olhada em sinônimos, pois dependendo
da tradução que temos na Bíblia podemos traduzir a mesma palavra do hebraico/grego de formas
diferentes. Furtar = roubar, surrupiar, afanar, etc. Para quem quer ser ainda mais específico deve pegar
uma palavra na língua grega ou hebraica para descobrir o significado exato da palavra. Existem
dicionários específicos para isso como o Novo Dicionário Internacional de Teologia do Novo
Testamento. As palavras podem ser encontradas em português no final do dicionário.
Exemplo 1. Vamos iniciar com um exemplo bem simples. Vamos olhar uma palavra que aparece poucas vezes
para que possamos entender o processo. Vamos avaliar a palavra adotar / adoção
Rm 8:15-16 “Pois vocês não receberam um espírito que os escravize para novamente temerem, mas receberam
o Espírito que os adota como filhos, por meio do qual clamamos: ‘Aba, Pai’. 16 O próprio Espírito
testemunha ao nosso espírito que somos filhos de Deus. ”
Rm 8:23 “E não só isso, mas nós mesmos, que temos os primeiros frutos do Espírito, gememos interiormente,
esperando ansiosamente nossa adoção como filhos, a redenção do nosso corpo.”
Rm 9:3-4 “3 Pois eu até desejaria ser amaldiçoado e separado de Cristo por amor de meus irmãos, os de
minha raça, 4 o povo de Israel. Deles é a adoção de filhos; deles é a glória divina, as alianças, a concessão
da Lei, a adoração no templo e as promessas.”
Gl 4:4-5 “4 Mas, quando chegou a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido
debaixo da Lei, 5 a fim de redimir os que estavam sob a Lei, para que recebêssemos a adoção de filhos.”
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Ef 1:4-5 “4 Porque Deus nos escolheu nele antes da criação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis
em sua presença. 5 Em amor nos predestinou para sermos adotados como filhos, por meio de Jesus Cristo,
conforme o bom propósito da sua vontade”
Agora resumimos o conteúdo de cada passagem:
- os cristãos receberam o Espírito Santo que os adota como seus filhos (intimidade com Deus) – contraste com o
espírito / vontade humana que leva a morte. O Espírito testifica o seu status de filhos de Deus (Rm 8:15)
- um dia seremos adotados como filhos – quando a redenção for completada (Rm 8:23)
- Israel é o povo escolhido de Deus – eles são adotados como filhos de Deus (Rm 9:3-4)
- Deus enviou Jesus no tempo correto para que fossemos adotados como seus filhos (Gl 4:4-5)
- Deus por causa do seu amor nos predestinou para seremos adotados como seus filhos (Ef 1:4-5)
Tentativa de organização do material
A. Israel é adotado como povo de Deus (Rm 9:3-4) – garante os privilégios de povo de Deus na aliança do AT,
mas não a salvação depois de Jesus – Paulo está agoniado diante do quadro que muitos israelitas rejeitarem
a Jesus
B. Os cristãos são adotados como povo de Deus
1. No passado: Desde a eternidade por causa do seu amor, Deus nos predestinou para sermos adotados
como seus filhos (Ef 1:4-5)
2. No presente: Jesus foi enviado no tempo certo para nos adotar como seus filhos (Gl 4:4-5)
3. No futuro: Quando a redenção for completada, seremos adotados como seus filhos (Rm 8:23)
C. O propósito da adoção é a intimidade com Deus (Rm 8:15-16)
Angela Natel On domingo, 24 de janeiro de 2010 At 10:11

A todos Menonitas e aos nossos queridos irmãos parceiros na caminhada, envio informações sobre a Celebração dos 485 anos de nossa história, que será mundialmente comemorado no dia 24 de Janeiro.

O Domingo da Fraternidade Mundial é um culto anual, que se realiza no 4º domingo de janeiro, com o fim de celebrar nosso legado e testemunho e rememorar os primeiros batismos anabatistas que tiveram lugar em 21 de janeiro de 1525 na Suíça. Leia um pequeno resumo da história Menonita no site: http://www.cemvs.org/site1/historia_menonita.html


Continuemos convivendo no

caminho de Jesus Cristo


1. Boas-vindas

Dediquemos um tempo.

Quiçá seja isto o mais importante.

Hoje precisamos tempo:

Tempo pra pôr grandes pontes.

Pontes que se estendam do leste ao oeste

Y do norte ao sul,

Unindo às nossas congregações,

Unindo irmãs e irmãos do mundo todo,

Para que, mesmo distantes uns dos outros,

Estejamos unidos.

2. Chamado ao culto

Guia: A graça de Jesus Cristo, o amor de Deus,

E a comunhão do Espírito Santo

Sejam com todos nós.

Congregação: Amém.

Guia: Deus, Espírito de ternura, toca-nos ao celebrarmos, todos juntos, este culto.

Transforma-nos em seres humanos

sensíveis à tua justiça,

porque convivemos em amor,

e nos sentimos responsáveis por todos os seres viventes.

¡Vem a nós, Espírito Santo!

Congregação: ¡Vem a nós, Espírito Santo!

3. Canto congregacional*

“A Deus louvarei” (Hinário Internacional, Paraguai 2009, N° 2).

“Somos um no espírito” (Hinário Internacional, Paraguai 2009, N° 14).

4. Confissão

Não estamos sós,

Vivemos no mundo de Deus.

Cremos em Deus,

Que criou o mundo e opera nele,

Que na pessoa de Jesus veio a nos reconciliar e nos renovar.

Confiamos em Deus que nos chama a ser Igreja,

A amar e servir aos demais;

A buscar a justiça e resistir o mal;

A proclamar a Jesus Cristo, o crucificado e ressuscitado,

O nosso juiz e a nossa esperança.

Na vida, na morte,

E na vida além da morte,

Deus está conosco.

Não estamos sós.

Graças a Deus.

Credo de Graz, 199.

5. Leituras bíblicas

Isaias 61.1-9

Salmos 145.13-21

Lucas 4.14-21

6. Canto congregacional *

“Mayenziwe” (Hinário Internacional, África 2003, N° 47).

“Hakuna akaita” (Hinário Internacional, Paraguai 2009, N° 7).

“Tenham a mente de Cristo” (Hinário Internacional, Paraguai 2009, N° 9).

“Em Jesus somos uma família” (Hinário Internacional, Paraguai 2009, N° 12).

7. Reflexão sobre as leituras bíblicas

• Isaias nos diz o que podemos fazer em nome de Deus: levar o Evangelho aos pobres, esperança aos desesperados, liberdade aos encarcerados e presos do temor, consolo aos que choram. Recordamo-nos do pacto com Deus e agimos conseqüentemente ao obrar com justiça e misericórdia. Se assim o fazemos, o mundo reconhecerá que Deus abençoa os seus filhos.

• O Salmo 145 é um hino de louvor e de gratidão por tudo o que Deus faz por nós.

• Em Lucas 4, ao ler a leitura do profeta Isaias, Jesus se dá a conhecer como o ungido. O que se diz ali é exatamente o que Jesus faz na sua vida diária. Como tal, ele é o perfeito exemplo a seguir.

Na Assembléia 15 realizada no Paraguai em julho de 2009, os participantes consideraram todas as formas nas que agia Jesus, a fim de seguir-lhe e viver fielmente no caminho que ele nos ensinou. As possibilidades de agir como Jesus são frequentemente limitadas, mas sempre se apresenta a oportunidade de fazermos o que podemos.

8. O caminho de Jesus nos Países Baixos

Por Jan Blanksma, membro da congregação menonita de Enschede, Países Baixos, perto da fronteira com a Alemanha.

Em Schiphol, o nosso aeroporto nacional, há um centro de detenção para os que chegam buscando asilo e se lhes nega o ingresso ao nosso país. Essa gente tem que esperar ali até que lhes chegue a ordem de deportação. Não se lhes permite sair para trabalhar nem por qualquer outro motivo. Vivem em condições miseráveis. De nenhum modo deveriam ter a idéia de que poderiam ser bem-vindos ao nosso país.

Todos os domingos, pela tarde, as igrejas da nossa região se relevam para fazer vigílias na frente desse prédio. Um domingo participei numa dessas vigílias. Do lado de fora do portão podia ver, através duma janela, às pessoas encarceradas e procurei atrair os seus olhares saudando à distância com a mão. Pouco depois, Começaram a devolver a saudação.

Os que estávamos fora introduzimos flores pelo arame e logo começamos com um culto. Limos de Mateus 25: “Estrangeiro fui e vós me recebestes em vossa casa... Estive no cárcere e vós me visitastes”.

No momento, isto é tudo o que podemos fazer: ir ver aos que estão no cárcere. Não é muito, mas o fazemos. Todos os domingos, uma e outra vez. Até quando?

E ao mesmo tempo, em casa não devemos nos esquecer dessa gente. Podemos coletar assinaturas e pedir, e orar por essas pessoas que fugiram de circunstâncias muito duras em seus países de origem, e quando chegaram a este país foram rejeitadas. Podemos orar para que haja um futuro para eles em alguma parte.

9. Música / cantos / oferendas

10. Orações da congregação

(incluído o Pai-nosso)

11. Enviados

Guia:

Que caminhem retamente todos os que imploram ao Espírito vivente.

Que caminhem retamente todos os que têm sido abalados pelo temor.

Que caminhem retamente todos os que se solidarizam com o sofrimento da humanidade.

Que caminhem retamente todos os que não se enganam a si mesmos, nem aos outros,

que procuram conhecer a Deus sem máscaras,

e tomam em sério suas promessas.

Já não caminhemos de cabeça baixa.

Deus quer que caminhemos retamente,

para a glória e a celebração da vida.

Jesus diz: “Vê tu e faz o mesmo”.

Congregação:

Vamos com a fortaleza que nos tem sido dada.

Queremos caminhar amavelmente.

Queremos viver modestamente.

Queremos aceitar-nos mutuamente

e abrir-nos ao amor.

Cristo vai adiante

e nos espera, onde estejamos.

Amém.

12. Palavras de bênção

Que a bênção de Deus

que criou o mundo e tudo o que tem vida,

a bênção de Jesus Cristo

que evoca em nós uma nova visão da esperança,

a bênção do Espírito Santo

que nos conduz por novas sendas de aceitação e de vida,

sejam com todas e todos nós,

agora e para sempre,

Amém!

* Sugestões para os hinos:

Outros cantos adicionais do Hinário Internacional, Paraguai 2009, apropriados para usar com este material correspondem aos seguintes números: 40, 41, 42, 43, 44.

Os hinos que se sugerem neste material de culto se encontram nos Hinários Internacionais da Assembléia 14 no Zimbábue e da Assembléia 15 no Paraguai. Se não estiverem disponíveis, poderão escolher outros hinos junto com este material.

Um relato da Assembléia 15 no Paraguai - Jovens holandeses visitam cárcere.

por Ruerd Visser

Alguns jovens holandeses que participaram na Assembléia do Congresso Mundial Menonita em julho passado visitaram a Penitenciaria Nacional de Tacumbú em Assunção, a capital do Paraguai. Elegemos de antemão este projeto de serviço porque tínhamos grande curiosidade por conhecer a influência dos menonitas nesta cadeia.

Caminho ao cárcere, nos comentaram que o setor especial para presos com boa conduta á supervisionado por uma igreja menonita de Assunção. Aqui os presos podem demonstrar suas boas qualidades, como fazer artesanato. Este setor também possui una biblioteca, uma igreja, instalações para praticar esportes, uma espécie de supermercado, entre outras coisas. Parece uma pequena aldeia na que os presos procuram preparar-se para se reintegrar à sociedade.

Impressionou-nos muito esta iniciativa da comunidade menonita. Ao atravessar a prisão para chegarmos até o setor menonita, estremeceram-nos as condições nas que vivem os presos. Eles nos observavam e nós os observábamos a eles. Foi realmente um encontro chocante.

Quando chegamos ao setor menonita, notamos una grande diferença. Era evidente que o pessoal cuidava o lugar. Ainda mais importante foi a esperança que se percebia no olhar das pessoas


.

Metamorfose

Esta escultura de Hermann Guggiari representa a transformação que se produz no coração duma pessoa quando faz contato com o Evangelho de Jesus Cristo. As armas foram feitas a mão por homens da prisão de Tacumbú, os que manifestaram terem sido conquistados pelo amor divino e entregaram suas armas ao pastor Jonathan Beachey. A escultura, datada aos 20 de setembro de 2004, foi exposta numa galeria de arte na Assembléia 15 em Assunção, Paraguai. (Foto de Ray Dirks).

Domingo da Fraternidade Mundial: Pedidos de Intercessão

O Congresso Mundial Menonita reafirmou importantes mudanças na liderança durante as reuniões do Concílio Geral em Paraguai, em julho de 2009. Tendo em consideração essas mudanças, oremos:

· Para que a transição da nova liderança do CMM não apresente maiores obstáculos, e que esta procure glorificar a Deus em todas as etapas do processo;

· Pelos dirigentes do CMM e pelo Comitê Executivo ao assumir a tarefa de guiar o CMM no processo de transição da sua estrutura e pessoal;

Diretoria:

- Danisa Ndlovu, Zimbábue, Presidente.

- Janet Plenert, Canadá, Vicepresidenta.

- Ernst Bergen, Paraguai, Tesoureiro.

- Larry Miller, França, Secretário Geral.

Comitê Executivo:

- África: Mawangu Ibanda, Congo; Thuma Hamukang’andu, Zâmbia.

- Ásia: Prem Prakash Bagh, India; Adi Walujo, Indonésia.

- Europa: Rainer Burkhart, Alemanha; Markus Rediger, Suíça.

- América Latina e Caribe: Edgardo Sánchez, Argentina; Félix Rafael Curbelo Valle, Cuba.

- América do Norte: Ron Penner, Canadá; Iris de León-Hartshorn, EUA.

· Pelo labor das comissões do CMM.

As novas comissões e os seus presidentes são:

- Diáconos: Cynthia Peacock, Índia.

- Fé e Vida: Alfred Neufeld, Paraguai.

- Paz: Mulugeta Zewdie, Etiópia.

- Missões: Richard Showalter, EUA.

· Pelo novo Grupo de Trabalho de Jovens que fará a sua contribuição para determinar o futuro papel da juventude mundial no CMM;

· Por aqueles que apóiam a vida e o ministério do CMM, por meio das orações y doações;

· Para que muitos se entusiasmem com o labor do CMM, dispostos a dar com gozo e sacrifício a fim de melhorar a obra em prol da família mundial de fé;

· Pelas quatro novas igrejas-membro do CMM:

- Igreja Irmãos em Cristo em Moçambique.

- Gilgal Mission Trust (Índia).

- Igreja Menonita do Vietnã.

- Igreja Missionária Bíblica (Myanmar).

· Pela Comissão de Seleção, que já tem iniciado o processo de busca de uma pessoa para o cargo de Secretário/a Geral do CMM para o ano 2012. Os membros da Comissão são: Danisa Ndlovu, Zimbábue, presidente; Mesach Krisetya, Indonésia; Karen Klassen Harder, EUA; Markus Rediger, Suiça; e Elizabeth Vado Sandoval, Nicarágua.

Tradução Dr. Andrés O


Liberdade de Expressão


É importante esclarecer que este BLOG, em plena vigência do Estado Democrático de Direito, exercita-se das prerrogativas constantes dos incisos IV e IX, do artigo 5º, da Constituição Federal. Relembrando os referidos textos constitucionais, verifica-se:
“é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato" (inciso IV) e "é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença"(inciso IX). Além disso, cabe salientar que a proteção legal de nosso trabalho também se constata na análise mais acurada do inciso VI, do mesmo artigo em comento, quando sentencia que "é inviolável a liberdade de consciência e de crença". Tendo sido explicitada, faz-se necessário, ainda, esclarecer que as menções, aferições, ou até mesmo as aparentes críticas que, porventura, se façam a respeito de doutrinas das mais diversas crenças, situam-se e estão adstritas tão somente ao campo da"argumentação", ou seja, são abordagens que se limitam puramente às questões teológicas e doutrinárias. Assim sendo, não há que se falar em difamação, crime contra a honra de quem quer que seja, ressaltando-se, inclusive, que tais discussões não estão voltadas para a pessoa, mas para idéias e doutrinas.