Angela Natel On segunda-feira, 30 de novembro de 2009 At 06:55

I Pedro 5.8-11

Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar; resisti-lhe firmes na fé, certos de que sofrimentos iguais aos vossos estão se cumprindo na vossa irmandade espalhada pelo mundo. Ora, o Deus de toda graça, que em Cristo vos chamou à sua eterna glória, depois de terdes sofrido por um pouco, ele mesmo vos há de aperfeiçoar, firmar, fortificar e fundamentar. A ele seja o domínio, pelos séculos dos séculos. Amém.” (I Pedro 5.8-11)

Pedro foi um dos discípulos mais próximos de Jesus, além de Tiago e João. Quando escreveu essa carta, Pedro estava na cidade de Roma, chamada de Babilônia (I Pe 5.13). Ele estava vivendo os últimos anos de sua vida; pouco depois de ter escrito essa carta, ele sofreu o martírio, sendo preso, torturado e crucificado por causa da sua fé em Jesus. Contam os historiadores que Pedro morreu durante o reinado do imperador Nero, tendo sido crucificado de cabeça para baixo por se julgar indigno de morrer do mesmo modo que Jesus. Assim, ao lermos essa carta, precisamos ter a consciência de duas realidades acerca do seu autor. Primeiro, ter em mente que o seu autor era alguém que havia conhecido a Jesus, andado com Ele e se dedicado inteiramente ao Reino de Deus. Segundo, saber que Pedro não a escreveu nos primeiros anos de sua vida; ele tinha uma vasta experiência pastoral e sabia como era a vida e quais as lutas do cristão.

Segundo o que lemos em I Pe 1.1, Pedro escreveu essa carta aos cristãos que estavam vivendo na dispersão. Há algum debate em torno dos destinatários dessa carta: alguns afirmam que eles eram judeus que haviam sido expulsos de suas respectivas cidades por causa de perseguições; outros entendem que são os cristãos de um modo geral, tanto judeus como gentios, que têm a consciência de que são peregrinos e forasteiros nessa terra, e que rumam para a sua verdadeira pátria, a cidade celestial. Mas essa discussão em torno dos verdadeiros destinatários da carta não muda a mensagem que Pedro pretendia passar aos seus leitores. Sem dúvida, o sofrimento do cristão é uma das ênfases dessa carta de Pedro.

Pedro estava preocupado com as pessoas que estavam quase abandonando a fé por causa do sofrimento. Essas pessoas estavam sendo tentadas a viver não como cristãos, mas como pagãos. Por isso Pedro escreve essa carta para encorajar os cristãos a darem genuíno testemunho de sua fé em meio ao sofrimento. Os versículos que lemos acima podem ser considerados um resumo da mensagem dessa carta.

I – Pedro diz que o sofrimento pode ser usado pelo diabo contra o cristão

Veja bem: Pedro não está dizendo que o sofrimento é um mal em si mesmo, que só irá trazer prejuízo ao cristão e que o diabo e seus demônios só olham para o cristão quando este está sofrendo, mas que o diabo pode usar uma situação de sofrimento para devorar o cristão incauto. O cristão precisa saber que quando está vivendo uma situação de sofrimento ele é mais intensamente vigiado por Satanás, porque ele sabe que o cristão é mais frágil nessas situações. E à medida que o diabo vai observando, ele também vai rugindo, mostrando seu intento de atacar e devorar o cristão que está mais fraco.

O leão não é um animal que ruge o tempo todo. Existem alguns momentos específicos em que ele ruge; um desses momentos é o da caça. Quando ele vai caçar, ruge para afugentar as presas, notando qual é o animal mais fraco do rebanho. Ele nunca vai atacar o animal mais forte e saudável; isso lhe traria cansaço e talvez até mesmo a frustração por não conseguir alcançar esse animal. Ele sempre ataca o animal mais fraco do rebanho. Mas veja bem: os rugidos não têm o objetivo de assustar, mas de provocar reações nos cristãos.

Esse rugido pode ser, por exemplo, um sussurro nos ouvidos de um cristão que trabalha em uma certa empresa, convidando-o a furtar algum dinheiro. Se esse cristão reagir de modo contrário ao primeiro rugido, o diabo irá, de modo mais sistemático e intenso, sussurrar-lhe outras palavras: a empresa é rica; a quantia é pequena; ninguém notará a falta do dinheiro; ele está precisando; a despensa de casa está vazia, as contas irão vencer, a luz será cortada; a esposa irá ficar triste. O cristão que está mais fragilizado é alguém com muito maior probabilidade de ceder às tentações do diabo. O objetivo final do diabo é destruir (devorar) o cristão. Não podemos pensar que essa destruição vai acontecer repentinamente, mas será um processo que vai levando o cristão a uma destruição gradual e definitiva, quando ele deixa de agir como cristão e passa a viver os padrões estabelecidos pelo mundo.

Pedro sabia dessa astúcia do diabo por experiência própria. Ele mesmo foi peneirado por Satanás naquela sua noite de sofrimento, quando Jesus foi preso. Por isso, Pedro alerta os cristãos a não abandonarem a fé por causa do sofrimento; por detrás disso, Satanás está agindo, procurando afastar as pessoas de Deus. Contudo, as artimanhas e ciladas de Satanás não são a única razão para que os cristãos não abandonem a fé por causa do sofrimento. Pedro apresenta uma outras razões, e veremos isso no próximo estudo.
Angela Natel On domingo, 22 de novembro de 2009 At 06:57
"Venho à tua casa, meu Senhor,
entro em teus átrios com temor;
Preciso tanto compreender por que razão
Desejas ter meu coração.

Chego à tua casa sem saber
se hás de aceitar meu bem-querer,
Pois, de conflitos e pecados, meu cantar
macularia o teu altar.

Ai, meu Senhor!
Faze meu louvor
Purificar-se em teu altar,
Em teu altar.
Separa a dor
Da acusação,
Liberta-me com teu perdão
Com teu perdão;
Liberta a minha adoração,
Adoração.

Trago-te um culto racional,
De corpo inteiro, integral,
Um sacrifício vivo, santo e passional,
Ações de graça e contrição.

Se me julgares, meu Senhor,
Nada direi em meu favor,
Pois sei que nada em minha vida restará;
E a casa em terra cairá.

Traze, meu Senhor,
Transformação:
Aceita a minha adoração,
Adoração;
Dá-me o ardor
Da devoção;
Dá-me, em tua casa, o teu favor,
O teu favor;
Recebe um pobre pecador,
Um pecador."

(Letra de Rubem Amorese e música de Toninho Zemuner.)
Angela Natel On sábado, 21 de novembro de 2009 At 06:46
"Um conjunto de conhecimentos sobre Deus, advindo da convivência com Ele, da busca sincera e contínua de um relacionamento íntimo com o Altíssimo, sempre estribado em Sua Palavra e direcionado para os irmãos e para o próximo. Prazer e dever de todo crente."

(Rubem Amorese - Louvor, Adoração e Liturgia)
Angela Natel On sexta-feira, 20 de novembro de 2009 At 06:45

“O discípulo não está acima do seu mestre, mas todo aquele que for bem preparado será como o seu mestre” – Lc 6.40

“Vocês me chamam 'Mestre' e 'Senhor', e com razão, pois eu o sou” – Jo 13.13.

Jesus é o nosso padrão

Vamos ver algumas qualidades na vida do Mestre dos Mestres – Jesus. Elas não são uma opção; devem fazer parte da vida e do coração de um mestre.

1. 1. Preparação – Mt 3.13-15.

“Então Jesus veio da Galiléia ao Jordão para ser batizado por João. 14 João,

porém, tentou impedi-lo, dizendo: "Eu preciso ser batizado por ti, e tu vens a

mim?" 15 Respondeu Jesus: "Deixe assim por enquanto; convém que assim

façamos, para cumprir toda a justiça”.

Significa prevenir, dispor uma coisa para que sirva a um efeito. Antes de começar seu ministério, Jesus gastou tempo na preparação. O que fez Jesus? Ele sabia o que iria enfrentar. Preparação é o tempo de se fazer contas. O resultado foi: Lc 4.14,15.

O mestre da EL não deve tomar sua tarefa às pressas e confiar-se em sua sabedoria ou experiência. (Pec, veja o livreto do Finney que fala sobre “cuide bem de ti mesmo”).

1.1 1.1 Preparação espiritual – cuidar do tempo de oração e do estudo da Palavra, porque são suas ferramentas que dão poder aos seus ensinos para que cumpra o propósito em cada vida.

1.2 1.2 Preparação intelectual – o mestre não deve se limitar ao seu devocional; deve dedicar tempo para ler livros e cultivar o hábito da sua auto-formação.

1.3 1.3 Preparação pessoal – me refiro à mudanças internas e externas que devem fazer o mestre em seu caráter, no seu testemunho, que lhe darão autoridade para ensinar em cada classe e ser exemplo para os estudantes. “Assim brilhe a luz de vocês diante dos homens, para que vejam as suas boas obras e glorifiquem ao Pai de vocês, que está nos céus” – Mt 5.16.

2. 2. Ministrar – Mt 4.23-25

“Jesus foi por toda a Galiléia, ensinando nas sinagogas deles, pregando as boas novas do Reino e curando todas as enfermidades e doenças entre o povo. 24 Notícias sobre ele se espalharam por toda a Síria, e o povo lhe trouxe todos os que estavam padecendo vários males e tormentos: endemoninhados, epiléticos e paralíticos; e ele os curou. 25 Grandes multidões o seguiam, vindas da Galiléia, Decápolis, Jerusalém, Judéia e da região do outro lado do Jordão”.

Jesus não somente ensinava, mas também dedicava tempo para ministrar sobre as necessidades do povo. (Pec, fale da importância da ministração na sala de aula, no discipulado, na célula, no aconselhamento, depois de um aconselhamento dos filhos, etc). A ministração tem o poder de converter os corações, além de liberar a bênção da pregação. Por isso, a importância de converter os princípios e verdades ministradas em oração. Ministre (através da oração) de forma que leve os que te ouvem a viver o que você ensinou. Olhe o texto acima! Um bom mestre é aquele que se preocupa em suprir as necessidades dos seus estudantes.

3. 3. Ensino com autoridade – Mt 7.28,29

A palavra de autoridade significa crédito e fé que se dá à uma pessoa em determinada matéria. Por que as pessoas criam nos ensinos de Jesus e não nos dos escribas? Note que as pessoas não elogiaram a metodologia de Cristo, mas a autoridade dele como mestre.

O que conferia a Jesus essa autoridade? A resposta é: o mesmo que tirava dos escribas a sua credibilidade: a prática de vida. Os escribas eram pessoas encarregadas de estudar detalhadamente as Escrituras e dar-lhe interpretação, mas a sua prática de vida era contrária ao que ensinava. Jesus disse a respeito deles: “Obedeçam-lhes e façam tudo o que eles lhes dizem. Mas não façam o que eles fazem, pois não praticam o que pregam” – Mt 23.3. O que vc faz fala tão alto que não me deixa ouvir o que vc fala”. Dê testemunho em todas as áreas da sua vida (família, submissão às autoridades, finanças, ministério...) e isto lhe dará autoridade.

4. 4. Criatividade – Mt 13.34,35. A palavra criatividade significa aptidão para criar ou inventar. O êxito de uma classe na EL depende da criatividade do mestre. Ex: na aula passada da EL, o tema era sobre comunicação na família. Então, combinei com ela para que entrasse na sala e tentasse se comunicar comigo e eu a trataria com indiferença. Não preciso compartilhar que a classe chorou e... Os primeiros minutos de uma classe são determinantes. Quando não existe essa capacidade, a classe se torna aborrecida, monótona e enfadonha, traz desmotivação e evasão, desistência por parte dos estudantes. É notável como Jesus não se esqueceu de formar esta qualidade em seu ministério. Ele contava parábolas ao povo para chamar a atenção. As parábolas tem o poder de fertilizar a imaginação e jogar luz sobre as verdades bíblicas.

5. 5. Responsabilidade – Mt 14.12-14.

“Os discípulos de João vieram, levaram o seu corpo e o sepultaram. Depois foram contar isso a Jesus. 13 Ouvindo o que havia ocorrido, Jesus retirou-se de barco, em particular, para um lugar deserto. As multidões, ao ouvirem falar disso, saíram das cidades e o seguiram a pé. 14 Quando Jesus saiu do barco e viu tão grande multidão, teve compaixão deles e curou os seus doentes”.

Ao saber da notícia de seu primo e companheiro de ministério, João, o seu coração estava triste, pensativo, por isso se retirou para o deserto. Todavia, o motivo falou mais alto do que o seu estado emocional: ele saiu e atendeu a multidão. O que Jesus nos ensina aqui com o seu exemplo? Responsabilidade acima das circunstâncias; fazer, apesar de. É aqui que o mestre necessita da intervenção do ES. Como pode um mestre triste cumprir a sua missão de amor? Isto responde: “pelas suas pisaduras ou sou sarado”.

O espírito de responsabilidade de um mestre pode ser retratado nas palavras do profeta Jeremias 20.9, assim “Mas, se eu digo: Não o mencionarei nem mais falarei em seu nome, é como se um fogo ardesse em meu coração, um fogo dentro de mim. Estou exausto tentando contê-lo; já não posso mais!”

6. 6. Compaixão – Mt 14.14

“Quando Jesus saiu do barco e viu tão grande multidão, teve compaixão deles e curou os seus doentes”.

É um ministério de corações que sangram, que são sensíveis às necessidades alheias. Compaixão por seus alunos , sabendo que seus ensinos poderão suprir as necessidades deles. A compaixão de Jesus o levou a se dedicar ao ensino.

A compaixão nos leva a três coisas:

a. a. Amar os nossos estudantes

b. b. Conduzi-los à mudanças profundas de vida

c. c. Realizar milagres em prol deles (a compaixão é o princípio primordial para um milagre)

7. 7. Exigência – Mc 10.20-22

“E ele declarou: "Mestre, a tudo isso tenho obedecido desde a minha adolescência". 21 Jesus olhou para ele e o amou. "Falta-lhe uma coisa", disse ele. "Vá, venda tudo o que você possui e dê o dinheiro aos pobres, e você terá um tesouro no céu. Depois, venha e siga-me. " 22 Diante disso ele ficou abatido e afastou-se triste, porque tinha muitas riquezas.”

( “Desafios de um Mestre”) A autoridade, a exigência estão ligadas ao amor. Embora Jesus amasse e estava disposto a dar-se a si mesmo pelos seus discípulos, não deixou de ser exigente com eles. Chama-me a atenção o que o texto diz: “Jesus olhando para ele o amou”. Mas veja que a iniciativa de Jesus em seguida no mesmo versículo (21). Vale a pena ler! A exigência é para edificação e não para a destruição. Vc como mestre tem o poder para levantar e para destruir. A EL deve formar o caráter do estudante, através de trabalhos, avaliações, regulamentos. O mestre exige excelência, disciplina, diligencia e formação da vida dos seus estudantes. (Cuidado com as desculpas)

É lógico que o mestre faz isto mesclado com amor. A dureza de um mestre na sala de aula, sem o ingrediente do amor, com brutalidade... pode matar o estudante, tirar dele a visão e gerar insensibilidade no seu coração. A agressividade é falta de domínio próprio e não sinal de autoridade. Exija mudança de vida, não negocie princípios, mas o faça com amor aos seus estudantes. Suas palavras podem doer, mas os teus olhos devem transmitir amor.

8. 8. Sabedoria no trato – Jo 8.10,11

“Então Jesus pôs-se em pé e perguntou-lhe: "Mulher, onde estão eles? Ninguém a condenou?" 11 "Ninguém, Senhor", disse ela. Declarou Jesus: "Eu também não a condeno. Agora vá e abandone sua vida de pecado”

Jesus! Jesus! Jesus, sempre o Mestre por Excelência! Ele sabia tratar diferente cada classe de pessoas e o fazia com uma sabedoria que nos desafia.

A motivação e a desmotivação são filhas do trato.

Se você como mestre não tratar educadamente a sua classe pode trazer problemas emocionais que, conseqüentemente, levará seus estudantes ao fracasso pessoal.

v v Como Jesus manejou com esta situação? (princípios de relacionamento nas resoluções de problemas):

- - Não se deixou levar pela primeira impressão. Muitas vezes o nosso coração nos trai, nos fazendo crer na primeira coisa que ouvimos ou vemos. E aí o mestre imprudente comete injustiça.

Exp: Peck, compartilhe do fato da Samy quando tinha 9 anos e lhe disse: “Pai, cuidado! Não faça nada antes de ouvir as duas pessoas, porque quando a gente escuta a primeira pessoa, pensamos que ela está com a razão...” Eu lhe disse, emocionado: Filha, isto se chama sabedoria.


Se Jesus tivesse atuado a partir da primeira impressão, provavelmente Ele mesmo teria apedrejado à mulher adúltera.

- - Não agiu com ira. A ira é uma má conselheira.

Nunca atue com ira em sua classe, isto faz parte de melhorar nosso caráter e nos ensinar a controlar o nosso temperamento.

Quando nos deixamos controlar pela ira, cometemos muitos erros e causamos muitos danos à vida emocional, relacional, ministerial e espiritual dos nossos estudantes. Pense nisto quando estiver na ativa!

Conclusão: Vc pode estar pensando: “Mas, são muitas marcas...” Pois é, a nossa intenção é que vc saia daqui marcado. O conhecimento apenas te responsabiliza, a decisão somente te define, mas a prática te conforma (dá a mesma forma que), e somente o hábito te re-forma (leva à forma original), o ensino da verdade te revela como mestre, quando Cristo te transforma.

Como vc pode sentir, ser mestre na EL e em outros seguimentos no Corpo de Cristo é um grande privilégio. E assim como todo privilégio demanda responsabilidades coerente e à altura, a EL não foge à regra.

Angela Natel On quinta-feira, 19 de novembro de 2009 At 06:42

Suporte comigo os meus sofrimentos, como bom soldado de Cristo Jesus. 4 Nenhum soldado se deixa envolver pelos negócios da vida civil, já que deseja agradar aquele que o alistou. 5 Semelhantemente, nenhum atleta é coroado como vencedor, se não competir de acordo com as regras. 6 O lavrador que trabalha arduamente deve ser o primeiro a participar dos frutos da colheita. 7 Reflita no que estou dizendo, pois o Senhor lhe dará entendimento em tudo.

Aqui Paulo fala do caráter que deve formar o mestre, ou seja, os princípios básicos que deve desenvolver em sua vida. São eles:

1. 1. Amor pelo que faz – 2 Tm 2.3,4. O soldado se destaca pelo amor à sua nação, que o leva a arriscar a sua própria vida. Quem não ama, como irá transformar vidas? Eis a razão porque poucos fazem tanto pela formação do seu discípulo e tantos fazem tão pouco.

2. 2. Disciplina – 2 Tm 2.5. O atleta se destaca por sua disciplina. Isto requer organização (organizar suas prioridade, seu tempo, sua coisas, sua casa...). Na Bíblia disciplina é diligência. Diligente é ser cuidadoso, exato, ativo, pronto e ligeiro na obra, que discerne o tempo apropriado – Pv 22.29; Rm 12.11. O mestre é alguém que se esmera no seu preparo pessoal e na sua auto-formação diante dos desafios. O mestre que realmente transforma vidas é aquele que com sua vida ensina disciplina”.

3. 3. Esforço – 2 Tm 2.6. O lavrador se esforça e se sacrifica para semear a semente. Esforço é empregar elementos custosos na execução de algum projeto. Transformar vidas é um projeto que requer muito esforço do mestre. Mudar a maneira de pensar e de ser de um estudante requer muito trabalho. Se o mestre não tiver esta característica no seu caráter, logo irá desistir. Por isso é importante sua preparação, seu testemunho e sua consagração. Mas vale a pena! Fique de olho no terceiro dia.

Amor pelo que faz assim como o amor patriótico de um soldado; disciplina assim como de um atleta que se prepara para as competições, e o esforço como de um lavrador. Note que todos eles se expressam corporalmente e na prática, assim também o mestre. De todos se exige concentração. E o que se exige do mestre, senão concentração?! (Ele não pode perder o alvo).

Angela Natel On quarta-feira, 18 de novembro de 2009 At 06:41

At 18.24-28

O Mestre é uma pessoa:

1. Culta – “Ele era homem culto...”

2. Íntima da Bíblia – “...tinha grande conhecimento das Escrituras”

3. Instruída no caminho de Deus – “Fora instruído no caminho do Senhor...”

4. Fervoroso no ensino – “...com grande fervor falava e ensinava...”

5. veraz – “...ensinava com exatidão acerca de Jesus...”

6. cristocêntrica – “...ensinava... acerca de Jesus”

7. diligente – “Logo começou...”

8. corajosa – “Logo começou a falar corajosamente na sinagoga.”

9. aprendiz – “...Priscila e Áquila... lhe explicaram com mais exatidão o caminho de Deus.” (busca de excelência)

10.empreendedor – “Querendo ele ir para a Acaia...”

11.recomendável - “...escreveram aos discípulos que o recebessem.”

12.servo – “Ao chegar, ele auxiliou muito...”

13.enérgico – “...refutava vigorosamente os judeus em debate público...”

Angela Natel On terça-feira, 17 de novembro de 2009 At 06:38

2 Tm 2.15; 1 Tm 4.13-16

Meta de ensino

Cada estudante deverá desenvolver as habilidades básicas que lhe permitam ser um melhor mestre.

Indicadores

Ø O estudante deve explicar cada uma das habilidades por desenvolver

Ø O estudante deve auto-avaliar seu desenvolvimento em cada área mencionada

Ø O estudante deve desenvolver um plano de melhoramento em cada área ensinada

Definição

Habilidades básicas é o conjunto de qualidades fundamentais que uma pessoa possui, neste caso, um mestre de EL, as quais lhe ajudam a cumprir seu trabalho com eficácia. O dever do mestre é esforçar-se por descobri-las, cultiva-las e aplica-las.

  1. Habilidades acadêmicas

1.1 Hábito de estudar

Como temos estudado, é muito importante no mestre a sua auto-formação, por isso dentro das habilidades acadêmicas se destacam os hábitos de estudo.

Quando buscamos um significado para a palavra “hábito”, encontramos que seja “facilidade adquirida pela prática constante de um exercício”. Este significado tem sua base em Hb 5.14 “Mas o alimento sólido é para os adultos, os quais, pelo exercício constante, tornaram-se aptos para discernir tanto o bem quanto o mal”.

Aqui se cumpre o provérbio popular “a prática faz o mestre”. O hábito ou o estilo de vida da auto-formação é fruto da prática constante do estudo.

Condições ambientais adequadas para o estudo

· Pessoais: Para se ter um bom estudo, se faz necessário um ambiente propício, porem o primeiro e mais importante é o que se move dentro de cada mestre, ou seja a disposição interna para estudar. Em seguida, quero compartilhar com vocês algumas coisas a serem consideradas para a motivação interna o leve a um estudo eficaz e auto-formação. Para isto, vamos olhar a história de Neemias:

- Amor pelo que faço: Ne 1.4, diz: “Quando ouvi estas coisas, sentei-me e chorei. Passei dias lamentando-me, jejuando e orando ao Deus dos céus”.

Ninguém pode motivar-se se primeiro não amar o que faz. O mestre deve amar o estudar e o preparar-se. O que te dá prazer se torna o grande combustível para ter eficiência e alcançar o alvo.

- Auto-motivação: Ne 2.13-17, diz: “De noite saí pela porta do Vale na direção da fonte do Dragão e da porta do Esterco, examinando o muro de Jerusalém que havia sido derrubado e suas portas, que haviam sido destruídas pelo fogo. Fui até a porta da Fonte e do tanque do Rei, mas ali não havia espaço para o meu animal passar; por isso subi o vale, ainda de noite, examinando o muro. Finalmente voltei e tornei a entrar pela porta do Vale. Os oficiais não sabiam aonde eu tinha ido ou o que eu estava fazendo, pois até então eu não tinha dito nada aos judeus, aos sacerdotes, aos nobres, aos oficiais e aos outros que iriam realizar a obra. Então eu lhes disse: Vejam a situação terrível em que estamos: Jerusalém está em ruínas, e suas portas foram destruídas pelo fogo. Venham, vamos reconstruir os muros de Jerusalém, para que não fiquemos mais nesta situação humilhante”.

Nesta passagem podemos ver o grande exemplo de Neemias, que embora vendo os muros derribados e as portas consumidas pelo fogo, não se desmotivou, ao contrário, decidiu, apesar do que via, reconstruir os muros, e não apenas isto, mas também com sua auto-motivação animou a outros. É importante que cada mestre entenda que quando decidimos fazer algo, sempre existem obstáculos que querem evitar que alcancemos nossas metas. O mestre deve ser perseverante em seu estudo e em sua auto-formação. Auto-motive-se, não permita jamais que os obstáculos te façam frear (afinal, vc não foi ungido com óleo de freio, senão com o óleo do ES), mas faça com que eles se tornem um incentivo para continuar.

- Organização: “O sumo sacerdote Eliasibe e os seus colegas sacerdotes começaram o seu trabalho e reconstruíram a Porta das Ovelhas. Eles a consagraram e colocaram as portas no lugar. Depois construíram o muro até a Torre dos Cem, que consagraram, e até a Torre de Hananeel. Os homens de Jericó construíram o trecho seguintes, e Zacur, filho de Inri, construiu logo adiante” – Ne 3.1,2.

Isto não é uma opção, é um requisito. Se vc, como mestre, quer ter sucesso em seu estudo, deve aprender a arte da organização. Isto inclui a disciplina. Muitas pessoas organizam, porém não cumprem o que planejaram. Neemias nos ensina isto: é impossível chegar a uma meta sem organização.

- Ação sistemática: Leia Ne 6.2-4! Não se desvie mestre, nem para a direita e nem para a esquerda. Por mais que os inimigos insistissem para que a construção fosse detida, não tiveram êxito, visto que Neemias se manteve concentrado em sua meta, pois sabia perfeitamente o que deveria fazer. Igualmente vc como mestre entenda que é impossível alcançar um estilo de vida de auto-formação, se permitir distrações no estudo. Tenha sempre em sua mente o mesmo que havia na mente de Neemias: “Estou executando um grande projeto e não posso descer”. Quem se distrai, desce as escadas da ignorância.

· Físicas: O estado físico do nosso corpo e o lugar onde estudamos ou trabalhamos está diretamente relacionado ao nosso rendimento. Quero fazer-lhes algumas recomendações:

- Mantenha-se em forma para estudar: O cansaço, o sono, a fome, a dor de cabeça, dor nas vistas, etc, são sérios obstáculos para um estudo proveitoso. Busque para estudar horas em que o corpo está mais descansado.

- Estude em um lugar que permita a concentração: Deve evitar todo aquilo que distraia a atenção no estudo e buscar um lugar em que não existam ruídos, nem interrupções de visitas ou chamadas.

- Estude em um lugar cômodo: Mesa e cadeira adequadas, boa ventilação e suficiente iluminação, etc.

- Estudo em um lugar íntimo e pessoal: Um lugar que não seja público onde se possa concentrar-se no que está fazendo.

1.2 Hábito de planejar o estudo

Planeje seu estudo da seguinte maneira:

- Elabore um horário de estudo pessoal:

- Inclua no horário todos os temas a ser estudado:

- Inclua no horário períodos de descanso:

- Inclua dias de descanso na semana:

- Cumpra disciplinadamente este horário até que se converta em hábito.

1.3 Hábito de organizar

Inculcar o hábito de uma boa organização não é fácil. Leve em conta os seguintes aspectos:

- Prepare o necessário antes de sentar-se a estudar:

- Tenha cada coisa em seu lugar e ao seu alcance

1.4 Hábito de memorizar

- Tenha confiança em sua própria memória:

- Compreenda antes de memorizar: Isto é elementar e fundamental.

- Empregue o intervalo de descanso uns minutos antes de seguir memorizando, quando o texto a ser memorizado for longo.

Sugestão de um método universal de memorização, com bons resultados:

· Leitura rápida da lição ou perguntas que vc quer aprender. O objetivo é que o mestre tenha uma idéia global do assunto.

· Leitura detida dos detalhes importantes do que já fora lido rapidamente.

· Sublinhar os pontos importantes.

· Fazer um esboço se utilizando dos pontos sublinhados.

· Elaborar o resumo.

· Repetição oral do resumo até que tenha absorvido. Considera-se absorvido quando apenas em olhar para os pontos principais, se posso comentar o seu conteúdo.

1.5 Hábito de estudar a Bíblia

  1. Habilidades lingüísticas

Escutar nos faculta compreensão;

Falar é fundamental para a formação de outrem

Escrever importante para transcrever nossos pensamentos

Ler nos abre as portas do conhecimento e nos capacita para nos tornarmos melhores mestres

2.1 Hábito de escutar

O mestre também escuta com os olhos. Olhe para o estudante quando este está falando.

2.2 Hábito de ler

Leia até o final. Estabeleça uma meta de leitura diária, semanal, mensal e anual.

Não gaste seu tempo precioso e escasso lendo qualquer coisa.

2.3 Hábito de falar

Não tenha medo de falar.

Fale para edificar.

Fale em bom tom e fuja da monotonia.

Fale sem impostação; fale naturalmente

2.4 Hábito de escrever

Escreva bem, escreva sempre.

Compartilhe o que escrever.

Compartilhe com as pessoas certas.

  1. Habilidades sociais

É um conjunto de condutas emitidas por um indivíduo em um contexto interpessoal que expressa os sentimentos, atitudes, desejos, opiniões de forma adequada a cada situação.

Saber fazer pedidos.

Saber rejeitar pedidos

Saber expressar afetos. (falar dos abraços)

Expressão de desagrado ou desacordo

Expressões de opiniões pessoais

Defesa de direitos próprios

Iniciar e manter a conversação

Pedido de mudança da conduta do outro

Reconhecer o erro e pedir perdão

Admitir a ignorância

Afrontar a crítica sem afrontar o crítico

Falar em público.

O Mestre deve-se preocupar com a comunicação e a interação. Relações humanas.

Devemos nos examinar em que áreas somos menos habilidosos e começar a eliminar a injustiça, a manipulação e as palavras agressivas.

Conclusão

Ter uma formação integral.

Recomendações

Dentre os hábitos acima, faça um esboço dos seus hábitos, assim: “MEUS HÁBITOS, MAUS HÁBITOS”

  1. Hábitos fortes
  2. Hábitos frágeis
  3. Propostas e desafios a mim mesmo

Leia o livro: Ponha Ordem No Seu Mundo Interior

Angela Natel On segunda-feira, 16 de novembro de 2009 At 06:37

Texto: Salmo 81.8-16.

INTRODUÇÃO

Os caminhos de Deus são perfeitos!

I – O DESEJO INTENSO DE DEUS: O BEM ESTAR DO SEU POVO!

Nosso Deus é um Deus pessoal. Ele nos chama de ‘povo meu’! Ele declara “Eu sou o Senhor teu Deus!”.

Este Salmo está relacionado à Festa do Tabernáculo, a festa que lembra a presença de Deus no meio do seu povo: Deus tabernaculizou entre o seu povo. Ele habita no meio do seu povo.

1. Todo inimigo abatido! v.14

Israel havia experimentado em seu caminhar como Deus lhe havia tirado na escravidão e do sofrimento. Tirei vocês do Egito. Tirei vocês da opressão. Agora, vocês são um povo livre!

Ao você conhecer ao Senhor Jesus em sua vida, você experimentou a bondade de Deus: todos os seus pecados foram perdoados; não há mais condenação sobre a sua vida; você está livre!

Senhor Jesus lhe chamou à liberdade! O inimigo foi abatido na cruz. A Palavra de Deus inclusive nos diz que Ele não pode nos tocar!

2. Toda situação sob controle. v.15

Tudo e todos que aborrecem ao Senhor estariam se submetendo à vontade dEle. E isto não teria fim.

Todo sentimento de depressão – submete-se ao nome do Senhor Jesus!

Toda pessoa rebelde não teria espaço para gerar fofoca e intriga no meio do povo de Deus.

3. O povo usufruirá o melhor! v. 16

A palavra de Deus é muita franca e aberta conosco!

Cantem de júbilo e se alegrem os que têm prazer na minha retidão; e digam sempre: Glorificado seja o SENHOR, que se compraz na prosperidade do seu servo! Salmo 35.27

A bênção do SENHOR enriquece, e com ela não traz desgosto. Pv 10.22.

Nosso Pai Celestial é um Pai generoso e quer ver que seus filhos possam viver bem e usufruir de suas riquezas. Todo ouro e toda prata deste mundo pertence ao nosso Pai Celestial!

II – O POVO NÃO CONSEGUE USUFRUIR ESTE BEM ESTAR!

1. O povo não quis!

Deus faz uma avaliação do seu povo e lhe observa o coração. Por suas atitudes, seu falar e seu agir entendeu que o povo na verdade não quer andar nos Seus caminhos!

2. O povo tem um coração teimoso!

Ao olhar para o coração, Deus encontra um coração teimoso (obstinado, cheio de si, duro, firme, não maleável).

Um coração teimoso não aceita a Palavra, pois não abre mão de seus sentimentos e opiniões. Um coração teimoso é insensível ao falar de Deus, pois sempre tem seu argumento.

3. O povo quer seguir seus próprios conselhos!

Deus avalia o seu povo e encontra um povo que tem muitas idéias – boas idéias – mas, que são idéia fora do padrão de Deus!

Muitos até dizem: “Deus me falou!” Mas, no fundo é apenas o desejo obstinado do próprio coração, para fazer a sua própria vontade!

III – NOSSO DEUS SUSPIRA POR SEU POVO!

1. Ah! Se o meu povo me escutasse!

O “Ah!” de Deus aqui quer dizer: quem me dera! se pelo menos! Mas, no fundo parece uma condição improvável – difícil de acontecer.

Dar ouvidos é ser sensível, estar aberto e desejoso de conhecer os caminhos de Deus. Ouvir a Deus tem haver com a obediência em pequenas coisas: gratidão, amor, perdão, incentivo!

2. Ah! Se o meu povo andasse nos meus caminhos!

Todos os caminhos de Deus são deliciosos

3. Ah! Se você...

Liberdade de Expressão


É importante esclarecer que este BLOG, em plena vigência do Estado Democrático de Direito, exercita-se das prerrogativas constantes dos incisos IV e IX, do artigo 5º, da Constituição Federal. Relembrando os referidos textos constitucionais, verifica-se:
“é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato" (inciso IV) e "é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença"(inciso IX). Além disso, cabe salientar que a proteção legal de nosso trabalho também se constata na análise mais acurada do inciso VI, do mesmo artigo em comento, quando sentencia que "é inviolável a liberdade de consciência e de crença". Tendo sido explicitada, faz-se necessário, ainda, esclarecer que as menções, aferições, ou até mesmo as aparentes críticas que, porventura, se façam a respeito de doutrinas das mais diversas crenças, situam-se e estão adstritas tão somente ao campo da"argumentação", ou seja, são abordagens que se limitam puramente às questões teológicas e doutrinárias. Assim sendo, não há que se falar em difamação, crime contra a honra de quem quer que seja, ressaltando-se, inclusive, que tais discussões não estão voltadas para a pessoa, mas para idéias e doutrinas.