Angela Natel On terça-feira, 31 de março de 2009 At 07:51
“com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do Maligno.”
(Efésios 6:16b)

Arma feita com uma vara curta na qual era colocada uma ponta de ferro e que era atirada com uma das mãos (dardo); arma de arremesso, que consistia numa longa haste de madeira, tendo uma ponta de pedra, bronze ou ferro pontudo (lança); arma que consiste de uma vara que tem numa das extremidades uma ponta penetrante e na outra tem penas e que é atirada por meio de um arco (seta ou flecha). Eis o que se enquadra na descrição de dardos, setas, lanças ou flechas utilizados mais comumente pelos povos dos tempos bíblicos.
A lança era de diversas espécies, desde a fortíssima arma, a chaniyth (tynx – 1 Sm.13:19,22; 17:7,47; 18:10; 19:9,10; 20:33; 21:8; 22:6; 26:7,8,11,12,16,22; 2 Sm.1:6; 2:23; 21:19; 23:7,8,18,21; 2 Rs.11:10; 1 Cr.11:23; 12:34 – dos de Naftali – 20:5; 2 Cr.23:9; Jó 39:23 – lança - ; 41:26; Sl.35:3; 46:9; 57:4; Is.2:4; Mq.4:3; Na.3:3; Hc.3:11), que pesava cerca de 25 arretéis, e foi usada por Golias e Saul, até ao kiydown (Nwdyk – propriamente um dardo ou azagaia - Js. 8:18,26; 1 Sm.17:6,45; Jó 39:23 – dardo - 41:29; Jr.6:23; 50:42), leve e curta haste que o guerreiro levava às costas, entre os ombros, dardo de arremesso. Ainda havia outras, como a romach (xmr - procedente de uma raiz não utilizada significando ‘arremessar’ – Nm.25:7; Jz.5:8; 1 Cr.11:12; 12:8 – dos Gaditas – 12:24; 2 Cr.14:8 – dos de Judá – 2 Cr.25:5 – dos de Judá e Benjamim – 2 Cr.26:14; Ne.4:13,16,21; Jr.46:4; Ez.39:9; Jl.3:10), a shelach (xlv - arma, projétil - Jó 36:12; Jl.2:8), a qayin (Nyq – utilizada por gigantes – 2 Sm.21:16), a b@rowsh (vwrb - cipreste, abeto, junípero, pinheiro, uma árvore nobre (lit.), referindo-se à majestade (fig.), material para o templo – Na.2:3), o matteh ou (fem.) mattah (hjm e hjm - vara, ramo, tribo, bordão, cajado, companhia liderada por um chefe com um bordão (originalmente) – Hc.3:9,14), a macca‘ (eom - pedreira, extração, ato de quebrar pedras, míssil, dardo – Jó 41:26) e a shebet (vara, bordão (apetrecho de um pastor), ramo, galho, clava, bastão, cetro (sinal de autoridade), clã, tribo, cabo (referindo-se a espada, dardo). Foi com a lança shebet (traduzida a palavra por ‘dardos’) que Joabe acabou de matar Absalão (2 Sm.18:14). No NT tem-se logche (logch - ponta de ferro ou cabeça de uma lança, uma haste embutida numa lâmina pontiaguda de ferro – Jo.19:34) e belos (belov - míssil, dardo, flecha, seta – Ef.6:16).
As setas (ben - Nb - filho, neto, criança, membro de um grupo crianças - pl. -masculino e feminino - mocidade, jovens (pl.), novo (referindo-se a animais), filhos (como caracterização, i.e. filhos da injustiça [para homens injustos] ou filhos de Deus [para anjos], povo (de uma nação) (pl.), referindo-se a coisas sem vida, i.e. faíscas, estrelas, flechas (fig.), um membro de uma associação, ordem, classe – Jó 41:28; Lm.3:13; chets – Ux – flecha – Nm.24:8; Dt.32:23,42; 2 Rs.13:17; 19:32; 1 Sm.20:20,21,22,36,38; 2 Sm.22:15; 2 Rs.13:15,18; 1 Cr.12:2; 2 Cr.26:15; Jó 6:4; Sl.7:13; 11:2; 18:14; 38:2; 45:5; 57:4 - flecha; 58:7; 64:3,7; 91:5; 120:4; 127:4; 144:6; Pv.7:23; 25:18; 26:18; Is.5:28; 7:24; 37:33; 49:2; 50:11; Jr.9:8; 50:9,14; 51:11; Lm.3:12; Ez.5:16; 21:21; 39:3,9; Hc.3:11; Zc.9:14; chatsats – Uux – cascalho – Sl.77:17) eram levadas numa aljava, e algumas vezes envenenadas. Também há o termo propriamente para ‘flechas’, como chitstsiy ou chetsiy (yux ou yux – flecha – 1 Sm.20:36,37; 2 Rs.9:24), shiryown ou shiryon e shiryan também (fem.) shiryah e shiryonah (Nwyrv ou Nyrv e Nyrv também (fem.) hyrv e hnyrv - couraça para o corpo, uma arma, talvez uma lança, dardo – Jó 41:26), rab (br – arqueiro – Jó 16:13) e até baraq (qrb - relâmpagos, raios, referindo-se à uma espada reluzente (fig.) – Jó 20:25).
‘Dardos inflamados’ (Ef.6:16) são setas, ou outras armas de arremesso, lançadas quando estão em fogo ou têm em si qualquer material combustível. O escudo de maiores proporções utilizado pela infantaria também era usado durante os cercos, sendo muitos deles colocados juntos, de modo a formar uma gigantesca casca de tartaruga, a fim a proteger as cabeças dos sitiadores contra os dardos (belov belos: míssil, dardo, flecha, seta – Ef.6:16) e pedras que eram arremessados das muralhas ou das torres. A unidade da fé é a nossa maior arma contra os ataques das trevas contra nossas vidas e, para tanto, precisamos uns dos outros nesse processo. A unidade também é um fator essencial para que haja um evangelismo eficaz, num terreno sobre o qual os crentes possam caminhar e trabalhar juntos. O escudo é móvel e pode nos proteger dos dardos inflamados do inimigo em qualquer região do corpo (qualquer circunstância). Assim a nossa fé é capaz de ser aplicada a qualquer circunstância onde os dardos da dúvida, do medo, da acusação, da injustiça, da crítica, da fofoca e da violência se fizerem presentes.
Todos nós que estamos em meio à luta receberemos dardos inflamados lançados contra nossas vidas. A questão é: será que vamos ser atingidos por esses dardos, ou há como evitá-los ou acabar com eles? A fé não impede o inimigo de atacar, mas atua no sentido de extinguir o que o inimigo lança sobre nós. Se ficarmos feridos, é certo que perdemos a nossa fé.
O arco era uma arma na qual eram amestrados todos os soldados, desde o mais humilde aos filhos do rei, assim como não há distinção entre nós, os filhos de Deus – todos entram nesse Reino pela fé, e pela fé é que vive o justo (Hc.2:4; Rm.1:17; Gl.3:11; Hb.10:38).
Angela Natel On segunda-feira, 30 de março de 2009 At 08:02
“embraçando sempre o escudo da fé,”
(Efésios 6:16a)

Antiga arma de defesa, o escudo era feito de couro ou de metal, geralmente de forma circular ou oval, que os soldados, por meio de braçadeiras, prendiam num dos braços (quase sempre o esquerdo) para se protegerem dos golpes de espada ou de lança (1Sm 17.45; Ef 6.16).
Existia duas espécies principais de escudo: o tsinnah, que encobria toda a pessoa, e o magen, para usar-se nos conflitos corpo a corpo. Ambas estas palavras são usadas nos Salmos metaforicamente com relação ao amparo de Deus (Sl.3:3; 5:12; 7:10; 18:2,30; 28:7; 33:20; 59:11; 84:9,11; 115:9,10,11; 119:114; 144:2).
Cinco palavras hebraicas são traduzidas pela palavra escudo no VT: a primeira refere-se àquele escudo que era de tal grandeza que podia proteger todo o corpo. Era este o já mencionado hnu tsinnah (como em 1 Cr.12:8,24,34; 2 Cr.25:5; Sl.5:12), grande escudo de madeira, coberto de duras peles; o segundo era o magen (Ngm também (no pl.) fem. hngm – como na expressão “Yahweh é o meu escudo” em Gn.15:1; Dt.33:29; 2 Sm.22:3; Sl.3:3; 28:7; 33:20; 59:11; 84:9,11; 115:9; 119:114; 144:2; Pv.30:5 e em outras situações, como em Jz.5:8; 2 Sm.1:21; 2 Sm.31,36; 1 Rs.10:17; 14:26,27,28; 2 Rs.19:32; 1 Cr.5:18; 2 Cr.9:16; 12:9,10,11; 14:8; 26:14; 32:5,27; Jó 15:26; Sl.7:10; 18:2,30,35; 35:2; 47:9; 76:3; 115:10,11; Pv.2:7; Ct.4:4; Is.21:5; 22:6; 37:33; Jr.46:3,9; Ez.23:24; 27:10; 38:4,5; 39:9; Na.2:3), era um pequeno escudo redondo ou octogonal, muito usado pelos judeus, babilônios, caldeus, assírios e egípcios. Este pequeno escudo era também feito de madeira, coberto de couro para uso geral, e havia os com uma cobertura de ouro (1 Rs.10:16,17; 14:26,27). No grego, a palavra usada é yureov thureos, e refere-se a um escudo de quatro cantos (um grande quadrilongo), citado em Ef.6:16. O escudo de maiores proporções era empregado principalmente pela infantaria sendo, algumas vezes, levado pelo escudeiro (1 Sm.17:7). Quanto ao pequeno escudo redondo, era usado tanto pela cavalaria quanto pela infantaria.
A terceira palavra traduzida por escudo (Nwdyk kiydown – 1 Sm.17:45; Jó 39:23) é propriamente um dardo ou azagaia (1 Sm.17:45). A significação da quarta palavra (jlv shelet) – 2 Sm.8:7; 1 Cr.18:7; 2 Cr.23:9; Jr.51:11; Ez.27:11 – nos é incerta, embora, provavelmente, se trate de qualquer espécie de escudo pequeno. Ainda há o hrxo cocherah, que refere-se a um pequeno escudo e pode ser encontrado em Sl.91:4.
Era desonroso perder o escudo em combate, porque aumentava a tristeza nacional o dizer-se que “desprezivelmente tinha sido arrojado o escudo dos valentes” (2 Sm.1:21); tal ato, entre os gregos, era castigado com a pena de morte. Falta de escudo era sinal de despreparo e vulnerabilidade (Jz.5:8). Um soldado nunca poderia largar seu escudo.
Várias tribos de Israel são citadas como tendo seus guerreiros habilitados para lutar com escudo e lança, como os Gaditas (1 Cr.12:8 – escudo grande - hnu tsinnah), os de Judá (1 Cr.12:24, 2 Cr.11:12; 14:8; 25:5; 26:14 - escudo grande - hnu tsinnah), os de Naftali (1 Cr.12:34 - escudo grande - hnu tsinnah) e os de Benjamim (2 Cr.17:7 - magen -Ngm também -no pl.- fem. hngm – escudo pequeno). Israel, em determinado momento da história, usou os escudos do batalhão dos valentes de Davi (2 Rs.11:10; 1 Cr.18:7; 2 Cr.23:9).
Os escudos guarnecidos de ouro eram muito empregados para fins de ornamentação ou para manifestação ostentosa. Salomão fez trezentos escudos pequenos de ouro batido e os empregava deste modo e nas procissões religiosas, como seu pai havia anteriormente feito, com os seus troféus de batalha (1 Rs.10:16ss; 2 Sm.8:7; 2 Cr.9:16). Esses trezentos escudos foram levados por Sisaque, rei do Egito (2 Cr.12:9), e Roboão mandou fazer outros de bronze para substituí-los (2 Cr.12:10); Ezequias mandou fazer mais escudos (2 Cr.32:5,27). Persas, gamaditas e Lídios penduravam seus escudos nos muros e torres para ostentação (Ez.27:11; 38:4,5). Na linguagem poética de Cantares, Salomão compara o colar de uma donzela a ‘mil escudos pendurados numa torre’, fazendo menção a essa utilidade (Ct.4:4).
As mães, na Lacedemônia, costumavam excitar a ambição de seus filhos, passando-lhes às mãos os escudos dos pais, e proferindo estas palavras: “Teu pai sempre conservou este escudo. Agora conserva-o tu, também, ou morre.” Os homens da Etiópia e da Líbia levavam escudos pequenos (Ez.38:5; Jr.46:9). Outros povos também utilizavam-nos de tamanho variado (Ez.23:24; 38:4).
Era motivo de orgulho para o guerreiro guardar brilhante o seu escudo. Quando não o usava, sempre o cobria, friccionando-o com azeite para manter sua superfície brilhante, tornar escorregadios os dardos lançados pelo inimigo e livrá-lo dos estragos do tempo (Is.21:5; 22:6). Além disso, o brilho servia para cegar o inimigo com o reflexo dos raios solares em batalhas a céu aberto.
O escudo nunca deve ser largado, devemos embraçá-lo sempre, porque nos protege das chuvas de flechas e pedras que o inimigo lança contra nós. Quanto mais oração e intimidade com o Senhor, maior é o nosso escudo. Porém, nosso escudo pode brilhar tanto que pode cegar a nós mesmos. É necessário, portanto, que utilizemos nossa capa de humildade a fim de proteger-nos do orgulho.
O Senhor nos protege tanto com escudo grande quanto com o pequeno (“Embraça o escudo - Ngm magen - e o broquel - hnu tsinnah - e ergue-te em meu auxílio.” – Sl.35:2); Ele nos dá Seu escudo de livramento (2 Sm.22:36) e o Seu favor nos protege como escudo (Sl.5:12). O Senhor quebra o escudo (Ngm magen) dos nossos inimigos (Sl.76:3).
No hebraico fé (hnwma ‘emuwnah ou - forma contrata - hnma ‘emunah – Hc.2:4) é relacionada a firmeza, fidelidade, estabilidade, enquanto que no grego tem mais a ver com convicção da verdade de algo, juntamente com as idéias de fidelidade e lealdade (pistiv pistis - Mt.8:10; 9:2,22,29; 15:28; 17:20; 21:21; 23:23; Mc.2:5; 4:40; 5:34; 10:52; 11:22; Lc.5:20; 7:9,50; 8:25,48; 17:5,6,19; 18:8,42; 22:32; At.3:16; 6:5,7; 11:24; 13:8; 14:9,22,27: 15:9; 16:5; 20:21; 24:24; 26:18; Rm.1:5,8,12,17; 3:22,25,26,27,28,30,31; 4:5,9,11,12,13,14,16,19,20; 5:1,2; 9:30,32; 10:6,8,17; 11:20; 12:3,6; 14:1,22,23; 16:26; 1 Co.2:5; 12:9; 13:2,13; 15:14,17; 16:13; 2 Co.1:24; 4:13; 5:7; 8:7; 10:15; 13:5; Gl.1:23; 2:16,20; 3:2,5,7,8,9,11,12,14,22,23,24,25,26; 5:5,6,10; Ef.1:5; 2:8; 3:12,17; 4:5,13; 6:16,23; Fp.1:25,27; 2:17; 3:9; Cl.1:4,23; 2:5,7,12; 1 Ts.1:3,8; 3:2,5,6,7,10; 5:8; 2 Ts.1:3,4,11; 2:13; 3:2; 1 Tm.1:2,4,5,14,19; 2:7,15; 3:9,13; 4:1,6,12; 5:8; 6:10,11,12,21; 2 Tm.1:5,13; 2:18,22; 3:8,10,15; 4:7; Tt.1:1,4,13; 2:2; 3:15; Fm.1:5,6; Hb.4:2; 6:1,12; 10:22,38,39; 11:1-39; 12:2; 13:7; Tg.1:3,6; 2:1,5,14,17,18,20,22,24,26; 5:15; 1 Pd.1:5,7,9,21b; 5:9; 2 Pd.1:1,5; 5:4; Jd.1:3,20; Ap.2:13,19; 14:12) ou ainda para ‘estar persuadido de, acreditar, depositar confiança em’ temos pisteuw pisteuo (Mt.8:13; At.8:13; 1 Pd.1:21a).
Para o contrário de fé temos como falta de confiança (oligopistov oligopistos – Mt.6:30; 8:26; 14:31; 16:8) ou infidelidade, incredulidade apistia apistia (Mt.17:20 – ‘pequenez da fé’, Mc.9:24; Lc.12:28).
A fé é descrita como escudo capaz de apagar todos os mísseis incendiários (os dardos com pontas acesas) do maligno descritos em Efésios 6:16, bem como a salvação no Salmo 18:35. A fé precisa ser recebida através do Logos, mas principalmente da Rhema (Rm.10:17 – cf. 7.2 deste estudo). E precisa ser exercida. O exercício da fé constitui-nos num item de defesa a que vamos adeqüar-nos às mais diversas circunstâncias. Andamos por fé e não por vista (2 Co.5:7) e triunfamos sobre o inimigo pela fé (1 Jo.5:4). O escudo da fé é a nossa confiança no Senhor. O escudo da fé é a nossa segurança e proteção. Serve para apagar a dúvida, o medo e a incredulidade, além de cegar o inimigo que tenta se levantar contra nós.
Uma situação específica no NT tem chamado a atenção de muitos estudiosos no que diz respeito ao tipo de problema levantado por Jesus e as armas para sua solução. É o fato descrito em Mateus 17:14-21, quando seus discípulos não conseguiram expulsar o demônio que atormentava um menino:

“E, quando chegaram para junto da multidão, aproximou-se dele um homem, que se ajoelhou e disse:
Senhor, compadece-te de meu filho, porque é lunático e sofre muito; pois muitas vezes cai no fogo e outras muitas, na água.
Apresentei-o a teus discípulos, mas eles não puderam curá-lo.
Jesus exclamou: Ó geração (genea genea: aquele que foi gerado, homens da mesma linhagem, família, os vários graus de descendentes naturais, os membros sucessivos de uma genealogia, metáf. grupo de pessoas muito semelhantes uns com os outros nos dons, ocupações, caráter) incrédula e perversa! Até quando estarei convosco? Até quando vos sofrerei? Trazei-me aqui o menino.
E Jesus repreendeu o demônio, e este saiu do menino; e, desde aquela hora, ficou o menino curado.
Então, os discípulos, aproximando-se de Jesus, perguntaram em particular: Por que motivo não pudemos nós expulsá-lo?
E ele lhes respondeu: Por causa da pequenez da vossa fé. Pois em verdade vos digo que, se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá, e ele passará. Nada vos será impossível.
Mas esta casta (genov genos: família, raça, tribo, nação, i.e. nacionalidade ou descendência de um pessoa em particular) não se expele senão por meio de oração e jejum.”

Nesse texto, a situação pode ser compreendida quando percebemos a ênfase de Jesus em repreender a incredulidade de seus discípulos, que foi a verdadeira causa do impedimento para a libertação do menino através de suas investidas. Assim, demônios saem sob a autoridade do nome de Jesus, mas essa casta de incredulidade, que nos impede de exercermos essa autoridade, só sai com jejum e oração. A fé em Deus, portanto, é a nossa arma defensiva contra qualquer tipo de dúvida (Ef.6:16).
Há uma palavra profética de que um dia Israel utilizará escudos e outras armas como combustível (Ez.39:9), assim como a fé alimenta o mover do Espírito Santo em nós.
A fé também pode ser ofensiva, em algumas circunstâncias (2 Rs.19:32; como no caso em que metade dos homens sob o comando de Neemias ‘permanecia armado’ com escudos - Ne.4:16; Is.37:33; Jr.51:11). Mas tanto a nível defensivo quanto ofensivo é preciso que estejamos dispostos a aprender a manejar o escudo, seja ele pequeno ou grande (Jr.46:3: “Preparai o escudo - Ngm magen - e o pavês - hnu tsinnah - e chegai-vos para a peleja.”), i.e., colocarmos em prática a fé em toda e qualquer situação (cf. Tg.2:14-26).
Angela Natel On domingo, 29 de março de 2009 At 08:01
“Calçai os pés com a preparação do evangelho da paz;”
(Efésios 6:15)

Grevas ou caneleiras eram usadas para proteger as pernas e os pés de um soldado (1 Sm.17:6). Esse tipo de calçado de guerra possuía uma proteção de metal em forma de cravos localizados sob a sola, para que o guerreiro não escorregasse em combate. Os calçados eram ofensivos e defensivos e faziam parte dos despojos de guerra (2 Cr.28:15). Abraão, porém, não aceitou nem correia de sandália (len na‘al ou -fem.- hlen na‘alah) do rei de Sodoma, a fim de não haver legalidade entre eles - porque em tempos de guerra não podemos aceitar presentes do inimigo (Gn.14:23; 2 Rs.5:15-27; 6:8).
Golias usava caneleiras de bronze (1 Sm.17:6) e um par de sandálias comuns não valia muito (Am.2:6; 8:6). Na bênção de Moisés dada à tribo de Aser foi-lhes dito que o ferro e o metal lhes seriam por calçado (Dt.33:25). Cintos e sandálias manchados de sangue fora do tempo de guerra traz maldição (1 Rs.2:5). O rei Asa, de Judá, morreu com problema nos pés (1 Rs.15:23; 2 Cr.16:12).
Algo importante de mencionarmos é que, no tabernáculo dado a Moisés, o sacerdote deveria lavar mãos e pés (representantes do nosso caminhar e das nossas obras – Êx.30:19-21; 40:31) na bacia do pátio; mas com a nova aliança em Cristo devemos apenas nos ater aos pés (pois a salvação não é por obras, e o confessar dos pecados é o lavar a sujeira que pegamos no caminho – Jo.13:5-14; Ef.2:8,9). Assim o Senhor “pisará aos pés as nossas iniqüidades e lançará todos os nossos pecados nas profundezas do mar” (Mq.7:19).
É interessante notarmos que vestes de honra incluíam sandálias de couro, possivelmente de animais marinhos (Ez.16:10; Ct.7:1; Lc.15:22), e descalçar alguém era símbolo de humilhação e vergonha (Dt.25:9,10; Is.20:2) – por isso em lugar santo devia-se tirar os calçados (Êx.3:5; Js.5:15; At.7:33). O ato de tirar voluntariamente as sandálias e dar a outro também validava a transferência de uma propriedade, era assim que se oficializava os negócios em Israel (Rt.4:7,8). De forma semelhante se exigia justiça - deitando-se aos pés do responsável (Rt.3:7-14). Tirar as sandálias também podia significar luto (Ez.24:17,23). Sandálias nos pés significavam prontidão, vigilância (Êx.12:11; Is.5:27), enquanto que calçados velhos podiam representar falta de cuidado, de fidelidade, de perseverança ou de transparência (Js.9:5,13). O soldado não desamarra sua sandália em tempo de guerra (Is.5:27) e não tira a farda nem para dormir, i.e., devemos estar sempre prontos a lutar, e com alvos e objetivos claros (cf. Lc.14:26-35).
Os pés do Filho do Homem são semelhantes ao bronze polido (Ap.1:15; 2:18) e a besta terá os pés como de um urso (Ap.13:2). João Batista não se viu digno nem de desatar ou carregar as correias das sandálias de Jesus (Mt.3:11; Mc.1:7; Lc.3:16; Jo.1:27; At.13:25).
Deus disse que “sobre Edom atirará sua sandália” (Sl.60:8; 108:9), em sinal de o subjugar. Daí vem a imagem de que devemos colocar os nossos inimigo sob os nossos pés (Js.10:22-26; 2 Sm.22:39; 1 Rs.5:3; Sl.8:6; 47:3; 110:1; Zc.10:5; Mt.22:44; Mc.12:36; Lc.20:43; At.2:35; Rm.16:20; 1 Co.15:25-27; Ef.1:22; Hb.1:13; 2:8; 10:13). É com os pés que andamos, e se nos revestirmos de toda a armadura de Deus andaremos em paz. Essa paz de Deus não é apenas uma completa proteção contra o inimigo, mas é também uma arma ofensiva, uma vez que podemos usar os pés para esmagar a cabeça da serpente (Gn.3:15). Outra circunstância similar é que, ao pousar os pés sobre as águas do Jordão, os sacerdotes que carregavam a arca da aliança teriam a corrente contida até que todo o povo atravessasse a seco por seu leito (Js.3:13; 4:18). Paulo lembrou aos cristãos de Roma que não é o ‘Senhor das Hostes’ nem o ‘Senhor dos Exércitos’ que esmaga o inimigo, e sim o ‘Deus da paz’ (cf. Rm.16:20). É importante termos o cuidado de não permitirmos que nada roube a nossa paz, para que não sejamos roubados de tão grande proteção.
Os pés, no nível natural, estão ligados ao ato de caminhar, à direção, à orientação dada ao corpo (Sl.119:101), ao ato de estarmos prontos, vestidos, disponíveis. Isso tem a ver com a nossa intenção. Nos quarenta anos de peregrinação no deserto, as sandálias dos israelitas não se gastaram (Dt.29:5; Ne.9:21). Ao enviar os doze, Jesus ordenou que calçassem sandálias (Mc.6:9), mas que não levassem um par extra (Mt.10:10; Lc.10:4; 22:35). Calçar tem a ver com unir, ajustar, atar, amarrar, assegurar. Como isso tem acontecido em nossos relacionamentos? Temos agido de forma a promover a paz, unir, atar, ou mais no sentido de separar, classificar, rotular, elitizar?
Assim é que podemos estar totalmente paramentados, mas marcharmos na direção errada, marcharmos por conta própria. Ou nem marcharmos. Desviar-nos dos verdadeiros propósitos do General. Sacudir o pó dos pés era sinal de isenção de responsabilidade (Mt.10:14; Mc.6:11; Lc.9:5; 10:11; At.13:51). Pés também falam do nosso caminho com o Senhor. Por isso podemos ter paz, mesmo em meio à guerra. É o nosso testemunho - o que falamos, pensamos, agimos - que demonstra a paz que temos em Deus. O nosso caminhar é baseado na palavra da reconciliação, que temos em Jesus (2 Co.5:19).
Os sapatos são o Evangelho. O Evangelho são as boas novas de Cristo – crucificado por nossos pecados, ressurreto e vencedor. A preparação aqui fala da necessidade de vigiarmos o tempo todo, de enfrentarmos o inimigo com estabilidade, agilidade e a prontidão produzidas pelas boas novas. Satanás tentará nos trazer à complacência, ao contentamento com a situação e ao amor ao conforto. Ezequiel 16 fala dos pecados de Sodoma, que refletem o amor à vida fácil (Ez.16:49). Com os pés calçados na preparação do Evangelho da paz não seremos enlaçado pelos pecados de Sodoma.
As botas são da preparação do Evangelho da paz. Temos paz com o Senhor e ‘somos conservados em perfeita paz’ (Is.26:3) porque a nossa mente está firme, pois confiamos em Deus. A ‘paz do Senhor excede todo o nosso entendimento’ (Fp.4:7) e ela guarda o nosso coração e os nossos pensamentos em Cristo. Precisamos preservar “a unidade do Espírito no vínculo da paz” (cf. Ef.4:3). Isso é assim quando irmãos que diferem quanto a questões importantes estão em paz um com o outro, então são capazes de crescer juntos na compreensão da verdade. Além disso, nos é possível ter paz com todos os homens, pois somos ministros da reconciliação ao anunciarmos as boas novas (2 Co.5:18).
Muitos de nós gostamos de ostentar que propagamos o Evangelho e levamos a paz de Deus às pessoas mundo afora, porém esquecemos de observar e expôr a falsa “paz” que alimentamos dentro de nossas próprias casas. Como somos dentro de nossas casas, com aqueles que convivem diariamente conosco? Se o Evangelho da paz não nos trouxe paz, porque queremos levá-lo aos outros lá fora? Falamos de paz, mas dentro de nossas casas não há paz. Quem você é dentro de casa? Não podemos calçar os calçados da paz fora e tamancos de ataque dentro de nossos lares. Dentro de casa precisamos viver o Evangelho que pregamos. A paz é a nossa liberdade. Somos livres de contendas, temos paz interior apesar da presença constante do inimigo à nossa volta.
A prontidão para com o Evangelho da paz é o calçado da armadura de Deus (Ef.6:15 - etoimasia hetoimasia – refere-se à condição de uma pessoa ou coisa de estar pronta ou preparada, prontidão, disposição; Êx.12:11; Is.5:27) e tem que ser a diretriz do nosso caminhar cristão, inclusive durante a guerra. É o que faz os nossos pés “como os da corça”, capaz de andarmos por lugares altos (Hc.3:19). É um alerta para que não entremos em luta orientados por causas erradas. Por isso é importante sabermos quando não lutar. A guerra só é ganha quando é autorizada e estamos submetidos ao Senhor. Qualquer outra batalha que Deus não nos ordenou lutar é morte certa. Seria um risco demasiadamente grande, pois, afinal, o nosso objetivo, como soldados de Cristo, é “satisfazer àquele que nos arregimentou”(2 Tm.2:4).
Angela Natel On sábado, 28 de março de 2009 At 08:00
“e vestindo-vos da couraça da justiça.”
(Efésios 6:14b)

A couraça, nos tempos antigos, era uma malha que cobria o corpo pela frente e nas costas. Constava de duas partes unidas nos lados (Jr.46:4; 51:3). É aquilo a que se referem Ap.9:9 (‘couraças de bronze’) e Ap.9:17, e a arma que serve para proteger a parte superior do corpo (Jó 41:26) – no VT Nwyrv shiryown ou Nyrv shiryon e Nyrv shiryan também (fem.) hyrv shiryah e hnyrv shiryonah e no NT ywrax thorax.
Os guerreiros dos tempos bíblicos vestiam couraças de diferentes materiais, como a de Golias, que era feita de escamas de bronze e pesava 60 kg (1 Sm.17:5). Os guerreiros de Judá também usavam couraças (2 Cr.26:14). Na reconstrução dos muros com Neemias, metade dos homens trabalhava e a outra metade permanecia armada e vestida com couraças (Ne.4:16), numa referência à nossa necessidade de vigilância.
Há uma estreita relação entre a couraça – parte da armadura de um guerreiro - e o peitoral das vestes sagradas do Sumo sacerdote, onde ficava o colete com o Urim e o Tumim e as doze pedras representantes das doze tribos de Israel (símbolos de autoridade e poder) – Êx.25:7; 28:4. Esse peitoral era feito de linho fino trançado de fios de ouro com fios de tecido azul, roxo e vermelho (Êx.28:15) e correntes de ouro puro trançadas com cordas (Êx.28:22), tendo presas nas extremidades argolas de ouro (Êx.28:23) unindo o peitoral ao cinturão. Assim, a justiça deve estar divinamente ligada à verdade, senão perderemos a autoridade espiritual e o discernimento do bem e do mal para as decisões diárias (Êx.28:15-30; 29:5; 35:9,27; 39:8,9,15-21). As argolas prendiam o colete ao peitoral e estes eram presos ao cinturão com um cordão azul (Lv.8:8).
É importante repararmos que a couraça cobre o tórax, onde encontramos coração, fígado e pulmões, órgãos nobres, vitais, que não podem ser lesados. E muitas vezes são símbolos de valentia. Interessante é lembrarmos que o tórax do cordeiro imolado pertencia ao sacerdote (Êx.29:26,27; Lv.7:30,31,34; 8:29; 10:14,15; Nm.18:18) e na consagração do nazireu o peito do animal sacrificado era santo e pertencia ao sacerdote (Nm.6:20). O coração é o símbolo da vida humana.
Em diversas partes da Bíblia encontramos referências a crianças que vivem no ‘seio’de sua mãe – citadas como fonte de vida (Jó 24:9; Is.60:16; Lm.4:3). Assim, a justiça de Deus sobre nós traz vida, além de impedir que o Diabo tenha poder de lesar-nos mortalmente. É como se seus ataques, por piores que sejam, não possam ferir a vida que há em nós. Da mesma forma, a couraça cobre também braços em parte, regiões que se movimentam. Cremos haver nisso uma menção ao fato de que, uma vez justificados, devemos continuar andando em justiça, i.e., os braços (e, conseqüentemente, as mãos) devem estar limpos.
No nível espiritual a couraça é símbolo de justiça (integridade, retidão moral, honradez diante da Palavra de Deus, posição correta em Deus - Is.59:17; Ef.6:14). Ela é também da fé (através da qual se é salvo) e do amor (que é fruto da justificação) – 1 Ts.5:8.
Não temos justiça por nós mesmos, mas precisamos valer-nos da justiça do Senhor Jesus (Hb.4:14-16) e não sermos injustos para com os outros, pois Deus nos trata de acordo com o que escolhemos viver: se exigirmos justiça dos outros, é isso que receberemos do Senhor, mas se concedermos misericórdia, é isso que o Senhor nos concederá (cf.Mt.5:7; 6:15; 18:23-35; Mc.11:26; Lc.6:36; Tg.2:13; 1 Pd.3:8).
Sabemos que, uma vez salvos, uma das conseqüências mais imediatas é a nossa justificação. Somos justificados pelo sangue de Jesus, e isso protege a retaguarda da nossa alma e da nossa consciência – órgãos espirituais vitais. Não podemos entrar numa batalha contra o acusador sem a certeza de ‘não haver acusação’ sobre nós (Rm.8:1). Seria derrota certa, morte certa. Por outro lado é claro que, se de livre e espontânea vontade permanecermos em pecado, nunca estaremos revestidos dessa couraça. Mesmo que se da boca para fora estiverermos cobertos com ela! O inimigo não tem reivindicações sobre aqueles que estão em Cristo Jesus.
A justiça é a nossa couraça (Ef.6:14) e como tal protege o coração de ser condenado pela consciência (1 Jo.3:19-22). A justiça dá-nos confiança diante de Deus. – ‘Não ter condenação’ significa ter uma consciência clara (1 Tm.1:3), uma consciência sem ofensa (At.24:16). A justiça de Jesus nos livra da culpa da injustiça. O fruto da culpa é a depressão A justiça de Deus em nós nos enche de valor, porque já chegamos diante do Pai e fomos justificados pelo sangue do Cordeiro. Só podemos pertencer ao exército de Deus com as vestes de justiça. A visão de João mostra o exército de Jesus em trajes de linho branco, o que fala da justiça dos santos (Ap.19:7-8,11,14).
A promessa para quem se achega a Deus com o coração quebrantado é que somos feitos justiça de Deus e recebemos a plenitude (2 Co.5:21; Cl.2:10), e a fé nos é creditada como justiça (R.4:3,5,6,9,22; Gn.15:6).
Angela Natel On sexta-feira, 27 de março de 2009 At 08:58
“Estai, pois, firmes, cingindo-vos com a verdade”
(Efésios 6:14a)

Peça de vestuário que consiste numa faixa ou tira de tecido, couro ou outros materiais, usada ao redor da cintura; o cinto de um guerreiro, além de fixar a parte frontal da armadura (a couraça) assegurando que esta não se soltasse nem afrouxasse, protegia os órgãos reprodutores e o aparelho digestivo do soldado. O termo usado para o que entende-se hoje por “apertar o cinto” foi originalmente traduzido para o português arcaico por “cingir os lombos” (perizwnnumi – grego - perizonnumi). Assim, fica claro que o termo refere-se à essa importante parte da armadura, que pode comprometer diretamente o desempenho da couraça.
Figura tão essencial nas vestes de pessoas de diferentes posições e camadas sociais, o cinto é referido na Bíblia como símbolo de fidelidade (Is.11:5), força e autoridade (1 Sm.2:4; 2 Sm.22:40; Sl.18:32,39; 65:6; Is.45:5; 22:21), honra e dignidade aos filhos de Arão – sacerdotes – (Êx.28:40), verdade (Ef.6:14) e alegria (Sl.30:11). A maldição também é citada como manto que deve ser preso a um cinto, o que nos remete à necessidade de uma verdade, um direito legal que mantenha essa maldição ativa na vida de alguém (Sl.109:19; Is.3:24), já que “maldição sem causa não se cumpre” (Pv.26:2).
Soldados também usavam a espada presa ao cinturão (1 Sm.17:39; 25:13; 2 Sm.3:31; 21:16; Ne.4:18). O cinturão de um guerreiro tinha grande valor (2 Sm.18:11), e fazia parte dos trajes militares de um comandante do exército de Israel (2 Sm.20:8) e de oficiais babilônios (Ez.23:15).
Um cinto fazia parte, também, das vestes do príncipe, e foi parte do que Jônatas deu a Davi, em sinal de aliança e reconhecimento da unção de Deus sobre ele (1 Sm.18:4 – como o que Jesus nos fez, dando-nos de Sua verdade, Sua natureza, justiça e santidade (Jó 12:18; Ez.16:10; Sl.18:32).
É interessante notar a referência à mulher virtuosa, em Pv.31:24, que ‘fornece cinto aos comerciantes’.
‘Cingir-se de luto’ é uma expressão muito comum no relato bíblico, dando-nos a entender que havia um cinto específico que segurava a roupa característica de uma situação de humilhação, tristeza e/ou vergonha - ‘cingir-se de saco’ referia-se à substituição do cinto comum pelo saco (1 Rs.20:32; 2 Sm.3:31; Is.15:3; 22:12; 32:11; Jr.4:8; 6:26; 49:3; Lm.2:10; Ez.7:18; 27:31; Jl.1:8,13).
Um cinto podre foi utilizado pelo profeta Jeremias para representar o povo desobediente à verdade de Deus (Jr.13:1-11). Cintos de couro faziam parte dos trajes típicos de profetas (2 Rs.1:8; Mt.3:4; Mc.1:6).
É curioso percebermos que, na Bíblia, afrouxar o cinto é sinal de desatenção, desleixo (Is.5:27), e apertá-lo é sinal de prontidão, vigilância, certeza (Êx.12:11; Dt.1:41; 1 Rs.18:46; 2 Rs.4:29; 9:1; Jó 38:3; 40:7; Pv.31:17; Is.8:9; Jr.1:17; Lc.12:35,37; 17:8; Jo.21:18; At.12:8; 1Pd.1:13). Pedro, discípulo de Jesus, usava um cinto e uma capa (Jo.21:7, 18).
Referências específicas a cinturões são encontradas por toda a Bíblia, como parte das vestes sagradas do sacerdote (Êx.28:4-39; 29:5,9; 39:5,20,21,29; Lv.8:7,13; 1 Sm.2:18; 2 Sm.6:14), nas quais o cinto era feito de linho fino, fios de ouro e fios de tecido azul, roxo e vermelho trançados. A verdade, aqui, é relacionada às quatro cores (dourada, azul, roxo e vermelho) representantes das quatro manifestações do Filho de Deus nos quatro Evangelhos (Filho de Deus - João, Filho do Homem - Lucas, servo - Marcos e Rei - Mateus – Lv.8:7) e nos quatro seres (Homem, Cordeiro, Leão e Águia – Ez.1; Ap.4:8; 5:6,8,14; 6:1,6; 7:11; 14:3). O peitoral ficava acima do cinturão e preso a ele, e o sacerdote deveria se lavar com água antes de vestí-lo (Lv.16:4). Os levitas usavam calções de linho na cintura (Ez.44:18).
Uma referência à relação do uso da espada com o cinto (a Palavra de Deus é a verdade) encontramos na história de um juiz de Israel, Eúde, que por ser canhoto conseguiu passar despercebido numa vistoria e entrar na presença do rei inimigo com uma espada de dois gumes presa ao cinto (Jz.3:16). Um rei também levava sua espada dessa maneira (Sl.45:3).
Fisicamente falando, o cinto dá volta ao corpo e recobre o abdômen, ficando sobre as entranhas (lombos, rins). Antigamente, as entranhas (interior abdominal) eram associadas ao lado emocional do ser emocional, sua força, poder, vigor, maturidade, habilidade e flexibilidade (esta relacionada à cintura). É importante percebermos que a gordura das entranhas era oferecida junto com os rins e sua gordura, com o redenho (‘revestimento’) do fígado e o sangue nos sacrifícios pelo pecado (Lv.4:8-10). Segundo a cultura da época, esses elementos eram os principais representantes da essência da alma humana (e o pecado reside na alma). Um cinto, representando a vida e a vontade do apóstolo Paulo, é citado em At.21:11.
Um cinto nos dá proteção e tranquilidade. O cinto sustenta a espada de um soldado, que vai confiante para a batalha, pois está preparado para a guerra.
A figura do servo (doulov doulos: escravo, servo, homem de condição servil), no Novo Testanento, era a pessoa mais humilde e de menos valor dentro de um recinto. Era sua função amarrar uma toalha à cintura a fim de lavar os pés dos convidados do dono da casa (Jo.13:4,5). Assim, a verdade dAquele que se humilha e toma a forma de escravo limpa a sujeira dos homens (cf. Fp.2:5-11; Tg.5:16).
Podemos relacionar cinturões de ouro ao poder divino e à santidade: e.g. um comandante do exército do Senhor usa na cintura um cinto de ouro (Dn.10:5); os sete anjos com as sete pragas do Apocalipse vestem cinturões de ouro sobre o peito (Ap.15:6); a Bíblia cita que o Senhor tem majestade e poder na cintura (Sl.93:1) e o Senhor Jesus aparecerá, no fim dos tempos, com um cinturão de ouro sobre o peito (Ap.1:13).
A verdade não é apenas uma arma ofensiva – quando a usamos como Espada do Espírito – mas é também uma arma de proteção. O pai da mentira ficará enfraquecido diante da verdade pura da Palavra de Deus. Se não estamos firmes, perdemos esse cinto quando mentimos. Ao chamar-nos para representá-lO como Seus embaixadores, o Senhor não apenas quer que tenhamos condições de falar sobre Ele, mas deseja que sejamos como Ele é. Uma de Suas características básicas é que Ele é fiel à Sua Palavra. Para que sejamos iguais a Ele temos, portanto, que aprender a sermos fiéis ao que dizemos. Nossa palavra tem de ser algo que nos comprometa mais do que um contrato. Nós não apenas temos que conhecer e cumprir a Palavra do Senhor, mas cumprir a nossa própria palavra.
No nível espiritual, portanto, cingir-nos com a verdade é termos a mente cingida com a Palavra de Deus, uma mente forte, vigorosa, madura espiritualmente, que sabe usar e usa as Escrituras de forma a dar glória a Deus. Porém a verdade, sem o tempero da graça, é algo devastador, mas a verdade, dita dentro do contexto da graça de divina, é capaz de libertar as pessoas (cf. Jo.8:32).
A verdade são os ensinamentos da Palavra de Deus, que são personificados em Jesus e revelados pelo Espírito Santo, aplicados à nossa vida. Com isso em mente, entendemos que ‘mentirinhas’ afrouxam o cinto da verdade em nós pois, como podemos ir a uma luta contra o pai da mentira se mentimos? A Bíblia nos adverte que quem mente é filho do Diabo (cf. Jo.8:42-47). Por isso temos sempre que dizer a verdade. Não podemos mentir. A mentira não pode existir na boca de um cristão, senão o cinturão de sua armadura não poderá protegê-lo em nada.
Junto com a maior liberação das trevas neste mundo, tem havido uma erosão bem maior na honra e na integridade. Isso não é verdade apenas em relação ao mundo, mas também com respeito à Igreja. Uma razão importante de muitas derrotas em nosso meio no Corpo de Cristo é a tendência a quebrarmos nossos compromissos, tanto com o Senhor como uns para com os outros.
Percebemos, então, que há uma necessidade da verdade circundar completamente o nosso ser pela frente e pelas costas. Jesus é a verdade. Sua Palavra é a verdade, e por essa verdade somos santificados (Jo.17:17). O contato com a verdade de Deus tem um forte impacto sobre as nossas emoções. Contra a verdade de Deus as emoções, muitas vezes extremamente irracionais e errôneas, não prevalecem. A referência de um cinto e de calçados manchados de sangue eram atos de guerra e culpa (1Rs.2:5). A racionalidade de Deus contrabalança a irracionalidade da alma humana.
Tudo isso nos leva a refletirmos sobre a nossa consciência da realidade. O que é mais real: o que Deus diz ou o que eu vejo? O que é a verdade? (cf. Jo.18:38). Precisamos aprender a viver pela verdade da Palavra da Deus (cf. Mt.4:4), que gera e cria todas as coisas, visíveis e invisíveis, e não por nossas emoções. O cinturão da verdade é uma arma poderosa para nos auxiliar exatamente quando estamos emocionalmente abalados. Pois a verdade do Senhor é imutável.
A promessa para nós é de que o Espírito Santo nos guiará a toda a verdade (Jo.16:13).
Angela Natel On quinta-feira, 26 de março de 2009 At 08:57
“Quanto ao mais, sede fortalecidos no Senhor e na força do seu poder.
Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes ficar firmes contra as ciladas do diabo;
porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes.
Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, depois de terdes vencido tudo, permanecer inabaláveis.”

(Efésios 6:10-13)

São em muito maior número os textos das Escrituras que nos ordenam a amar o Senhor do que os que nos mandam lutar contra o inimigo (Dt.10:12). Com isso fica claro que, no Reino de Deus, amar é mais importante do que guerrear. É necessário, antes de lutar contra as trevas, que dediquemos mais tempo para nos aproximarmos de Deus. Por isso, permancer em intimidade com o Senhor é o primeiro princípio de batalha espiritual que encontramos na Bíblia (Tg.4:6-8).
Ao fazer menção à armadura, a Bíblia coloca Deus como a nossa maior arma de guerra (Jr.51:19-23), e fica bem claro que ter sabedoria é melhor do que nos armar para a guerra (Ec.9:18). O Senhor é a fonte da vitória, dEle procede a armadura espiritual capaz de nos fazer prevalecer sobre o mundo, a carne e o Diabo (cf.7.2 deste estudo). É através da união com Deus que somos revestidos de poder (Ef.6:10).
A armadura é citada na Bíblia como acessório de guerra em diversas partes: Jz.9:54; 1 Sm.16:21; 31:4-6; 14:1-17; 2 Sm.18:15; 23:37; 2 Rs.10:2; 1 Cr.11:39; Ez.9:1. Segundo o costume da época, não era permitido ao soldado apoderar-se da armadura alheia a fim de lutar suas próprias batalhas (1 Sm.17:38,39), e os despojos de guerra são direito do vencedor (Dt.20:14; 1 Sm.17:54).
Em ataques surpresa e/ou emergenciais, todos os capacitados e treinados para vestir uma armadura e empunhar armas eram convocados - não era uma opção (2 Rs.3:21). A Bíblia deixa bem claro que o Senhor nos deu autoridade sobre todo o poder do inimigo (Lc.10:17-19; 1 Jo.3:8), por isso estamos perfeitamente habilitados a utilizar da armadura espiritual quando submissos à vontade de Deus.
A armadura de um guerreiro simbolizava sua força e, se caísse nas mãos do inimigo, era sua humilhação e símbolo de derrota e/ou morte (1 Sm.17:54; 31:9,10; 2 Sm.2:21; 2 Rs.20:13; 1 Cr.10:9,10; Is.39:2; Ez.38:4; Lc.11:22). Armaduras dadas como presente eram símbolo de honra e apreciação (1 Rs.10:25) e os carros de guerra tinham seu valor simbólico e deviam ser cuidados (1 Rs.22:38).
Era comum a um guerreiro usar das próprias armas para o suicídio, a fim de não morrer na mão do inimigo ou de maneira humilhante (Jz.9:54; 1 Sm.31:4-6; 1 Cr.10:4,5). Quando em desobediência, o Senhor fazia a arma do guerreiro voltar-se contra si mesmo (Jr.21:4,5).
Antes de imaginarmos que podemos apenas recitar uma oração na qual declaramos que estamos nos revestindo de cada peça da armadura de Deus, precisamos compreender o que representa cada peça dessa poderosa arma de guerra, então ela nos capacitará a verdadeiramente resistir os ataques do inimigo, nos assegurará a proteção necessária a cada circunstância e levará a cabo a vontade de Deus através de nossas vidas.
As Escrituras estão cheias de exemplos de pessoas que deram lugar a uma pequena brecha em sua vida, o que permitiu ao inimigo entrar por ela de maneira a alagar tudo com o mal. O grande pecado do rei Davi é um exemplo bem claro disso (2 Sm.11). No tempo em que os reis deviam ir à guerra, Davi ficou no palácio, então caiu em adultério e cometeu assassinato para acobertar o que fizera. O Senhor lhe perdoou, mas a espada não deixou a sua casa até que a tragédia atingisse alguns da própria família. O Senhor perdoará os pecados do seu povo, mas sempre haverá conseqüências – colhemos o que plantamos (cf. Gl.6:7), e os que estiverem sob os nossos cuidados é que sofrerão com isso.
Como Davi aprendeu, quando é hora de lutar, um dos lugares mais perigosos onde permanecemos é na retaguarda. O inimigo não tem misericórdia nem compaixão e está determinado a nos destruir. Entretanto, ele não terá poder algum se estivermos submissos ao Senhor, debaixo do Seu senhorio, e resistindo ao Diabo com toda a nossa vontade e persistência. É o que devemos fazer. É importante lembrarmos que brechas nos muros de uma cidade significavam falhas no sistema de defesa de toda uma nação (Is.22:8,9; Ne.4).
Precisamos usar a armadura de Deus para estarmos firmes. Isso implica, no nível natural, em não ceder, resistir, não afrouxar, suportar, da mesma maneira que um soldado dentro de uma guarita de vigilância à frente de um quartel.
A exortação de Paulo aos efésios, quando eles se preparavam para batalhar contra o mal do seu tempo, foi no sentido de que se revestissem de toda a armadura de Deus. Se deixarmos de lado parte da proteção, o inimigo muito provavelmente encontrará nosso ponto fraco e nos atingirá bem ali. Não há trégüas nesse conflito. Não podemos dizer: ‘Sinto-me cansado; por isso durante algum tempo não quero lutar’. Não podemos dizer ao inimigo: ‘Não me atinja em tal lugar’. Ele, logicamente, não vai agir segundo as nossas regras ou interesses. Não podemos esperar do inimigo um jogo limpo!
No nível espiritual, quando recebemos Jesus como Senhor e Salvador de nossas vidas, entramos para o exército de Deus, entramos para um quartel, e Satanás torna-se nosso inimigo. É por esse motivo que muitos afirmam que, após sua decisão por Cristo, suas vidas sofreram uma intensificação nas lutas e adversidades. Muitos abandonam a fé por não serem advertidos dessa realidade de guerra. O Diabo tentará de tudo para que desistamos, inclusive mantendo-nos em ignorância a respeito desses fatos (2 Co.2:11).
As armas espirituais são providas por Deus (Sl.18:32) e são armas de justiça (2 Co.6:7), armas da luz (Rm.13:12), de ataque e de defesa (2 Co.6:7) e poderosas em Deus (2 Co.10:4). A armadura, portanto, vai tornar efetiva a nossa luta, e teremos o poder que vem do Senhor. Ficaremos firmes, então, contra todas as forças espirituais da maldade.
Revestir-se da armadura é um imperativo a todo cristão (Ef.6:11), para que fiquemos firmes contra todas as estratégias e maquinações do Diabo (Ef.6:11), estejamos conscientes de não lutarmos contra oponentes físicos, mas contra os despotismos, os poderes, contra os espíritos mestres que são os governantes mundiais das trevas presentes, contra as forças espirituais da maldade na esfera celestial (espiritual), resistamos no dia mau (de perigo) e permaneçamos inabaláveis e em posição depois de termos feito tudo que a crise exige (Ef.6:13); tudo isso a fim de destruirmos fortalezas (2 Co.10:4), o que mostra o caráter bélico de nossa estadia neste mundo. Nossa batalha é contra um inimigo inteligente, o que exige de nós muito cuidado e atenção ao revestirmo-nos com as armas dessa milícia. Um intercessor jamais deverá entrar na intercessão sem estar revestido da armadura de Deus.
Com a expressão “Permanecer firmes” entendemos que, como herdeiros e filhos de Deus, devemos nos manter firmes onde o Senhor nos colocou, onde é o lugar que nos pertence, que nos foi outorgado pelo sangue de Jesus como herança. De maneira nenhuma nos renderemos ou nos entregaremos ao inimigo pois, quando resistimos, ele foge (Tg.4:7).
As fortalezas espirituais do inimigo basicamente são padrões de pensamento que estão em conflito com o Senhor e seus caminhos, i.e., atitudes mentais impregnadas pela desesperança, e que nos leva a aceitar, como imutáveis, situações que sabemos serem contrárias à vontade de Deus. O Evangelho do Reino foi a primeira arma que o Senhor deu aos setenta quando os enviou ao mundo (cf. Lc.10). As trevas são ineficazes contra todas as peças da armadura utilizadas juntas e ao mesmo tempo pelo cristão.
Assim, a guerra, para nós, cristãos, se resume a destruir argumentos e toda pretensão que se levanta contra o conhecimento de Deus e levar todo pensamento cativo, para torná-lo obediente a Cristo (2 Co.10:4,5). Com isso, entendemos que o principal campo de batalha na guerra espiritual é a mente das pessoas. Devemos, portanto, estar sempre prontos para lutar (Ne.4:17).
Paulo descreveu em Efésios 6:10-20 as armas com as quais devemos entrar num bom combate. Ele preveniu os efésios sobre a necessidade fundamental de se revestirem de toda a armadura de Deus. E não fez isso uma única vez, mas duas vezes (nos versículos 10 e 13). Quando Deus repete alguma coisa Ele está enfatizando a seriedade da questão (Gn.41:32). E o que Ele disse visava ao fato de oferecermos resistência no dia mau – essa é a nossa vitória. Por isso temos que considerar cada peça com extremo cuidado.
Precisamos conhecer todas as nossas armas, porque Jesus conquistou TODAS elas na cruz do Calvário, e elas nos foram entregues em Sua ressurreição. Assim, só usaremos bem as armas que conhecermos bem. Por isso a necessidade tanto do estudo como da aplicação desses princípios espirituais em nossas vidas.
Angela Natel On quarta-feira, 25 de março de 2009 At 08:57


“Quanto ao mais, sede fortalecidos no Senhor e na força do seu poder.
Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes ficar firmes contra as ciladas do diabo;
porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes.
Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, depois de terdes vencido tudo, permanecer inabaláveis.
Estai, pois, firmes, cingindo-vos com a verdade e vestindo-vos da couraça da justiça.
Calçai os pés com a preparação do evangelho da paz;
embraçando sempre o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do Maligno.
Tomai também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus;
com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito e para isto vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos
e também por mim; para que me seja dada, no abrir da minha boca, a palavra, para, com intrepidez, fazer conhecido o mistério do evangelho,
pelo qual sou embaixador em cadeias, para que, em Cristo, eu seja ousado para falar, como me cumpre fazê-lo.”
(Efésios 6:10-20)

A armadura.

1.1. Intodução

A armadura era um conjunto de peças feitas de metal ou couro, com que os soldados antigos cobriam o corpo para se protegerem das armas de ataque dos inimigos (no VT dm mad ou dm med, no sentido da couraça, e no NT panoplia panoplia, armadura inteira e completa que inclue escudo, espada, lança, capacete, grevas, e peitoral).
Desde as épocas mais remotas da história da humanidade (mais especificamente desde Caim e Abel – Gn. 4) indivíduos ou grupos de povos, tribos, raças ou nações têm buscado meios de impôr domínio sobre outros. Por causa das guerras e o desejo insaciável do ser humano de ser e ter mais que seus oponentes, surgiu a necessidade de meios de ataque e defesa através dos quais se buscava a proteção do que já se possuía e a conquista de novos bens e territórios por meio dos despojos de guerra.
Com o aperfeiçoamento das tecnologias de guerra, formou-se o que hoje se conhece como a armadura de um guerreiro, capaz de livrá-los de situações de morte iminente e de auxiliá-lo num ataque eficaz ao inimigo. Os principais componentes de uma armadura são: o cinturão (ou cinto), a couraça, o calçado (ou botas), o escudo, os dardos (ou flechas) e arcos, o capacete e a espada. Utilizaremos aqui a ordem mencionada na carta de Paulo aos Efésios para fins de estudo. Tais apetrechos se restringem ao uso manual e individual do guerreiro, sem mencionarmos outros componentes, tais como carros de guerra, catapulta e demais instrumentos que exigiam o manejo de mais de um soldado.
A Bíblia relata inúmeras situações de guerra, sendo isso motivo para divergências quanto ao caráter amoroso e misericordioso de Deus, principalmente no ambiente do AT. Muitos chegam até a afirmar que a Bíblia descreve dois deuses diferentes: um justo, santo e vingativo (“Homem de Guerra é Yahweh” – Êx.15:3), e outro misericordioso, amoroso e compassivo, capaz de salvar as pessoas do julgamento do primeiro derramando de seu sangue como pagamento pela incapacidade de atingir seu elevado padrão moral (Jo.3:16). Entretanto, ao lermos a Bíblia com o coração aberto para o ensino do Espírito Santo e com o entendimento de que “Há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens...” (1 Tm.2:5), podemos perceber o porquê de tal ênfase na Palavra de Deus no que diz respeito à nossa guerra e todo o aparato relacionado a ela.
Ao lermos a Palavra de Deus, fica-nos claro que certas ocorrências e figuras no nível físico, natural (da matéria), em sua maioria, são relacionadas a figuras e princípios espirituais. Assim, por exemplo, temos o sacrifício físico de animais no AT, e o ensino de que o derramamento de sangue inocente faria a “cobertura”da culpa, tipificando e apontando para o sacrifício de Jesus Cristo que, com seu sangue, cancelou a dívida que o pecador tinha para com Deus por causa de uma natureza pecaminosa. Também temos os profetas derramando azeite na cabeça de reis e utensílios consagrados a Deus representando a unção, a santificação, o enchimento e a capacitação do Espírito Santo sobre a pessoa ou objeto ungido. Assim, entendemos que, quando encontramos na Bíblia referências a uma armadura física, podemos estabelecer um paralelo com realidades espirituais em sua maioria, a fim de compreendermos melhor como se dá o processo de uso da armadura espiritual fornecida por Deus e citada na carta aos Efésios.
Para tanto, é importante sabermos que, quando entramos para o exército de Deus, o Senhor nos dá três coisas:
a. um manual para conhecermos essa guerra, nosso inimigo e suas estratégias – a Bíblia;
b. Uma farda – a armadura de Deus;
c. Um rádio de longo alcance – nossa comunicação direta com Deus por meio da oração, a fim de recebermos direção específica do Senhor quando as situações assim o exigirem.
Estamos numa guerra, quer queiramos, quer não. Se a nossa decisão for a de não lutar – desobedecendo às exortações bíblicas de combatermos o bom combate (1 Tm.6:12) e não nos revestirmos de toda a armadura de Deus (Ef.6:10-20) – acabaremos sendo atingidos. Nesses últimos dias, toda a Igreja está na condição da Noiva que tem de provar sua devoção e fidelidade, tendo vitória sobre o mundo maligno e devendo aprender a assumir a responsabilidade que a capacitará a reinar juntamente com Cristo. Deus não nos põe à prova para que caiamos, mas para que Ele possa ver em que ponto de autoridade poderá nos colocar em Seu reino eterno.
Quando a Igreja passa a ocupar uma área pela primeira vez, ela deve atacar, e não defender-se. A área-meta está debaixo do domínio de Satanás, que precisa ser expulso dali. A única maneira de expulsar um inimigo entrincheirado consiste em entrar no território e tomar as tocas onde o inimigo se abrigou. Foi isso que a Igreja Primitiva fez em Jerusalém (cf. At.2-6), em Samaria (cf. At.8, sobre Simão, o mágico), e em Éfeso (cf. At.19), e, eventualmente, em toda nova região onde ela penetrava. Outrossim, no sexto capítulo de Efésios, Paulo associou a pregação do Evangelho à intercessão (cf. Ef.6:15,19,20) e à luta contra os principados (cf. Ef.6:12,18,19). Sempre será necessário algum tipo de poder para que a Igreja seja estabelecida pela primeira vez, porquanto a Igreja precisa deslocar a estrutura satânica existente.
Entretanto, uma vez que um território tenha sido tomado, a Igreja deve imediatamente passar para o modo defensivo, transformando o exército conquistador em um exército defensor. Esse foi o arcabouço dentro do qual foi escrita a epístola paulina aos Efésios. Deixar de fazer isso pode resultar na posição de sermos derrotados pelo inimigo recentemente expulso. Quando a Igreja deixa de defender a sua posição conquistada, Satanás dirige um contra-ataque e retoma o território perdido. Assim aconteceu nas igrejas da Galácia. Paulo repreendeu aqueles crentes e lhes perguntou: “Ó Gálatas insensatos! Quem vos fascinou...?” (Gl.3:1). O verbo fascinar é uma referência direta às atividades de Satanás.
Em uma guerra ativa, a informação mais crítica não é aquilo que a gente sabe, mas aquilos que a gente não sabe. Especialmente quando o adversário sabe que a gente não sabe. É fatal pisarmos numa zona de guerra sem estarmos plenamente informados sobre tudo quanto está sucedendo ali. E o pior de todos os erros, em uma guerra, é não saber onde se encontra o campo de batalha. Com esse estudo, portanto, pretendemos rastrear na própria Bíblia as inúmeras referências às partes de uma armadura e, por meio dessas referências, buscar a compreensão de como, quando e onde devemos usar a armadura de Deus descrita em Efésios 6:10-18 no nível espiritual. A partir disso, poderemos estabelecer parâmetros para uma vida de vitória constante no Reino de Deus.



*Neste estudo usa-se VT para Velho Testamento (e as referências à lingua são em hebraico quando não especificado), NT para Novo Testamento (e as referências à lingua são em grego).


Angela Natel On terça-feira, 24 de março de 2009 At 08:54
Deus não foi apanhado de surpresa quando o homem caiu. Deus, na Sua eternidade, projetou esta aliança para o homem. É na aliança eterna que as bênçãos e promessas das oito alianças redentivas se cumprem.
Ef.3:11 – Há um propósito eterno. Ef.1:9 – Algo oculto desde a eternidade. Hb.13:20. Deus nada fala fora da aliança. Ele vive fora do limite do tempo.
Aliança edênica – o propósito de Deus para o homem;
Aliança adâmica;
Aliança noética;
Aliança abraâmica;
Aliança mosaica;
Aliança cananita;
Aliança davídica;
Nova aliança – 7a aliança redentiva – a redenção em Cristo Jesus. A nova aliança existe desde a eternidade junto à aliança eterna. O que diz respeito ao homem é limitado pelo tempo, o que diz respeito a Deus é ilimitado. “Pelo sangue da aliança eterna”. – Hb.13:20.
Por que a aliança eterna tornou-se possível?
1) Por causa dos atributos essenciais de Deus (qualidade do caráter de Deus);
a) Deus é eterno; Is.57:15; Gn.21:33; Dt.33:27; Sl.90:2; 93:2. Eternidade = nunca houve um tempo em que Deus não existisse;
b) Deus é onisciente; Como Ele já sabia o que ia acontecer, Ele pôde fazer uma aliança eterna antes mesmo de criar o homem. At.15:18;
c) Deus é onipotente; Ele é soberano!
d) Deus é onipresente (não confundir com panteísmo); as coisas não são Deus, nem partículas de Deus, são expressão do Seu ato Criador. Sl.139:7-11;
e) Deus é imutável; Ml.3:6; Hb.13:8;
f) Deus é auto-existente; Jo.1:1 – que princípio? Na eternidade! Existe por Si mesmo. Jo.3:16.
2) Porque Deus tem atributos morais;
a) Deus é Santo, puro, bom e por isso não pode pecar. Só alguém sem pecado pode fazer uma aliança eterna. Lv.19:2; 11:44-45;
b) Deus é justo; porque Ele é justo, deve julgar o pecado mas, na Sua santidade, bondade e misericórdia, Ele mesmo provê a redenção. Sl.119:142; Dt.32:4;
c) Deus é amor; é o amor de Deus que O move ao encontro da Sua criação. É a motivação suprema para todas as alianças. Deus nos ama! 1a Jo.4:8, 16;
d) Deus é fiel; 2a Tm.2:13; 1a Pd.4:19 – Fiel Criador.
3) Por causa da Triunidade eterna; a aliança é eterna porque ela foi feita entre Deus e Ele mesmo.
a) Pai – originador da aliança, projeta;
b) Filho – sacrifício, mediador, sacerdote, santuário, torna possível;
c) Espírito Santo – selo, penhor, executor da aliança.
Deus nunca é tomado de surpresa. Rm.16:26; Sl.106:48. A existência precede a manifestação. Hb. 1:12
4) Porque é espiritual, por isso é eterna;
a) Foi a única aliança feita antes que o tempo começasse;
b) Ë feita na eternidade;
c) Única aliança celestial;
d) Única aliança sem elementos temporais. Não há tempo em Deus;
e) É a mais abrangente;
f) É o cumprimento dos elementos eternos das demais alianças. Ex: arco-íris (selo da aliança noética) – está escrito que é eterno (Ap.10:1) – está na aliança eterna com Jesus no trono; possessão eterna (aliança abraâmica) – Hb. 11:10-16 – cumpre-se na aliança eterna. Circuncisão (sinal eterno) – Rm. 2:28, 29; Gl. 6:15, 16; Lv. 24:8 (aliança mosaica) – Lv. 16:34 – Cristo veio e cumpriu. Arão e seus filhos – sacerdócio eterno? A carta aos Hebreus declara que é o de Melquisedeque. Ap.20:6 – Levitas (promessa de sacerdócio eterno) – a carta aos Hebreus declara que Jesus está continuamente diante do Pai e nós... 1a Pd. 2:5-9 – sacrifício contínuo. Casa davídica – cumprimento em Jesus (trono eterno, semente eterna), 2a Sm. 23:5; Is. 55:3; Gn. 9:16; 17:7, 19; Is. 24:5, 6; Jr.32:40; Ez.16:60.

Deus e o homem juntos num relacionamento eterno de aliança. Rm. 4:17. Aquele que está na aliança eterna sabe que não morre.

19.1. PALAVRAS:

Tudo foi predestinado antes da fundação do mundo. Jo.17:5, 24; Ef.1:4 – Ele disse que você foi escolhido antes da fundação do mundo. Deus conhece o amanhã tão claro como Ele conhece o hoje. Daqui há um milhão de anos para Ele ainda é presente. Ef.1:4, 9, 11; 3:10, 11; 2a Tm.1:9. Antes da fundação do mundo, do ponto de vista de Deus, a graça já me foi dada. 2a Tm.1:10; Ef.2:10; 1a Co.2:7; Mt.25:34.
Deus não vai criar nada novo para você. Já está tudo pronto! Ap.13:8 – este é o ponto de vista de Deus. Antes que houvesse pecado, Jesus já havia pago o preço. É por isso que os santos do Antigo Testamento são salvos.
Ap.17:8 – meu nome já estava lá. Ele sabe porque Ele vê, não porque Ele decidiu. Compete-nos aceitar ou rejeitar. O que não der para entender não se preocupe. Você não é Deus e vai entender tudo lá no céu.
Em todas as promessas de Deus está o SIM e o AMÉM de Cristo Jesus. 2a Co.1:20.

Bênçãos:

a) Vida eterna; prometida pelo Deus que não pode mentir. Tt.1:2, 3; 1a Jo.2:25. A vida eterna é a maior bênção. Jo.3:16, 36; 4:14; 5:24 – presente, futuro e passado. Jo.6:27, 40, 47 – que segurança! Jo.12:50; Rm.6:22; Mt.19:29. Isso verdadeiramente é negócio: trocar o passageiro pelo imortal! Gl.6:8; 1a Tm.6:16. Vale a pena! Sem Jesus teu espírito está morto, mas com Jesus, o corpo morre mas você vive eternamente. 2a Tm.1:9, 10; 1a Tm.6:16; Rm.2:7.
b) Receberemos um corpo imortal;
c) Reino eterno; o crente é herdeiro deste reino. Não há crente pobre. Não estou falando de coisas temporais, mas de coisas eternas, porque TUDO o que é de Deus é teu! Ele supre nossas necessidades físicas, por isso, se ao invés de chorar por um pedaço de pão eu lembrar que sou herdeiro de um Reino eterno, é o bastante para eu ficar feliz. O Reino de Deus é um presente dAquele que te amou primeiro. Sl.145:13; Mt.25:34; 1a Co.6:9, 10; 2a Pd.1:11; Dn.4:3, 34; 7:14, 27.
d) Herança eterna; Deus tem um único filho e deu tudo quanto tem. Jesus constituiu a Igreja como Seus descendentes mais numerosos que as estrelas no céu e lhe deu tudo quanto tem. Porque sou filho sou herdeiro. A herança perdida em Adão é restaurada em Cristo. Hb.9:15.
e) Amor eterno; Deus é amor. Deus é eterno.Jr.31:3; Is.54:8. A ira é um momento, mas o amor é eterno. Sl.100:5; 103:17. A misericórdia de Deus é o Seu amor em ação.
f) Justiça eterna; a justiça de Cristo está sobre nós. Dn.9:24. A justiça eterna de Deus morará no meio dos homens. Cristo Jesus é a expressão desta justiça.
g) Habitação eterna; Lc.16:9.
h) Gozo eterno; Is.51:11; 61:7. É a perpétua alegria do céu que você consegue dizendo SIM para a oferta de amor do Pai!
i) Força eterna; Is.26:4.
j) Nome eterno; Is.56:5; 63:12, 16. Seu nome é eterno e estará na nossa fronte.
k) Promessas de vitória eterna;
a. Ap.2:7 – árvore da vida eterna, da aliança edênica; Gn.2:9; 16, 17.
b. Ap.2:11 – não será ferido com a segunda morte; Gn.2:16, 17; Ap.21:4.
c. Ap.2:17 – maná escondido e uma pedra branca com o seu nome. É um novo nome.
d. Ap.2:26-28 – poder sobre as nações. Ap.22:16. Jesus é a nossa estrela da manhã e reinaremos com Ele.
e. Ap.3:4, 5 - Vestir vestes brancas. Fala de um novo corpo, glorioso como o de Jesus.
f. Ap.3:12 – coluna no Templo de Deus.
g. Ap.3:21 – vai se assentar no trono.
h. Ap.21:7 – vencerá todas as coisas e Deus será o Seu Deus para sempre.

Há certas promessas que são apropriadas, recebidas e usufruídas aqui. Hb.11:33, mas há algumas que teremos que morrer em fé para usufruí-las na eternidade. Tito 1:1, 2; 1a Jo.2:25.

Promessas de maldição:

É a consumação de todas as maldições. O inferno é uma realidade. Opressão, possessão, todos os males. O inferno não foi feito para o homem, mas se ele rejeita o plano divino, é lá que ele ficará, pois foi a sua escolha. O inferno é o lugar dos rebeldes:
1) Vergonha eterna; Dn.12:2. A primeira ressurreição é o arrebatamento dos salvos quando Cristo voltar com a Igreja para o reinado milenar. Depois, os que morreram sem Cristo ressuscitarão para o julgamento e a vergonha.
2) Lago de fogo e enxofre; Mt.18:8; Ap.14:10, 11, 19, 20; 20:14, 15; 21:8. O terror do inferno é grande porque é um banimento eterno da presença de Deus sem qualquer esperança. Só há esperança aqui na terra.
3) Castigo eterno; Mt.25:41, 46. Penalidade eterna. Deus respeitará a escolha de cada um.
4) Destruição eterna; 2a Ts.1:9. É uma destruição moral, de caráter. A glória de Deus é a expressão do que Ele é. Banidos e distanciados destas marcas de Deus.
5) Cadeias de escuridão eternas; Jd.6; 2a Pd.2:4
6) Perdição eterna; 2a Tm.6:9; Ap.18:17. Perdição é oposto de salvação. Jo.17:12.
7) Segunda morte; 2a Co.5:17. Só não irá provar a segunda morte quam nasceu uma segunda vez. Ap.21:8; 2:11; 14:6-13. Muitos têm feito aliança com a morte. Is.28:14, 15, 18, 19.

Termos da aliança:

1) Fé; Jo.3:16; 1a Pd.1:19, 20. O preço foi pago, mas eu me aproprio da bênção pela fé.
2) Amor; é o que nos conquista, e Deus espera de nós uma resposta de amor. 1a Jo.4:19. A vida cristã é uma resposta de amor. Jr.31:3. Deus prova o seu amor, e a minha resposta de amor é demonstrada através da minha...
3) Obediência; Jo.14:15; 15:9, 11; 1a Jo.5:2, 3; Hb.5:9. Nenhum homem pode gerar em si a fé e o arrependimento. É obra do Espírito Santo, mas podemos responder em amor e obediência.

Livro da aliança: Livro da vida do Cordeiro. Nele estão registrados todos os nomes dos que nasceram e dos que hão de nascer e abraçar a salvação. Rm.8:28-30. Por Sua onisciência Ele pôde escrever este livro. 1a Pd.1:1, 2 – Não foi escrito por instrumentalidade humana. É sem margem de erro. Aqueles que estão em Cristo têm seus nomes registrados lá. Ap.13:8; 3:5; Êx.32:32, 33; Fp.4:3; Ap.20:12,13 – Lá suas obras estão também registradas. O sangue de Cristo apaga o registro quando confesso e me arrependo. Ap.20:14, 15. O livro da vida é o livro dos membros da nova aliança.

Juramento: tem a ver com a ressurreição de Jesus e o Seu sacerdócio eterno, segundo a ordem de Melquisedeque. Sl.110:1-4; At.2:23-26

19.2. SANGUE:

O sangue de Jesus derramado e introduzido no santuário na terra.
1) corpo – quando Jesus tornou-se homem, Ele tinha como objetivo oferecer este corpo em sacrifício. Este corpo torna-se precioso, está glorioso à direita do Pai. É por isso que demônios odeiam confessar que Jesus veio em carne, porque é uma coisa espiritualmente profunda e garante a vitória sobre a morte e a entrada para a vida eterna. Lc.1:30-33; Jo.1; Gl.4:4.
2) Sangue – a vida está no sangue, sangue sem pecado. Hb.2:14 – é o antídoto. O sangue de Jesus é o agente purificador do pecado, é incorruptível. O sangue do Cordeiro permanece no céu. Hb.10:29; 13:20; At.20:28 – o sangue de Deus. 1a Jo.1:7 – o sangue derramado no Calvário continua vivo e comprando mais pessoas para Deus. Este sangue tem poder. Ap.13:8 – este é o ponto de vista de Deus. 1a Pd.1:19, 20. Através deste sangue o pecado terá um fim. Hoje o sangue nos garante o perdão para nossos pecados, mas através deste sangue até a presença do diabo será extinta.

Mediador: Jesus e a Igreja.

Sacerdócio: Jesus e a Igreja. Hb.12:22-24. Tornou-se possível ser um sacerdote a todo o que crê. Ap.1:6; 5:9, 10; 1a Pd.2:5-10; Ef.1:4, 5, 9, 11; 3:11. Seu eterno propósito – nos unir a Cristo Jesus.

Santuário: há um santuário no céu. Ap.15:5-8; 11:19. Este santuário foi aquele que Cristo entrou e ofereceu o Seu sangue, o sangue da aliança eterna.

19.3. SELO:

O Espírito Santo em nosso corpo glorioso. Fp.3:20, 21. Quando a trombeta soar, os que estiverem vivos serão transformados. Nosso corpo será igual ao corpo de Jesus. Lc.24:36-40. O Espírito é um selo na terra, mas a presença de Jesus com um corpo glorioso no céu também é um selo. É importante aceitar a ressurreição de Cristo como uma ressurreição corporal e a Sua volta também será corporal.
A obra completa de Jesus será consumada naquele dia. Mt.10:28. Os que rejeitaram a Cristo também terão um corpo. Nesta parte que precede o reinado milenar de Jesus Cristo na terra apenas os lavados no Seu sangue é que serão ressuscitados na 1a ressurreição. É através do Espírito Santo e de um querer da nossa parte, glorificar a Deus no corpo, na alma e no espírito. 1a Co.6:19, 20. Não sou de mim mesmo.
A primeira aliança estabelecida foi a aliança eterna na onisciência do Pai que projetava um fim glorioso para a criação que estava em Suas mãos.
Angela Natel On segunda-feira, 23 de março de 2009 At 08:41
a) Troca da túnica – Jo. 10:17;
b) Deu-nos as armas – 2a Co. 10:4, 5; Ef. 6:10-13; 4:22-24; quem mexer comigo tem que se ver com meu irmão mais velho;
c) Cicatriz – Jesus traz as cicatrizes nas mãos e está em nosso coração – Hb. 4:12;
d) Selo: Ef. 1:13, 14;
e) O nome – Jesus foi chamado Filho do Homem e eu sou chamado filho de Deus para que tudo o que é meu seja dEle e vice-e-versa;
f) Termos: Hb. 8:6 – nosso irmão mais velho morreu, e vamos juntos ler o Seu testamento e ver o que nos cabe;
g) Refeição – pão (corpo), vinho (sangue);
A mesa do Senhor – “Lembra-te, em memória, volta ao primeiro amor, lembra-te! Haverá descanso para ti. Lembra-te do teu Criador nos dias da tua mocidade. Lembra-te! Não podemos esquecer. Foi este sacrifício que substituiu a nossa morte.
Mt. 26:26-28. Existe uma oração até hoje em hebraico que é a bênção do Pão que começa assim: “Bendito sejas Tu, Senhor do Universo”. Partiu! Isso representa o Corpo. Quando como algo, isso faz parte de mim. “Tomando o cálice” – havia quatro cálices na páscoa. O 3o era o da redenção. Não há dúvida de que era o que Jesus tomou. O 4o é o da esperança. “Então rendeu graças” – Bendito sejas Tu, Senhor do Universo! Esta é a mesa do Senhor!
Lc. 22:19, 20; 1a Co. 11:23 e 24 – Ele ordena que isso seja feito em memória; esta mesa é um memorial, uma comemoração e proclamação.

Aspectos da mesa do Senhor:

1) Mesa de lembrança; 1a Co. 11:24, 25.
2) Mesa de ação de graças; Sl. 103:1-5.
3) Mesa de auto-exame; 1a Co. 11:28-31. Verificar áreas de minha vida, conscientemente para voltar ao caminho justo, de coração limpo para a glória de Deus. 1a Co. 11:29. Se eu não estou vivendo em novidade de vida, participa da mesa do Senhor indignamente. O pecado custou a vida do Filho de Deus e, se vivermos em pecado depois de tanta luz, estamos machucando o coração de Deus. 1a Jo. 1:9.
4) Mesa de vitória; celebra a vitória da Igreja sobre a morte, sobre o pecado e sobre o diabo. Sl. 23:1, 5 e 6. O meu pecado foi vencido na cruz. O meu inimigo me vê na mesa da vitória!
5) Mesa de amor; 1a Co. 10:16, 17. Ninguém vem à mesa do Senhor sozinho. Não é apenas olhar para o pão e ver nele o corpo, mas olhar para os irmãos e ver neles o Corpo. O amor gera a comunhão. Mesa de unidade. Sl. 133. Para Deus todos somos uma única Assembléia dos Santos.
6) Mesa de Consagração; renovar os meus laços de amor e comunhão com o Senhor Jesus. É a comunhão com Sua própria vida.
7) Mesa de fé, fé no Redentor; Mt. 27:26 e 29. Ele está sendo oferecido em sacrifício. Nesta hora o Filho de Deus está recebendo em Sua fronte a maldição do pecado. Os espinhos na terra são sinais de maldição pelo pecado do homem, e Jesus leva na fronte a maldição! Ele está em meu lugar. Nos aproximamos dEle em fé. É o meu Redentor. Gn. 3:17 e 18. Jesus levou estes espinhos para trazer as bênçãos de Deus para nós, e é o que renova a nossa fé.
8) Mesa de cura; Hb. 9:11. Dentro dos bens já realizados temos uma mesa de cura. A mesa é o lugar de transferência. Cura no espírito, cura na alma, cura no corpo!

“Bendito sejas Tu, Senhor Deus do Universo, que nos deste o pão da terra como símbolo do verdadeiro pão que desceu do céu e dá vida ao mundo”. – “Isto é o meu corpo que é partido por vós, fazei isto em memória de mim”. – “Bendito sejas Tu, Senhor Deus do Universo, que nos deste o fruto da vide, como espelho daquele verdadeiro pão e também verdadeiro cálice, do verdadeiro Cordeiro que verteu o sangue na cruz do Calvário para nos libertar da condenação eterna e nos colocar agora contigo, redimidos, reconciliados, desfrutando da vitória que há no Sangue!”.

h) Árvore – 1a Pd. 2:24 – Esta é a árvore memorial. Não podemos falhar!

O selo da nova aliança é o Espírito Santo personificado. Todo o Novo Testamento fala desse selo. Ef. 1:13. É o Espírito Santo em nós a marca distinta de que estamos na nova aliança. 2a Co. 1:22. O selo é o sinal, a marca, o penhor, a garantia.
Mc. 6:15-20; At.2:1-4 – O Espírito Santo também é o executor da nova aliança. Jo. 14:26; 15:26 – É Ele quem torna Jesus real em nossa experiência. É Ele na terra que continua a obra de Jesus em nós e através de nós.
O Espírito Santo é co-eterno com Deus, é co-igual a Deus. Ele é outro porque é igual. O Espírito Santo é espírito, por isso pode se mover na terra. Para agir na terra precisa de corpo, e Ele age no Corpo de Cristo, formado pelos regenerados por Ele. Nós oferecemos um corpo para que Ele possa operar.
Ter o Espírito Santo é estar na nova aliança. Gl. 3:13. A bênção de Abraão é receber o Espírito Santo pela fé. O nome de Deus no nome de Abrahão. O sopro de Deus é Seu Espírito! No Antigo Testamento o Espírito Santo vinha sobre alguém para revestir a fim de fazer um ato. Jz. 6:34. Ele não habitava. Na nova aliança Ele vem para fazer morada permanente, 24 horas por dia, como a cicatriz da circuncisão em Abraão. Jo. 14:16 – no meio de vós, mas Ele também estará EM vós.
Rm.8:9 – Para Paulo, é impossível um filho de Deus andar na carne. Se anda, não é filho de Deus. Quem não tem este selo não é cristão. 1a Jo. 2:20, 27 – Ele é a fonte de conhecimento. Jo.1:32, 33; Mt.3:11; At.1:5; Lc.24:49.

Aspectos da obra do espírito Santo no crente da nova aliança:

1) O Espírito Santo traz o novo nascimento; Jo. 3:5, 6. Se alguém não passou por isso não está na nova aliança. O selo é o Espírito Santo. Você é selado quando nasce de novo. Tito 3:5.
2) O Espírito Santo habita no espírito do crente. Isso desperta temor para que se possa oferecer a Ele uma habitação santa e amadurecida. Rm. 8:9; Jo. 14:16, 17; 1a Co. 3:16 e 17.
3) O Espírito Santo é a unção que permanece dentro do crente e o ensina; 1a Jo. 2:20-27; Jo. 16:13.
4) O Espírito Santo dá certeza de salvação; Rm. 8:16 = testemunho do Espírito Santo. Há uma certeza. Se você não sabe, é porque não é. Não sabemos como sabemos, mas sabemos que Ele está em nós.
5) O Espírito Santo enche o crente consigo mesmo. A operação de encher-nos é uma operação de domínio, controle sobre todas as áreas. At.2:4; Ef. 5:18. “Embriagai-vos com o Espírito Santo para manifesta-lO em vosso ser”. É um tempo contínuo.
6) O Espírito Santo, pelo batismo no Espírito, capacita o crente a falar em novas línguas. At.2:4; Mc.16:17; 1a Co.14:2, 4, 18; At.10:44-46. É uma linguagem do Espírito.
7) O Espírito Santo capacita o crente a orar; Rm. 8:26-28; Jd.20.
8) O Espírito Santo capacita o crente a adorar em espírito e em verdade. Fp. 3:3; Jo. 4:34. Nem orações ou cânticos decorados, mas tudo dirigido pelo Espírito Santo. 1a Co. 14:15.
9) O Espírito Santo guia o crente a toda a verdade; Jo.16:13.
10) O Espírito Santo habilita o crente a mortificar as obras da carne; Rm.8:13. Quem não é cheio do Espírito Santo não consegue vencer maus hábitos ou vícios. Ninguém entenderá a Palavra de Deus se não for pelo Espírito Santo.
11) O Espírito Santo produz o caráter e a natureza da semelhança de Cristo na vida do crente – este é o objetivo da nova aliança. Rm.8:29; Gl.5:22, 23. A carne tem várias obras, o Espírito há um fruto! Quem nasce de novo muda de natureza – é uma reformulação de princípios, hábitos e postura. Não há como não ser afetado tendo uma experiência como o Espírito Santo.

O fruto do Espírito Santo (Gl.5:22, 23):

1) Amor;
Eros (corpo)
Phileo (alma)
Agapao (espírito)
2) Alegria; não depende de instintos da carne ou de sentimentos.
3) Paz; que permanece quando os ventos são contrários.
4) Longanimidade; long-suffering (inglês) – capacidade de ter longo sofrimento.
5) Benignidade (bem);
6) bondade (bom); vêm de Deus – Deus é bom.
7) Fidelidade a toda a prova.
8) Mansidão; é a habilidade de suportar, perdoar, passar as faltas Moisés era o homem mais manso da terra, que mandou o povo beber do pó de ouro do ídolo. Jesus é manso – “Raça de víboras”. Não exclui firmeza.
9) Domínio próprio; habilidade de controlar as coisas, não de ser controlado. 2a Pd.1:4

É uma nova natureza, gerada pelo Espírito Santo em nós. 2a Co.3:18. Deus tem um objetivo: que nós nos pareçamos cada vez mais com Jesus Cristo.

12) O Espírito Santo dá poder ao crente para testemunhar de Cristo; At.1:8. A palavra sem esse poder não opera o novo nascimento. Is.61:1; Lc.24:49. Permaneça na presença de Deus até receber o Seu poder.
13) O Espírito Santo dá dons espirituais àqueles a quem Ele enche; 1a Co.12:8-13.
14) O Espírito Santo trará a ressurreição e a imortalidade do corpo do crente no último dia. Rm.8:11; 1a Co.15:47-51; 1a Ts.4:15-18.

a) SELO: Ef.1:13, 14 – marca.
b) PENHOR: 2a Co.1:22; 5:5 – garantia.
c) PRIMÍCIAS: Rm.8:23 – desfrutamos as primícias do Espírito, mas não a plenitude.

Na aliança temos a triunidade de Deus:
· Pai – as palavras da aliança faladas por Jesus eram as palavras do Pai. Jo.12:44-50.
· Filho – o corpo e o sangue de Jesus eram o sacrifício da aliança e Ele é o sacerdote. Hb.10:5-10.
· O Espírito Santo – selo da nova aliança. Ef.1:13.

A nova aliança é o que Deus tem para você!
Angela Natel On domingo, 22 de março de 2009 At 08:40
Jesus se tornou o nosso sacrifício, Ele não pediu o nosso sangue – 1a Pd. 1:18-21; Ap.13:8. O sangue é a consumação de todas as coisas. Nas outras alianças não havia permissão de se sacrificar um ser humano, só as religiões pagãs o faziam.
Hb. 9 e 10 – De uma vez por todas! Falam de coisas distintas. Hb. 9 – sangue de Jesus e Hb. 10 – corpo de Jesus. A oferta queimada (A.T.) tinha que ser totalmente consumida naquele mesmo dia no altar, mas o sangue deveria ser aspergido. Vemos duas coisas: oferta queimada e sangue aspergido.
Nessa aliança o monte Calvário se torna o altar do sacrifício último. O sacrifício da nova aliança é o corpo de Jesus. Hb. 10:1-3; era uma sombra de bens futuros. Vv.11-14. Estamos sendo aperfeiçoados mediante este sacrifício. Hb. 9:7 – É o sangue que faz a expiação pela alma.
No A.T. o sacerdote cobria o propiciatório com o sangue de um animal, Deus via o sangue. Pronto! A morte aconteceu. O pecado foi julgado. Na nova aliança é o sangue de Cristo que nos purifica de todo pecado. É mediante este sangue que Deus nos aceita. A evidência deste sangue está no céu. Este sangue está vivo em memória diante de Deus. O corpo e o sangue de Jesus não pereceram em Jerusalém; Seu valor é eterno.

Conseqüências e aspectos do corpo:

1. Seu corpo no céu é o resultado de uma encarnação miraculosa. Um corpo humano no céu! Hb. 10:5-8.
2. Seu corpo no céu uma vez experimentou fraqueza, sofrimento e morte, mas agora está ressurreto e glorificado, e nunca mais sujeito ao cansaço, à morte ou a qualquer tipo e enfermidade. Jo. 19:34, 35 – ‘Eu vi o corpo dEle’! Morreu mesmo.
3. Seu corpo no céu é a segurança da nossa entrada lá. Hb. 7:22. Ele é a nossa garantia. A morte foi vencida – é a prova. 1a Co. 15. A ressurreição não é só que eu vou viver de novo, é que eu vou viver no poder da vida indissolúvel.
4. Seu corpo no céu será a eterna evidência do seu perfeito sacrifício, pois ainda tem as marcas dos cravos. Jo. 20:24-29 – É sacrifício perfeito, e Deus o aceitou. A eternidade seria pouco para ficar olhando para Ele!
5. Seu corpo no céu é garantia de que os santos ressuscitarão e serão glorificados. O corpo é o santuário dos primeiros frutos da colheita da ressurreição e dos redimidos imortalizados. 1a Co. 15:51-57.
6. Seu corpo originado na terra foi levado para o céu transcendendo as leis naturais. Ele começa a se mover em novas leis espirituais mais elevadas. Ef. 1:3; 2.
7. Seu corpo, uma vez sacrificado pelos pecados no sacrifício da nova aliança, cumpre e vem abolir todos os elementos temporais das alianças anteriores. Ap.5:6; Jo. 1:29; 1a Pd. 1:18-20; At.20:28 – o Sangue de Deus!

O sangue tem força de vida. De Gênesis a Apocalipse há presença de sangue. Onde se diz de Jesus há: “Ele tem as vestes manchadas de sangue”. A árvore do conhecimento do bem e do mal era o caminho da independência de Deus, e o retorno para Deus é via sangue. Sem sangue ninguém vive. Tudo aponta para o Cordeiro de Deus, de sangue imaculado. Hb. 12:22-24 – Este sangue fala porque permanece vivo diante do trono de Deus. É o sangue da expiação e da redenção.

Benefícios do sangue:

1. Purificação do pecado. 1a Jo. 1:7.
2. Justificação disponível. Rm. 5:9 – pronunciados livres!
3. Redenção. Ef. 1:7; Rm. 5:9, 10. Ele tornou-se meu parente próximo e pagou o preço da minha liberdade.
4. Reconciliação. Cl. 1:20. Pelo sangue Ele fez a paz. Nós fizemos guerra contra Deus que não pode comungar com o pecado. Cristo trouxe Deus ao homem e levou o homem a Deus. O braço do homem e o braço de Deus se unem em Cristo Jesus por causa deste sangue.
5. Paz com Deus. Cl. 1:20.
6. Acesso a Deus. Ef. 2:13. O sangue de Jesus é o que quebra esta barreira entre o homem e Deus.
7. Consciência purificada. Hb. 9:13, 14. Com uma consciência pura podemos ir até a Sua presença.
8. Santificação. Hb. 13:12; 12:14.
9. Comunhão. 1a Co. 10:16. O sangue é colocado entre Deus e eu.
10. Relacionamento de aliança. Hb. 13:20.
11. Reis e sacerdotes para Deus. Ap.1:5, 6; 4; 5; 9 e 10. Nenhum anjo pode sentir uma gratidão tão profunda como a do homem.
12. Vitória sobre Satanás. Ap.12:11.
13. Vida eterna. Jo. 6:54-56. Fala do efeito espiritual.
14. Perfeição pelo poder do sangue. Hb. 6:1, 2; 7:11-19. Esta melhor esperança é o sacrifício do nosso Sumo Sacerdote.

Sacrifício em expressões:
a) Expiação – Rm. 5:11; Jo. 1:29 e 36.
b) Propiciação – Rm. 3:25; 1a Pd. 3:18 (Propiciatório = cobertura, tampa da arca).
c) Redenção – Cl. 1:14. Quem dá o sangue dá a vida.
d) Resgate – Mc. 10:45; 1a Tm. 2:5 e 6.
e) Reconciliação – 2a Co. 5:18-21.

Sacrifícios espirituais: De louvor, amor, adoração, ações de graça para agradar a Deus. 1a Pd. 2:5-9. Sou uma casa espiritual para oferecer estes sacrifícios. Sou um santuário para Deus! Tenho que deixar o incenso subir do meu coração. Sou uma nova raça: a raça eleita, para oferecer a Deus sacrifícios de louvor e de amor, para que o incenso da adoração suba continuamente diante do trono. Sl. 50:5.

a) Sacrifícios de justiça; Sl. 51:19 – de um coração justificado por Cristo.
b) Sacrifícios de gozo; Sl. 27:6. O sacrifício da nova aliança não custa nada, pois é alegre!
c) Sacrifícios de um coração quebrantado e contrito; Sl. 51:17. Despojado do orgulho e auto-exaltação.
d) Sacrifícios de ações de graça; Sl. 107:22; Sl. 116:17.
e) Sacrifício vivo do nosso corpo; Rm. 12:1, 2. Meu próprio corpo como oferta a Deus.
f) Sacrifícios de louvor; Hb. 13:15. Aquele lábio que diz: Jesus! Dá fruto, que é o louvor!
g) Sacrifício de boas obras; Hb. 13:16.
h) Sacrifício da comunhão; Hb. 13:16.

Tudo isso faz parte do sacrifício da nova aliança, que brota de um coração banhado pelo sangue.
Mediador da aliança: Jesus Cristo. O cumprimento de todo sacerdócio está em Jesus: patriarcal, monárquico, faraônico, etc. Jesus é o Sumo Sacerdote da nossa confissão. Aspectos: Hb. 8:6; 12:24; 5, 6 e 7. Por que é maior e excede todo sacerdócio anterior?
a) Ele é um sacerdote sem pecado; Hb. 5:1-5 – perfeito! Qualificado para ser substituto. Um homem sem pecado expiando a culpa de um homem pecador.
b) Ele é um sacerdote divino/humano; Hb. 2:17. Ele se fez semelhante aos irmãos. 1a Tm. 2:5. Ele é Deus! Ele é homem! O mediador perfeito: divino e humano. Identifica-se plenamente com as duas partes, compreende a ambas. Jesus é este Mediador. Conhece a Deus porque é Deus e conhece o homem porque é homem. Cumpre o clamor de Jó: Jó 9:32 e 33. Aquele que põe a mão no ombro de Deus porque é Deus e põe a mão no ombro do homem porque é homem. Em Sua divindade Ele é o ofertante, em Sua humanidade Ele é a oferta. Tito 2:14

No Antigo testamento Levi – casa sacerdotal
Judá – casa real.
Temos hoje os dois numa só pessoa. Hb. 5:1-6; Gn. 14 – Melquisedeque – além de sacerdote era também rei de Salém, rei da justiça, de Jerusalém. Hb. 5:7-10; 8:1 – o essencial: o nosso sacerdote está à direita de Deus (estar à direita é estar em lugar de).

O papel de Jesus:
a) Sacerdote:
1) Ele fala a Deus em favor dos homens;
2) Foi escolhido dentre os homens;
3) Foi apontado e ungido por Deus;
4) Ele fez o sacrifício pelo pecado; Hb. 5:1.
5) Ele faz intercessão; Hb. 7:25.
6) Pode ser fiel a Deus e misericordioso; Hb. 2:17, 18.
7) Pode ser mediador entre Deus e os homens; 1a Tm. 2:5.
8) Pode levara Igreja (corpo sacerdotal de Deus na terra) ao ministério da reconciliação; 2a Co. 5:19-21. Somos o Seu corpo e habilitados para este ministério.
9) Pode dirigir a adoração do crente da nova aliança; Jo. 4:20-24; Hb. 2:12.

b) Rei:
1) Entronizado com o Pai; Ap.3:21; 22:1; Zc. 6:12, 13 – você está em Cristo.
2) Exerce autoridade sobre todas as coisas no céu e na terra; Mt. 28:18-20 – tradução mais próxima do grego: “Indo, fazei discípulos...”.
3) Todos os seus inimigos são colocados debaixo dos Seus pés. Reis sem autoridade porque não descobrem sua posição em Cristo – a Igreja; 1a Co. 15:24-28 – versículo 25: futuro; 27: passado. Na cruz Ele venceu e foi constituído Senhor. É o cabeça e está treinando a Igreja para que esta aprenda na prática a ter o inimigo debaixo dos seus pés. Ele só espera que a noiva vença, para leva-la glorificada para as bodas do Cordeiro. Legalmente tudo é nosso.
4) Reinará em justiça, paz e alegria; Rm. 14:17 – Ele reina em justiça, é o Príncipe da paz e fonte da nossa alegria.
5) Os reinos deste mundo serão sujeitos a Ele; Dn. 7:1-4; Sl. 22:28; 72:11; Ap.11:15.
6) Reina na Igreja, Seu Corpo. E esta Igreja é também segundo a ordem de Melquisedeque.

1a Pd. 2:5-9 - Sou sacerdote, mas também tenha a realeza com Cristo. Ap.1:5, 6; 5:9 e 10. Ele completou a obra e se sentou no trono. Quando terminarmos a nossa missão, iremos nos sentar com Ele. Jesus é o mediador, o crente é sacerdote. A Igreja é Sua expressão visível. Ap.1:5, 6; 1a Pd.2:5-10; 20:6. Cada crente, um sacerdote, que ministra sacrifícios espirituais a Deus e intercede em favor dos santos e pelos perdidos. Êx. 19:3-6.

A Igreja no ministério sacerdotal:

1) Adoração sacerdotal; Ap.5:9, 10.
2) Sacrifício sacerdotal; 1a Pd. 2:5.
3) Intercessão sacerdotal diária; 1a Tm. 2:1, 2.
4) Reconciliação sacerdotal (deu este ministério à Igreja, é um ministério para TODOS) – eu tenho a palavra da reconciliação; 2a Co. 5:18-21.

A Igreja no ministério real:

1) Autoridade real; Lc. 10:17-20.
2) Conquista real; Rm. 16:20.
3) Administração real – é uma administração perfeita; Ap.20:6.
4) Benevolência real, que ama maus e bons, ingratos e justos, a todos – que nosso amor e serviço se estendam a todos incondicionalmente; Mt. 5:43-48.

Toda essa qualidade de vida é a nova aliança!

Santuário: o cumprimento dos santuários do Velho Testamento. Emanuel = Deus conosco. Jo. 1:14. Ele era o santuário, a habitação de Deus na terra. Um santuário que se move no meio dos homens. Jo. 2:18-21; Cl. 1:19; 2:9. Nele temos a plenitude. Ele é o santuário.
1a Co. 3:16, 17; At.7:47-50 – Somos um santuário construído pelo Espírito Santo. Santuário Celestial – Ap.11:15-19 – A arca da aliança transportava a glória de Deus. A arca foi construída a partir de um modelo celeste visto por Moisés.
Ap.15:1-5; Is. 14:12-14; Ez. 28:11-19 – rebelião de Satanás. Jó 15:15 – Jesus leva o Seu sangue para purificar o Santo dos santos no Santuário celestial. Hb. 8, 9 – Hb. 8:5 – Há um modelo. Hb. 9:1, 8, 9, 11, 15, 22-24. As coisas do santuário da terra são figuras das coisas do santuário do céu.
Ele é o Mediador, é o Sacerdote, é o sacrifício e é o santuário! At.2:34-36; Mt. 17:1-5. Igreja – Santuário na terra! Ap.1, 2, 3. A Igreja substitui os santuários anteriores. Onde Deus fala a glória dEle se manifesta. At.7:48, 49; Ef.3:21. A glória de Cristo é manifesta através da Igreja. Ef. 1:19-23. O mesmo poder que operou em Jesus opera em nós. A Igreja é a reunião dos membros do Corpo de Cristo regenerado pela obra do sangue de Jesus e do Espírito Santo. Mt. 18:20. A Igreja não é uma única pessoa, mas sim um único Corpo.
Êx. 25:8 – a morada de Deus na terra é a Igreja. Ef. 2:19, 20. À medida que as pedras se multiplicam, maior é o santuário de Deus na terra. 1a Tm. 3:15, 16. Evidentemente grande é o mistério: “Àquele que foi manifestado na carne, justificado em espírito, contemplado por anjos, pregado entre os gentios, crido no mundo, recebido na glória...” Jesus é Rei, só Ele é digno.
Angela Natel On sábado, 21 de março de 2009 At 08:39
Há muitas. Todos os evangelhos, Atos, as epístolas e apocalipse. A vida inteira vamos estudar essas palavras. Jesus continua a falar através de Sua ação na pessoa do Espírito Santo.

Promessas: Rm. 15:8.

18.1.1. Bênçãos: cumprimento das bênçãos das alianças anteriores (Gn. 12:3).

1) Salvação (- grego - sozo). Não há bênção maior. Ef. 1:1-3. A salvação é a bênção espiritual suprema. Jo.4:42; At.13:23; Hb.2:3.
2) Perdão – Mc. 1:15 – é a remissão da penalidade do pecado. O pecado é a presença da raiz de rebelião, de independência de Deus. A minha natureza é exposta mediante o meu arrependimento, e a minha dívida com Deus é cancelada. At.10:43. A dívida é paga! At.13:38, 39. Jesus perdoa os pecados. Lc. 19:1-10. A velha aliança cobria o pecado sempre com a mesma natureza. 1a Jo. 1:5-9. A nova aliança não apenas lida com frutos externos, mas também com a raiz da maldade. 1a Jo. 2 – Mesmo após nos convertermos não deixamos de transgredir. Mediante o nosso arrependimento e confissão, vivendo com uma vida perdoada, somos crentes da nova aliança. 1a Jo. 1:9.
3) Justificação – declaração de justiça, posição correta diante de Deus. É um ato de Deus. Ele faz uma declaração de que o pecador se tornou Seu Filho. Ele nos livra da condenação e nos restaura à graça de Deus. Não há mais complexo de culpa. 2a Co.5:21; Rm.5:1. Eu tenho paz com Deus. Não tem nada a ver com nossas obras. Jesus é quem leva o crédito. Rm. 3:24 – Não é o nosso esforço, é a nossa resposta a uma oferta de amor. Rm. 3:25, 26 – É a fé. Fé é tomar por verdadeira a Palavra de Deus. Pela aliança mosaica não há justificação. O máximo que ela faz em mim é revelar-me pecador. Rm. 3:19, 20 – Na nova aliança Deus não me rejeita, não pelo que eu fiz, mas pelo que Jesus fez. Ninguém se gloriará diante de Deus. Ë uma obra de graça e misericórdia.
4) Regeneração – gerar de novo. É quando alguém é introduzido na família de Deus pelo novo nascimento. É uma mudança radical operada pelo Espírito Santo. Jo. 3:3-5 - gerada pelo Espírito Santo e pela Palavra – Ef. 5:26. É Jesus (a semente) e o Espírito Santo de Deus. 1a Pd. 1:23. Todo filho de Deus leva a semente do Pai.
5) Segurança – onde o testemunho do Espírito está em nós. Hb. 5:8, 9; 6:10-12; 10:38, 39; 1a Jo. 3:19. Certeza! Segurança! Jo. 5:11 – Se você passou pela mudança completa de natureza (regeneração), você dará testemunho, pois você é diferente.
6) Santificação – ato de Deus de nos declarar santos, processo de mudança de caráter que leva tempo. Ef. 5:26, 27 – É um ato e um processo ao mesmo tempo. Jo. 17:17. No Antigo Testamento eles tinham um conceito de santificação através dos rituais. Agora é bem mais profundo. Há uma relação especial com Deus, pois você é dEle e, ao mesmo tempo, o seu caráter tem que estar ligado a esta relação.
7) Adoção – alcança maturidade e tem direito à herança. É adoção no sentido bíblico. Deus não tem filhos ilegítimos. Rm. 8:15 e 23; Ef. 1:13, 14. Eu já tenho um penhor. A partir do meu novo nascimento eu tenho a garantia de que tudo o que é de Jesus é meu através da aliança. O testamento só funciona quando morre o testador. Jesus morreu. É só ler e fazer, tudo é nosso! Mt. 12:46-50. Fazemos parte da grande família de Deus, da qual Jesus é o irmão mais velho. Rm. 8:29 – Filho é aquele que tem uma experiência de entrega de sua vida a Jesus. Filho tem que se parecer com o Pai. Filho de Deus tem as marcas do caráter de Deus, e seus frutos provarão isso!
8) Glorificação – obra final da perfeição que nos aguarda para o futuro. Rm. 3:23 – A glória de Deus é a expressão do que Deus é (SHEKINAH). Jo. 1:14. É uma experiência resultante da santificação que se deu durante a nossa vida. Rm. 8:17 e 23. No Antigo Testamento houve algum brilho da glória de Deus. Para Moisés Deus mostrou a Sua glória na rocha fendida. Jesus é a rocha fendida no Calvário. Nele está a glória de Deus, e nós O veremos face a face. Jo. 17:22-24 – A glória de Deus está na vida de Jesus que nos foi transmitida. Quando Jesus se oferece a nós, com Ele está a glória. Quando nos santificamos durante a vida, caminhamos para a glória. 2a Co. 3:18. A glória de Deus está em Cristo. Não há como pedir para encher um lugar com a glória de Deus ou para que Deus nos mostre a Sua glória. A glória de Deus será vista EM você. Há uma transfiguração. Você olha para a palavra e vê a pessoa de Jesus, que é o que Deus quer que sejamos, então você muda, e vai sendo transfigurado. São as marcas do caráter de Deus, da glória de Deus em você. O fato de estar em Cristo é o que torna esta aliança única. Is. 1:1, 6, 8; 53:11; 33:15, 16.

18.1.2. Bênçãos do Evangelho do Reino:

Boas novas do Reino – domínio, governo, soberania. Envolve o ministério, pregação e o ensino de Jesus. O ensino de Jesus é em parte as palavras da aliança e o Evangelho do Reino. Mt. 4:23; 24:14; At.1:1 – Jesus começou, a Igreja é quem vai continuar. Mt. 16:15-20.
O Evangelho do Reino se estenderá por todas as nações. Mt. 28:18-20. A Igreja do livro de Atos tanto pregou quanto demonstrou o Reino de Deus. O Reino não é conversa fiada – como diz Paulo. Não é um governo que vem de fora, mas um governo interior que nós tivemos a oportunidade de escolher. At.1:3; 8:12. Filipe testemunhava o Reino de Deus para as pessoas. Ninguém é cristão se não aceitar o governo e a soberania de Jesus. At.28:23 e 31.
Jo. 3:1 – Transportados de filhos das trevas para o Reino de Deus e de Seu Filho de amor. Ef. 1:3

Há 30 assuntos específicos do Reino:

1) Novo nascimento. Jo. 3:1-21;
2) Bem-aventuranças. Mt. 5:1-12;
3) Caráter do Reino. Mt. 5:13-48; Lc. 6:20-24;
4) Atividades do Reino. Mt. 6 e 7;
5) Parábolas do Reino. Mc. 4, 8; Lc.15, 19 e 20; Mt.13, 20, 21, 22 e 25;
6) Mensagem do Reino. Mt. 11:1-30; Mc. 7:14-23.
7) Discípulos do Reino.Mt. 10; Lc. 10.
8) Tradições. Mt. 15:1-9; Mc. 7:1-13;
9) Provisão do Reino. Jo. 6; Mt. 6:1-12.
10) Testemunho do Reino. Mt. 16:15-28; 24:14;
11) Regeneração e poder. Mt.18; Mc.9; Lc.17:1-6.
12) Casamento, divórcio e filhos. Mt. 19:1-5; Mc. 10:1-16.
13) Dinheiro / Riquezas. Mt. 19:16-23; Lc. 16:1-12.
14) Servir. Mt. 20:17-28; Mc. 10:32-45.
15) Seguir. Lc. 14.
16) Impostos. Mt. 17:24-29; 22:15-22.
17) Inferno. Lc. 16:19-31.
18) Ressurreição. Mt. 22:23-33.
19) Culpa e compaixão. Mt. 23:34-40.
20) Hipocrisia. Mt. 23; Mc. 11:27-34.
21) Adoração. Jo. 4.
22) Julgamento. Jo. 8:1-11.
23) Quem é Jesus. Jo. 8:12-59.
24) Verdadeiro Pastor. Jo. 10.
25) Humildade e amor. Jo. 13.
26) Espírito Santo. Jo. 14, 15 e 16.
27) Oração (intercessão) sacerdotal. Jo. 17.
28) Volta do Reino. Mt.24; Mc.13; Lc.17:20-37; 21.
29) Celebração do Reino. Mt. 26:17-30.
30) A grande comissão. Mt.28:16-20; Mc.16:15-20; Lc.24:49-53.

Estes assuntos são “palavras sementes”, e em Atos encontramos ampliações desses temas. Se você é cristão, precisa deste padrão.

18.1.3. Bênçãos para os gentios:

As nações se originam na aliança noética. Na aliança abraâmica há bênção para todas as nações. Na aliança mosaica as nações são excluídas e Jesus chega dizendo que não há fronteiras para o Reino de Deus. Jo. 1:11 e 12; At.14:27.
Deus chamou um apóstolo específico para pregar aos gentios – Paulo. Ef.2:11, 12; 3:1-12; Rm.9-11; Is.11:10; 42:1, 4. Não fomos excluídos. Is. 60:1-3 – TODA A TERRA!

18.1.4. Derramamento do Espírito Santo:

Profecias – Joel 2:28-32; Is. 44:3; Ez. 36:25-27; Zc. 12:10. No Antigo Testamento o Espírito Santo vinha sobre o profeta, o sacerdote e o rei, mas agora é sobre toda a carne.
A bênção de Abraão é a bênção do Espírito Santo. Gl. 3:8, 9, 14, 29; Jo. 7:37; 14:16, 17; 15:26; 16:7-15. Esta bênção é a força dinâmica, é o segredo dos dons espirituais. Não podemos ignorar o Espírito Santo.

18.1.5. Cura:

Êx. 12 – o sangue foi derramado para benefícios espirituais, a carne foi assada e comida para benefícios físicos. Não havia, em 3 milhões de pessoas, ninguém fraco, doente ou inválido. O segredo é anunciação de cura. Is. 53:5. O sangue é derramado pela expiação, o corpo é partido pela cura. Jó 42:10 – o cativeiro de Jó é enfermidade. Êx. 15:22-27.
O madeiro tira a morte e traz cura e vida. Êx. 15:26; 23:25 – Vamos olhar para as enfermidades como inimigas. Êx. 23:26 – Longevidade faz parte da aliança. A presença do pecado no mundo traz AIDS, câncer, etc. Há acusações de que o crente não peca ou não adoece. O ensino correto é o de que há recursos na Palavra para vencer o pecado, a doença e a morte, ainda que eles ocorram. Rm. 8:2; Sl. 105:37; 105; 103:1-4; Is. 35; 53:4 – “tomou”(hebr.: nasa = suportar algo no lugar de outros), “carregar”(hebr.: shabau = levar sobre si alguma penalidade e castigo), “dores”(hebr.: makoo = dor totalmente física). Cura – 1a Pd. 2:24. Is. 53:11, 12 – “iniqüidade”(hebr.: shabau), “pecados”(hebr.: nasa). O Messias viria para trazer cura espiritual e cura física. É uma cura completa. Mt. 8:16, 17 – Bênção para o espírito, libertação para a alma e cura para o corpo. Mc. 16:15-20; Tg. 5:14-16; o justo é o crente – a cura é o pão dos filhos. 1a Co. 12:9.

18.1.6. Bênção dos milagres:

Mt. 14, 15; Jo. 2; Mc. 4:36-41; Jo. 20:30, 31 – O corpo todo de Jesus na terra (Igreja) pode fazer exatamente o que Jesus faz. O maior milagre é o novo nascimento. Se você crê para o milagre maior por que não nos pequenos?

18.1.7. Bênção da libertação:

O poder para libertar de toda opressão e prisão de Satanás. Mt. 8:16, 17; Gn. 3:15 – todo o que nasce de mulher é ferido por Satanás. Jo.10:10; Lc.9:1, 2; At.16:16-18; Rm.16:20; Gl.5:1. Não aceite mais nenhuma prisão. O diabo não tem mais poder sobre você.
18.1.7.1. Livres da culpa e da condenação:

Se você confessou o pecado, Deus te perdoou. Lembranças de pecados passados e culpa nos fazem fugir de Deus, é prisão de Satanás. Toda culpa leva para dentro de nós mesmos e não gera nada, operando depressão e abatimento. Ez. 36:25-27; Jr.31:31-34.

18.1.7.2. Livres do domínio e do poder do pecado:

As pessoas continuam prisioneiras. Rm. 7 foi escrito para não cristãos. Rm. 6:1-14
Morrer = quebrar relação com, separar-se de.
Rm. 6 – 2 casas.
O pecado não é o meu patrão. Tome posse da tua morte. Rm. 6:6-11 – A tentação é vencida com rigidez de caráter. Há muita gente pondo a culpa no diabo, mas não quer passar por um exercício de disciplina. Rm. 6:14 – Deixe a ilegalidade. Vai sofrer? Sofra! De que adianta ganhar o mundo inteiro e ir para o inferno? A vida cristã é radical, é uma nova criação.

18.1.7.3. Livres de cerimônias legalistas e escravizantes da lei:

Rm. 10:1-4 – Livres de todo o esforço próprio para andar no caminho da fé.

18.1.7.4. Livres do medo:

Quem tem medo de Deus não O conhece. Is. 54:14, 15 e 17; 2a Tm. 1:17. Diante das investidas do inimigo não temerei. Medo revela insegurança, falta de fé. O exército do céu está à nossa disposição. O medo é o pai da incredulidade. Toda bênção vem pela fé.

18.1.7.5. Livres de Satanás e de sua influência demoníaca:

Lc. 10:19 – Eu não posso andar com medo de Satanás, mas também não posso andar no seu território. Você tem tendência a medo, preocupações, impressões, tentações, etc, ele arruma situações para isso. Satanás é fora da lei, ele se mete onde não é chamado. Você precisa conhecer os teus direitos e resistir.
O poder de Jesus Cristo é suficiente. Não aceite nenhuma forma de escravidão porque Cristo te libertou. Você é verdadeiramente livre! Se você cair mil vezes, levante-se mil vezes.

18.1.8. Bênção da ressurreição:

O pecado trouxe sentença de morte. Todos sabem que vão morrer, mas ninguém se conforma com a morte. Mas, na aliança, há uma bênção de ressurreição. Os corpos se levantando do pó e das cinzas, e recebendo um novo corpo. O último inimigo a ser vencido é a morte. O homem não foi feito para morrer.
Quando Adão pecou, morreu espiritualmente, e a morte física entrou em operação. Hb. 2:14, 15. É aqui onde o crente não tem medo de morrer. A morte, para quem conhece a Deus, não é o fim da vida, é o começo. Para quem morre em Cristo o sol acaba de nascer. Para quem morre sem Cristo o sol se põe, e as trevas vêm mais densas. Todos podem escolher.
Sl. 17:15 - Há uma esperança de que irá acordar para contemplar a face de Deus. Is. 26:19; Jó 19:25. O diabo tirou tudo das mãos de Jó deixando duas coisas: os amigos e a esposa. A estratégia do inimigo é usar as pessoas mais próximas para nos ferir. Ef. 6:12 – No meio da dor, sofrimento, rejeição e condenação há uma esperança... Jó 19:25-27 – e ele aguarda a ressurreição do último dia.
Dn. 12:2, 3 – sombras da ressurreição. Gn.5:24; Jd.9; Jo.5:28, 29. Acontecerão duas ressurreições distintas: a dos ímpios e a dos justos. Um crente deve ficar tão contente em estar com Jesus tanto pela morte como pelo arrebatamento. 1a Co. 15; Jo. 11:25, 26 – Se você crê em Jesus, não morrerá eternamente. A nova aliança nos garante um espírito eterno.
Servo de Deus não precisa morrer de doença. Rm. 8:11 – O desgaste normal acontece naturalmente, mas ao mesmo tempo você está bem. Jo. 11:43, 44. Jesus derrotou aquele que tinha o poder da morte. Hb. 2:14, 15 – Garante-nos a ressurreição. Ap.1:18 – Ele tem as chaves!
Primeiro preciso experimentar a ressurreição espiritual através do novo nascimento para que fisicamente eu possa ressurgir com os justos para a vida eterna. Ap.2:7 – O que Adão perdeu nós ganhamos através de Jesus. Ap.22:2, 14 – Você nasce de novo, ressurge no espírito, e o caminho da árvore da vida lhe está aberto. 1a Jo. 5:11, 12.

18.1.9. Maldições da Nova Aliança:

Quando o homem cai, a terra e a serpente são amaldiçoadas. Na aliança mosaica há tremendas maldições. A maior maldição jamais proferida é a rejeição de Jesus Cristo. Hb. 12:17-29. Aqui o autor explica que a nova aliança é a consumação das alianças, que aproxima o homem de Deus. Depois de toda uma degeneração profunda, ser levado a uma comunhão com Deus.
Há uma advertência: Hb. 12:25 – esta é uma maldição terrível! O Pai que fez estremecer o monte Sinai falou do céu: Este é o meu Filho amado”. Se eu rejeitar esse Filho, não tenho esperança. Somos nós que trazemos as maldições sobre nós mesmos. Deus não tem prazer nisso. Se eu, depois do sacrifício de Jesus, rejeito a Deus, não poderei escapar. Hb. 12:26-29 – Os abalos já começaram. Chegará um momento em que a graça acabará. Maldição é conseqüência da rejeição.
A maldição tem um tríplice aspecto:

18.1.9.1. Maldição das nações judaicas:

Porque rejeitaram a Jesus. Jo. 1:11. Há duas maldições: uma proferida por Jesus e outra proferida por seus líderes. Mt. 27:24, 25. A história de Israel tem sido uma história de sangue. Deus não é tirano nem carrasco mas, quando rejeitamos a Jesus como Senhor, que é o amor personificado, nos expomos à tirania do inimigo. Deus tem sofrido com a rejeição da casa de Israel.

18.1.9.2. Maldição das nações ímpias:

As demais nações serão julgadas.Sodoma, Gomorra, todas no dilúvio, Nínive... Jr.18:9, 10 –tudo por causa da rejeição. Mt. 25:31-46; Nm. 35:33, 34. As nações da terra também têm sido culpadas. Dt. 19:10.
Rejeitar o sangue da nova aliança é trazer sobre si maldição.

18.1.9.3. Maldição eterna:

A maldição culminante. Mt. 25:41. O inferno não foi preparado para o homem. Ap.14:9-11. Rejeitar o relacionamento de aliança é trazer maldição e receber o sinal da besta. O inferno é uma realidade!
Ap.20:11-15 – Aqueles que aceitaram a oferta de Jesus têm seus nomes escritos no livro da vida. Jo. 3:16; 5:24; Ap.3:20. Ele nunca forçará a porta, só entrará se você disser ‘sim’.

18.1.10. Os termos da aliança:

A graça de Deus não exclui condições. Ela não alcança todos os homens porque não é obrigatória, mas oferecida gratuitamente.

18.1.10.1. Arrependimento:

Uma reparação do ponto que levou o homem a cair, e volta ao ponto de submissão a Deus. Um pesar interior pela transgressão e uma conseqüente mudança de atitude, Quando o pesar é forte, há arrependimento e rompimento com o passado. Onde não há mudança, não há conversão.
O batismo de João é o batismo de arrependimento. Mt. 3:1-17. Abundância de bens não garante salvação, mas o arrependimento sim, pois leva à conversão, mudança de atitude. Mt. 4:14-17 – Para que os homens usufruíssem a vida que estava em Jesus, precisava haver um arrependimento. Lc. 24:49; At.2:37, 38. Corações compungidos. Não há anda bom em nós. Nossos melhores atos de justiça são como trapos.
O arrependimento é o primeiro passo para abrir caminho para a ação de Deus em nossas vidas. Nós somos miseráveis pecadores, e é Jesus quem faz a obra, e todo crédito vai para Ele. É pelo arrependimento que eu cancelo o direito legal de Satanás de agir em minha vida.
A religião pode encher a cabeça, mas não muda nem enche o coração. Quem não nascer de novo não pode entrar no Reino de Deus. At.2:38 – Deus não mudou de idéia. At.17:30. Não importa o teu passado, arrepende-te! Aborreça o que Deus aborrece e ame o que Deus ama!

18.1.10.2. Fé:

Caminha sempre junto ao arrependimento, e ambos geram a regeneração. Mc. 1:15. O arrependimento nos faz olhar para nós mesmos e, num ato de fé, nos volta os olhos para Deus. Hb. 11:1 e 6 – Não posso buscar a Deus sem crer na Sua existência e na Sua Palavra. Hb.11; At.20:21; 16:31.
A fé é o firme fundamento para se apropriar daquilo que vier das mãos de Deus. A fé é o resultado de se expor à Palavra de Deus. A fé vem pelo ouvir, pelo buscar. Rm. 10:17. Sem isso, nunca vou me relacionar com Deus. Basta buscar a face de Deus. Aceite as palavras de Jesus. Jesus é quem Ele diz ser. Um caráter mentiroso não venceria a morte como Ele venceu. Crer é ser inteligente.

18.1.10.3. Obediência:

A fé se expressa na obediência ativa. Tg. 2:17, 18. A maior obra que Deus quer é a obra da obediência. Hb. 11:7, 8 – Obedece porque crê. Não diga: ‘Eu creio’. Obedeça! Jo. 14:15. Não basta dizer: ‘Eu te amo’. Jo. 15:10 – É obedecendo que provo meu amor. A aliança é condicional. Eu preciso responder ao chamado à obediência. Jo. 7:37 – Deus não impõe, Ele convida.
Hb. 5:8, 9 – Para que eu seja filho, preciso ser semelhante ao primogênito. O Filho aprendeu a obedecer? A aliança é extensiva a uma classe de filhos obedientes. Se o crente não está sob a lei mosaica, ele está sob a lei moral cristã. 1a Co. 9:20, 21. A graça não exclui as exigências. É a lei do amor – a maior lei da nova aliança. 1a Jo. 3:22-24 – Obedi6encia é a base da oração respondida.
A velha aliança requeria uma obediência restrita ao seu padrão externo para alcançar a graça. A nova aliança dá a graça pela qual somos capazes de obedecer ao Seu padrão interno. Jr.31:31-34.
Quais os mandamentos de Jesus? De que assuntos eles tratam?
1) Amar a Deus. Mt. 22:37, 38. Viver na aliança é viver em amor.
2) Amar ao próximo. Mt. 22:39, 40. A lei de Cristo se resume em ‘amor’.
3) Testemunhar. Mt. 5:13-16.
4) Justiça. Mt. 5:17-20.
5) Reconciliação. Mt. 5:21-26.
6) Adultério e divórcio. Mt. 5:27-32; 19:1-9. É preciso frutos de graça.
7) Juramento. Mt. 5:33-37. Aquele que está na nova aliança deve ser uma pessoa de palavra.
8) Retaliação. Mt. 5:38-42. É um compromisso de responsabilidade. Vingança é prova de estar sob a lei.
9) Inimigos. Mt. 5:43-47. Os mandamentos de Cristo apontam para o padrão de Deus. Não temos nenhum inimigo de carne e sangue.
10) Perfeição. Mt. 5:48. Deus nos dá a graça para cumprir as exigências.
11) Esmolas. Mt. 6:1-4.
12) Oração. Mt. 6:5-13.
13) Perdão. Mt. 6:14, 15, 18, 21-35. Os mandamentos de Cristo expressam o caráter de Deus.
14) Jejum. Mt. 6:16-18 – para ser visto por Deus – lição sobre motivação.
15) Valores. Mt. 6:19-34. O Reino de Deus é o supremo valor da nossa vida.
16) Crítica. Mt. 7:1-5. Eu não estou aqui como juiz, mas como observador da lei.
17) Discrição. Mt. 7:6.
18) Pedidos. Mt. 7:7-11.
19) Consideração. Mt. 7:12.
20) Autodisciplina. Mt. 7:13-14.
21) Caráter e ministério. Mt. 7:15-23.
22) Obediência. Mt. 7:24-27.
23) Comunhão. Mt. 26:26-29.
24) Batismo. Mt. 28:19, 20.
25) Evangelho. Mc. 16:15-18; At.1:8.
26) Espírito Santo. Lc. 24:45; At.1:4, 5.

Não são todos, mas são os principais para mostrar que na nova aliança há mandamentos. Basta apenas desenvolver –me no amor a Deus e às pessoas. Ser perfeito como Deus é, andar em Seus caminhos.

Juramento: é focalizado no sacerdócio de Cristo. Hb. 7:3, 16, 17, 20, 21 – segundo a ordem de Melquisedeque = sacerdócio eterno. Melquisedeque é um tipo de Cristo. Jesus está à direita do Pai como sacerdote eterno a nosso favor, abolindo a velha aliança em seus preceitos temporários. Hb. 3.

Livro: Todo o Novo Testamento:
a) Evangelhos – palavras e o sacrifício da aliança;
b) Atos – sinal e o selo da nova aliança;
c) Epístolas – o santuário da nova aliança;
d) Apocalipse – consumação e a realização da nova aliança.

Liberdade de Expressão


É importante esclarecer que este BLOG, em plena vigência do Estado Democrático de Direito, exercita-se das prerrogativas constantes dos incisos IV e IX, do artigo 5º, da Constituição Federal. Relembrando os referidos textos constitucionais, verifica-se:
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