Angela Natel On sexta-feira, 9 de dezembro de 2016 At 03:22
Domingo passado – ‘dia do descanso’ – descansei a tarde toda na casa de vizinhos saboreando um delicioso churrasco, entretanto, não tão delicioso quanto a oportunidade de estar na companhia de todos eles. É uma “bênção” poder ver a vida. Ouvir as opiniões. Sentir a alma do ser-humano. Observar o quão animais somos e o quanto de divino todos temos.
Uma coisa chamou muito a minha atenção. Numa animada conversa com um dos amigos ele me dizia que eu não parecia crente, uma vez que o meu “jeito” de ser e de viver não compactuava com o que ele entendia sobre os evangélicos. O mais curioso é que esta conclusão dele foi embasada num texto deste blog, o qual fala sobre as “PERDAS E DANOS” que a existência promove. Minha esposa deu uma resposta óbvia, mas que me fugia dos lábios; disse ela: “Somos cristãos, mas não somos religiosos”. Brilhante, pensei.
Deus não pertence às religiões. Deus não pertence a nada nem a ninguém. No máximo as coisas e as pessoas é que a Deus pertencem. Não há qualquer religião ou teologia que tenha compreendido o incompreensível, ou seja, aquilo que chamamos de Deus. A revelação não está completa. As religiões são construções humanas e, por isso, limitadíssimas. Deus não cabe nelas, apesar delas se auto-intitularem representantes Dele.
Posto que as religiões sejam instituições construídas por homens, são cheias de erros e injustiças. Religiões promovem intolerâncias, guerras, preconceitos e todas estas coisas que não são pertencentes a Deus, mas pertencentes aos homens.
Quando alguém diz que religião não é uma coisa boa, basicamente está assumindo que a humanidade não é uma coisa boa, já que as mazelas da humanidade estão presentes em todas as instituições humanas, inclusive nas religiões, posto serem estas construções humanas.
Entretanto, uma vez que as religiões arvoram-se por representantes de Deus na terra (apesar de não terem recebido nenhuma procuração formal que as assegure este direito) alguns inclusive, desejosos de protestar contra as mazelas promovidas pelo homem por meio da religião, acabam posicionando-se como ateus, ou seja, confundem Deus com religião (coisas distintas).
Para protestar contra as religiões, não preciso ser ateu. Jesus – que não fundou o cristianismo – discursou duramente contra a religião e foi morto não pelos romanos, mas pelos religiosos, “homens do templo”. Muitos, por não tolerarem as guerras que o cristianismo promoveu, posicionam-se como ateus, pensando que Deus é religião… Uma confusão!
Na época de Jesus as pessoas mais religiosas recebiam o título de fariseus. Era um rótulo que dava orgulho a muitos judeus. Seriam os muçulmanos xiitas de hoje. Seriam os católicos carolas. Seriam também os “crentes radicais”, partidários da teologia do “nada pode”, com um discurso tão paradoxal que dá até a impressão que foi o diabo quem criou o mundo, e não Deus.
A estes fariseus, super-religiosos, que davam o dízimo de tudo, que faziam várias orações diariamente, que dirigiam o louvor na igreja, que perdiam qualquer reunião social para participarem de uma reunião na igreja e que, sobretudo, julgavam e mediam todas as pessoas, a estes Jesus chamou de HIPÓCRITAS.
Sim, religião e hipocrisia caminham juntas já há muitas eras.
A palavra hipócrita vem do grego e pertence ao vocabulário das artes cênicas. Significa artista, ator, mascarado, duas caras, fingimento, aquele que está atuando, aquele que parece, mas, no fundo no fundo, não é. Assim é o super-religioso. Ele apenas parece. E por parecer e não ser, não faz o que deveria fazer, mas deixa de fazer o que esperado seria. Preocupado com a aparência, não com o conteúdo. Um discurso dissonante da práxis. Uma pantomima sacra. Um sepulcro bem caiado.
Jesus disse: “Fujam dos religiosos fariseus, pois são mascarados, hipócritas!”
Hoje ele continuaria com o mesmo discurso: Fujam dos que dizem serem meus representantes, mas que as suas práticas não condizem com o meu discurso. Fujam dos religiosos hipócritas. Fujam dos super-homens. Fujam dos super-crentes. Acautelem-se dos hipócritas. Cuidado com os que impõem sobre outros, cargas que eles mesmos não conseguem carregar. Igualmente fujam dos que criticam os religiosos, contudo, sem possuírem uma ética consistente. Hipócritas!
A Bíblia e Jesus nos ensinam que o homem é pecador. Portanto, eu sou uma pessoa cheia de erros. Você não está fora desta. O Papa não está fora desta. Chico Xavier não está fora desta. Ora, se eu não sou perfeito, quem sou eu para julgar?
Qualquer que julga está sendo hipócrita, posto ninguém ser perfeito.
Disse Jesus: “Não julguem para não serem julgados, pois com a mesma medida com que você julgar, você será julgado”.
Tenho visto tantos religiosos julgando pessoas…
Tenho visto tantos não-religiosos julgando pessoas…
Tenho visto tantos supostos ateus julgando religiosos…
Todos iguais, todos humanos, todos carentes de aprenderem com Cristo a terem um coração humilde, perdoador, não arrogante, não vaidoso, não orgulhoso, não religioso.
Minha luta é não ser um religioso, apesar de ser um pastor. Paradoxal?
Meu esforço é ser um seguidor de Jesus de Nazaré, assumindo publicamente minhas mazelas, sem ser um religioso hipócrita, que finge ser perfeito e a todos julga.
Meu objetivo é conseguir comprometer-me com o discipulado de Cristo, mas não com o discipulado da instituição igreja.
Não sei se conseguirei este meu intento. Quer tentar junto comigo?
Meu amigo apresentado a você no início deste texto também me disse em meio a gargalhadas que se eu continuar neste propósito serei excomungado da igreja. Eu ri demais! Como me divirto! Não sei se comigo ou se com ele. De fato, religiões não costumam ver com bons olhos pessoas não-religiosas.
Meu desejo é que eu e você sejamos pessoas comprometidas com os doces e sábios ensinamentos de Cristo, que promovem a paz de espírito nesta vida e a eterna para depois desta. Com relação à religião… Que não confiemos em nenhuma delas, pois “maldito o homem que confia no homem”.
E como diz um desbotado clichê apregoado por muitos pregadores: “A igreja não salva, quem salva é Cristo”.
________________________________

Hora da despressurização mental!

Poucos não se importam de perder uma discussão. O adágio popular nos ensina que em matérias mais passionais, como religião, política ou futebol, não deve haver discussão. Com estes dois filmes publicitários, não quero promover a venda de cerveja para você, claro, mas mostrar que até na publicidade todos preferem ter a “última palavra”.
O primeiro filme, da Heineken, foi aclamado e premiado por sua originalidade e produção impecável. Com muito bom humor o filme satiriza comportamentos do universo feminino e masculino.
O segundo filme, da Bavaria alemã, foi uma resposta. A agência de publicidade mostra como seria o “capítulo seguinte” da estória anterior, na visão da Bavaria, claro. Também bem-humorado e muito irônico, deixou o concorrente rindo para não chorar.


  
Angela Natel On sábado, 26 de novembro de 2016 At 00:15
PUBLICADO EM SOCIEDADE POR WILLIAM FELIPE ZACARIAS



Na era pós-cristã, resta ao cristianismo limitar sua existência para fora das paredes do “túmulo de Deus”, metáfora de Nietzsche à igreja institucional. O esvaziamento da instituição pressupõe uma retomada do cristianismo original de Jesus que não fundou uma religião, mas, ao contrário, foi contra ela em suas discussões com fariseus e escribas. Por conseguinte, o que seria a vivência de um cristianismo não religioso? O cristianismo é a comunhão dos ateus.

Quando alguém me diz ser ateu, ironicamente tenho respondido, “pois é, também sou!”. O indivíduo se espanta, pois a resposta parte da boca de um teólogo. De fato, não creio na metafísica, nem no “deus comércio” da prosperidade material. Conforme o sociólogo francês também ateu Michel Maffesoli, “o mais prostituído dos seres é o ser por excelência: é Deus. Com efeito, em numerosas tradições religiosas, é Ele que se dá todo a todos.”(1)
Em grande medida, a teologia grega foi transportada para dentro da teologia judaico-cristã. A música gospel que atualmente faz tanto sucesso no mercado se identifica muito mais com o castigador imponente e vingador Zeus do que com o Deus pessoal judeu. Enquanto Zeus é a-histórico, Ihwh age concretamente na história e inclusive se encarna nela, um escândalo para os gregos, visto que a carne lhes era desprezível por aprisionar a alma. Para os gregos, Deus se fazer carne vai muito além do que se esperaria de uma divindade. O verbo (do gr. Lógos) nunca poderia se reduzir a algo tão nauseabundo. Como bem afirma o brasileiro Clóvis de Barros Filho, “o texto de João propõe que esse lógos – ainda traduzido por verbo – se fez carne e habitou entre nós. Aqui, as concepções de Deus se afastam brutalmente. É inaceitável para a concepção grega dominante da época que o divino da ordem universal tenha se convertido em carne. Na carne de um corpo específico. E essa carne, de que fala o texto, é Jesus, um homem, tido como Filho de Deus.”(2) De repente, Deus e torna em “um indivíduo. Um divino encarnado. Um Deus pessoal. Que podíamos encontrar na rua. Que podíamos bater um papo. Aparentemente, sem frescura. Afinal, dava prosa a qualquer um. E grande atenção aos carentes. Não só de riqueza, mas também de notoriedade, de capital simbólico de afeto etc. Nada a ver com os reis da época.”(3) De repente, Deus não precisa ser procurado no céu, pois está presente na terra. Ao invés do ser humano buscar a Deus, agora Deus busca o ser humano. Os gregos quase infartaram ao ler o v. 14 do primeiro capítulo do evangelho de João. Não é o ser humano que se “religa” a Deus, mas Deus que se ligou ao ser humano. Além disso, acontece uma aberração: o lógos morreu na cruz.
Jesus não fundou uma igreja ou uma religião. Ao contrário, promoveu a caridade e o amor como uma antirreligião. Ele não queria uma fé abstrata, mas concreta com ações práticas no mundo real. Assim como prometera que na casa de seu Pai há muitas moradas, da mesma forma agia cristãmente no mundo secular. Sua mensagem era para os seculares. O próprio Nietzsche o definiu como um “bom mensageiro” que “morreu tal como viveu, como ensinou – não para “redimir os homens”, mas para mostrar como se deve viver.”(4) Conforme Nietzsche, “A prática foi o que ele deixou para a humanidade. Sua atitude diante dos juízes, diante dos esbirros, diante dos acusadores e de todo tipo de calúnia e escárnio – sua atitude na cruz. Ele não resiste, não defende seu direito.”(5) Jesus não trouxe uma nova religião, mas o amor que concede dignidade aos fracos e malogrados do mundo.(6) Por isso que Nietzsche o odeia tanto e chama Jesus de “decadência” do Ocidente, pois sua mensagem fundou e é inexorável ao próprio Ocidente.
Por conseguinte, o processo de secularização da tradição cristã é que permite o próprio cristianismo a continuar existindo em sua forma secular. A secularização é uma invenção necessária do próprio cristianismo que acabou eliminando os fundamentos metafísicos desta própria tradição.
O ateu e filósofo italiano contemporâneo Gianni Vattimo é um dos principais expositores de um cristianismo não religioso adequado à pós-modernidade. Vattimo aplica a kénosis (esvaziamento, cf. Fp 2.7) como vocação fundamental da secularização do cristianismo. O que já era para ser, desde o início, um movimento antirreligioso acabou se tornando mais uma religião dentre tantas outras. Com religião se pressupõe aqui o termo latino religare que literalmente significa religar. Este era o modo pela qual o ser humano buscava, com suas forças, alcançar a transcendência e a salvação. Em Jesus Cristo, ao contrário, é Deus que vem ao ser humano na encarnação do Lógos. O Deus cristão rompeu com a religiosidade sinérgica humana, pois o próprio Deus se doou e se entregou ao ser humano, vindo de encontro a ele aqui mesmo, na terra. Assim, como vocação do cristianismo, a kénosis seria a maneira pela qual o cristianismo consegue continuamente se esvaziar da sua religiosidade e de suas estruturas religiosas, tornando-se um movimento prático que vive e atua no mundo secular, servindo a Deus por meio do próximo. Thimothy Keller afirma sobre a igreja primitiva que “os cristãos mudaram a história e a cultura ao conquistarem as elites e também ao se identificarem profundamente com os pobres.”(7) Tal como Cristo se doou, os cristãos doavam-se a servir com honestidade e alegria, cumprindo sua vocação secular no mundo. Com a institucionalização pós-Constantino, perdeu-se a dimensão secular do cristianismo e do evento de Cristo como kénosis. Na verdade, conforme Westphal, Constantino se tornou em um arquétipo de Cristo, assumindo seu lugar. Cristo passa a ser o Deus que quer conquistar os povos vizinhos para si por meio do poderio militar, a exemplo das cruzadas. O cristianismo torna-se institucionalizado, rígido, litúrgico, preso às paredes do que mais tarde Nietzsche chamaria, como já dito, de “tumulo de Deus.” O evento de Cristo foi transfigurado em religião.
Para o sociólogo Max Weber, foi Lutero quem resgatou a vocação secular do cristianismo através da Befuf (profissão) e da Berufung (vocação): “a profissão concreta do indivíduo vai sendo, com isso, interpretada cada vez mais como um dom especial de Deus, e, a posição que ele oferece na Sociedade, como preenchimento da vontade divina.”(8)
Para Vattimo, “a kénosis de Deus, que é o cerne da história da salvação, ela não deverá mais ser pensada como fenômeno de abandono da religião, e sim como atuação, ainda que paradoxal, da sua íntima vocação.”(9) Logo, para Vattimo, a kénosis neotestamentária é o pressuposto da atuação cristã no mundo secular. A lógica é a seguinte: Cristo encarnou e atuou no mundo em caridade. A igreja é o corpo de Cristo, portanto, deve se encarnar no mundo com ações cristãs, servindo a Deus por meio do próximo. Por conseguinte, vive-se o cristianismo não religioso no bom cumprimento da profissão secular, seja pedreiro, carpinteiro, médico, agricultor, alfaiate, programador, fotógrafo, gari, bombeiro, etc.
É preciso mencionar que, conforme Euler Renato Westphal, a “característica de toda a tradição protestante é a secularização, que enfatiza a racionalidade científica e técnica, a liberdade de pensamento e a autonomia para com as instituições.”(10) Não é à toa que grandes pensadores e cientistas da Modernidade eram ou tinham suas raízes no cristianismo, como, por exemplo, “Immanuel Kant, Schelling, Thomas Malthus, Friedrich Nietzsche e tantos outros.”(11) Foi o teólogo e pastor alemão pietista Friedrich Ernst Schleiermacher quem fundou a universidade moderna a partir da Universidade de Berlim.(12) Também as universidades modernas americanas surgiram a partir da Reforma, como Harvard, Princeton e Yale.(13)
A Pós-Modernidade rompeu não só com a Modernidade, mas também com a Pré-Modernidade que constituiu a Modernidade. O marco divisor entre Modernidade e Pós-Modernidade é anúncio nietzschiano da morte de Deus. Foi Nietzsche quem abriu o “mar vermelho” que separa a Modernidade da Pós-Modernidade. Para Nietzsche, a única maneira de superar a decadência ocidental é o estabelecimento de uma nova cultura a partir da era trágica dos gregos, especialmente na adoração do deus caótico e hedonista Dionísio. O Übermensch só pode sobreviver nesta nova cultura substituta da humanista e decadente. Para Nietzsche, o Deus que se fez fraco é uma vergonha, um “golpe de gênio do cristianismo” onde Deus se tornou “o único que pode redimir o homem daquilo que para o próprio homem se tornou irredimível – o credor se sacrificando por seu devedor, por amor (é de se dar crédito?), por amor a seu devedor!...”(14) Por conseguinte, o projeto trans-humanista do Übermensch pode ser executado somente na superação do mito decadente cristão-ocidental.
Entretanto, como afirma Marcus Throup, “No fim das contas, o velhinho da floresta riu por último porque Zaratustra havia se equivocado: Deus não morreu.”(15) Realizar bem a profissão é uma atitude concreta do genuíno cristianismo não religioso, servindo a Deus por meio do próximo. Mas também, como teólogo cristão, não excluo o cristianismo religioso com seus dogmas, ritos, hinologia, experiências, etc., desde que sejam legítimos e não abusem da fragilidade humana, especialmente financeira. Sou ateu deste deus da prosperidade financeira tão pregado por aí, que em sua orgia realiza transações com tudo e todos. Ao contrário, creio no lógos que se fez carne, esvaziou-se, serviu e lavou os pés de humanos simples sem cobrar nada, além de morrer em uma cruz de forma tão cruel. Elimino de minha crença a metafísica de Zeus. O Deus que se fez fraco (existindo ou não) é uma força simbólica incrível em momentos de fraqueza, pois ele me entende e até morrer ele sabe como é. O Deus que se fez fraco está no fundamento do Ocidente e confere dignidade aos pobres, fraco e malogrados da sociedade. O “Jesus constantiniano” não tem nada a ver com isso. Querido leitor, acabei de lhe dar uma chave interpretativa. Agora é com você. O objeto de sua fé deveria ser repensado.
Referências:
(1) MAFFESOLI, Michel. A Sombra de Dioniso. 2. ed. São Paulo: Zouk, 2005. p. 19.
(2) BARROS FILHO, Clóvis. A vida que vale a pena ser vivida. 12. ed. Petrópolis: Vozes, 2014. p. 100.
(3) BARROS FILHO, 2014. p. 101.
(4) NIETZSCHE, Friedrich Wilhelm. O Anticristo – 1888. In: NIETZSCHE, Friedrich Wilhelm. Obras escolhidas. Porto Alegre: L&PM, 2013. p. 399.
(5) NIETZSCHE, 2013. p. 399.
(6) Cf. BARROS FILHO, Clóvis. Somos Todos Canalhas. Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 2015. p. 114.
(7) KELLER, Thimothy. Igreja Centrada. São Paulo: Vida Nova, 2014. p. 179.
(8) WEBER, Max. A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo. São Paulo: Livraria Pioneira, 1967. p. 57.
(9) VATTIMO, Gianni. Depois da Cristandade. Rio de Janeiro: Record, 2004. p. 12. p. 35.
(10) WESTPHAL, Euler Renato. “A pós-modernidade e as verdades universais: a desconstrução dos vínculos e a descoberta da alteridade.” in: CARVALHO LAMAS, Nadja de; RAUEN, Taiza Mara (orgs.). (Pro)Posições Culturais. Joinville: Univille, 2010. p. 15.
(11) WESTPHAL, Euler Renato. Brincando no Paraíso Perdido. São Bento do Sul: União Cristã, 2006. p. 46.
(12) Cf. ZILSE, Raphaelson Steven. Base Filosófica para uma Estrutura Dogmática?. In: SCHWAMBACH, Claus (coord.). Vox Scripturae. São Bento do Sul, v. XXI, n. II, 2013. p. 144.
(13) Cf. WESTPHAL, 2006. p. 43-44.
(14) NIETZSCHE, Friedrich Wilhelm. Genealogia da Moral. São Paulo: Companhia das Letras, 2009.. p. 74-75.
(15) THROUP, Marcus. Igreja na berlinda. Curitiba: Encontro, 2011. p. 45.

 Acessado em 26/11/2016 às 06:11h.



Angela Natel On sexta-feira, 25 de novembro de 2016 At 08:44


Meu nome é Angela Natel, nasci em 1979 e há mais de 20 anos estou envolvida direta e indiretamente no trabalho missionário. Em 1998 tive a oportunidade de fazer o Curso de Linguística e Missiologia (CLM) da Missão ALEM – Associação Linguística Evangélica Missionária, cujos projetos concentram-se nas áreas de Tradução da Bíblia e Educação Bilíngue e Intercultural. Após concluir duas faculdades (Letras e Teologia) e morar quatro anos em Moçambique, pude fazer também um mestrado em Teologia e me envolver no ensino e produção de materiais. 
Desde 2015 voltei a servir como membro colaborador da ALEM, junto ao Departamento de Cursos da Missão. Nesse Departamento, trabalho na criação de novos cursos, restruturação e apoio aos cursos já existentes, apoio direto aos missionários que se encontram no campo, ministração de aulas em outras Instituições e Organizações Missionárias e elaboração de materiais que atendam às necessidades na formação de tradutores da Bíblia e educadores interculturais, bem como em programas de usos das Escrituras.
Sabendo que as agências missionárias atuam sem fins lucrativos e são mantidas por doações voluntárias, é importante lembrar que quem mora em uma base tem as mesmas (ou, às vezes, até maiores) necessidades de um missionário no campo, no que diz respeito a gastos com moradia, energia, água, alimentação, higiene e saúde física e emocional. Assim, a agência, em si é apenas uma estrutura mantida pelas Igrejas, e cabe a cada missionário que vive na base ter seu próprio sustento para todas as despesas. Muitos precisam continuar em seus estudos para poder servir melhor aos que estão vindo para serem treinados e enviados a campos transculturais. Assim, prossigo em meus estudos para o doutorado em Teologia. Além de uma formação de qualidade, o missionário de base, em geral, deixa de lado cargos acadêmicos para poder servir integralmente na base, o que acarreta em perdas financeiras.
Reconhecendo que nada pode ser feito sem apoio, tanto financeiro como em oração, gostaria de te convidar a se envolver neste projeto de serviço para o treinamento de tradutores e educadores interculturais. Embora o trabalho desenvolvido seja na base da ALEM, na cidade de Brasília, é um ministério missionário de alcance transcultural e mundial, pois, nossos alunos, posteriormente ao curso, são enviados por suas comunidades eclesiásticas a diferentes povos em diversos países do mundo. Hoje, por meio dos nossos alunos, atuamos em todos os continentes.
Os desafios financeiros existem, tanto para minha manutenção pessoal básica quanto na continuidade do tratamento médico de que necessito. A necessidade, para minha subsistência, é de R$ 2.000,00 mensais (aluguel, alimentação, higiene pessoal e medicamentos). A ideia é que amigos e colaboradores que desejem fazer parte desse ministério assumam o compromisso no valor de sua escolha para depositar com alegria mensalmente na conta:
http://apoieumacausa.com/pt-BR/causes/treinando-tradutores-e-educadores-interculturais

Dessa forma podemos alcançar um sustento mensal mínimo a fim de que o trabalho possa ser realizado no campo que o Senhor Jesus tem escolhido para que eu O sirva neste momento: a base de treinamento de missionários da ALEM. É com muita alegria que me dirijo a você para expressar gratidão pelo seu interesse para com minha vida e trabalho, ao ler este projeto. Assim Deus vai escrevendo Sua História através de nossas vidas como equipe. A Ele toda a glória, no nosso meio e entre todos os povos.
Não deixe de se envolver nessa Missão: http://apoieumacausa.com/pt-BR/causes/treinando-tradutores-e-educadores-interculturais

Pela graça e para a glória de Jesus Cristo
Angela Natel



Grupo de amigos e parceiros em Missão: 

Angela Natel On At 02:34
Angela Natel On quinta-feira, 24 de novembro de 2016 At 08:20

Li C. S. Lewis pela primeira vez assim que cheguei aos Estados Unidos, aos nove anos de idade. Nascida no Iraque, eu ainda estava aprendendo o inglês quando li, pela primeira vez, O Leão, a Feiticeira e o Guarda-roupa, e ele capturou minha atenção e minha imaginação.
O tempo passou, estabeleci-me neste país, tornei-me adulta e, mais tarde, li outros livros filosóficos e de não-ficção de Lewis. Mas o que arrebenta comigo – ainda hoje – são algumas páginas de A Viagem do Peregrino da Alvorada.

Um menino desagradável 
Nesse livro, C. S. Lewis nos oferece uma imagem poderosamente pessoal da regeneração.
A cena começa com Eustáquio, um menino desagradável que se vê em posse de uma grande fortuna. Ele fica imaginando a vida e confortos que podia desfrutar agora, e em seus confortos ele adormece com seu tesouro. Quando acorda, Eustáquio não é mais um menino, mas um dragão, a manifestação externa de sua ganância e egoísmo internos.
A bracelete de ouro que ele havia colocado em seu braço de menino agora estava apertando sua pata de dragão, e a dor era lancinante. Pior ainda, a dor física misturou-se com a dor de perceber que ele agora estava desligado da humanidade, isolado e sozinho. Ele começa a chorar muito, lágrimas quentes de dragão.
Um Salvador gracioso 
Em misericórdia e compaixão, Aslam chega e conduz o dragão Eustáquio a um jardim no alto da montanha e, depois, a uma nascente de água no centro do jardim.
Eustáquio olha para a nascente e percebe que se ele pudesse tão-somente entrar na água, a dor de sua pata cessaria. Mas Aslam diz que ele precisará ser despido primeiro. Após um momento de confusão, Eustáquio lembra que é um dragão, e que dragões têm peles como cobras, que podiam ser mudadas. Com suas garras afiadas, ele começa a rasgar sua pele de dragão. Ele descama uma camada somente para descobrir outra horrível, escamosa e dura por debaixo. E depois outra. Após três camadas, ele percebe que é tudo em vão – ele nunca se purificará, se livrará de sua dor ou mudará aquela pele horrível sozinho.
Um talho da Graça
“Eu tiro a sua pele”, diz Aslam, o Leão.
Eustáquio estava tão desesperado que até mesmo o seu medo das patas de Aslam não foi suficiente para impedi-lo de deitar de costas. Deitado ansioso no chão, eis como Eustáquio se sentiu.
A primeira unhada que me deu foi tão funda que julguei ter me atingido o coração. E quando começou a tirar-me a pele senti a pior dor da minha vida. A única coisa que me fazia aguentar era o prazer de sentir que me tirava a pele.
Tirou-me aquela coisa horrível, como eu achava que tinha feito das outras vezes, e lá estava ela sobre a relva, muito mais dura e escura do que as outras. E ali estava eu também, macio e delicado como um frango depenado e muito menor do que antes. Nessa altura agarrou-me – não gostei muito, pois estava todo sensível sem a pele – e atirou-me dentro da água. A princípio ardeu muito, mas em seguida foi uma delícia. Quando comecei a nadar, reparei que a dor do braço havia desaparecido completamente. Compreendi a razão. Tinha voltado a ser gente. […] Depois de certo tempo, o leão me tirou da água e vestiu-me[1].
Os aguilhões que curam
Derramei muitas lágrimas de gratidão solene nesta cena. Ela fere rente. Ela ferroa e cura.
Como Tim Keller disse certa vez em um sermão, “o modo de lidar com a culpa não é evitá-la, mas resolvê-la. Eustáquio não apenas percebeu que não podia tirar sua própria pele, mas somente Deus pode vir a tirá-la, e para isso você precisa deixá-lo penetrar fundo. Você deve assumir toda a culpa para si, parar de jogar a culpa nos outros e assumir a responsabilidade pelo que fez de errado. Sem desculpas. Totalmente de frente”.
Olho para o meu pecado de frente. Eu também era um dragão, uma criatura feia, repulsiva e profundamente encascada na miséria que eu mesma criei, solitária e assustada.  Mas por causa da graça de Deus, o Leão de Judá me chamou para o jardim construído na Montanha, e para a Fonte e Água Viva.
Ele fez de mim uma nova criatura, e deu um futuro a um pecador desesperançado.
Uma esperança eterna
 Quando Cristo rasgou a minha carne, uma carne que eu não podia despojar, ele converteu meu coração de pedra em carne. Pelo sangue de um Cordeiro, fui de um dragão a uma menina.
Como Eustáquio, tenho minhas recaídas. Ainda há muitos dias nos quais eu possa ser chata. Mas a cura começou, e é uma cura que será concluída em tempo oportuno (Filipenses 1.6; 1 João 3.2). E quando isso acontecer, passearei em um jardim novo, para viver com Deus e beber do rio de prazer incessantemente.
[1] C. S. Lewis. As Crônicas de Nárnia. Editora Martins Fontes, 2005. p. 451-452. Tradução de Paulo Mendes Campos.
Por: Luma Simms. © 2013 Desiring God. Original: My Dragon Skin Torn Off
Tradução: Leonardo Bruno Galdino. © 2016 Ministério Fiel. Todos os direitos reservados. Website: MinisterioFiel.com.br. Original: Minha pele arrancada de dragão
Permissões: Você está autorizado e incentivado a reproduzir e distribuir este material em qualquer formato, desde que informe o autor, seu ministério e o tradutor, não altere o conteúdo original e não o utilize para fins comerciais.

Fonte: http://voltemosaoevangelho.com/blog/2016/11/minha-pele-arrancada-de-dragao/
Angela Natel On At 00:32
Hermes C. Fernandes: Por que a Black Friday se tornou em Black Fraude n...: Por Hermes C. Fernandes Costumo ser bem crítico à qualquer tentativa de se importar certos modismos, principalmente quando se trata...
Angela Natel On quarta-feira, 23 de novembro de 2016 At 05:23
Por Ariovaldo Ramos
Ortega y Gasset, filósofo espanhol, disse: "Eu sou eu e minhas circunstâncias." Se ele está certo, a salvação de um ser humano deve passar, “conditio sine qua non” pelo resgate de seu contexto. Ou seja, a salvação da pessoa importa, necessariamente, no câmbio de seu ambiente. Essa dimensão para a salvação está presente no conceito cristão de salvação.
Tal proposição está refletida no que me parece ser o significado mais profundo da oração: "Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra, como no céu." A salvação do ser humano e de todas as demais criaturas não se completará enquanto o ambiente não for renovado.
Para a fé cristã, um ser humano salvo é alguém que foi arrancado do inferno e teve o inferno arrancado dele, o que significa que triunfou sobre suas fraquezas, vícios, pecados e traumas; foi transformado em alguém semelhante a Jesus de Nazaré, em quem vimos Deus como é e o ser humano como o deve ser, tendo os seus dons e talentos desenvolvidos, e onde exercitá-los com plena liberdade; é plenamente comunitário; desfruta de todos os direitos humanos em todas as áreas: espiritual, psicológica, econômico-financeira, educacional, profissional, social e política. Assim, salvação é ação social no sentido mais profundo porque é o resgate do ser e de suas circunstâncias.
Por onde Deus começou o que chamamos de salvação?
Quando a raça humana rompeu com Deus, rompeu consigo mesma, uma vez que "nele vivemos, e nos movemos, e existimos" (At 17.28) pois, perdeu o "locus" da existência e o direito à mesma. Quando fomos criados o Criador, por coerência, estava moralmente comprometido com a nossa sobrevivência, porém, quando o deixamos, devolvemos-lhe o privilégio à vida. Então, por que continuamos nela? Só o pode ser por desejo do Senhor.
Seria o desejo do Altíssimo de criar, entretanto, motivo suficiente para infringir o princípio da justiça quebrado, por nós, em nosso ato de rebelião? Não, o seu caráter não o permitiria, logo, algo foi providenciado: "Sabendo que não foi mediante coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados do vosso fútil procedimento que vossos pais vos legaram, mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo, conhecido, com efeito, antes da fundação do mundo, porém manifestado no fim dos tempos, por amor de vós." (1 Pe 1.18-20). O sacrifício do Cristo foi a providência! E aconteceu antes da fundação do mundo.
A Trindade sabia o tempo todo do passo que daríamos, e foi em frente mesmo assim. A criação foi uma ação social, uma vez que a existência de tudo deve-se à insistência divina em criar o que precisaria de salvação. A graça deflagrada a partir do sacrifício prévio, e, que é comum a todos os homens, não só permitiu a nossa criação, como impediu que fossemos dominados pela maldade, inerente ao estado de ruptura com Deus inaugurado por nós, mantendo-nos, assim, na existência, emprestando-nos a bondade de Deus e concedendo-nos prazer de viver: "O qual, nas gerações passadas, permitiu que todos os povos andassem nos seus próprios caminhos; contudo, não se deixou ficar sem testemunho de si mesmo, fazendo o bem, dando-vos do céu chuvas e estações frutíferas, enchendo o vosso coração de fartura e de alegria." (At 14.16,17). O que explica a presença de atributos divinos - como: amor, amizade, senso do belo, senso de justiça - em pessoas que nem consideram Deus. A graça tornou possível a criação e a restauração de todas as coisas, e a irrupção do novo céu e da nova terra, onde a justiça habitará. A graça é Deus em ação social!
Ação social é o movimento em favor do resgate da dignidade do ser humano, o que implica, necessariamente, no câmbio das circunstâncias onde o ser humano é. Uma ação social conseqüente levará à instituição de um estado de bem-estar para todos. Para além da transformação espiritual da pessoa, fruto do encontro com o Cristo, e que é ato pessoal, inalienável e intransferível. Deus é o patrono disso.

Fonte: https://www.facebook.com/levi.gabriel.75/posts/10211207242285671
Angela Natel On terça-feira, 22 de novembro de 2016 At 07:10
Hermes C. Fernandes: A quem você salvaria primeiro? - O juramento de Hi...: Por Hermes C. Fernandes Custei a acreditar na tal enquete. Achei que se tratasse de mais uma notícia falsa a se proliferar nas re...
Angela Natel On At 01:49
- "Raça de víboras, que vos induziu a fugir da ira vindoura?" (Mt 3:7).
- "Deixa de ser grosseiro. Sou evangélico. Você está me tratando como se eu fosse um pecador. Conheço teologia".
- "Quem tiver duas túnicas, reparta com quem não tem; e quem tiver comida, faça o mesmo" (Lc 3: 10).
- "Deixa de mi mi mi".
Diz a Bíblia: "Também soldados lhe perguntaram: E nós, que faremos? E ele lhes disse":
- "A ninguém maltrateis, não deis denúncia falsa e contentai-vos com o vosso soldo" (Lc 3:14).
- "Você é dos direitos humanos, não é? Gosta de bandido?, leva pra casa. Direitos humanos para humanos direitos".
Não é à toa que ele declarava que aquela sociedade precisava tomar banho.
"... e eram batizados por ele no rio Jordão, confessando seus pecados...". Ele também dizia: "Já está posto o machado à raiz das árvores; toda árvore, pois, que não produz bom fruto é cortada e lançada ao fogo" (Mt 3:10).
Não há espaço para a pregação de João Batista nem na sociedade brasileira, nem em grande parte da igreja, nem em muitas conferências teológicas realizadas no Brasil.

Antônio Carlos Costa
https://www.facebook.com/AntonioCarlosAlvesdeSaCosta

Liberdade de Expressão


É importante esclarecer que este BLOG, em plena vigência do Estado Democrático de Direito, exercita-se das prerrogativas constantes dos incisos IV e IX, do artigo 5º, da Constituição Federal. Relembrando os referidos textos constitucionais, verifica-se:
“é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato" (inciso IV) e "é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença"(inciso IX). Além disso, cabe salientar que a proteção legal de nosso trabalho também se constata na análise mais acurada do inciso VI, do mesmo artigo em comento, quando sentencia que "é inviolável a liberdade de consciência e de crença". Tendo sido explicitada, faz-se necessário, ainda, esclarecer que as menções, aferições, ou até mesmo as aparentes críticas que, porventura, se façam a respeito de doutrinas das mais diversas crenças, situam-se e estão adstritas tão somente ao campo da"argumentação", ou seja, são abordagens que se limitam puramente às questões teológicas e doutrinárias. Assim sendo, não há que se falar em difamação, crime contra a honra de quem quer que seja, ressaltando-se, inclusive, que tais discussões não estão voltadas para a pessoa, mas para idéias e doutrinas.